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Generalidades sobre os processos de combustão nos motores. Eng. Julio Cesar LODETTI

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(1)

Generalidades sobre os processos de

combustão nos motores

(2)

Combustão de uma mistura

homogênea

Auto-inflamação:

z

Uma mistura HOMOGÊNEA de combustível

+ AR, em proporções estequiométricas, nas

condições normais de temperatura e

pressão, NÃO REAGE.

z

Ou pelo menos, para eufemizar a expressão,

suas reações de oxidação são tão lentas que

é impossível de se perceber.

(3)

Combustão de uma mistura

homogênea

z

Se a temperatura desta mistura começar a

aumentar progressivamente, aquelas

reações de oxidação lentas, começam a

transformar os REATIVOS iniciais em

produtos intermediários de oxidação.

z

A velocidade global da reação, ainda é lenta

e, após passar por um valor máximo, ela

diminui devido a extinção dos reativos da

(4)

Combustão de uma mistura

homogênea

z

Entretanto, se esta mistura for posta a uma

temperatura SUPERIOR a um valor crítico

“Ti ”, dita temperatura mínima de

auto-inflamação, àquelas reações lentas de

oxidação lentas, se transformam numa

combustão VIVA.

z

Os reativos transformam-se quase que

instantaneamente em produtos de

combustão.

(5)

Exemplo “acadêmico” de combustão

de uma mistura homogênea

z Evoluções

esquemáticas da velocidade de reação de uma mistura.

(6)

Exemplo “pratico” de combustão de

uma mistura homogênea!!!!!!!

(7)

Delai de auto-inflamação

z O tempo “δ”, durante o qual este sistema deverá ser

mantido em condições fixas de temperatura e

pressão, antes que aconteça a inflamação, chama-se DELAI DE AUTO INFLAMAÇÃO.

z Este delai δ corresponde ao tempo necessário para

que certas “pré-reações” de oxidação se

(8)

Delai de auto-inflamação-1

z

A temperatura mínima “Ti” depende da

natureza do combustível.

z

Para um dado combustível, em mistura

homogênea com o ar, o delai

δ depende da

TEMPERATURA e da PRESSÃO, assim

como da RIQUEZA da mistura.

(9)

Delai de auto-inflamação-2

A figura mostra que, o delai diminui se a PRESSÃO do sistema aumenta a uma mesma temperatura. 20 bar 40 bar

(10)

Delai de auto-inflamação-3

A figura mostra que, para uma pressão e

temperatura ctes, o delai é mínimo em condições

(11)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

O processo de auto-inflamação pode ocorrer

em quase toda a zona que se encontra a

mistura de reativos....

z

....ou então, em uma pequena região deste

volume, onde as condições de temperatura,

pressão e concentração dos reagentes estão

reunidas.

(12)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama - 1

(13)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama - 2

z

Na prática, isto é o que mais acontece em

um motor de combustão interna onde, a

IGNIÇÃO é dada por uma centelha elétrica,

ou introdução de um corpo quente (motor

todo carbonizado!!) ou de gazes quentes do

escapamento (motores do futuro).

(14)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama - 3

z

A partir deste ponto ou momento de ignição,

se as condições relativas a mistura

permitirem...

– ... A combustão poderá propagar-se passo a

passo através de uma FRENTE DE CHAMA, que separa a todo instante, a zona de gases

queimados da zona de gases frescos.

(15)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama - 4

(16)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama – 5

z

A PROPAGAÇÃO desta zona reativa, criada

pela ignição da mistura, pode se realizar de

diferentes maneiras. Mas acima de tudo, ela

depende muito da natureza inicial da mistura

AR + Combustível.

(17)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama – 6

z Tipos de propagação de frente de chama:

1. Chama de pré-mistura: Acontece se o

combustível e o comburente (ar, nitro, etc) são misturados ANTES da ignição. Motores a

gasolina/álcool/gás

2. Chama de difusão: Acontece quando o fenômeno

de propagação é em parte controlado pela

(18)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A CHAMA DE DIFUSÃO

⇒ Inicia-se sem intervenção interna, ou seja, se

origina por auto-inflamação;

⇒ A energia fornecida na fase de compressão do

ciclo Diesel já é suficiente, pois a temperatura no interior ultrapassa o valor crítico de auto-inflamação “Ti”;

⇒ O processo de início da combustão deve então

(19)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

(20)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A CHAMA DE DIFUSÃO

⇒ O combustível então deve ser injetado sobre a forma

líquida, diretamente dentro da câmara de combustão!

⇒ O combustível é daí pulverizado e depois vaporizado.

Difundindo-se assim, no ar comprimido no interior da câmara de combustão.

⇒ Um delay de auto-inflamação de ordem química, que varia

conforme a riqueza, se soma ao delay físico que

corresponde ao tempo de vaporização do combustível líquido

(21)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

(22)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A CHAMA DE DIFUSÃO

⇒ A mistura formada então, é essencialmente

HETEROGÊNEA, e comporta zonas de riqueza variável indo de combustível puro (R = ∞) ao ar puro (R = 0);

⇒ É impossível determinar o local da câmara que a

auto-inflamação dar-se-á início, porém, se for assegurado uma temperatura e pressão suficiente no fim da compressão...

⇒ ...inevitávelmente um ponto da câmara estará propício a dar

(23)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A CHAMA DE DIFUSÃO

⇒ Partindo-se desta zona inicial de auto-inflamação, onde se

considera que a chama se desenvolve em PRÉ-MISTURA, e graças a energia recém liberada, a combustão se estende em seguida por chama de DIFUSÃO...

⇒ ...sobre o resto do combustível presente na câmara. Este,

pode-se encontrar mais ou menos vaporizado ou em um estado químico quase oxidado....

(24)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

(25)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A CHAMA DE DIFUSÃO

⇒ Devido a grande variação “local” de riqueza dentro dos

mais variados pontos da câmara de combustão, pode-se somente tratar a riqueza como “GLOBAL”;

⇒ A riqueza máxima que assegura uma combustão

completa, fica inferior a 0,85.

⇒ Mesmo que o combustível injetado encontre oxigênio

(26)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A CHAMA DE DIFUSÃO

⇒ Sobre este tipo de motor, a regulagem da carga é feita

pela quantidade de combustível injetado, sem modificar o enchimento de ar, que em estando constante, é

mantido sempre em seu valor máximo. Não tem borboleta!!

P

i

=

n M

c

.

air

. .

q

η

th

te

(27)
(28)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA EM UM

MOTOR A IGNIÇÃO POR CENTELHA

(29)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama – 7

z A CHAMA DE PRÉ-MISTURA 1

⇒ Depende de uma fonte “externa” de energia;

⇒ Ela pode, dependendo da natureza da mistura e

das condições operatórias do motor, se propagar em diferentes velocidades.

Se velocidade sub-sônica: DEFLAGRAÇÃO

⇒ Se velocidade super-sônica: DETONAÇÃO!

(30)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A CHAMA DE PRÉ-MISTURA 2

⇒ MAS ATENÇÃO, se velocidade super-sônica é

chamada de DETONAÇÃO, não se deve confundir este termo com o fenômeno de

“batida de pino” ou “cliquetis” ou “knock” para designar este fenômeno. Chamaremos então este processo anômalo de KnockKnock ao longo do

(31)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA

1

=> Este fenômeno é assegurado pela

transferência de CALOR e MASSA ou, pela

DIFUSÃO das partículas ativas da zona

quente (onde acontece a reação química)

= = = > para a zona de gases não

(32)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z A PROPAGAÇÃO DA CHAMA 2

⇒ Os fatores aerodinâmicos no sistema em

combustão, exercem uma influência MUITO importante sobre a VELOCIDADE global da combustão.

⇒ Na prática, a mistura combustível em escoamento turbulento, é a grande responsável pelo bom

(33)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA

3

Escoamento turbulento, mas como

assim??

⇒ O escoamento turbulento é um agente que

aumenta drasticamente a mistura entre os gases “frescos” e os em reação. Sendo assim, ele acelera em muito a combustão dentro da câmara. Deste modo, o motor pode funcionar

(34)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z A PROPAGAÇÃO DA CHAMA

⇒ Nos motores de F1 atuais, eles já atingem em banco

motor 20.000 rpm. A combustão não é ainda o fator que limita esta rotação.

(35)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z A PROPAGAÇÃO DA CHAMA

⇒ Mas na realidade, a mistura encontra-se dispersa

(36)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA

4

1.

Devido a esta grande turbulência e outros

fatores ligados ao processo de combustão,

a frente de chama não tem um aspecto liso

ou bem definido.

2.

Existem nas suas fronteiras, micro

turbulências que aumentam muito a

superfície real da chama. Aumentando

assim o contato com os gases “frescos”.

(37)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA

5

O FSR ou Flame Speed Ratio, é um índice que

permite levar em conta a turbulência

encontrada na câmara de combustão.

Ele representa o aumento da superfície entre

uma chama “normal” e uma afetada pela

turbulência interna

.

(38)

Inflamabilidade

e processo de

propagação de

(39)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

O

F.S.R

. depende da fase da combustão

pois a velocidade de propagação da chama

e a taxa de dissipação de energia são

variáveis ao longo do processo de

combustão.

z

Nota-se no entanto que, a turbulência tem

(40)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z A evolução da velocidade é função:

– Da evolução da temperatura e pressão dos gases ONDE se

propaga a chama.

– Da modificação da turbulência na câmara devido a

cinemática do conjunto biela+pistão.

=> A velocidade no início da combustão é pequena. Podemos supor ainda que o núcleo da

combustão está se movimentando sem ser deformado pela ação da turbulência local.

(41)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z Para este núcleo, a verdade será ainda maior se

suas dimensões forem menores que as turbulências locais.

z Mas, quando a frente de chama alcança dimensões

próximas aos níveis de turbulência da câmara, esta irá agir e recortar toda a superfície de frente de

chama. A velocidade de propagação da frente de chama dispara neste momento.

z Nesta fase, a velocidade depende mais da

(42)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA -

6

A AERODINAMICA INTERNA do motor,

como a geometria dos dutos de admissão,

câmara de combustão, também contribuem

(ou não) para o aumento e propagação do

escoamento turbulento.

(43)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA – Aero.Int.

Existem nos dias de hoje, basicamante 3 maneiras de se admitir a mistura dentro dos cilindros. São elas:

1. SWIRL 2. TUMBLE 3. SQUISH

(44)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

A PROPAGAÇÃO DA

CHAMA – Aero.Int.-1

1) SWIRL -> Obtido com

a geometria dos dutos de admissão.

Consiste na rotação da mistura em torno do eixo central do

(45)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA – Aero.Int.-2

O SWIRL melhora a combustão agindo sobre o

aumento da velocidade de queima e regularidade de funcionamento.

Também ajuda a aumentar a superfície média da

frente de chama e reparte melhor a região dentro da câmara.

(46)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

A PROPAGAÇÃO DA

CHAMA – Aero.Int.-3

(47)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

A PROPAGAÇÃO DA CHAMA – Aero.Int.-4

2) O TUMBLE: Estratégia de admissão da mistura que a coloca em rotação, na forma de turbilhonamento, em um eixo perpendicular ao eixo do cilindro.

(48)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

(49)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z O TUMBLE é gerado também com a geometria dos dutos de admissão, do ângulo de inclinação das válvulas e da lei de abertura de válvulas. O TUMBLE favorece em muito o

(50)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

3) O SQUISH: Terceira e última estratégia de

“gerenciamento” da mistura.

Consiste numa forte turbulência gerida no momento oportuno. Por exemplo, no momento da combustão e na vizinhança do PMH.

Permite aumentar a velocidade de combustão.

Pode entretanto destruir o SWIRL e o TUMBLE. Até apagar a faísca da vela!

(51)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

3) O SQUISH: Terceira e última estratégia de “gerenciamento” da mistura.

(52)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

z

A EXTINÇÃO DA CHAMA

Assim como tudo na vida, a chama nasce,

se desenvolve, se propaga e morre.

Existem 3 maneiras dela morrer.

1.) Nascer morta (!) -> falha de ignição;

2.)

Extingir-se na vizinhança das paredes

;

3.) Morrer aprisionada nos interstícios do

sistema.

(53)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

(54)

Inflamabilidade e processo de

propagação de chama

(55)

A combustão em um

motor a ignição por

centelha - 1

Vimos até agora o

processo de combustão em si. Estudar-se-á

agora, como ele influencia o

(56)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 2

z

Em um motor a ignição por centelha, a

combustão é desencadeada em UMA ou

eventualmente VÁRIAS zonas muito

localizadas da mistura AR + Combustível.

z

Existe então, um aporte de energia exterior,

em um certo instante do ciclo (ponto de

ignição!!!) graças a um dispositivo de

centelhamento = = = > VELA

(57)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 3

z

Na verdade das verdades, o que acontece

naquela pequena região da centelha, é uma

AUTO-INFLAMAÇÃO da mistura pois a

temperatura ao redor do arco voltaico é da

ordem de 3000 graus! Bem acima então da

“Ti” ou temperatura de auto-inflamação.

(58)

A combustão em

um motor a

ignição por

centelha - 4

(59)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 5

z

A partir de uma fonte de inflamação da

mistura, uma frente de chama ira então

propagar-se normalmente na mistura.

z

A velocidade de propagação é de algumas

dezenas de metros por segundo (30 a 40),

separando então a câmara em 2 partes:

(60)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 6

z

MAS, MAS, esta deflagração só poderá

efetivamente se propagar, caso a mistura for

sensivelmente homogênea e se a

composição

inicial da mesma assim o

permitir.

z

Além da pressão e temperatura, a RIQUEZA

tem então que estar incluída nestes limites

que regem a deflagração.

(61)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 7

z

ATENÇÃO!!!!!!

Porém, contudo, entretanto,

basta que durante a deflagração, UM ou

mais pontos quentes se auto-inflamem para

o motor apresentar

KNOCK.

KNOCK.

z

O combustível então entra em cena, ele

precisa ter características particulares de

resistência a auto-inflamação (M.O.N) e às

temperaturas atingidas pelos gases “frescos”

(62)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 8

z A riqueza influencia a velocidade de propagação da

chama.

z Nos motores, ela tem que estar próxima da

estequiometria para se garantir uma velocidade suficientemente rápida.

z A velocidade de combustão é máxima nas regiões

entre riqueza 1 e 1,2.

z A velocidade cai bruscamente com riquezas baixas

(63)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 9

z Além da riqueza (a), outros parâmetros de

regulagem, uso e construção, sobre a combustão, influenciam a velocidade/propagação da combustão. São eles:

b) Regime de rotação;

c) Taxa de enchimento volumétrico;

d) Avanço da ignição;

e) Características geométricas do motor como: e.1) Geometria da câmara de combustão;

(64)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 10

(65)

A combustão em

um motor a

ignição por

centelha - 11

B)Regime de rotação - - - 1000 rpm --- 3100 rpm

(66)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 12

B)Regime de rotação

Você sabia que a medida que a

rotação aumenta a dispersão cíclica

aumenta?? Devido a fase inicial ser mias longa.

Mas, devido a inércia das peças móveis, o

(67)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 13

C) Taxa de enchimento

Se enchimento cai, pressão e

temperatura cai. Fração de gases

queimados aumenta.

Se carga motor muito baixa,

combustão fica muito lenta, aumenta

números de ciclo sem combustão,

(68)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 14

D) Avanço da ignição – O gráfico fala por si.

– Em 1, maior pressão de

pico, mas com muito avanço. Veja que a

combustão está centrada antes do PMH.(faixa

verde)

– Já em 4, tem-se a melhor

PMI pois, combustão está bem centrada.(azul)

(69)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 15

E) Geometria

E.1.)da Câmara

-As paredes devem ter o menor contato

possível com a frente de chama,

-Câmara compacta é bom então. Posição

(70)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 16

E) Geometria

E.1.)da Câmara

-Influência da

posição e número de velas por cilindro em

função da área de frente de chama e percurso

percorrido na câmara.

16v

8v Twin spark

(71)

A combustão em um motor a

ignição por centelha – 16a

E) Geometria

E.1.)da Câmara

-Quanto maior a taxa de compressão, mais rápido queima a mistura.

(72)

A combustão em um motor a

ignição por centelha - 18

MNEMÔNICA

z

Motor 4 Tempos;

– A 3000 rpm = 50 rotações por segundo

z 25 combustões por segundo

– 60 a 90 graus do virabrequim para acontecer a combustão

(73)

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha

Nem tudo são flores no caminho do

progresso e desenvolvimento dos motores.

Existe um fenômeno que nos persegue

desde o começo e, pelo que tudo indica,

estará sempre presente na vida daqueles

que com os motores trabalham.

(74)

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha - 1

Existem várias condições de

funcionamento que podem acarretar na

aparição de KNOCK. São elas:

– Por ignição => mais frequente. – Paredes muito quentes;

(75)

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha-2

(76)

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha - 3

z O KNOCK nada mais é do que a auto-inflamação de

parte da mistura composta pelos gases “frescos”.

z Esta auto-inflamação é praticamente uma explosão

que gera:

– Forte aumento na pressão do sistema;

– Geração de ondas de pressão de choque na câmara que

se propagam a uma velocidade média de 900 m/s (!!) a uma freqüência de 4000 a 8000 Hz.

(77)

Se num lugar as condições permitem a

auto-inflamação, o combustível vai queimar neste lugar, isso vai criar ondas de pressão forte , e causar aumento da temperatura, o que prejudica ao motor (desgaste ...). Isso se chama adetonação.

Por isso, existe umacompetição

entre avelocidade de propagação

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha - 4

(78)

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha - 5

Um motor que por ventura vier a funcionar por alguns minutos com KNOCKING, pode, devido ao excesso de temperatura gerado:Romper a junta de cabeçote;Fusão do pistão;Fusão da câmara

(79)

A combustão

ANORMAL

em um motor

a ignição por

centelha - 6

OK !! X 35 m/s 900 m/s

(80)

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha - 7

z Como evita-lo? – Taxa de compressão e combustível adequados; – Geometria e limpeza da câmara; – Temperatura e pressão da mistura admitida; – Regime de rotação; – AVANÇO; – Sensor de knock; – Controle motor;

(81)

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha - 8

z Como evita-lo?

– Sistema de controle

(82)

A combustão ANORMAL em um

motor a ignição por centelha - 9

z Como evita-lo?

– Sistema de controle

(83)

O controle motor

z Exemplo de cartografia completa do avanço da ignição. z Na figura, temos os “chapéus” de avanço.

(84)

O controle motor - 2

z Exemplo de cartografia de temperatura de

(85)

O controle motor - 4

z Exemplo de cartografia de riqueza em função da

(86)

O controle motor - 5

z Exemplo de cartografia de riqueza em função da

(87)

Baseline Timing Retard ed 10° Timing Advan ced 10° Mixture richen ed Mixture leaned HC 1.00 0.78 1.14 1.39 0.88 CO 14.5 11.6 13.0 81.0 9.8 NOx 2.91 1.89 5.18 0.71 3.03 O2 Not usually 22.3 19.8 23.8 17.4 25.4

(88)

Air/Fuel Ratio Equivalents

Lambda Gasoline Propane Methanol Ethanol Diesel

0.70 10.3 11.0 4.5 6.3 10.2 0.75 11.0 11.8 4.9 6.8 10.9 0.80 11.8 12.5 5.2 7.2 11.6 0.85 12.5 13.3 5.5 7.7 12.3 0.90 13.2 14.1 5.8 8.1 13.1 0.95 14.0 14.9 6.1 8.6 13.8 1.00 14.7 15.7 6.5 9.0 14.5 1.05 15.4 16.5 6.8 9.5 15.2 1.10 16.2 17.2 7.1 9.9 16.0 1.15 16.9 18.0 7.4 10.4 16.7 1.20 17.6 18.8 7.8 10.8 17.4 1.25 18.4 19.6 8.1 11.3 18.1

(89)

A combustão em um motor a

ignição por centelha Injeção Direta

MAS ATENÇÃO, nem tudo está perdido!!

z Com o passar dos anos e o advento da tecnologia,

existem atualmente motores que podem sim funcionar com baixas riquezas.

z Existem 2 tipos de motores:

– A injeção direta com carga estratificada (IDE, GDI,..) – Motor a mistura pobre ou “lean burn”.

(90)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta – 1a

z A figura mostra o ganho

potencial em consumo especifico.

(91)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 2

Motores a carga ESTRATIFICADA 2

Combustível Ar

(92)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 3

z

O primeiro construtor Europeu a lançar um

motor a injeção direta a gasolina foi a

RENAULT. Este motor chama-se F5R IDE e

foi desenvolvido pela divisão Renault Sport.

z

Atualmente, a maioria dos construtores já

possui como opção, um motor a Injeção

Direta de Gasolina.

(93)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 4

z

A carga no motor, é regulada pela

quantidade injetada de combustível, sendo

assim, a quantidade de ar que entra no

motor é sempre máxima;

z

Como no motor DIESEL;

z

Logo, um motor deste tipo, não possui corpo

(94)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 5

Motores a carga ESTRATIFICADA

z Neste tipo de motor, a mistura Ar + Combustível é

voluntariamente NÃO HOMOGÊNEA.

z O enriquecimento LOCALIZADO na vizinhança da

fonte de ignição, permite uma combustão de mistura GLOBALMENTE POBRE.

z Com isto, se consegue funcionamento com riqueza

(95)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 7

z Tais motores são alvos de pesquisa desde 1960,

alguns deles, seguiram o processo de pesquisa avançada até que a HONDA lançou-o em série.

z Este ramo, a dos motores a carga estratificada,

encontra-se em franco desenvolvimento. Ela se beneficia dos notáveis progressos tecnológicos no campo da injeção direta de combustível e controle motor.

(96)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 8

As tecnologias mais empregadas hoje se apóiam:

1. Nos novos conhecimentos no domínio da

aerodinâmica interna dos motores e nas

ferramentas de simulação numéricas. Estas últimas, são muito usadas no estágio de

concepção dos circuitos de alimentação e câmara de combustão. (SWRIL, TUMBLE,...)

(97)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 9

2. Nas potencialidades do sistemas de controle motor e de injeção de combustível, graças ao progresso da eletrônica.

(98)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 10

z

A próxima figura, mostra um motor a

injeção direta, com funcionamento em

carga estratificada e homogênea atual.

z

Notaremos que o domínio do estado físico

da mistura admitida na câmara de

combustão, está focada na DURAÇÃO da

formação da mistura.

(99)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 6

(100)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 11

1. A forte carga: Combustível injetado na fase de admissão de ar. Modo tradicional 2. A baixas/médias cargas: Injeção na fase de compressão a fim de estratificar a mistura e manter

Motores a carga estratificada

(101)

A combustão em um motor a ignição

por centelha Injeção Direta - 11

Vantagens do funcionamento estratificado:

z Redução em 10% das perdas por bombeamento; z Melhora em 5% do rendimento termodinâmico; z Temperaturas de combustão menores, logo

redução de perdas térmicas até 7%;

z Admissão da carga de ar com temperaturas

menores => aumento na taxa de compressão de 10:1 para 12:1.

(102)
(103)

A combustão em um motor a

ignição por centelha CLÁSSICO

RESUMO

z Combustão em mistura homogênea, obtido por uma

mistura prévia e estando o combustível em estado vaporizado quando da injeção na câmara de

combustão

z Combustível facilmente vaporizável e resistente ao

“knock”.

z Duração de formação da mistura: 360 graus (1/2 do

(104)

A combustão em um motor a

ignição por centelha CLÁSSICO

RESUMO

– cont.

z

Ignição por aporte externo de energia;

z

Combustão em pré-mistura através de uma

propagação de uma deflagração;

z

A riqueza da mistura admitida fica dentro de

limites estreitos em torno da estequiometria

=> ( de 0,9 a 1,2).

(105)

A combustão em um motor a

ignição por centelha...

Referências

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