Montemuro, Arada e Gralheira
Relatório Workshop | 27 Junho 2013 | Arouca
Estudo de Avaliação da Estratégia e do Processo de
Implementação das Estratégias de Eficiência Coletiva (EEC) –
Í
NDICE
1
Enquadramento... 1
2
Dinâmicas de Avaliação ... 2
2.1
Dado ... 2
2.2
Nuvem de Problemas ... 3
2.3
Quadro de Objetivos e Soluções ... 5
2.4
Alvo ... 7
O presente documento foi produzido na sequência da realização de um Workshop de avaliação, desenvolvido no âmbito do Estudo de Avaliação da Estratégia e do Processo de Implementação das Estratégias de Eficiência Coletiva (EEC) – Tipologia PROVERE.
Neste relatório apresenta-se uma síntese dos principais resultados da sessão conduzida com alguns dos membros da rede da EEC “Montemuro, Arada e Gralheira”.
1 E
NQUADRAMENTO
No sentido de facilitar o processo de
divulgação do Workshop foi elaborado um
flyer, utilizado para convidar as entidades
que integram o consórcio da EEC-PROVERE
“Montemuro,
Arada
e
Gralheira”
a
participarem no evento. O flyer em questão,
apresentado
na
Figura
1,
integrou
informação sobre o local, a duração, os
objetivos e o programa do Workshop.
Figura 1. Flyer Montemuro, Arada e Gralheira.
De acordo com o programado, o Workshop decorreu no dia 27 de Junho e contou com a
participação de 15 entidades, num total de 18 participantes (ver Tabela 1). Esta sessão foi
realizada no Hotel S. Pedro em Arouca.
Tabela 1. Lista de Participantes.
Entidade Participante
ADRIMAG Carminda Gonçalves
ADRIMAG Ana Mafalda Brandão
Aldeia do Codeçal Osvaldo Magalhães
Associação Geoparque Arouca António Duarte Áurea Marques, Unipessoal Lda. Áurea Marques Câmara Municipal de Arouca Adélia Almeida Câmara Municipal de Castro Daire Elisabete Almeida Câmara Municipal de Cinfães Carlos Félix Câmara Municipal de Sever do Vouga Gracinda Figueiredo
Casa da Nininha Nuno Costa
Casa da Nininha Laura Costa
Charmes D’Outrora Marcos Cunha Jorge
Entidade Participante
Convites e Passatempos Mónica Matias
Ervital Tiago Faifa
Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, I.P. José Coutinho
Luso Rafting Octávio Canhão
Traços de Outono Isabel Fonseca
Da parte da SPI estiveram presentes 2 consultores (André Barbosa e Marisa Rodrigues), que
conduziram 4 das dinâmicas previstas pela Metodologia para o desenvolvimento dos
Workshops.
2 D
INÂMICAS DE
A
VALIAÇÃO
Neste capítulo apresentam-se os resultados de cada dinâmica implementada, fazendo-se uma
breve apresentação ao procedimento seguido.
2.1 DADO
Nota Metodológica:
Tratando-se de uma dinâmica de quebra-gelo, o Dado pressupõe a apresentação dos objetivos
do Workshop, dos moderadores e dos participantes. Pressupõe ainda que cada participante
responde a uma questão aleatória utilizando um Dado.
Os moderadores apresentaram-se, enquadraram o Workshop no âmbito do Estudo de
Avaliação da Estratégia e do Processo de Implementação das EEC-PROVERE e passaram a
palavra aos participantes. À medida que se foram apresentando, os participantes responderam
aleatoriamente a uma das questões do Dado. A Tabela 2 integra uma síntese dos contributos
dos participantes.
Tabela 2. Resultados do Dado.
Questão do Dado Contributos
1. As interações entre entidades que constituem o consórcio acrescentam valor ao padrão de relações que existia previamente? Porquê?
A realidade atual é bastante distinta da que existia anteriormente. As entidades tiveram pessoas capazes de fazer cedências mútuas, o que demonstra a importância do capital humano.
A EEC é uma forma válida de trabalho e de futuro para esta região, como meio de superação de fraquezas.
Questão do Dado Contributos
Sim, até agora temos tido o apoio da Câmara e de algumas entidades e estamos sempre interligados. A ADRIMAG dá muito apoio.
Em relação ao PROVERE sim, isto é um claro exemplo do valor acrescentado. Fortaleceu também as antigas.
2. Os atores públicos e privados do território reconhecem na EEC-PROVERE valor acrescentado? Porquê?
Sim, claro que reconhecemos. É muito importante a ajuda do PROVERE e do PRODER. As medidas nas quais participamos são as 3.1 e 3.2. Já criamos dois postos de trabalho. Recentemente, fomos envolvidos no projeto Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS).
Sim, claro, porque tudo isto despertou consciências e começou tudo a articular-se, o que antes não acontecia.
3. A estratégia da EEC-PROVERE concentra-se numa área temática e recurso endógeno singular, sustentável e valorizável economicamente? Esclareça.
Não foi respondida.
4. Existem evidências do aparecimento de novos projetos ou atividades que potenciem os resultados obtidos?
As boas práticas são o caminho que percorremos para conseguir mobilizar mais atores no terreno. Depois da CTES haverá outra visibilidade.
Eu espero que sim, em parceria com o Município de Vale de Cambra irão surgir novos projetos. Espero que as entidades se envolvam em novos projetos para recuperar a aldeia.
5. As atividades e projetos no âmbito da EEC-PROVERE têm sido desenvolvidos de acordo com a expectativa inicial? Porquê?
Acho que sim, mas há sempre ajustes. Nós valorizamos os nossos recursos endógenos, mas muitas vezes as linhas de financiamento não dão resposta. Por exemplo, um dos nossos quatro projetos foi candidatado em 2010 e só no mês passado é que recebemos a sua aprovação.
6. Tem sido conseguida a desejada mobilização de atores e de recursos necessários à implementação da estratégia? Como/Porquê?
A questão da mobilização de atores não tem sido difícil. Como entidade gestora, há muitas entidades que nos procuram quando querem apresentar candidaturas. Os recursos é que muitas vezes não são os desejados pois há limite no orçamento. Temos feito os possíveis.
2.2 NUVEM DE
P
ROBLEMASNota Metodológica:
A dinâmica Nuvem de Problemas pressupõe que os participantes elenquem as dificuldades,
fragilidades e problemas que consideram existir no âmbito da EEC-PROVERE (seja no domínio
da política, da operacionalização dos instrumentos, do modelo de governação, do
compromisso dos participantes ou noutro qualquer domínio assumido como relevante). Os
problemas identificados são então priorizados e agrupados, se prioritários, em nuvens
(“categorias de problemas”).
Após apresentação da dinâmica, foi distribuído o material necessário aos participantes que, no
decurso da atividade, identificaram 20 problemas. Destes, apenas 16 foram analisados em
maior detalhe por terem sido reconhecidos como prioritários. A priorização foi realizada
através da atribuição de círculos adesivos (previamente distribuídos aos participantes) o que
significa que um problema é tão mais prioritário quanto o número de círculos adesivos que
reuniu. No final do exercício, os participantes criaram e nomearam 4 grandes nuvens
(“categorias de problemas”) que agregaram estes 16 problemas.
Tabela 3. Resultados da Nuvem de Problemas.
Nuvem Problemas Grau de
Prioridade
Promoção e divulgação
Após a concretização do projeto, este deveria ser acompanhado pela entidade principal (ADRIMAG) para que cada projeto por si só não atue sozinho no mercado! Só em conjunto e com coordenação os projetos podem vingar. Para isso a ADRIMAG deveria ter orçamento específico.
2
Gostava que houvesse maior ligação entre os promotores dos projetos
âncora e os promotores singulares. 1
Eficiência e financiamento
Sendo um programa de eficiência estratégica territorial, na prática tem pouca visibilidade, por exemplo: não há tratamento de 1ª linha dos projetos que concorrem às linhas de financiamento.
9 Acelerar a execução dos projetos âncora para que os mesmos possam
acompanhar o investimento dos privados. 2 Deveria ser criada uma linha de financiamento dedicada a projetos
complementares dentro dos programas operacionais, para entidades privadas e públicas.
1 - O valor global dos projetos apresentados no Plano de Ação excedeu
largamente o valor disponível para financiamento através dos programas financiadores.
- O modelo do contrato de consórcio era desadequado. - Foram criadas “falsas” expectativas nos promotores.
1
Burocracia Central Modelo de gestão
Excesso de burocracia na candidatura dos projetos a financiamento. 11 Prazo para execução de projetos. 6 Problema ao nível burocrático/administrativo entre NUT (CCDRN e
CCDRC). 3
Pormenorização dos projetos versus timing de apresentação e apreciação das candidaturas que se traduzem em dificuldades/morosidade na execução física.
3 Dificuldades na gestão e aprovação de candidaturas ao nível da
administração central. 2
A necessidade de haver o estudo de viabilidade financeira é uma limitação. Quando concorremos a outro apoio, de menor dimensão, tal não foi necessário, o que tornou o processo menos exigente.
2 Períodos de tempo longos entre cada etapa do processo. 1 Burocracia local
(licenciamento e adjudicação)
Licenciamento de atividades e estruturas em rede natura (burocracia e
descoordenação entre entidades). 3 Custos de licenças, engenharia e arquitetura. 3 Contratação pública desenvolvida pelos municípios não é compatível com
Abaixo poderá ser encontrado um detalhe fotográfico da implementação da dinâmica Nuvem
de Problemas.
Figura 2. Fotografias da dinâmica Nuvem de Problemas.
2.3 QUADRO DE
O
BJETIVOS ES
OLUÇÕESNota Metodológica:
O Quadro de Objetivos e Soluções pressupõe a identificação de medidas que possam
contribuir para a superação dos problemas ou categorias de problemas identificados na
dinâmica anterior.
Após ser apresentada a dinâmica e distribuído o material necessário foram constituídos, por
sugestão dos participantes, 4 grupos de trabalho, cada um dedicado à análise de uma das
nuvens de problema. A Tabela 4 compila os resultados desta dinâmica e os comentários
realizados pelos participantes aquando da apresentação dos diferentes produtos gerados no
decurso da atividade.
Tabela 4. Resultados do Quadro de Objetivos e Soluções.
Grupo 1 – Câmara Municipal de Cinfães, Câmara Municipal de Sever do Vouga, Associação Geoparque Arouca, Convites e Passatempos e Charmes D’Outrora
Problema: Inexistência de discriminação positiva na eficiência do programa.
Objetivo: Criar uma linha de financiamento específico e condições à operacionalização de todo o plano de ação.
Medidas:
Maior interligação e articulação entre as instituições e organismos decisores para as linhas de financiamento numa perspetiva de priorização de desenvolvimento territorial.
Reforço de competências das entidades gestoras das EEC-PROVERE.
Comissão de acompanhamento/brigada com maior proximidade aos agentes locais.
Grupo 2 – Ervital, Aldeia do Codeçal, Câmara Municipal de Arouca, Áurea Marques, Unipessoal, Lda e Convite e Passatempos
Problema: Burocracia local (licenciamento e adjudicação). Objetivo: Tornar o processo mais expedito.
Medidas:
Sensibilização dos políticos e respetivos técnicos municipais, no sentido de tornar o processo mais expedito.
Aproveitamento por parte dos municípios das boas práticas existentes (criação de um gabinete de apoio ao sector empresarial – ex: Gabinete Via Verde da Câmara Municipal de Arouca).
Responsabilização dos técnicos que apresentam/elaboram os projetos (arquitetura e engenharia).
Grupo 3 – ADRIMAG, Casa da Nininha, Traços de Outono
Problema: Promoção e divulgação.
Objetivo: Promover o território de forma conjunta em todas as áreas de negócio ligadas ao turismo: alojamento, restauração, animação turística e cultural, artesanato.
Medidas:
Concentrar na ADRIMAG a responsabilidade de promover e divulgar o território de forma conjunta, em articulação com os atores locais.
Providenciar/criar apoios financeiros específicos para desenvolver este tipo de ações. Apoio dos municípios.
Grupo 4 – Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, IP, Câmara Municipal de Castro Daire, Luso Rafting e ADRIMAG
Problema: Burocracia central – Modelo de gestão.
Objetivo: Ajustar o modelo de gestão/análise à realidade de implementação. Medidas:
Regime jurídico excecional.
Flexibilidade na execução de projetos.
Dinamização/generalização da figura conferência de serviços.
Em seguida poderá ser encontrado um detalhe fotográfico da implementação da dinâmica
Quadro de Objetivos e Soluções.
Figura 3. Fotografias da dinâmica Quadro de Objetivos e Soluções.
2.4 ALVO
Nota Metodológica:
Através da dinâmica do Alvo os participantes refletem o seu grau de satisfação relativamente a
um conjunto de dimensões relacionadas com as Questões de Avaliação. Para o efeito marcam
com círculos adesivos o seu nível de satisfação numa escala de Likert.
A dinâmica foi apresentada e foi distribuído o material necessário aos participantes,
sintetizando-se os resultados na tabela seguinte. Em termos gerais, os níveis de satisfação mais
elevados estiveram associados às novas relações de cooperação criadas no âmbito da EEC.
Tabela 5. Resultados do Alvo. Dimensão Nº de respostas Muito insatisfeito Insatisfeito Nem insatisfeito, nem satisfeito Satisfeito Muito satisfeito
1. Papel do setor privado 0 0 8 8 1
2. Novas Relações de Cooperação (criadas no âmbito da EEC) 1 0 0 14 3 3. Sustentabilidade das Relações 0 0 1 13 2 4. Sustentabilidade dos Projetos 0 0 7 8 2
Nota: Verifica-se que o número total de respostas não é igual para as 4 dimensões analisadas. No entanto, os motivos são alheios à SPI.