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Programa 2013

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Academic year: 2021

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Gestão de Cidades e Energia (Programa de Energia)

Tópicos Especiais (Programa de Planejamento e Gestão do Território)

Professores Responsáveis: Francisco Comaru

Herlander Mata Lima Ricardo de Sousa Moretti Palestrantes Convidados :

Edson Escames Louise Nakagawa Objetivos

Apresentar e analisar os processos de formação e de transformação das cidades e as relações desses processos com a produção, transporte e consumo de energia. Busca-se a racionalização do uso energético através do planejamento territorial e da otimização de projeto e gestão de algumas das redes de infraestrutura e serviços públicos.

Ementa

Evolução e quadro atual da questão urbana e energética no Brasil e no mundo. As problemáticas setoriais urbanas. As interdependências entre os diferentes problemas. Crise urbana e crise de energia no país. Desenvolvimento nacional e desenvolvimento urbano. Paradigmas e desafios atuais de gestão das cidades e metrópoles. A cidade do ponto de vista dos fluxos de energia. Tendências em ordenamento territorial, gasto e economia em infraestrutura urbana, serviços e energia. Casos de gestão de cidades e impactos na matriz energética: políticas públicas e sustentabilidade.

Programa

BLOCO 1 – CONTRADIÇÕES DO USO DE ENERGIA NA CIDADE

Aula 1- Apresentação do programa e organização da disciplina.

04 junho Contexto histórico da conversão e uso de energia pelo Homem. Evolução da matriz energética mundial e brasileira e relação com os aspectos e impactos ambientais do uso de energia nos núcleos urbanos.

Prof. Moretti e Prof. H. Mata-Lima

Aula 2- Planejamento territorial e projeto urbano na ótica da sustentabilidade. 11 junho Os desafios no contexto da desigualdade e do ambiente intensamente

urbanizado. Prof. Moretti

Aula 3- Processos urbanos- formação e transformação das cidades. 18 junho A crise associada à urbanização dispersa

Forma urbana e consumo de energia. Prof. Francisco Comaru

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Aula 4- Saneamento e gestão integrada das águas e resíduos- interfaces com a

25 junho questão energética

Prof. Moretti

Aula 5- Apresentação (dos alunos) e discussão sobre os temas das aulas 1,2,e 3 02 julho Debate dos textos de referência do módulo 1; Prova 1

Prof. Moretti e Prof. H. Mata-Lima

. BLOCO 2 – DESENVOLVIMENTO URBANO E ENERGIA Aula 6 Riscos naturais e tecnológicos em ambiente urbano

30 julho Prof. H. Mata-Lima

Aula 7- História da energia elétrica na região metropolitana de São Paulo 06 agosto Palestrante convidado: Edson Escames

Usina Henry Borden e os desafios do aproveitamento múltiplo de reservatórios

Prof. Moretti

Aula 8- Apresentação dos alunos sobre os temas das aulas 4, 6 e 7; Debate dos 13 agosto textos de referência do módulo 2; Prova 2

Prof. Moretti e Prof. H. Mata-Lima

BLOCO 3 – INFRAESTRUTURA E ENERGIA NA CIDADE

Aula 9- Habitação e suas interfaces com a questão ambiental 20 agosto Prof. Francisco Comaru

Aula 10 Visita técnica

24 agosto Prof. Moretti e Prof. H. Mata-Lima

Aula 11 Mobilidade urbana. Arquitetura bio-climática e conservação de energia 27 agosto na edificação

Prof. Moretti

Aula 12 Energia, água, solo, ar, resíduos e saúde em ambiente urbano. Análise de 03 setembro indicadores quali-quantitativos de sustentabilidade em áreas urbanas com

ênfase na eficiência energética. Entrega das monografias Prof. H. Mata-Lima

Aula 13 Avaliação da disciplina

10 setembro Apresentação dos alunos sobre os temas das aulas 9, 11 e 12 e Prova 3. Prof. Moretti e Prof. H. Mata-Lima

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Critério de avaliação

A nota final será a média ponderada das notas obtidas nas seguintes componentes:  monografia relativa à pesquisa desenvolvida no decorrer da disciplina (30%)  provas escritas (30%)

 fichas de leitura (20%)

 apresentação em grupo realizada em sala de aula (20%)

Fichas de leitura

As fichas de leitura deverão conter referência bibliográfica completa e: - localização do material (onde obter a publicação);

- descrição do conteúdo básico;

- "frases de destaque" e indicações de como localizá-las (páginas) - reflexões pessoais advindas do texto;

- bibliografia a explorar a partir das citações e referências do texto.

BIBLIOGRAFIA

Textos de leitura obrigatória para cada um dos blocos:

BLOCO 1 – CONTRADIÇÕES DO USO DE ENERGIA NA CIDADE

Docente: Francisco Comarú

Leitura do Capítulo IV – A congruência trinitária das formas capitalistas, das energias primárias fosseis e da racionalidade europeia. In: Altvater, E. O fim do capitalismo

como nós o conhecemos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.

Docente: H. Mata-Lima

PACHAURI, R.K. (1983). Third World energy policies. The urban-rural divide. Energy

Policy, 11(3): 217-224. Doi: 10.1016/0301-4215(83)90078-2

Nota sobre o texto de PACHAUDI (1983): trata-se de um texto antigo, publicado em 1983, e pretende-se que os alunos o analisem no contexto de adequação à situação atual ao nível da matriz elétrica, tendências de consumo, entre outros aspectos relevantes, tendo o cuidado de confrontar a informação e projeções do artigo com os indicadores atuais.

CHEN, Y., LI, X., ZHENG, Y., GUAN, Y., LIU, X. (2011). Estimating the relationship between urban forms and energy consumption. Landscape and Urban Planning, 102: 33-42. Doi: 10.1016/j.landurbplan.2011.03.007

Docente: Ricardo Moretti

VEIGA, José Eli. Mundo em Transe: do aquecimento global ao ecodesenvolvimento. Campinas, SP: Armazém do Ipê, 2009.

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BLOCO 2 – DESENVOLVIMENTO URBANO E ENERGIA

Docente: Francisco Comarú Proposta:

Banister, D. The trilogy of distance, speed and time. Journal of Transport Geography. (2011), doi:10.1016/j.jtrangeo.2010.12.004

Docente: H. Mata-Lima

WATSON, V. (2009). The planned city sweeps the poor away…´: urban planning and 21st century urbanisation. Progress in Planning, 72(3): 151-193.

Doi: 10.1016/ j.progress.2009.06.002

BLOCO 3 – INFRAESTRUTURA E ENERGIA NA CIDADE

Docente: H. Mata-Lima

WANG, S., Yan, C., Xiao, F. (2012). Quantitative energy performance assessment methods for existing buildings. Energy and Buildings, 55: 873-888. Doi: 10.1016/ j.enbuild.2012.08.037

Docente: Ricardo Moretti

ZANDONADE, P. ; MORETTI, R. S. . O padrão de mobilidade de São Paulo e o pressuposto de desigualdade. EURE (Santiago. Impresa), v. 38, p. 77-97, 2012.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

Sites importantes para a busca geral de informação:

http://www.eletrobras.com/elb/procel/main.asp (edificações/ publicações) www.infohab.org.br

www.cidades.gov.br

www.usp.br/fau/depprojeto/labhab/ www.cdhu.sp.gov.br

www.cef.gov.br

Histórico/ sustentabilidade em ambientes intensamente urbanizados

ALTVATER, Elmar. O preço da riqueza. Pilhagem ambiental e a nova (des)ordem mundial. Trad. Wolfang Leo Maar. São Paulo: Editora da Unesp,

1995.

DIAMOND, Jared. Armas, Germes e Aço. Os destinos das sociedades humanas. Rio de Janeiro: Record, 2005.

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MARICATO, E. ; OGURA, A. ; COMARÚ, F. A. Crise urbana, produção do habitat e da doença. In: Saldiva, P.; Vormittag, E.M.P.. (Org.). Meio ambiente e saúde: o desafio das metrópoles. 1ed.São Paulo: Ex-Libris, 2010, v. 01, p. 46-65.

Formação e transformação das cidades

AZEVEDO, Aloísio. O cortiço. Rio de Janeiro, Ática, 1980. DAVIS, Mike. Planeta Favela.São Paulo, Boitempo, 2006.

DÉAK, Csaba e SCHIFFER, Sueli (org). O processo de urbanização no Brasil.São Paulo, EDUSP, 1999.

REIS FILHO, N.G. Notas sobre Urbanização Dispersa e novas formas de tecido urbano. São Paulo, FAU/LAP, 2006.

Transportes/Mobilidade

Palomares, Juan Carlos G. Incidencia en la movilidad de los principales factores de un modelo metropolitano cambiante. EURE (Santiago). [online]. abr. 2008, vol.34, no.101 , p.5-24. (http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0250-71612008000100001&lng=es&nrm=iso>. ISSN 0250-7161)

Figueroa, Oscar. Transporte urbano y globalización: Políticas y efectos en América Latina. EURE (Santiago). [online]. dez. 2005, vol.31, no.94 [citado 26 Novembro 2008], p.41-53.

(http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0250-71612005009400003&lng=pt&nrm=iso)

NEWMAN. P. W.G; KENWORTHY, J.R. (1999). Sustainability and Cities: Overcoming automobilie dependence. Washington D.C, Island Press.

ILLICH, Ivan. (1974) Energía y Equidad. versão eletrônica: www.ivanillich.org. Acesso em: 16 Ago 2007.

VASCONCELLOS, Eduardo, A. Transporte Urbano, espaço e equidade: analise das políticas publicas. São Paulo: Annablume, 2001.

Habitação e Saneamento

BONDUKI, Nabil (coord.) Arquitetura e habitação social em São Paulo 1989-1992. São paulo: USP/EESC, 1993.

BRASIL, Ministério das Cidades. Política Nacional de Habitação.

www.cidades.gov.br (buscar: publicações; Cadernos do MCidades). Brasília, 2004

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BRASIL, Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Gestão do território e manejo integrado das águas urbanas. Brasília, Ministério das Cidades, 2005.

BRASIL, Ministério das Cidades. Organização Pan-Americana da Saúde. Política e plano municipal de saneamento ambiental: experiência e recomendações. Brasília, OPAS, 2005.

FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Déficit habitacional no Brasil- 2000 e

Déficit Habitacional no Brasil Municípios Selecionados e Microrregiões Geográficas -Resultados para as unidades da Federação, Regiões Metropolitanas, Municípios com população urbana igual ou superior a 20 mil habitantes e Microrregiões Geográficas do IBGE. http://www.fjp.gov.br

FUNDAÇÃO SEADE- SISTEMA ESTADUAL DE ANÁLISE DE DADOS. Diagnóstico das Condições Habitacionais no Estado de São Paulo. São Paulo, SEADE, 2002.

PORTO, Monica. Recursos hídricos e saneamento na Região Metropolitana de São Paulo: um desafio do tamanho da cidade. Brasilia: Banco Mundial, 2003.

GESTÃO DE ENERGIA

TURNER, Wayne C. Energy management handbook, 5th Ed. New York: Fairmont

Press, 2005. Ler pág.: 2-4, …

RADI, Albesa e INÉS, Nidia (coord). Planejamento urbano e o uso eficiente da energia elétrica: plano diretor, perímetro urbano, uso do solo, parcelamento. Rio de

Janeiro:IBAM/DUMA, 1989 (Publicação IBAM/PROCEL).

ALUCCI, M.P.; CARNEIRO, C.M.; BARING, J.G.A Implantação de conjuntos

habitacionais: recomendações para adequação climática e acústica. São Paulo: IPT, 1986. (Publicação IPT nº1729)

ROMERO, M.A. B. Arquitetura Bioclimática do Espaço Público. Brasília: Editora da UnB.

SÃO PAULO (Cidade) Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. Atlas

Ambiental do Município de São Paulo- o verde, o território, o Ser Humano: Diagnóstico e bases para a definição de políticas públicas para as áreas verdes do Município de São Paulo. São Paulo, SVMA, 2004.

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Sustentabilidade

ALLEN,Adriana e YOU, Nicholas. Sustainable Urbanisation- bridging the green and brown agendas. Londres, DPU, University College London, 2002.

Anais dos Encontros Nacionais sobre Edificações e Comunidades Sustentáveis. ANTAC Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído.

MOLLISON, Bill e SLAY, Reny. Introdução à Permacultura.Tyalgium- Australia, 1994. Tagari Publicações.

MOTA ,S. Urbanização e meio ambiente. Rio de Janeiro: ABES Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, 1999.

RUANO, M. Ecourbanismo - entornos humanos sostenibles: 60 proyectos. Barcelona: Gustavo Gili, 1999

Saúde e Energia

CETESB. Relatório Anual de Qualidade do Ar do Estado de São Paulo. São Paulo: CETESB, 2007, 298 p. (Relatório técnico).

EIA UTE Piratininga. Estudo de impacto ambiental da modernização e ampliação da UTE Piratininga. São Paulo: ERM Brasil Ltda, 2002. (Relatório técnico).

EPE. Empresa de Pesquisa Energética. In: MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA. Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica 2008/2017. Disponível em:

<http://www.epe.gov.br/PDEE/Forms/EPEEstudo.aspx>. Acesso em 10 de Abril de 2009.

VIGIAR. Programa Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada à Qualidade do Ar. In: MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Disponível em: <http://www.saude.gov.br>. Acesso em 20 de Março de 2008.

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Aula 1- Questões orientadoras

1- Há chances de uma correlação empírica entre custo/preço de um bem ou serviço e o consumo de energia envolvido em sua produção? Como fica a situação de um bem ou serviço cuja origem de custo está fortemente relacionada à produção científica/tecnológica?

2- Analise as formas de energia utilizadas por uma comunidade caçadora e coletora, anterior à descoberta do fogo? Como se modifica o perfil de consumo de energia a partir da descoberta do fogo? Qual a modificação associada à domesticação de animais?

3- Analise as formas de energia envolvidas na produção/consumo de uma laranja, cem anos atrás. Faça o mesmo raciocínio para uma laranja comprada atualmente no supermercado.

4- Analise as diversas formas de demanda e consumo de energia de uma cidade colonial brasileira.

5- Analise as modificações decorrentes da produção industrial e em série no consumo de energia.

6- Procure identificar os processos que conduzem à gradativa modificação do perfil de demanda e consumo de energia no século XX. Quais são as fontes de energia utilizadas no início do século XX? Quais as principais fontes ao final do século? O que determina a grande modificação do total de energia consumida?

7- Explique o conceito de ciclo de vida e justifique sua importância no caso da análise energética.

8- Dê um exemplo de análise de ciclo de vida aplicado à consumo de energia na produção de uma edificação.

9- Dê um exemplo de análise de ciclo de vida aplicado ao consumo de energia para a mobilidade urbana- modal transporte rodoviário individual e modal de transporte sobre trilhos.

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Nome...

Indique sua preferência para a apresentação do levantamento complementar e trabalho escrito. (Numere de 1 a 3, as três alternativas escolhidas)

Tema 1- Aspectos históricos do consumo de energia nas cidades Tema 2- Urbanização dispersa, forma urbana e consumo de energia

Tema 3- Planejamento territorial e projeto urbano na ótica da sustentabilidade. Tema 4- Riscos naturais e tecnológicos em ambiente urbano

Tema 5- História da energia

Tema 6- Saneamento, Resíduos e suas interfaces com a questão energética Tema 7- Habitação e suas interfaces com a questão da energia

Tema 8- Transportes, mobilidade e energia Tema 9- Conservação de Energia na edificação

Referências

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