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TÁTICAS INDIVIDUAIS E EM DUPLA

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Academic year: 2021

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NOÇÕES DE DIREITO LIGADAS A ATIVIDADE POLICIAL

 Desconhecimento das Leis  Segurança Pública

 Direitos Fundamentais  Poder de Polícia  Das Buscas

 Uso Legal das Algemas  Abuso de Autoridade

 Discricionariedade X Arbitrariedade  Uso da Força e das Armas de Fogo  Quando Atirar ?

TÉCNICAS E TÁTICAS INDIVIDUAIS E EM DUPLA

 Tipos de Porte  Saque

 Controle de Cano  Retenção de Arma

 Tomada de Ângulo e Olhada Rápida  Deslocamentos

 Cobertas e Abrigos

 Transposição de Obstáculos  Táticas em Duplas

 Tipos de Recarga

 Métodos de Tiro com Lanterna

ARMAMENTO E TIRO

 Regras de Segurança  Revólver

 Pistola TAURUS Cal. 40

 Metralhadora TAURUS FAMAE cal. 40  Espingarda cal. 12

 Fuzil SAR e PARA SAR  MT-12 / MT-12A

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ABORDAGEM A PESSOAS  Princípios da Abordagem  Processos da Abordagem  Busca Pessoal  Busca Preliminar  Busca Minuciosa  Busca Completa  Uso da Algema ABORDAGEM A VEÍCULOS  Abordagem a Motocicletas  Abordagem a Automóveis  Abordagem a Caminhões  Abordagem a Coletivos  Bloqueio/Blitz

 Método de Abordagem a Automóveis (PMPE)  Método de Abordagem a Automóveis (ONU)

ABORDAGEM A EDIFICAÇÕES

 Varredura

 Formas de Entradas  Progressão Policial  Estado de Alerta

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SUMÁRIO

1. OBJETIVOS DO CURSO

O objetivo do Curso Operacional de Técnicas de Abordagem e Tiro é capacitar os policiais integrantes das diversas unidades subordinadas a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para atuarem nos serviços operacionais de segurança pública do Estado.

Outros objetivos do COTAT são:

 Promover o intercâmbio de experiências e a cooperação interpolicial, considerando a atuação específica das diversas unidades policiais.

 Atualizar os conhecimentos na área de abordagem policial estabelecendo uma doutrina operacional.

 Preparar e capacitar os participantes no domínio de habilidades individuais e coletivas diante de situações no serviço policial aplicando os conhecimentos adquiridos.

 Desenvolver espírito de trabalho em equipe.

2. CONTEÚDO

a. NOÇÕES DE DIREITO LIGADAS A ATIVIDADE POLICIAL:

 Desconhecimento de Lei;  Segurança Pública;

 Direitos Fundamentais;  Das Buscas;

 Prisão em Flagrante;  Uso Legal das Algemas;

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 Abuso de Autoridade;

 Discricionariedade X Arbitrariedade;  Uso da Força e das Armas de Fogo;  Quando Atirar?

b. TÉCNICAS E TÁTICAS INDIVIDUAIS E EM DUPLA

 Tipos de Porte;  Saque;

 Controle de Cano;  Retenção de Arma;

 Tomada de Ângulo e Olhada Rápida;  Deslocamentos;

 Cobertas e Abrigos;

 Transposição de Obstáculos;  Táticas em Duplas;

 Tipos de Recarga;

 Métodos de Tiro com Lanterna;

c. ARMAMENTO E TIRO:

 Regras de segurança;  Pistola TAURUS cal. 40;

 Submetralhadora TAURUS FAMAE cal. 40;

d. ABORDAGEM A PESSOAS:

 Princípios da Abordagem Policial;  Indivíduo em Atitude Suspeita;

 Situações em que o Policial deve Abordar;  Processos da Abordagem;

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 Abordagem a Pessoas em Grupo;

 Regras a serem seguidas durante uma abordagem;  Busca Pessoal;

 Procedimentos na Busca Preliminar;  Procedimentos na Busca Minuciosa;  Procedimentos na Busca Completa;  Procedimentos no Uso de Algemas;

e. ABORDAGEM A VEÍCULOS:

 Abordagem a Motocicletas e Bicicletas;  Abordagem a Automóveis (passeio);  Abordagem a Caminhões;

 Abordagem a Coletivos;  Bloqueio Relâmpago;

 Método de Abordagem a Veículos (PMPE);  Método de Abordagem a Veículos (ONU);

f. ABORDAGEM A EDIFICAÇÕES:

 Varredura;

 Formas de Entradas;

 Buscas em Áreas Edificadas;  Progressão Policial;

 Combates em Ambientes Fechados;

 Estado de Alerta;Abordagem a Casa Isolada;  Abordagem a Barracos em Favelas e Matagais;

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NOÇÕES

DE

DIREITO

LIGADAS

A

ATIVIDADE POLICIAL

O policial possui uma "personalidade ocupacional" que é a combinação de três elementos, exclusivos para sua função. Desta maneira, o policial, como resultado de sua "situação social", que combina perigo, autoridade e eficiência, tenderia a desenvolver formas de enxergar o mundo distintas para ele mesmo. O desenvolvimento dessa "personalidade ocupacional" pode ser sintetizado na seguinte "equação sociológica": O policial é um profissional que lida

permanentemente com situações perigosas em que se criam exigências demanutenção da autoridade e pressões para a demonstração de eficiência.

A dimensão do perigo tende a isolar o policial socialmente dos segmentos que ele considera como simbolicamente suspeitos e de uma forma mais fraca dos segmentos convencionais com os quais ele se identifica. O elemento de autoridade reforça a tendência de isolamento policial gerada pelo perigo. Pois, o exercício da autoridade se daria em consonância com a exigência - tanto da sociedade quanto da organização - de que o policial garanta a obediência da lei, fundamentado em uma moralidade pública puritana, distintiva de todo comportamento desviante, marginal e impróprio presente nas margens da sociedade, com a qual o policial lida cotidianamente.

"Quis custodiet ipsos/Custodes?" - "Quem guardará os próprios

guardas?": Juvenal, Sátira VI, 1980.

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O policial, por força de sua profissão deve ter conhecimento e domínio da legislação pertinente que trata dos aspectos mais comuns e cotidianos pelos quais pode-se deparar como profissional de segurança pública. Saber que a Constituição rege as demais leis, e que todas possuem força para respaldar suas atitudes, desde que estejam e sejam praticadas dentro dos ditames legítimos e legais.

1. DESCONHECIMENTO DE LEI

Lei de Introdução: Decreto - Lei nº 4.657/42

"Art. 3º - Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece”.

2. SEGURANÇA PÚBLICA:

a. Constituição Federal de 1988:

"Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: (grifei)

I - 'ommissis'; II - 'ommissis'; III - 'ommissis'; VI - 'ommissis';

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§5.º - às Polícias Militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos Corpos de Bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.”

3. DIREITOS FUNDAMENTAIS :

Preceitua a Constituição Federal promulgada em 1988, no Título II “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”, em seu 1.º Capítulo que versa sobre os Direitos e Deveres Individuais e Coletivos no seu artigo 5.º:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer

natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta constituição;

II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

... ...

A casa

XI – a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou , durante o dia, por determinação judicial;

(10)

... ...

Do Crime

XXXIX – não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;

... ...

XLII – a prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;

XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia à prática de tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;

... ...

XLIX – é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;

... ...

LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;

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... ...

Das Prisões

LXI – ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei;

LXII – a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;

LXIII – o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;

LXV – a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;

LXVII – não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável por inadimplento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;

LXXIV – o Estado prestará assistência judiciária integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.”

... ...

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PODER DE POLÍCIA

O Código Tributário Nacional define em seu artigo 78 o conceito de poder de polícia:

“Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão do interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina de produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos.

Parágrafo Único – considera-se regular o exercício do Poder de

Polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.”

O conceito de poder de polícia fica esclarecido quando afirma o código em epígrafe que, por um ato da administração pública os órgãos competentes atuam “limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade”, (Ex.: o Estado regula o trânsito, disciplina-o com normas específicas – semáforo, desvio, etc.), mas, o poder público não o faz sem motivos ou discrição, e sim “em razão do interesse público concernente à segurança”(Ex.: no carnaval invalida-se o porte de arma), “à higiene” (Ex.: fechamento de bares devido às

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más condições de higiene), “à ordem” (Ex.: numa greve os PPMM atuando para evitarem depredações), “à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos.”

Parágrafo Único – considera-se regular o exercício do Poder de

Polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.”

Coercibilidade: Um dos fatores fundamentais do Direito é a

coercibilidade. Entre os processos que regem a conduta social, apenas o Direito é coercível, ou seja, capaz de adicionar a força organizada do Estado, para garantir o respeito aos seus preceitos. A coação, portanto, somente se manifesta na hipótese da não observância dos preceitos legais.

DAS BUSCAS :

1 – Busca Pessoal

1. Código de Processo Penal – Art. 244 e 249:

“A busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso da busca domiciliar.” – Art. 244

“A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.” – Art. 249

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“A busca pessoal consistirá na procura material feita nas vestes,

pastas, malas e outros objetos que estejam com a pessoa revistada e, quando necessário, no próprio corpo.” – Art.180

“ Proceder-se-á à revista, quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo:

1. instrumento ou produto de crime; 2. elementos de prova”. – Art. 181

“A revista independe de mandado:

1. quando feita no ato da captura de pessoa que deve ser presa; 2. quando determinada no curso da busca domiciliar;

3. quando ocorrer o caso previsto na alínea „a‟ do artigo anterior;

4. quando houver fundada suspeita de que o revistando traz consigo objetos ou papéis que constituam corpo de delito;

5. quando feita na presença da autoridade judiciária ou do presidente do inquérito.” – Art. 182

“A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência” – Art. 183

2 - Busca Domiciliar

O Código Penal Brasileiro define em seu artigo 150 o crime de violação de domicílio. Em seu inciso 3.º esclarece o que não constitui crime:

“§3.º Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências:

I – durante o dia, com observância das formalidades legais, para efeito de prisão ou outra diligência.

II – a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.

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§4.º A expressão „casa‟ compreende: I – qualquer compartimento habitado;

II – aposento ocupado de habitação coletiva;

III – compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade.

§5.º Não se compreende na expressão „casa‟:

I – hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a restrição do n.º II do parágrafo anterior.

II – taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero”. Art. 150

As buscas domiciliares serão executadas de dia, salvo se o morador consentir que se realizem à noite, e, antes de penetrarem na casa, os executores mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou a quem o represente, intimando-o, em seguida, a abrir a porta.

§2.º Em caso de desobediência, será arrombada a porta e forçada a entrada.

§3.º Recalcitrando o morador, será permitido o emprego de força contra coisas existentes no interior da casa, para descobrimento do que se procura.

§4.º Observar-se-á o disposto nos §§ 2.º e 3.º, quando ausentes os moradores, devendo, neste caso, ser intimado a assistir à diligência qualquer vizinho, se houver e estiver presente.

Em casa habitada, a busca será feita de modo que não moleste os moradores mais do que o indispensável para o êxito da diligência. – Art. 248

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Código de Processo Penal – Art. 301 e 302:

“Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.” – Art. 301

“ Considera-se flagrante delito quem: I – está cometendo a infração penal;

II – acaba de cometê-la;

III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.” – Art. 302

Código de Processo Penal Militar – Art. 243 e 244:

“Qualquer pessoa poderá e os militares deverão prender quem for insubmisso ou desertor, ou seja encontrado em flagrante delito.” – Art. 243

“Considera-se em flagrante delito aquele que: 1. está cometendo o crime;

2. acaba de cometê-lo;

3. é perseguido logo após o fato delituoso em situação que faça acreditar ser ele o seu autor;

4. é encontrado, logo depois, com instrumentos, objetos, material ou papéis que façam presumir a sua participação no fato delituoso;

Parágrafo Único. Nas infrações permanentes, considera-se o

agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência.” – Art. 244

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USO LEGAL DAS ALGEMAS

Código de Processo Penal Militar Art. 234 e 242:

“O emprego de força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência ou tentativa de fuga. Se houver resistência da parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vencê-la ou para defesa do executor e auxiliares seus, inclusive a prisão do ofensor. De tudo se lavrará auto subscrito pelo executor e por duas testemunhas.

§ 1.º O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso, e de modo algum será permitido, nos presos a que se refere o art. 242;

§ 2.º O recurso ao uso de armas só se justifica quando absolutamente necessário para vencer a resistência ou proteger a incolumidade do executor da prisão ou a de auxiliar seu.” – Art. 234

“Serão recolhidos a quartel ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão, antes de condenação irrecorrível:

a) Os Ministros de Estado;

b) Os Governadores (...) de Estado;

c) Os membros do congresso nacional(...)e das Assembléias Legislativas dos Estados;

3. Os cidadãos inscritos no Livro de Méritos das ordens militares ou civis reconhecidos em lei;

4. Os magistrados;

5. Os Oficiais das Forças Armadas, das Polícias e dos Corpos de Bombeiros, Militares, inclusive os da reserva, remunerada ou não, e os reformados;

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7. Os diplomados por faculdade ou instituto superior de ensino nacional; 8. Os ministros do Tribunal de Contas;

9. Os ministros de confissões religiosas.”

ABUSO DE AUTORIDADE – Lei n.º 4.898 de 09.12.1965

“ Art. 6.º - O abuso de autoridade sujeitará seu autor à sanção administrativa, civil e penal. (tríplice responsabilidade)”

É inegavelmente, o pesadelo da atividade policial, que por suas características coercitivas anda bem próximo da margem da lei. Inúmeros são os policiais que culminam por responder a processo e não muito menor o número dos que são condenados.

No delito de abuso de autoridade, o sujeito ativo é sempre o funcionário público ou quem exerça a função pública, mesmo que temporariamente. A qualidade de autoridade é elementar do crime, que sem ela, não existe. Os Policiais são funcionários públicos e também possuem autoridade, logo passíveis de cometer o delito abordado.

O que é abuso de autoridade?

Art. 3.º - Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: 1. à liberdade de locomoção;

2. à inviolabilidade de domicílio; 3. ao sigilo de correspondência;

4. à liberdade de consciência e de crença; 5. ao livre exercício do culto religioso; 6. à liberdade de associação;

7. aos direitos e garantias legais asseguradas ao exercício do voto; 8. o direito de reunião;

9. à incolumidade física do indivíduo;

10. aos direitos e garantias legais asseguradas ao exercício profissional.

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1. ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder;

2. submeter pessoas sob sua guarda ou custódia a vexame ou constrangimento não autorizado em lei.

DISCRICIONARIEDADE X ARBITRARIEDADE

Poder discricionário é o que o Direito concede à Administração, de modo explicito ou implícito, para a prática de atos administrativos com liberdade na escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo.

Convém esclarecer que poder discricionário não se confunde com poder arbitrário, discricionariedade e arbítrio são atitudes inteiramente diversas. Discricionariedade é liberdade de ação administrativa, dentro dos limites permitidos em lei; arbítrio é ação contrária ou excedente da lei. Ato discricionário, quando autorizado pelo Direito, é legal e válido; ato arbitrário é sempre ilegítimo e inválido. Mais uma vez insistimos nessa distinção, para que o administrador público, nem sempre familiarizado com os conceitos jurídicos, não converta a discricionariedade em arbítrio, como também não se arreceie de usar plenamente de seu poder discricionário quando estiver autorizado e o interesse público o exigir.

USO DA FORÇA E DAS ARMAS DE FOGO

A atividade de policiamento é orientada no sentido de prevenir e reprimir as infrações penais nos exatos ditames da lei. A força será

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utilizada em ordem crescente, iniciando-se pela persuasão através de ordens verbais e claras no sentido de conscientizar aquele surpreendido em estado de suspeição de que qualquer conduta reativa está anulada pela presença da equipe.

A moderação deve ser o valor indispensável para que a equipe possa controlar a crise e evitar qualquer ato de precipitação, intolerância e justificar a prática do delito (legítima defesa, estrito cumprimento do dever legal, estado de necessidade), e ainda, outras, que excluem a culpabilidade (menoridade do agente, doença mental ou desenvolvimento incompleto ou retardado, embriagues fortuita ou completa, erro e inexigibilidade de conduta diversa); porém o policial, por sua técnica e preparo, só deverá invocar as autorizantes acima descritas em defesa judicial, jamais como uma causa pré-existente à solução de uma ocorrência.

Nesse contexto, a força maior a ser empregada, o uso de arma com moderação, somente será cabível quando se constituir em um último instrumento de defesa de direito próprio ou de terceiros.

No cumprimento do dever legal de agir em caso de flagrância de crime ou contravenção, em ocorrendo a resistência à voz de prisão, a agressão por parte do criminoso, o Policial tem o dever de ofício de proteger o cidadão, seus companheiros e, por instinto primário, sua própria vida.

Ocorrendo, ou na iminência de ocorrer resistência ativa e violenta, a reação da equipe policial é a necessária para conter o agressor e impossibilitar nova tentativa. A primeira providência é o socorro às vítimas, Policiais e o próprio agressor.

Também, em todos os feridos civis a serem socorridos, é feita rápida revista pessoal, principalmente nos agressores, pois, podem ocultar outras armas. Os feridos são socorridos o mais rápido possível ao Hospital mais próximo do local dos fatos, pelo motorista e comandante da equipe. Os seguranças da equipe ficam no local com a missão de preservarem todos os detalhes do sítio da ocorrência para perícia, e impedir a dispersão de testemunhas e vítimas do crime que estava sendo praticado quando da tentativa de prisão.

A caminho do Hospital, o comandante da equipe informa sucintamente ao escalão superior, sobre a ocorrência, local dos fatos e Hospital para onde está indo.

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QUANDO ATIRAR?

O CONCEITO AMERICANO DO USO DE FORÇA LETAL

Os constantes avançados sociais e legais exigem cada vez mais o profissionalismo e seriedade do trabalho policial. Comportamentos empíricos, rústico, baseados na coragem e valentia do policial não são mais aceitos pela sociedade que nós protegemos, pois cada vez mais consciente de seus direitos, deseja, da sua Polícia um trabalho e legalista.

Dentro desse avanço, os conceitos de Polícia Comunitária e uso de técnicas não letais se difundem no serviço policial mundial e agora, mais necessário do que nunca, nossa Polícia Militar. Mas o avanço da criminalidade não acompanha os direitos humanos e a violência do criminoso é cada vez maior.

Surge então a grande questão: quando atirar? Quando o policial deverá (ou terá que) usar a força letal para conseguir manutenção da lei frente a uma violência exagerada por parte de um agressor da sociedade?

Ë uma hipocrisia dizer que o policial nunca deverá usar sua arma de fogo ou que o bom policial jamais precisará usar de força letal em seu serviço; e uma ignorância da realidade social brasileira dizer que o policial deverá patrulhar as ruas desarmado.

Os policiais norte-americanos identificam que o ser humano em uma situação de estresse perde o seu racionais

intelectuais,trabalhando apenas com seu raciocínio instintivo ou

através de seu condicionamento psicomotor. Deve forma, em uma possível situação de perigo, onde o policial entra em um comportamento de estresse, seu conhecimento intelectual de quando atirar fica prejudicado. O policial sabe que só pode agir com força letal se sua situação se enquadrar dentro das excludentes de criminalidade, como a legitima defesa, o estrito cumprimento do dever legal, etc., mas como visualizar e identificar essa situação na eminência de um tiroteio, sob estresse? Se para os juristas essas situação podem ser passíveis de interpretações diversas,

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jurisprudências e opiniões contraditórias que são discutidas por dias, meses a até anos, como poderá o policial decidir o certo em uma fração de segundos?

1. QUANDO USAR A FORÇA LETAL

Nos Estados Unidos, o Instituto de Treinamento Policial da Universidade de ILinois desenvolveu em 1992, uma pirâmide de uso de força crescente, chamado de “Modelo de Uso de Força”, adotando nos seus cursos policias . Esse modelo sugere uma resposta do policial de acordo com sua percepção do comportamento do suspeito que está sendo abordado, que vai desde um controle por cooperação, quando ele fica submisso às ordens do policial, até o uso de força letal. Apesar de bem aceito entre os norte-americanos, esse quadro ainda apresenta dúvidas quanto a percepção do policial em relação à atitude do suspeito.

USO DE FORÇA POLICIAL

PERCEPÇÃO DO POLICIAL QUANTO AO AGRESSOR GRAU AÇÃO DE RESPOSTA DO POLICIAL CONTRA O AGRESSOR AGRESSÃO FÍSICA

LETAL 5 FORÇA LETAL

AGRESSÃO FÍSICA

NÃO-LETAL

4 TÁTICAS DEFENSIVAS

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RESISTÊNCIA ATIVA 3 CONTROLE FÍSICO

RESISTÊNCIA PASSIVA 2

CONTROLE DE

CONTATO

SUBMISSÃO 1 CONTROLE VERBAL

Podemos entender essa dificuldade de leitura de ambiente e identificação da decisão correta a ser tomada, se comparamos a visualização da situação em três fazes, branca, cinza e preta (figura 2). Uma situação visivelmente branca ou preta não atirar. O problema surge quando a situação é cinza. O cenário se confunde e a identificação não é clara. É nesse momento que ocorre as tragédias de morte de pessoas inocente e a morte do policial por não ser defender a tempo: Um vulto dentro da residência, a carteira no bolso de trás, sacada bruscamente, o carro que passou direto pelo bloqueio policial... era para atirar ou arriscar a vida?

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2. O TRIÂNGULO DO TIRO

O triângulo do tiro é um método didático de ensinar aos novos policiais quando ele deve usar sua arma de fogo em uma ação policial, identificando corretamente a visualização cinza da ocorrência.

Esse modelo coincide perfeitamente com a legislação e não há divergência dessa teoria com os aspectos legais de atirar ou não em ação policial. A diferença está na forma de identificar o momento certo de usar a força letal, sem desrespeitar a lei. O ensinamento jurídico ensina ao policial a visualizar o momento do uso de força letal sob as vistas da lei, enquanto o modelo do triângulo do tiro ensina sob o ponto de vistaTÁTICO.

O triângulo do tiro prevê que o policial só pode usar a força letal, ou seja, usar sua arma de fogo, se visualizar um agressor que esteja lhe

atacando ou atacando um outro cidadão

com habilidade, oportunidade e perigo (figura 3).

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A HABILIDADE é compreendida como os meios físicos que

capacitem um agressor a provocar no policial ou em outro cidadão uma agressão letal. Pode ser uma arma de fogo, faca ou até mesmo sua força física ou capacidade de luta corporal. É importante ressaltar que o conceito da habilidade envolve não apenas a posse de um armamento, mas também a condição de saber usá-la. Por exemplo, não poderia se enquadra nessa situação, um agressor que empunha um fuzil pelo cano, atacando como se fosse um porrete ou uma faca nas pessoas muito idosa, que mal pode se movimentar.

A OPORTUNIDADE compreende o potencial do agressor em usar sua

habilidade naquele momento de agressão letal. O uso de força letal contra um agressor portando uma faca pode ser justificado se ele estiver a alguns metros do policial, quando teria a oportunidade de usar sua arma branca; mas a mesma ação não se aplica se o agressor; com a mesma arma, estiver a uma distância maior ou separado do policial por uma grade, por exemplo, quando perderia então a oportunidade de agir com aquela habilidade.

O PERIGO é a constatação da intenção de agressão do suspeito

contra o policial ou outro cidadão, com habilidade e oportunidade de causar mal físico letal.

É essencial a presença desses três fatores para configurar taticamente e legalmente uma situação que se justifique o uso de

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força letal por parte do policial ausência ou quebra de um desses três elementos já é suficiente para o policial não atirar.

Alguns exemplos da quebra do triângulo do tiro

1. O policial identifica um suspeito armado e próximo a ele. Existe a habilidade e a oportunidade, mas ainda não se configura o perigo, o suspeito ainda não demonstrou intenção de agressão. O policial não pode atirar. Situação real ocorreu em 1996, durante uma ocorrência de roubo a banco na Avenida Paulista, quando um policial militar atirou pelas costa em uma pessoa armada, achando tratar-se de um assaltante. Era um policial civil, que estava atendendo a mesma ocorrência.

2. O policial identifica um suspeito armado, próximo a ele, que faz menção de atirar ou mesmo atirar contra o policial, mas em seguida larga a arma no chão e avança desarmado. Não se justifica atirar a parti desse momento, pois apesar do perigo da oportunidade, perdeu-se a habilidade, situação que pode ser contida com o uso de técnicas não-letais.

3. Em um presídio rebelado, um detendo armado de faca, atrás das grades, ameaça atacar um policial. Não se justifica atirar, pois apesar de haver a habilidade e o perigo, não há a oportunidade do agressor em agir, pois está confinado em uma cela.

4. Um veículo passa em alta velocidade por um bloqueio policial, não obedece a ordem de parada, quase atropela um policial e foge. Não se justifica atirar. Houve a habilidade (o carro como arma letal) e o perigo (intenção do suspeito), mas se perdeu a oportunidade (distância do agressor para agir contra o Policial) quando o carro se afastou do bloqueio.

É importante frisar que o triângulo do tiro deve se formar em relação ao agressor, e não ao Policial a oportunidade não se refere ao Policial estar em condições de atirar, mas sim ao agressor Ter a chance de agir, o que não significa uma liberação de tiro, mas a configuração letal de atirar.

Por exemplo, um agressor toma uma pessoa como refém, apontando a arma em sua cabeça e ameaçando matá-la. Formou-se o triângulo do tiro: ha a habilidade, a oportunidade do agressor em atingir um inocente e perigo (a intenção). O Policial , como agente da lei, pode usar a força letal, mas a configuração da situação não lhe permite agir sem equipamentos adequados, armamento especializado e o emprego de alternativas táticas mais adequados para salvar a vida do refém, como a negociação.

(27)

Em seu trabalho de manutenção da lei e da ordem, o policial não deve buscar artifício ou justificativa para o uso da sua arma de fogo. Tiros de advertência, tiros de intimidação e outras explicações para uma ação com armamento de fogo sem a devida configuração da necessidade de uso de força letal devem ser repudiados e combatidos. A arma é um instrumento de trabalho para dar condições ao policial de reagir contra uma agressão letal e não uma alternativa de apito ou de coação psicológica. Agindo com disciplina tática, o policial terá com certeza, a garantia de agir dentro da lei e dentro das exigências da sociedade.

O policial deve sempre procurar quebrar o triângulo do tiro e assim evitar o uso da força letal. Configurado o triângulo do tiro, o polícia tem ainda a opção de comandar, por exemplo, Polícia, largue a arma ao agressor, ou contra um suspeito armado de faca, recuar e por obstáculos para o avanço do agressor. O policial tem ainda, em determinadas situações, as opção do uso de arma não-letais, como a tonfa ou agentes químicos, do apoio de outros polícias, e sempre agir abrigado em situações de risco previsível. É essencial que o policial tenha consciência que a sua proteção não é atirar primeiro, mas sim o uso de abrigos e coberturas.

O policial possui uma "personalidade ocupacional" que é a combinação de três elementos, exclusivos para sua função. Desta maneira, o policial, como resultado de sua "situação social", que combina perigo, autoridade e eficiência, tenderia a desenvolver formas de enxergar o mundo distintas para ele mesmo. O desenvolvimento dessa "personalidade ocupacional" pode ser sintetizado na seguinte "equação sociológica": O policial é um

profissional que lida permanentemente com situações

perigosas em que se criam exigências demanutenção da autoridade e pressões para a demonstração de eficiência.

A dimensão do perigo tende a isolar o policial socialmente dos segmentos que ele considera como simbolicamente suspeitos e de uma forma mais fraca dos segmentos convencionais com os quais ele se identifica. O elemento de autoridade reforça a tendência de isolamento policial gerada pelo perigo. Pois, o exercício da autoridade se daria em consonância com a exigência - tanto da sociedade quanto da organização - de que o policial garanta a obediência da lei, fundamentado em uma moralidade pública

(28)

puritana, distintiva de todo comportamento desviante, marginal e impróprio presente nas margens da sociedade, com a qual o policial lida cotidianamente.

"Quis custodiet ipsos/Custodes?" - "Quem guardará os próprios guardas?": Juvenal, Sátira VI, 1980.

TÉCNICAS E TÁTICAS INDIVIDUAIS E EM

DUPLA

1. TIPOS DE PORTE.

 Lateral direto > ótima retenção e boa apresentação.

 Lateral cruzado > propicia o acesso fácil da arma pelo adversário além do péssimo saque.

 Frontal direto > porte seguro porém com ressalva no saque pelo direcionamento do cano para a genitália. Muito utilizado pelos policiais a paisana.

(29)

 Frontal cruzado > opção ruim de porte tanto para o saque como para a retenção.

 Mexicano (nas costas) > excelente retenção para ataque pela frente deixando a desejar em ataque pelas costas além da lentidão no saque.  Tornozelo > deve ser utilizado apenas para a arma reserva (back up) e

deve está no lado oposto da mão que fará o saque.

 Tático > muito utilizado em coldre de perna ou até mesmo em colete tático.

 Subaxilar > pouco utilizado.

 Portes não ortodoxos > ex. arma presa com fita adesiva nas costas, arma amarada com cordão e pendurada no pescoço, etc.

Obs: A utilização do fiel preso ao cinto ajuda bastante na retenção e

recuperação da arma.

2. SAQUE

Utilize sempre coldre de boa qualidade, preferencialmente com mais de um tipo de retenção e de rápido saque.

Tempos para o saque:

Posição 1: A mão forte empunha a arma destravando-a do coldre ao mesmo tempo que a mão fraca é trazida junto ao estômago ou batida junto à fivela do cinto. (FOTO 01)

Posição 2: A arma é sacada e colocada a um ângulo de 45º junto ao corpo.(FOTO 02)

Posição 3: As mãos se encontram, formando a empunhadura dupla, frente ao corpo, mantendo ainda um ângulo de 45º em relação ao solo.(FOTO 03)

Posição 4: A arma é engajada na linha de divisada em forma de soco, fazendo o alinhamento entre alça, massa e alvo.(FOTO 04)

Posição 5: Controlando-se o gatilho, é efetuado o disparo. Após o disparo a arma é levemente abaixada para que se proceda o acompanhamento até que se cesse a ameaça.(FOTO 05)

(30)

FOTO 1

FOTO 2

(31)

FOTO 4

FOTO 5

3. CONTROLE DE CANO

Em toda ocorrência, o policial deverá manter o controle de sua arma de fogo, evitando apontá-la para o fogo amigo. Desta forma ele deverá adotar uma melhor posição para o controle do seu cano.

(32)

Posição Sul Posição Pronto

(33)

Posição Israelense

 Posição Atap:

 Posição Rodesiana:

 Posição Inglesa:

4. RETENÇÃO DE ARMAS

De acordo com as estatística, vários casos de policiais feridos são resultantes de disparos efetuados de sua própria arma. Assim faz-se necessário que o policial tenha a retenção completa de faz-seu armamento, lembrando ainda que nem sempre as agressões são provenientes de meliantes, podendo até acontecer de uma tentativa por parte de pessoas desequilibradas emocionalmente ou mesmo doentes mentais.

(34)
(35)
(36)

5. TOMADA DE ÂNGULO E OLHADA RÁPIDA

1. Tomada de Ângulo (fatiar a torta ).

A aproximação é feita rente a parede. Afastar-se lateralmente e girar lentamente ao redor da borda da esquina ou quina sempre utilizando ao máximo o espaço que dispuser. A arma deverá está pronta para o disparo e será a primeira ponto avistado a cada fatiamento.

2. Olhada Rápida.

Após tomar posição de cobertura, olhar rapidamente, balançando lateralmente a cabeça. O sucesso desta técnica será a rapidez do movimento e a observação exata do local. Poderá ser usado, como fonte de visualização, um espelho.

6. DESLOCAMENTO COM ARMA

Durante uma perseguição a pé ou deslocamento de um lugar para outro em ocorrência, o policial deverá manter a arma em punho sempre com o braço junto ao corpo, sem oscilações e movimentos amplos. Caso o deslocamento seja realizado com a arma no coldre deve-se sempre manter pressão da mão sobre a empunhadura.

(37)

1. Abrigo : É tudo aquilo que protege o policial contra observação do meliante e que resista a penetração de projéteis, podendo ser naturais ou artificiais. O melhor abrigo em um veículo é o bloco do motor e as calotas das rodas. Exemplos: poste de concreto, caçambas de resíduos de lixo, arquivos cheios de papéis.

2. Cobertas: É tudo o que protege o policial do ângulo de visão do marginal, todavia não oferece proteção contra projéteis de arma de fogo. Evite disparar sua arma durante posicionamento em uma coberta, pois isto revelará sua posição. Exemplos: moitas e arbustos, lata de lixo, paredes de madeira, portas de automóveis, etc.

(38)

6. TRANSPOSIÇÃO DE OBSTÁCULOS

1. Técnicas de escalada

 Quando sozinho, o policial deverá, de início, dar uma rápida olhada antes de fazer a transposição, que deverá ser feita com silhueta reduzida.

 E

m dupla, o método utilizado será parecido com uma escada, onde um dos policiais deverá ficar de costa para a parede, mantendo a sua base, enquanto o outro utiliza suas pernas e ombros como degraus.

 Em trio, dois policiais ficarão como método anterior, servindo assim de escada e levantando o terceiro policial pelo calcanhar.

(39)
(40)

 Aranha: O policial ficará com toda sua frente voltada para a parede.

6. TÁTICAS EM DUPLA

1. Cima/Baixo: nesta técnica, o deslocamento da dupla de policiais deverá ser feito com um policial agachado, e o outro em pé

(41)

sobre sua cabeça, cuja arma deste último deverá passar da linha da cabeça do policial em silhueta reduzida.

2. Em L: nesta técnica, os policiais deverão progredir com um apontado para a frente e o outro cobrindo sua lateral, sempre com o contato físico, fazendo assim o formato de um “L”.

3. Costas com costas: os dois policiais irão se deslocar, um de costas para o outro, tendo além do contato físico o apoio da mão fraca para guiar o movimento.

(42)

ADMINISTRATIVA TÁTICA COMBATE

11. MÉTODOS DE TIROS COM LANTERNA

a . Método F.B.I.

Consiste em manter a mão que segura a lanterna longe do corpo. O atirador deve manter o braço esticado lateralmente enquanto empunha a arma com a outra mão.

Trata-se de um método eficaz, no entanto, segurar a lanterna nessa posição, além de ser cansativo, não permite que se efetue um disparo com precisão pois a empunhadura continua simples.

Atualmente não é mais adotado no treinamento dos futuros agentes da Polícia Federal norte-americana.

(43)

Criado pelo instrutor norte-americano Mike Harries, baseado na posição de tiro criada por Jack Weaver .

O

atirador mantém-se virado em direção ao alvo, com os braços um tanto dobrados. As costas das mãos se encontram e se apoiam

mutuamente, criando pelo sistema de pressões contrárias a inércia e a firmeza, necessárias para um disparo preciso. A mão que segura a lanterna passa por baixo do braço que empunha a arma e se

encontram firmemente apoiando-se uma mão à outra. Esse método fornece grande precisão no disparo e imprime muita confiança.

Método Roger

O atirador empunha a lanterna, segurando-a com se fosse uma seringa. Os três dedos restantes seguram firmemente a mão que empunha a arma. Dessa forma os braços não se cruzam, como no Método Harries, nem as mãos ficam encostadas, mas sim a mão da lanterna procura envolver a da arma.

Muito eficaz para quem tem mãos grandes ou possui uma lanterna do tipo Sure Fire ou Scorpion.

(44)

Método Ayoob

Massad Ayoob criou essa posição baseando-se na posição isósceles de tiro visado.

Nesse método, tanto a mão que segura a lanterna quanto a mão que empunha a arma são mantidas juntas, polegar ao lado de polegar, e ambos os braços esticados retos são levantados juntos em direção ao alvo.

Além de permitir um disparo preciso, é possível cegar o oponente com a luz da lanterna.

Ao levantar os braços, o facho de luz tende a ter uma inclinação para cima, portanto é uma técnica recomendada para curtas distâncias.

(45)

Obs: Em todas as técnicas a visada é feita pela conjunto de visada e não pelo facho de luz da lanterna.

ARMAMENTO E TIRO

Regras de Segurança

 Nunca, em qualquer hipótese, aponte uma arma, carregada ou não, para qualquer pessoa exceto se for atirar;

 Trate sua arma como se ela estivesse sempre carregada;

 Mantenha sempre o dedo fora do gatilho exceto na hora do disparo;

 Conheça bem o funcionamento de sua arma;

 Guarde sua arma e munições em local seguro evitando o acesso de outras pessoas não habilitadas;

 Manuseie sua arma sempre com o cano voltado para um local seguro;

 Ao dar ou receber uma arma, faça-o com ela aberta (ferrolho aberto e sem carregador);

 Use somente munições indicadas para o tipo de arma que possui evitando munições velhas e com alteração no estojo ou projetil;

(46)

 As travas de segurança de uma arma são apenas dispositivos mecânicos e não um substituto do bom senso;

 A arma deve ser transportada, sempre que possível, em um coldre;

 Não tente fazer modificações em sua arma para ela receber calibres maiores pois a mesma não foi projetada para isso;

 Mantenha sua arma sempre limpa;

 Verifique se não há obstrução do cano de sua arma antes de carregá-la;

(47)

1. Características do armamento;

Quanto ao tipo De porte

Quanto ao emprego Individual Quanto a alma do cano Raiada Quanto ao sistema de carregamento Retrocarga Quanto a refrigeração A ar

Quanto a alimentação Carregador tipo cofre Quanto ao sentido da alimentação De baixo para cima Quanto ao funcionamento Semi-automática Quanto ao princípio de

funcionamento

Ação direta dos gases

2. Nomenclatura da PT-100;

(48)

Mola recuperadora

Guia da Mola

Cano Bloco de Trancamento

C

arregadorArmação

3. Manuseio da pistola;

Municiando sua arma.

o Aponte o cano da arma para local seguro;

o Pressione o botão do retém do carregador e retire-o. o Coloque os cartuchos no carregador (municiar).

o Recoloque o carregador na arma (alimentação) assegurando-se que ele fique preso.

o Segure a pistola firmemente com a mão que você usa para atirar, lembrando-se de manter o dedo fora do gatilho. Com a outra mão puxe o ferrolho para trás até o batente e solte-o bruscamente. Isso faz com que o ferrolho posicione uma munição na câmara do cano. (carregar)

(49)

o Agora a pistola está engatilhada pronta para atirar. Para desengatilhá-la pressione o desarmador do cão.

o Após o último tiro, o ferrolho fica recuado e imobilizado pela ação do retém do ferrolho. Para retorná-lo à posição normal, pressione para baixo o retém do ferrolho.

Desmuniciando sua arma.

 Aponte o cano da arma para local seguro;  Retire o carregador;

 Puxe o ferrolho para trás certificando-se de que o cartucho que estava na câmara foi devidamente removido;

 Acione novamente o desarmador, causando o desengatilhamento da arma;

 Após desmuniciar sua arma, faça sempre o exame visual da câmara. Pronto: sua arma está desengatilhada e desmuniciada.

4. Desmontagem e montagem.

Desmontagem

o Retire o carregador pressionando retém do carregador que está próximo ao guarda mato;

o Puxe o ferrolho até o final do curso para certificar-se de que não há munição na câmara;

o Pressione o botão de desmontagem e gire a alavanca de desmontagem;

o Deslize o conjunto cano/ferrolho para frente até liberá-lo da armação;

o Comprima a guia da mola recuperadora levantando o conjunto e retirando-o cuidadosamente;

(50)

o Retirar o conjunto do cano do ferrolho.

Montagem

 A montagem deve ser realizada no sentido inverso da desmontagem.

Obs: Ao encaixar o conjunto cano/ferrolho na armação de sua pistola observe se o impulsor da trava do percussor eatá abaixado.

PANES MAIS COMUNS

(51)

METRALHADORA TAURUS FAMAE Cal .40 SW

1. Características do armamento.

Quanto ao tipo Portátil

Quanto ao emprego Individual Quanto a alma do cano Raiada Quanto ao sistema de carregamento Retrocarga Quanto a refrigeração A ar

Quanto a alimentação Carregador tipo cofre Quanto ao sentido da alimentação De baixo para cima Quanto ao funcionamento Automática

Quanto ao princípio de funcionamento

Ação direta dos gases

2. Nomenclatura da MT-40. Haste guia da mola recuperadora

Mola recuperadora Placa superior da empunhadura frontal Conjunto caixa da culatra/cano

(52)

Pino traseiro de fixação e desmontagem

Placa inferior da empunhadura frontal Pino dianteiro de fixação e desmontagem

Carregador

Armação com coronha dobrável Bandoleira

3. Manuseio

Municiando sua arma.

o Aponte o cano da arma para local seguro;

o Pressione o botão do retém do carregador e retire-o. o Coloque os cartuchos no carregador (municiar).

o Recoloque o carregador na arma (alimentação) assegurando-se que ele fique preso.

o Puxe o preparador para trás e solte-o bruscamente. O ferrolho irá levar uma munição para a câmara do cano (carregar).

o Selecione o tipo de disparo na tecla de seleção de tiro. o Agora a metralhadora está pronta para atirar.

o Após o último tiro, o ferrolho fica recuado e imobilizado pela ação do retém do ferrolho. Para retorná-lo à posição normal, pressione para baixo o retém do ferrolho.

(53)

Desmuniciando sua arma.

 Aponte o cano da arma para local seguro;  Coloque o seletor na posição “S”;

 Retire o carregador;

 Puxe o preparador para trás certificando-se de que o cartucho que estava na câmara foi devidamente removido;

 Coloque o seletor na posição “1”;

 Pressione o gatilho ou puxe levemente o preparador para trás acionando o gatilho e voltando-o a posição inicial;

 Após desmuniciar sua arma, faça sempre o exame visual da câmara. Pronto: sua arma está desmuniciada voc.

5. Desmontagem e montagem.

Desmontagem

o Retire os pinos de união pressionando-os e retirando-os de seu alojamento;

o Retire as placas do guarda-mão sendo inicialmente a placa inferior, puxando para trás e para baixo, e depois a placa superior puxando para cima;

o Retire a pino da haste da mola recuperadora. Para isso é necessário pressionar a haste com o dedo polegar retirando assim o pino. Logo em seguida retira-se a haste e a mola recuperadora;

o Retire o ferrolho. Para retirar o ferrolho pressione o retém do preparador para baixo retirando assim, o preparador. Em seguida incline a arma fazendo com que sai o ferrolho de seu depósito;

(54)

o Coloque o ferrolho na caixa da culatra colocando em seguida o preparador em seu devido alojamento;

o Introduza a haste e a mola recuperadora na culatra e pressione com o dedo polegar até que a haste ultrapasse o suficiente para colocar o pino de fixação;

o Coloque as placas do guarda-mão da parte superior e inferior; o Unir as partes inferior e superior da arma colocando primeiro o

pino de união da frente para posteriormente colocar o de trás.

ABORDAGEM A PESSOAS

Muitas mortes de policiais estão ligadas diretamente a abordagens executadas ou planejadas de maneira equivocada. A doutrina policial nos ensina que uma abordagem segura, no aspecto efetivo, deve contar com três policiais para cada abordado. Porém, na prática, isso raramente acontece, fazendo com que as atenções devam ser redobradas.

(55)

O policial, ao efetuar uma abordagem, deve observar alguns aspectos basilares para que possa salvaguardar sua vida:

PRINCÍPIOS DA ABORDAGEM POLICIAL

SEGURANÇA - é a garantia que tem o Policial, no momento da

abordagem, que sabe o que está fazendo e está empregando o procedimento correto.

SURPRESA - é a ação inopinada do Policial, não possibilitando

fuga ou reação do abordado.

- RAPIDEZ - ação de curta duração no momento da abordagem.

AÇÃO VIGOROSA - ação resoluta, decidida e firme do Policial

no momento da abordagem.

UNIDADE DE COMANDO - agir sob comando único, evitar

conflito de ordens, mantendo o controle das ações desenvolvidas.

(56)

INDIVÍDUO EM ATITUDE SUSPEITA

Entende-se por indivíduo em atitude suspeita aquela pessoa que infunde dúvidas acerca de seu comportamento ou que não inspire confiança, o fazendo, em relação ao lugar onde se encontre, horário e outras circunstâncias, justo receio às condições que nela se apresentam.(Definição dada pela PMESP – em resposta ao questionamento feito então pelo Secretário de Segurança Pública Sr. José Afonso da Silva – Revista A FORÇA POLICIAL – ~São Paulo 09MAR96)

Não deve existir preconceito na adoção de determinados critérios para a realização da abordagens. O que caracteriza a atitude suspeita do indivíduo, é a exteriorização de um comportamento que fuja do contexto social, ou da normalidade, associado às circunstâncias de horário, lugar, clima, pessoas etc. Em síntese tudo que possa chamar a atenção e seja passivo de averiguação;

SITUAÇÕES EM QUE O POLICIAL DEVE ABORDAR

 Para reconhecimento de pessoa procurada;  Nos casos de cometimento de infração;  Nos casos de conduta antisocial

(57)

 Para prestar assistência;  Para orientar  Para advertir,  Para fiscalizar  Para prender. PROCESSOS DA ABORDAGEM

Durante uma Abordagem Policial, devem ser considerado as seguintes fases:

a) PLANEJAMENTO MENTAL (coleta de dados e análise dos

fatos)

Juízo de valor fundamentando na coleta de dados e análise dos fatos com vistas a otimizar a abordagem policial, analisando os seguintes dados:

 Tipo de delito praticado;  Local da ocorrência;

 Número de envolvidos e meios utilizados;  Modus Operandi;

 Possibilidade de reação ou resistência;  Análise de sua tropa;

(58)

 Como, quando e o que fazer na abordagem;

 Qualquer informação relevante, em relação a ação Policial a ser desenvolvida.

b) PLANO DE AÇÃO

São as linhas de ação, geralmente formuladas verbalmente, de forma simples e no ambiente da Ação Policial.

c) EXECUÇÃO

Desencadeamento da Ação Policial.

ABORDAGEM A PESSOAS ISOLADAS

-Sempre que o número de Policiais e o terreno permitir, a aproximação será de Forma Triangular.

(59)

-Esta forma de aproximação reduz a possibilidade de fuga e reação do abordado.

-Propicia mais segurança aos Policiais.

(60)

 É mais complexa;

 Exige maior número de Policiais;

 Não é recomendado à duplas ou Policiais isolados;  Necessita maiores cautelas;

 Os Policiais devem postar-se em posição vantajosa;  Em caso de igualdade solicitar reforços;

 Os elementos devem ser afastados uns dos outros e colocados na posição de busca pessoal;

 O grupo (suspeito) deverá ser revistado sob observação atenta dos Policiais;

 O deslocamento do abordado para ser revistado deverá ser de costas para o Policial segurança e lateralmente para o PM revistador.

REGRAS A SEREM SEGUIDAS DURANTE UMA ABORDAGEM A UM SUSPEITO

- Vigie sempre as mãos do indivíduo a ser abordado; - Presuma sempre que o suspeito pode estar armado;

- Procurar abordar o suspeito sempre que possível por trás;

- Não permita que o suspeito se vire, não converse, não se distraia;

- Ordene que ele coloque as mãos abertas acima da cabeça, de costas e com as pernas abertas;

- Mesmo que o suspeito jogue uma arma fora, ou mesmo que esta seja encontrada durante a busca pessoal, continue com a máxima atenção;

- Não permita que o suspeito coloque as mãos em bolsos ou capangas;

- Evite, se possível, efetuar abordagem no interior de bares ou outro lugar onde haja aglomeração;

(61)

- Quando o elemento a ser abordado se tratar de um criminoso, aproxime-se de arma em punho, mas fora do alcance dele;

- Nunca aborde em inferioridade;

- A Arma deve estar na mão em condições de utilização, podendo, dependendo da situação, estar ao longo do corpo ou em posição de segurança, apontada diretamente para o suspeito quando julgado extremamente necessário.

- Procurar abordar com calma, segurança, rapidez, objetividade e surpresa;

- Se o marginal tentar fugir: 1 - Nunca atire pelas costas;

2 - Persiga-o sem fazer uso de arma de fogo;

3 - Solicite cobertura de outros Policiais se for preciso, para realização de um cerco.

BUSCA OU REVISTA

É uma atividade que consiste na procura ou exame de uma coisa ou pessoa, podendo por consequência, ser pessoal, domiciliar ou em veículos.

BUSCA PESSOAL

Busca Pessoal – Divide-se, quanto à situação do PM, em busca

(62)

Busca Preliminar – é a realizada em situação de rotina em razão do

local e da hora de atuação, aplicada também em pessoas freqüentadoras de locais onde o índice de criminalidade é elevado.

Busca minuciosa – é a realizada em pessoas altamente suspeitas

ou em delinqüentes que acabaram de cometer um crime ou estão cometendo, bem como, em detentos de estabelecimentos prisionais.

Busca completa – Empregada quando do encarceramento de

presos, normalmente é feita em repartição policial ou em recinto adequado. Nessa busca será retirada toda a roupa do suspeito e examinada peça por peça, como também, as cavidades naturais do corpo do elemento.

PROCEDIMENTO DO POLICIAL NA BUSCA PRELIMINAR OU LIGEIRA

Realizada em situação de rotina (Blitz, bloqueio, Operações diversas), quando não há fundadas suspeitas sobre a pessoa a ser verificada, mas em razão do local e da hora ou das circunstâncias operacionais de ação preventiva é conveniente procedê-la. Também utilizada nas entradas de casas de diversão e campo de futebol. Essa busca visa localizar objetos que possam ser usados na prática de ilícitos penais, ou objetos de uso e porte proibido ou não recomendado para aquela ocasião. Nas entradas de campo de futebol ou casas de diversão, pode ser procedida pela frente, solicitando-se que o abordado coloque as mãos acima da cabeça e sempre com um Policial dando cobertura, devendo o revistador deslizar suas mãos sobre o vestuário do indivíduo, verificando quadris, tórax, axilas, braços,, pernas, além de verificar pacotes, bolsas e volumes etc.

(63)

OBS: Em mulheres o Policial, se limitará a verificação de bolsas, agasalhos e/ou outros objetos onde possam esconder armas, drogas, etc. O Policial poderá usar os seguintes artificios:

 Solicitar uma mulher para revistar outra;

 Solicitar que a suspeita pressione sua roupa contra seu próprio corpo, para detectar algum volume, que possa ser objeto de furto ou roubo ou mesmo uma arma.

 Solicitar um Policial feminino para o procedimento Policial cabível.

PROCEDIMENTO DO POLICIAL NA BUSCA MINUCIOSA

1. Antes de iniciar a busca, evitar que o indivíduo fique de posse de quaisquer objetos (blusa, sacola, bolsa, pacote, guarda-chuva, jornal etc.);

2. Colocar o revistado em pé, com a frente voltada para uma parede ou outra superfície vertical e as costas para si;

3. Se não houver superfície vertical no local preliminar (campo aberto) deve o policial ordenar que o revistado coloque as mãos na cabeça com os dedos entrelaçados;

(64)
(65)
(66)

4. Proceder a busca por trás do revistado, mantendo sempre um braço apoiado nas costas do revistado e o outro realizando a busca, e ainda uma perna atrás da outra de acordo com as posições dos braços;

5. Em acordo de reação, escorar ou desequilibrar o revistado;

(67)

7. Verificar se não há cheiro de tóxicos. Nas mãos ou picadas nos braços;

8. Verificar todos os objetos e volumes em poder do revistado, inclusive cigarros, fósforos etc.;

9. Nada encontrado de ilegal, agradecer a colaboração, liberando o revistado;

ATITUDE DO POLICIAL QUE PROCEDERÁ A BUSCA (Revistador)

 O Policial Revistador manterá sua arma no coldre e se aproximará do suspeito pelo lado direito (esquerdo); colocará seu pé direito (esquerdo) em frente ao pé direito(esquerdo) do suspeito e manterá os dois tornozelos unidos, o que possibilitará uma ação defensiva/ofensiva, caso o suspeito esboce reação;

(68)

- Na troca de lados, para continuar a Busca, o Policial Revistador o fará, dando a volta por trás do Policial Auxiliar (Segurança).

ATITUDE DO AUXILIAR (Segurança)

O Policial Auxiliar deverá se colocar do lado oposto ao Revistador e a retaguarda do suspeito, mantendo-o sempre no seu campo visual. Deverá estar atento à todo e qualquer movimento do revistado, a fim de evitar imprevistos.

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- A arma deverá estar empunhada, porém não deve estar apontada para o abordado.

ABORDAGEM E BUSCA PESSOAL NO INDIVÍDUO EM ESTADO DE SUSPEIÇÃO

(70)

A Vtr para sempre que possível, a uma distância de três metros da pessoa ou grupo de pessoas a serem abordadas, quando então o comandante da equipe avaliará a situação, antecedentes, local e quadro probatório, e depois de acurada avaliação de risco extremado, poderá determinar as pessoas para que permaneçam com as mãos de modo visível podendo, até permitir apoio destas em obstáculos verticais; tais como muros, paredes de comércios ou até mesmo na lateral da própria Vtr. A posição do corpo será levemente inclinada para frente com as pernas afastadas lateralmente.

A ordem de permanecer com as mãos ou coloca-las apoiadas em quaisquer obstáculos, deverá vir acompanhada de recomendações no sentido de que pessoas que porventura estiverem empunhando qualquer objeto ou volume deverão colocá-lo no chão.

PROCEDIMENTOS DURANTE A EXECUCÃO DA BUSCA

Durante a posição prevista, o Policial Revistador deverá ficar alerta contra possível reação do suspeito, que poderá tentar fugir, desarmá-lo ou mesmo agredi-desarmá-lo.

Seqüência da Busca:

 Verificar de imediato o quadril do suspeito, devido a maior possibilidade de haver uma arma escondida nessa área;

 Verificar a região pubiana;

 Verificar braços, mãos e tórax (incluindo axilas);  Retirar chapéu, bonés e similares e examiná-los;  Observar colarinho;

 Deslizar as mãos ao longo das pernas do suspeito, verificando a parte interna das mesmas, olhar também canos de botas, sapatos, etc.,

(71)

OBSERVAÇÂO:

As armas e objetos de prova deverão ser apreendidos. Existem indivíduos que portam mais de uma arma, ou distribuem objetos ou drogas em várias partes do corpo.

BUSCA MINUCIOSA EM GRUPO DE PESSOAS

Os procedimentos serão os mesmos descritos anteriormente, acrescentando as seguintes instruções:

 Os suspeitos serão posicionados e afastados um do outro, de forma a não poderem se tocar;

- Não permitir que os mesmos se comuniquem;

 Um ou mais policiais devem estar na cobertura (Segurança), de acordo com a situação;

Na execução da Busca, utilizaremos os seguintes procedimentos:

 Os suspeitos a serem revistados são dispostos em linha; - O Revistador se coloca em uma das extremidades do grupo; - Tão logo um suspeito é revistado, deve ele colocar-se na outra extremidade e assim por diante, até ser procedida a busca em todo grupo.

(72)
(73)

BUSCA COMPLETA

Empregada quando do encarceramento de presos, normalmente é feita em repartição policial ou em recinto adequado. Nessa busca será retirada toda a roupa do suspeito e examinada peça por peça, como também, as cavidades naturais do corpo do elemento.

PROCEDIMENTO DO POLICIAL NA BUSCA COMPLETA

1. Deverá ser feita , sempre que possível, na presença, no mínimo, uma testemunha e em local isolado do público;

2. Adotar os procedimentos da busca minuciosa e mais:

3. Tirar toda a roupa e os sapatos do revistado. Se estiver com ataduras ou gesso, verificar sua autenticidade;

4. Verificar todo o corpo do revistado, inclusive orifícios externos. Indagar da procedência de cicatrizes e tatuagens. Se tiver cabelos muito grandes ou espesso, passar um pente.

5. Verificar a roupa do revistado.

VARIACÃO DAS POSIÇÕES PARA EXECUÇÃO DA BUSCA

Além da posição tradicional de Busca Pessoal, com apoio em Superfície Vertical, poderá o Policial, em situações que exigem maiores cautelas e em casos de maior suspeição, adotar as seguintes posições para Busca:

Referências

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