TÍTULO: PERCEPÇÕES DOS INDIVÍDUOS SOBRE O HOME-OFFICE: ESTUDO DE CASO EM EMPRESA DO RAMO ALIMENTÍCIO
TÍTULO:
CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS ÁREA:
SUBÁREA: Administração SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO(ÕES): FACULDADE ENIAC - ENIAC INSTITUIÇÃO(ÕES):
AUTOR(ES): LARISSA CRISTINA DE OLIVEIRA AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): MARIA HELENA VELOSO SALGADO ORIENTADOR(ES):
COLABORADOR(ES): RITA DE CASSIA GOMES COLABORADOR(ES):
1 RESUMO
O objetivo do recorrente artigo é analisar e avaliar em quais segmentos de trabalho é possível investir na ferramenta do Home Office, trazendo benefício para a organização em produtividade, bem como para o empregado que deseja obter uma qualidade de vida melhor, para vida pessoal e profissional. Para tanto, iniciaremos com uma pesquisa bibliográfica. Com isso, indica-se os benefícios que o trabalho remoto trás em termos de comodidade, satisfação, engajamento dos profissionais, atratividade e retenção de talentos, aumento da produtividade, redução de despesas com espaço físico, bem como contribuição para melhoria da mobilidade urbana. Os resultados indicam que é possível obter qualidade de vida e aproveitamento do tempo com o home-office. No entanto é fundamental que o gerenciamento do tempo e dos processos estejam sempre alinhados para não tornar o tempo ocioso e improdutível. Conclui-se então, que o home-office pode ser a evolução de uma empresa, por ter inovação e vantagens atrativas.
Palavras-chave: Home Office. Produtividade. Benefícios. Qualidade de vida.
2 INTRODUÇÃO
Ao longo dos anos as corporações atravessam desafios no mundo dos negócios. Dentre eles, os processos e a comunicação que se tornam cada vez mais virtualizados, ou seja, a internet como um meio de comunicação essencial e eficaz.
As empresas passaram a enxergar diferentes estratégias a partir das novas formas de se relacionar e conectar-se com clientes e funcionários.
Dentre essas técnicas, destaca-se o Home-Office, uma tendência cada vez mais presente nas corporações, razão pela qual busca-se neste artigo estudar o home-office sob a percepção dos colaboradores dentro da empresa.
Diante do exposto, tem-se o seguinte problema pesquisa: Quais as percepções dos colaboradores sobre o modelo de home-office?
(i) é possível que o colaborador tenha a percepção da melhoria na qualidade de vida por estar em casa evitando perda de tempo no trajeto casa x trabalho; (ii) terá um melhor aproveitamento de seu tempo.
De acordo com Ferreira (2011, p. 93): “as organizações cobram respostas pra ontem, com novo padrão de competitividade baseada no uso de alta tecnologia e gestão flexível do trabalho”.
Grandes empresas buscam encontrar maneiras de gestão inteligente para adaptar e viabilizar a maior produtividade para as mesmas, bem como a qualidade de vida para seus empregados, pois entende-se que a partir dessa concepção que resultarão em um crescimento positivo e de qualidade. Com isso, a ferramenta do home-office entra no mercado de forma positiva, por ter uma modalidade flexível de gestão que pode trazer qualidade de vida ao profissional, bem como resultados constantes para organização, podendo diminuir os gastos e até mesmo o estresse dos colaboradores com a mobilidade urbana.
Segundo Marques (2012) o trabalho contemporâneo está sendo estudado de uma forma que não seja apenas uma atividade laboral, mas que traga satisfação, qualidade de vida ao trabalhador para desenvolver suas rotinas e funções.
A tecnologia vem adquirindo espaços significativos facilitando a vida dos empregados e das organizações, oferecendo oportunidades de crescimento em todos os subsistemas de forma rápida e prática.
A Sobratt (2013) afirma que já existi mais de 12 milhões de pessoas que trabalha com home – Office no Brasil.
As empresas estão cada vez utilizando mais essa ferramenta por trazer metodologias de fácil acesso onde as pessoas podem ter flexibilidade, produtividade e criatividade em seus processos sem sair da residência.
3 OBJETIVOS
O trabalho tem por objetivo investigar o modelo de trabalho home-office dentro de uma empresa. Já os objetivos específicos são: conhecer os benefícios do home-office e analisar a aceitação dos funcionários dessa modalidade.
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de caráter bibliográfico, que segundo Gil (2010, p.29): “a pesquisa bibliográfica é elaborada com base em material já publicado. Tradicionalmente esta modalidade inclui material impresso como livros, revistas, jornais, teses, dissertações e anais de eventos científicos.”
5 DESENVOLVIMENTO
O teletrabalho surgiu pelas mãos do físico americano Jack Nilles. Na década de 1970, nos Estados Unidos. Nilles (1997, p.15) foi criador do termo telecommuting, em termos de tradução teletrabalho, no qual tem como descrição “levar o trabalho aos trabalhadores, em vez de levar estes ao trabalho”. Esse termo está relacionado às atividades periódicas fora do escritório central.
De acordo com os comentaristas em uma reportagem da Organização Internacional do Trabalho – OIT. A Adesão ao trabalho remoto vem crescendo no mundo desde 2000. Segundo pesquisadores o trabalho remoto indica trabalhar a qualquer hora e em qualquer lugar.
Desta, Morgan (2004), até o ano de 2050, a população mundial vai atuar com teletrabalho e home - office, permitindo uma maior flexibilidade e gestão através de ferramentas tecnológicas.
Para tanto, os avanços tecnológicos grandes empresas passaram utilizar com mais frequência as ferramentas com processos cada vez mais específicos para o atingimento de metas e objetivos.
Rodrigues (2011), afirma que as organizações que desejam ser competitivas, devem estar inteiradas e atentas às inovações de mercado.
No futuro, acredita-se que teremos empresas cada vez mais tecnológicas, com funções de sistemas inovadores que facilitará a vida dos consumidores e colaboradores.
Segundo Nilles (1997), o local de trabalho tradicional traz maior aproximação entre os colaboradores, quando esse local passa ser remoto traz também mudanças nas relações interpessoais e importantes impactos na vida do empregado.
Uma pesquisa realizada em 2015 pelo o jornal o Estado de São Paulo, estimou que cerca de 12 milhões de brasileiros atuam com o sistema de teletrabalho. Com estes dados podemos imaginar que as tarefas do dia-a-dia seja fácil e tranquila, mas na verdade não é. Quando o indivíduo trabalha em casa, o seu chefe é você mesmo, ou seja, a disciplina e o resultado são cobrados da mesma forma e para isso, devem se adotar algumas regras como:
Horários para refeição, conciliações de atividades, saber separar os custos pessoais dos profissionais e manter organização no ambiente que escolheu para produzir suas atividades.
Ferreira (2006) discorre que a redução dos custos anda em sintonia, tanto para o empregador quanto para o trabalhador, uma vez que é possível diminuir os custos com deslocamento e espaço físico. A produtividade pode ser explicada pela autonomia e autoridade que o trabalho em home-office possibilita, independência do trabalhador em desempenhar suas capacidades profissionais.
De fato, é necessário que essa sintonia seja constante para melhoria dos processos dentro da companhia e o fluxo das informações. O trabalho em home-office possibilita essa autonomia e independência, por isso, é importante esse feedback constante.
Sinaliza Kugelmass (1996), com o home-office, o indivíduo adquire qualidade de vida, tempo para lazer, cuidados pessoais, tempo com os filhos, redução do nível de stress com mobilidade urbana, desgaste psicológico e físico. O autor completa que a flexibilidade de horário ajuda com a integração familiar.
Seguindo esta linha, fica claro que o home-office traz sim benefícios para o trabalhador que nesta área atua. E, por essas razões muitos trabalhadores optam por essa metodologia de trabalho e flexibilidade.
Entretanto, existem algumas desvantagens de se atuar em home-office, para Boonen (2003), o teletrabalhador sente falta do convívio dos colegas de profissão e a troca de informações, sejam elas formais ou informais.
Nota-se que os indivíduos sentem sentimento de isolamento, poucas possibilidades de plano de carreira, por estarem distantes de seus superiores imediatos, dificuldades em controlar o tempo de trabalho e a vida particular. Com isso, vem à desmotivação em pertencer a companhia e todo encanto que ela transmite.
Entende-se que a sociedade também sofreria impactos com a implementação do home-office, isso porque entre ela existem alguns reflexos negativos como no setor
imobiliário, que deixaria de faturar com seus aluguéis, além de dar espaço para o mercado estrangeiro, com isso, o mercado de trabalho fica a instável e vulnerável (HARA,2011).
6 RESULTADOS
O estudo foi realizado baseado em referências bibliográficas, por meio de consultas a livros e sites que abordam sobre o tema. O resultado deste artigo não preenche todas as lacunas de conhecimento sobre o home-office. Devido a isso, e por se tratar de uma pesquisa descritiva (VERGARA, 1997) diz que um tipo de configuração específica e por ser um assunto novo, tanto para os empregadores quanto para os trabalhadores.
7 Considerações finais
O home-office teve origem nos Estados Unidos e hoje é uma tendência que vem se espalhando por todo o mundo.
Neste artigo foi realizada uma pesquisa de caráter bibliográfico, para entender melhor como funciona a prática do home-office dentro das empresas, bem como conhecer as vantagens e desvantagens para quem nela atua.
Após pesquisa efetuada, concluiu-se que de fato a hipótese (i) e (ii) que trata sobre a percepção do colaborador na melhoria na qualidade de vida por estar em casa evitando perda de tempo no trajeto casa x trabalho e melhor aproveitamento de seu tempo. Desse modo, conseguimos chegar no objetivo da pesquisa que foi estudar a percepção do funcionário sobre o home-office.
De modo geral, o home-office está inserido na sociedade por meio das tecnologias a fim de ajudar aos empresários e trabalhadores a descobrir novas percepções de como realizar suas tarefas do dia-a-dia.
Por fim, o home-office é uma tendência que terá impactos significativos em todos os seguimentos do mercado atual e principalmente para a área de gestão de pessoas em termos de recrutamento e seleção de pessoal.
BOONEN, Eduardo. As várias faces do teletrabalho E & G economia e gestão, Belo Horizonte, v. 2 e 3, n. 4 e 5, p. 106-127, dez. 2002/jul. 2003.
ESTADÃO, Brasileiros aderem ao home office. 2013. Disponível:
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasileiros-aderem-ao-home-office,1736785 Acesso: 29 ago.2018
FERREIRA, J. C., Jr. (2006). Teletrabalho: O paradigma de um novo estilo de trabalho. XIII SIMPEP - Bauru, SP, Brasil, 06 a 08 de novembro de 2006. http://www.simpep.feb.unesp.br/anais/anais_13/artigos/20.pdf
FERREIRA, Mário César. Qualidade de Vida no Trabalho: Assistencialista e hegemônica. LPA: Brasília/DF, 2011
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
HARA, Caroline Lumi. Home Office e as tecnologias de Acesso Remoto. São Paulo, SP, Brasil, 2011. Disponível em: http://www.fatecsp.br/dti/tcc/tcc0004.pdf
KUGELMASS, Joel. Teletrabalho: Novas oportunidades para o trabalho flexível: seleção de funcionários, benefícios e desafios, novas tecnologias de comunicação. São Paulo: Atlas, 1996
MARQUES, Carolina Sampaio: Motivação e qualidade de vida no trabalho: Um estudo sobre flexibilização de carga horária em universidades públicas 2012. Especialização (especialista em gestão pública) UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS.
MORGAN, R. Teleworking: an assessment of the benefits and challenges. European Business Review, v. 16, n. 4, p. 344-357, 2004.
NILLES, Jack M. Fazendo do teletrabalho uma realidade: um guia para telegerentes e teletrabalhadores. Futura.
OIT. Organização Internacional do Trabalho. Vantagens do trabalho a distância. 2013. Disponível em:
http://homeoffice.com.br/2017/02/24/pesquisa-da-oit-mostra-avanco-do-trabalho-remoto-no-mundo/ Acesso: 23 ago. 2018.
RODRIGUES, Ana Cristina Barcellos. Teletrabalho: a tecnologia transformando as relações de trabalho, São Paulo/SP. 2011. Dissertação de mestrado ao Departamento do Direito do Trabalho e da Seguridade Social, Universidade São Paulo.
SOBRATT - Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividade. SOBRATT: O Teletrabalho no Brasil 16 anos: 1997 a 2013. Disponível em: http://www.sobratt.org.br/index.php/18042013-trabalho-a-distancia-reune-mais-de-12-milhoes-de-profissionais-no-brasil/ Acesso: 15 ago. 2018.
VERGARA, Sylvia C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 1997.