Universidade Federal de Itajubá
Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologias da Informação Engenharia da Computação
ELT303 – Eletrônica Analógica I
Transistores Bipolares
(Polarização)
Universidade Federal de Itajubá
Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologias da Informação Engenharia da Computação
Atenção
O material constante destas notas de aula foi preparado com base na bibliografia recomendada e destina-se a servir como um apoio ao
acompanhamento da disciplina.
Em alguns slides são utilizados recursos coletados da INTERNET e considerados de domínio público.
Transistores Bipolares: Polarização
O transistor pode operar como chave (quando na região de saturação ou corte) ou como um amplificador (quando na região ativa). Para tanto, é necessário que se
estabeleça um ponto de operação (ponto Q) para o dispositivo dentro da região de interesse.
Os circuitos que realizam esta função são chamados de Circuitos de Polarização do transistor. Para as aplicações como amplificador seria interessante que estes circuitos produzissem um ponto de operação estável, ou seja, que este ponto não
modificasse os seus valores de tensão e corrente mesmo que a temperatura sofresse variações ou que o transistor usado fosse trocado por outro igual. O fato de trocar um transistor por outro do mesmo lote significa que os seus parâmetros podem sofrer dispersões. Um dos parâmetros mais importantes, o
bDC, sofre variações típicas de 3:1, ou seja, o fabricante informa que o valor de beta está entre 100 e 300, por exemplo. Além disto o bDC também varia com a
temperatura e com o nível de corrente do coletor.
Com o transistor como chave também será necessário observar algumas influências externas para garantir a operação no corte ou na saturação.
Transistores Bipolares: Polarização
Exemplo da dispersão de bDC
Polarização: Malhas de Entrada e de Saída
Analisar (e projetar) a polarização do transistor bipolar (e mesmo de outros tipos de transistores como o MOSFET) é, essencialmente, avaliar as chamadas malhas de
entrada e de saída para estabelecer os níveis de tensão e correntes necessários. A malha de entrada tem como principal parâmetro a variável de controle do dispositivo enquanto que a malha de saída é resolvida para a variável que foi produzida em proporção à variável de controle. Normalmente, a configuração base
para os circuitos de polarização é em Emissor Comum.
Nas folhas de dados o parâmetro
bDC pode aparecer listado como hFE. Esta simbologia significa um
Ganho de Corrente Direto (corrente de saída (IC) dividido por
uma corrente de entrada (IB)) na Configuração Emissor Comum para
um determinado valor de VCE constante.
Polarização: Malhas de Entrada e de Saída (Circuito Básico)
IB IE IC VCE VBE -+ + -+ -VCC VBB + -RC RB RE I II I - Malha de Entrada II - Malha de Saída
DC BB
EBE B B E DC B BE B B BB E B B DC BE B B BB E B C BE B B BB E E BE B B BB R R 1 β V V I R 1 β I V R I V R I I β V R I V .R I I V .R I V .R I V .R I V I Malha
C E
CC E C CE C E C C CE CC E C CE C C CC E DC C CE C C CC E E CE C C CC R R V R R V I R R I V V R I V R I V .R α I V .R I V .R I V .R I V II Malha Sempre que for possível, é aconselhável reduzir o circuito de polarização através do teorema de Thévenin, por exemplo, e então
proceder à análise e/ou projeto usando o conceito das malhas de entrada e de saída.
As equações resultantes podem ser adaptadas posteriormente a qualquer circuito de polarização mais específico.
Reflexão de Impedâncias
A equação de IB na malha I mostra um fenômeno interessante. Como a corrente que circula por RE é IE, para modelar o efeito deste resistor no ramo da Base (onde circula IB) é necessário multiplicar o seu valor por (bDC + 1). Isto significa que qualquer resistor (ou impedância) no ramo do emissor pode ser transferido para o ramo da Base multiplicando-se o seu valor por, aproximadamente, bDC
(normalmente bDC é pelo menos 10 vezes maior que 1). Da mesma forma, um resistor no ramo da Base pode ser transferido para o ramo do Emissor dividindo-se o seu valor por bDC. Alguns autores referem-se a estas transferências
como sendo um fenômeno de reflexão de impedâncias (ou resistências).
IB IE VBE -+ RE RE (b+1) IB IE VBE -+ RB RB (b+1)
7 0 p/V R R V I Saturação de Ponto CE E C CC C
Reta de Carga
Na malha II, tem-se a equação que determina Reta de Carga DC. Esta reta será traçada nas curvas de saída (IC = f(VCE) e existem dois pontos que facilitam esta
tarefa. Se nesta equação for feito IC = 0, tem-se VCE = VCC. Este ponto de cruzamento com o eixo das correntes é chamado de Ponto de Corte, pois está dentro da região de corte do transistor. Se, por outro lado, for feito VCE = 0, tem-se IC = VCC/(RC + RE). Este ponto de cruzamento com o eixo das tensões é chamado de
Ponto de Saturação, pois está dentro da região de saturação do transistor.
O cruzamento da Reta de Carga com a curva de IB (valor definido pela Malha I)
estabelece o Ponto de Operação (Q).
Q 0 p/I V V Corte de Ponto m A IC V VCE
Polarização Fixa ou Polarização da Base
A corrente de Coletor é diretamente proporcional à corrente de Base através de bDC. Isto significa que todas as variações impostas pela dispersão e pela temperatura sobre este parâmetro serão transferidas para IC e, por conseqüência, para VCE.. Este circuito
representa, na maioria das vezes, uma escolha não adequada para a polarização do transistor quando o objetivo é a sua atuação como amplificador. É usado, entretanto,
quando o transistor bipolar está atuando como chave. VCC também atua como VBB.
IB IE IC VCE VBE -+ + -VCC + -RC RB
B BE CC FE B FE C B BE CC B E BE B B CC R V V h I h I R V V I 0 R V R I V I Malha
C CC C CE C E CE C C CC R V R V I 0 R V R I V II Malha Polarização Estabilizada do Emissor ou Polarização por
Realimentação do Emissor
A corrente de Coletor não depende diretamente de
bDC. Analisando a equação para IC pode-se, em uma primeira análise, julgar que se RE >> RB/hFE o circuito conseguiria minimizar de forma efetiva as
variações impostas pela temperatura e pela
dispersão. A tensão VCC também faz o papel de VBB.
IB IE IC VCE VBE -+ + -VCC + -RC RB RE VRC + -VRE + -VRB + - FE B E BE CC C B E FE BE CC FE C B E FE BE CC B E FE B BE B B CC E E BE B B CC h R R V V I R R 1 h V V h I R R 1 h V V I .R 1 h I V R I V R I V R I V I Malha C E CC E C CE C E C C CE CC E C CE C C CC E DC C CE C C CC E E CE C C CC R R V R R V I R R I V V R I V R I V R α I V R I V R I V R I V II Malha
Polarização Estabilizada do Emissor: Dependência de h
FEAumentar muito o valor de RE implica em diminuir a inclinação da reta carga e também diminuir o valor de IB. Assim o ponto Q é deslocado
para a região de saturação.
Outra solução seria diminuir o valor de RB o que não mexeria na inclinação da reta de carga DC. Isto provocaria um aumento de IB e
acabaria levando o ponto Q em direção a região de saturação.
FE B E BE CC C h R R V V I Q Q Aumentando RE
Polarização Estabilizada do Emissor: Projeto
RE I B IC IE RC RB + -V CC 50% 40% 10% VB + -BQ B CC B E B FE(typ) CQ BQ E C CQ E E CQ EQ CC RC CC E CC CEQ I V V R 0,7V V V h I I 4R R I V R I I 0,4V V 0,1V V 0,5V V A partir da folha de dados, é possível extrair um ponto de polarização recomendado pelo
fabricante.
Em uma primeira aproximação, posicionar o ponto quiescente no centro da reta de carga significa que VCE representa 50% da tensão de
alimentação VCC.
Os outros 50% serão divididos entre RE e RC. Como RC é determinante para o ganho de alguns
amplificadores, recomenda-se que ele tenha um valor mais elevado ficando, assim, com 40% da
tensão de alimentação.
O hFE a ser usado é o valor típico (valor mais provável em uma distribuição estatística). Caso não seja fornecido, uma boa aproximação é tomar
a média geométrica entre os valores mínimo e máximo.
Calcular todos os resistores e somente depois adotar os valores comerciais mais adequados.
Polarização Estabilizada do Emissor: Exemplo
747KΩ A 11,1 0,7V 1V 10V I V V R 0,7V V V A 11,1 180 2mA h I I 2KΩ 4R R 500Ω 2mA 1V I V R I I 4V V 1V V 10V V 0,5V V BQ B CC B E B FE(typ) CQ BQ E C CQ E E CQ EQ RC E CC CC CEQ Projetar um circuito de polarização estável do emissor para o transistor
BC548A.
Ponto Q “sugerido”:
(VCE=5V, IC=2mA) @ T=250C.
13
Polarização Estabilizada do Emissor: Exemplo
Observar que os valores das correntes, tensões e potência estão abaixo das especificações limites do
transistor.
Para os resistores, uma especificação de potência de 1/8W é suficiente. 200 A 10,93 2,178mA I I h BQ CQ FE
Pela simulação, tem-se: VCEQ ≈ 4,5V
ICQ ≈ 2,18mA IBQ≈11A
Estabilidade da Polarização (Análise da Sensibilidade):
Uma análise mais detalhada (e mesmo uma ferramenta de projeto) é a Análise da Sensibilidade. Nesta análise, a corrente de Coletor é equacionada como uma função de várias variáveis e calcula-se o seu diferencial total. O
projetista pode, então, de acordo com este resultado, buscar meios de minimizar as variáveis que estão causando os maiores desvios em relação ao valor esperado.
... h I h dV I V dI I I dV I V dI ...) h , V , I , f(V I FE FE BE BE CBO CBO CC CC C FE BE CBO CC C
IB IE IC VCE VBE -+ + -VCC + -RC RB IC + IB = IE VRB + -VRC +
-Polarização por Realimentação do Coletor
Neste circuito, a tensão VBB é dada por VCC-IERC. A corrente de coletor fica menos dependente do parâmetro
bDC. Contudo são válidas as mesmas observações quanto a relação entre RC e RB/hFE, ou seja, não se consegue maximizar a diferença entre eles sem saturar o transistor.
Uma vantagem deste circuito é a simplicidade.
FE B C BE CC C B C FE BE CC FE C B C FE BE CC B C FE B B BE CC C E B B BE CC BE B B C E CC h R R V V I R R 1 h V V h I R R 1 h V V I R 1 h R I V V R I R I V V V R I R I V I Malha C CC C CE C CE C C CC CE C DC C CC CE C E CC R V R V I V R I V V R α I V V R I V II Malha Polarização por Realimentação do Coletor: Projeto
Novamente, tem-se o ponto de operação centrado na reta de carga DC. VB = VBE IB IE IE RC RB 50% + -50% + -V CC BQ B CEQ B BE B FE(typ) CQ BQ CQ RC C CQ EQ CC RC CC CEQ I V V R 0,7V V V h I I I V R I I 0,5V V 0,5V V Polarização por Realimentação do Coletor: Exemplo
Projetar um circuito de polarização estável do emissor para o transistor
BC548A. O ponto Q permanece:
(VCE=5V, IC=2mA) @ T=250C. Valores comerciais (±5%): RC=2K4 e RB=390K 390KΩ A 11 0,7V 5V I V V R A 11 180 2mA h I I 2500Ω 2mA 5V I V R 10V V 0,5V V V B CEQ B FE(typ) CQ BQ CQ RC C CC CC RC CEQ
Polarização Estabilizada do Emissor: Exemplo
Os valores das correntes, tensões e potência estão abaixo das especificações limites do transistor. Para os resistores, uma especificação de potência de
1/8W é suficiente. 200 A 10,69 2,144mA I I h BQ CQ FE
Pela simulação, tem-se: VCEQ ≈ 4,85V ICQ ≈ 2,14mA IBQ≈10,7A V CC 10 V 4.85 4V 0 RC 2.4K 11 .0 3mW 2.14 4mA Q1 B C5 48A 10 .3 6mW RB 39 0K 44 .6 0uW 10 .6 9uA 68 3.6mV
Escolha do Circuito de Polarização e Simulação Elétrica:
O circuito de polarização deve ser escolhido de acordo com a aplicação. Existem aplicações que requerem circuitos com altos graus de estabilidade outras nem tanto. Não se deve usar sempre as melhores soluções do
ponto de vista da estabilidade da polarização, pois poderia inviabilizar economicamente o projeto.
Com o advento dos simuladores elétricos a tarefa de projetar circuitos, de um modo geral, ficou mais facilitada. Porém, não se deve esquecer, nunca, que o projetista é quem detém o sentimento do circuito. O software
RTH
R1
R2 VCC = 0V
Polarização Universal ou por Divisor de Tensão
IB IE IC VCE VBE -+ + -VCC + -RC R1 R2 V RE + -VRC + -RE Thévenin A B
O primeiro passo para analisar este circuito de polarização é visualizar a aplicação do teorema de Thévenin entre os pontos A e B.
A partir da fonte VCC tem-se um divisor resistivo e a tensão equivalente VTH será a
tensão sobre o resistor R2. A resistência equivalente será o paralelo entre R1 e R2.
2 1 2 CC TH R R R V V 2 1 2 1 2 1 TH R R R R //R R R VTH + -R1 R2 + -VCC
Polarização Universal ou por Divisor de Tensão
Para este circuito é possível uma solução que faz com que a corrente de coletos se torne muito pouco
sensível em relação ao parâmetro hFE. Para tanto basta fazer RTH/hFE muito menor que RE.
Resta avaliar o “quanto menor”.
IB IE VCE VBE -+ + -+ -VCC + -RC RTH IC VTH RE
FE TH E BE TH C TH E FE BE TH FE C TH E FE BE TH B E FE TH B BE TH E E TH B BE CC E E BE TH B TH h R R V V I R R 1 . h V V h I R R 1 h V V I R 1 h R I V V .R I R I V V R I V R I V I Malha
C CE E
C CC E
C CE E C C CC C C CE E DC C CC C C CE E E CC R R V R R V I V R R I V R I V R α I V R I V R I V II Malha Polarização Universal: Polarizações Firme e Rígida
Diminuir o valor de RTH representa uma solução viável, pois diferentemente dos outros casos, RTH é o paralelo entre dois resistores e, ao mesmo tempo é possível
modificar o valor de VTH para manter IB constante.
Assim, esta configuração de polarização revela-se uma das mais eficientes tanto que é chamada, em algumas literaturas, de Polarização Independente de Beta.
Os limites de diminuição de RTH em face de RE são classificados como:
Polarização Firme – As variações no entorno do ponto de operação ficam restritas a um percentual de erro de aproximadamente 10%;
Polarização Rígida – As variações no entorno do ponto de operação ficam restritas a um percentual de erro de aproximadamente 1%.
FE(MIN) E TH E FE(MIN) TH 0,1R R 0,1R h h R E TH E FE(MIN) FE(MIN) TH 0,01R R 0,01R h h R
Para garantir os percentuais de erro de 10% e 1% aconselha-se o uso do hFE(MIN). Em termos de projeto usar a condição de igualdade nas relações acima para não induzir o
uso de resistores muito pequenos.
Polarização Universal: Análise Aproximada
Se o circuito de polarização foi projetado segundo o critério rígido ou firme, é
possível analisá-lo de uma forma aproximada. Diminuir o valor de RTH/hFE
relativamente à RE significa dizer que a queda de tensão sobre o resistor RTH é muito menor (10 vezes ou 100 vezes) que
a queda de tensão sobre RE. Assim, a tensão VTH aparece praticamente em sua
totalidade aplicada ao terminal da Base.
IB IE VCE VBE -+ + -+ -VCC + -RC IC ≈VTH RE E BE TH C E R V V I I
O uso da polarização rígida implica em menores valores para os resistores R1 e R2. Isto pode ser uma desvantagem se existir uma condição de contorno na aplicação que
limita o consumo de potência. As polarizações firme e rígida representam limites inferiores e, na prática, o projetista pode optar outras soluções que estabeleçam relações acima de 10% de porcentagem de erro. Contudo, deve-se ter em mente que a
estabilidade da corrente de coletor é a grande vantagem desta topologia de polarização. O “preço a ser pago” está na maior quantidade de resistores.
Polarização Universal: Projeto
Projetar um circuito de polarização firme para transistor BC548. Em seguida projetar para a polarização rígida e comparar os resultados. Observar que este re-projeto é muito simples, uma vez que basta dividir os resistores R1 e R2 calculados
para a polarização firme por 10. Relembrando: (VCE=5V, IC=2mA) @ T=250C e h FE(MIN)=110 FE(MIN) E 2 1 2 1 TH FE(MIN) E 2 1 2 1 TH 2 1 2 CC E TH B E C CQ E E CQ EQ CC RC CC E CC CEQ h 0,01R R R R R R ou h 0,1R R R R R R R R R V 0,7V V V V 4R R I V R I I 0,4V V 0,1V V 0,5V V VBE RE IB IC IE RC R1 R2 50% 40% 10% VB + -+ -+ - VCC
Polarização Universal: Exemplo
Ponto de operação centrado na reta de carga DC e as mesmas considerações de distribuição das tensões.
Polarização Universal: Projeto
1 0,17 5500 R2 6627Ω R2 R2 5500 R2 32352 0,17 R2 32352Ω R1 5500 0,17R1 5500Ω 0 0,1.500.11 h 0,1R R R R R R 0,17 R R R 1,7V R R 10VR R R R V 0,7V V V V 2000Ω 4R R 500Ω 2mA 1V I V R 10V V 0,5V 5V V FE(MIN) E 2 1 2 1 TH 2 1 2 2 1 2 2 1 2 CC E TH B E C CQ E E CC CC CEQ Valores comerciais (±5%): RE=510W, RC=2K, R1=33K e R2=6K8 Observar: a maior dissipação de potência na polarizaçãorígida e a sua maior precisão do ponto Q
Circuitos de Polarização: Transistores PNP
Até então os circuitos de polarização forma desenvolvidos para transistores NPN. Os circuitos de polarização para transistores PNP são exatamente os mesmos mudando
apenas os sentidos das correntes e das tensões.
Contudo, para facilitar a análise e o projeto destes circuitos, existe uma convenção de desenho chamada de “cabeça para baixo”. Observar a ilustração a seguir:
Polarização por Realimentação de Coletor para um Transistor PNP e a Convenção “de Cabeça para Baixo”
VEB IB IE IE R C RB + -+ -V CC
Não existe a necessidade de fontes negativas para polarizar
transistores PNP. Tudo é uma questão do ponto de referência
das tensões.
Uma dica importante para o projeto e: Faça todo o projeto como se o transistor fosse NPN,
porém na hora de desenhar use esta convenção.
Circuitos de Polarização: Transistores PNP (Exemplo)
Refazer o projeto proposto no Slide 14, porém utilizando o transistor PNP BC557A.
Observar que o fabricante optou por indicar as tensões e correntes acrescentando um sinal “menos”.
Este transistor apresenta os mesmos valores limites que o BC548 e tem as características elétricas muito
semelhantes.
O fato do hFE(typ) mudar de 180 para 170, neste caso, tem um impacto muito pequeno nos cálculos e
Circuitos de Polarização: Transistores PNP (Exemplo)
Atenção: As tensões dos terminais (E, B e C) em relação à referência (terra) podem estar diferentes em comparação com o projeto utilizando transistor NPN.
Contudo as tensões entre terminais (VBE e VCE principalmente) deverão estar com valores próximos.
Pela simulação, tem-se: VCEQ ≈ 5,15V ICQ ≈ 2,00mA IBQ≈11,35A 176 11,35μ1 2,006mA I I h BQ CQ FE
Outros Circuitos de Polarização:
Existem outros circuitos de polarização que combinam, por exemplo, os circuitos aqui descritos (Polarização por Realimentação do Coletor com Resistor no Emissor) e mesmo circuitos mais complexos que levam a estabilidades maiores. Não é escopo desta disciplina apresentar todos estes circuitos mas, sim, fornecer aos
leitores um embasamento teórico que os possibilitem a analisá-los e projetá-los com as adaptações que se fizerem necessárias.
Em circuitos integrados os procedimentos de polarização de transistores bipolares e MOSFETs é muito diferente dos apresentados aqui pois requerem uma economia de área de silício que os resistores não
Transistor Operando como Chave
Os transistores quando operando como chaves (corte e saturação) representam a base dos chamados circuitos de chaveamento que constituem as aplicações
digitais. Existem transistores especiais (chamados de transistores de
chaveamento) que apresentam uma velocidade de operação (transição entre as regiões de corte e saturação) mais elevada.
Para a aplicação em chaveamento a polarização da base é utilizada.
Em diagramas esquemáticos, uma forma alternativa de representar a tensão de alimentação (VCC) é como a ilustrada acima. Fica subentendido a existência de um potencia DC positivo, no caso, em relação à referência (terra). Este potencial pode ser advindo de uma
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Transistor Operando como Chave: Função de Transferência
Existem duas situações a serem avaliadas:
Quando o sinal de entrada é zero (nível lógico zero), não é possível polarizar a junção
Base-Emissor. Isto representa uma corrente de Base também igual a zero. Como IC = b.IB, tem-se IC
= 0. Assim, a queda de tensão no resistor RC é zero o que significa que a tensão de saída vO
será igual a VCC. Está se desprezando a corrente ICEO (na realidade IC não é exatamente zero
mas sim igual a ICEO) que tem um valor na ordem de A.
Quando o sinal de entrada é igual a VCC (nível lógico um), o circuito deve garantir que se
estabeleça uma corrente de Base grande o suficiente para saturar o transistor. A tensão de saída
vO será igual a zero. Nesta situação está se desprezando o valor real de VCE(SAT) (normalmente
algumas dezenas a algumas centenas de mV).
0V 1.0V 2.0V 3.0V 4.0V 5.0V 0V 1.0V 2.0V 3.0V 4.0V 5.0V 6.0V vo(t) vi vo vi(t) Tem-se o comportamento de um inversor lógico. Observar que a transição começa a ocorrer quando VBE se aproxima de 600 a
700mV.
Transistor Operando como Chave: Temporização
O chaveamento entre as condições de corte e saturação do transistor possui tempos finitos devido a presença das capacitâncias das junções Emissor e Base-Coletor. Lembrar que para ligar uma junção (passar do corte à saturação - tON) é mais rápido do que desligá-la (passar da saturação ao corte - tOFF ). Estes tempos são contabilizados tomando-se por base 10% e 90% do valor final da corrente IC
0s 100ns 200ns 300ns 400ns 0A 2.0mA 4.0mA 6.0mA toff ton IC t 90% 10%
Temporização de um Transistor Operando como Chave
O comando para ligar a chave foi dado em
100nS e o comando para desligar em 160nS. Os tempos tON e tOFF, para transistores
de chaveamento está na ordem de dezenas a
Projetar um circuito de acionamento para o rele (12V) cujas características são apresentadas a seguir. O transistor a ser usado é o BC548 e suas “características ON”
também estão listadas na seqüência. A tensão de acionamento é de 5V.
Transistor Operando como Chave: Projeto
O ponto principal do projeto da polarização para o transistor atura como chave é a condição de garantia da
saturação. Uma forma de ter certeza que o transistor está saturado é fazer a relação entre as correntes de coletor e base muito inferior ao valor de hFE. Adota-se
esta relação como sendo =10. h 10
10 I I saturação: garantir p/ h I I R V V I h R V V I FE(MIN) C(SAT) B(SAT) FE(MIN) C(SAT) B(SAT) B BE(SAT) CC B(SAT) FE C SAT CE CC C(SAT) ( ) Contatos da bobina Contatos de potência
Transistor Operando como Chave: Projeto
Para a corrente nominal da bobina do rele de
aproximadamente 15mA (14,2mA) tem-se, pelas curvas
do BC548, que: VBE(SAT) ≈ 720mV
VCE(SAT) ≈ 40mV
Qual a função do diodo?
Acionamento do Rele com BC548 ICQ=15mA
Transistor Operando como Chave: Projeto
Valor comercial para RB: 3K3±5%
3338Ω R 2731Ω R 10 12,82mA R 0,72V 5V e 10 15,67mA R 0,72V 5V 10 I I R V 5V 12,82mA 10% 848 0,04V 12V R V V I 15,67mA 10% 848 0,04V 12V R V V I BMAX BMIN BMAX BMIN C(SAT) B(SAT) B BE(SAT) C(MAX) CE(SAT) CC C(SAT)MIN C(MIN) CE(SAT) CC C(SAT)MAX ;
Os relés são dispositivos comutadores eletromecânicos. Nas proximidades de um eletroímã é instalada uma armadura móvel que tem por finalidade abrir ou fechar um
jogo de contatos. Quando a bobina é percorrida por uma corrente elétrica é criado um campo magnético que atua sobre
a armadura, atraindo-a. Nesta atração ocorre um movimento que ativa os contatos, os quais podem ser abertos, fechados ou comutados, dependendo de
sua posição (adendo 1).
The reed switches comprise two ferromagnetic reeds placed with a gap in between and hermetically sealed in a glass tube. The glass tube is filled with inert gas to prevent the activation of the contacts. The surfaces of the reed contacts are plated with rhodium or iridium. The reed switch is operated by the magnetic field of an energized coil or a permanent magnet which induces north (N) and south (S) poles on the reeds. The reed contacts are closed
by this magnetic attractive force. When the magnetic field is removed, the reed elasticity causes the contacts to open the circuit (adendo 2)
Exemplos de Circuitos com BJTs: Avaliar as Polarizações
Espelho de Corrente
Adendo 1: Relés
Adendo 2: Reed Switches
Adendo 3: Espelho de Corrente Básico
Retornar
Uma técnica de polarização, muito usada em circuitos integrados, é o espelhamento de corrente. Neste circuito, o transistor Q1 forma uma
conexão diodo (diode-conected BJT) de tal forma que:
R V V
IREF CC BE(Q1)
Existem, entretanto, outras técnicas mais sofisticadas que produzem uma corrente de referência (IREF) de tal modo que ela
seja independente das variações da tensão de alimentação e da temperatura.
Equacionando-se o circuito, considerando que as características elétricas dos transistores são semelhantes, tem-se:
b b 2 1 2 C C C REF I I I I
Como os VBE’s de Q1 e Q2 são iguais:
2 se I 2 I I IO C REF REF b b b