Relatório de Estágio
DiverLanhoso – Atividades Desportivas
Animação Sociocultural
Alexandre Rafael Ferreira Melo Nº 5006374
Janeiro | 2013
Ficha de Identificação
Nome: Alexandre Rafael Ferreira Melo Número: 5006374
Curso: Animação Sociocultural
Docente orientador da ESECD: Bernardete Jorge
Organização: DiverLanhoso, Atividades Desportivas, Lda.
Lugar Porto de Bois, Oliveira
4830-602 Póvoa de Lanhoso
PORTUGAL
Telefone: 253635763
Correio eletrónico: [email protected] Web: www.diver.com.pt
Orientador Institucional/Instituição Recetora:
Nelson Silva (Licenciado em Ciências do Desporto na Universidade da Beira Interior)
Início do estágio: 17 de Setembro de 2012 Fim do estágio: 20 de Dezembro de 2012
A Todos que permitiram que a minha vida se transformasse numa alegria e aventura constantes. Dedico este relatório a todos que fizeram possível a sua realização.
Agradecimentos
A verdade é que esta situação não seria possível sem a ajuda, a persistência, o apoio, o entusiasmo e a dedicação de algumas pessoas, tenho então a oportunidade de agradecer:
Em primeiro lugar quero agradecer à minha família e amigos, especialmente as minhas irmãs, Rita e Bruna, aos meus amigos: Aristides, Diogo, Tiago, André, Luís e Bruno porque me influenciaram muito para a realização da licenciatura de Animação Sociocultural.
Em segundo ao Instituto Politécnico da Guarda, pela oportunidade dada para realizar esta licenciatura e de conhecer pessoas, que certamente ficaram na minha memória, aos meus amigos: Alex, Sandra, Mariana, Isa, Eliseu, Andreia, David, Anita, Amora, André, Zé Nuno, Bugalho, Sofia, Fábio, Ivo, Fred, Nelson, Pedro, Mateus, Vítor, Nuno e muitos mais que me ajudaram por um motivo ou outro a concluir o curso, um muito obrigado.
Em terceiro lugar ao DiverLanhoso pela oportunidade que me deu para eu realizar o meu estágio curricular e, no final deste, pela proposta de trabalho que me fizeram. Estou muito grato, ao meu orientador do DiverLanhoso, Nelson Silva, ao Ricardo Alves, Leonel Lopes e a toda a sua equipa de monitores, a todos os funcionários do parque, especialmente ao Chefe Mário e ao Carlos.
Quero agradecer a todos os meus professores do curso, pois foram todos incansáveis. Uma especial atenção para a minha professora Orientadora Bernardete Jorge, pois para além de orientar, também foi conselheira e esteve sempre disponível quando mais precisei dela.
Em último, a pessoa mais importante durante todo o meu percurso pela vida académica, bem como durante o meu estágio, à minha mãe por toda a ajuda que me deu ao longo deste curso, foi incansável, ajudou sempre no que podia e no que não podia.
Índice Geral
Índice Geral ______________________________________________________________ IV Índice de Figuras ___________________________________________________________ V Introdução _______________________________________________________________ - 1 - Parte I - Enquadramento Teórico _____________________________________________ - 3 - 1.1.Conceito de Animação Sociocultural _______________________________________ - 3 - 1.2. Conceito de Animação Turística e Animação Desportiva_______________________ - 4 - 1.3. Papel do animador e a sua relação com o desporto-aventura ____________________ - 6 - Parte II - Contextualização do Local de Estágio _________________________________ - 9 - 2.1 – Caracterização do meio envolvente _______________________________________ - 9 - 2.2 - Caracterização do local de estágio _______________________________________ - 11 - 2.3 - Âmbitos da Empresa _________________________________________________ - 12 - 2.4. Recursos humanos e físicos _____________________________________________ - 14 - 2.5 – Organigrama da Empresa _____________________________________________ - 16 - Parte III – Estágio ________________________________________________________ - 18 - 3.1- Objetivos ___________________________________________________________ - 18 - 3.1.1. Objetivos gerais __________________________________________________ - 18 - 3.1.2. Objetivos específicos ______________________________________________ - 18 - 3.2. Tarefas diárias _______________________________________________________ - 19 - 3.3. Atividades desenvolvidas ______________________________________________ - 21 - 3.3.1. Slide ___________________________________________________________ - 21 - 3.3.2 Pontes Suspensas (Percurso Challenger) ________________________________ - 22 - 3.3.3 Escalada _________________________________________________________ - 23 - 3.3.4. Paintball ________________________________________________________ - 24 - 3.3.5 Tiro ao alvo ______________________________________________________ - 24 - 3.3.6. Mina Subterrânea _________________________________________________ - 26 - 3.3.7. Canoagem e slide Super-Homem _____________________________________ - 27 - 3.3.8. Pêndulo e Bungee Jumping __________________________________________ - 28 - 3.3.9. Jogos Didáticos ___________________________________________________ - 28 - 3.3.10. Aldeia Natal ____________________________________________________ - 29 - Avaliação do processo ______________________________________________________ 31 Reflexão Final ____________________________________________________________ 32 Bibliografia _______________________________________________________________ 33 Listagem de Anexos ________________________________________________________ 35
Índice de Figuras
Figura 1 - Localização do Concelho de Póvoa de Lanhoso ... - 9 -
Figura 2 - Castelo de Lanhoso ... - 10 -
Figura 3 - Mapa do parque aventura ... - 11 -
Figura 4 – Símbolo da Empresa ... - 12 -
Figura 5 – Atividades DiverLanhoso, Raffting Atlântico e DiverOutdoor ... - 13 -
Figura 6 - Alojamento (Casa Aventura - casa do estagiário) ... - 14 -
Figura 7 - Restaurante Panorâmico ... - 15 -
Figura 8 - Sala do Material ... - 15 -
Figura 9 - Organigrama da empresa ... - 16 -
Figura 10 - Slide 350 metros ... - 21 -
Figura 11 – Slide 350 – travagem ... - 21 -
Figura 12- Pontes Suspensas ... - 22 -
Figura 13- Escalada ... - 23 -
Figura 14 - Atividade de Paintball - DiverOutdoor ... - 24 -
Figura 15 - Tiro com arco ... - 25 -
Figura 16 - Mina Subterrânea ... - 26 -
Figura 17 - Lago Artificial – Canoagem ... - 27 -
Figura 18 - Slide Super-Homem ... - 27 -
Figura 19- Montagem do Pêndulo ... - 28 -
Figura 20- Bungee Jumping ... - 28 -
Figura 21 - Casa da criatividade ... - 29 -
Figura 22 - Casa do Pai Natal ... - 30 -
Listagem de Siglas
Fig. - Figura
UNESCO - United Nations Education Science and Culture Organization (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)
Introdução
O presente relatório foi desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular de Estágio, do meu 3º ano do curso de licenciatura de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto da Guarda. O meu estágio teve duração de três meses e decorreu na empresa DiverLanhoso-Atividades Desportivas, Lda., situada na Póvoa de Lanhoso. Esta é uma empresa de Animação Turística que oferece atividades de apoio ao turismo como: desportos de natureza e aventura, alojamento e restauração.
No Plano de Estágio1 apresentei as seguintes tarefas (objetivos): Realizar atividades de desporto-aventura;
Enquadrar e monitorizar-me em atividades desporto-aventura; Efetuar a manutenção e limpeza de equipamentos;
Preparar, planear e executar atividades desporto-aventura ou eventos.
Ao longo do relatório pretendo enfatizar as experiências que vivenciei, bem como as aprendizagens que obtive neste período. O estágio académico insere os estudantes universitários na vida ativa durante um determinado período, que neste caso foi de três meses, tornando-se assim num culminar de aprendizagem, formação, reflexões, críticas e falhas que me ajudam a tornar-me melhor.
Este documento encontra-se dividido em três partes. A primeira parte aborda o conceito de Animação Sociocultural, de Animação Turística e de Animação Desportiva, interligando estes conceitos com o estágio e o papel do animador nesse contexto.
A segunda parte caracteriza-se a empresa e o seu meio envolvente, enquadrando o seu âmbito, apresentando o seu organigrama e os recursos humanos e físicos de que dispõe.
Ao longo da terceira parte efetua-se uma descrição dos objetivos gerais e específicos do estágio curricular, bem como das tarefas e atividades que diariamente foram desenvolvidas ao longo dos três meses. O presente relatório termina com uma breve avaliação do processo e a análise final do todo o estágio.
1
Parte I
Parte I - Enquadramento Teórico
1.1.Conceito de Animação Sociocultural
O termo Animação Sociocultural, que é inserida no âmbito das Ciências Sociais, na maioria dos autores surge na época pós Revolução Industrial, pelos seus efeitos sentidos. O conceito de animação surge da união das palavras: “anima”, que significa dar vida, dar ânimo, mais “animus”, que pressupõe movimento e dinamismo.
Segundo a Unesco (1997), Lopes (2008:279) sita que a Animação Sociocultural é um conjunto de práticas sociais que têm como finalidade estimular a iniciativa e a participação das comunidades no processo do seu próprio desenvolvimento e na dinâmica global da vida sociopolítica em que estão integrados.
A Unesco (1997), citada por Lopes (2008:279), considera que a Animação Sociocultural, através de metodologias adequadas, estimula o desenvolvimento do indivíduo e a sua educação para a cidadania, promovendo a comunicação e a participação, a ocupação criativa dos tempos livres, a realização pessoal e social do indivíduo, bem como o seu crescimento cultural.
As metodologias da Animação são desenvolvidas em pessoas ou grupos (Ander-Egg, 1988) e pretendem assumir-se como alterações de comportamentos e atitudes, estimulando no indivíduo uma participação ativa em atividades sociais, culturais, lúdicas ou de lazer. Estas metodologias dependem das necessidades e dos interesses de cada um.
A Animação Sociocultural, segundo Bento (2003: 120) estrutura-se em três dimensões, a dimensão cultural, social e a educativa. Estas vão ao encontro das áreas procuradas pelo indivíduo para resolver as suas necessidades ou interesses, sendo fundamentais para o seu bem-estar.
Na base da Animação Sociocultural existem três âmbitos: o etário, o territorial e o temático (Lopes, 2006: 146). No primeiro surge a animação que vai das crianças aos idosos; no segundo o território, que pode ser urbano ou rural e o âmbito temático, onde se encontra a animação turística, desportiva, socioeducativa, comunitária, teatral, musical, animação na infância, juvenil, animação de adultos e na terceira idade.
1.2. Conceito de Animação Turística e Animação Desportiva
Segundo Marcelino Lopes (2009; 119) a Animação Turística começa em Espanha na década de 70 como atividade complementar que pretendia entreter os hóspedes e retê-los mais tempo nos hotéis, conseguindo com isso um aumento de gasto de serviços.
No século XX, o objetivo da Animação Turística era o bem-estar do individuo, que se divertisse com as atividades festivas e recreativas (desenvolvidas na maior parte em hotéis e para turistas), Lopes (2009; 119) menciona que no início “o objetivo centrava-se no ócio das férias, donde, com o passar do tempo, desenvolveram-se experiências de uma determinada animação.”
Hoje em dia a situação é diferente, existe muito mais variedade de animações no sector turístico. Se num hotel existe o sistema de ser tudo incluído para os hóspedes, os programas de animação têm a função da estadia parecer diferente. Os programas de animação oferecem mais opções de escolha aos clientes do país e aos turistas (Lopes, 2009: 118). Por exemplo nos hotéis de praia, onde o tempo de ócio é maior, a animação ocupa cada vez mais um papel fundamental. Quanto aos hotéis de cidade ou de passagem, onde o tempo de permanência é menor, a animação surge como espaço de diversão, na maior parte das vezes à noite. Os hotéis de natureza destacam-se dos outros, pois oferecerem serviços variados durante o dia, por exemplo na organização de sessões de boas-vindas, de despedidas especializadas e claro, do contacto com a natureza. Para grandes grupos, estes hotéis são cada vez mais frequentados.
“Os serviços de animação deixaram de ser algo secundário, convertendo-se em autênticos departamentos que procuram atender a procura de novos turistas que, cada vez mais, querem ser sujeitos ativos na prova do autêntico e na vivência de experiencias inesquecíveis, memoráveis. A animação turística não é apenas uma realidade (…) Pelos programas que propõem, os animadores também têm valor nas suas decisões e tomam parte das suas expectativas.”
A animação no Turismo proporciona às pessoas uma relação com o meio. (Galinha, 2007).
“O património natural ou arquitetónico, a paisagem, as tradições, o artesanato, a gastronomia, as festas populares, e claro outras pessoas (…) procurando uma integração ativa social e cultural; Criar processos dinâmicos e criativos, resultado de diferentes interações, em que se articulem valências culturais, sociais e educativas; Transformar o tempo livre em algo criativos e rejeitar o tempo morto; Estabelecer comunicação entre a população nativa de um espaço visitadocom a população visitante, através de eventos e experiencias que passem por convivências, para que haja partilhas de saberes, partilhas culturais, partilhas inter/multiculturais.”
(Galinha, 2007: 4)
A Animação Turística é necessário na perspetiva socioeducativa, potenciadora de práticas conducentes ao reforço de uma aprendizagem intercultural e multicultural do interagir, da pedagogia participativa, da envolvência, da partilha, da descoberta e da criatividade (Galinha, 2007).
A verdade é que não podemos falar de turismo sem animação e de animação sem desenvolvimento (Galinha e Loureiro, 2007), especialmente do desenvolvimento humano. O animador será a ponte para a comunidade olhar os traços culturais (turísticos) (Galinha, 2007). A Animação Desportiva surge com grande regularidade associada aos programas de preenchimento dos tempos livres, das férias escolares, das jornadas de convívio entre turmas ou escolas atingindo um grande número de atividades e de pessoas (Alves 2010).
Numa fase inicial, a Animação Desportiva surgiu ligada ao campo do divertimento e destinava-se a indivíduos que procuravam uma prática desportiva não tão formal. No entanto, atualmente esta vertente da animação tem objetivos mais específicos, como o bem-estar físico, mental e social, a recreação, o prazer de participar e a ocupar o tempo livre sem preocupações e com descontração. (Alves, 2010:5)
A Animação Desportiva não está ligada somente à componente física, mas também ao desenvolvimento psíquico ou motor. Em resumo, a Animação Desportiva resulta da ligação da atividade desportiva com as técnicas da animação.
«A Animação Desportiva vai buscar muitas das suas características ao denominado “Desporto para todos”, à disciplina de educação física e a outras áreas da educação (…) não só desportivas mas também jogos educativos que englobam conteúdos tradicionais, de lazer ou pré-desportivos.»
Alves (2010: 5)
1.3. Papel do animador e a sua relação com o desporto-aventura
No nosso dia-a-dia procuramos momentos de satisfação, de divertimento, de alegria, de riso, procura-se realizar algo que nos faça sentir bem connosco mesmo. É neste espaço de tempo que o animador é “chamada” a intervir.“O animador sociocultural intervém na comunidade através da utilização de técnicas no plano cultural, educativo, recreativo, lúdico, desportivo” (ANASC, 1999:528).
A função do animador é ser a ponte entre a arte e os vários tipos de públicos-alvo (Lopes, 2007), ser criador de algo ou de criar alguma coisa.
Propondo uma atividade, um jogo ou outra prática social, o animador irá desenvolver a criatividade, participação, educação, formação, aprendizagem, conhecimento e diversão (Lopes, 2007). O animador tem também um papel nos tempos chamados “tempos mortos”, um espaço de tempo que pode ser aproveitado pela sociedade.
No desporto-aventura, como em qualquer desporto, o animador representa uma figura fulcral no âmbito desportivo e cultural, como um dinamizador, moderador, estimulador, coordenador, organizador, gestor e um facilitador de processos de comunicação. O animador prepara diferentes opções de jogos (ou de outras atividades) e equilibra as necessidades e possibilidades do público-alvo.
O animador procura incentivar as pessoas para a prática desportiva, dando-lhes ao mesmo um prazer pela atividade física, recreação e lazer, diferenciando-se do treinador desportivo por não impor regras (Alves, 2010).
O “desporto para todos” é cada vez mais frequente (Alves, 2010), uma vez que elevadas percentagens da população mundial procuram combater ou evitar problemas de saúde.
O desporto-aventura tem aumentado o número de desportistas, sendo a natureza cada vez mais “requisitada”. O animador nesta área, para além de divertir e educar melhora a condição física do indivíduo e o seu bem-estar pessoal, assume assim um desempenho importante neste tipo de desporto.
Parte II
Parte II - Contextualização do Local de Estágio
2.1 – Caracterização do meio envolvente
Póvoa de Lanhoso é um concelho do distrito de Braga, com uma área de aproximadamente cento e trinta quilómetros quadrados que complementa dentro de si um total de vinte e nove freguesias.
Este concelho localiza-se em pleno coração minhoto, situando-se geograficamente entre a margem esquerda do Rio Cávado e a margem direita do Rio Ave, ficando apenas a 30 km do Parque Nacional da Peneda Gerês, o que faz das terras de Lanhoso um local de passagem para muitos turistas nacionais e estrangeiros. Para além do aspeto geográfico que confere a esta região grandes atrativos turísticos, estejam eles relacionados com a fauna e flora ou simplesmente com a paisagem, é também considerada uma das regiões mais ricas de Portugal a nível da gastronomia, os Bifes à
Romaria é um exemplo disso. Este é
considerado o prato obrigatório da romaria da Nossa Senhora de Porto de Ave, uma das romarias mais antigas da região do Minho. Pode-se ainda apontar como uma mais-valia gastronómica, os vinhos verdes produzidos na
região.
(http://www.eb1-sra-amparo.rcts.pt/povoa_lanhoso.htm)
Figura 1 - Localização do Concelho de Póvoa de Lanhoso
Fonte: www.diver.com.pt Culturalmente o concelho de Póvoa de Lanhoso destaca-se pela tradição da filigrana e toda a produção de peças e objetos em ouro, juntamente com a cultura do linho que em tempos preenchia os campos de pequenas flores azuis, utilizadas na fabricação deste tecido. A este aspeto pode-se acrescentar a Revolta da Maria da Fonte de 1846, acontecimento histórico de cariz popular que foi iniciado neste concelho e alastrado depois a todo o país num movimento de contestação do governo da época.
Por toda a região existem marcas arqueológicas que remontam à idade do bronze, isto é, ao primeiro e segundo milénio antes de Cristo. A Península Ibérica, em especial o território Português, foi em tempos bastante rica em ouro, cobre e estanho, o que fez com que houvesse a constante passagem de povos e edificação de civilizações, que exploravam os leitos de cursos de água nas bacias hidrográficas do Tejo, Douro e Nordeste do território, em busca destes metais, deixando inúmeros registos e construções por todo o território nacional, destacando-se nesta zona, o povoado fortificado do Monte de Lanhoso, pré e proto-histórico e que tem vestígios da ocupação humana desde o Calcolítico à Romanização.
“É terra dos homens da arte da filigrana, a arte do modesto fio de ouro ou de prata, que se enrola ou, que se encrespa, para conferir decoração às grandes peças da ourivesaria tradicional e lhes transmitir a beleza e a graça da arte popular. Apesar de estar limitada por concelhos bastante industrializados como Braga, Guimarães e Fafe, não sofreu os ritmos acentuados de implantação industrial a que estes concelhos estiveram sujeitos.” Fonte2
A Póvoa do Lanhoso tem um dos maiores e mais importantes castelos portugueses, chamado de Castelo de Lanhoso, destacando-se num circuito turístico regional. Foi neste que se refugiou D. Teresa, viúva do conde D. Henrique (1093-1112) e mãe de D. Afonso Henriques, quando a sua meia-irmã, D. Urraca, rainha de Leão o decidiu atacar.
Figura 2 - Castelo de Lanhoso3
3
2.2 - Caracterização do local de estágio
A empresa DiverLanhoso-Atividades Desportivas, Lda. está situada no Lugar de Porto de Bois, freguesia de Oliveira, concelho de Póvoa de Lanhoso. Ocupa uma área de 170 hectares de terreno baldio com muito mato, proporcionando assim o contato direto com a natureza que se encontra quase inalterada e virgem.
O facto de este parque se encontrar numa zona do país que oferece bastantes produtos a nível turístico, tem visitantes de todo o território continental português, bem como de espanhóis e franceses. A sua proximidade ao Parque Nacional da Peneda Gerês faz com que a conversação da fauna e da flora seja excelente.
Ao longo do parque existem muitos sítios preparados para a prática de desportos de natureza e aventura.
Fonte: www.diver.com.pt
Figura 4 - Símbolo da Empresa
2.3 - Âmbitos da Empresa
A entidade onde realizei o meu estágio com a duração de três meses tem o nome de DiverLanhoso-Atividades Desportivas, Lda. e é uma empresa de Animação Turística que oferece atividades de apoio ao turismo como: alojamento, restauração e desportos de natureza e aventura. A interligação destes três elementos: alojamento, restauração e aventura é o que torna este parque fora do normal e foi desde o início a aposta forte por parte dos dois criadores do projeto, o Sr. Jorge Vieira e o Sr. Fernando Macedo, que ainda jovens e durante uma viagem de lazer à Bélgica, tiveram acesso a um panfleto que publicitava um parque aventura e ao visitá-lo, surgiu a ideia de criar em Portugal um negócio idêntico. Com o desafio de inovar e não de imitar, as primeiras preocupações foram a criação de um parque mais atrativo e diferente, então uniram o conceito de Alojamento, Restauração e Aventura. A empresa oferece assim várias hipóteses e sugestões de visita ao parque e a sua gerência consegue manter o negócio rentável e inovador.
A empresa foi criada por escritura pública de 22 de Fevereiro de 2000, lavrada na cidade de Braga, no Cartório Notarial do Centro de Formalidades das Empresas com a denominação de DiverLanhoso, Atividades Desportivas, Lda.
A DiverLanhoso (Fig 44) foi a primeira empresa de desporto de natureza e aventura, a ser reconhecida a nível nacional pela Direção Geral de Turismo com o alvará de empresa de animação turística, tendo-lhe sido atribuído o número
7/2001. É um parque aventura certificado pela APCER e pelo IQNET5 na norma ISO 9001/2008 No seu portefólio6 a empresa tem como lema “ser uma referência a nível mundial no que respeita a desportos de aventura” e menciona ainda que “todas as atividades são acompanhadas por técnicos qualificados, sendo a segurança a prioridade”
4 Fonte: www.diver.com.pt 5
Em Anexo 2 : APCER ; IQNET ; Norma ISO 9001/2008
O Parque Aventura DiverLanhoso apresenta-se hoje em dia como o maior parque aventura da Península Ibérica e insere-se numa ideia muito mais abrangente do que a inicial.
Este parque aventura faz parte do conceito Diver Natureza e Aventura7, empresa geral
dos criadores da DiverLanhoso, que por sua vez é uma empresa que está vocacionada para a gestão de áreas de lazer, divertimento e promoção de atividades outdoor, caso da DiverOutdoor. A Diver Natureza e Aventura é responsável pela administração do Parque Aventura DiverLanhoso e DiverAlmourol (replica em algumas atividades o DiverLanhoso mas com menor dimensão) e ainda o Rafting Atlântico. A empresa Diver valoriza o meio ambiente e tira partido das características de cada uma das regiões onde se inserem os parques. Sendo o ponto forte do parque as atividades disponíveis para praticar, elas encontram-se divididas em quatro tipos diferentes sendo eles: o fogo, a terra, o ar e a água, tal como os quatro elementos da natureza.
Dentro desta divisão, quem visita o parque aventura DiverLanhoso pode escolher variadíssimas atividades7, as mais procuradas são o slide de 350 metros, as pontes suspensas, o paintball e a escalada. O quadro abaixo refere-se às atividades existentes no parque onde estagiei e são aquelas se podem realizar na empresa Diver Natureza e Aventura (fig.58).
7 Em anexo 4: Atividades da DiverLanhoso - Preçário 8 Fonte:www.diver.com.pt
Água
Caminhada aquática Canoagem Canyoning Hidrospeed Soft rafting e Rafting PiscinaAr
Bungee jumping Pêndulo Pontes suspensas (10/38) Rappel normal ou Rappel suspenso Slide 350 metros Slide 80 metros Slide Super-homem TrapézioTerra
BTT Orientação: Caça ao tesouro Escalada Golfe de montanha Insufláveis: touro mecânico/ surf/ matraquilhos humanos Mina Labirinto Percursos pedestres Via FerrataFogo
Kartcross Moto 4 Paintball Tiro ao alvo: Arco, Fisga e Zarabatana2.4. Recursos humanos e físicos
No parque trabalham doze pessoas a tempo inteiro e todos os dias existem diferentes monitores (Nível 1 ou 2) para realizar as atividades.
Alojamento, Restauração e Aventura, esta interligação é o que torna este parque fora do normal.
O parque possui uma zona de acantonamento com 10.000 metros quadrados, wc e chuveiros exteriores, para quem pretenda acampar e passar a noite ao ar livre. A camarata pode ser uma hipótese para grupos e escolas, pois tem dois pisos e lugar para 80 ocupantes, com balneários em ambos os andares e 20 beliches em cada um deles. Para famílias, pequenos grupos ou até casais, a escolha pode passar por uma das 9 casas “tipo” bungalow (Fig.6), construídas inteiramente com troncos de madeira, conferindo-lhes assim um aspeto totalmente rústico, que possuem, um ou mais quartos de banho, televisão e cozinha, para além das divisões da casa que mudam consoante as características das mesmas9.
9
Em anexo 5 - Alojamentos existentes e preços
Figura 6 - Alojamento (Casa Aventura - casa do estagiário)
Figura 8 - Sala do Material No que diz respeito ao restaurante, ele está construído no ponto mais alto do parque e tem o nome de “Panorâmico” (Fig.7), precisamente porque a sua localização privilegiada presenteia os seus visitantes com uma vista magnífica sobre todo vale da Póvoa de Lanhoso. Usufrui de um salão principal no primeiro piso, onde se servem refeições escolhidas através de um cardápio10 à semelhança de qualquer restaurante, ao mesmo tempo que no piso de baixo a sala multiusos pode ser usada para receber grandes grupos, funcionando como cantina self-service, ou até mesmo para outras situações organizando-se esse espaço para o decorrer de qualquer outra atividade diurna ou noturna.
No armazém do material de atividades são guardados alguns equipamentos como arneses, mosquetões, capacetes, cintas e outros materiais técnicos, direcionados tanto para a manutenção como para as atividades em si. As bicicletas, algumas ferramentas para a manutenção do parque, material do Rafting Atlântico e os insufláveis (touro mecânico e matraquilhos humanos) são arrumados no armazém geral (Fig.811).
10 Em anexo 6 - Carta do Chefe de cozinha 11
Fonte: Monitores Diver
Figura 7 - Restaurante Panorâmico
2.5 – Organigrama da Empresa
A estrutura organizacional do Parque Aventura DiverLanhoso está definida através de um organigrama que foi delineado pela gerência da empresa, juntamente com os outros departamentos, com o intuito de organizar cada um deles, para que dessa
Forma se distribuam responsabilidades e funções. O organigrama (Fig.912) que a empresa utiliza para esse efeito apresenta-se estruturado da seguinte forma:
Assim sendo, a gerência decide o caminho que a empresa deve seguir, definindo objetivos e estratégias, mudanças e inovações, transmitindo ao diretor geral as linhas orientadoras dessas ideias. Por sua vez, esse mesmo diretor geral, reúne-se com os departamentos que se encontram no nível imediatamente abaixo no organigrama, para juntos decidirem o que deve de ser feito para que se consigam atingir os objetivos definidos pela gerência. No caso dos departamentos de alojamento (responsável por organizar questões relacionadas com o alojamento), manutenção (responsável por tratar dos lixos do parque e pequenas obras), segurança (noturno e responsável por garantir a segurança do parque), limpeza (departamento responsável pela lavandaria e limpeza dos alojamentos), qualidade (responsável por garantir os parâmetros de qualidade estabelecidos pela norma ISO 9001/2008) e comunicação e marketing (departamento que tem a tarefa de criar a imagem da empresa e as estratégias de marketing a seguir), as decisões e ideias são imediatamente postas em prática, não existindo departamentos ou indivíduos num nível inferior tal como está representado no organigrama da empresa.
12
Fonte: Estagiário, baseado no Regulamento do Parque
Parte III
Estágio
Parte III – Estágio
3.1- Objetivos
Passo a apresentar os objetivos propostos para a realização deste estágio, nomeadamente os objetivos gerais e específicos.
3.1.1. Objetivos gerais
Os objetivos gerais apresentados no plano de estágio foram:
Preparar, planear e executar atividades de desporto-aventura no parque ou noutras, caso da DiverOutddor. Rafting Atlântico e DiverAlmorol
Desenvolver a animação e diversão de grupos.
3.1.2. Objetivos específicos
Os objetivos específicos na realização do estágio foram:
Realizar um teste prático e escrito - “formação de monitor nível 1”; Executar com os clientes as atividades de desporto aventura;
Colaborar nas atividades, ser responsável, arrumar e saber utilizar o material de segurança;
Efetuar a manutenção de equipamento, bem como atividades noutros departamentos do parque.
Sendo a Diverlanhoso uma empresa que atua na área da Animação Turística, os meus objetivos iniciais passavam por ter uma intervenção sociocultural com atividades de âmbito desportivo e de aventura. As Unidades Curriculares lecionadas ao longo desta licenciatura foram importantíssimas para essa intervenção, destacando-se, sem dúvida, a Animação Sócio desportiva, Animação Sociocultural (I e II) e Animação Turística.
Mas nem sempre foi possível realizar estes objetivos devido à época do ano que realizei estágio, pois o número de participantes era reduzido.
Na “formação de monitor nível 1”, em que foi aprovado com a média de 4 (numa escala de 0 a 5), foi-me ensinado todas as normas, regras e práticas (modo de proceder) das
atividades que iria realizar, que são elas: BTT, orientação (caça ao tesouro), escalada, golfe de montanha, insufláveis: touro mecânico e matraquilhos humanos, mina labirinto (subterrânea),
Paintball, tiro ao alvo, pontes suspensas, canoagem, slide 350 metros e slide 80 metros. Foi
cedido o Regulamente de Atividades13 da empresa (Anexo 7) para a realização da formação prática e teórica. Mesmo tendo tido aprovação acima referida, só iria para a prática quando o meu supervisor assim o entendesse.
Outro aspeto importante desta formação são os briefings, que se fazem junto dos clientes antes do início de qualquer atividade, focando os aspetos de segurança e técnicas a adotar no decorrer da mesma, sempre com uma boa postura e respeitando as regras de comunicação.
A formação de monitor começou na primeira e teve a duração de 5 dias, onde me foi dado as normas de segurança, o equipamento utilizado e a maneira de atuar para/com o cliente. Depois, ao perceber como se desenrolavam todas as atividades, os seus espaços e onde se situam as suas infraestruturas, comecei a desenvolver as minhas tarefas diárias.
Para além da realização das atividades do parque, passei também a participar em eventos DiverOutdoor.
3.2. Tarefas diárias
Convém frisar que as minhas tarefas teriam sido diferentes se tivesse realizado o estágio noutra altura do ano.
Todos os dias às nove horas deslocava-me à casa dos monitores – Kispo ( nome devido a uma marca que patrocinava a empresa antigamente), que servia de ponto de encontro com o coordenador de atividades, Leonel Lopes, ou para esperar pelos participantes das atividades. O coordenador comunicava-me todos os dias qual seria o plano de atividades14 ou quais as tarefas de manutenção/limpeza a cumprir. Dado que possuía um telemóvel da empresa, sempre que era necessário trocar de tarefa seria comunicado ou comunicava eu mesmo ao coordenador de atividades.
As tarefas que realizei foram bastante variadas tanto na área das atividades como nas várias tarefas de manutenção/limpeza que efetuei nas outras vertentes do parque, o alojamento e a restauração.
13 Em Anexo 7 – Regulamento de atividades 14
Nas atividades de Bungee Jumping, Pêndulo, slide Super-Homem e trapézio apoiava o monitor que coordenava a atividade e ajudava-o no lançamento e na recolha do material.
No dia 28 de Setembro realizou-se “O Dia do Professor15” onde me inseri nas várias atividades que o parque tinha para oferecer aos professores, tais como: pontes suspensas, tiro ao alvo, slide 350, BTT e Caça ao Tesouro.
Nos dias que não existiam atividades marcadas, era reencaminhado para os departamentos de manutenção e limpeza do parque. Nesses departamentos ficou-me a cabo as seguintes tarefas: limpeza das habitações do parque, manutenção dos equipamentos, ajuda no restaurante, construção de um curral para animais, arrumação do material de Verão, restauro dos campos e do material de Paintbal16l, entre outras.
Em relação a eventos fora do parque, DiverOutdoor, estive presente em Vizela (Guimarães) com os insufláveis (matraquilhos humanas) e em São Jacinto (Aveiro) numa atividade de Paintball17.
O meu horário de saída variava bastante, pois as atividades nem sempre decorrem no tempo previsto, prolongando-se e ultrapassando as 18:00 horas, que é a hora estabelecida para o fim do dia.
É importante referir que todo o material utilizado nas atividades é arrumado no fim de cada atividade, nos respetivos locais do parque, no armazém do material de atividades, no armazém geral ou na casa de apoio ao Paintball.
15 Em Anexo 9 – “Dia do Professor”
16 Em Anexo 10 – Plano Semanal (manutenção) 17
Figura 10 - Slide 350 metros
Figura 11 - Slide 350 (travagem)
3.3. Atividades desenvolvidas
São inúmeras as atividades desenvolvidas no parque, no entanto apresentarei as atividades que desenvolvi e onde estive sempre presente ao longo deste estágio
3.3.1. Slide
O slide 350 metros (Fig.918) atinge a velocidade de descida atingia em média os 70km/h, em que o cliente usufruía da emoção/adrenalina dada pela atividade.
Nesta atividade a minha tarefa era lançar o participante no início do slide ou fazer a sua travagem no final do mesmo. O Material necessário para mim era o arnês simples, capacete. Para o participante era um arnês (com 2 cordas de 1m), 2 roldanas, paraquedas (se o peso fosse superior a oitenta Kg).
No geral, as etapas do procedimento do lançamento do Slide eram: vestir o arnês do participante, ir para cima da plataforma, preparar o material, Quando o participante subia para a plataforma colocava-lhe a “linha de vida” (corda de segurança existente no local) e confirmava se o arnês estava bem apertado. Verificava também as roldanas.
O cliente só era lançado quando o responsável pela travagem (Fig. 1019) me desse um sinal, em caso de dúvida esperava por novo sinal. Se existissem pessoas com peso superior a oitenta quilos colocava paraquedas (para abrandar a velocidade). Com peso inferior a 35Kg deveriam ser lançadas em Slide Bilugar ou slide 80 metros, superior a 120Kg, não poderiam realizar.
18 Fonte: estagiário 19
3.3.2 Pontes Suspensas (Percurso Challenger)
Nas Pontes Suspensas (Fig.12), o material necessário é um arnês com duas cordas de um metro e dois mosquetões (arnês de pontes) e um kit de resgate (3 mosquetões, sistema de desmultiplicação de forças e duas cordas). Neste percurso de pontes deve-se verificar se os arneses estão bem vestidos, seguros e antes de iniciar o percurso levava comigo o “kit de
resgate”, material em caso de queda do participante, reunia todos os clientes junto da primeira
ponte e informava-os das regras de segurança.
Existe em todas as pontes um cabo de aço, chamado de “linha de vida” que será o local onde todos os participantes passarão os seus mosquetões e assim vão autos seguros. O cliente passa de uma ponte para a outra, devendo obrigatoriamente passar primeiro um mosquetão para a linha de vida seguinte e só depois o outro. As precauções comadas são: não se deve saltar nas pontes e só é permitido a permanência de três pessoas em cada ponte.
Quando eram crianças ou jovens a participar, devia estar sempre com o máximo de atenção na correta colocação das suas linhas de vida e utilizar apito sempre que alguma pessoa não estivesse a cumprir as regras, principalmente pessoas que não estivessem com particular “à vontade” e sobretudo todas as crianças com idade inferior a 12 anos e qualquer pessoa com altura inferior a um metro e meio.
3.3.3 Escalada
O material necessário para mim era um arnês de pontes, dois mosquetões, três cordas de quinze metros, um grigri (aparelho que trilha a corda e não a deixa correr) e a triangulação. Para o cliente somente o arnês e o capacete.
Colocava a corda nas reuniões (sitio que para a segurança). A segurança só podia ser feita por mim, usando o grigri.
Para pequenos grupos, poderia fazer a segurança à pessoa com o grigri no meu arnês a cerca de 1 metro do penedo.
Uma distância inferior não permite uma visão global da evolução do cliente e uma distância superior poderá implicar a deslocação do monitor em caso de queda do cliente e o risco de o cliente descer abruptamente até ao solo. Para grupos superiores a 4/5 pessoas o monitor deverá fazer a segurança diretamente nas amarrações da pedra do lado oposto.
No caso de um cliente com diferença de peso superior a 1/3 em relação a mim obrigatoriamente deveria fazer a segurança diretamente nas amarrações da pedra do lado oposto (triangulação).
Figura 13 - Escalada
3.3.4. Paintball
Na minha opinião este jogo será o jogo mais perigoso do parque, pois o monitor não está em contato direto com o material perigoso que o participante está a usar, e este pode, sem querer ou num acidente, se aleijar. Logo a informação dada aos participantes era muito importante. O meu papel não é era de um árbitro mas sim de responsável pela logística e segurança ao longo do jogo, devendo os participantes adotar uma perspetiva de divertimento e não de competição, de modo a evitar acidentes.
Ao mostrar fotos de acidentes de paintball, citava as duas regras mais importantes do jogo, que eram depois de entrarem para o terreno de jogo, em circunstância alguma deveriam tirar ou levantar a máscara, a outra era não podiam disparar a menos de 10 metros do adversário.
No fim da atividade, tinha de limpar o material utilizado e colocar nos respetivos locais de arrumação. Esta atividade também podia se realizar fora do parque através da DiverOutdoor (Fig.14).
Figura 14 - Atividade de Paintball - DiverOutdoor
3.3.5 Tiro ao alvo
Antes de entregar o material (“arma”) ao participante, explicava as regras e como funcionava a atividade, tais como, quando ia à zona de tiro, recolher os alvos ou outro material, todos os atiradores teriam obrigatoriamente de pousar a arma.
No Tiro com Arco (Fig. 1520) explicava a colocação correta dos membros superiores e inferiores, como segurar no arco. Por exemplo, se fosse um destro, segurava o arco com a mão esquerda e a outra puxava a corda.
No Tiro com zarabatana explicava como funciona a mira e o bocal da “arma”. Dava também o material de limpeza (álcool e pano) para limpar o bocal.
No Tiro com arma de pressão dava a caixa de chumbos e uns óculos de proteção, explicava como funciona a arma, a colocação dos chumbos e a mira).
O Tiro com fisga era um jogo onde os participantes lançavam alvos (pedras) contra garrafas, usando a devida proteção (óculos).
20
Fonte: http://www.esas.pt/dce/dados/DiverLanhoso-Mai04/MVC-214L.JPG
3.3.6. Mina Subterrânea
Independentemente do jogo, não deveria permitir que nenhuma pessoa entrasse na mina sem capacete (Fig. 1621), pois podia aleijar-se devido à sua altura. Pelo menos uma lanterna era dada a cada equipa ou duas lanternas para uma equipa de cinco pessoas. Informava todas as pessoas de que existiam saídas de emergência, caso se perdessem, mas só deveriam ser utilizadas em caso de emergência, pois caso contrário eram desclassificados do jogo. Dando a partida, esperava as pessoas à saída da mina. Os jogos existentes na mina eram o jogo dos Animais, o das Minas Portuguesas, o das Pegadas e o jogo dos Nós.
21
Fonte:http://www.gophoto.it/view.php?i=http://www.smartbox.com/coffret2008/portugal/302/T717VA_PK00 299066_photo3.jpg#.UO-a_2803GM
3.3.7. Canoagem e slide Super-Homem
Na Canoagem, que decorria no lago artificial do parque (Fig.19), dirigia o participante ao local, dava a canoa (de três lugares cada), ajudava a equipar e explicava como se procederia no manuseamento do remo.
No slide Super-Homem só poderia travar (Fig.20) o cliente, a travagem é igual ao slide normal, mas é feita com o travão mais a frente, pois existe uma maior velocidade no slide.
Figura 17 - Lago Artificial - Canoagem
Figura 18 - Slide Super-Homem
Fonte: estagiário
Fonte: estagiário
3.3.8. Pêndulo e Bungee Jumping
Na atividade do saldo de Pêndulo, auxiliava os participantes na sua descida e na recolha do material, bem como podia montar a atividade (Fig.19).
No Bungee Jumping simplesmente tirava os elásticos dos pés e o mosquetão que
segurava o cliente no salto (Fig.20).
3.3.9. Jogos Didáticos
Os jogos “Já dizia a minha avozinha”, “Palavra Puxa Palavra”, “Caça à Palavra” e “Assim é Portugal” foram os jogos didáticos que desenvolvi no papel22
, para que estes fossem acrescentados ao parque. Estes três jogos de caráter didático são jogos de orientação dedicados as crianças do primeiro ciclo, pensados para desenvolver com as escolas da freguesia de Oliveira e do concelho da Póvoa de Lanhoso.
22
Jogos Didáticos - Anexo 12 Fonte: estagiário
Fonte: estagiário
Figura 19 - Montagem do Pêndulo Figura 20 - Bungee Jumping
3.3.10. Aldeia Natal
De 14 a 26 de Dezembro todo o parque foi transformado numa “Aldeia Natal23” , cujo evento foi elaborado pela primeira vez na DiverLanhoso. A divulgação teve a minha colaboração, tanto na distribuição da publicidade, como no evento em si.
A Aldeia Natal consistia em mostrar às crianças onde morava o Pai Natal, onde se fazia o chocolate, onde estavam os seus brinquedos e muito mais. Existiam várias animações no parque, desde duendes, ateliês, decorações de Natal, passando pelas atividades de desporto-aventura (algumas já existentes no parque), Mini-Discoteca e muitas outras.
Todos os dias o Pai Natal chegava de maneira diferente, a pé, de bicicleta ou de Slide, fazia a delícia de todas as crianças. As crianças podiam visitar áreas como:
“Casa da Criatividade” (Fig.2124
), com vários ateliers como: hora do conto, “teatro de fantoches”, pinturas faciais, esculturas de balões, teatros infantis relacionado com o Natal.
23 Em Anexo 13
24
Fonte:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=564000400293077&set=pb.556012997758484.-2207520000.1358215901&type=3&theater
“O Mundo do Brinquedo”, casa dos brinquedos.
“Casa do Chocolate”, os participantes teriam direito a um chocolate e os adultos poderiam comprar diferentes tipos de chocolates da marca que se associou à empresa.
“Mini Discoteca” para dançarem e se divertir.
“Mini Cinema” com um minifilme de animação relacionado com o Natal
“Mina Encantada”, a mina labirinto foi transformada numa mina de ouro, com luzes cintilantes.
“Praça da Alegria”, dois insufláveis.
“Voo dos sonhos”, o slide de oitenta metros. “Subida à Estrela”, a escalada
“Casa do Pai Natal” (Fig.2225
), casa de madeira (alojamento do parque) onde caía neve, se viam as coisas pessoais do Pai Natal e onde se podia tirar uma foto com o mesmo.
25Fonte:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=564000106959773&set=pb.556012997758484.07520000.13
58215901&type=3&permPage=1
Avaliação do processo
Tendo a oportunidade de participar nas atividades de desporto-aventura (pontes suspensas, Super-Homem e Pendulo, etc.), a prática destas atividades e de outras mostrou-me a importância dos desportos-aventura no dia-a-dia das pessoas. As emoções fortes, os medos superados, foram aspetos que considero muito importantes.
A formação de monitor foi sem dúvida uma mais-valia, pois desenvolvi novas capacidades e aptidões, tais como: capacidade de enquadrar e monitorizar, em equipa ou com grupos, preparar, planear e executar atividades de desporto-aventura, manuseamento e desenvolvimento das técnicas de manobras em cordas.
Para além das tarefas que desenvolvi, adquiri conhecimentos no contexto de trabalho, ganhei experiência na manutenção de material estragado, tendo sido uma pessoa qualificada e desenrascada para resolver qualquer problema que surgisse. Também adquiri muitos aspetos importantes que me serão uteis na vida profissional, tais como o espírito de equipa e o companheirismo.
Através da observação, opiniões, estados de espirito e até das expressões faciais, a minha opinião teórica do processo é que as pessoas que visitavam o parque DiverLanhoso sentem-se bem ao realizar atividades de desporto-aventura, pois o contacto com a natureza, o prazer, emoção, adrenalina, divertirem-se e sentirem-se seguras traz às pessoas um bem-estar emocional e físico.
Reflexão Final
Como futuro técnico de Animação Sociocultural evoluí bastante com o contato com os participantes, ao realizar as atividades constantemente, fui tendo cada vez menos dificuldade em orientar as atividades desportivas do parque. Tomei conhecimento de novos equipamentos e de atividades que não tinha conhecimento.
A minha relação com os clientes foi positiva, tendo comunicado bastante, com os diferentes públicos-alvo que realizaram as atividades comigo.
Durante todo o tempo de estágio a empresa nunca falhou com os seus compromissos em relação à minha posição como estagiário. Exemplos disso foram as vezes em que me desloquei com veículos do parque aventura, para resolver assuntos pessoais, sendo que para algumas dessas deslocações, foi o próprio diretor geral e o coordenador de atividades, que me disponibilizaram as suas viaturas.
Estagiar no parque DiverLanhoso foi ótimo, é um local ideal para realizar estágio curricular, a empresa tem pessoas excelentes, são todos acolhedores, simpáticos e foram bons colegas de trabalho.
Muito importante foi também a formação que realizei, onde evoluí as competências básicas nas áreas do desporto aventura, sendo esta área o meu desejo a nível profissional.
A curto prazo a DiverLanhoso pretende aumentar o número de atividades, criando-as com materiais e espaços já existentes no parque. Com o surgimento do evento “Aldeia Natal” também já se pensa em apostar no desenvolvimento de eventos dedicados às crianças, com a continuidade da “Aldeia Natal” e com o próximo evento que será a comemoração do “Dia Nacional da Criança”.
A DiverLanhoso tem um aspeto positivo que é a preocupação com o meio ambiente, mas ainda não está completamente enquadrada, falta uma maior aposta nesta área.
Bibliografia
Livros – Parte I
Alves, Bruno (2010). A Animação Desportiva e os Tempos Livres. Madeira: Revista Práticas
de Animação, Nº3.
Ander-egg, Ezequiel (2000). Metodologias y práticas de la animación sociocultural. Madrid Bento, Avelino (2003). Teatro e Animação: Outros Percursos do desenvolvimento
sociocultural Lisboa
Correia, Paula Susana da Silva (2008). Perfil do Animador/Investigador. Madeira: Revista
Práticas de Animação, Nº1.
Galinha, S.M. (2007). Bem-estar Subjetivo e Aprendizagem ao longo da vida. Évora: Revista
Educare Educere, Nº20
Francisco, Susana (2008). O Tempo Livre, o Ócio e a Animação. Madeira: Revista Práticas
de Animação, Nº 1.
Lopes, Marcelino de Sousa (2006). A Animação Sociocultural em Portugal. Madeira: Revista
Iberoamericana, Nº1.
Lopes, Marcelino de Sousa (2007). Animação Sociocultural – novos desafios. Amarante Lopes, Marcelino de Sousa (2008). Animação Sociocultural em Portugal. Amarante Lopes, Marcelino de Sousa (2010). Animação e Bem-estar Psicológico. Chaves
Lopes, Marcelino Sousa & Peres, Américo Nunes (2009), Animação Turística. Chaves
Documentos – Parte II:
Todos os textos foram escritos, com base em informações recolhidas em panfletos e
flyers que obti junto do centro de interpretação territorial da Póvoa de Lanhoso e do parque
aventura DiverLanhoso. Foram também retirados aspetos relevantes, da internet e de documentos que a DiverLanhoso forneceu em suporte digital e em papel.
Web Grafia
Site EB1/JI da Vila. Póvoa de Lanhoso História da Póvoa de Lanhoso, consultado em 2/Jan, 2013, www.eb1-sra-amparo.rcts.pt
Site Câmara da Póvoa de Lanhoso. Localização, consultado em 5/Jan, 2013, www.mun-planhoso.pt
Site DiverLanhoso. “Porquê Nós?”, consultado em 5/Jan, 2013,
www.diver.com.pt/pt/diverlanhoso/porque-nos-lanhoso/a-diverlanhoso
Site DiverLanhoso. Carta do Chefe de Cozinha da DiverLanhoso, consultado em 5/Jan, 2013, http://www.diver.com.pt/pt/diverlanhoso/carta-do-chef
Blogspot: O Animador Sociocultural e o Animador Desportivo, consultado em 5/Jan, 2013, http://oanimadorculturaledesportivo.blogspot.pt/2006/12/o-animador-sociocultural-e-o-animador.html
Anexo 2 -
APCER; IQNET; norma ISO
9001/2008
atribuída por empresas qualificadas para o efeito sendo elas a APCER e o IQNET. A Associação Portuguesa de Certificação (APCER) é um organismo privado português, que tem como função a certificação de sistemas de gestão, serviços, produtos ou pessoas, para que se consiga garantir a qualidade destes mesmos, de forma a obter vantagens competitivas às entidades públicas ou privadas, nacionais ou internacionais. Já a Rede Internacional de Certificação (IQNET-International Certification Network), tem como principal objetivo reconhecer os certificados emitidos pelos organismos certificadores seus parceiros, promovendo-os globalmente e formando uma base de dados mundial dos serviços de certificação existentes. No que diz respeito à norma ISO 9001/2008 ela certifica que neste caso, o parque aventura DiverLanhoso, tem garantida a qualidade dos seus produtos e serviços pela mesma, tendo em conta todos os seus fornecedores, equipamentos e métodos de trabalho.
Anexo 3 -
Portefólio da Diver Natureza e
Aventura
Anexo 4 -
Atividades da Diver Natureza e
Aventura - Preçário
idílica, que convida à diversão livre e à aventura, à intimidade espiritual e à experiencia mística silenciosa, como formas de despertar emoções e resgatar a tranquilidade perdida no ambiente urbano.
Numa atmosfera de beleza e num património ambiental e paisagístico com características únicas, enquadra-se o Restaurante Panorâmico, onde oferecemos um conjunto de iguarias gastronómicas diversificadas da região, do País ou de qualquer parte do Mundo.
A gastronomia de cariz milenar, generosa e autêntica, elevada a património Cultural, a par da nossa língua, das nossas gentes e da nossa bandeira, são dos poucos elementos essenciais que restam e que nos identificam como povo e como nação. A sua divulgação, dignificação e preservação, são valores que nos conferem a primazia de os defender permanentemente, como forma de os manter vivos.
O nosso Parque encontra-se inserido numa vastíssima área geográfica, no Minho, em que o clima Húmido influencia a vegetação local e confere características particulares à carne de raças autóctones, e, portanto, damos a primazia ao consumo de carne bovina, pela sua excelente qualidade e oferta, onde outrora fez honras à Real Cozinha Britânica.
O Javali, o coelho bravo, a perdiz, as castanhas, os cogumelos, as ervas aromáticas, os frescos da horta, são um conjunto de dádivas da natureza residentes e integrantes no nosso parque, que fazem parte da nossa oferta gastronómica, e, deste modo, no deleite dos nossos comensais.
Bom Proveito
DV.076.DQ.1 PEDRO PACHECO Data: 30-11-2011 Página 1 de 29 2. Utilização do material
3. Escalada 4. Pontes
5. Slide (Normal, Bilugar e Super Homem) 6. Mina
7. Paintball
8. Tiro (Arco, Zarabatana, Arma pressão e Fisga) 9. BTT
10. Via ferrata e rappel 11. Orientação 12. Caça ao tesouro 13. Caminhada Aquática/Canyonning 14. Death Ride 15. Pendulo 16. Jogos de equipa 17. Trapézio 18. Canoagem 19. Bungee
20. Equilibrio “Slack Line” 21. Mini Rappel + Içagem tripé
DV.076.DQ.1 PEDRO PACHECO Data: 30-11-2011 Página 2 de 29 Este regulamento tem como principal objectivo dar
algumas orientações aos monitores, relativamente à forma como devem encaminhar, acompanhar e orientar os clientes nas diferentes estruturas.
A segurança que o monitor irá proporcionar a todos os clientes quando estes estão a realizar determinada actividade quer dentro do Parque quer no seu exterior deve ser sempre de modo a minimizar os riscos inerentes a qualquer actividade de Turismo Aventura.
No inicio de cada actividade o monitor deverá muito
respeitosamente apresentar –se a si e aos restantes membros da equipa de monitores que estarão nessa actividade , referindo sucintamente :a duração prevista , os cuidados a ter a nível da montagem e utilização dos equipamentos de protecção individual (ex.arneses, capacetes ,máscaras de paintball etc. ) , a segurança dos nossos equipamentos (cabos de aço , buchas , etc..).
• Todo o material deve ser transportado nos respectivos baldes/mochilas que se encontram no local de arrumação do material.
• O monitor levantará os materiais necessários para a actividade que está destacado e no final deverá entregar o mesmo número de materiais que lhe foi entregue.
• O monitor deve utilizar correctamente todo o material que existe no parque e zelar pela sua conservação. • O monitor no final do dia, deve arrumar todo o material
que foi utilizado.
• Se houver alguma danificação de algum equipamento, o monitor deverá informar o responsável.
• O monitor não deve permitir que os arneses sejam colocados em cima da terra. Deve procurar-se sempre um sítio limpo e seco.
• O monitor não deve permitir que o cliente arraste o seu material (arnês, mosquetões, roldanas,..)
DV.076.DQ.1 PEDRO PACHECO Data: 30-11-2011 Página 3 de 29 • DIVERSOS SEGURANÇA :
• O monitor deverá de uma forma geral ser amável e simpático com cliente mas simultaneamente ser extremamente profissional na sua conduta , cumprindo os horários, preparando com antecedência as actividades , ter uma apresentação pessoal cuidada , não fumar de modo algum na presença dos clientes e mesmo sem ser na presença dos clientes deverá fumar num local isolado como por exemplo na parte lateral exterior do armazém (verde ao lado da casa do staff), MAS intervindo sempre que o cliente não esteja a cumprir as indicações de segurança de modo a minimizar os riscos inerente a qualquer actividade de turismo aventura essa intervenção poderá ser feita verbalmente ou com a utilização de apito .
• O monitor deverá sempre OBRIGATÓRIAMENTE verificar se os equipamentos de segurança do cliente estão em boas condições e bem ajustados e montados antes de qualquer actividade assim como procurar verificar se os equipamentos fixos , caudal dos rios
necessário Não deverá de modo alguma permitir que a actividade seja realizada .
• No caso de detectar uma qualquer anomalia grave deverá também obrigatoriamente comunicar a mesma aos responsáveis pelas actividades e segurança do Parque .
• UTILIZAÇÂO DE APITO
• 1 toque “enérgico” serve para avisar cliente que esteja em “perigo” como por exemplo cliente na pontes sem mosquetões nas linhas de vida.
• 2 toques “simples” OK , Tudo Bem !.Exemplo cliente acabou um rappel e a corda está “livre” o monitor de baixo emite 2 toques para que o monitor de cima possa colocar outro cliente no rappel.
• 3 toques “enérgicos” PRECISO DE AJUDA , Libertar /soltar corda. Ex. cliente que ficou bloqueado num rappel e é preciso utilizar o sistema “largavel” ou no caso de um monitor que está sozinho num dado local e precisa de ajuda de outros monitores.
DV.076.DQ.1 PEDRO PACHECO Data: 30-11-2011 Página 4 de 29 • Só ao monitor é permitido colocar a corda nas
reuniões .Para tal deverá subir ao cimo do penedo com um arnês e estar SEMPRE auto seguro nas linhas de vida .
• A segurança na escalada só deve ser feita pelo monitor e com o grigri.
• O monitor deve dar indicações, para que o cliente coloque o arnês em cima de uma pedra e nunca na terra.
• O monitor deve colocar a corda que está junto ao chão por cima de um local limpo, nunca directamente em contacto com a terra.
• O monitor não deve permitir que a corda que está no chão seja pisada.
• Para pequenos grupos ,o monitor pode fazer a segurança ao cliente com o grigri no seu arnês a cerca de 1 metro do penedo.
• Nota:Uma distancia inferior não permite uma visão global da evolução do cliente . Uma distância
• Para grupos superiores a 4/5 pessoas o monitor deverá fazer a segurança directamente nas amarrações da pedra do lado oposto .
• IMPORTANTE: No caso de um cliente com diferença de peso superior a 1/3 em relação ao monitor. OBRIGATÓRIAMENTE o monitor deverá fazer a segurança directamente nas amarrações da pedra do lado oposto .
• Todos os clientes devem escalar com nó de oito
directamente colocado no anel do arnes ou 2 (DOIS) mosquetões de seguro colocados assimetricamente entre o nó de oito e o arnês.
• A primeira via a ser escalada deverá ver a via mais fácil (terceira via a contar da esquerda)
• ESCALADA para crianças :utilizar as duas vias mais à direita no penedo de trás.
• Escalada para pessoas com alguma experiencia :utilizar as duas primeiras vias(mais próximas das
DV.076.DQ.1 PEDRO PACHECO Data: 30-11-2011 Página 5 de 29 • Nota: a via mais próxima das escadas poderá ser
feita por “qualquer “ pessoa .
-Escalada no Cogumelo
• Apenas para pessoas com muita experiencia de escalada (nível de escalada grau 5 no mínimo). • Neste caso o monitor deverá efectuar a ponte de
cogumelo e aproximadamente a 1/3 do inicio desta ponte ao nível dos apoios de pés ,encontram-se duas plaquetas de escalada com argolas. Passar a ponta da corda de escalada (dinâmicas) e lançar as duas pontas para a base .Importante ter a certeza que as duas pontas chegam ao solo. Depois sair da ponte e descer para a base onde deverá fazer segurança ao cliente sempre com grigri.
4.PONTES(Percurso Challenger)
Antes de iniciar o percurso o monitor deve levar consigo o “kit de resgate” e reunir todos os clientes junto da primeira ponte, explicando como vai funcionar a segurança, durante todo o percurso:
1º - Existe também em todas as pontes um cabo de aço,
chamado de “linha de vida” que será o local onde todos os clientes passarão os seus mosquetões (de preferência colocados assimetricamente) e irão auto seguros nesse cabo de aço.
2º - Em todas as pontes existe uma corda e será ai que todos
os clientes se apoiarão para se segurar e progredir.
3º - Quando o cliente passar de uma ponte para a outra, deve
obrigatoriamente passar primeiro um mosquetão para a linha de vida seguinte e só depois o outro.
4º - O cliente deve ser informado de que não deve saltar nas pontes, porque estará a sobrecarregar ENORMEMENTE
os pontos de amarração. Se necessário explicar
DV.076.DQ.1 PEDRO PACHECO Data: 30-11-2011 Página 6 de 29 sempre com o máximo de atenção na correcta colocação
das suas linhas de vida e utilizar APITO sempre que algum cliente não esteja a cumprir as regras.
7º - Se algum cliente não respeitar as orientações dadas pelo
monitor, deve ser alertado para que está a pôr em perigo a sua vida e a dos colegas. Se mesmo assim insistir com esse tipo de comportamento, o monitor deve informá-lo que não poderá mais continuar o percurso.
8º - Todos os clientes que não estiverem com particular “à
vontade” e sobretudo todas as crianças com idade inferior a 12 anos e qualquer pessoa com altura inferior a 1m50,, não deverão fazer a ponte em V e a penúltima ponte (ponte grande).
9º - O arnês deve ser colocado em cima de um local limpo e
nunca na terra.
10º- IMPORTANTE:Sair imediatamente das pontes no caso
de trovoada!!!
prever levar uma roldana amarela + pequena corda (5 metros é suficiente) de modo a que essas crianças efectuem essa ponte em “tirolesa” com a ajuda do monitor que os puxa até ao inicio da “ferrata”.
-SUPERPONTE COGUMELO
NOTA: Apenas os clientes com boa preparação física
(sobretudo com força de braços) a deverão tentar executar. Nesta opção ,a primeira ponte de acesso ao cogumelo é feita em “braços” e utilizando a linha de vida paralela à esquerda da ponte. Em caso de resgate , arrastar os mosquetões do cliente até ao fim da ponte ou idealmente montar um sistema tipo vai e vem com roldana tamdem (para cabo de aço “ amarela”) na qual o cliente coloca as suas duas linhas de vida . Quando o cliente chegar ao fim desta primeira ponte , retira alternadamente as suas linhas de vida da roldana e coloca-as directamente no cabo de aço da linha de vida .Depois o monitor (que previamente colocou uma pequena corda na roldana) pode para recolher todo o sistema.