C O M E N T Á R I O S P E S Q U I S A AÇÃO SOCIAL DAS ENTIDA DES DO COEP
O COEP, criado em 1993, com a adesão de cerca de 30 entidades públicas, conta hoje com mais de 600 associadas, distribuídas em 18 comitês estaduais. Toda esta expansão e a estrutura descentralizada , que caracteriza o COEP, onde cada entidade executa seu programa de ação de forma autônoma, dentro de uma lógica institucional própria, exigiam uma estratégia de acompanhamento que permitisse desenhar o perfil do COEP no que se refere à sua composição e às características das ações desenvolvidas por suas associadas.
A Pesquisa Ação Social das Empresas...
1O Gráfico (n.1)
Composição do COEP segundo características das 561 entidades associadas, incluindo os Orgãos da Administração Direta.
Um dos primeiros resultados da pesquisa foi possibilitar que se fizesse um cadastro de todas as entidades do COEP. No momento em que se iniciou a pesquisa de campo, agosto de 99, o COEP contava com 561 associadas. O processo de expansão é tão dinâmico que no 2O. semestre do ano passado foram criados mais 3 comitês estaduais ( Alagoas, Sergipe e Espirito Santo) e hoje a rede do COEP reúne mais de 600 entidades.
Na composição do COEP predominam três grandes grupos formados pelas Empresas de Controle Estatal (38,1%), Orgãos Governamentais da Administração Direta ( 23,4%) e Fundações, Autarquias e Institutos (15,5%). Tal resultado era de se esperar na medida em que o COEP - Comitê de Entidades Públicas no Combate à Fome e pela Vida - teve na sua origem (1993), o propósito de reunir aquele conjunto de entidades para atuarem, de forma articulada, no enfrentamento dos problemas sociais do país. Nos últimos anos a composição do COEP vem se ampliando com o ingresso de entidades de diversas características que já representam 23% do total.
2o Gráfico (n.2)
( Explicar porque os orgãos da Administração Direta não entraram na pesquisa) Composição do COEP segundo características das 430 entidades associadas, excluindo os Orgãos Governamentais da Administração Direta.
Na composição do COEP, excluídos os Orgãos Governamentais da Administração Direta, o quadro geral permanece com o predomínio das entidades de Controle Estatal (49,50%), seguido das Fundações/Institutos/Autarquias (20,20%). Os demais grupos representam 30,30% do total.
3o Gráfico (n.3)
As entidades realizaram ações sociais em 1998?
79,53% das associadas ao COEP que participaram da pesquisa declararam ter realizado algum tipo de ação social para a comunidade em 1998, o que corresponde a 342 entidades do universo de 430. As outras 86 associadas (20,00% ) não executaram qualquer espécie de ação social nesse período, e 02 ( 0,47%), não souberam responder. Este resultado constituiu uma das surpresas da pesquisa uma vez que a adesão ao COEP é voluntária e só se justifica pela disponibilidade da entidade para atuar coletivamente no sentido de atenuar as carências sociais do país.
A análise destes dados segundo a característica das entidades revela que proporcionalmente, o maior número de entidades que não realizaram ações sociais, no ano de 98, se concentraram no grupo de Fundação/Instituto/ Autarquia (52,87% não realizaram), seguido do grupo das organizações não governamentais (25,81% não realizaram).
As respostas obtidas nesta questão indicam a necessidade de uma análise mais aprofundada, buscando identificar os motivos que impediram a atuação daquelas associadas na área social, em 1998.
QUADRO SÍNTESE ;
92.00% das associadas do COEP declararam que realizar ações sociais faz parte da estratégia da entidade, sendo que em praticamente 50,00% das entidades as ações constaram de documento e/ou orçamento próprio.
Estes dados indicam que se caminha para a institucionalização dessas ações, o que vem atender à recomendação expressa do Conselho Deliberativo do COEP, que vê na institucionalização uma estratégia da maior importância para
a efetiva participação das entidades no combate à exclusão social. (n4)
Outro dado relevante nas entidades associadas ao COEP é a expressiva participação dos funcionários nas ações sociais ( 92,00%). Esta questão vem sendo amplamente debatida na sociedade onde se discute a participação voluntária dos cidadãos na busca de soluções para os problemas sociais. Neste sentido, pode - se ressaltar o pioneirismo das entidades associadas ao COEP.
Cabe ressaltar que análise mais detalhada dos dados revelou que cerca de 50,00% das entidades atribuem aos funcionários a responsabilidade pela ação social, através de comitês, dos representantes do COEP grêmios, etc.
Este resultado vem corroborar a Recomendação do Conselho Deliberativo do COEP que propõe a todas as associadas “estimular a participação dos
empregados/funcionários em ações da cidadania e criar mecanismos que incentivem a parceria empregado/entidade em iniciativas de combate à pobreza”( n.6A)
Existem avaliações documentadas da ação social realizada em 1998 na grande maioria das entidades do COEP ( 73,00% ). Em 80,00% das associadas a execução das avaliações coube à própria entidade.
Quando se sabe que um dos problemas das ações sociais é a questão da avaliação dos seus resultados, é muito significativo o número de associadas ao COEP que documentam suas avaliações, as quais constituem subsídios valiosos para um constante aperfeiçoamento do trabalho.
O desafio que se coloca para o COEP e suas associadas é analisar o conteúdo dessas avaliações; esses resultados irão contribuir para a concretização da proposta do COEP de avançar na elaboração de metodologias de ação social.
Os dados mostraram que também 73,00% das entidades divulgaram a ação social realizada em 1998. Dentre os meios de divulgação mais utilizados, predominam os jornais / informativos internos à entidade ( 77,00%) o que demonstra que, embora a grande maioria divulgue suas realizações, estas informações se dirigem para o público interno das próprias entidades.(n.8) Cabe ressaltar que cerca de 30,00% das entidades declararam utilizar a publicação do Balanço Social como forma de divulgar as ações sociais realizadas. Este dado tem um grande significado uma vez que o COEP foi um dos precursores da proposta do Balanço Social como forma de demonstração para a sociedade, através de indicadores claros, de que o componente social está sendo integrado às estratégias da organização.
4o Gráfico (n.12)
Como as entidades realizaram as ações sociais?
O desenvolvimento de projetos em parceria com Orgãos Governamentais foi a forma privilegiada pelas entidades (60,30%) para realizarem suas ações sociais. A execução direta pela própria entidade (55,52), a implementação de projetos em parceria com organizações comunitárias ( 44,78%) e em parceria com outras empresas ( 25,67%) constituíram também estratégias bastante utilizadas.
Os dados revelaram que a utilização das diferentes formas de parceria - com orgãos governamentais, organizações comunitárias , outras empresas - constituiu a estratégia privilegiada para o desenvolvimento das ações sociais em 1998. Tal constatação reforça a proposta do COEP, enquanto espaço de articulação entre suas associadas, que incentiva as mais diversas formas de parceria , buscando garantir a complementaridade das ações e ampliar o seu impacto.
5O Gráfico (n.09)
O que as entidades fizeram para a comunidade?
No que se refere à comunidade, ao mesmo tempo que as entidades desenvolveram ações voltadas para alimentação e abastecimento, houve uma preocupação acentuada com ações de promoção social, mais estruturantes como fica evidenciado nas áreas de educação/ alfabetização; desenvolvimento comunitário e qualificação profissional.
( Obs. Setor público é menos assistencial do que o setor privado) 6O Gráfico ( n.10)
O que as entidades fizeram para seus empregados e familiares?
Quando os beneficiados são seus empregados e familiares, as entidades concentraram suas ações em educação/alfabetização, qualificação profissional e saúde.
7O Gráfico (n.11)
Para quem as entidades dirigiram sua ação social?
O segmento da comunidade que recebeu mais benefícios das ações sociais das entidades do COEP em 1998, é constituído pelos jovens ( 60,65%) seguido
de perto pelo grupo das crianças (59,47%) e dos adultos ( 55,03%). O índice relacionado ao desenvolvimento comunitário também foi alto.
O conjunto das ações sociais relatadas no livro ”Caminhos para Mudar o Brasil”, nos “Cadernos da Oficina Social”, nos Relatórios anuais das atividades realizadas, e ainda os projetos que se inscreveram no Prêmio Mobilização apresentam um grande número de ações voltadas para os jovens. Este dado revela a disponibilidade das entidades associadas para trabalharem com essa faixa etária e fortalece a proposta do COEP de intensificar seu trabalho junto aos jovens, neste ano, o que vai permitir o aprimoramento e a ampliação do que já vem sendo feito.
8O Gráfico (n.13)
Quais os resultados alcançados?
Os principais resultados alcançados pelas entidades com a realização de ações sociais foram : melhorou as condições de vida da comunidade (78,08%); melhorou a relação da entidade com a comunidade (61,86%); melhorou a imagem institucional da entidade (59,76%).
Os dados apontaram que os resultados foram altamente positivos tanto para a comunidade, como para as entidades.
9O Gráfico (n.14)
Principais dificuldades para realizar ação social
Os dados revelaram que a principal dificuldade para a realização das ações sociais é a falta de recursos ( 76,25%), seguida do pouco incentivo do Governo ( 43,81%), deficiência de pessoal qualificado (27,42%).
Cabe ressaltar que os dados revelaram os mesmos problemas identificados pela iniciativa privada .
10O Gráfico (n.15)
Sugestões para ampliar o envolvimento das entidades públicas em ações sociais.
Maior apoio e envolvimento das entidades públicas (23,61%); institucionalizar as ações sociais nas entidades públicas (22,57%); intensificar a divulgação das ações sociais realizadas (19,44%); mobilizar e sensibilizar dirigentes e comunidades (15,97%); apoiar projetos específicos (12,85%); ampliar a articulação entre entidades públicas e entre o COEP e empresas privadas (12,50%).
O COEP, entendendo que a divulgação das ações sociais constitui , também, uma estratégia de mobilização, tem produzido, através da Oficina Social, uma série de publicações como o livro “Caminhos para Mudar o Brasil” com 44 experiências, os “Cadernos da Oficina Social”n.2 e 4 ,e também vídeo sobre a Cooperativa de Manguinhos. proposta do COEP, também através da Oficina Social, é avançar ainda mais, buscando, a partir da análise de todo esse acervo de experiências, identificar e divulgar metodologias de ação social.
Quanto à falta de pessoal qualificado, o COEP já havia detectado o problema e vem promovendo através da Oficina
Social, cursos de qualificação tanto para a comunidade, (em 98 foram realizados cursos de cooperativismo em 11 estados), quanto para os técnicos das entidades ( foi realizado . no início de março, um curso para representantes técnicos sobre Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável).
O COEP, criado em 1993, com a adesão de cerca de 30 entidades públicas, conta hoje com mais de 600 associadas, distribuídas em 18 comitês estaduais. Toda esta expansão e a estrutura descentralizada , que caracteriza o COEP, onde cada entidade executa seu programa de ação de forma autônoma, dentro de uma lógica institucional própria, exigiam uma estratégia de acompanhamento que permitisse desenhar o perfil do COEP no que se refere à sua composição e às características das ações desenvolvidas por suas associadas.
que se estabelecesse esta expansão pesquisa realizada pelo IPEA sobre a Ação Social das empresas privadas, constituiu um instrumento com o objetivo de elaborar um quadro mais completo das ações sociais desenvolvidas em 1998, no âmbito de suas associadas.
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADESE DO COEP SEGUNDO AS FINALIDADES DA AÇÃO SOCIAL PARA A COMUNIDADE
Os dados revelaram que as entidades do COEP ao definirem as áreas de atuação em prol da comunidade optaram por iniciativas voltadas para qualificação profissional (53,51%); alimentação/abastecimento (53,51%); educação (50,00%); desenvolvimento comunitário e mobilização social (46,20%); assistência social (44,74%); cultura (38,30%); meio ambiente (35,38%); saúde (35,09); lazer e recreação ( 31,87%); alfabetização(30,70%).
Gráfico 12
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO AS FINALIDADES DA AÇÃO SOCIAL PARA OS EMPREGADOS
Nas ações sociais para os empregados as entidades do COEP priorizaram as iniciativas voltadas para a qualificação profissional ( 50,00 %); saúde (49,23%); educação (42,23%); assistência social ( 41,54%); cultura ( 37,69); meio ambiente ( 35,38%); esporte ( 32,31%); lazer e recreação ( 27,69%); segurança ( 26,15%); alfabetização ( 24,62%);alimentação/abastecimento (20,00).
Gráfico 14
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO CRITÉRIOS DE ESCOLHA DA AÇÃO SOCIAL PARA A COMUNIDADE
Os dados revelam que as associadas ao COEP, ao definirem sua ação social, consideraram, em primeiro lugar, os problemas identificados pela própria entidade ( 61,23%); seguindo-se o atendimento de demandas das comunidades (53,85%) e a defesa de uma causa( 42,69%). Ainda são critérios para escolha da ação social os problemas sociais apontados pelo governo (28,00%); as recomendações dos empregados ( 22,15%); a confiança no trabalho comunitário (21,54%) e os problemas sociais identificados pelos meios de comunicação (19,38%).
Gráfio 16
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES SEGUNDO UNIDADE RESPONSÁVEL PELA AÇÃO SOCIAL
Como responsáveis pela ação social das entidades no ano de 1998, foram identificados os Comitês dos funcionários (31,55%) seguindo-se “outros”(28,39%); a diretoria ( 26,50%); a área de Relações com a Comunidade (14,51%); dirigente da entidade ( 14,20%); área de comunicação social(12,93%); área de Recursos Humanos (12,62%) e instituição criada pela entidade ( 11,36%).
Estes dados corroboram a expressiva participação dos funcionários (92,11%) na ação social das entidades do COEP.
Gráfico 17
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES SEGUNDO A FORMA DE PARTICIPAÇÃO DOS EMPREGADOS NAS AÇÕES SOCIAIS
Quanto à participação dos empregados nas ações sociais, as práticas adotadas pelas entidades consistiram em liberar os empregados para trabalharem ou coordenarem projetos sociais da própria entidade (40,84%); estimulá-los a realizar trabalho voluntário para comunidades fora do horário de expediente(33,76%); liberá-los para trabalharem em organizações comunitárias ou campanhas públicas no horário de expediente (32,80).
Os dados confirmam o compromisso das associadas ao COEP com as ações sociais uma vez que as formas de participação dos empregados implicam em custos para as entidades.
Gráfico 18
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES SEGUNDO A FORMA DE DIVULGAÇÃO DA AÇÃO SOCIAL
A forma de divulgação privilegiada foi a utilização de jornais/informativos internos à entidade (77,34%); seguida de veiculos de comunicação/informativos próprios para público externo ( 39,84%); informações a veiculos externos de comunicação (28,52%); publicação de Balanço Social ( 28,13%); faixas, cartazes, outdoors,etc. ( 25,39%); meios de comunicação alternativos (23,44%); home page (22,66%); publicação de anúncio institucional em rádios, jornais, revistas e TV (21,09).
Estes dados revelam que as entidades valorizam mais a divulgação interna,ações sociais para a própria entidade
Gráfico 19
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO PRINCIPAIS RESULTADOS
Gráfico 20
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO PRINCIPAIS COMENTÁRIOS
P E Q U I S A
AÇÃO SOCIAL DAS EMPRESAS
Gráfico 2
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO CARACTERÍSTICAS DAS ENTIDADES
Na composição do COEP predominam as entidades de Controle Estatal, representando quase a metade do Universo (49,50%). Ao somarmos este grupo com o das Fundações/Institutos/Autarquias (20,20%), verificamos que reunidos constituem a grande maioria ( 69,70%). Tal resultado era de se esperar na medida em que o COEP - Comitê de Entidades Públicas no Combate à Fome e pela Vida - teve na sua origem (1993), o propósito de reunir aquele conjunto de entidades para atuarem, de forma articulada, no enfrentamento dos problemas sociais do país. Nos últimos anos a composição do COEP vem se ampliando com o ingresso de entidades de diversas características que já representam 30,30% do total: Universidade Pública (????? ) organização não governamental (7,20%); outros (5,60%) empresa privada ( 4,20%); associação de classe ( 4,20%); Sistema S (3,50%); Universidade Privada ( 1,20%).
Gráfico 3
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO REALIZAÇÃO DE AÇÃO SOCIAL PARA A COMUNIDADE E/ OU DOAÇÕES EM 1998
79,53% das associadas ao COEP que participaram da pesquisa declararam ter realizado algum tipo de ação social para a comunidade em 1998, o que corresponde a 342 entidades do universo de 430. As outras 86 associadas (20,00% ) não executaram qualquer espécie de ação social nesse período,e 02 ( 0,47%), não souberam responder. Este resultado constituiu uma das surpresas da pesquisa uma vez que a adesão dao COEP é voluntária e só se justifica pela disponibilidade da entidade para atuar coletivamente no sentido de atenuar as carências sociais do país ( ou na promoção da
cidadania.????????). As respostas obtidas nesta questão indicam a
necessidade de uma análise mais aprofundada, buscando indentificar os motivos que impediram a atuação daquelas associadas na área social, em 1998.
Gráfico 4
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO O NÍVEL DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AÇÃO SOCIAL
Das associadas do COEP que realizaram ações sociais, em 1998, quase a totalidade ( 92,11%) declararam que essas ações fazem parte da estratégia institucional, sendo que em 49,42% das entidades as ações constaram de documento e/ou orçamento próprio e em 42,69% elas não constaram de documento e ou orçamento próprio .
Estes dados refletem o nível de institucionalização das ações nas entidades, evidenciando os diferentes estágios de incorporação de valores sociais à cultura organizacional.
Gráfico 5
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO FREQUÊNCIA DAS AÇÕES SOCIAIS REALIZADAS
Confirmando também o grau de institucionalização de seu compromisso social, 84,80% das associadas ao COEP afirmaram que realizam suas ações sociais de maneira habitual, enquanto 11,99% o fazem eventualmente.
Gráfico 6
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO PARTICIPAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS NA AÇÃO SOCIAL
Foi muito expressiva a participação dos funcionários na ação social das entidades do COEP ( 92,11%). Este resultado vem corroborar a Recomendação do Conselho Deliberativo do COEP que propõe a todas as associadas “estimular a participação dos empregados/funcionários em ações
da cidadania e criar mecanismos que incentivem a parceria empregado/entidade em iniciativas de combate à pobreza”
Gráficos 7 e 8
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO AVALIAÇÕES DOCUMENTADAS ( gráfico7) E DIVULGAÇÃO DA AÇÃO SOCIAL EM 1998 (gráfico 8)
Existem avaliações documentadas da ação social realizada em 1998 na grande maioria das entidades do COEP ( 73,10%).
Os dados mostraram que também 73,10% das entidades divulgaram a ação social realizada em 1998.
Gráfico 9
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADESE DO COEP SEGUNDO AS FINALIDADES DA AÇÃO SOCIAL PARA A COMUNIDADE
Os dados revelaram que as entidades do COEP ao definirem as áreas de atuação em prol da comunidade optaram por iniciativas voltadas para qualificação profissional (53,51%); alimentação/abastecimento (53,51%); educação (50,00%); desenvolvimento comunitário e mobilização social (46,20%); assistência social (44,74%); cultura (38,30%); meio ambiente (35,38%); saúde (35,09); lazer e recreação ( 31,87%); alfabetização(30,70%).
Gráfico 12
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO AS FINALIDADES DA AÇÃO SOCIAL PARA OS EMPREGADOS
Nas ações sociais para os empregados as entidades do COEP priorizaram as iniciativas voltadas para a qualificação profissional ( 50,00 %); saúde (49,23%); educação (42,23%); assistência social ( 41,54%); cultura ( 37,69); meio ambiente ( 35,38%); esporte ( 32,31%); lazer e recreação ( 27,69%); segurança ( 26,15%); alfabetização ( 24,62%);alimentação/abastecimento (20,00).
Gráfico 13
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO GRUPOS DA COMUNIDADE BENEFICIADOS
O grupo da comunidade que recebeu mais benefícios das ações sociais das entidades do COEP em 1998, é constituído pelos jovens ( 60,65%) seguido de perto pelo grupo das crianças (59,47%) e dos adultos ( 55,03%). As atividades beneficiaram a comunidade em geral ( 52,96%); a família ( 39,35%); o idoso (37,57%); a mulher( 28,99%); o portador de doenças graves ( 23,96%);o portador de deficiência ( 23,37%); a população indígena ( 13,91); a população negra (3,85%).
Gráfico 14
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO CRITÉRIOS DE ESCOLHA DA AÇÃO SOCIAL PARA A COMUNIDADE
Os dados revelam que as associadas ao COEP, ao definirem sua ação social, consideraram, em primeiro lugar, os problemas identificados pela própria entidade ( 61,23%); seguindo-se o atendimento de demandas das comunidades (53,85%) e a defesa de uma causa( 42,69%). Ainda são critérios para escolha da ação social os problemas sociais apontados pelo governo (28,00%); as recomendações dos empregados ( 22,15%); a confiança no trabalho comunitário (21,54%) e os problemas sociais identificados pelos meios de comunicação (19,38%).
Gráfico 15
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO FORMA DE REALIZAÇÃO DAS AÇÕES SOCIAIS
O desenvolvimento de projetos em parceria com Orgão Governamentais foi a forma privilegiada pelas entidades (60,30%) para realizarem suas ações sociais.A execução direta pela própria entidade (55,52), a implementação de projetos em parceria com organizações comunitárias ( 44,78%) e em parceria com outras empresas ( 25,67%) constituíram também estratégias bastante utilizadas. Outras formas de ação foram: criação pela entidade de uma instituição ( fundação, instituto, associação) para executar as ações sociais (21,19%); através de Associações, Federações ou confederações às quais a entidade pertence (19,70%); doação de recursos diretamente para pessoas ou comunidades carentes ( 17,91%); doação para organizações que executam projetos comunitários (17,91%); doação para organizações filantrópicas; doação para organizações religiosas ( 6,27).
Os dados revelaram que a utilização das diferentes formas de parceria - com orgãos governamentais, organizações comunitárias , outras empresas - constituiu a estratégia privilegiada para o desenvolvimento das ações sociais em 1998. Tal constatação reforça a proposta do COEP enquanto espaço de articulação de parceria entre suas associadas.
Gráfio 16
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES SEGUNDO UNIDADE RESPONSÁVEL PELA AÇÃO SOCIAL
Como responsáveis pela ação social das entidades no ano de 1998, foram identificados os Comitês dos funcionários (31,55%) seguindo-se “outros”(28,39%); a diretoria ( 26,50%); a área de Relações com a Comunidade (14,51%); dirigente da entidade ( 14,20%); área de comunicação social(12,93%); área de Recursos Humanos (12,62%) e instituição criada pela entidade ( 11,36%).
Estes dados corroboram a expressiva participação dos funcionários (92,11%) na ação social das entidades do COEP.
Gráfico 17
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES SEGUNDO A FORMA DE PARTICIPAÇÃO DOS EMPREGADOS NAS AÇÕES SOCIAIS
Quanto à participação dos empregados nas ações sociais, as práticas adotadas pelas entidades consistiram em liberar os empregados para trabalharem ou coordenarem projetos sociais da própria entidade (40,84%); estimulá-los a realizar trabalho voluntário para comunidades fora do horário de expediente(33,76%); liberá-los para trabalharem em organizações comunitárias ou campanhas públicas no horário de expediente (32,80).
Os dados confirmam o compromisso das associadas ao COEP com as ações sociais uma vez que as formas de participação dos empregados implicam em custos para as entidades.
Gráfico 18
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES SEGUNDO A FORMA DE DIVULGAÇÃO DA AÇÃO SOCIAL
A forma de divulgação privilegiada foi a utilização de jornais/informativos internos à entidade (77,34%); seguida de veiculos de comunicação/informativos próprios para público externo ( 39,84%); informações a veiculos externos de comunicação (28,52%); publicação de Balanço Social ( 28,13%); faixas, cartazes, outdoors,etc. ( 25,39%); meios de comunicação alternativos (23,44%); home page (22,66%); publicação de anúncio institucional em rádios, jornais, revistas e TV (21,09).
Estes dados revelam que as entidades valorizam mais a divulgação interna,ações sociais para a própria entidade
Gráfico 19
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO PRINCIPAIS RESULTADOS
Os principais resultados alcançados pelas entidades com a realização de ações sociais foram : melhorou as condições de vida da comunidade (78,08%); melhorou a relação da entidade com a comunidade (61,86%); melhorou a imagem institucional da entidade (59,76%); contribuiu para os objetivos estratégicos da entidade (29,43%); melhorou o envolvimento/compromisso dos funcionários com a entidade (22,22%); aumentou a motivação e a produtividade dos funcionários(7,51%), custou mais do que a entidade recebeu em troca ( 1,80).
Gráfico 20
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES DO COEP SEGUNDO PRINCIPAIS COMENTÁRIOS
Maior envolvimento das entidades públicas (23,61%0; institucionalizar ações sociais em entidades públicas (22,57%); maior divulgação das ações sociais (19,44%); maior consciência e sensibilização dos dirigentes e comunidade
(15,97%); apoio a projetos específicos(12,85%0; maior articulação entre entidades públicas,privadas e COEP (12,50%); apoio e incentivo à ações dos empregados e dos COEP( 11,81%); maior controle, fiscalização e avaliação institucional dos projetos (11,11%0; treinamento dos empregados e conscientização deles para ações sociais (10,07%).