LUIZ NUNES
E O MOVIMENTO EM PERNAMBUCO
Arquitetura e Urbanismo Brasil Contemporâneo
Douglas Menezes, 150166788 Fernando Alves, 150075944 Guilherme Torres, 110167091
Larissa Martins, 110015029 Professor: Me. Ana Paula Campos Gurgel
BIOGRAFIA
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1926-1933 – Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA).•
1931 – Liderou movimento de estudantes da ENBA que apoiou o projeto de renovação do ensino proposto pelo arquiteto Lúcio Costa durante seu breve período como diretor da escola.•
1933-34 – Projetou dois edifícios residenciais no Rio de Janeiro.•
1934 – Transferiu-se para Recife, assumindo o cargo de arquiteto da Secretaria de Viação e Obras Públicas, consolidada com a criação da DAC. Coube à diretoria centralizar todas as atividades de construção civil do governo, do desenvolvimento de projetos à aprovação de tudo que seria construído com verba estadual.O MODERNO EM PERNAMBUCO
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“Escola do Recife”•
Características regionais;•
Produção pioneira com Luiz Nunes nos anos 30 junto a DAU (Diretoria de Arquitetura e Urbanismo.•
Escola ou tradição inventada ?•
Conhecimento não transmitido pela Escola de Belas Artes de Pernambuco;•
Descontinuidade da produção entre 30 e 50;•
Cobogó;“se destaca por um cuidado particular na escolha dos materiais: atribui-se um papel importante do tijolo aparente e à madeira, enquanto complementos das estruturas de concreto armado e dos planos de vidro” (BRUAND, 1981, p.146-7)
LUIZ NUNES E A GESTÃO DA DAC
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Coordena uma série de ações integradas que visam melhorar a qualidade arquitetônica e construtiva dos edifícios estatais e diminuir os gastos públicos com a construção civil.• aprimoramento educacional e técnico da mão-de-obra local e a introdução de novos métodos, materiais e técnicas no canteiro de obras,;
• constituição de uma equipe técnica diversificada e o desenvolvimento de projetos executivos completos que privilegiam a racionalidade técnico-construtiva.
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Participação dos mestres-de-obras e operários nas decisões de projeto, de forma a incorporar o conhecimento do fazer empírico ao conhecimento acadêmico, ou seja, buscou recuperar a unidadeperdida entre teoria e prática.
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As atividades da DAC são interrompidas em 1935 sob a suspeita de envolvimento da equipe com o movimento comunista, mas também porque o incentivo a participação de operários nas decisões de projeto é desaprovada por parte de alguns integrantes do governo por ameaçar hierarquias e poderes vigentes.PRINCIPAIS OBRAS JUNTO À DAC
De acordo com SEGAWA (1998), “os trabalhos da primeira fase eram o
produto de um conceito de arquitetura no qual os condicionantes
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Disposição do programa em blocos em vez de pavilhões, como era defendido pelas correntes mais avançadas de medicina na época;•
Foram empregadas, pela primeira vez no país, escadas de forma helicoidal apoiadas somente nas extremidades;•
Durante a construção, o projeto do Hospital daBrigada Militar é bastante modificado, o caráter
final da edificação se distancia desse grupo de projetos da DAC
Usina Higienizadora de Leite
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Ano do projeto: 1934;•
Fábrica para pasteurizar o leite vindo das regiões próximas;•
Semelhança com a fábrica Fagus de Gropius;•
Prismas retangulares justapostos e adiferenciação do local da circulação vertical;
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Marquises em concreto armado marcam os acessos;•
A sensibilidade compositiva: vazios;•
Cada volume ou bloco da edificação abriga uma atividade diferente;DAU E O INÍCIO DE UMA NOVA FASE
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DAU, 1936-1937: uma das primeiras iniciativas organizadas de difusão do movimento modernista
na arquitetura e construção.
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Durante esse período são recorrentes os olumes prismáticos compostos de lajes planas, superfícies
lisas sem ornamentação e aberturas horizontais padronizadas, que respondem a necessidades
programáticas específicas e revelam a inspiração da arquitetura moderna alemã.
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Maior expressividade plástica
• Essa nítida mudança de orientação é explicada de um lado pela estada de Nunes no Rio de Janeiro, no mesmo ano em que Le Corbusier estava no país em virtude dos projetos para a Universidade do Brasil e o Ministério da Educação e Saúde - MES, 1936/1945, e pela incorporação de dois novos colaboradores, os engenheiros-arquitetos João Correia Lima, Fernando Saturnino de Brito, formados pela Escola Nacional de Belas Artes - Enba.
PRINCIPAIS OBRAS JUNTO À DAU
Os edifícios construídos pela DAU apresentam uma “generalização de ideia de ordem e de unidade” que caracterizam o movimento moderno na arquitetura, cuja “força e capacidade de
Escola Rural Alberto Torres
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Ano da obra: 1936;
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Projetada para o programa de
capacitação de professores;
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Escola Rural Modelo;
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Inspiração no Palácio dos Sovietes,
1931, (Le Corbusier) e o Auditório da
Universidade do Brasil, 1936 (Lúcio
Costa);
perspectiva pórtico - Fonte: (COSTA, Lúcio, 1997, p.184) perspectiva Aula Magna-Auditório (grifo nosso) - Fonte: (COSTA, Lúcio, 1997, p.184)
Palácio dos Sovietes, 1931. Fonte: Google Images
Escola Rural Alberto Torres
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Rampas suspensas por tirantes fixos em arcos parabólicos•
Volume prismático ligado ao corpo central;•
As vigas são arqueadas e as suas seções, próximas aos pilares, aumentam pararesponder aos esforços; foram utilizadas as mísulas para racionalizar a estrutura.
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As lajes são recheadas com tijolos cerâmicos para diminuir o peso e baratear o custo da estrutura.Pavilhão de Verificação de Óbitos
Croqui do Pavilhão Luiz Nunes (Pavilhão de Verificação de Óbitos, atual sede do IAB-PE). Fonte: Croquis de Arquitetura
Pavilhão de Verificação de Óbitos
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Ano do projeto: 1937;
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Excelente implantação do edifício;
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De um lado a Faculdade de Medicina, do
outro, a Escola Técnica de Pernambuco;
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Escala doméstica e residencial;
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Centralidade da planta e da fachada
principal;
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No Pavilhão estão concretizados todos os
chamados ‘cinco pontos da nova
arquitetura’
foto de G. E. Kidder Smith para a exposição “Brazil Builds” em Nova York – 1943. Fonte: Portal Vitruvius – Arquitextos 072, maio de 2006Pavilhão de Verificação de Óbitos
uma experiência de restauro de arquitetura moderna
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2002: avançado estado de deterioração.•
Pesquisa e elaboração do projeto que fundamentou a primeira restauração extensiva do Pavilhão.•
Iconografia, levantamento fotográfico, ‘planta de danos’, minuciosos trabalhos de pesquisa, levantamento e prospecção•
Desafio: impossibilidade de localização das pranchas de desenhos do projeto original.•
Serviços reparadores: desde a recuperação de pilares, vigas e lajes de concreto armado que apresentavam oxidação de ferragens e desagregação de argamassa à recuperação completa das superfícies de pisos nos três pavimentos•
O optar entre a fidelidade à materialidade da construção existente, ou, a fidelidade às idéias e princípios que fundamentaram a concepção do projeto.Pavilhão de Verificação de Óbitos
modernismo e ruptura, modernismo e tradição
Vila Stein Vila Savoie
Reservatório d’Água de Olinda
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Ano da obra: 1936; Altura do edifício impressionante;•
Utilização do concreto armado e cobogó (invenção pernambucana);•
Cobogó: solução compositiva; pele do edifício; único elemento de fachada;•
Fachadas cegas;•
Volume único; prisma puro;•
Pilotis; leveza da composição;Reformatório de Menores
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Ano do projeto: 1937;
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Projetado em conjunto com Aníbal Pinto;
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Transformado em Escola de Agronomia 2 anos antes;
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Blocos dispostos de forma radial, ligados por uma passarela circular;
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No bloco principal: administração, diretoria, instalações sanitárias, refeitório, museu,
salas de aula e demais equipamentos de apoio;
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Nos demais blocos: dormitórios e sanitários transformados em salas de aula;
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Abóbadas delgadas em concreto armado na cobertura do refeitório e escada
helicoidal no edifício central;
Leprosário da Mirueira,
Pavilhão coletivo
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Inaugurado em 1941;
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Construída para ser uma “microcidade”, e com capacidade para 400 doentes;
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Foi projetada para possuir o caráter de uma cidade, com ruas, praças, templo
religioso, prefeitura, escola, áreas de lazer;
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Hoje o Hospital da Mirueira descentralizou o atendimento no ambulatório,
oferecendo consultas em 11 especialidades médicas, além de 174 leitos para
internamento;
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Os pacientes moram nos hospitais, muitas pessoas ainda procuram a unidade de
saúde querendo viver.
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Bibliografia
• BRUAND, Yves. Arquitetura contemporânea no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1981.
• ANDRADE, Paulo Raposo; CÂMARA, Andréa Nascimento Dornelas; MEDINA, Luciano L. Edifício do Pavilhão de Óbitos do Recife: uma experiência de restauro de arquitetura moderna. Trabalho apresentado ao V Seminário Docomomo, São Carlos, 27 a 30 de outubro de 2003. Disponível em:
< http://www.docomomo.org.br/seminario%205%20pdfs/128R.pdf>
• ARDOZO, Joaquim. Dois episódios da história da arquitetura moderna brasileira. Disponível em: < http://www.joaquimcardozo.com/paginas/joaquim/poemas/arquitetura/dois_episodios.pdf>
• SMITH, Roberta Lílian Bezerra; FREITAS, Marcelo de Brito Albuquerque Pontes. Estudo para a preservação da arquitetura moderna na cidade do Recife (1930 a 1960). Trabalho apresentado ao V Seminário Docomomo, São Carlos, 27 a 30 de outubro de 2003. Disponível em:
< http://www.docomomo.org.br/seminario%205%20pdfs/128R.pdf>
< http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=5413&cd_item=1&cd_idioma=28555>
• INOJOSA, Leonardo. O sistema estrutural na obra de Oscar Niemeyer. Brasília, 2010.
• NUNES, Luiz. Disponível em: < http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa351677/luiz-nunes>
• Nunes, Luiz. Disponível em: < http://www.brasilartesenciclopedias.com.br/nacional/nunes_luiz.htm>
• MARQUES, Sonia. NASLAVSKY, Guilah. Eu vi o modernismo nascer… foi no Recife. Arquitextos 131.02, ano 11, abr. 2011. Disponível em: <
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/11.131/3826>
• ANDRADE, Paulo. CÂMARA, Andréa. MEDINA, Luciano. Edifício do Pavilhão de Óbitos do Recife: Uma Experiência de Restauro de Arquitetura Moderna. Trabalho apresentado ao V Seminário Docomomo. Disponível em: http://www.docomomo.org.br/seminario%205%20pdfs/128R.pdf
• CARDOZO, Joaquim. Dois episódios na história da arquitetura moderna brasileira. Revista Módulo nº4, 1965. Reeditado em www.joaquimcardozo.com, Rede de Ideias, 2004.
• NASLAVSKY, Guilah. Escola Pernambucana ou Tradição Inventada? A construção da história da Arquitetura Moderna em Pernambuco, 1945-1970. Disponível em:
http://www.docomomo.org.br/seminario%206%20pdfs/Ghilah%20Naslavsky.pdf • COSTA, Lúcio. Registro de uma Vivência. 3 ed. São Paulo: Empresa das Artes, 1997.