UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – UNIJUÍ
PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA REDE BÁSICA SOBRE INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPLEMENTARES
DANIELA KOMMERS KIRSCHNER HEDLUND MARISTELA BORIN BUSNELLO
Ijuí (RS) 2014
DANIELA KOMMERS KIRSCHNER HEDLUND
PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA REDE BÁSICA SOBRE INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPLEMENTARES
Orientadora:
MARISTELA BORIN BUSNELLO
Ijuí (RS) 2014
Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Grau de Bacharel em Nutrição, sob a orientação da Professora Maristela Borin Busnello.
DEDICATÓRIA
Aos meus pais, Valdir e Zenaide, e irmão, Jonas, pelo apoio e sustento, os quais foram fundamentais para a conclusão desta etapa. Obrigado por terem acreditado e investido em mim, sem vocês talvez essa formação não seria possível, portanto, esta conquista também é de vocês. Eu os amo grandiosamente.
Ao amor da minha vida, meu marido Claudio, que com seu jeito único foi meu incentivador e inspiração. Meu companheiro em todos os momentos e circunstâncias
AGRADECIMENTOS
A Deus, meu criador e autor do meu destino. Sеυ fôlego dе vida еm mіm fоі meu sustento. Reconheço que todas as coisas vêm de Ti, obrigado pela oportunidade de me graduar em nutrição, “Agora, nosso Deus, damos-te graças, e louvamos o teu glorioso nome” 1 Crônicas 29:13. Em Cristo deposito o meu futuro, “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” Jeremias 29:11
Aos meus pais, meus verdadeiros amigos, que hoje sorriem orgulhosos ou choram emocionados, que muitas vezes, na tentativa de acertar, cometeram falhas, mas que inúmeras vezes foram vitoriosos, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, eu pudesse realizar o meu sonho. A vocês que compartilharam o meu ideal e os alimentaram, incentivando a prosseguir na jornada, mostrando que o nosso caminho deveria ser seguido sem medo, fossem quais fossem os obstáculos. Minha eterna gratidão vai além de meus sentimentos, pois a vocês foi cumprido o dom divino. O dom de ser Pai, o dom de ser Mãe. Obrigado por terem me ensinado desde pequena em que caminho eu devia andar (Provérbios 22:6)
Ao meu marido Claudio, o melhor presente que o “ensino médio” poderia ter me dado. Obrigado por ter transformado a minha vida, é maravilhoso compartilhar a minha vida com a sua. “Pois aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus!” Rute 1:16. Agradeço também aos meus sogros, Claudio e Estela, que acompanharam essa fase da minha vida e me acolheram de braços abertos todos os dias.
A todos оs professores dо Curso de Nutrição, qυе foram tãо importantes nа minha vida acadêmica compartilhando seus saberes. Em especial, à minha orientadora, Maristela, pela paciência nа orientação е incentivo à temática.
As minhas amigas do PG das Mulheres, meus exemplos de vida. “Há amigos mais chegados que um irmão” Provérbios 18:24
Aos enfermeiros, nutricionistas, médicos, médicos pediatras e técnicos de enfermagem que disponibilizaram do seu tempo para responder à esta pesquisa, tornando possível a conclusão deste trabalho.
A todos aqueles qυе dе alguma forma estiveram е estão próximos dе mim, fazendo esta vida valer cada vez mais а pena.
PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA REDE BÁSICA SOBRE INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPLEMENTARES
Daniela Kommers Kirschner Hedlund¹ Maristela Borin Busnello²
Objetivo: o objetivo deste trabalho foi investigar as orientações prestadas às mães e
cuidadores pelos profissionais de saúde vinculados à Unidades Básica de Saúde e Estratégias de Saúde da Família que realizam puericultura sobre introdução de alimentos complementares. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo transversal, de caráter qualitativo, com coleta de dados primários, com 25 profissionais de saúde vinculados às Estratégias de Saúde da Família (ESF) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) que realizam puericultura em um município da região noroeste do Rio Grande do Sul. Resultados: O estudo mostrou que apenas metade dos entrevistados incentivam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses; que as sopas, caldos e sucos de frutas ainda são indicados como alimentos que devem fazer parte da introdução de alimentos complementares; que há dúvidas em relação aos grupos alimentares preferenciais que devem compor as papas; que há divergências quanto a adição de sal nestas; que apenas 30% dos profissionais mencionam orientar a contraindicação de alguns alimentos no primeiro ano de vida; a baixa percepção de que o momento adequado para a criança passar a receber a alimentação da família é aos 12 meses; e que há ainda 44% dos profissionais que incentivam a oferta de fórmulas lácteas.
Conclusão: Os resultados obtidos por meio deste estudo mostraram que existem lacunas no
serviço de puericultura, porque, por mais que as orientações prestadas vão ao encontro dos protocolos e documentos científicos, muitos profissionais desconhecem essas informações e, de modo geral, necessitam de mudanças de atitudes e comportamento.
Termos de indexação: alimentação infantil, hábitos alimentares, puericultura, aleitamento
materno, primeira infância.
___________________________ 1
Acadêmica do Curso de Nutrição, Departamento de Ciências da Vida - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ.
1 Professora Doutora do Departamento de Ciências da Vida, Curso de Nutrição - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ.
PERCEPTIONS OF NETWORK OF HEALTH BASIC ON INTRODUCTION OF ADDITIONAL FOOD
Daniela Kommers Kirschner Hedlund¹ Maristela Borin Busnello²
Objective: The objective of this study was to investigate the guidelines provided to
mothers and caregivers by health professionals related to the Basic Health Units and Family Health Strategies that perform childcare on introduction of complementary foods.
Methodology: This is a cross-sectional descriptive study, qualitative, with primary data
collection, with 25 health professionals linked to the Family Health Strategy (FHS) and Basic Health Units (BHU) providing childcare in a city northwestern Rio Grande do Sul region.
Results: The study showed that only half of respondents encourage exclusive breastfeeding
for six months; the soups, broths and fruit juices are still listed as foods that should be part of the introduction of complementary foods; there are doubts regarding the preferred food groups that should make the popes; there are differences in the addition of salt in these; that only 30% of the professionals mentioned guide the contraindication of some foods in the first year of life; low perception that the right time for the child has received the family meal is at 12 months; and that there are still 44% of the professionals that encourage the supply of infant formula. Conclusion: The results obtained from this study showed that there are gaps in child care service, because, as the guidance provided will meet the scientific protocols and documents, many professionals are unaware of this information and, in general, need to change attitudes and behavior.
Index terms: infant feeding, eating habits, child care, breastfeeding, early childhood.
___________________________ 1
Student ofNutrition Course, Departmentof Life Sciences-RegionalUniversity ofthe Northwestof Rio Grande do Sul -UNIJUÍ.
²Professor, Departmentof Life Sciences, Nutrition Course-RegionalUniversity ofthe Northwestof RioGrande do Sul-UNIJUÍ.
SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ... 10 2. METODOLOGIA ... 12 3. RESULTADOS ... 13 4. DISCUSSÃO ... 19 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 26 6. REFERÊNCIAS ... 29
ANEXO A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ... 34
1. INTRODUÇÃO
O leite materno atende as necessidades nutricionais da criança perfeitamente, ao passo que na primeira/segunda semana o leite secretado é o colostro, de alta concentração proteica, com menor teor energético, de gordura e de lactose, é rico em imunoglobulinas (maior proteção contra vírus e bactérias), e depois o leite amadurece e se torna estável, com macronutrientes e micronutrientes em quantidades que atendem à demanda do lactente (VITOLO, 2008).
Quase a totalidade dos recém nascidos (97%) tem o leite materno como o seu primeiro alimento ainda nas primeiras horas de vida, conforme recomenda o Ministério da Saúde (BRASIL, 2002), porém, por maior que seja o esforço ao incentivo do aleitamento materno exclusivo, o desmame e a introdução de alimentos complementares precoce se constituem um desafio para os profissionais da saúde (VITOLO, 2008), conforme evidenciam diversas pesquisas (BRASIL, 2010; BROILO et al, 2013; SALVE, SILVA, 2009; VIEIRA et al, 2004; SILVA, VENÂNCIO e MARCHIONI, 2010).
Conforme Silva, Venâncio e Marchioni (2010), o leite materno deve ser o único alimento que a criança recebe até os seis meses de vida, pois sozinho é capaz de nutrir adequadamente, além de favorecer a proteção contra doenças e saúde da criança. Porém, após os seis meses de idade, o aleitamento materno exclusivo não é mais capaz de suprir as necessidades de calorias e nutrientes da criança, sendo necessário complementar com outros alimentos, mantendo o aleitamento materno até os dois anos ou mais (SILVA, VENÂNCIO, MARCHIONI, 2010). Além do mais, a partir desta idade a criança passa a um desenvolvimento neurológico e geral, bem como o amadurecimento do sistema gastrintestinal (mastigação, deglutição, digestão e excreção), habilitando-a para receber outros alimentos além do leite materno (SCHRAIBER, TEIXEIRA, 2009). Todos os alimentos sólidos ou semi-sólidos oferecidos às crianças, à exceção do leite materno, são definidos como alimentos complementares (SILVA, VENÂNCIO, MARCHIONI, 2010).
“As experiências vivenciadas na primeira infância são extremamente importantes para determinar caráter do indivíduo quando adulto” (ANTUNES et al, 2008, pg 104). São nos primeiros meses de vida que se constrói os alicerces dos hábitos alimentares. Esses hábitos irão se refletir na saúde durante toda a vida (VIEIRA et al, 2004), de maneira positiva ou negativa, dependendo se a alimentação da criança se deu corretamente ou não. O adulto que foi amamentado quando bebê apresenta menores chances de desenvolvimento de doenças
cardiovasculares, redução ou adiamento do surgimento de diabetes em indivíduos susceptíveis, risco reduzido de desenvolver câncer antes dos 15 anos por ação imunomoduladora fornecida pelo leite e metade do risco de disfunção neurológica (ANTUNES et al, 2008).
Introduzir os alimentos complementares no tempo não oportuno (tardiamente ou previamente) é um fator que contribui para muitos problemas de saúde. A introdução precoce de alimentos, bem como a substituição do leite materno por leite de vaca ou fórmulas lácteas traz prejuízos para a saúde da criança, e, aliado a condições precárias de higiene, elevam as taxas de morbimortalidade infantil (SILVA, VENÂNCIO, MARCHIONI, 2010; SALVE, SILVA, 2009). A introdução de alimentos tardia pode acarretar em retardo no crescimento da criança, além de aumentar o risco das deficiências nutricionais (SILVA, VENÂNCIO, MARCHIONI, 2010).
Portanto, a introdução dos alimentos complementares se constitui uma etapa crítica, pois as deficiências nutricionais ou condutas alimentares inadequadas podem levar ao déficit nutricional e a enfermidades, prejudicando de imediato a saúde da criança e/ou deixando sequelas futuras, como atraso escolar e desenvolvimento de doenças crônicas (SILVA, VENÂNCIO, MARCHIONI, 2010; SILVA, GUBERT, 2010; LIMA et al, 2011) “O estabelecimento da amamentação, o início da alimentação complementar e o desmame total da criança são etapas cruciais para o estado de saúde e nutrição, para as quais as mulheres necessitam de informação e apoio” (ROTENBERG, DE VARGAS, 2004, pg 92).
“Promover, proteger, apoiar a amamentação e orientar a introdução complementar de alimentos, assim como o desmame total, são aspectos fundamentais da prática dos profissionais de saúde e da sociedade tendo em vista a saúde e nutrição da criança” (ROTENBERG, DE VARGAS, 2004, pg 89), pois a amamentação não é um ato espontâneo e natural, demandando aprendizado contínuo, além da compreensão da família e adequada assistência da equipe de saúde (RODRIGUES ela t, 2014).
A puericultura é uma área da pediatria que visa prevenir e promover saúde por meio de orientações antecipatórias aos riscos de agravos à saúde, priorizando a saúde e não a doença, atuando no sentido de manter a criança saudável a fim de garantir seu pleno desenvolvimento físico, emocional e social. O puericultor tem papel de destaque no sentido de orientador e educador para a saúde com ênfase na mãe e na família (CIAMPO, 2006; VASCONCELOS, 2012). Assim, a puericultura, bem como o pré-natal, são estratégias importantes na prevenção de agravos através da promoção da saúde e do bem-estar (PICCINI, 2007), uma vez que o
pré-natal, ao informar à gestante sobre os benefícios da amamentação, as desvantagens do uso de fórmulas lácteas ou outros leites e sobre as técnicas de amamentação, geram confiança nesta, o que contribuirá para o sucesso da amamentação (RODRIGUES et al, 2014), e na puericultura essas informações devem ser constantemente reforçadas.
As orientações sobre amamentação e introdução de alimentos complementares adequados e no tempo oportuno devem ser fornecidas pelos profissionais da equipe de saúde na atenção básica, e um desses momentos é a consulta de puericultura. Quando bem orientados, pais e cuidadores, ao adotarem estas condutas, contribuem para que as crianças alcançam o seu pleno potencial de crescimento e desenvolvimento, contribuindo para a contribuição na redução de doenças infecciosas, parasitárias e da morbimortalidade infantil. Conforme Schraiber e Teixeira, 2009 (pg 9) “a adoção de uma alimentação saudável que atenda às necessidades nutricionais da criança deve ser encorajada pelos profissionais de saúde pública como prevenção de doenças crônico-degenerativas na vida adulta”.
Tendo isto em vista, a pesquisa buscou identificar as orientações prestadas pelos profissionais de saúde às mães e cuidadores quanto à introdução de alimentos, avaliando se as mesmas atendem/observam as recomendações atuais do Ministério da Saúde.
2. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo descritivo transversal, de caráter quantitativo, com coleta de dados primários realizados em outubro e novembro de 2014, com 25 profissionais de saúde vinculados às Estratégias de Saúde da Família (ESF) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) que realizam puericultura em um município da região noroeste do Rio Grande do Sul.
Foram entregues no mês de outubro, 43 questionários em 11 estabelecimentos de saúde. Dos 43 questionários, foram respondidos 25, pois alguns profissionais atendem em mais de uma unidade e outros optaram por não responder à pesquisa. Foi excluída uma Unidade de Saúde onde não se realiza atendimentos clínicos, outra Unidade de Saúde onde a enfermeira coordenadora da equipe não se fazia presente no município no ato da entrega e outra unidade não retornou nenhum questionário.
O questionário de pesquisa foi composto de questões objetivas e descritivas, considerando os pressupostos do Guia Alimentar para Menores de 2 anos (BRASIL, 2005;
2010) para sua elaboração. As questões abordadas abrangeram a percepção dos profissionais quanto ao tempo de aleitamento materno exclusivo, contraindicação do aleitamento materno, o momento/tempo de introdução de sólidos e líquidos complementares, alimentos recomendados para a introdução, as orientações dadas sobre consistência e forma de preparo das papas, alimentos e grupos que devem fazer parte da alimentação complementar. Questionou-se ainda quanto a adição de sal e açúcar, alimentos e temperos que não devem ser oferecidos a criança no primeiro ano de vida, quando a criança deve começar a receber a alimentação da família, sobre incentivo a oferta de formulas lácteas, se tem conhecimento sobre o Guia Alimentar para menores de 2 anos do Ministério da Saúde e o que utiliza como referência para as orientações alimentares.
Os dados quantitativos foram digitados em uma planilha do Excel e exportados para o
software Epi info versão 7, 2014, para a realização da estatística descritiva considerando a
frequência, média, desvio-padrão, valores mínimos e máximos. Os dados qualitativos foram analisados considerando a análise de conteúdo proposta por Minayo (2002).
Atendendo aos aspectos éticos de pesquisa com seres humanos conforme estabelece a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional da Saúde do Ministério da Saúde, o projeto foi submetido a avaliação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unijuí (CEP) e aprovado sob o parecer consubstanciado 791.902 de 19/09/2014.
3. RESULTADOS
Participaram da pesquisa 25 profissionais correspondendo a 62,5% do número de participantes previstos inicialmente. No Quadro 1, são apresentadas as características sociodemográficas dos participantes.
Observou-se que 92% dos entrevistados são do gênero feminino, com média de idade de 41,9 anos e desvio padrão de 10,15 anos. Quanto ao tempo de atuação em unidades de saúde, a média foi de 11,3 anos com desvio padrão de 7,73 anos. Para a carga horária, identificamos a média de 31,64 horas com desvio padrão de 12,65 anos, sendo que 72% dos participantes cumprem 37,5 horas semanais. Destaca-se que 52% dos entrevistados são enfermeiros, sendo estes profissionais junto com os nutricionistas, os que cumprem a maior carga horária semanal em unidades de saúde. Em relação ao tempo de atuação na área, 60% atuam de 5 a 20 anos.
Quadro 1 - Características sociodemográficas dos participantes (N=25). Ijuí, RS. 2014. TOTAL % Sexo Feminino 23 92 Masculino 2 8 Idade* 20 a 29 anos 4 17,39 30 a 39 anos 7 30,45
Maior que 40 anos 12 52,16
Formação Enfermeiro 13 52 Médico 1 4 Médico pediatra 4 16 Nutricionista 5 20 Técnico de enfermagem 2 8 Década de Formação Entre 1980 a 1989 7 28 Entre 1990 a 1999 7 28 Entre 2000 e 2009 10 40 Entre 2010 até agora 1 4
Tempo de Atuação Até 5 anos 6 24
Entre 5 e 10 anos 6 24
Entre 10 e 20 anos 9 36
Mais de 20 anos 4 16
Carga horária 3 horas 2 8
7,5 horas 2 8
15 horas 1 4
37,5 horas 18 72
40 horas 2 8
Questionou-se neste estudo um conjunto de aspectos referentes a alimentação complementar como período de introdução de alimentação complementar, tipo e consistência dos alimentos, além das orientações prestadas às mães e cuidadores sobre o assunto.
Quanto à compreensão acerca da duração do aleitamento materno, 52% afirmam que este deve ser exclusivo até os seis meses e 44% responderam que deve ser exclusivo até os seis meses, mas deve ser complementado a depender das condições clínicas da criança.
No quadro dois, estão descritas as situações que contraindicam a oferta do leite materno. Dentre os resultados, destacam-se que todos os profissionais contraindicam em casos de mãe HIV positiva, e ainda, 52% em caso da mãe estar fazendo tratamento contra câncer. Quadro 2 - Contraindicações ao aleitamento materno segundo os sujeitos da pesquisa. Ijuí, RS. 2014.
Ocasião Frequência Porcentagem (%)
Mães HIV positivas 25 100
Mãe fazendo tratamento contra o câncer 13 52
Mãe usuária de álcool e/ou drogas 9 36
Mãe com tuberculose 6 24
Mãe com hepatite 3 12
Mãe com mastite 0 0
Criança com fenilcetonúria ou galactosemia 12 48
Criança com fenda palatina 2 8
Criança com cólica 0 0
Os profissionais foram questionados quanto ao momento em que os pais ou cuidadores são orientados a introduzir os alimentos complementares. Assim, 84% responderam que indicam este início aos seis meses e 32% o fazem aos quatro meses em situações específicas, como crianças que não estão em aleitamento materno e/ou quando a mãe retorna ao trabalho.
Questionados sobre a necessidade de introduzir outros líquidos além do leite materno, 92% afirmam que esta introdução é necessária aos seis meses, porém, dependendo do caso clínico e do desenvolvimento e crescimento da criança, pode ser que haja necessidade de realizar a introdução mais precocemente. Foram citados como motivos a criança requerer uma maior hidratação ou apresentar problemas de saúde compatível à necessidade de introdução
de líquidos, a criança consumir fórmula láctea ou leite de vaca, ou no caso de a criança iniciar a introdução de alimentos complementares aos 4 meses.
Em relação à introdução de alimentos sólidos, todos os profissionais acreditam que é necessária aos seis meses de vida, porém alguns mencionam indicar aos 4 meses quando a mãe retorna ao trabalho, quando há dificuldade para amamentar, quando a criança utiliza leite de vaca ou fórmula láctea, ou quando a avaliação da criança denota necessidade.
A respeito dos alimentos recomendados na introdução de alimentos complementares (Quadro 3), os sujeitos da pesquisa apontaram as papas de frutas e papas salgadas (88%) seguido dos sucos de fruta (80%) como primeira escolha na alimentação da criança. Mencionou-se ainda a oferta de água fervida/filtrada nesse momento. Dois dos entrevistados relatam não prestar esta orientação, pois encaminham a criança para avaliação do profissional nutricionista.
Quadro 3 - Alimentos indicados quando da introdução da alimentação complementar. Ijuí, RS. 2014.
Alimento Frequência Porcentagem
Papa de fruta e papa salgada 22 88
Sopa 13 52 Caldos 14 56 Sucos de fruta 20 80 Leite de vaca 0 0 Fórmula láctea 3 12 Leite em pó 0 0 Outros 3 12
Em relação à consistência das papas de frutas e papas salgadas para a introdução, os entrevistados referiram que a consistência deve ser pastosa (48%), os alimentos devem ser amassados com o garfo (48%) e não liquidificados (36%) e as frutas oferecidas raspadas (8%). Quanto a forma de preparo, citaram orientar quanto a higiene no preparo (36), não misturar muitos alimentos diferentes (16%), não usar ou usar pouca quantidade de sal (16%), evitar ou não colocar açúcar (8%), ofertar frutas frescas (8%), utilizar legumes no preparo das sopas (8%), utilizar a água de cocção ou suco de fruta para amassar a papa (8%), cozinhar os
alimento com pouca água (8%), dar preferência aos alimentos in natura (8%), procurar alimentos livres de agrotóxicos (8%), evitar o uso de condimentos e corantes (4%), usar pouca gordura de adição (4%) e coccionar adequadamente os alimentos (4%). Ainda foram referidas orientações quanto ao aumento gradativo da consistência/quantidade da papa, oferta dos alimentos/papas em colher, em temperatura ambiente e preparada próximo do horário a ser servido.
Quando questionados acerca dos alimentos e/ou grupos que devem compor inicialmente a alimentação complementar, citou-se frutas (92%), legumes (84%), carnes (64%), cereais/amidos/carboidratos (56%), ovos (40%), verduras (24%), grãos e leguminosas (20%), tubérculos (16%), hortaliças (8%), óleos e gorduras (8%), caldos (8%), sopas (8%) e açúcar (4%). Ainda, foi mencionada a introdução de água e manutenção do aleitamento materno (4%) e encaminhamento ao profissional nutricionista (4%).
Com relação à adição do sal no preparo das refeições, 4% dos profissionais não orientam, 24% apontam que seu uso não se faz necessário, 68% referem que este deve ser utilizado com moderação e 4% que seu uso não se faz necessário e deve ser utilizado com moderação. Quanto a adição do açúcar no preparo das refeições, 8% dos profissionais não orientam, 60% afirmam que seu uso não se faz necessário, 28% referem que este deve ser utilizado com moderação e 4% não orientam e deve ser utilizado com moderação.
Sobre os alimentos ou temperos que os entrevistados acreditam que não devem ser oferecidos à criança nos primeiros 12 meses, destacou-se o mel (36%), o leite de vaca (32%) e os alimentos industrializados (32%), conforme quadro 4.
Quadro 4 - Alimentos/temperos não indicados no primeiro ano de vida. Ijuí, RS. 2014.
Alimento/tempero Frequência Porcentagem (%)
Mel. 9 36
Leite de vaca; Alimentos industrializados. 8 32
Açúcar e doces; Refrigerantes; Temperos
industrializados; Comidas
gordurosas/gordura/fritura.
7 28
Condimentos. 5 20
Guloseimas; Iogurte. 4 16
Embutidos; Conservantes; Café; Ovos; Pimentão.
3 12
Sal; Enlatados; Salgadinhos; Corantes. 2 8
Temperos picantes; Caldos concentrados; Frutos do mar.
1 4
Ao serem indagados sobre o momento em que a criança deve passar a consumir a alimentação da família, 20% afirmam que este início deve ocorrer aos 8 meses, 12% aos 10 meses, 60% aos 12 meses e 4% aos 8 e aos 12 meses.
Em relação a oferta de fórmulas lácteas, 56% dos entrevistados afirmam não incentivar esta prática. Dos 44% que afirmam incentivar, seria em função de quando a mãe ou a criança apresentam algum problema/patologia que impeça o aleitamento materno ou a sucção (24%), quando há baixa produção de leite (24%), quando a criança encontra-se em baixo peso ou desnutrição (20%), quando a mãe é HIV positiva (12%) ou existe impossibilidade de aleitamento materno (12%), quando a criança não está recebendo aleitamento materno (8%), quando a mãe retorna ao trabalho e não consegue esgotar o peito (8%), quando a amamentação é contraindicada (4%), em pós operatório de cirurgias (4%), quando a criança é prematura (4%), quando a criança é criada por outros familiares(4%), em caso de gemelares (4%), e relactação sem sucesso (4%).
Dos 25 profissionais entrevistados, 17 (68%) mencionaram ter conhecimento sobre o Guia Alimentar para menores de 2 anos do Ministério da Saúde e 15 (60%) já utilizaram ou utilizam. Acerca das referências que utilizam para realizar as orientações alimentares, 32%
orientam de acordo com os conhecimentos adquiridos no decorrer do percurso profissional, em cursos, palestras e troca de informações com colegas, 20% dizem utilizar o Guia Alimentar e orientações do Ministério da Saúde, 8% utilizam os Cadernos de Atenção Básica nº 23 e 33, 4% utilizam o Protocolo de Suplementação de ferro, 4% utilizam outros livros, 4% leitura de artigos, 4% guias da Organização Mundial da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria, 4% protocolos da Secretaria Municipal da Saúde, 4% a capacitação Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância - AIDPI.
4. DISCUSSÃO
Somente 52% dos profissionais entrevistados afirmam que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses e os demais recomendam que o leito materno com complementação dependendo das situações clínicas da criança, porém conforme o Guia Alimentar para Menores de 2 anos (2010), até completar 6 meses o tipo de alimento adequado à criança é o leite materno, ofertado exclusivamente. O pré-natal e a puericultura são os momentos certos para incentivar o aleitamento materno exclusivo, prevenindo práticas como introdução precoce de água, chás, sucos e outros alimentos e eliminando dúvidas e atitudes que possam dificultar a prática do aleitamento materno (CIAMPO et al, 2006).
Em uma pesquisa realizada do mesmo município ora estudado em duas unidades de saúde (1 ESF e 1 Unidade Básica de Saúde), em 2006, onde procurou-se conhecer o tipo e duração da amamentação, observou-se 156 prontuários de crianças menores de 2 anos e obteve-se o seguinte resultado: 81,4% das crianças foram aleitadas e a duração média da amamentação foi de 4 meses. Na Unidade Básica de Saúde 40% das crianças foram amamentadas até o 3º mês e na Unidade de Saúde da Família 35%. Em ambas, observou-se que 60% foram amamentadas até os seis meses (LIMA, BUSNELLO, 2006). Esses dados se assemelham a diversos estudos nacionais onde a prevalência de aleitamento materno exclusivo é menor que seis meses com alto índice de introdução de líquidos/alimentos complementares precoce ((BRASIL, 2010; BROILO et al, 2013; SALVE, SILVA, 2009; VIEIRA et al, 2004; SILVA, VENÂNCIO e MARCHIONI, 2010).
O estímulo ao aleitamento materno exclusivo deve ser iniciado já no pré-natal e reforçado especialmente nas primeiras consultas de pré-natal, sendo essas ações tarefas da equipe de saúde na atenção básica (CAMPOS et al, 2011; VASCONCELOS, 2012), pois este é o momento para incentivar, corrigir os defeitos, oferecer soluções práticas e efetivas e
orientar às lactantes. Assim, a puericultura é uma ferramenta primordial para a promoção do aleitamento materno exclusivo (CIAMPO et al, 2006). Apesar dessa compreensão estar consolidada na literatura e protocolos da área da saúde, ainda observamos que não são todos os profissionais que recomendam essa prática, indicando sua complementação. Os profissionais, juntamente com a família, são os principais apoiadores do aleitamento materno exclusivo e, portanto, precisam estar preparados para realizar esse apoio, como exemplo, através da educação permanente.
Todos os profissionais citaram que em casos de mãe HIV positiva contraindicam o aleitamento materno, metade quando a mãe estar fazendo tratamento contra câncer e 36% quando a nutriz é usuária de álcool e/ou drogas. De acordo com o Guia Prático de preparo de alimentos para menores de 12 meses que não podem ser amamentados (2004), as situações maternas que contraindicam o aleitamento materno são infecção pelo Vírus da Imunodeficiencia Adquirida (HIV), infecção pelo Vírus Linfotrófico Humano de Células T (HTLV 1 e 2), mãe em quimioterapia ou radioterapia, mãe em exposição ocupacional e/ou ambiental a metais pesados e em uso de medicamentos, drogas ou metabólitos. Existem também situações em que o aleitamento materno é contraindicado temporariamente, como infecção materna por citomegalovírus (CMV), Herpes simples e Herpes Zoster, varicela, hepatite C, hanseníase e doença de Chagas. As demais situações como mãe com tuberculose ou mastite ou crianças com fenilcetonúria ou galactosemia, fenda palatina ou cólica o aleitamento materno continua sendo a primeira opção, e é responsabilidade da equipe de saúde acompanhar o aleitamento materno nessas situações, avaliando sua permanência, necessidade de complementação ou sua suspensão a partir de critérios clínicos considerados individualmente. De acordo com Lamônica (2012), para crianças com fenilcetonúria, em geral, suspende-se o aleitamento materno, porém, é possível mantê-lo.
Algumas doenças envolvendo tanto a mãe quanto o recém-nascido podem se constituir obstáculo para a amamentação e, nessas situações, o profissional necessita de habilidade, conhecimento técnico e atitude acolhedora para avaliar adequadamente a viabilidade do aleitamento. Situações como mãe com infecção urinária, infecção bacteriana de parede abdominal, episiorrafia, hipogalactia, fissuras, ingurgitamento mamário, mastite ou outra em que as condições físicas e o estado geral da nutriz não estejam muito comprometidos, é recomendado que o aleitamento materno continue (LAMOUNIER, MOULIN, XAVIER, 2004; ARAÚJO et al, 2008). Para a mãe com doenças cardíacas, renais e hepáticas graves,
psicose e depressão pós-parto grave, pode ser necessária a interrupção temporária do aleitamento materno (LAMOUNIER, MOULIN, XAVIER, 2004).
Dos profissionais entrevistados, 84% dizem orientar os pais ou cuidadores a introduzir os alimentos complementares aos seis meses de vida da criança e 32% orientam iniciar aos quatro meses em situações específicas, como crianças que não estão em aleitamento materno e/ou quando a mãe retorna ao trabalho. O Guia Alimentar recomenda que a introdução de outros alimentos deve se dar a partir dos 6 meses, de maneira lenta e gradual, mantendo o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais. Quando a mãe retornar ao trabalho, o profissional de saúde deve orientá-la a oferecer o peito sempre antes de sair para o trabalho e após seu retorno à casa em livre demanda, além de ensinar a mãe a esgotar o peito através de ordenha manual para ser oferecido à criança enquanto ela estiver trabalhando. Dessa maneira, o retorno ao trabalho não é um impedimento para descontinuar a amamentação, sendo que a mãe deve ser apoiada e orientada pelo profissional de saúde a manejar essa situação, pois a maioria das nutrizes voltam ao trabalho antes dos seis meses de vida da criança (LIRA et al, 2013; ATHANÁZIO et al, 2013). O retorno ao trabalho é uma situação comum na qual o puericultor precisa estar preparado para incentivar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses, pois estudos apontam como maiores causas de desmame precoce enfermidades associadas ao uso de medicamentos, o trabalho fora de casa e a oferta de outros alimentos pelas avós (ARAÚJO et al, 2008).
A necessidade de introdução de outros líquidos além do leite materno aos seis meses é apontada por 92% dos entrevistados, o que vai ao encontro com o Ministério da Saúde, o qual recomenda, através do Guia Alimentar, que tal necessidade ocorre quando a criança passa a receber os alimentos complementares, ou seja, aos 6 meses de vida, porém, para as crianças que não estão sendo amamentadas, a oferta de água deve ser paralela ao início da alimentação complementar (BRASIL, 2004).
Para a introdução dos alimentos sólidos, todos os profissionais dizem ser necessário aos seis meses de vida, o que condiz com o Guia Alimentar que recomenda que até os seis meses oferecer somente leite materno, não ofertando água, chá ou qualquer outro alimento. Quando ocorre a introdução precoce de alimentos complementares, a criança passa a ingerir menor quantidade de leite humano, consequentemente, ocorre diminuição da produção de leite pela mãe nutriz, redução na duração do aleitamento materno, diminuição da eficácia da lactação como meio contraceptivo e interferência no comportamento alimentar do bebê. Além
disso, as crianças não estão fisiologicamente preparadas para digerir alimentos sólidos antes do sexto mês de vida, o que pode ser observado através do reflexo de protrusão da língua quando do consumo de alimentos anterior a este período (VIEIRA et al, 2004). Dada a realidade brasileira da introdução precoce da alimentação complementar se reforça o papel dos profissionais de saúde no estímulo da introdução destes alimentos apenas em tempo oportuno.
A respeito dos alimentos recomendados na introdução de alimentos complementares, os sujeitos da pesquisa apontaram as papas de frutas e papas salgadas (88%), conforme indicado nos protocolos do Ministério da Saúde. A oferta de sucos de fruta foi mencionada por 80% dos sujeitos da pesquisa, entretanto, esta conduta não é aconselhada, pois a oferta exclusiva destes na refeição representa um menor consumo de calorias, sendo recomendado que “as frutas devem ser oferecidas in natura, amassadas, ao invés de sucos. O consumo de suco natural deve ser limitado e, se for oferecido, em pequena quantidade, após as refeições principais para ajudar a absorver melhor o ferro inorgânico” (pg 26).
Os profissionais entrevistados, ao comentarem a consistência das papas na introdução complementar de alimentos, aproximam sua conduta ao recomendado pelo Guia Alimentar. Conforme prescrito, o processamento dos alimentos deve ocorrer apenas para torna-los palatáveis e melhorar sua digestão. A consistência da papa deve ficar em forma de purê grosso na introdução de alimentos, o que, além de ofertar maior quantidade energética, acompanha o desenvolvimento fisiológico da criança, auxiliando na maturidade orofacial e gastrointestinal. A alimentação da criança deve evoluir (da pastosa até a sólida) no primeiro ano de vida conforme o sistema gastrointestinal amadurece e se torna capaz de metabolizar seus componentes, paralelamente às mudanças no desenvolvimento do sistema nervoso central, possibilitando a criança a aceitar ou lidar com a introdução de alimentos de várias texturas. O leite materno ajuda no amadurecimento do sistema gastrointestinal, e as alterações do sabor do leite materno prepara a criança para receber os alimentos consumidos pela família (SPYRIDES et al, 2005).
Os entrevistados ainda referiram orientar mães e cuidadores quanto ao modo de preparo dos alimentos, sendo esta a conduta esperada por parte dos profissionais, pois apesar da alimentação complementar priorizar a alimentação da família e a cultura alimentar local, até o primeiro ano de vida, são necessários ajustes da forma de preparo, de tal forma que venha atender as recomendações da alimentação complementar neste período. Nota-se,
porém, que ainda há uma dificuldade das mães e cuidadores quanto ao conhecimento do modo de preparo adequado das papas, além de haver muita influência quanto a introduzir alimentos não indicados para a idade da criança, portanto, o profissional de saúde precisa estar capacitado para orientar e apoiar a alimentação complementar com alimentos saudáveis, nas quantidades que atendam às necessidades da criança (ATHANÁZIO et al, 2013).
Em relação as características da alimentação complementar, os profissionais referem que a alimentação deve ser composta por todos os grupos de alimentos. Nas recomendações atuais, podem ser ofertados à criança todos os alimentos do repertório familiar, desde que atendam aos preceitos da alimentação saudável. Desse modo, não há restrições, devendo a papa ser composta por um alimento do grupo dos cereais ou tubérculos, um dos legumes e verduras, um do grupo dos alimentos de origem animal e um das leguminosas (BRASIL, 2010). Em nosso estudo, observou-se que as carnes, cereais/amidos/carboidratos, ovos, verduras, grãos, leguminosas e tubérculos, foram citados pelos entrevistados, porém em quantidade menor que o esperado. Se esta conduta for estendida às mães e cuidadores desse modo, pode levar a oferta de refeições de baixo valor nutricional. Este é um aspecto ao qual os profissionais devem atentar na sua prática cotidiana, e quando necessário, reformulada.
Somente 68% dos sujeitos da pesquisa apontam que a adição do sal no preparo das refeições deve ocorrer com moderação e apenas 60% apontam que a adição de açúcar não se faz necessário. Estas orientações devem ser contínuas e rotineiras na puericultura como forma de prevenção de doenças cardiovasculares e de doenças crônicas não transmissíveis e promoção da saúde da criança, atendendo aos objetivos esperados nestes atendimentos. É na primeira infância que são formados hábitos alimentares que irão se refletir durante toda a vida, contribuindo ou não para o surgimento de doenças (BRASIL, 2013). O consumo moderado de sal e a não adição de açúcar vem ao encontro das recomendações atuais que preconizam a oferta às crianças de alimentos na sua forma mais natural possível.
Entre os alimentos que não devem ser indicados para o consumo no primeiro ano de vida, foram referidos principalmente o mel, o leite de vaca e os alimentos industrializados. Todos os alimentos citados fazem parte do rol de alimentos a serem evitados, de acordo com o Guia Alimentar, entretanto apenas 30% dos profissionais referiram recomendar o não consumo desses alimentos. Apesar dos profissionais terem manifestado condutas coerentes e, de modo geral, próximas ao recomendado pelo Guia Alimentar para Crianças menores de dois anos, esse aspecto deve ser qualificado, pois mantendo-se essa compreensão pode ser que a
introdução de alimentos não adequados para a idade seja estimulada. Observou-se ainda que o consumo de ovos aos seis meses foi contraindicado por 12% dos entrevistados, entretanto, o consumo de ovos pode ser iniciado aos 6 meses de forma integral, desde que cozido (BRASIL, 2010).
Em relação ao momento em que os pais ou cuidadores são orientados a oferecer a alimentação da família, os profissionais divergem quanto ao período indicado. O Guia Alimentar faz referência aos 8 meses como marco de transição das papas para a alimentação da família e aos 12 meses a criança deve estar consumindo as refeições da família. Em nosso estudo, 60% dos profissionais referiram ser este o período apropriado, entretanto ainda 32% mencionam a oferta da alimentação da família precocemente, aos 8 ou 10 meses de idade.
O aleitamento materno exclusivo deve ser sempre a primeira e única alimentação da criança nos primeiros seis meses de vida, e esta prática deve ser encorajada pelos membros da equipe de saúde (ATHANÁZIO et al, 2013), pois o leite materno é de excelente qualidade, satisfaz as necessidades nutricionais, oferece proteção, não excede a capacidade funcional do trato gastrintestinal e está livre de agentes infecciosos (VIEIRA et al, 2004). Em nossa pesquisa, 44% dos entrevistados incentivam a oferta de fórmula láctea, enfatizando a necessidade que se faz de constantemente capacitar os membros da equipe para que conheçam os benefícios do aleitamento materno exclusivo, as implicações da introdução de alimentos complementares em tempo não oportuno e os efeitos do uso de fórmulas lácteas. A oferta de fórmula láctea deve se dar apenas quando o aleitamento materno é contraindicado ou existe alguma outra dificuldade que impossibilita ofertar somente leite materno. Cabe aos profissionais de saúde a promoção de saúde na população, e às unidades básicas de saúde o reforço ao compromisso com a política nacional de apoio à amamentação (ANTUNES et al, 2008).
A maioria dos profissionais refere ter utilizado ou utilizar na sua rotina o Guia Alimentar e demais protocolos de orientação. Este é um ponto positivo, pois seu uso padroniza a atuação dos profissionais dentro da rede básica, uma vez que estes documentos tratam de temas fundamentais na saúde da criança e propiciam aos membros da equipe de saúde uma base comum a partir da qual podem orientar os usuários do serviço. O uso adequado dos documentos científicos como os guias e protocolos podem embasar o trabalho da equipe de saúde nas suas ações. Na puericultura, os profissionais de saúde devem ser capazes, além de fornecer informações, ajudar as pessoas a analisar a causa de qualquer
dificuldade que tenham e sugerir meios que possam ajudar a resolver os problemas (BRASIL, 2010), para tanto, o domínio destes documentos é indispensável. Na prática clínica podem surgir dúvidas em relação à alimentação adequada da nutriz, sobre a saúde do lactente e outros aspectos envolvidos (VITOLO, 2008). As respostas para estas dúvidas estão disponíveis na literatura cientifica e técnica sobre aleitamento materno e afins em quantidade e qualidade suficientes para orientar os profissionais de saúde.
Em estudo de intervenção realizado na capital gaúcha mostrou que nos estabelecimentos de saúde onde foram realizadas capacitações sobre o Guia Alimentar para Menores de Dois Anos (2010) do Ministério da Saúde, houve melhora na duração do aleitamento materno exclusivo, uma vez que o introdução precoce de alimentos foi menor, constatou-se impacto positivo na prevalência de crianças que receberam frutas, carnes e fígado e encontrou-se menor prevalência de crianças recebendo alimentos contra indicados, como açúcar, bebidas adoçadas e café. Estes achados evidenciam a importância dos serviços de saúde na promoção do aleitamento materno e na qualidade da alimentação complementar ao passo que os serviços de saúde, ao receberem intervenção, tornaram-se mais preparados para realizar os atendimentos e obtiveram melhores indicadores de saúde (VITOLO et al, 2014).
Diante da gestação, é comum, por parte das mães, inquietações e dúvidas sendo fundamental a atenção profissional no pré-natal e na puericultura, a fim de diminuir os anseios através de orientações plausíveis para com a mãe (VASCONCELOS, 2012). Um estudo realizado com 397 crianças entre 12 e 16 meses em outro município do Estado mostrou que 66,2% dos responsáveis não consideravam necessário o acompanhamento da criança pelo serviço de puericultura. Mais da metade das crianças não tiveram acompanhamento regular no primeiro ano de vida, sendo achado que o estudo corroborou para a hipótese de que a percepção do estado de saúde pela população ainda é a ausência de doença e de que a busca pelo atendimento é motivada pela presença de doença (VITOLO, GAMA, CAMPAGNOLO, 2010).
Esses mesmos autores destacam que precisa-se avançar na conscientização dos pais, através do profissional de saúde, sobre a importância da busca do serviço para acompanhamento contínuo da saúde da criança. Gauterio, Irala e Cezar-Vaz (2012), ressaltam que para proporcionar à criança oportunidades de um crescimento adequado e de suas potencialidades serem plenamente desenvolvidas, é indispensável o acompanhamento regular
do seu crescimento e desenvolvimento, pois, deste modo, é possível detectar precocemente qualquer alteração e ajustar as condutas em tempo hábil.
A puericultura, quando realizada adequadamente, desempenha um papel fundamental na promoção da saúde e prevenção de doenças, porém é necessário que a equipe de saúde constantemente esteja preparada para esta atuação. O nutricionista, enquanto apoiador da equipe de saúde, contribui com sua especialidade capacitando os demais membros, pois o cuidado referente ao aleitamento materno exclusivo e introdução de aleitamento complementar é função de todos os profissionais da equipe e não apenas do técnico especializado.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tendo em vista que o aleitamento materno e a introdução de alimentos complementares são períodos críticos para a saúde infantil e que às mães e cuidadores necessitam do apoio do profissional de saúde para manejar adequadamente estas situações, este trabalho investigou as orientações fornecidas às mães e cuidadores pelos membros da equipe, comparando os achados do estudo com o que o Ministério da Saúde preconiza em seus documentos. Para tanto, foram entrevistados 25 profissionais de saúde vinculados à ESF’s e UBS’s em um município do noroeste do Rio Grande do Sul por meio de um questionário com questões objetivas e descritivas.
O estudo mostrou que apenas metade dos entrevistados incentivam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses; que as sopas, caldos e sucos de frutas ainda são indicados como alimentos que devem fazer parte da introdução de alimentos complementares; que há dúvidas em relação aos grupos alimentares preferenciais que devem compor as papas; que há divergências quanto a adição de sal nestas; que apenas 30% dos profissionais mencionam orientar a contraindicação de alguns alimentos no primeiro ano de vida; a baixa percepção de que o momento adequado para a criança passar a receber a alimentação da família é aos 12 meses; e que há ainda 44% dos profissionais que incentivam a oferta de fórmulas lácteas.
Apesar dos participantes da pesquisa apresentarem uma percepção próxima ao preconizado pelo Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria quanto ao aleitamento materno e introdução de alimentos complementares, estas constatações
evidenciam que são necessárias ações concretas no sentido de fortalecer às equipes de saúde para prestarem orientações corretas e que irão refletir na saúde da criança. Neste sentido, a educação permanente dos profissionais acompanhando a atualização científica a fim de estarem capacitados a orientar adequadamente às mães e cuidadores, como pequenas formações e oficinas, torna-se mais do que necessário.
Em relação aos achados da pesquisa, percebe-se a necessidade de melhorar a prática de aleitamento materno, sendo que esta deve ser aprendida, estimulada e incentivada pelos profissionais de saúde, apoiando com compreensão as mães e familiares. Por mais que os entrevistados tenham fornecido orientações acerca do aleitamento materno exclusivo e introdução de alimentos complementares, observa-se a necessidade do gestor de saúde, junto com os profissionais de saúde que compõem as ESF e UBS, realizem trabalhos de educação em saúde voltados para a sensibilização e orientação da população, através de ações educativas, visto que, a falta de capacitação e incentivo ao aleitamento materno pode ser uma das causas do desmame e introdução de alimentos complementares precoce.
Outro aspecto a ser destacado no trabalho da equipe de saúde é a comunicação, pois não basta somente ter conhecimentos atualizados e embasados cientificamente se não há competência para comunicar de maneira adequada e efetiva seus conhecimentos. A mulher e/ou os cuidadores precisam perceber no aconselhamento que estão sendo ouvidos e entendidos, que o profissional está interessado no seu bem-estar, tornando a amamentação e os cuidados com a criança durante o primeiro ano de vida um ato de prazer e não uma obrigação.
Mesmo em equipes qualificadas, como as do nosso estudo, há lacunas na compreensão dos profissionais acerca do aleitamento materno e introdução de alimentos complementares. Apesar de terem referido o uso de documentos norteadores do Ministério da Saúde e/ou de sociedades científicas, o que poderia ser interpretado como atualização profissional, esta precisa ser constantemente estimulada, pois observar protocolos e discuti-los, qualifica a atuação da equipe de saúde, uma vez que estes documentos são referência para o cuidado a ser prestado.
Hoje, é inegável a atuação do nutricionista e da área técnica da alimentação e nutrição nas unidades de saúde, sendo fundamental a sua presença, seja atuando diretamente no atendimento clínico de gestantes, lactantes e lactentes ou no apoio aos demais profissionais da equipe de saúde. As estratégias da educação permanente em saúde devem ser utilizadas pelo
profissional nutricionista para aperfeiçoar os conhecimentos sobre alimentação e nutrição junto aos demais membros da equipe. A discussão de casos mais complexos, formações nas reuniões de equipe, debate de temas relacionados em grupos de saúde são exemplos de ações a serem desenvolvidas.
Além do conhecimento atualizado e do domínio das técnicas de comunicação, o trabalho dentro da Estratégia de Saúde da Família exige da equipe de saúde conhecer a realidade socioepidemiológica do seu território de modo a identificar as necessidades de saúde mais prevalentes e as principais dificuldades apresentados pelos usuários. Aproximando ao tema dessa pesquisa, conhecer os índices de aleitamento de aleitamento materno exclusivo, características da alimentação complementar, os alimentos que são ofertados, são fundamentais para o desenvolvimento de uma puericultura de boa qualidade.
Os resultados obtidos por meio deste estudo mostraram que existem lacunas no serviço de puericultura, pois, por mais que as orientações prestadas aproximam-se dos protocolos e documentos científicos, muitos profissionais desconhecem essas informações e, de modo geral, necessitam de mudanças de atitudes e comportamento. Precisa haver motivação para que o desenvolvimento do trabalho de equipe efetivo alcance uma assistência de qualidade, promovendo e possibilitando mudanças positivas nos indicadores de saúde materno-infantil.
Os temas ora investigados são complexos e consideramos não sendo esgotados no presente estudo. Espera-se que outras pesquisas venham aprofundar e complementar sobre as percepções dos profissionais de saúde quanto do aleitamento materno e introdução da alimentação complementar.
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ANEXO A
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL – UNIJUI
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA VIDA –DCVida CURSO DE NUTRIÇÃO
PESQUISA: “PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA REDE BÁSICA SOBRE INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPLEMENTARES”
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Prezado (a) Senhor (a),
Estamos desenvolvendo o Trabalho de Conclusão de Curso – TCC do curso de graduação em Nutrição na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul cujo título é "PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA REDE BÁSICA
SOBRE INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPLEMENTARES”. O objetivo da
pesquisa é conhecer, no âmbito do município, como os profissionais de saúde atuantes na rede básica orientam a introdução de alimentos complementares.
A metodologia utilizada para a realização da pesquisa consta do preenchimento por você de um questionário que contém questões sobre idade, sexo, formação e renda, além de registrar informações sobre como você percebe e conduz a introdução de alimentos.
Os dados obtidos durante a pesquisa serão tabulados e analisados posteriormente por nós pesquisadoras e permanecerão sob nossa responsabilidade por um período de cinco anos.
Conforme a resolução n°466/2012 serão utilizados apenas para fins científicos vinculados ao trabalho de pesquisa, após serão deletados e/ou incinerados.
Nós pesquisadoras garantimos que as informações obtidas não serão divulgadas. Você não será identificado (a) em qualquer publicação que possa resultar deste estudo. Você tem liberdade para recusar-se a participar da pesquisa, ou desistir dela a qualquer momento, podendo solicitar que suas informações sejam desconsideradas no estudo, sem constrangimento. Mesmo concordando em participar da pesquisa poderá recusar-se a responder as perguntas ou a quaisquer outros procedimentos. Como sua participação é voluntária e gratuita, está garantido que você não terá qualquer tipo de despesa ou compensação financeira durante o desenvolvimento da pesquisa.
O estudo não trará riscos nem benefícios diretos aos sujeitos do estudo.
Eu, orientadora, Maristela Borin Busnello, e a pesquisadora Daniela Kommers
Kirschner Hedlund assumimos a responsabilidade na condução da pesquisa e garantimos
que suas informações somente serão utilizadas para esta pesquisa, podendo os resultados vir a ser publicados.
Caso ainda haja dúvidas você poderá pedir esclarecimentos a qualquer uma de nós, nos endereços e telefones abaixo:
Maristela Borin Busnello – Rua do Comércio, 3000 – Unijuí – Ijuí/RS – Fone 9972-5751
Daniela Kommers Kirschner Hedlund – [email protected] – Fone (55) 9125-1427.
Ou ao Comitê de Ética em Pesquisa da UNIJUI – Rua do Comércio, 3000 – Prédio da Biblioteca – Caixa Postal 560 – Bairro Universitário – Ijuí/RS CEP 98700-000. Fone/Fax (55) 3332-0301; email: [email protected].
O presente documento é assinado em duas vias de igual teor, ficando uma com você, sujeito da pesquisa, e outra arquivada com o pesquisador responsável.
Eu,_____________________________ CPF_______________________, estou ciente das informações recebidas e concordo em participar da pesquisa, autorizando a utilização das informações concedidas e/ou resultados alcançados.
____________________________ ______________________________ _
Daniela K. Kirschner Hedlund Maristela Borin Busnello CPF: 033.732.870-65 CPF: 47460857068
___________________________ Assinatura do Entrevistado DATA:___/___/_____.
ANEXO B
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL – UNIJUI
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA VIDA - DCVida CURSO DE NUTRIÇÃO
PESQUISA: “ PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA REDE BÁSICA SOBRE INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS”
Equipe de pesquisa:
Prof. Maristela B. Busnello (Doutoranda em Educação nas Ciências - Unijuí/Dcsa Unijuí) - [email protected]
DANIELA KOMMERS KIRSCHNER HEDLUND - (acadêmica de Nutrição/Unijuí)
QUESTIONÁRIO DA PESQUISA 1. Dados sócio demográficos:
1. Identificação (iniciais do nome): 1.2 Idade:
1.3 Sexo: ( )F ( )M
1.4 Formação: Ano de formação: ( ) Médico
( ) Nutricionista ( ) Enfermeiro
( ) Técnico de enfermagem Outro:
1.5 Tempo de atuação em unidade básica: 1.6 Carga horária:
2. Questionário:
2.1 Quanto ao aleitamento materno, assinale a (as) alternativa (as) que considera correta (as): ( ) deve ser exclusiva até os quatro meses
( ) deve ser exclusiva até os seis meses ( ) deve ser sempre complementado
( ) deve ser complementado a depender das condições clínicas da criança
2.2 Em que ocasião você contraindica o aleitamento materno (assinale a (as) alternativa (as) que julgar correta (as))?
( ) Mães HIV positivas;
( ) Criança com fenda palatina;
( ) Mãe com hepatite;
( ) Criança com fenilcetonúria ou galactosemia; ( ) Mãe com mastite;
( ) Mãe usuária de álcool e/ou drogas; ( ) Mãe com tuberculose;