DOS TERRITÓRIOS
AMAPÁ
PANORAMA
DOS TERRITÓRIOS
AMAPÁ
REALIZAÇÃO
Instituto Unibanco
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Presidência
Pedro Moreira Salles
Vice-presidência
Pedro Sampaio Malan
Conselheiros
Antonio Matias
Cláudio de Moura Castro Cláudio Luiz da Silva Haddad Marcos de Barros Lisboa Ricardo Paes de Barros Rodolfo Villela Marino Thomaz Souto Corrêa Netto Tomas Tomislav Antonin Zinner DIRETORIA EXECUTIVA
Claudio José C. Arromatte Cristina Cestari
Fernando Marsella Chacon Ruiz Gabriel Amado de Moura Jânio Gomes
Leila Cristiane B. B. de Melo Marcelo Luis Orticelli
SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA Ricardo Henriques
IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETOS Maria Julia Azevedo Gouveia DESENVOLVIMENTO E CONTEÚDOS Alexsandro Nascimento Santo GESTÃO DO CONHECIMENTO Mirela de Carvalho
PLANEJAMENTO, ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL E COMUNICAÇÃO Tiago Borba
Apresentação 5
Conhecendo o território 6
Estrutura Administrativa do estado 20
A situação da educação 25
Políticas educacionais do estado 44
Considerações Finais 57
Este Panorama do Território busca reunir um conjunto de in-formações sobre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal com o objetivo de produzir um raio-x do Ensino Médio em cada unidade da federação. O leitor encontrará aqui uma sín-tese com informações históricas e geográficas, dados socioe-conômicos e demográficos, informações sobre a estrutura ad-ministrativa do estado e de sua Secretaria de Educação. Além disso, buscou-se traçar um panorama da rede de ensino e das principais políticas educacionais vigentes no estado.
Por trás do trabalho de pesquisa realizado para a elaboração deste documento está a certeza de que conhecer a realidade da educação é passo fundamental para implementar as mu-danças que todos desejamos. É nesse sentido que o Panorama busca lançar luz sobre as especificidades de cada território e de sua história, pretendendo-se um instrumento para pesqui-sadores, formadores de opinião, analistas, estudantes, par-ceiros e todos aqueles preocupados com os rumos do Ensino Médio no Brasil.
Este é um diagnóstico em construção. Muitas das informa-ções aqui reunidas são dinâmicas e por isso ele será atuali-zado periodicamente. Este é um lembrete importante porque reforça para o leitor um dos principais objetivos do Obser-vatório da Educação: captar e sistematizar informações re-levantes no campo da gestão para o ensino médio. Por isso, a leitura do Panorama pode ser ampliada e complementada com outros materiais que você encontra nas seções Em Debate e Cedoc deste Observatório. Não deixe de visitar e participar!
CONHECENDO
O TERRITÓRIO
O estado do Amapá está situado a nordeste da região Norte e tem como limites o estado do Pará, a Guiana Francesa, o oceano Atlântico e o Suriname. A capital Macapá é a maior cidade do estado e o Oiapoque, um dos 16 municípios ama-paenses, está localizado no extremo norte do país.
Ainda que a ocupação do território tenha ocorrido no século XVI, em virtude, principalmente da exploração das Guianas e da Amazônia, a criação efetiva do atual estado só ocorreu em 1943, quando o Governo Federal criou o Território Federal do Amapá.
Ao longo do século XX seu desenvolvimento foi lento. Alguns projetos foram implementados no estado com o objetivo de desenvolver economicamente a região. Um desses projetos foi o Jarí (entre as décadas de 1960 e 1980), que visava à pro-dução de arroz e celulose, além da criação de gado na região. Também a ICOMI (Indústria e Comércio de Minérios) foi im-portante para o estado, pois sustentou a economia amapaense
2ª
menor população
do Brasil
AMAPÁ
SETOR
TERCIÁRIO
é o ramo econômico de maior importânciaEm termos culturais o estado se destaca com pratos típicos e manifestações folclóricas. Entre os pratos mais apreciados da região destacam-se a maniçoba, o vatapá, o pato no tucupi e a caldeirada, bem como o tucupi e o famoso bolo de ma-caxeira, o caruru e o tacacá (uma iguaria não só do Amapá, mas também da região amazônica brasileira). O estado tam-bém tem festas tradicionais como a Festa de São Tiago, que é um evento do município de Mazagão e acontece sempre na segunda quinzena de julho, quando os festejos retratam as batalhas travadas entre mouros e cristãos. O Círio de Nazaré é outro importante evento do calendário cultural do Amapá e teve início ainda na década de 1930 na capital Macapá. Assim como no estado do Pará, o evento é realizado no segundo do-mingo do mês de outubro. Marabaixo1
é outra manifestação tradicional do estado que consiste em uma dança típica cele-brada nos meses de maio, junho e julho. O ritual começa ao som do batuque com o Ramo da Aleluia e os devotos dançam até o Marabaixo do Senhor do Quinto Domingo2
.
A economia amapaense está baseada no setor terciário, ramo econômico de maior importância para o estado. O comércio é uma das maiores fontes de renda para o Amapá, represen-tando quase metade desse setor. Já o serviço público é a ativi-dade que mais cresceu nas últimas décadas e a que mais tem contribuído para o crescimento e desenvolvimento econô-mico do Amapá. O turismo também é outro setor de grande importância para a economia local. Dentre os principais desti-nos turísticos do estado, podemos destacar: a capital, a cidade de Serra do Navio, o Oiapoque, o município Amapá – homô-nimo do estado –, Ferreira Gomes e Porto Grande3
.
1 O Marabaixo é um ritual de origem africana que se realiza na dependência das
comemorações da Semana Santa, a partir do Domingo da Páscoa, prolongando-se até o Domingo do Senhor. Disponível em http://www.diocesedemacapa.com.br/ conteudo/view/12. Acesso em novembro de 2016.
2 Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Amap%C3%A1. Acesso em
novem-bro de 2016.
3 Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Amap%C3%A1#Economia. Acesso
em novembro em 2016.
MACAPÁ
é a única capital brasileira cortada pela Linha do EquadorTORNOU-SE
estado com a Constituição de 198883,2%
dos jovens de
15 a 17 anos
estão na escola
7,6 mil
jovens entre
15 e 17 anos
fora da escola
764
escolas
públicas
392
escolas
estaduais
116
escolas com
ensino médio
regular
16
municípios
coordenadorias
9
TABELA 1 | População segundo sexo
SEXO AMAPÁ REGIÃO NORTE BRASIL NÚMERO DE PESSOAS % % % Mulheres 377.620 50 49,9 51,6 Homens 377.607 50 50,1 48,4 TOTAL 755.227 100 100 100
FONTE: PNAD 2014
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
50
%
AMAPÁ
50
%
Dados demográficos
No Amapá, o percentual de homens e mulheres é equiva-lente. Se compararmos esse cenário populacional com a rea-lidade brasileira, é possível notar que, a proporção de mulhe-res no estado (50%) é ligeiramente inferior a do país (51,6%) e inversamente, tem mais homens no estado (50%) do que na média do Brasil (48,4%). Em relação ao perfil da região Norte (51,9% de mulheres e 48,1% de homens), percebe-se que os percentuais estaduais são ainda mais próximos. A tabela abaixo apresenta a distribuição da população do Amapá se-gundo sexo, comparada com os dados da região Norte e com a média nacional.
Em relação à distribuição da população por faixa etária, nota--se que no Amapá, 29,4% dos habitantes têm entre 0 e 14 anos de idade e 28,5% têm entre 15 e 29 anos, dentre os quais 6,3% estão na faixa entre 15 e 17 anos, ou seja, são jovens em idade de cursar o Ensino Médio. A Tabela 2 reúne informações sobre faixa etária dos amapaenses e assim como a anterior, compara com a região Norte e apresenta a média do país. É possível perceber que a distribuição por faixa etária no Amapá é supe-rior à média nacional, que atinge 24,1% de pessoas entre 15 e 29 anos de idade, sendo que 5,2% têm entre 15 e 17 anos e se aproxima mais do perfil regional.
TABELA 2 | População segundo faixa etária
FAIXA ETÁRIA AMAPÁ REGIÃO NORTE BRASIL NÚMERO DE PESSOAS % % % 0 – 05 anos 84.129 11,1 10,2 7,9 6 – 14 anos 138.356 18,3 17,7 13,7 15 – 17 anos 47.752 6,3 6,1 5,2 18 – 20 anos 52.132 6,9 5,7 5,1 21 – 24 anos 55.239 7,3 6,6 6,1 25 – 29 anos 60.652 8,0 8,4 7,7 30 – 39 anos 128.286 17,0 15,7 15,6 40 anos ou mais 188.681 25,0 29,7 38,7 TOTAL 755.227 100 100 100 FONTE: PNAD 2014
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
TABELA 3 | População segundo cor/raça
COR/RAÇA AMAPÁ REGIÃO NORTE BRASIL NÚMERO DE PESSOAS % % % Brancos 188.154 24,9 22,1 45,5 Negros 563.200 74,6 76,3 53,6 Outros (amarelo, indígena
e não declarado) 3.873 0,5 1,6 0,9 TOTAL 755.227 100 100 100
FONTE: PNAD 2014
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
No que se refere às informações sobre cor/raça, a maioria (74,6%) da população do Amapá é negra, seguida pelos brancos (24,9%). Menos de 1% declarou-se como “outros”, como demonstra a Tabela 3. Nota-se que a realidade do Amapá é bastante próxima àquela observada em sua região (22,1% brancos e 76,3% negros).
TABELA 4 | População vivendo em áreas urbana e rural
ÁREA AMAPÁ REGIÃO NORTE BRASIL NÚMERO DE PESSOAS % % % Urbana 676.765 89,6 75,9 85,1 Rural 78.462 10,4 24,1 14,9 TOTAL 755.227 100 100 100
FONTE: PNAD 2014
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
No Amapá, a população é majoritariamente urbana (89,6%), seguindo o perfil da região Norte (75,9%) e do Brasil (85,1%). Na tabela 4 podemos observar que no estado o percentual de moradores da área rural é menor (10,4%) que no país (14,9%) e que na região (24,1%).
A tabela a seguir apresenta o percentual de pessoas conside-radas extremamente pobres e aquelas consideconside-radas como po-bres, tanto no estado quanto no Brasil.
O critério assumido para a classificação de pobreza é a pro-porção de indivíduos de uma dada região que possui renda per capita igual ou inferior a R$ 140,00 por mês (R$ 4,60 por dia). Já o critério para definir os indivíduos extremamente pobres é a proporção da população cuja renda familiar per capita não ultrapasse R$ 70,00 mensais (R$ 2,30 por dia). As-sim, observa-se que no Amapá 24,1% das pessoas estão em situação de pobreza, e 9,9% estão em situação de extrema pobreza. Estes percentuais são bastante superiores às médias nacionais, de 15,2% para pessoas em situação de pobreza e 6,6%, de extrema pobreza.
Em termos de indicadores sociais, o
Amapá apresenta uma situação pior que
a média brasileira.
TABELA 5 | Indicador social: pobreza
POBREZA AMAPÁ BRASIL
% %
Extremamente pobres 9,9 6,6 Pobres 24,1 15,2
FONTE: PNAD 2014
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
TABELA 6 | Indicador social: esperança de vida e anos de estudo
INDICADORES AMAPÁ BRASIL Esperança de vida* 73,8 73,9 Expectativa de anos de
estudo** 9,4 9,5
FONTE: IDHM-PNUD 2010
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
*Proporção de indivíduos com renda domiciliar per capta igual ou inferior a R$70,00 mensais, em reais de agosto de 2010. O universo de indivíduos é limitado àqueles que vivem em domicílios particulares permanentes.
**Proporção de indivíduos com renda domiciliar per capta igual ou inferior a R$ 140,00, em reais de agosto de 2010. O universo de indivíduos é limitado àqueles que vivem em domicílios particulares permanentes.
Os indicadores de esperança de vida ao nascer e expectativa de anos de estudo refletem em grande medida as condições de vida da população de determinado território. Entretanto, ainda que o Amapá possua índices menos favoráveis que os do país no que se refere à pobreza, a esperança de vida e a ex-pectativa de anos de estudo são bastante próximas. No Brasil a esperança de vida é de 73,9 anos, no estado essa esperança é 73,8; o mesmo acontece com a expectativa de anos de estudo, no país é 9,5 e no estado é 9,4.
TABELA 7 | População jovem segundo faixa etária – 2010
FAIXA ETÁRIA NÚMERO DE PESSOAS POPULAÇÃO JOVEMPERCENTUAL DA POPULAÇÃO TOTALPERCENTUAL DA 15 a 17 45.288 22,04% 6,76% 18 a 24 96.465 46,94% 14,41% 25 a 29 63.763 31,03% 9,52% População Jovem (15 a 29 anos) 205.516 100,00% 30,70% POPULAÇÃO TOTAL 669.526 – 100% FONTE: Censo 2010
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
População jovem
A juventude do Amapá ultrapassa 200 mil pessoas, o que significa 20,70% de toda a população do estado. Dentre os jovens, os de 15 a 17 anos (idade na qual deveriam estar cur-sando o Ensino Médio) representam 22,04% (ou 6,76% da população do estado); os de 18 a 24 são quase metade dos jovens (46,94%) e os de 25 a 29 anos representam 31,03% dessa população.
Como mostra a tabela 8, diferente do que ocorre no conjunto da população do Amapá, as mulheres são uma leve maioria entre os jovens (50,53%). Em todas as faixas etárias, a dife-rença de percentual entre os sexos é muito pequena. A maior diferença no percentual está na faixa de 25 a 29 anos; nela, as jovens representam 51,26%.
TABELA 8 | População jovem segundo sexo – 2010
SEXO
15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS)
POPULAÇÃO TOTAL Nº DE
PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % Mulher 22.941 50,66 48.215 49,98 32.686 51,26 103.841 50,53 334.391 49,94 Homem 22.347 49,34 48.250 50,02 31.078 48,74 101.675 49,47 335.135 50,06 TOTAL 45.288 100 96.465 100 63.763 100 205.516 100 669.526 100
FONTE: Censo 2010
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
TABELA 9 | População jovem segundo cor/raça – 2010
COR/RAÇA
15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS)
POPULAÇÃO TOTAL Nº DE
PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % Brancos 10.574 23,35 22.762 23,60 15.436 24,21 48.772 23,73 159.161 23,77 Negros (pre-tos e pardos) 33.452 73,86 71.441 74,06 47.090 73,85 151.982 73,95 495.967 74,08 Outros (ama-relo, indígena e não declarado) 1.262 2,79 2.262 2,34 1.237 1,94 4.761 2,32 14.398 2,15 TOTAL 45.288 100 96.465 100 63.763 100 205.516 100 669.526 100 FONTE: Censo 2010
ENTRE OS
JOVENS
73,95%
são negros
Assim como observado na população total do Amapá, os jo-vens são majoritariamente negros, conforme demonstrado na tabela 9. No estado, há 74% de negros e, dentre os jovens, esses são 73,95%. Os brancos são 23,77% dos amapaenses e 23,73% dos jovens. Pessoas amarelas e indígenas somam 2,32%. A proporção de negros é maior na faixa de 18 a 24 anos (74%).
23,73%
TABELA 10 | Mulheres jovens que possuem filhos – 2010
MULHERES COM FILHOS
15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS) Nº DE
PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % Sem Filho 20.598 89,79 26.146 54,23 9.187 28,11 55.931 53,86 Com Filho 2.343 10,21 22.069 45,77 23.499 71,89 47.910 46,14 TOTAL 22.941 100 48.215 100 32.686 100 103.841 100
FONTE: Censo 2010
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
TABELA 11 | População jovem segundo responsabilidade pelo domicílio – 2010
JOVENS RESPONSÁVEIS PELO DOMICÍLIO
15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS) Nº DE
PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % Não responsáveis 44.092 97,36 83.820 86,89 44.871 70,37 172.783 84,07 Responsáveis 1.196 2,64 12.645 13,11 18.892 29,63 32.733 15,93 TOTAL 45.288 100 96.465 100 63.763 100 205.516 100
FONTE: Censo 2010
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
A maternidade faz parte da realidade de 46,14% das mulheres jovens de Amapá. Dentre aquelas que têm entre 15 e 17 anos, mais de 2 mil já têm filhos, ou 10,21% dentre as meninas dessa idade. Como era de se esperar, essa proporção aumenta com a faixa etária, chegando a 45,77% entre as que têm de 18 a 24 anos e a 71,89% para aquelas que têm de 25 a 29 anos.
A tabela 11 mostra que no Amapá, mais de mil adolescentes entre 15 e 17 anos são os responsáveis pelo domicílio em que vivem (2,64%). Tal responsabilidade é realidade para 13,11% daqueles que têm entre 18 e 24 anos e para 29,36% entre os jovens de 25 a 29 anos.
A realidade do trabalho está presente desde cedo na vida de muitos jovens. Alguns acumulam a dupla jornada de estudos e trabalho e outros deixam de estudar para apenas trabalhar. A tabela 12 mostra que dentre os adolescentes de 15 a 17 anos – idade em que o estudo é obrigatório – 16,81% estão fora da escola (3,84% que trabalham e 12,98% que não trabalham e nem estudam), 16,83% trabalham (12,8% conciliam o trabalho com os estudos e 3,84% se dedicam exclusivamente ao trabalho) e 70,39% conseguem se dedicar exclusivamente aos estudos. Na faixa etária dos 18 aos 24 anos (idade que equivale ao estudo universitário)4 apenas 34,03% dos jovens seguiram estudando,
dos quais 21,3% apenas estudam e 12,73% estudam e trabalham. Mais de 30% dos jovens dessa faixa etária já se dedicam exclu-sivamente ao trabalho e, somados aos que conciliam estudo e trabalho, essa realidade chega a 46,41%. Os que não estudam e não trabalham somam 32,29%. Dentre os jovens de 25 a 29 anos (idade que equivale a uma pós-gradução)5, apenas 6,25%
conse-guem continuar seus estudos com dedicação exclusiva, outros 9,73% conciliam os estudos com o trabalho, 54,74% são aqueles que só trabalham e 29,27% não estudam e tampouco trabalham.
4 Como veremos na seção 4 a distorção idade-série é considerável no país, cerca de
30%, e, portanto, diversos jovens dessa faixa etária ainda podem estar no Ensino Médio.
5 Apesar da idade ser equivalente ao estudo de pós-graduação é possível que haja
jovens cursando graduação e, eventualmente, mesmo o Ensino Médio.
TABELA 12 | População jovem segundo ocupação – 2010
OCUPAÇÃO
15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS) Nº DE
PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % Estuda 31.878 70,39 20.547 21,30 3.993 6,26 56.419 27,45 Estuda e Trabalha 5.795 12,80 12.276 12,73 6.203 9,73 24.274 11,81 Trabalha 1.738 3,84 32.490 33,68 34.903 54,74 69.130 33,64 Não Estuda e Não Trabalha 5.877 12,98 31.151 32,29 18.664 29,27 55.693 27,10 TOTAL 45.288 100 96.465 100 63.763 100 205.516 100
TABELA 13 | População jovem segundo ocupação e sexo – 2010
OCUPAÇÃO SEGUNDO SEXO
15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM(15 A 29 ANOS) HOMENS
% MULHERES% HOMENS% MULHERES% HOMENS% MULHERES% HOMENS% MULHERES% Estuda 68,94 71,80 18,51 24,09 3,97 8,45 25,15 29,71 Estuda e Trabalha 15,20 10,45 13,51 11,94 8,68 10,72 12,41 11,23 Trabalha 4,72 2,98 43,36 23,99 68,22 41,92 42,47 24,99 Não Estuda e Não Trabalha 11,14 14,77 24,62 39,97 19,13 38,91 19,98 34,07 TOTAL 100 100 100 100 100 100 100 100 FONTE: Censo 2010
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
Os dados sobre ocupação ainda revelam que, para todas as faixas etárias, o grupo de pessoas que não estuda e nem traba-lha é consideravelmente maior entre as mulheres, enquanto o grupo dos que apenas trabalham reúne mais homens. Essas constatações indicam, possivelmente, que o homem continua tendo um papel de provedor na família, enquanto o trabalho doméstico e de cuidado familiar prevalece entre as mulheres. No estado do Amapá, dos meninos de 15 a 17 anos, 11,14% não trabalha e não estuda, enquanto essa é a realidade para 14,77% das meninas. No grupo de 18 a 24 anos, 24,62% dos rapazes e 39,97% das moças não estudam e nem trabalham. Para os que têm entre 25 e 29 anos essa diferença é ainda maior: os que não estudam nem trabalham são 19,13% dos homens e 34,07% das mulheres.
Chama atenção ainda o fato de que 16,64% dos jovens me-ninos de 15 a 17 anos já trabalham (3,84% trabalham e não estudam e 12,80% conciliam as duas atividades). Dentre as meninas da mesma idade, 13,43% trabalham, e 2,98% o fazem exclusivamente.
25,1
%
estuda
42,5
%
trabalha
ENTRE OS
HOMENS
JOVENS
TABELA 14 | População jovem segundo acesso à internet no domicílio – 2010
ACESSO À INTERNET NO DOMICÍLIO SEGUNDO SEXO
15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM(15 A 29 ANOS) HOMENS
% MULHERES% HOMENS% MULHERES% HOMENS% MULHERES% HOMENS% MULHERES% Sem Internet no Domicílio 93,76 94,80 95 94,51 94,92 94,23 94,70 94,49 Com Internet no Domicílio 4,28 3,38 3,31 4,25 3,58 4,58 3,61 4,16 Não informado 1,95 1,82 1,69 1,24 1,49 1,19 1,69 1,35 TOTAL 100 100 100 100 100 100 100 100 FONTE: Censo 2010
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
No que se refere ao acesso à internet, a tabela 14 mostra que quase 95% dos jovens do Amapá não possuem internet no do-micílio. É possível perceber ainda que esse percentual perma-nece muito elevado em todas as faixas etárias e não registra diferenças significativas entre os sexos.
A ESTRUTURA
ADMINISTRATIVA
DO ESTADO
O atual governador do Amapá é Antônio Waldez Góes da Silva (PDT). Góes governou o Amapá entre 2003 e 2010 e foi eleito para um terceiro mandato em 2014. Em sua carreira política, foi deputado estadual por dois mandatos e prefeito de Macapá6. A administração estadual conta com mais de 50
órgãos, como Agências, Fundações, Institutos e Secretarias. Dentre as 24 Secretarias do estado, algumas apresentam inter-face com a área educacional. A Secretaria de Estado da Ciên-cia e Tecnologia é responsável pela formulação, coordenação e implementação das políticas públicas para o desenvolvi-mento científico, tecnológico, a inovação e o Ensino Superior. A Secretaria do Desporto e Lazer contribui para o desenvolvi-mento do esporte amapaense em todo o estado, descobrindo, potencializando e investindo nas diversas modalidades atra-vés do Desporto Educacional. A Secretaria Extraordinária da Juventude coordena e articula as políticas de juventude; elabora, desenvolve e executa programas, em parceria com entidades públicas e privadas, voltados para o segmento ju-venil. A Secretaria Extraordinária dos Povos Afro Descenden-tes desenvolve estratégias de superação das desigualdades e do racismo viabilizadas através das políticas de promoção da igualdade racial7.
6 Disponível em http://www.amapa.gov.br/estrutura/governo. Acesso em
novem-bro de 2016.
7 Disponível em http://www.amapa.gov.br/estrutura/governo. Acesso em
A Secretaria Estadual de Educação
e a rede estadual de ensino
A Secretaria de Estado da Educação (SEED) do Amapá é composta pela Secretaria Adjunta de Políticas de Educação; e Secretaria Adjunta de Apoio à Gestão8. A SEED possui uma
organização funcional que conta ainda com 9 coordenadorias:
Educação Específica
É composta por: Núcleo de Jovens e Adultos (NEJA); Núcleo de Educação do Campo (NEC); Núcleo de Educação Indí-gena (NEI); Núcleo de Educação Especial (NEES); Núcleo de Educação Étnico-Racial (NEER). A SEED não divulgou qual a missão e demais informações gerais desse departamento.
Finanças e Contabilidade
Essa coordenadoria é responsável por programar, coordenar, supervisionar, orientar e controlar a execução das atividades de finanças e contabilidade, assim como repasses e prestação de contas de convênios estaduais e federais, de acordo com as normas estabelecidas pelos sistemas organizados de Admi-nistração Financeira e Contabilidade do Órgão Central.
Pesquisa Educacional
Tem a missão de realizar estudos estatísticos e pesquisas educacionais para subsidiar o Sistema de Ensino, no planeja-mento das políticas educacionais da Secretaria de Estado da Educação e instituições afins.
8 Disponível em http://www.seed.ap.gov.br/interno.php?dm=382. Acesso em
no-vembro de 2016.
Apoio ao Estudante
Sua principal função é participar do estabelecimento de po-líticas e diretrizes dos programas de: Alimentação Escolar, Saúde Ambiental Escolar, Livro Didático, Transporte Escolar, Casa do Estudante e Bolsa de Estudo. Além disso, é responsá-vel por programar, coordenar, monitorar e avaliar as ativida-des de assistência ao estudante e o apoio às unidaativida-des escola-res da rede estadual de ensino.
Educação Básica e Profissional9
O site institucional da SEED não divulgou maiores informa-ções sobre este departamento.
Gestão
Compete programar, coordenar, supervisionar, normatizar, orientar e controlar a execução das atividades setoriais nas áreas de administração de pessoal, contratos e convênios, compras, informática, comunicações administrativas, material e patrimô-nio, serviços gerais, transporte e folha de pagamento, de acordo com as normas estabelecidas pelos Sistemas Organizados de Administração do Órgão Central do Governo do Estado.
Políticas Educacionais
Trata-se de uma coordenadoria de desenvolvimento e norma-tização das políticas educacionais composta pelo Núcleo de Assessoramento e Técnico Pedagógico (NATEP) e pelo Nú-cleo de Inspeção e Organização Escolar (CAED). Essa coorde-nadoria é responsável pelo desenvolvimento e coordenação do processo de mobilização e participação democrática dos profissionais da educação e de representantes da sociedade civil organizada, na difusão, construção e implementação das
políticas educacionais gerais e focalizadas, coerentes com a política nacional e com a realidade local. É sua função ainda estabelecer padrões operacionais de assessoramento técnico--pedagógico, de monitoramento e de inspeção das ações edu-cacionais desenvolvidas pelas Unidades Escolares.
Rede Física
É uma coordenadoria composta pelo Coordenadoria da Rede Física (COREF); pelo Núcleo de Conservação e Manutenção (NUCOM) e pelo Núcleo de Expansão (NUEX).
Recursos Humanos
É uma coordenadoria responsável pela promoção de estudos para a definição de políticas de recursos humanos. Suas ações estão voltadas à formação inicial, continuada e capacitação para a gestão escolar dos profissionais da educação. A coor-denadoria atua em articulação com a Escola de Administra-ção do Amapá (EAP), Secretaria de Estado da AdministraAdministra-ção (SEAD) e instituições públicas e particulares.
Cabe destacar que a Secretaria de Estado da Educação do Amapá não informa em seu site institucional quais são as su-perintendências ou regionais de ensino que a compõem. Maria Goreth da Silva e Sousa assumiu a pasta da Educação no estado do Amapá em agosto de 2016. É educadora, servi-dora pública há 29 anos, especialista em educação com MBA em gestão de pessoas, além de ser mestre em Planejamento Governamental e Políticas Públicas. Foi diretora-presidente da Escola de Administração Pública do Amapá, no período de 2003 a 2010.
De acordo com o Censo Escolar de 2015, a rede estadual de educação do estado do Amapá é composta por 392 escolas. São 145 unidades (37%) localizadas em área urbana e 247 (63%)
em área rural. As matrículas das escolas estaduais – reunindo todas as etapas e modalidades de ensino – somam um total de 131.708. Dessas, 105.408 são matrículas em área urbana e 26.300, em área rural.
Do total de escolas do estado, 114 compõem a rede de Ensino Médio regular estadual, estando 55 delas localizadas na área urbana e 59 escolas na área rural. O total de matrículas em escolas com Ensino Médio regular totaliza 35.294, que estão distribuídas da seguinte forma: 30.883 matrículas em escolas urbanas e apenas 4.411 matrículas em escolas situadas em área rural.
Uma forma de avaliação da rede escolar é o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que considera o fluxo escolar e a média de desempenho dos alunos em ava-liações padronizadas. O Ideb do estado do Amapá subiu de 2,69 para 3,07 entre os anos de 2005 e 2015. Entre 2007 e 2011 houve aumento no desempenho estadual. Contudo, esse au-mento não foi suficiente para superar a média do país, que se manteve a frente do estado em todo o período. Após queda de desempenho em 2013 (2,86), o Amapá registrou aumento em 2015 (3,07).
O gráfico 2 mostra que as médias estadual e regional do Ideb se mantêm sem grandes alterações até 2007. Com trajetórias
764
escolas
públicas
392
escolas
estaduais
REDE
ESTADUAL
DE
EDUCAÇÃO
37%
em área
urbana
63%
em área
rural
semelhantes em todo o período, Amapá e região Norte apre-sentaram médias próximas, sendo 2009 o ano de maior dis-tância entre as notas (3,13 para a região e 2,84 para o estado). Mesmo com notas semelhantes, o estado se manteve atrás do desempenho regional em todo o período. Após queda de média em 2013, estado e região retomaram o crescimento em 2015, ano de maior desempenho para ambos.
O estado do Amapá possui, de forma geral, desempenho no
GRÁFICO 1 | Ideb Amapá x Brasil
FONTE: INEP
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE
Ideb inferior às médias nacional e regional até 2015. Em re-lação à região Norte, embora com médias mais próximas do que no comparativo com o país, o estado encerrou o período com aumento de seu Ideb, mas não conseguiu superar sua região. Esse cenário pode ser complementado com as infor-mações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB).
GRÁFICO 2 | Ideb Amapá x Região Norte
FONTE: INEP
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE 0% TWITTER
O SAEB produz informações a respeito da realidade educacional brasileira por meio de avaliações bienais de proficiência em Matemática e em Língua Portuguesa. Trata-se de uma avaliação por amostra e seus resultados, em conjunto com as taxas de aprovação escolar, são a base de cálculo para o Ideb de cada estado e do nacional.
ESCALA LÍNGUA PORTUGUESA
225 250 275 300 325 350 375 400 425
NÍVEL
1 NÍVEL2 NÍVEL3 NÍVEL4 NÍVEL5 NÍVEL6 NÍVEL7 NÍVEL8
ESCALA MATEMÁTICA
225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475
NÍVEL
1 NÍVEL2 NÍVEL3 NÍVEL4 NÍVEL5 NÍVEL6 NÍVEL7 NÍVEL8 NÍVEL9 NÍVEL10
A escala de Língua Portuguesa no Ensino Médio varia de 225 a 425, dividida em oito níveis, em que quanto mais alto o ní-vel, melhor o desempenho. O Amapá ocupou o nível 2 entre 2009 e 2011, voltou ao nível 1 no ano seguinte e retornou ao nível 2 em 2015, como é possível observar no gráfico 3. Em-bora o estado tenha se mantido atrás do desempenho nacio-nal em todo o período anacio-nalisado, nota-se que sua trajetória é semelhante à do país, apresentando movimentos de aumento e redução de média nos mesmos períodos. Em 2015, o estado alcançou média de 253,2 (7,4 abaixo do resultado nacional). Mas foi em 2011 que as médias estiveram mais próximas, com uma diferença superior de 5,4 para o país.
No gráfico 4 é possível avaliar o desempenho do Amapá em Língua Portuguesa, em relação à região Norte. Nele, observa--se tendência distinta daquela registrada no comparativo com o país. As médias do estado e da região Norte apresentaram pouca variação entre 2005 e 2007, mas ambos deram um salto significativo em 2009, chegando a região a superar o desem-penho do estado. Enquanto o Amapá apresentou pequena variação entre os anos de 2009 e 2011, o desempenho regio-nal sofreu queda de 5,7 no mesmo período. Em 2013, nova queda para o estado e para região foi registrada, deixando a região Norte 3,8 abaixo do desempenho amapaense. No ano seguinte, verifica-se elevação nas médias do estado e da re-gião, sendo o maior aumento registrado para a região Norte, que saiu de 243,5 (2013) para 255,2 (2015), deixando o Amapá com desempenho 2 pontos abaixo.
GRÁFICO 3 | SAEB Língua Portuguesa Amapá x Brasil
FONTE: INEP
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE 0% TWITTER
A escala SAEB para a prova de Matemática do Ensino Médio varia entre 225 e 475 pontos (distribuídos em intervalos que correspondem a dez níveis). Tal como observado no SAEB Língua Portuguesa, o desempenho em Matemática no Amapá apresentou melhora em 2009, ano de bons resultados também para o país (como pode ser observado no gráfico 5). Mas, entre 2011 e 2013, houve decréscimo nas médias do estado e do país, ficando o Amapá com média 14,5 inferior à do país. Durante todo o período, o estado apresentou resultados abaixo das mé-dias nacionais. Em 2015, embora retomando o crescimento, o estado (248,6) manteve-se atrás do resultado do país (259,7). No comparativo com a região Norte, apresentado no gráfico 6, é possível notar que o estado inicia o período com uma diferença de 9,6 acima do desempenho regional. Em 2007, as médias se igualam e, entre 2009 e 2011, tanto o Amapá quanto a região Norte apresentaram o mesmo movimento de au-mento e redução de desempenho.
GRÁFICO 4 | SAEB Língua Portuguesa Amapá x Região Norte
FONTE: INEP
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE
Nota-se, como visto no SAEB Língua Portuguesa, que o ano de 2009 foi o de melhores resultados. Em 2013, as médias vol-taram a ficar próximas e, em 2015, estado e região retomaram o crescimento, sendo o crescimento registrado pela região Norte significativamente superior ao do Amapá, que encerrou o período com média 14,6 inferior à região.
GRÁFICO 5 | SAEB Matemática Amapá x Brasil
FONTE: INEP
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE 0% TWITTER
GRÁFICO 6 | SAEB Matemática Amapá x Região Norte
FONTE: INEP
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE 0% TWITTER
O Censo Escolar é um levantamento nacional de dados esta-tísticos educacionais a partir de informações fornecidas pe-las próprias escope-las. Dentre epe-las estão as somas dos alunos aprovados, reprovados e que abandonaram a escola ao final de cada ano letivo. A tabela 15 apresenta esses dados para o Amapá e a média nacional. Como é possível observar, o ano mais crítico, com as maiores taxas de reprovação e de aban-dono, é o primeiro ano do Ensino Médio. Essa não é uma rea-lidade exclusiva do estado e é possível observar a mesma ten-dência na média brasileira. No entanto, no comparativo com o país, o Amapá apresenta cenário menos favorável, com taxas de reprovação e abandono mais elevada para todas as séries. Já no que tange à aprovação, o estado do Amapá possui taxas inferiores em todas as séries.
TABELA 15 | Taxa de reprovação, aprovação e abandono
ENSINO MÉDIO
AMAPÁ BRASIL
REPROVAÇÃO ABANDONO APROVAÇÃO REPROVAÇÃO ABANDONO APROVAÇÃO 1º ano EM 19,1 14,6 66,3 17,7 10 72,3 2º ano EM 12,2 10,1 77,7 11 7,2 81,8 3º ano EM 10,4 9,7 79,9 6,6 5,4 88
FONTE: INEP 2015
GRÁFICO 7 | Taxa de distorção idade-série Amapá
FONTE: INEP 2015
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE 0% TWITTER
No que se refere à taxa de distorção idade-série, indicador que permite avaliar o percentual de alunos em cada série com idade superior à recomendada, o gráfico 7 mostra que no Amapá de cada cem alunos do Ensino Médio aproximadamente quarenta estavam com atraso de dois ou mais anos. A distorção é maior no primeiro ano do Ensino Médio, com taxa de 45,9%.
Já os gráficos 8 e 9 demonstram que há uma tendência de di-minuição da distorção idade-série ao longo dos anos. Contudo, no comparativo com as taxas nacionais, observa-se que o es-tado possui taxas de distorção mais elevadas em todos os anos; já em relação à região Norte, as taxas estaduais são inferiores em todo o período.
GRÁFICO 8 | Taxa de distorção idade-série Amapá x Brasil
FONTE: INEP 2015
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
GRÁFICO 9 | Taxa de distorção idade-série Amapá x Região Norte
FONTE: INEP 2015
Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE 0% TWITTER AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE
Internet e Redes Sociais nas escolas
O uso de computador e da internet nas escolas pode ser con-siderado uma ferramenta didática atual e dinâmica que pode despertar maior interesse dos jovens. Apesar de não ser una-nimidade, há estudos que apontam para o uso de Tecnolo-gias de Informação e Comunicação (TICs) nas salas de aula como responsável por elevar a qualidade da educação, bem como por proporcionar uma maior preparação dos jovens para atuar em um mundo global e competitivo. Para além da existência de computadores nas escolas, as pesquisas sinali-zam a importância da preparação dos professores para a uti-lização de tais tecnologias, não sendo, portanto, automático o impacto na qualidade do ensino10. Além disso, a existência
de computador e internet nas escolas pode ser considerado uma boa forma de inclusão digital. Contudo, tal inclusão não é largamente oferecida no estado, tendo em vista que um percentual significativo de jovens amapaenses não possuem acesso a computadores ou internet em seus domicílios, como foi visto na última tabela 14. A existência de computador con-templa 68,6% do universo das escolas públicas do Amapá e o acesso à internet é ainda menor: 33,1%. Essa realidade é infe-rior à média brasileira, onde 75,6% das escolas são equipadas com computador e apenas 58,6% possuem acesso à internet.
10 Sobre impacto do uso de TICs na educação: LENA, Lavinas. Avaliando A Inclusão
Digital Pela Escola - O Projeto Uca-Total. Rio de Janeiro: Hucitec, 2015; O Uso dos Computadores e da Internet nas Escolas Públicas de Capitais Brasileiras. Dispo-nível em: http://www.institutounibanco.org.br/wp-content/uploads/2013/07/o_ uso_de_computadores_na_escola.pdf
ESCOLAS
PÚBLICAS
DE
AMAPÁ
68,6
%
possuem
computador
33,1
%
têm acesso
à internet
Entre as escolas estaduais do Amapá o acesso ao computador chega a 78,6%. Já o acesso à internet é de apenas 41,6%. Essa maior presença de TICs nas escolas estaduais também é obser-vada no país como um todo: 94,3% das escolas estaduais bra-sileiras têm computadores e 88,5% possuem acesso à internet, como mostra a tabela 17.
TABELA 17 | Existência de computador e acesso à internet nas escolas estaduais
AMAPÁ BRASIL NÚMERO DE ESCOLAS ESTADUAIS POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) 392 78,6 41,6 94,3 88,5
FONTE: Censo Escolar 2015
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
Entre as escolas estaduais com Ensino Médio regular, o Amapá segue com situação inferior à média nacional. O acesso à inter-net chega a pouco mais da metade (58,8%), enquanto a média nacional é de 93,3%, como mostra a tabela 18.
TABELA 16 | Existência de computador e acesso à internet nas escolas públicas
AMAPÁ BRASIL NÚMERO DE ESCOLAS PÚBLICAS POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) 764 68,6 33,1 75,6 58,6
FONTE: Censo Escolar 2015
É possível esmiuçar esses dados de acesso por regional e identificar em quais regiões estão as escolas que ainda não possuem computador e internet, analisando se é uma questão localizada ou generalizada.
Como vimos no Amapá 89,5% das escolas possui computa-dor. Contudo, dos 16 municípios amapaenses 09 não pos-suem acesso total à internet, como mostra a tabela 19. Apenas os municípios de Amapá e Ferreira Gomes possuem acesso pleno à internet em suas escolas. Pedra Branca do Amapari, Itaubal e Oiapoque oferecem acesso à rede mundial de com-putadores para menos de 30% de suas escolas. Vale destacar que mesmo a capital Macapá não chega a 80% de cobertura das escolas estaduais com internet.
TABELA 18 | Existência de computador e acesso à internet nas escolas estaduais
com Ensino Médio regular
AMAPÁ BRASIL NÚMERO DE ESCOLAS ESTADUAIS COM ENSINO MÉDIO POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) 114 89,5 58,8 97,8 93,3
FONTE: Censo Escolar 2015
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
MUNICÍPIO
NÚMERO DE ESCOLAS POSSUI
COMPUT
ADOR (%)
COMPUT
ADOR
COM ACESSO À INTERNET (%)
Serra do Navio 3 100 66,7 Amapá 1 100 100 Pedra Branca do Amapari 3 66,7 33,3 Calçoene 3 100 66,7 Cutias 2 100 50 Ferreira Gomes 1 100 100 Itaubal 5 60 20 Laranjal do Jari 3 100 66,7
TABELA 19 | Existência de computador e acesso à internet nas regionais de
ensino
MUNICÍPIO
NÚMERO DE ESCOLAS POSSUI
COMPUT
ADOR (%)
COMPUT
ADOR
COM ACESSO À INTERNET (%)
Macapá 47 91,5 72,3 Mazagão 6 83,3 50 Oiapoque 11 63,6 18,2 Porto Grande 4 100 50 Pracuúba 2 100 50 Santana 16 100 75 Tartarugalzinho 5 100 20 Vitória do Jari 2 100 50
Com o objetivo de identificar a presença das escolas públi-cas de Ensino Médio do Amapá nas mídias sociais, foi reali-zada uma pesquisa – a partir do código INEP das escolas de toda rede estadual – nos seguintes canais: Facebook, Twitter, Blogspot e Youtube. Na sequência, cada perfil identificado na busca Google foi analisado, com o objetivo verificar quais escolas do estado mantinham páginas atualizadas ao menos uma vez desde o início de 2015. Entre as 108 escolas públicas, foram localizados 17 perfis (15,74%) em redes sociais. Os re-sultados apontam a maior utilização do Facebook pelas esco-las, como indica o gráfico 10.
FONTE: Censo Escolar 2015
GRÁFICO 10 | Perfis escolares por rede social
FONTE: Instituto Unibanco/2016
AMAPÁ NORTE 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2010 2012 2015 2005 2007 2010 2012 2015 AMAPÁ BRASIL 2,69 2,71 3,13 3,09 2,95 3,23 2,69 2,65 2,84 2,99 2,86 3,07 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 244,5 244,6 254,9 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ BRASIL 2005 2007 2010 2012 2015 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 236,1 239,4 254,9 250,8 243,5 255,2 244,5 244,6 256,5 255,7 247,3 253,2 AMAPÁ NORTE 2005 2007 2010 2012 2015 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 253,2 247,6 254,6 249,2 246,2 248,6 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL 45,9 34,1 33,8 39,1 AMAPÁ BRASIL 44 43 40,8 39,6 39,1 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 46,6 37,2 38,1 38,3 2007 2008 2009 2010 2015 AMAPÁ NORTE 44 43 40,8 39,6 39,1 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 56,2 38,4 44,4 45,3 63,9 47,1 51,5 53,3 2007 2008 2009 2010 2015 58,8% FACEBOOK 35,3% SITE INSTITUCIONAL 11,8% BLOG 5,9% YOUTUBE 0% TWITTER
ESCOLAS
DE ENSINO
MÉDIO DE
AMAPÁ
97,1
%
funcionam
em prédios
escolares
É possível observar a distribuição geográfica das escolas por uso das mídias sociais no mapa disponível neste link: http:// goo.gl/vgeaLO.
Situação das Escolas
Nessa seção, iremos analisar a situação das escolas de Ensino Médio regular do estado do Amapá, no que diz respeito ao local de funcionamento, à infraestrutura e aos serviços públi-cos, a partir de dados do Censo Escolar 2015.
No Amapá, os prédios onde as escolas funcionam são ma-joritariamente (97,1%) destinados a essa função, com pouca divisão do espaço físico com outra escola, caso de apenas 4,8% das unidades escolares, conforme apontam os dados da tabela 20. Templos religiosos são espaço de funcionamento para 1,9% das escolas no estado. Já aquelas que desenvolvem suas atividades em galpões chegam a 4,8%. No Amapá, não há escolas de Ensino Médio regular ocupando espaços de salas de empresas, unidades de internação socioeducativas, unidades prisionais e nem na casa do professor.
A infraestrutura é um aspecto muito importante para o bom funcionamento de uma unidade escolar. Quando adequada às necessidades da comunidade escolar, ela é capaz de pro-duzir efeitos que interferem diretamente no desempenho dos alunos, pois facilita os processos de aprendizagem, amplia oportunidades educativas, ajuda a dinamizar atividades e oferece um ambiente seguro e acolhedor. No Amapá, a Ta-bela 21 mostra que todas as escolas possuem banheiro. Esse percentual cai para 74,3% quando tratamos da existência de laboratórios de informática e para apenas 19% em se tratando dos laboratórios de ciências.
As bibliotecas estão presentes em 84,8% das escolas e pouco mais da metade das escolas do estado são equipadas com quadras de esportes. Pouco mais de 75% das escolas pos-suem sala dos professores e apenas 36,2% oferecem banheiros adaptados às necessidades de pessoas com deficiência.
TABELA 20 | Local de Funcionamento das Escolas de Ensino Médio Regular
LOCAL (%)
Funciona em templo ou igreja 1,9 Funciona em galpão 4,8 Funciona em salas de empresa 0,0 Funciona em unidade de internação socioeducativa 0,0 Funciona em unidade prisional 0,0 Funciona na casa do professor 0,0 Funciona em prédio compartilhado com outra escola 4,8 Funciona em prédio escolar 97,1
FONTE: Censo Escolar 2015
TABELA 21 | Infraestrutura das Escolas de Ensino Médio Regular
INFRAESTRUTURA (%) Possui biblioteca 84,8 Possui laboratório de informática 74,3 Possui banheiro ou sanitário 100,0 Banheiro adequado a alunos com deficiência 36,2 Possui laboratório de ciências 19,0 Possui quadra de esportes 60,0 Possui sala de professores 76,2
FONTE: Censo Escolar 2015
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
Os serviços públicos essenciais mais presentes nas escolas do Amapá são o abastecimento público de energia elétrica (88,6%) e a coleta regular de lixo (67,6%). O abastecimento de água via rede pública chega a menos da metade das escolas e apenas 10,5% possuem esgotamento sanitário.
TABELA 22 | Serviços Públicos nas Escolas de Ensino Médio Regular
SERVIÇOS PÚLICOS (%) Possui abastecimento de água pela rede pública 45,7 Possui esgotamento sanitário ligado à rede pública 10,5 Possui lixo coletado periodicamente 67,6 Possui abastecimento de energia elétrica pela rede pública 88,6
FONTE: Censo Escolar 2015
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
ESCOLAS QUE OFERECEM MATRÍCULA NO NOTURNO OFERECEM ENSINO PROFISSIONALIZANTE
76,2 3,9
FONTE: Censo Escolar 2015
Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento
TABELA 23 | Turno das Escolas de Ensino Médio Regular
A maioria das escolas amapaenses oferece turno noturno (76,2%) e menos de 5% disponibilizam ensino profissionalizante.
POLÍTICAS
EDUCACIONAIS
DO ESTADO
Em pesquisa realizada nas páginas institucionais da Secreta-ria de Estado da Educação do Amapá, no ano de 2016, foram identificados 12 programas e projetos educacionais. Nesse documento, eles se encontram classificados11 da seguinte
forma: de competência federal (desenvolvidas pelo MEC12 ou
em parceria com o referido Ministério); de competência ex-clusiva da Secretaria de Estado da Educação (SEED) ou em parceria com outro órgão governamental; e fruto de parcerias com outras entidades. Dentre os programas de competência federal (desenvolvidas pelo MEC ou em parceria com o re-ferido ministério), foram identificadas 03 iniciativas: Mais Educação; Parlamento Juvenil do Mercosul; Olimpíadas de Língua Portuguesa.
Os programas e projetos desenvolvidos exclusivamente pela Secretaria de Educação do Estado somam 02 iniciativas: Casa do Professor; Feira de Ciências e Engenharia do Amapá. Fo-ram levantados também 04 ProgFo-ramas desenvolvidos pela Secretaria de Educação em parceria com outro órgão gover-namental: Núcleo de Mediação de Conflitos; Parlamento Jo-vem Brasileiro; Jovens Embaixadores; Educação no Trânsito. No que tange à parceria com outras entidades foram identi-ficados 03 projetos: Seminário de Educação Profissional; In-tercâmbio Global Citizens of Tomorrow; Prêmio Literário de Logosofia – Professores.
A seguir, quadro com os Programas/Projetos, foco de atuação e principais características. Cabe destacar que a classificação adotada não é a única possível, podendo as ações apresenta-das serem classificaapresenta-das em outras tipologias.
11 A classificação adotada neste documento não é definitiva, sendo possível
identi-ficar os programas e projetos a partir de outras perspectivas.
12 O MEC disponibiliza uma série de programas voltados à Educação Básica e à
Edu-cação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, a pesquisa realizada no site da SEED não deixa clara sua implementação. Maiores informações sobre as ações e programas do MEC estão disponíveis em:
http://portal.mec.gov.br/acoes-1 | Casa do Professor
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvido exclusivamente pela
SEED
Criada em 2014, a Casa do Professor (Cprof) é um espaço organizado com a intenção de ser um local para prestar atendimento aos profissionais da educação, com o objetivo de melhorar a saúde física e mental dos educadores. A Casa oferece serviços de acompanhamento com psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, educador financeiro, educador físico, assistente social e pedagogos. A Cprof é pioneira no Brasil e, em 2016, conta com 38 profissionais.
FOCO DE ATUAÇÃO Recursos Humanos*
2 | Mais Educação
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvido pelo MEC ou em
parceria com o referido Ministério O programa é uma iniciativa do Governo Federal que tem como prioridade contribuir para a formação integral de crianças, adolescentes e jovens, articulando, a partir do projeto escolar, diferentes ações, projetos e programas. São oferecidos aos alunos do Ensino Fundamental da rede pública, benefícios como café da manhã e almoço.
FOCO DE ATUAÇÃO Recursos didáticos e tecnologia Currículo e Trabalho Pedagógico
*A Casa do Professor, embora seja uma política adotada pelo estado do Amapá, não se enquadra em nenhum dos focos de atuação anteriormente definidos por este documento. Assim, optamos por defini-la como uma ação voltada aos recursos humanos, dada sua natureza de atuação. http://www.seed.ap.gov.br/det2.php?id=10590
3 | Parlamento Juvenil do Mercosul
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvido pelo MEC ou em
parceria com o referido Ministério
Os estudantes participam primeiro da etapa estadual, em que, entre os critérios de seleção, têm que apresentar um projeto autoral de protagonismo juvenil que contemple sua realidade local. Depois de elaborados, os projetos são encaminhados para a Coordenação do Parlamento Juvenil do MERCOSUL (PJM) da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Na etapa final, coordenada pelo MEC, a escolha dos vencedores se dá por meio de processo eleitoral democrático, envolvendo os candidatos nacionais pré-selecionados.
O PJM busca promover o protagonismo juvenil, contribuindo para a integração regional dos jovens parlamentares que, após discussões conjuntas, acordam e recomendam a adoção de políticas educativas que promovam uma cidadania regional e uma cultura de paz e respeito à democracia, aos direitos humanos e ao meio ambiente.
O jovem eleito para representar seu estado e o Brasil no PJM tem mandato de dois anos e, durante esse período, participa ativamente do processo de elaboração e divulgação da Declaração do Parlamento Juvenil, documento produzido pelo coletivo do PJM, composto pelos parlamentares juvenis de todos os países-membros e associados.
FOCO DE ATUAÇÃO Ações de Integração
4 | Núcleo de Mediação de Conflitos
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvido pela SEED em
parceria com outro órgão governamental
O programa, desenvolvido por meio de um Termo de Cooperação entre o Governo do Amapá, Tribunal de Justiça (TJAP) e Defensoria Pública, além da Prefeitura de Macapá. Os núcleos possibilitam soluções de problemas, pacificando conflitos de convivência, propiciando espaço de escuta e colaboração e impedindo condutas autoritárias, discriminatórias e de violência. Nas unidades, ainda são trabalhados o fortalecimento do diálogo, vínculos, espirito participativo e democrático na comunidade. A Defensoria Pública auxiliará as ações do Núcleo com orientação e assessoria jurídica, quando necessário.
FOCO DE ATUAÇÃO Ações de Integração
5 | Feira de Ciências e Engenharia do Amapá (Feceap)
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvida exclusivamente pela
SEED
A feira busca promover o intercâmbio científico entre alunos da Educação Básica do Amapá com outras regiões brasileiras, além de estrangeiras, estimulando a construção de novos conhecimentos. A exposição também incentiva o desenvolvimento da capacidade de investigar e inventar novas soluções tecnológicas.
A Feceap faz parte do circuito nacional de feiras científicas realizadas em outros estados como Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul que estão interligadas a eventos científicos internacionais, a exemplo da International Science and Engineering Fair (Isef), nos Estados Unidos. Para participar da Feceap, basta estar regularmente matriculado no Ensino Fundamental, Médio ou Técnico nas redes pública ou privada de ensino, e ter até 20 anos de idade.
O evento conta, ainda, com o II Torneio Juvenil de Robótica (TJR). A competição tem quatro categorias: Sumô, Cabo de Guerra, Dança e Resgate de robôs.
A Feira de Ciências e Engenharia do Amapá (Feceap) é promovida pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), sob a gerência do Centro de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (CAAHS/ SEED).
FOCO DE ATUAÇÃO
6 | Seminário de Educação Profissional
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvido pela SEED em
parceria com outras entidades
O I Seminário de Educação Profissional do Estado do Amapá foi promovido por diversos órgãos e entidades públicas e privadas, entre eles, o Governo do Estado do Amapá (GEA) por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em parceria com as instituições do Sistema S, além do Conselho Estadual de Educação. O evento tem objetivo de propiciar conhecimentos e reflexões no âmbito da Educação Profissional na perspectiva da política pública, do contexto econômico regional, da interface com o mundo do trabalho, ciência, inovação e das referências metodológicas para os processos de ensino e aprendizagem.
FOCO DE ATUAÇÃO Currículo e Trabalho Pedagógico
7 | Jovens Embaixadores
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvido pela SEED em
parceria com outras entidades
O programa Jovens Embaixadores leva 50 alunos da rede pública para um intercâmbio de três semanas nos EUA.
Jovens da rede pública brasileira, de 15 a 18 anos, que são exemplos em suas comunidades por meio de sua liderança, excelência acadêmica e conhecimento da língua inglesa, são convidados a se candidatar.
No Amapá, o Núcleo de Ensino Médio (NEM) da Secretaria de Estado da Educação (Seed) oferece orientações aos estudantes que desejam se inscrever no programa.
FOCO DE ATUAÇÃO Ações de Integração
8 | Olimpíada de Língua Portuguesa
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvido pelo MEC ou em
parceria com o referido Ministério
Em 2016, a 5ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa lançou o tema Escrevendo o Futuro. Nessa edição, as escolas participantes constituíram uma Comissão Julgadora Escolar, responsável por escolher os melhores textos de cada categoria inscrita na competição. A comissão é composta pelo diretor da escola, de três a cinco avaliadores, professores de Língua Portuguesa não inscritos na competição, representantes dos pais e também da comunidade que dominem a língua
FOCO DE ATUAÇÃO Prêmios e Concursos
9 | Intercâmbio Global Citizens of Tomorrow
ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO Desenvolvido em parceria com
outras entidades A ação é uma parceria entre a empresa British Petroleum (BP) e o Governo do Estado do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que oferece bolsas de estudos para um ano letivo do Ensino Médio nos Estados Unidos da América.
A parceria tem como objetivo proporcionar a oportunidade de estudantes brasileiros, que não teriam condições de arcar com os custos, realizarem um intercâmbio.
FOCO DE ATUAÇÃO Ações de Integração