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SISTEMAS DIGITAIS CIRCUITOS SEQUENCIAIS BÁSICOS

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Academic year: 2021

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CIRCUITOS SEQUENCIAIS

BÁSICOS

(2)

ELEMENTOS BÁSICOS DE MEMÓRIA LATCHES LATCH RS LATCH RS SINCRONIZADO LATCH D FLIP-FLOPS FLIP-FLOP MASTER-SLAVE FLIP-FLOP JK FLIP-FLOP EDGE-TRIGGERED SIMBOLOGIA CARACTERIZAÇÃO TEMPORAL

(3)

CIRCUITOS SIMPLES COM REALIMENTAÇÃO

2 inversores em cascata → elemento básico de memória.

Posso armazenar um 1 (ou um 0) para sempre, mas não posso alterar o valor.

1 1

Q Q

R

A entrada R permite forçar Q a 0 (mas não permite forçá-lo a 1).

A entrada R permite forçar Q a 0. A entrada S permite forçar Q a 1.

1 ≥ Q Q R 1 ≥ S 1 Q 1 Q

(4)

LATCH RS

R = 1 e S = 0 → Q é forçado a 0 → RESET. R = 0 e S = 1 → Q é forçado a 1 → SET. R = 0 e S = 0 → mantém estado anterior.

R = 1 e S = 1 → não utilizada →sem significado (valor real depende da

implementação). U 0 1 Qn Qn+1 Não Utilizada U 1 1 SET 1 0 1 RESET 0 1 0 HOLD Qn 0 0 Qn+1 R S Q Q R S 1 ≥ 1 ≥

O valor da saída do elemento de memória designa-se

habitualmente por estado.

(5)

LATCH RS COM PORTAS NAND

Quando o Latch é realizado com portas NAND, as entradas são activas a 0 (valor lógico que impõe o resultado da Nand).

HOLD Qn_H 1 1 RESET 0 0 1 SET 1 1 0 Não Utilizada U 0 0 Qn+1 _H R_L S_L & & S_L R_L Q_H Q_L

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LATCH RS SINCRONIZADO / CONTROLADO

Q Q R S 1 ≥ 1 ≥ & & EN Q Q S R EN & & & & Não Utilizada U 1 1 1 0 1 1 1 EN HOLD Qn X X SET 1 0 1 RESET 0 1 0 HOLD Qn 0 0 Qn+1 R S

A entrada habilitadora ou enable, EN, permite controlar a aplicação das entradas de Set e de Reset ao latch.

(7)

LATCHES RS – SIMBOLOGIA

S R S_L R_L Q_H Q_L S R S_H R_H Q_H Q_L 1S 1R C1 Q_H Q_L S_H EN_H R_H

Latches Simples

Latch Sincronizado

A entrada de sincronismo é habitualmente designada por relógio – Clock (C).

A letra designa função:

C = Clock; S = Set; R = Reset. O 1 à direita identifica a entrada.

O 1 à esquerda da letra implica dependência da entrada 1.

(8)

LATCH SINCRONIZADO – DIAGRAMA TEMPORAL

1S 1R C1 Q_H Q_L S_H EN_H R_H

Exemplo

EN_H S_H R_H Q_H Q_L S R S M R NU S

(9)

LATCH D (SINCRONIZADO)

0 1 1 EN HOLD Qn X SET 1 1 RESET 0 0 Qn+1 D

Um dos modos de eliminar o estado indefinido no latch RS consiste em assegurar que as entradas R e S são sempre complementares.

Obtém-se, assim, o latch D, que tem apenas 2 entradas: D (Data) e C (Clock).

Q Q D EN & & & & 1 S R

Símbolo

1D C1 Q_H Q_L D_H EN_H

(10)

LATCHES E FLIP-FLOPS

Os circuitos básicos de memória podem ser classificados em latches e flip-flops.

Os latches mudam as saídas imediatamente após uma variação nas entradas (diz-se que as saídas são transparentes).

Os flip-flops mudam as saídas apenas quando há uma variação do relógio.

Se as entradas de um latch mudam enquanto o relógio está a 1, o seu estado muda imediatamente. Esta mudança pode implicar novas mudanças de estado noutros latches, o que pode originar uma sequência imprevisível de mudanças de estado no circuito.

1S 1R C1 S1_H C R1_H 1S 1R C1 Q_H Q_L S2_H R2_H Q2_H C Q1_H tPD 2tPD

Exemplo

A ordem de SET (S1 = 1, R1 = 0) propaga-se no mesmo ciclo de relógio ao 2º latch!

(11)

FLIP-FLOP MASTER-SLAVE

Os flip-flops são projectados de modo a permitir apenas uma única mudança de estado no circuito, por período de relógio, quando é usado um único relógio.

O flip-flop Master-Slave consiste na ligação em cascata de 2 latches sincronizados, com sinais de controlo complementares.

Funcionamento: o Mestre “aceita” ordens de Set ou Reset enquanto C = 1, mas só “passa” a ordem ao Escravo quando C = 0; do ponto de vista das saídas externas o estado apenas muda após a transição de 1 → 0 do relógio.

QS_H C QM_H tPD C1 1R 1S C1 1R 1S C S 1 R QM_H Master Slave Q_H QS_H Q_L

Exemplo

(12)

FLIP-FLOP JK MASTER-SLAVE

O flip-flop JK permite eliminar o estado indefinido, mantendo 2 entradas e, portanto, 4 funcionalidades distintas. C1 1R 1S C1 1R 1S C J 1 K Master Slave Q_H Q_L & & TOGGLE Qn 1 1 SET 1 0 1 RESET 0 1 0 HOLD Qn 0 0 Qn+1 K J

Nota: continua a só existir mudança de estado (variação nas saídas) após a transição de relógio de 1 →0 .

(13)

FLIP-FLOPS MASTER-SLAVE

Os flip-flops master-slave respondem aos valores na entrada que existam durante o semi-período em que C = 1. Por isso, são também chamados de pulse-triggered.

Para o seu funcionamento correcto, no entanto, não devem haver variações nas entradas durante o pulso de relógio.

Problema: se durante o pulso de relógio R = 0 e S = 0 → 1 → 0, esperar-se-ia que o flip-flop mantivesse o estado, pois a última ordem é de HOLD, no entanto, o Mestre respondeu à ordem de SET e é essa ordem que é passada ao Escravo.

C1 1R 1S C1 1R 1S C S 1 R QM Master Slave Q QS C S R QM Q

(14)

FLIP-FLOPS EDGE-TRIGGERED

Os flip-flops edge-triggered ignoram o pulso, enquanto este se mantém num valor constante, e apenas reagem à transição de relógio.

Uma estrutura tipo master-slave em que o Mestre é um flip-flop D funciona como edge-triggered (e não como pulse-triggered): o estado que é passado do Mestre para o Escravo é sempre o estado definido pelas entradas na transição de relógio.

C D QM Q C1 1D C1 1R 1S C D 1 QM Master Slave Q

Os flip-flops dizem-se positive-edge-triggered se reagem à transição de relógio 0 → 1. Os flip-flops dizem-se negative-edge-triggered se reagem à transição de relógio 1 → 0.

(15)

FLIP-FLOP D EDGE-TRIGGERED

Os flip-flops D

positive-edge-triggered são habitualmente

realizados com o circuito ao lado. Q_H Q_L & & 1 2 & & 3 4 & & 1 D_H CP 5 6 CP D_H L H L H -Qn+1 Qn H L Qn Qn

(16)

-ENTRADAS ASSÍNCRONAS

Alguns flip-flops incluem entradas adicionais que permitem fazer o SET ou o RESET assíncronamente, i.e., independentemente do relógio.

A entrada de Set assíncrono é também às vezes designada por “direct set” ou “preset”, e a entrada de Reset assíncrono é também às vezes designada por “direct reset” ou “clear”.

Exemplo

C1 1K 1J R S

Flip-flop JK com R e S assíncronos

TOGGLE Qn 1 1 ↑ 0 0 SET 1 X X X 0 1 RESET 0 X X X 1 0 1 0 0 0 S 1 0 0 0 R X ↑ ↑ ↑ C Indefinido U X X SET 1 0 1 RESET 0 1 0 HOLD Qn 0 0 Qn+1 K J

(17)

SIMBOLOGIA

C1 1R 1S R S C1 1D C1 1D 1D C1 1D C1 C1 1K 1J C1 1K 1J C1 1K 1J Latch RS Latch RS sincronizado Latch D sincronizado Latch D c/ controlo activo a L Flip-flop JK

pulse-triggered pulse-triggeredFlip-flop JK negativo Flip-flop JK edge-triggered positivo Flip-flop D edge-triggered negativo Flip-flop D edge-triggered positivo Flip-flop JK edge-triggered positivo c/ R e S assíncronas e activas a L C1 1K 1J R S

(18)

CARACTERIZAÇÃO TEMPORAL

Tempo de atraso

ou de propagação

50% 50% 50% CP Q_H Q_L

t

p LH

t

p HL

Duração mínima de

um pulso de relógio

CP

t

w

(19)

TEMPOS DE PREPARAÇÃO E DE MANUTENÇÃO

50% 50% D CP

t

s

t

h

O tempo de preparação (tS – SETUP) é a duração mínima do intervalo de tempo,

antes da transição de relógio, durante o qual as entradas de dados não podem variar.

O tempo de manutenção (tH – HOLD) é a duração mínima do intervalo de tempo,

(20)

CARACTERIZAÇÃO DOS T

S

, T

W

E T

H

PARA OS DIVERSOS FFs

t

s

t

s

t

s

t

h

t

h

t

h

t

w CP CP CP Pulse-Triggered (Master-Slave) Edge-Triggered Positivo Edge-Triggered Negativo

(21)

METODOLOGIA DE SINCRONIZAÇÃO TEMPORAL

A utilização de uma metodologia de sincronização temporal correcta garante o funcionamento adequado do circuito.

Para sistemas síncronos, o funcionamento adequado significa que, para cada evento de relógio, todos os FFs examinam as suas entradas e determinam os seus novos estados. Isto obriga a que:

1. os valores de entrada correctos têm de ser disponibilizados, a tempo, aos FFs que vão mudar de estado.

2. nenhum flip-flop pode mudar de estado mais do que uma vez durante o mesmo evento de relógio. 1D C1 1D C1 CP IN Q0 Q1 CP IN Q0 Q1 0 1 0 0 0 1 1 1 0 0

(22)

COMPORTAMENTO TEMPORAL

As entradas dos FFs têm de estar estáveis um Tempo de Setup antes do flanco de relógio, e um Tempo de Hold depois do flanco de relógio.

O tempo de propagação de um FF é habitualmente muito maior que o tempo de hold, portanto a verificação da condição de hold nunca é problema.

Para garantir a condição de setup é necessário que a variação provocada pelo 1º evento de relógio, chegue à entrada do FF um tempo de setup antes do 2º flanco de relógio.

tH tSU CL K IN Q0 Q1 tPLH TCLK tH tSU tSU tH tPLH tPLH tPHL tPHL Funcionamento Correcto

(23)

COMPORTAMENTO TEMPORAL (cont.)

SU P CLK SU P CLK SU CLK P

t

t

f

t

t

T

t

T

t

FF FF FF

+

+

1

Para uma frequência de relógio demasiado elevada, o circuito deixa de funcionar correctamente.

O caso limite é: SU P SU P

t

t

f

t

t

T

FF CLK FF CLK

+

=

+

=

1

max min

O funcionamento correcto exige:

tPHL tH tSU tSU tH TCLK CLK IN Q0 tPHL tH tSU tSU tH TCLK CLK IN Q0

(24)

BIBLIOGRAFIA

[1] M. Morris Mano, Charles R. Kime, “Logic and Computer Design Fundamentals”, Prentice-Hall International, Inc. (Capítulo 4, Secções 4.1-4.3)

Referências

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