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Equatorial Energia S.A.

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Equatorial 

Energia S.A.

 

Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2016

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Equatorial Energia S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

Conteúdo 

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 3 - 10

Balanços patrimoniais 11

Demonstrações de resultados 12

Demonstrações de resultados abrangentes 13

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 14

Demonstrações dos fluxos de caixa - método indireto 15

Demonstrações do valor adicionado 16

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KPMG Auditores Independentes

Rua Desembargador Leite Albuquerque, 635 Sala 501 e 502 - Aldeota

60150-150 - Fortaleza/CE - Brasil

Telefone +55 (85) 3307-5100, Fax +55 (85) 3307-5101 www.kpmg.com.br

Relatório dos auditores independentes sobre as

demonstrações financeiras

Aos Administradores e Acionistas da Equatorial Energia S.A

São Luís - MA

Opinião

Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Equatorial Energia S.A. (“Companhia”), identificadas como controladora e consolidado,

respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2016 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas.

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam

adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Equatorial Energia S.A. em 31 de dezembro de 2017, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). Base para opinião

Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das

demonstrações financeiras individuais e consolidadas”. Somos independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

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Principais assuntos de auditoria

Principais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos.

Registro das operações de fornecimento de energia elétrica e ambiente de tecnologia da informação (nota explicativa 32) – Controladora e Consolidado

As receitas das operações nas controladas da Companhia (CEMAR e CELPA) são oriundas do fornecimento de energia elétrica e atividades associadas ao serviço, sendo reconhecidas quando os riscos e benefícios são substancialmente transferidos ao

consumidor por meio do fornecimento de energia elétrica. O processo de reconhecimento da receita é relevante para o desempenho da Companhia e para atingimento de metas de performance na data base das demonstrações financeiras, o que de forma inerente, adiciona componentes de risco de fraude. Observa-se ainda, que as transações de fornecimento de energia elétrica pelas controladas são processadas substancialmente por meio de rotinas e controles automatizados. Tendo em vista o risco de fraude sobre o processo de reconhecimento da receita e a elevada dependência sistêmica e os potenciais efeitos sobre o registro contábil da receita e das contas a receber nas demonstrações financeiras consolidadas e o valor do investimento registrado pelo método da equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras da controladora, o ambiente de tecnologia, incluindo o sistema de informação, assim como os controles sobre o acesso e

gerenciamento de mudanças nos seus sistemas, consideramos esse assunto significativo para a nossa auditoria.

Como nossa auditoria conduziu esse assunto

Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros, a realização de testes por meio de amostragem e com o auxílio de nossos especialistas em tecnologia da informação, para avaliar o desenho, implementação e a efetividade operacional dos controles internos chave sobre mudanças, alterações e acessos apropriados aos sistemas de operações de

fornecimento de energia elétrica. Analisamos ainda, também com o auxílio de nossos especialistas em tecnologia da informação, a interface e a integridade das informações entre os principais sistemas utilizados para o registro de vendas e a respectiva geração das informações financeiras.

Para as transações de fornecimento de energia elétrica da Companhia, analisamos a conciliação da receita com os saldos contábeis. Nossos procedimentos incluíram ainda a correlação entre as entradas de caixa e as receitas registradas pela Companhia durante o exercício com a finalidade de avaliar o reconhecimento da receita, além da análise da liquidação subsequente do saldo das contas a receber em aberto na data base da auditoria.

Realizamos procedimentos analíticos sobre a receita do ano, comparando os montantes reconhecidos com as informações de consumo de energia e a quantidade de unidades consumidoras da Companhia durante o exercício, bem como analisamos se o crescimento da receita está de acordo com os reajustes tarifários aprovados pelo Órgão Regulador. Realizamos testes para obtermos segurança razoável sobre o “corte” de receita da Companhia realizado no final do exercício, que reconhece nos registros contábeis, medições ainda não faturadas em função do período de leitura dos medidores dos consumidores da Companhia.

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Comparamos o montante reconhecido na data base das demonstrações financeiras como receita não faturada com períodos anteriores para avaliar quaisquer variações

significativas.

Adicionalmente analisamos lançamentos manuais e eletrônicos cuja natureza possam não estar relacionados a operações de venda e avaliamos as divulgações efetuadas nas demonstrações financeiras.

Ativos financeiros da concessão (nota explicativa 15) – Controladora e Consolidado

A parcela dos investimentos realizados e não amortizados até o final da concessão é classificada como ativo financeiro da concessão para as controladas da Companhia (CEMAR e CELPA), por ser um direito incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro diretamente do poder concedente. Os saldos compostos pelos direitos de uso dos bens vinculados ao contrato de serviço de concessão, amortizáveis até o prazo final da concessão são reconhecidos como ativo intangível pelas controladas. Em função desta orientação, existe o risco de que a bifurcação entre ativo financeiro e ativo intangível apresente distorções atribuídas a erros nas estimativas preparadas pelas controladas. Adicionalmente, observa-se que o ativo financeiro, que representa a indenização a ser paga pelo Poder Concedente ao final da concessão para o concessionário, por

investimentos de bens não reversíveis e não amortizados, deve ser atualizado conforme orientações do Órgão Regulador. Devido à relevância, complexidade e julgamento envolvido que pode impactar o valor desses ativos nas demonstrações financeiras

consolidadas e o valor do investimento registrado pelo método da equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras da controladora, consideramos esse assunto significativo para a nossa auditoria.

Como nossa auditoria conduziu esse assunto

Nossos procedimentos de auditoria incluíram a avaliação do desenho, implementação e efetividade operacional dos controles internos chave relacionados à parcela dos

investimentos realizados e o montante destes ativos que não serão amortizados até o final do prazo da concessão. Avaliamos se a parcela remanescente à determinação do ativo financeiro (valor residual) das controladas está classificada como ativo intangível em virtude da sua recuperação estar condicional à utilização do serviço público, dentro do período da concessão estabelecido. Adicionalmente, avaliamos os critérios e metodologia de bifurcação do ativo das controladas e analisamos os cálculos efetuados da atualização da base de remuneração associada aos ativos existentes em operação, de acordo com o último ciclo tarifário das controladas, em linha com o Manual de Procedimentos de

Regulação Tarifária aprovado pela ANEEL. Analisamos ainda se as divulgações efetuadas nas demonstrações financeiras estão de acordo com as normas contábeis e técnicas do Órgão Regulador.

Suficiência da provisão para contingências (nota explicativa 27) – Controladora e Consolidado

A Companhia e suas controladas figuram como ré em ações de natureza cíveis, fiscais e trabalhistas. A Companhia exerce julgamento relevante na determinação dos montantes que devem ser reconhecidos como provisão para contingências, bem como na divulgação de processos não provisionados, em que a expectativa de perda é considerada como possível e as perdas remotas não requerem provisão e nem divulgação, portanto, há um julgamento que envolve a mensuração do passivo, onde um resultado desfavorável em tais processos, individualmente ou no agregado, pode ter um efeito relevante nas

demonstrações financeiras. Devido à relevância, complexidade e julgamento envolvidos na avaliação, mensuração, definição do momento para o reconhecimento e divulgações

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relacionadas às Provisões e Passivos Contingentes que pode impactar o valor e

divulgações desses passivos nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o valor do investimento registrado pelo método da equivalência patrimonial nas

demonstrações financeiras da controladora, consideramos esse assunto relevante para a nossa auditoria.

Como nossa auditoria conduziu esse assunto

Nossos procedimentos de auditoria incluíram a avaliação do desenho, a implementação e a efetividade operacional dos controles internos chave relacionados a identificação, avaliação, mensuração e divulgação das Provisões e Passivos Contingentes, bem como aqueles relacionados ao cumprimento de leis e regulamentos.

Adicionalmente, obtivemos a lista de consultores legais que representam a Companhia e suas controladas nos processos cíveis, fiscais e trabalhistas e enviamos cartas de confirmação diretamente para os advogados externos, a fim de obter a avaliação dos mesmos sobre os riscos de perdas e os montantes relacionados às causas em que a Companhia e suas controladas figuram como ré. Comparamos as respostas das cartas enviadas com os registros contábeis, avaliamos a integridade e precisão das

contingências registradas pela Companhia e suas controladas, bem como, procedemos, quando aplicável, a comparação com jurisprudência existente. Recalculamos a

atualização monetária da provisão para contingências.

Avaliamos a determinação do risco de perda e do valor estimado para as causas com valores julgados relevantes com expectativa de perda remota ou possível. Avaliamos se ocorreu alguma alteração de cenário entre a data das demonstrações financeiras e a data do relatório de auditoria que pudesse ocasionar em mudança de avaliação do risco de perda das contingências.

Analisamos também se as divulgações efetuadas nas demonstrações financeiras estão de acordo com as regras aplicáveis e fornecem informações sobre a natureza, exposição e valores provisionados ou divulgados relativas aos principais assuntos fiscais, cíveis e trabalhistas em que a Companhia e suas controladas estão envolvidos.

Plano de recuperação judicial (nota explicativa 26) – Controladora e Consolidado

A controlada CELPA ajuizou pedido de recuperação judicial em 2012, com a finalidade de permitir a continuidade da sua atividade econômica. O plano de recuperação judicial foi aprovado pelos credores. Em dezembro de 2014 o juiz da 13ª. Vara Cível e Empresarial de Belém/PA decretou por encerrada a recuperação judicial da CELPA, com base no que dispõem os artigos 61 e 63 da Lei n° 11.102/05 e diante da manifestação do Administrador Judicial e do Ministério Público. Porém a referida decisão não transitou em julgado, tendo em vista a interposição de Recursos que ainda restam pendentes de julgamento pelo Tribunal de Justiça. O plano de recuperação judicial possui efeito legal e as obrigações nele estabelecidas devem ser atendidas pela CELPA e por todos os seus credores. A liquidação da dívida da CELPA deve ser plenamente atendida em função de potenciais sanções dos órgãos reguladores, com prazo previsto para encerramento em 2034. Dada a complexidade das condições legais do plano de recuperação judicial e ao alongamento das dívidas da CELPA, a relevância dos impactos e divulgações nas demonstrações

financeiras e aos julgamentos envolvidos, consideramos esse assunto significativo para nossa auditoria.

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Nossos procedimentos de auditoria incluíram a avaliação do desenho, implementação e efetividade operacional dos controles internos chave relacionados aos valores registrados no passivo oriundos do plano de recuperação judicial.

Analisamos a documentação relacionada ao processo de recuperação judicial, incluindo o plano de recuperação judicial apresentado pela CELPA, as atas de convocação e

deliberações por parte dos credores e a decisão judicial homologatória do plano. Realizamos testes de conciliação, movimentação dos saldos, atualizações dos saldos passivos e pagamentos realizados no exercício.

Com o auxílio de nossos especialistas em Recuperação Judicial, analisamos o plano de Recuperação Judicial apresentado nos autos, assim como, os relatórios que foram protocolados no processo.

Avaliamos também a condição financeira da CELPA e sua capacidade de continuar operando pelo menos nos próximos doze meses e as divulgações efetuadas nas demonstrações financeiras.

Outros assuntos

Auditoria e revisão dos valores correspondente

As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Equatorial Energia S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2015 e as respectivas

demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2015, foram

anteriormente auditados por outros auditores independentes, que emitiram relatório sem modificação datado de 10 de março de 2016.

Demonstrações do valor adicionado

As demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016, elaboradas sob a responsabilidade da administração da Companhia, e apresentadas como informação suplementar para fins de IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios

definidos nesse Pronunciamento Técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.

Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o relatório do auditor

A administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.

Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.

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nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações

financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.

Responsabilidade da administração e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadas

A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de

demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a

administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua

continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia e suas

controladas ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.

Os responsáveis pela governança da Companhia e suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras.

Responsabilidade do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas

Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria

contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e

internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.

Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:

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Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro,

planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.

Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para

planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e suas controladas.

Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.

Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de

continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações

financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou

condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacional.

Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.

Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações

financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.

Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.

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Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.

Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente, e que, dessa maneira constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública de um assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinamos que o assunto não deveria ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação poderiam, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interessa público.

Fortaleza, 08 de março de 2017

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

João Alberto da Silva Neto

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Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Em milhares de Reais)

Ativo Nota 31/12/2016 31/12/2015 31/12/2016 31/12/2015 Passivo Nota 31/12/2016 31/12/2015 31/12/2016 31/12/2015

Circulante Circulante

Caixa e equivalentes de caixa 5 137.661 9.035 920.784 397.866 Fornecedores 18 702 305 943.283 934.780 Investimentos de curto prazo 6 350.366 223.045 2.137.135 2.083.474 Obrigações e encargos sobre folha de pagamento 489 223 33.330 33.994 Contas a receber de clientes 7 - - 2.292.104 1.977.709 Empréstimos e financiamentos 19 - - 868.211 805.387 Contas a receber – bandeiras tarifárias 8 - - 3.947 5.542 Debêntures 20 - - 118.740 47.303 Aquisição de combustível - conta CCC 9 - - 64.738 221.298 Valores a devolver de parcela A e outros itens financeiros 10 - - 71.524 49.561 Serviços pedidos - - 133.605 112.580 Impostos e contribuições a recolher 21.1 4.013 483 357.041 312.421 Depósitos judiciais 27 4.236 4.203 31.839 25.277 Impostos e contribuições sobre o lucro a recolher 21.2 - 10.637 9.306 18.238 Instrumentos financeiros derivativos 39 - - 1.242 52.826 Dividendos e juros sobre capital próprio 23 169.288 191.943 195.911 217.998 Estoques - - 19.987 11.430 Encargos do consumidor - - 28.748 43.495 Dividendos 125.469 68.188 - - Contribuição de iluminação publica - - 42.101 17.433 Impostos e contribuições a recuperar 11.1 - - 105.000 94.874 Pesquisa e desenvolvimento de eficiência energética 24 - - 69.029 75.088 Impostos e contribuições sobre o lucro a recuperar 11.2 21.959 31.215 127.909 116.783 Participação nos lucros 25 4.234 3.220 76.559 65.384 Outros créditos a receber 14 2.665 1.228 89.242 58.692 Valores a pagar da recuperação judicial 26 - - 96.409 91.446 Provisão para processos cíveis, fiscais e trabalhistas 27 - - 86.222 134.950 Total do ativo circulante 642.356 336.914 5.927.532 5.158.351 Outras contas a pagar 28 317 31 419.891 283.994 Não circulante Total do passivo circulante 179.043 206.842 3.416.305 3.131.472

Contas a receber de clientes 7 - - 372.004 277.587

Aquisição de combustível - conta CCC 9 93.306 - Não circulante

Depósitos judiciais 27 - - 165.018 150.527 Empréstimos e financiamentos 19 - - 2.217.653 2.587.266 Instrumentos financeiros derivativos 39 - - - 273.803 Debêntures 20 - - 1.629.727 495.182 Impostos e contribuições a recuperar 11.1 - - 130.636 88.233 Impostos e contribuições a recolher 21.1 - - 37.316 50.709 Impostos e contribuições sobre o lucro a recuperar 11.2 - - 42.833 39.661 Imposto de renda e contribuição social diferidos 21.2 50 50 238.395 142.502 Sub-rogação da CCC - valores aplicados 13 - - 65.284 65.824 Provisão para processos cíveis, fiscais e trabalhistas 27 - - 455.527 469.996 Outros créditos a receber 14 48.219 302.865 66.965 86.132 Valores a devolver de parcela A e outros itens financeiros 10 - - 1.501 16.978 Ativo financeiro da concessão 15 - - 2.602.224 2.228.931 Pesquisa e desenvolvimento de eficiência energética 24 - - 153.334 128.527 Investimentos 16 3.512.077 96.3223.046.120 88.646 Valores a pagar da recuperação judicial 26 - - 912.337 995.599 Imobilizado 439 245 8.755 3.552 Plano de aposentadoria e pensão 38 - - 38.412 36.718 Intangível 17 - - 4.648.641 4.124.640 Instrumentos financeiros derivativos 39 - - 31.278

-Outras contas a pagar 28 - - 216.048 301.699 Total do ativo não circulante 3.560.735 8.291.9883.349.230 7.427.536

Total do passivo não circulante 50 50 5.931.528 5.225.176

Patrimônio líquido 29

Capital social 29.1 1.980.2141.981.985 1.981.985 1.980.214 Reservas de capital 29.2 54.959 44.909 54.959 44.909 Reservas de lucros 29.3 1.472.3412.009.845 2.009.845 1.472.341 Ajuste de avaliação patrimonial (22.262) (22.262) (22.262) (22.262) Outros resultados abrangentes (529) 4.050 (529) 4.050 Patrimônio líquido atribuível aos acionistas da Companhia 3.479.2524.023.998 4.023.998 3.479.252 Participação dos acionistas não controladores - - 847.689 749.987 Total do patrimônio líquido 3.479.2524.023.998 4.871.687 4.229.239 Total do ativo 4.203.091 3.686.144 12.585.88714.219.520 Total do passivo e patrimônio líquido 3.686.1444.203.091 14.219.520 12.585.887 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Controladora Consolidado Controladora Consolidado

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Equatorial Energia S.A.

Demonstrações de resultados

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015

(Em milhares de Reais)

Nota

31/12/2016 31/12/2015 31/12/2016 31/12/2015

Receita operacional líquida 32 - 16 7.134.6737.825.601 Custos de energia elétrica, construção e operação 33 - - (5.803.400) (5.449.010)

Energia elétrica comprada para revenda e custos de transmiss 34 - - (3.628.618) (3.679.247) Custo de construção - - (1.417.616) (1.087.782) Custo da operação - - (757.166) (681.981)

Lucro bruto - 16 2.022.201 1.685.663

Despesas com vendas 33 - - (560.600) (428.616) Despesas gerais e administrativas 33 (34.796) (40.955) (328.599) (372.920) Amortização do direito de concessão (6.373) (6.707) (6.373) (6.707) Resultado da equivalência patrimonial 682.748 26.893775.079 31.421 Outras despesas operacionais, líquidas - (3.241) (101.165) (215.327)

Total de receitas (despesas) operacionais 641.579 (969.844)724.176 (992.149)

641.579

1.052.357724.192 693.514

Receitas financeiras 72.694 89.858 1.057.264 1.390.695

Despesas financeiras (7) (6.239) (1.059.609) (963.146)

Resultado financeiro, líquido 36 72.687 83.619 (2.345) 427.549

Resultado antes do imposto de renda e da contribuição social 714.266 1.050.012807.811 1.121.063

Contribuição social 22.3 (549) 171 (74.379) (46.817) Imposto de renda 22.3 (1.500) 500 (140.817) (126.761) Incentivos fiscais - - 134.203 123.048 IRPJ e CSLL diferidos - - (95.893) (110.685)

Impostos sobre o lucro (2.049) 671 (176.886) (161.215)

Lucro líquido do exercício 712.217 873.126808.482 959.848

Resultado atribuível aos:

Acionistas não controladores - - 160.909 151.366 Acionistas da controladora 712.217 712.217808.482 808.482

Lucro líquido do exercício 712.217 873.126808.482 959.848

Lucro do exercício básico por lote de mil ações - R$ 3,5848 4,0712 3,5848 4,0712 Lucro do exercício diluído por lote de mil ações - R$ 3,5496 3,9864 3,5496 4,0311 Quantidade de ações no final do exercício 198.676 198.587 198.676 198.587

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Resultado antes do resultado financeiro líquido, imposto

de renda e contribuição social

(13)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações de resultados abrangentes

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015

(Em milhares de Reais)

31/12/2016 31/12/2015 31/12/2016 31/12/2015 Lucro líquido do exercício 712.217 808.482 873.126 959.848 Resultados abrangentes (4.579) 15.881 (4.745) 16.457 Total de outros resultados abrangentes 707.638 824.363 868.381 976.305 Acionistas não controladores - - 160.743 151.942 Acionistas controladores 707.638 824.363 707.638 824.363 Total resultados abrangentes 707.638 824.363 868.381 976.305

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Consolidado Controladora

(14)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Em milhares de Reais)

Capital social Reservas de capital Legal Reserva para investimento e expansão Ajuste de avaliação patrimonial Lucros acumulados resultados abrangente s líquido da controlador a p ç dos acionistas não controladores Patrimônio líquido consolidado Saldos em 1º de janeiro de 2015 1.977.276 22.585 98.107 773.736 (22.262) - (13.075) 2.836.367 609.158 3.445.525 Reclassificação de outros resultados abrangentes - - - (1.244) - - 1.244 - - -Aumento de capital (Nota 29.1) 2.938 - - - - - - 2.938 8.799 11.737 Opções outorgadas reconhecidas (Nota 30) - 22.324 - - - - - 22.324 - 22.324 Outros resultados abrangentes - - - - - - 15.881 15.881 576 16.457 Distribuição dividendos aos minoritários - - - - - - - - (29.186) (29.186) Lucro líquido do exercício - - - - - 808.482 - 808.482 151.366 959.848 Ganhos ou perdas com mudança de participação - - - - - (9.274) - (9.274) 9.274 -Ganhos ou perdas com investimentos - PPA - - - - - 1.123 - 1.123 - 1.123 Destinações do lucro:

Reserva legal (Nota 29.3.1) - - 40.017 - - (40.017) - - - Dividendos mínimos a pagar:

Dividendos (Nota 23) - - - - - (127.317) - (127.317) - (127.317) Juros sobre capital próprio (Nota 23) - - - - - (69.506) - (69.506) - (69.506) Dividendos adicionais (Nota 29.4) - - - - - (1.766) - - (1.766) - (1.766) Reserva para investimento e expansão (Nota 29.3 - - - 561.725 - (561.725) - - -

-Saldos em 31 de dezembro de 2015 1.980.214 44.909 138.124 1.334.217 (22.262) - 4.050 3.479.252 749.987 4.229.239

Aumento de capital (Nota 29.1) 1.771 - - - - - - 1.771 624 2.395 Opções outorgadas reconhecidas (Nota 30) - 10.050 - - - - - 10.050 - 10.050 Outros resultados abrangentes - - - - - - (4.579) (4.579) (166) (4.745) Distribuição de dividendos aos minoritários - - - - - - - - (63.665) (63.665) Lucro líquido do exercício - - - - - 712.217 - 712.217 160.909 873.126 Destinações do lucro:

Reserva legal (Nota 29.3.1) - - 35.611 - - (35.611) - - - Dividendos mínimos a pagar:

Dividendos (Nota 23) - - - - - (119.085) - (119.085) (119.085) Juros sobre capital próprio (Nota 23) - - - - - (55.628) - (55.628) - (55.628) Dividendos adicionais (Nota 29.4) - - - 1.721 - (1.721) - - - Reserva para investimento e expansão (Nota 29.3 - - - 500.172 - (500.172) - - -

-Saldos em 31 de dezembro de 2016 1.981.985 54.959 173.735 1.836.110 (22.262) - (529) 4.023.998 847.689 4.871.687

(15)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Em milhares de Reais)

31/12/2016 31/12/2015 31/12/2016 31/12/2015

Fluxo de caixa das atividades operacionais

Lucro líquido do exercício 656.587 808.482 873.126 959.848 Ajustes para:

Amortização e depreciação 6.379 6.759 349.935 320.502 Resultado de equivalência patrimonial (682.748) (775.079) (27.880) (31.421) Baixa de intangível - - 37.686 8.185 Atualização do ativo financeiro - - (126.549) (118.269) Encargos de dividas, juros, variações monetárias e cambiais líquidas (40.256) (51.771) 155.555 855.699 Ganho com instrumentos financeiros derivativos - - 381.453 (268.125) Ajuste a valor presente 483 5.902 35.787 (356.904) Provisão para crédito de liquidação duvidosa e perdas com créditos incobráveis - - 278.199 147.571 Provisão para processos cíveis, fiscais e trabalhistas - - 45.933 30.530 Valores a receber de parcela A e outros itens financeiros - - 6.486 788.995 Rendimentos de aplicações financeiras (31.458) (39.286) (252.600) (224.999) Imposto de renda e contribuições sociais diferidos - - 95.893 110.888 Impostos de renda e contribuições sociais correntes (2.049) - 80.993 50.530 Plano de aposentadoria e pensão - - 1.271 5.407 Pagamento com base em ações 10.050 22.324 10.050 22.324 Ganho (perda) no investimento - 1.070 - 1.123 Outros resultados abrangentes - - (4.745) 16.457 Dividendos propostos a pagar - - - -Outros - - -

-(83.012)

(21.599) 1.940.593 2.318.341 Variações nos ativos e passivos, circulante e não circulantes

Contas a receber de clientes - - (687.400) (844.937) Contas a receber – bandeiras tarifárias - - 1.595 (5.542) Aquisição de combustível - conta CCC - - 63.254 15.403 Serviços pedidos - - (21.025) (6.276) Depósitos judiciais (33) (4.064) (21.053) (19.611) Estoques - - (8.557) 9.482 Dividendos a receber 148.558 63.630 - -Impostos e contribuições a recuperar - - (52.529) 13.868 Impostos e contribuições sobre o lucro a recuperar 9.256 (9.068) (14.298) (44.014) Sub-rogação da CCC - - 540 47.431 Ativo financeiro de concessão - - (255.417) -Outros créditos a receber 292.980 25.910 (13.230) (17.532)

Fornecedores 397 147 8.503 (205.063)

Obrigações e encargos sobre folha de pagamento 266 45 (663) 4.221 Impostos e contribuições a recolher 3.531 389 31.227 35.344 Impostos e contribuições sobre o lucro a recolher (8.588) 3.428 (47.846) (57.042) Encargos do consumidor - - (14.747) 42.012 Contribuição de iluminação pública - - 24.669 (13.415) Pesquisa e desenvolvimento e eficiência energética - - 18.748 16.527 Participação nos lucros 1.014 (1.224) 11.175 8.529 Plano de aposentadoria e pensão - - 423 (16.457) Provisão para processos cíveis, fiscais e trabalhistas - - (109.130) (23.557) Juros pagos - - (250.717) (214.165) Imposto de renda e contribuição social pagos - - (42.079) (7.410) Outras contas a pagar 2.059 (5) 50.246 133.367

449.440

79.188 (1.328.311) (1.148.837) 366.428

57.589 612.282 1.169.504 Fluxo de caixa de atividades de investimento

Aquisições no ativo intangível e imobilizado (200) - (908.083) (783.006) Aquisições ativo imobilizado - - - (481) Resgates/ aplicações financeiras (95.863) 83.493 198.939 (174.910) Recebimento de dividendos - - 20.135 23.018

(96.063)

83.493 (689.009) (935.379) Fluxo de caixa de atividades de financiamento

Captação de empréstimos e financiamentos - - 374.993 1.107.116 Amortização de empréstimos e financiamentos - - (536.084) (1.063.502) Amortização de instrumentos financeiros derivativos - - (22.941) 14.909

Valores pagos da recuperação judicial (154.461)

-Captação de debêntures - - 1.230.000 -Amortização de debêntures - - (33.790) -Recurso destinado para aumento de capital - 2.938 2.395 11.737

Dividendos pagos (141.739) (158.211) (260.467) (186.617)

(141.739)

(155.273) 599.645 (116.357)

Aumento (redução) líquida em caixa e equivalentes de caixa 128.626 (14.191) 522.918 117.768

Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 9.035 23.226 397.866 280.098 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 137.661 9.035 920.784 397.866

Aumento (redução) líquida em caixa e equivalentes de caixa 128.626 (14.191) 522.918 117.768

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Controladora Consolidado

Fluxo de caixa líquido proveniente das (utilizado nas) atividades operacionais

Fluxo de caixa (utilizado nas) proveniente das atividades de investimento

(16)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações do valor adicionado

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015

(Em milhares de Reais)

31/12/2016 31/12/2015 31/12/2016 31/12/2015

Receitas

Vendas de produtos e serviços e receitas de construção - 18 11.053.427 10.104.175 Provisão para créditos de liquidação duvidosa e perda com créditos incobráveis - - (278.199) (147.571) Provisão (reversão) de processos cíveis fiscais e trabalhistas - - 30.098 (12.601) Outras despesas/receitas operacionais - - (30.920) (215.327) Outras despesas / receitas não recorrentes - (3.241) (70.245)

(3.223) # ######## 9.728.676 Insumos adquiridos de terceiros (inclui ICMS e IPI)

Custos dos produtos e dos serviços vendidos - - (5.046.234) (4.767.029) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (5.580) (3.354) (688.223) (744.579) Subvenção - CCC - - (2.915) 20.179 Despesas comerciais e outras - - - (938)

(5.580)

(3.354) (5.737.372) (5.492.367)

Valor (aplicado) adicionado bruto (5.580) (6.577) 4.966.789 4.236.309

Depreciação e amortização (5) (52) (343.499) (313.676)

Valor adicionado líquido (aplicado) gerado pela Companhia (5.585) (6.629) 4.623.290 3.922.633

Valor adicionado recebido em transferência

Receitas financeiras 72.694 83.619 698.961 427.549

Resultado de equivalência patrimonial 682.748 775.079 26.893 31.421 Atualização do ativo financeiro - - 126.580 -Amortização do direito de concessão (6.373) (6.707) (6.373) (6.707) Outras (3) - (382.646)

-749.066

851.991 463.415 452.263

Valor adicionado total a distribuir 743.481 845.362 5.086.705 4.374.896

Distribuição do valor adicionado Empregados Remuneração direta 25.097 34.527 271.782 149.817 Benefícios 323 263 69.880 63.116 FGTS 191 68 23.752 15.770 Outros 2.840 2.691 (28.800) 49.153 28.451 37.549 336.614 277.856 Tributos Federais 2.049 (669) 1.677.132 1.418.605 Estaduais - - 1.715.709 1.707.537 Municipais - - 6.906 3.637 2.049 (669) 3.399.747 3.129.779 Remuneração de capitais de terceiros

Juros 4 - 352.340

-Aluguéis 760 - 31.978 7.413

Outros despesas financeiras - - 92.900 -764

- 477.218 7.413 Remuneração de capitais próprios

Dividendos 170.872 198.588 - 198.588

Lucro líquido no exercício 541.345 609.894 712.217 609.894 Participação dos não-controladores nos lucros do exercício - - 160.909 151.366

712.217

808.482 873.126 959.848

Valor adicionado 743.481 845.362 5.086.705 4.374.896

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

(17)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

Notas explicativas às demonstrações financeiras

(Em milhares de Reais, exceto nota explicativa n° 38 ou quando indicado de outra

forma)

1

Contexto operacional

A Equatorial Energia S.A. (“Companhia” ou “Equatorial” ou “Controladora”) sociedade anônima de capital aberto, com sede na cidade São Luís, Estado do Maranhão, tem por objetivo a participação em outras sociedades, prioritariamente em operações de geração ou distribuição de energia elétrica. A Companhia possui ações negociadas na BM&F BOVESPA sob o ticket “EQTL3” e desde 2008 participa do Novo Mercado.

Por meio do Despacho nº 4.621, de 25 de novembro de 2014, a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL aprovou modelo de aditivo aos contratos de concessão do serviço público de distribuição de energia elétrica, cujo objetivo é garantir que os saldos remanescentes de ativos ou passivos regulatórios relativos a valores financeiros a serem apurados com base nos regulamentos preestabelecidos pela ANEEL, incluídos aqueles constituídos após a última alteração tarifária comporão o valor da indenização a ser recebida pelo concessionário em eventual término da concessão, por qualquer motivo. As controladas CEMAR e CELPA, nos termos da legislação vigente, celebraram o referido aditivo em 10 de dezembro de 2014, com a aprovação de seus Conselhos de Administração.

2

Entidades controladas e controladas em conjunto

A Equatorial mantém investimentos conforme demonstrado a seguir:

Nota 31/12/2016 31/12/2015

Companhia Energética do Maranhã - CEMAR (a) 65,11% 65,11%

Equatorial Soluções S.A. (b) - 100,00%

55 Soluções S.A. (b) 100,00%

-Centrais Elétricas do Pará S.A. - CELPA (c) 96,50% 96,50%

Geradora de Energia do Norte (d) 25,00% 25,00%

Vila Velha Termoelétricas Ltda. (e) 50,00% 50,00%

Equatorial Telecomunicações (f) 0,04% 0,04%

(a) Companhia Energética do Maranhão (CEMAR): Sociedade anônima de capital aberto que tem como atividade principal a distribuição de energia elétrica. A área de concessão da CEMAR é o Estado do Maranhão, atendendo a mais de 2,3 milhões de clientes e cobrindo uma área superior a 332 mil km2. O contrato de concessão de distribuição de energia elétrica nº 060/2000, celebrado entre a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e a CEMAR em 28/08/2000, possui vigência até agosto de 2030, podendo ser prorrogado por mais um período de 30 anos. (b) 55 Soluções S.A.: Sociedade anônima de capital fechado, com sede e foro na cidade de São Luís, Estado do

Maranhão, que tem como atividades principais: a) a prestação de serviços em negócios de energia elétrica, telecomunicações e transmissão de dados; b) a prestação de serviços de cobrança de fatura de energia elétrica em nome e por conta de terceiros; e c) a prestação de serviços técnicos de operação, manutenção e planejamento de instalações elétricas de terceiros.

Em 14 de abril de 2016, foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária a incorporação da totalidade do patrimônio líquido da 55 Atende S.A pela Equatorial Soluções S.A. Esta incorporação foi efetivada sem aumento de capital em virtude da Equatorial Soluções deter a totalidade de seu capital social e, a alteração da denominação social da Companhia, de Equatorial Soluções S.A para 55Soluções S.A.

(c) Centrais Elétricas do Pará S.A. (CELPA): Sociedade anônima de capital aberto, com sede na cidade de Belém, no Estado do Pará, que atua na distribuição e geração de energia elétrica na área de sua concessão legal que abrange todo

(18)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

o Estado do Pará com 1.248 mil km2, atendendo 2,4 milhões de consumidores em 144 municípios. O contrato de concessão de distribuição de energia elétrica nº 182/1998, celebrado entre a ANEEL e a CELPA em 28/07/1998, possui vigência até julho de 2028, podendo ser renovado por mais um período de 30 anos. Além do contrato de distribuição acima mencionado, a CELPA possui Contrato de Concessão de Geração nº 181/1998 de 34 Usinas Termelétricas, sendo 11 próprias e 23 terceirizadas, para a exploração de geração de energia elétrica, pelo prazo de 30 (trinta) anos, com vencimento em 28/07/2028, renovável por igual período. Após a licitação, modalidade de leilão (Leilão 02-2016 ANEEL), realizada pela ANEEL em abril de 2016, todas as usinas passam a ser operadas pelo vencedor da licitação, o Consórcio Energia do Pará (CEPA), que a partir de fevereiro de 2017 será responsável pela geração em todos os municípios que ainda não foram conectados ao Sistema Nacional Interligado (SIN), perdendo assim a validade do contrato 181/1998. O prazo de concessão para essas usinas é de 30 anos, vencendo em 28 de julho de 2028.

(d) Geradora de Energia do Norte S.A.: é a Sociedade responsável pela implantação e operação das usinas termoelétricas de Tocantinópolis e de Nova Olinda, no município de Miranda do Norte, no Estado do Maranhão, com capacidade instalada de 330 MW, as quais fornecem energia para o Sistema Interligado Nacional. Em 1º de outubro de 2008, a Equatorial adquiriu 25% das ações representativas do capital social da Geradora de Energia do Norte S.A.: . O consórcio que detém o controle da Geradora de Energia do Norte S.A.: é composto pela Equatorial Energia S.A. (25%), Fundo de Investimentos em Participações Brasil Energia (25%) e GNP S.A. (50%). A GNP S.A., por sua vez, é composta pela Servtec Investimentos e Participações Ltda. (50%) e Companhia Ligna de Investimentos (50%). O controle da Geradora de Energia do Norte S.A.: é compartilhado e regido por Acordo de Acionistas.

(e) Vila Velha Termoelétricas Ltda.: ainda em fase pré-operacional, é a sociedade responsável pela implantação e operação de usinas termoelétricas no Estado do Espírito Santo. A Equatorial Energia detém 50% do seu capital. O controle da C Vila Velha Termoelétricas Ltda. é compartilhado e regido por Acordo de Acionistas.

(f) Equatorial Telecomunicações Ltda.: Empresa de direito privado com sede em São Luís, Estado do Maranhão, que tem como suas atividades a prestação de serviços de telecomunicações, serviço telefônico fixo, serviços de

comunicação multimídia, provedores de voz sobre o protocolo de internet e prestação de serviços de informações em telefonia.

As controladas CEMAR, CELPA e 55 Soluções serão doravante mencionadas nas notas explicativas abaixo apenas como “Controladas”.

A Geradora de Energia do Norte e a Vila Velha são empresas controladas em conjunto pela Equatorial, contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial. Tais investimentos são reconhecidos inicialmente pelo custo, o qual inclui os gastos com a transação.

As apresentações das demonstrações financeiras das controladas incluídas na consolidação são equânimes com os da controladora e as políticas contábeis foram aplicadas de forma uniforme nas empresas consolidadas e são consistentes com aquelas utilizadas no exercício anterior. Todos os saldos e transações entre a Companhia e suas controladas foram eliminados na consolidação.

3

Base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras

3.1

Declaração de conformidade

As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting

Standards Board (IASB) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR

GAAP), que compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e apresentadas de forma condizente com as normas expedidas nos Pronunciamentos Contábeis (CPC) e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

(19)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada pelo Conselho de Administração em 8 de março de 2017.

Após a sua emissão, somente os acionistas têm o poder de alterar as demonstrações financeiras. Detalhes sobre as políticas contábeis da Companhia estão apresentadas na nota explicativa 0. Todas as informações relevantes próprias das demonstrações financeiras, e somente elas, estão sendo evidenciadas, e correspondem àquelas utilizadas pela Administração na sua gestão.

3.2

Moeda funcional e moeda de apresentação

Estas demonstrações financeiras estão apresentadas em Reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todos os saldos foram arredondados para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma.

3.3

Uso de estimativas e julgamentos

Na preparação destas demonstrações financeiras, a Administração utilizou julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação das políticas contábeis da Companhia e os valores reportados dos ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.

As estimativas e premissas são revisadas de forma continua. As revisões das estimativas são reconhecidas prospectivamente.

As informações sobre julgamentos realizados na aplicação das políticas contábeis que têm efeitos significativos sobre os valores reconhecidos, e, as informações sobre as incertezas relacionadas a premissas e estimativas que possuem um risco significativo de resultar em um ajuste material no exercício a findo em 31 de dezembro de 2016 estão incluídas nas seguintes notas explicativas:

Nota explicativa 7 - critérios de análise de risco de crédito para determinação da provisão para

créditos de liquidação duvidosa;

Nota explicativa 15 - critério de apuração e atualização do ativo financeiro da concessão;

Nota explicativa 17 - cálculo da amortização do ativo intangível da concessão de forma linear

pelo prazo correspondente ao direito de cobrar os consumidores pelo uso do ativo da concessão que o gerou (vida útil regulatória dos ativos) ou pelo prazo do contrato de concessão, dos dois o menor;

Nota explicativa 22 - reconhecimento de ativos fiscais diferidos: disponibilidade de lucro

tributável futuro contra o qual prejuízos fiscais possam ser utilizados;

Nota explicativa 27 - Reconhecimento de provisões para riscos fiscais, cíveis e trabalhistas por

meio da avaliação da probabilidade de perda que incluí avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos;

Nota explicativa 38 - reconhecimento dos custos dos planos de aposentadoria com benefícios

de assistência médica pós-emprego e o valor presente da obrigação de aposentadoria, através da avaliação atuarial que envolve o uso de premissas sobre taxas de desconto, taxas de retorno de

(20)

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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

ativos esperadas, aumentos salariais futuros, taxas de mortalidade e aumentos futuros de benefícios de aposentadorias e pensões; e

Nota explicativa 39 - definição do valor justo através de técnicas de avaliação, incluindo o

método de fluxo de caixa descontado, para ativos e passivos financeiros não obtidos em mercados ativos.

(i)

Mensuração do valor justo

Uma série de políticas e divulgações contábeis da Companhia requer a mensuração de valor justo para ativos e passivos financeiros e não financeiros.

A Companhia estabeleceu uma estrutura de controle relacionada à mensuração de valor justo. Isso inclui uma equipe de avaliação que possui a responsabilidade geral de revisar todas as mensurações significativas de valor justo, incluindo os valores justos de Nível 3 com reporte diretamente ao Diretor Financeiro, quando houver.

A equipe de avaliação revisa regularmente dados não observáveis significativos e ajustes de avaliação. Se informação de terceiros, tais como cotações de corretoras ou serviços de preços, é utilizada para mensurar valor justo, a equipe de avaliação analisa as evidências obtidas de terceiros para suportar a conclusão de que tais avaliações atendem os requisitos dos CPC / IFRS, incluindo o nível na hierarquia do valor justo em que tais avaliações devem ser classificadas. Ao mensurar o valor justo de um ativo ou um passivo, a Companhia usa dados observáveis de mercado, tanto quanto possível. Os valores justos são classificados em diferentes níveis em uma hierarquia baseada nas informações (inputs) utilizadas nas técnicas de avaliação da seguinte forma.

 Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos.  Nível 2: inputs, exceto os preços cotados incluídos no Nível 1, que são observáveis para o ativo

ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços).

Nível 3: inputs, para o ativo ou passivo, que não são baseados em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis).

A Companhia reconhece as transferências entre níveis da hierarquia do valor justo no final do exercício das demonstrações financeiras em que ocorreram as mudanças.

Informações adicionais sobre as premissas utilizadas na mensuração dos valores justos estão incluídas na nota explicativa 39.

3.4

Base de mensuração

As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico, com exceção dos seguintes itens materiais reconhecidos nos balanços patrimoniais:

 ativo financeiro da concessão são mensurados pelo valor justo;

(21)

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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

 o ativo ou passivo líquido de benefício definido é reconhecido como o valor justo dos ativos do plano, deduzido do valor presente da obrigação do benefício definido, e é limitado conforme demonstrado na nota explicativa 39.

3.5

Retificação de valores correspondentes

A Companhia está efetuando as seguintes reclassificações referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2015, de acordo com o CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis e CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.

A Companhia costumava abrir algumas receitas e despesas por função tanto na demonstração de resultado e demonstração do valor adicionado quanto nas suas notas explicativas e para este exercício optou por fazer a aglutinação dos saldos na demonstração de resultado e demonstração do valor adicionado, mantendo a abertura nas notas explicativas conforme segue: 

(22)

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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

(i)

Demonstrações dos resultados

Impactos da retificação

Publicado em 2015 Ajustes Publicado em 2016

31/12/2015 31/12/2015

Receita operacional líquida 7.134.673 - 7.134.673

Custo de energia elétrica, construção e operação (5.449.010) - (5.449.010)

Custo da energia elétrica, construção (4.767.029) - (4.767.029)

Energia elétrica comprada para revenda e custos de

transmissão (3.679.247) - (3.679.247)

Custo de construção (1.087.782) - (1.087.782)

Custo de operação (a) (681.981) - (681.981)

Pessoal (a) (126.546) 126.546 -

Material (a) (21.150) 21.150 -

Serviços de terceiros (a) (244.533) 244.533 -

Amortização (a) (267.847) 267.847 - Subvenção - CCC (a) 20.179 (20.179) - Outros (a) (42.084) 42.084 - Lucro bruto 1.685.663 - 1.685.663

Despesas com vendas (428.616) - (428.616)

Despesas gerais e administrativas e amortização (b) (327.091) (45.829) (372.920)

Amortização (b) (45.829) 45.829 -

Amortização do direito de concessão (6.707) - (6.707)

Resultado da equivalência patrimonial 31.421 - 31.421

Outras despesas operacionais, liquidas (215.327) - (215.327)

Total de receitas (despesas) operacionais (992.149) - (992.149)

-

Resultado antes do resultado financeiro líquido,

imposto de renda e contribuição social 693.514 - 693.514

Resultado financeiro, líquido 427.549 - 427.549

Resultado antes do imposto de renda

e da contribuição social 1.121.063 1.121.063

Impostos sobre o lucro (161.215) - (161.215)

Lucro líquido do exercício 959.848 - 959.848

(a) O custo com operação, no montante de R$ 681.981, havia sido subdividido em custos com pessoal R$ 126.546, material R$ 21.150, serviços de terceiros R$ 244.533, amortização R$ 267.847, Subvenção - CCC R$ (20.179) e outros R$ 42.084 (vide nota explicativa 33).

(b) As despesas gerais, administrativas e amortização no montante de R$ 372.920, haviam sido subdivididas em despesas gerais e administrativas R$ 327.091 e amortização R$ 45.829 (vide nota explicativa 33).

(23)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

(ii)

Demonstrações do valor adicionado – Consolidado

Publicado em 2015 Reclassificação Publicado em 2016

31/12/2015 31/12/2015

Receitas

Vendas de produtos, serviços e receita de construção (a) 9.016.393 1.087.782 10.104.175

Receita de construção (a) 1.087.782 (1.087.782) -

Provisão para créditos de liquidação duvidosa

e perda com créditos incobráveis (147.571) - (147.571)

Provisão (reversão) de processos cíveis, fiscais e trabalhistas (12.601) - (12.601)

Outras despesas/receitas operacionais (215.327) - (215.327)

9.728.676 - 9.728.676

Insumos adquiridos de terceiros (inclui ICMS e IPI) (5.492.367) - (5.492.367)

Valor adicionado bruto 4.236.309 - 4.236.309

Amortização (313.676) - (313.676)

Valor adicionado líquido gerado pela Companhia 3.922.633 - 3.922.633

Valor adicionado recebido em transferência 452.263 - 452.263

Valor adicionado total a distribuir 4.374.896 - 4.374.896

Distribuição do valor adicionado

Empregados 277.856 - 277.856 Tributos 3.129.779 - 3.129.779

Remuneração de capitais de terceiros 7.413 - 7.413

Remuneração de capitais próprios  959.848 - 959.848

Valor adicionado 4.374.896 - 4.374.896

(a) A receita com vendas de produtos e serviços e receitas de construção, no montante de R$ 10.104.175, havia sido subdividida em receita com vendas de produtos e serviços R$ 9.016.393 e receita de construção R$ 1.087.782 (vide nota explicativa 32).

4

Principais políticas contábeis

A Companhia aplicou as políticas contábeis descritas abaixo de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nestas demonstrações financeiras individuais e consolidadas.

4.1

Base de consolidação

4.1.1

Controladas

A Companhia controla uma entidade quando está exposto a, ou tem direito sobre, os retornos variáveis advindos de seu envolvimento com a entidade e tem a habilidade de afetar esses retornos exercendo seu poder sobre a entidade. As demonstrações financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que a Companhia obtiver o controle até a data em que o controle deixa de existir.

Nas demonstrações financeiras individuais da controladora, as informações financeiras de controladas são reconhecidas por meio do método de equivalência patrimonial.

(24)

Equatorial Energia S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

As entidades controladas são Companhia Energética do Maranhão - CEMAR, 55 Soluções S.A. (Equatorial Soluções S.A.) e Centrais Elétricas do Pará - CELPA.

4.1.2

Participação de acionistas não-controladores

A Companhia elegeu mensurar qualquer participação de não-controladores na adquirida pela participação proporcional nos ativos líquidos identificáveis na data de aquisição.

Mudanças na participação da Companhia em uma subsidiária que não resultem em perda de controle são contabilizadas como transações de patrimônio líquido.

4.1.3

Perda de controle

Quando a entidade perde o controle sobre uma controlada, a Companhia desreconhece os ativos e passivos e qualquer participação de não-controladores e outros componentes registrados no patrimônio líquido referentes a essa controlada. Qualquer ganho ou perda originado pela perda de controle é reconhecido no resultado. Se a Companhia retém qualquer participação na antiga controlada, essa participação é mensurada pelo seu valor justo na data em que há a perda de controle.

4.1.4

Investimentos em entidades contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial

Os investimentos da Companhia em entidades contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial compreendem suas participações em coligadas e empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures).

As coligadas são aquelas entidades nas quais a Companhia, direta ou indiretamente, tenha influência significativa, mas não controle ou controle conjunto, sobre as políticas financeiras e operacionais. Para ser classificada como uma entidade controlada em conjunto, deve existir um acordo contratual que permite à Companhia controle compartilhado da entidade e dá à

Companhia direito aos ativos líquidos da entidade controlada em conjunto, e não direito aos seus ativos e passivos específicos.

Tais investimentos são reconhecidos inicialmente pelo custo, o qual inclui os gastos com a transação. Após o reconhecimento inicial, as demonstrações financeiras incluem a participação da Companhia no lucro ou prejuízo líquido do exercício e outros resultados abrangentes da investida até a data em que a influência significativa ou controle conjunto deixa de existir. Nas demonstrações financeiras individuais da controladora, investimentos em controladas também são contabilizados com o uso desse método.

As entidades controladas em conjunto são a Geradora de Energia do Norte S.A. e a Vila Velha Termoelétricas Ltda.

4.1.5

Transações eliminadas na consolidação

Saldos e transações intra-grupo, e quaisquer receitas ou despesas não realizadas derivadas de transações intra-grupo, são eliminados. Ganhos não realizados oriundos de transações com investidas registradas por equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na proporção da participação da Companhia na investida. Perdas não realizadas são eliminadas da mesma maneira de que os ganhos não realizados, mas somente na extensão em que não haja evidência de perda por redução ao valor recuperável.

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