Plano de Controlo de Qualidade
Da Água de Abastecimento Público – 2015
Câmara Municipal de Lagos
Índice
1. Introdução 2
2. Objectivos do PCQA 3
3. Definição dos parâmetros a monitorizar 4
4. Descrição da zona de abastecimento 8
1. Introdução
Cumprindo a exigência do Decreto-Lei n.º 306/2007 de 27 de Agosto, no seu artigo 14.º, número 2, serve o presente documento para submeter o Programa de Controlo de Qualidade da Água – 2015 à aprovação da autoridade competente – ERSAR.
É pois descrito o Programa de Controlo de Qualidade da Água proposto para 2015 e executado com base nas obrigações legais do referido Diploma, bem como, nas indicações oficiais da ERSAR. Define-se também o programa de monitorização operacional do sistema de distribuição.
2. Objectivos do PCQA
O principal motivo para a monitorização da qualidade da água de abastecimento prende-se com a necessidade de verificar se a qualidade da água distribuída é adequada ao consumo humano de modo a que se promova na Saúde pública. Esta verificação tem por base a análise de parâmetros definidos no Decreto-Lei n.º 306/2007 de 27 de Agosto e o cumprimento dos valores paramétricos exigidos no mesmo Diploma.
Assim sendo, define-se neste PCQA os seguintes conteúdos:
1. controlo de parâmetros analíticos para a aferição da qualidade da água na rede de distribuição – em conformidade com o Decreto-Lei n.º 306/2007 de 27 de Agosto;
2. controlo de parâmetros analíticos para a aferição operacional da rede de distribuição;
3. controlo de parâmetros analíticos para a aferição operacional dos pontos de armazenamento de água;
Com base no controlo acima descrito, pretende-se objectivamente:
• identificar as condições em que a água se encontra ao longo do sistema
de distribuição;
• detectar qualquer sinal de deterioração da qualidade da água distribuída;
• identificar qualquer situação em que a água não cumpra as normas de
qualidade para consumo humano;
• identificar qualquer zona contaminada;
• avaliar a necessidade de qualquer intervenção na rede para melhoria de
3. Parâmetros a controlar
3.1 Parâmetros do Programa de Controlo da Qualidade da Água (PCQA)
Relativamente aos parâmetros dos CR1 e CR2 serão controlados quase todos os parâmetros constantes no quadro B1 (excepto os parâmetros conservativos), do Decreto-Lei n.º 306/2007 de 27 de Agosto, como controlo de Rotina.
Considera-se também necessária a inclusão do Ferro e dos Nitritos no grupo de parâmetros do CI porque: o Ferro não é utilizado como agente floculante e, os Nitritos porque o processo de desinfecção não inclui a cloraminação (utilização de amónia e cloro). Acrescente-se que o agente floculante utilizado no tratamento de água efectuado pelas Águas do Algarve contém Alumínio, no anexo 7.1
encontra-se uma breve descrição do processo de tratamento, bem como a ficha técnica do floculante utilizado. Sendo assim, o Alumínio incluí-se no grupo de
parâmetros CR2.
A água tratada fornecida pela Águas do Algarve é de origem superficial e subterrânea pelo que se continuará a incluir no CR2 o parâmetro Clostridium
perfringens.
Quanto aos parâmetros do CI, todos os constantes no quadro B1 do Decreto-Lei n.º 306/2007 de 27 de Agosto serão pesquisados, excepto, os parâmetros conservativos. Relativamente aos parâmetros:
a) acrilamida, epicloridrina e cloreto de vinilo:
• O controlo destes parâmetros é preventivo por limitação dos seus
teores nos produtos em contacto com a água, uma vez que entram na composição dos agentes floculantes de tratamento da água. Como este processo é da responsabilidade de quem fornece a água ao Município – Águas do Algarve –, não se procederá à sua análise no PCQA.
b) segundo nota técnica da ERSAR não se pesquisarão os parâmetros radiológicos até serem conhecidas definições a nível europeu.
c) A pesquisa dos Pesticidas não é efectuada porque se tratam de parâmetros conservativos.
O quadro seguinte resume os parâmetros a analisar e os seus valores paramétricos:
3.2 Parâmetros do Programa de Controlo Operacional ( PCO )
Com a pretensão de monitorizar as condições de higiene de toda a rede de
distribuição, verificar a necessidade de intervenções na rede e
definir/acompanhar o comportamento de zonas de risco de contaminação, tais como, pontas de rede e locais de baixo consumo, em simultâneo com o PCQA desenvolve-se um Plano de Controlo Operacional (PCO).
Neste PCO são analisados vários parâmetros químicos que já pertencem ao PCQA, mas justifica-se o aumento da sua frequência, de maneira expedita, para intervir correctivamente caso seja necessário.
Para controlo da corrosão e reconhecimento da consequente contaminação da água com os seus produtos, torna-se necessária a análise de outros parâmetros químicos que permitam averiguar o equilíbrio calco-carbónico e índice de corrosão.
4. Descrição da Zona de
Abastecimento
Segundo o Decreto-Lei n.º 306/2007 de 27 de Agosto os fundamentos para elaboração do Programa de Controlo de Qualidade da Água (PCQA) são as informações relativas à área geográfica no Município em termos de:
1. N.º e definição de zonas de abastecimento;
2. População servida no Município;
3. Volume diário que entra na zona de abastecimento.
No Quadro 3 são apresentados os dados base para a elaboração do PCQA:
Saliente-se que a empresa Águas do Algarve, S.A. é responsável pelo abastecimento em alta no Município, pelo que se considera a água distribuída como uniforme em todo o Município (tem sempre a mesma origem e é recolhida em seis pontos de entrega). Assim sendo considera-se que existe apenas uma Zona de Abastecimento.
Relativamente à população abastecida segundo os resultados definitivos dos Censos 2011, a população residente no concelho de lagos é de 31.049 e segundo os dados do Anuário Estatístico da Região do Algarve 2012 (Edição 2013), o total de hóspedes em Lagos é de 163.410. Desta forma, considera-se que a população servida é de 44.667 habitantes – no anexo 7.5 encontram-se cópias dos dados utilizados.
5. Frequência, calendarização e
localização das amostras
5.1 Programa de Controlo da Qualidade da Água (PCQA)
Com base na interpretação do Quadro B1 do Anexo II do Decreto-Lei n.º 306/2007 de 27 de Agosto oficiada pela ERSAR, as frequências de amostragem propostas e justificadas para o PCQA são apresentas no quadro 4:
Com base nos dados de volume diário que entra na zona de abastecimento e com a população servida conclui-se que para o ano de 2015 deverão ser efectuadas 108 análises tipo CR1, 49 análises tipo CR2 e 5 análises do tipo CI. O controlo analítico é feito por uma empresa externa, o Agroleico contratado em 2013 pelo período de 2 anos ou até se esgotar o valor montante do concurso.
Quanto à data de colheita das amostras definiu-se um espaço temporal de aproximadamente uma semana entre duas colheitas.
O número de pontos de recolha é de 108 (igual ao n.º de análises CR1 a efectuar).
5.1 Programa de Controlo Operacional (PCO)
Diariamente serão executadas as análises de controlo expedito, também parte integrante do Programa de controlo operacional pelos operadores.