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APRENDIZAGEM POR PROJETO: APLICAÇÃO DO LEAN LOGÍSTICA NA ROTINA DOS TRABALHADORES EM UMA EMPRESA DO NOROESTE PAULISTA

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DOI 10.14684/INTERTECH.13.2014.363-367

© 2014 COPEC March 16 - 19, 2014, Guimarães, PORTUGAL

APRENDIZAGEM POR PROJETO: APLICAÇÃO DO LEAN LOGÍSTICA NA

ROTINA DOS TRABALHADORES EM UMA EMPRESA DO NOROESTE

PAULISTA

Rodrigo Uliana Ferreira

1

, Antônio Ricardo Chiquito

2

, Carlos Magno Oliveira Valente³, Luis Carlos de

Souza

4

1Rodrigo Uliana Ferreira, Mestrando em Engenharia de Produção, Centro Universitário de Araraquara, São Paulo, Brazil e Coordenador Senac – São José do

Rio Preto – São Paulo, Brazil, [email protected].

2Antonio Ricardo Chiquito - Mestrando em Engenharia de Produção, Centro Universitário de Araraquara, São Paulo, Brazil e Coordenador FIRB –

Andradina – São Paulo, [email protected].

³ Dr. Carlos Magno de Oliveira Valente, Professor do Programa de Mestrado Profissional em Engenharia de Produção, Centro Universitário de Araraquara, São Paulo, Brazil, [email protected].

4 Msc. Luis Carlos de Souza, Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, São Paulo Brasil e Gerente Senac – São José do Rio

Preto – São Paulo, Brazil, - [email protected].

Abstract  This article describes how to teach employees of a company in the northwest of the state of São Paulo Brazil using techniques of Lean Logistics, as there are many paradigms that need to be broken to achieve success. The methodology presented in this article will be a learning project, where employees learn the theory and practice developing the project for implementation of Lean Logistics, to the accompaniment of a mentor, this methodology makes the employee feel part of the process.

Index Terms  Lean Logística, Lean Thinking, Aprendizagem por Projeto e Ensino Empresarial.

I

NTRODUÇÃO

Quebra de paradigma dentro de empresas hoje é um grande problema que o mundo vem enfrentando, pois organizações estão gastando milhões com ensino empresarial, qual contratam várias empresas de consultorias específica de uma área para conscientizar e treinar seus colaboradores.

Hoje aprender desenvolvendo na prática é algo muito favorável, pois mostrar que a teoria funciona no local de trabalho é um fator que irá contribuir para a quebra de paradigma.

A lean logística é uma nova técnica que várias empresas estão adotando para diminuir quantidade de processos com foco na agilidade.

Hoje é muito comum empresas efetuarem transporte desnecessário, alavancando desperdícios de tempo, custo e processos.

O transporte ineficiente se dá ao excesso de movimentação de materiais entre os processos, por longa distância [1].

Para [1] transporte desnecessário, é um dos maiores problemas no Brasil, pois existem vários modelos de distribuição no setor de transportes, sendo que muitos deles

podem ser melhorados ou até mesmo substituídos por novos modelos que os complementam.

O Lean Thinking corresponde em entender o que é valor para o cliente, identificando e eliminando desperdícios ao longo da cadeia de forma cada vez mais eficaz. Ao ser determinado precisamente o valor do produto e sua devida cadeia, fazendo-o fluir sem interrupções, permitindo que o cliente puxe o seu valor, fazendo com que a organização busque constantemente sua perfeição, estão sendo seguidos e assimilados os grandes pilares do pensamento Lean [2].

O objetivo deste artigo é demonstrar hipóteses de utilização do ensino empresarial para conscientizar os colaboradores a importância da filosofia da Logística Enxuta para reduzir desperdícios em uma empresa citada no estudo de caso deste artigo, localizadas no Noroeste Paulista – Brasil, no estudo de caso da empresa foi utilizada uma pesquisa qualitativa no decorrer do carregamento dos veículo até a liberação para a viagem, considerando o desperdício de tempo, processos e custo, ou seja, a aprendizagem e aplicação do Lean Logística será fundamental para a competitividade da empresa por se tratar de etapas internas de produção.

M

ETODOLOGIA DE

A

PRENDIZAGEM POR

P

ROJETO

Hoje em dia a dificuldade dos educadores para entrar em sala de aula e passar conhecimento está cada vez está mais difícil, pois interagir com públicos de empresas que possuem culturas, idades e perfis diferente é uma tarefa árdua que necessita de preparo e competências.

A pedagogia de projetos está de acordo com as ideias de Papert, criador do Construcionismo [3], que afirma que um aprendiz constrói seu conhecimento mais facilmente, quando está engajado na construção de alguma coisa externa ou, pelo menos, em algo que ele possa dividir com os outros.

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© 2014 COPEC March 16 - 19, 2014, Guimarães, PORTUGAL

Isso leva ao modelo de um ciclo de internalização do que está fora e externalização do que está dentro [4].

Na concepção da pedagogia de projetos [5] os alunos são distribuí- dos em grupos, cabendo a cada grupo investigar e construir conhecimento sobre um tema. A escolha do tema é norteada pela curiosidade visando com isso tornar a aprendizagem o mais significativa possível [6]

Segundo Tavares em seu artigo Na pedagogia de projetos, não há professor no senti- do clássico do termo, ao invés disso, cada projeto conta com um mediador. O envolvimento dos aprendizes é fundamental, sendo uma característica chave do trabalho de projetos. Além disso, a responsabilidade e a autonomia dos alunos são essenciais: os alunos são responsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao longo do desenvolvimento do projeto.

O acompanhamento de um projeto pedagógico adotando a metodologia orientada a projetos requer do mediador uma reflexão acerca da epistemologia genética, das necessidades de interação no ambiente de aprendizagem, das relações aluno-aluno e mediador- aluno, enquanto parceiros no processo de aprendizagem, e da contribuição tecnológica ao processo de elaboração e concepção de um projeto baseado na aprendizagem cooperativa [7].

Os aprendizes irão aprender na prática e irá se sentir parte daquele projeto, pois o aluno irá ver a teoria e logo irá colocar na prática aplicando a teoria no projeto.

L

EAN

T

HINKING

O Lean Thinking inclui ferramentas e formas sistêmicas de eliminação de perdas, pela concepção, projeto de produtos, melhoria em atividades, interfaces e fluxos entre processos internos e externos.

O autor [8] aponta que organizações de serviços têm adotado princípios da produção enxuta (lean service) em processos de industrialização de serviços. Destacam que custos de serviços podem ser reduzidos pela eliminação de atividades que não agregam valor ao cliente.

Com certeza, a parte mais significativa da filosofia enxuta é seu foco na eliminação de todas as formas de desperdício. O desperdício pode ser definido como qualquer atividade que não agregue valor [9].

Logística Enxuta o [9] deixa claro que o principal objetivo da mentalidade enxuta é eliminar desperdício. A movimentação excessiva de materiais até chegar ao cliente não agrega valor. Mudanças nos métodos de transporte e na organização da distribuição podem reduzir desperdícios.

Para [9] especificamente, o pedido de lean thinking se concentra em cinco conceitos fundamentais:

 Especificar o que cria valor do ponto de vista do cliente;  Identificar o fluxo de valor isto é todas as atividades

realizadas para gerar ao produto final;

 Apoiar contínuo fluxo por filas minimizando as interrupções;

 Aplicar uma abordagem puxada ao entregar o que realmente é exigido para satisfação ao cliente;

 Atenção para a perfeição.

Apresenta [9] o outro lado do pensamento enxuto que não é apenas reduzir desperdício pensando na empresa, mas sim na satisfação do cliente, pois não adianta pensar somente nos fatores empresariais sem verificar a satisfação do cliente com as reduções oferecida pela técnica do Lean Thinking.

L

EAN

L

OGÍSTICA

A aplicação do Lean na Logística visa implementar um sistema puxado com reposição nivelada e frequente, em pequenos lotes ao longo do fluxo de valor da cadeia de suprimentos para trabalhar a forma mais sincronizada possível de acordo com o consumo da área [1].

A Lean Logística assim como comentado no tópico de Lean Thinking é baseada nos fundamentos do Sistema Toyota de produção, o qual possui conceitos da manufatura enxuta em toda sua cadeia de suprimentos, maximizando a eficiência e eficácia dos seus setores. A mudança de rotinas pode causar vários desperdícios principalmente na área de transporte, pois existem variáveis como clima, trânsito, greves entre outros, todas impactam a distribuição.

Através de algumas técnicas é possível reduzir o desperdício de tempo, o que é muito importante. Com a utilização máxima do caminhão com agilidade, se consegue ter uma vantagem competitiva e bom aproveitamento do equipamento. Com isto, é possível atingir um preço justo ao cliente tornando o custo operacional mais barato.

O Just-in-time – JIT é uma abordagem disciplinada, que visa aprimorar a produtividade global e eliminar os desperdícios. Ele possibilita a produção eficaz em termos de custo, assim como o fornecimento apenas da quantidade correta, no momento e local corretos, utilizando o mínimo de instalações, equipamentos, materiais e Recursos Humanos [10].

No JIT, os materiais e os produtos são movimentados na hora certa e as tarefas também são complementadas na hora correta, de forma que a programação estabelecida seja respeitada. Os benefícios na questão logística é a utilização do meio de transporte no seu máximo desempenho, reduzindo desperdício na movimentação e no tempo entre carga e descarga.

Propõe-se, por exemplo, o uso de técnicas JIT, como a utilização do Milk Run (corrida do leite), referente à hora de carregamento em cada fornecedor e à hora de descarregamento no cliente devem ser cumpridas de maneira exata como o planejado. Este método acelera o fluxo de materiais entre as plantas em que os veículos seguem uma rota para vários carregamentos e entregam para diversas empresas, ao invés do caminhão ficar aguardando para completar a carga em determinado armazém. Esta técnica agiliza o processo de distribuição reduzindo o desperdício de tempo.

Na Logística Enxuta é comum o uso de sistemas simples como Kanban para informar ao fornecedor sobre suas necessidades e prioridades. Sistemas mais elaborados

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como Electronic Data Interchange - EDI, Collaborative Planning Forecasting and Replenishment - CPFR, também podem ser adotados, mas o ponto aqui é destacar a importância do estreito relacionamento com os fornecedores a fim de que as informações sejam para um plano de abastecimento de sua empresa, com pro atividade para que os desvios sejam identificados a tempo para tomada de decisão mais adequada e com menor prejuízo a suas atividades [11].

É importante ter o fornecedor como parceiro para evitar desperdício com tempo de carga e retrabalho por falta de planejamento, pois técnicas de Logística Enxuta como o Kanban é muito importante: imagina poder ter acesso a necessidade do cliente podendo se programar para fazer a entrega no momento e lugar certo - com este controle fica mais fácil fazer o planejamento e muitas vezes consolidar a entrega com os demais clientes.

O texto acima, segundo [11], é apresentado algumas ferramentas responsáveis para fazer o controle das técnicas ora apresentadas, pois é importante possuir um sistema informatizado para reduzir falhas na comunicação.

Por vezes o gerente de transporte pode estar menos interessado no projeto dos roteiros e mais na minimização da quantidade de caminhões necessários para atender uma dada programação. Isto exige a sequênciação dos roteiros, de maneira há minimizar o tempo ocioso no programa e, portanto, a quantidade de caminhos necessários [12].

A sequência de entrega é um fator decisivo em custo, mas é necessário de disciplina dos gestores, pois a roteirização necessita de comunicação e horas para cumprir. Caso não se realize uma entrega dentro da sequência, irá ocorrer desperdício de tempo pelo retrabalho.

E

STUDO DE

C

ASO DE UMA

E

MPRESA NA

R

EGIÃO DO

N

OROESTE

P

AULISTA

Existem vários problemas em diversas etapas no decorrer da distribuição física, as escolhidas para analisarmos foram a entrada do veículo na empresa, carregamento, pesagem e documentação, a seguir na figura 1 o gráfico gerado com informações de uma empresa localizada no Noroeste Paulista do Brasil, com informações de distribuição de etanol.

FIGURA1

Gráfico de trajetória dos tempos (em horas) utilizando o software Minitab versão 16.1

Com base neste gráfico é possível verificar que os valores correspondentes à hora de espera no tempo possuem uma amplitude superior em relação a horas de carregamento e ao tempo para entrega do documento.

Pois, existem vários fatores que podemos estudar, este caso aqui apresentado é um ponto que muitos Stakeholders não percebem por se tratar da etapa interna, o tempo de hora no pátio possui várias alterações de tempo assim acontece com a hora de carregamento e tempo para entrega de documento.

Este problemas são decorrente de falta de planejamento e acompanhamento destas etapas, que pode ocasionar custos desnecessários e perda de tempo.

Para [13] o transporte é a parcela que representa o maior custo logístico. Se tomarmos como base os números recentes norte-americanos, que possuem um melhor registro das informações, o custo total de logística equivale a 10% do PIB, sendo que o transporte desse total responde por 60%. O Brasil tem proporções semelhantes, e supõem-se ainda maiores, da ordem de 13% dadas as ineficiências operacionais e os sabidos problemas de gestão e infraestrutura.

Lembrando que o problema relatado neste artigo pertence a primeira etapa, pois temos vários outros problemas no decorrer do processo da distribuição física como o percurso, entrega do produto/serviço e pós vendas.

A

PLICANDO A

M

ETODOLOGIA DE

A

PRENDIZAGEM POR

P

ROJETO NA

E

MPRESA Os alunos irão aprender a teoria do Lean Logística, e por trabalhar na empresa eles construirão o estudo de caso, contando exemplos do dia a dia, pois com a teoria e a construção coletiva do estudo de caso, os alunos irão montar a metodologia da aplicação das técnicas apresentadas.

Pois, os problemas identificados internamente como tempo de espera do caminhão no pátio, carregamento e emissão da nota fiscal, serão refletidos pelos os grupos e construídos uma solução através da teoria aprendida por eles no decorrer das aulas.

Este diagnostico serão desenvolvido através de um projeto com o auxílio do mediador, pois os trabalhadores sentirão importantes por fazer parte do projeto e aceitaram a mudança propostas por eles.

A ideia desta metodologia e colocar a teoria na prática no decorrer do treinamento, e esta prática é construída com a V a l o r e s Período Legenda:

Hora de espera no pátio Hora de carregamento

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© 2014 COPEC March 16 - 19, 2014, Guimarães, PORTUGAL

experiência e a teoria vivenciada por eles. O processo de aprendizagem [6], descritas a seguir:

1. Identificação do problema - Os alunos identificam o problema a ser solucionado, ou seja, o conceito ou objeto que se deseja conhecer. Para melhor ilustrar essa etapa, pode-se imaginar uma situação de sala de aula. Supondo que os alunos estejam estudando matemática financeira, o professor pode propor para eles um problema real que precise ser solucionado. Por exemplo, pode contar-lhes como funciona uma loja de um produto qualquer e pedir aos alunos que encontrem a melhor solução para as formas de pagamento adotadas naquele estabelecimento. Os alunos devem entender claramente a proposição feita e o professor precisa checar se o problema foi realmente compreendido, já que essa é a fase inicial de todo o processo e, se ela for mal conduzida, dificilmente as fases posteriores terão alguma possibilidade de êxito; 2. Observação ou Mineração - Os alunos observam e

buscam informações necessárias para a modelagem do problema identificado. Por exemplo, no problema descrito no item anterior, existem muitas informações importantes para que os alunos cheguem a uma conclusão sobre a melhor solução. Vão precisar saber informações básicas sobre a economia do país, como taxas de juros, valor do dólar, valor do salário mínimo, informações sobre como outros estabelecimentos chegaram a soluções para problemas semelhantes, informações sobre o mercado, tais como, se as pessoas estão ou não comprando muito, e como elas têm preferido pagar. Para minerar todas essas informações, é preciso contar com livros, jornais e revistas, com dicionários, com um sistema de recuperação de páginas da Internet e com outros materiais de consulta. Talvez seja necessário contatar pessoas especializadas na área para fazer perguntas, o que pode ser feito com um programa de correio eletrônico. É importante lembrar que, dependendo do tema da pesquisa, pode ser necessário consultar diferentes mídias. Por exemplo, se for uma pesquisa histórica, é possível que seja necessário consultar mapas, fotos, figuras, filmes e músicas. Se for uma pesquisa para resolver um problema computacional, é interessante consultar programas já construídos para solucionar problemas semelhantes;

3. Coleta de Dados - Dentre as informações obtidas na mineração, os alunos extraem os dados importantes. Nessa etapa seleciona-se, dentre as informações recolhidas, aquelas que realmente importam para o trabalho a ser realizado. Essa fase contribui para a formação de pensamento crítico e criatividade, bem como permite que o aprendiz obtenha uma melhor compreensão da área de estudo de forma natural;

4. Análise - Os alunos, cooperando entre si, desenvolvem comparações e avaliações com os dados levantados, a partir de questionamentos e simulações apropriados, para chegar a uma melhor compreensão e a conclusões particulares a res- peito desses dados. Mais uma vez, enfatiza-se aqui o desenvolvimento do pensamento crítico, da autonomia e da atitude ativa em relação ao aprendizado;

5. Síntese - Os alunos tiram conclusões sobre o trabalho, extraindo dele o que há de útil para sua aprendizagem, culminando com a identificação de regras e procedimentos. A síntese é a fase em que os aprendizes concretizam o aprendizado, pois é aqui que eles concluem como o trabalho realizado até então pode ajudá-los a resolver o problema definido no primeiro passo do processo de construção de conhecimento. As conclusões individuais são tão importantes quanto as conclusões coletivas. Mais uma vez, o professor deve agir como observador e colaborador, permitindo que os alunos tenham liberdade para realizar a síntese. Não é interessante adicionar novas informações nessa etapa, como anseiam alguns educadores, sempre com a intenção que os educandos aprendam mais. Na verdade, mais informação nessa etapa pode provocar confusão nos conceitos realmente aprendidos pelos alunos. O mais importante é perceber o quanto os alunos aprenderam e compreender que os limites foram estabelecidos por eles mesmos, de acordo com sua motivação e capacidade. Na construção da síntese coletiva, cada indivíduo deve expor suas idéias livremente, para, a partir das colocações de toda a equipe, chegar a um resultado comum;

6. Formalização - Os alunos apresentam o resultado da síntese, utilizando linguagens apropriadas ao entendimento de outros (colegas e professores), ou seja, expõem os modelos mentais construídos na síntese. A formalização pode ser considerada separadamente ou como uma parte da fase de síntese. A diferença principal é que, durante a síntese, não há, ainda, preocupação com a apresentação; o foco principal é nos movimentos internos do grupo e dos indivíduos, que devem compreender e tirar suas próprias conclusões sobre o assunto. Já na fase de formalização, é importante que todas as arestas em relação às conclusões individuais e coletivas já estejam aparadas, para que os resultados sejam, então, exteriorizados, ou seja, apresentados a um público maior, seja ele formado por companheiros de curso, por professores, por familiares, ou por outras pessoas. A importância dessa etapa é que, quando se expõe um conteúdo, o aprendizado se solidifica. Além disso, é essencial que o aluno sinta que o resultado

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de seu trabalho tem importância e, ainda, quais as críticas e sugestões do público sobre a sua produção;

7. Validação - Os alunos validam os resultados do trabalho. Essa tarefa pode ser realizada pelo professor ou pela confrontação das sínteses com novos dados. Nessa fase, os resultados do trabalho serão finalmente validados, ou seja, cada aprendiz será capaz de reconhecer os pontos fortes e fracos do seu trabalho. A validação está diretamente ligada à fase de formalização, já que o aluno pode começar a avaliar suas produções a partir do feedback recebido de quem teve acesso ao seu trabalho nessa fase. Outra possibilidade bastante produtiva é a realização de experimentos em que o projeto realizado seja usado para avaliar, em situações reais, o que os alunos alcançaram. Em alguns casos, é interessante contar com um laboratório para a realização de experimentos práticos.

O mediados será a peça fundamental pois, ele será o responsável por conduzir os grupos no caminho certo.

C

ONSIDERAÇÕES

F

INAIS

A técnica de aprendizagem por projetos é considerado uma das metodologias mais eficazes e rápida para acontecer mudanças esperadas principalmente dentro de uma empresa, pois, quando se fala de Lean Logística técnica literalmente nova, funcionários possuem um certo paradigma.

Como apresentado no decorrer do artigo o pensamento enxuto exige muito comprometimento, pois a metodologia apresentada traz o funcionário para construir o projeto de melhoria da empresa, com isto o funcionário se sentir importante ao fazer parte do projeto.

Ao aprenderem a teoria e conseguir desenvolver um projeto para pôr em prática o Lean Logística. Os funcionários conseguem ver o que é possível aplicar, pois o mentor neste momento é o responsável por direcionar os funcionários para o caminho mais adequado para aplicação do Lean Logística dentro da empresa.

Esta metodologia implantada no chão de fábrica com sucesso refletirá os benefícios do Lean Logística, pois com o mercado globalizado será um diferencial competitivo principalmente a equipe qualificada.

R

EFERÊNCIAS

[1] Rodriguez, C. M. T. et al., “Lean na Logística: uma reflexão da agregação de valor e desperdícios”, Revista Mundo Logística, Curitiba, Vol 5, No.26, 2012, pp-18- 23.

[2] Womack J. P. e Jones D. T., “Lean Thinking: Banish Waste And Create Wealth In Your Corporation, Revised And Updated”, New York: Free Prees, 2003.

[3] Papert, S. Situating Construction. Constructionism, I. Harel & S. Papert (eds.) Norwood, NJ: Ablex Publishing, 1991.

[4] BRUCKMAN, Amy. MOOSE Crossing: Construction, Commu- nity, and Learning in a Networked Virtual World for Kids. [online] Disponível:

http://asb.www.media.mit.edu/people/asb/thesis/index.html. [em 27 dez. 2013].

[5] ALMEIDA, F.J., FONSECA, Jr, F.M. Aprendendo com Projetos. Coleção Informática para Mudança na Educação, MEC- Seed, Brasilia, 1999.

[6] MENEZES, C. S., BAZZARELA, L. B., CURY, D., CRISTÓ- VÃO, H. M., TAVARES, O. L. Formação de Recurso Humanos em Informática Educativa – Uma experiência com Educação a Distância. In: SBIE´00 Simpósio Brasilei- ro de Informática na Educação, 11.,2000, Maceió-AL. Anais... pgs. 175-182 , Maceió: UFAL, 2000. [7] SOUZA, Renata S., MENEZES, Crediné, S., SOUZA, Dalva S.

Inserção da Informática na Educação – Uma Proposta Ba- seada no Processo de Aprendizagem. In: SBIE´00 Simpó- sio Brasileiro de Informática na Educação, 11.,2000, Ma- ceió-AL. Anais... pgs. 191-198, Maceió: UFAL, 2000.

[8] Bowen D. e Youngdahl W., “Lean service: in defense of a production-line approach”, International Journal of Service Industry

Management, Vol 9,No.3, 1998, pp-207-225.

[9] Slack N. et. al.,” Administração da Produção”. São Paulo: Atlas, 2009 [10] Bonaccorsi A. et al., “Service Value Stream Management (SVSM):

Developing Lean Thinking in the Service Industry”, Journal of Service Science and Management , Vol4, No.4, 2011, pp-428-439. [11] Carrilo E., “Identifique Oportunidades no seu Transporte Inbound”.

Revista Mundo Logística, Curitiba, Vol4, No.23, 2011, pp-55-58. [12] Ballou, R. H., “Logística empresarial: transportes de materiais e

distribuição física”. São Paulo: Atlas, 2008.

[13] Tacla D., “Preço ou Custo? Transporte sua escolha”. Revista Mundo Logísticam Curitiba, Vol4, No.17, 2011, pp-46-51.

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