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ENTIDADE REGULADORA DA SAÚDE

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ENTIDADE

REGULADORA

DA

SAÚDE

RELATÓRIO DE ATIVIDADES E GESTÃO 2018

R u a S . J o ã o d e B r i t o , 6 2 1 , L 3 2 , 4 1 0 0 - 4 5 5 P O R T O e-mail: g e r a l @ e r s . p t • telef.: 222 092 350 • fax: 222 092 351 • w w w . e r s . p t

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Índice

1. Introdução ... 1

1.1. Apresentação ... 1

1.2. Missão e âmbito de regulação ... 2

1.3. Estrutura interna ... 3

1.4. Orientação estratégica ... 5

2. Atividades de regulação e supervisão ... 8

2.1. Eixo E1: Garantia dos direitos e interesses dos utentes ... 8

2.2. Eixo E2: Regulação e supervisão da atividade dos prestadores de cuidados de saúde ... 11

3. Atividades de gestão e quadro institucional ... 45

3.1. Eixo E3: Posicionamento da ERS na sociedade ... 45

3.2. Eixo E4: Cooperação institucional ... 50

3.3. Eixo E5: Eficiência e eficácia internas ... 54

4. Recursos mobilizados ... 60

4.1. Recursos humanos ... 60

4.2. Ativo fixo e investimento ... 64

4.3. Análise económica, financeira e orçamental ... 65

4.4. Contabilidade de gestão ... 78

5. Notas finais ... 80

5.1. Análise crítica do exercício ... 80

5.2. Implicações relevantes em 2019 ... 85

Anexo I – Demonstrações financeiras ... 87

Anexo II – Demonstrações orçamentais... 117

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Lista de abreviaturas

AdC – Autoridade da Concorrência ARS – Administração Regional de saúde

CEDIC – Certificados Especiais de Dívida de Curto Prazo DGC – Direção-Geral do Consumidor

DGS – Direção-Geral da Saúde

ERS – Entidade Reguladora da Saúde

IGCP – Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública

LQER - Lei-quadro das entidades administrativas independentes com funções de regulação da atividade económica dos sectores privado, público e cooperativo

MCDT – Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica

PREVPAP – Programa de Regularização Extraordinário dos Vínculos Precários na Administração Pública

RCE – Rede de Cobranças do Estado

RNCCI – Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados SGQ – Sistema de Gestão da Qualidade

SGREC – Sistema de Gestão de Reclamações SIGA – Sistema Integrado de Gestão do Acesso SIGIC – Sistema de Gestão de Inscritos para Cirurgia SIGO – Sistema de Informação de Gestão Orçamental SNC – Sistema de Normalização Contabilística

SNC-AP – Sistema de Normalização Contabilística para as Administrações Públicas SNS – Serviço Nacional de Saúde

SRER – Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados TCRS – Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão TMRG – Tempos Máximos de Resposta Garantidos

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1. Introdução

1.1. Apresentação

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) é, nos termos da Lei-quadro das entidades administrativas independentes com funções de regulação da atividade económica dos setores privado, público e cooperativo (Lei n.º 67/2013, de 28 de agosto, na redação alterada pela Lei n.º 12/2017, de 2 de maio) e dos seus estatutos, aprovados pelo Decreto-Lei n.º 126/2014, de 22 de agosto, uma pessoa coletiva de direito público, com a natureza de entidade administrativa independente, dotada de autonomia administrativa e financeira, de autonomia de gestão, de independência orgânica, funcional e técnica e de património próprio, e goza de poderes de regulação, regulamentação, supervisão, fiscalização e sancionatórios.

No âmbito da orientação e gestão da ERS, compete ao Conselho de Administração elaborar o relatório de atividades e o relatório e contas do exercício, conforme disposto nas alíneas c) do n.º 1 e d) do n.º 2 do artigo 40.º daqueles estatutos.

Em concretização de tais obrigações legais, este relatório apresenta uma breve descrição das atividades de regulação desenvolvidas em 2018, bem como das principais atividades de gestão interna e mobilização de recursos.

Nos termos das disposições conjugadas dos n.os 2 e 3 do artigo 70.º e das alíneas c) e d) do artigo 71.º dos estatutos, o presente relatório é enviado ao Governo e à Assembleia da República e objeto de divulgação pública no website da ERS, em www.ers.pt, onde também se poderá encontrar a versão integral dos estudos, pareceres, instruções e recomendações aqui referidos.

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1.2. Missão e âmbito de regulação

Em conformidade com os seus estatutos, a ERS tem por missão a regulação da atividade dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, e as suas atribuições compreendem a supervisão desses estabelecimentos no que respeita ao cumprimento dos requisitos de exercício da atividade e de funcionamento, incluindo o licenciamento dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, à garantia dos direitos relativos ao acesso aos cuidados de saúde, à prestação de cuidados de saúde de qualidade, bem como dos demais direitos dos utentes, e à legalidade e transparência das relações económicas entre os diversos operadores, entidades financiadoras e utentes.

De forma mais concreta, são objetivos da atividade reguladora da ERS: a) assegurar o cumprimento dos requisitos do exercício da atividade dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, incluindo os respeitantes ao regime de licenciamento dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, nos termos da lei; b) assegurar o cumprimento dos critérios de acesso aos cuidados de saúde, nos termos da Constituição e da lei; c) garantir os direitos e interesses legítimos dos utentes; d) zelar pela prestação de cuidados de saúde de qualidade; e) zelar pela legalidade e transparência das relações económicas entre todos os agentes do sistema; f) promover e defender a concorrência nos segmentos abertos ao mercado, em colaboração com a Autoridade da Concorrência na prossecução das suas atribuições relativas a este setor; e g) desempenhar as demais tarefas previstas na lei. O seu âmbito de regulação inclui todos os estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, dos setores público, privado, social e cooperativo, independentemente da sua natureza jurídica, excetuando-se os profissionais de saúde no que respeita à sua atividade sujeita à regulação e disciplina das respetivas associações públicas profissionais e os estabelecimentos sujeitos a regulação específica do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP, nos aspetos respeitantes a essa regulação.

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1.3. Estrutura interna

O Conselho de Administração é o órgão colegial responsável pela definição da atuação da ERS, bem como pela direção dos respetivos serviços, em conformidade com a lei e os regulamentos aplicáveis. No início do ano de 2018, por força do disposto no n.º 4 do artigo 38.º dos estatutos da ERS, verificou-se a saída de um vogal do Conselho de Administração, nomeado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 43/2012, de 21 de novembro, tendo sido nomeados, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 6/2018, de 15 de janeiro, os novos vogais do Conselho de Administração, Eng.ª Manuela Álvares e Dr. Rogério Carvalho.

Além do Conselho de Administração, são também órgãos da ERS:

o Conselho Consultivo, que é o órgão de consulta e participação na definição das linhas gerais de atuação e nas decisões do Conselho de Administração; e

o Fiscal Único, responsável pelo controlo da legalidade, da regularidade e da boa gestão financeira e patrimonial.

A estrutura orgânica da ERS, que se reproduz na figura 1, compreende os seguintes departamentos:

Departamento do Utente (DU) – tem por competência a supervisão dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde no âmbito da apreciação e monitorização das reclamações dos utentes, e o desenvolvimento de ações de informação, capacitação e redução de assimetrias de informação, promovendo o reforço da literacia em saúde.

Departamento de Registo e Licenciamento (DRL) – assegura os procedimentos de registo público dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, controla a emissão de taxas de registo e contribuições regulatórias, assegura o licenciamento e procede à fiscalização do funcionamento dos estabelecimentos.

Departamento de Intervenção Administrativa e Sancionatória (DIAS) – tem por competência o desenvolvimento dos procedimentos administrativos e sancionatórios para garantia do cumprimento das obrigações pelos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde em todas as matérias a que corresponde a função de regulação da ERS.

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Departamento de Estudos e Avaliação em Saúde (DEAS) – assegura a monitorização do sistema de saúde, realiza estudos e pareceres e assegura a avaliação sistemática dos prestadores de cuidados de saúde em termos do seu desempenho económico-financeiro e da qualidade e segurança dos cuidados prestados.

A organização da ERS compreende ainda o seguinte conjunto de unidades autónomas:

Unidade de Gestão Interna (UGI) – desenvolve atividades de apoio instrumental

necessárias ao funcionamento da ERS, designadamente relacionadas com a gestão dos recursos humanos, a gestão das instalações, o controlo dos recursos e fluxos financeiros, a gestão do património e a aquisição e contratação de bens e serviços.

Serviços Jurídicos (SJ) – prestam apoio em todas as matérias de relevância

jurídica, tendo ainda as competências específicas de conduzir o processo de mediação ou conciliação de conflitos, elaborar regulamentos com eficácia externa e assegurar a representação judicial da ERS.

Gabinete de Comunicação (GC) – promove o fluxo comunicacional interno na

organização, bem como a relação da ERS com pessoas e entidades externas e com a Comunicação Social.

Gabinete de Gestão da Qualidade (GGQ) – assegura o desenvolvimento e

manutenção do sistema de gestão da qualidade da ERS, contribuindo para a sua melhoria contínua, e promove a segurança e saúde no local de trabalho.

Gabinete de Sistemas de Informação (GSI) – assegura o funcionamento,

desenvolvimento e manutenção dos sistemas de informação da ERS, na vertente de hardware e software, incluindo a implementação das políticas de gestão do sistema informático aprovadas, bem como a supervisão dos serviços prestados por entidades externas.

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Figura 1 – Organigrama

1.4. Orientação estratégica

O planeamento das atividades para 2018 teve subjacente os eixos e objetivos estratégicos definidos para o triénio 2017-2019 (figura 2). Este planeamento estratégico plurianual é um importante instrumento para projetar as atividades necessárias para o cumprimento pleno da missão e atribuições a médio prazo, e promove o aprofundamento de uma cultura de autoavaliação de desempenho, e de transparência e responsabilidade perante a sociedade.

Figura 2 – Enquadramento estratégico

SISTEMA DE INDICADORES DE DESEMPENHO (planeamento anual) Reg ul ação e supervi são Gestão e qu ad ro in stitucio na l

EIXOS DE ATUAÇÃO DA ERS Garantia dos direitos e interesses dos utentes

Regulação e supervisão da atividade dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde

Posicionamento da ERS na sociedade Cooperação institucional

Eficiência e eficácia interna

OBJ ETIVOS ESTR A TÉGICOS (pl ane am ento triena l)

Proteger os cidadãos enquanto utentes dos serviços de saúde e promover o bom funcionamento do sistema de saúde.

Quadro legal Expectativas da

sociedade O BJETI VO S O PERA CIO N A IS (p lan eam ento tri enal )

Indicador Metas anuais

Ano n Ano n+1 Ano n+2

Ind 1 (…) (…) (…) Ind 2 (…) (…) (…) (…) (…) (…) (…) Ind n (…) (…) (…)

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Tendo por base este enquadramento, definiu-se como prioritário prosseguir, no triénio 2017-2019, o conjunto de objetivos estratégicos descritos na tabela 1.

Tabela 1 – Eixos de atuação e objetivos estratégicos para o triénio 2017-2019

Eixos de atuação Objetivos estratégicos 2017-2019

E1

Garantia dos direitos e interesses dos utentes

Reforçar a intervenção regulatória na defesa dos direitos e interesses dos utentes e no reforço da literacia na área da saúde, com vista a reduzir as assimetrias de informação

Reforçar os mecanismos de apoio ao utente no exercício do direito à reclamação e no recurso à resolução alternativa de conflitos

E2 Regulação e supervisão da atividade dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde

Assegurar de forma eficaz e célere o registo de prestadores de cuidados de saúde, e o licenciamento dos estabelecimentos sempre que aplicável

Reforçar a atividade de fiscalização para a verificação do cumprimento das obrigações legais e regulamentares das entidades responsáveis pela exploração dos estabelecimentos regulados

Assegurar a monitorização preventiva do sistema de saúde

Promover a melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde prestados Garantir a tramitação e a decisão eficazes e céleres no tratamento das

reclamações, e nos procedimentos e processos administrativos e sancionatórios necessários a garantir o cumprimento das obrigações legais e regulamentares pelos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde

Garantir e monitorizar o cumprimento das decisões e o acolhimento das

recomendações e orientações da ERS, privilegiando uma intervenção pedagógica e facilitadora

Promover o recurso ao sistema de resolução de conflitos da ERS

Incrementar a emissão de informação, orientações e recomendações de cariz preventivo

E3 Posicionamento da ERS na sociedade

Reforçar a imagem de independência e estabilidade da atuação regulatória Reforçar a relação com o exterior, aproximando-a dos cidadãos e estreitando a comunicação com os estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde Incrementar a consulta e a participação do Conselho Consultivo na definição das orientações estratégicas e intervenção regulatória

E4 Cooperação institucional

Reforçar a cooperação com os diferentes stakeholders do sistema de saúde Reforçar a cooperação com outras entidades congéneres, nacionais e estrangeiras, para além das obrigações estatutariamente consagradas

E5 Eficiência e eficácia interna

Garantir a conformidade legal da atuação e dinamizar as práticas de divulgação e transparência

Desenvolver e gerir os sistemas de informação de forma eficaz e eficiente Incrementar o nível de segurança e capacidade de recuperação de informação Incrementar os mecanismos internos de articulação interdepartamental e dinamizar os fluxos de comunicação interna para reforço do alinhamento da organização e funcionamento dos serviços com os objetivos regulatórios

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Uma vez que diversos objetivos estratégicos definidos para o triénio são transversais a vários objetivos regulatórios previstos nos estatutos e, logo, a várias áreas de intervenção da ERS, as secções seguintes estarão organizadas por eixo de atuação e, seguidamente, por objetivo regulatório, seguindo os estatutos.

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2. Atividades de regulação e supervisão

2.1. Eixo E1: Garantia dos direitos e interesses dos

utentes

Num sistema de saúde que deve ter o utente no seu centro, toda a atividade da ERS está também, necessariamente, e em última instância, orientada para a proteção do cidadão enquanto utente do sistema de saúde, tendo por isso sido definido como um dos objetivos estratégicos para o triénio 2017-2019 o reforço da intervenção

regulatória na defesa dos direitos e interesses dos utentes.

Tal torna-se evidente no eixo estratégico seguinte, onde estão incluídas as diversas áreas de regulação e supervisão previstas nos estatutos da ERS e que incidem na atividade dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde. No entanto, dada a importância atribuída à garantia dos direitos dos utentes no planeamento estratégico definido para o triénio 2017-2019, entendeu-se destacar, num eixo autónomo, as ações que são desenvolvidas diretamente pela ERS junto dos utentes.

Dada a assimetria de informação que carateriza o setor da saúde, e sabendo-se que tal limita a capacidade do utente de fazer valer os seus direitos e ocupar em pleno o seu lugar central no sistema de saúde, outro dos objetivos estratégicos para o triénio 2017-2019 é o reforço da literacia.

Neste âmbito, as ações promovidas em 2018 direcionaram-se à sensibilização quanto aos direitos e deveres e à capacidade de tomar decisões esclarecidas na procura de cuidados de saúde.

Deste modo, disponibilizaram-se, no website da ERS, sob a categoria “direitos dos utentes dos serviços de saúde”, conteúdos atualizados, em versão simplificada e consolidada, da Carta dos Direitos dos Utentes dos Serviços de Saúde, elaborada pela ERS em 2011. Tal pressupôs a compilação e análise de questões frequentemente suscitadas nas reclamações e nas dúvidas apresentadas pelos utentes – evidenciando falhas ou dificuldades no acesso a informação –, bem como de informação obtida por via das demais intervenções da ERS, no exercício dos seus poderes de supervisão e regulação.

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Tabela 2 – Conteúdos do website direcionados ao utente em 2018 Descrição Objetivo Direi tos d o s u te nt e s Nov o Direito ao acompanhamento

Reforçar o nível de literacia, com informação em versão simplificada e consolidada, face às alterações introduzidas pela Lei n.º 15/2014, de 21 de março, referentes às regras gerais de acompanhamento do utente dos serviços de saúde, incluindo os direitos e deveres dos acompanhantes, bem como às regras específicas de acompanhamento da mulher grávida durante o parto e do acompanhamento em internamento hospitalar.

Direito a ser representado ou a constituir associações de defesa dos seus direitos

Reforçar o nível de literacia, com informação em versão simplificada e consolidada, e incrementar a interação com entidades representantes dos utentes dos serviços de saúde, seja pela disponibilização de informação específica, seja no envolvimento destas entidades em ações direcionadas.

Pe rgun ta s fre qu e nt e s Nov o Regulamento Geral de Proteção de Dados

Simplificar, para divulgação aos utentes e setor regulado, os conceitos constantes do Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016 que entrou em vigor a 25 de maio de 2018e que contemplou alterações importantes no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais, e em particular, de dados em saúde.

Acesso de imigrantes à prestação de cuidados no SNS

Colmatar falhas e dificuldades no acesso a informação, face às reclamações e dúvidas colocadas à ERS por cidadãos imigrantes, e promover o conhecimento sobre os direitos e os requisitos no acesso aos serviços de saúde, pelos cidadãos nacionais de país terceiro abrangido por acordo bilateral, e pelos cidadãos imigrantes, que se encontrem em situação regular ou irregular em Portugal.

Obtenção de atestado médico de incapacidade multiuso

Colmatar falhas e dificuldades no acesso a informação, face às dúvidas recorrentemente suscitadas pelos utentes, enquadrando a informação de acordo com a legislação aplicável.

Atua li z a ç ã o Taxas moderadoras

Restruturar e atualizar a informação sobre taxas moderadoras, face às atualizações introduzidas no regime jurídico respetivo (Decreto-Lei n.º 113/2011, de 29 de novembro). Ale rtas Nov o Taxas moderadoras

Incrementar a informação e a orientação aos utentes do SNS, sobre a delimitação de competências, procedimentos e prazos aplicáveis à decisão de pedidos de isenção do pagamento de taxas moderadoras por insuficiência económica, resolução de dificuldades com a reavaliação anual desta isenção, bem como os critérios para benefício da mesma.

Atendimento prioritário e aplicabilidade do Decreto-Lei n.º 58/2016 de 29 de agosto

Incrementar a informação e a orientação aos utentes e ao setor regulado sobre o atendimento prioritário nas entidades prestadoras de cuidados de saúde, evitando que a interpretação errónea da Lei potencie uma violação dos interesses legítimos dos utentes e, consequentemente, um aumento do número de reclamações sobre o assunto.

Fo lh e tos In form a tiv os Nov o A ERS e o utente de serviços de saúde

Incrementar a informação sobre os mecanismos disponíveis para garantia do exercício dos seus direitos, em particular, o direito a reclamar e a possibilidade de recurso aos serviços da ERS, de resolução alternativa de conflitos.

A promoção da divulgação desta temática ocorreu ainda por intermédio de outras participações, nomeadamente num programa televisivo dedicado ao tema “Direitos e

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Por ocasião do dia mundial da saúde, a ERS procedeu à disseminação das versões digitais dos folhetos informativos “Os Direitos e os Deveres dos Utentes” e “A ERS e o Utente dos Serviços de Saúde”, junto de mais de 31.000 entidades e estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde registados na ERS e de mais de 110 associações representantes dos interesses de utentes, bem como junto dos membros do seu Conselho Consultivo, solicitando-lhes a sua divulgação.

Adicionalmente, em cumprimento do disposto no n.º 4 do artigo 9.º dos estatutos da ERS, e igualmente com o enfoque na promoção dos direitos e deveres dos utentes e da literacia, em 2018 a ERS associou-se à Direção-Geral do Consumidor (DGC) no dia mundial dos direitos do consumidor, numa sessão dirigida às associações de utentes e consumidores.

Foi ainda desenvolvido, em parceria com o projeto “MAIS PARTICIPAÇÃO melhor saúde”, um workshop intitulado “Direitos e deveres na saúde: cidadãos, prestadores e ERS”, de que dará maior detalhe mais adiante.

Ainda neste eixo, inclui-se o reforço de mecanismos de apoio ao utente no

exercício do direito à reclamação, enquanto outro dos objetivos estratégicos para o

triénio.

Tal foi realizado por via de várias das ações acima descritas, sendo ainda de realçar que, em cooperação com a Direção-Geral do Consumidor (DGC), se iniciou em 2018 o processo de adesão ao Livro de Reclamações Eletrónico no setor da saúde, que deverá ser implementado em 2019.

Finalmente, inclui-se aqui o reforço de mecanismos de apoio no recurso à

resolução alternativa de conflitos, como outro dos objetivos estratégicos.

Para tal, a ERS promoveu o reforço da informação através da divulgação da resolução de conflitos por via do seu website e de newsletter.

Por outro lado, por ocasião do dia mundial da saúde, a ERS procedeu à disseminação da versão digital do folheto informativo “Resolução de Conflitos na ERS”, junto do universo de estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde registados na ERS e das associações representantes dos interesses de utentes, bem como junto dos membros do Conselho Consultivo.

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Promoveu-se ainda uma ação de divulgação da resolução de conflitos na ERS, através do envio de uma comunicação eletrónica a entidades que exploram estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde.

Finalmente, a título de divulgação conjunta dos mecanismos disponíveis para garantia do exercício dos direitos dos utentes, em particular o direito a reclamar e a possibilidade de recurso aos serviços de resolução alternativa de conflitos da ERS, procedeu-se à divulgação de um novo folheto informativo, e realizaram-se três sessões de esclarecimento – duas nas instalações da ERS junto dos gabinetes do cidadão e dos gabinetes jurídicos das Administrações Regionais de Saúde (ARS), e uma em Lisboa, direcionada a associações de utentes.

2.2. Eixo E2: Regulação e supervisão da atividade dos

prestadores de cuidados de saúde

Segundo o artigo 10.º dos seus estatutos, “são objetivos da atividade reguladora da ERS, em geral:

a) Assegurar o cumprimento dos requisitos do exercício da atividade dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, incluindo os respeitantes ao regime de licenciamento dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, nos termos da lei” (concretizado no artigo 11.º como “Controlo dos requisitos de

funcionamento”);

“b) Assegurar o cumprimento dos critérios de acesso aos cuidados de saúde, nos termos da Constituição e da lei” (concretizado no artigo 12.º como “Garantia de

acesso aos cuidados de saúde”);

“c) Garantir os direitos e interesses legítimos dos utentes” (concretizado no artigo 13.º como “Defesa dos direitos dos utentes”);

“d) Zelar pela prestação de cuidados de saúde de qualidade” (concretizado no artigo 14.º como “Garantia da prestação de cuidados de saúde de qualidade”);

“e) Zelar pela legalidade e transparência das relações económicas entre todos os agentes do sistema” (concretizado no artigo 15.º como ”Regulação económica”);

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“f) Promover e defender a concorrência nos segmentos abertos ao mercado, em colaboração com a Autoridade da Concorrência na prossecução das suas atribuições relativas a este setor" (concretizado no artigo 16.º como “Promoção e defesa da

concorrência”);

g) Desempenhar as demais tarefas previstas na lei.”

Por sua vez, o Decreto-lei 238/2015, de 14 de outubro, que estabelece o regime jurídico a que devem obedecer as práticas de publicidade em saúde, atribui à ERS a responsabilidade pela fiscalização e instrução dos processos de contraordenação, competindo-lhe ainda a aplicação das correspondentes coimas e sanções acessórias.

Controlo dos requisitos de funcionamento

Neste âmbito, realça-se, antes de mais, a obrigatoriedade de registo público dos

estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde junto da ERS (previsto no

artigo 26.º dos seus estatutos), sendo objetivo estratégico para o triénio assegurar

que tal é feito de forma eficaz e célere. A figura seguinte ilustra a evolução do

registo público desde 2007.

Figura 3 – Evolução do número de entidades inscritas e estabelecimentos registados

Os procedimentos de gestão e manutenção do registo, abrangendo o histórico de pagamentos, de chamadas telefónicas e de mensagens enviadas pelo sistema, bem 7.518 8.147 8.481 9.198 10.151 10.808 11.385 12.046 13.239 14.229 15.254 15.966 10.659 11.752 12.496 13.682 15.085 16.252 17.160 19.048 22.565 24.972 26.658 28.657 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Entidades Estabelecimentos

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como o registo das sessões de alteração de dados, de correspondência trocada com cada entidade, de pedidos de licenciamento e de suspensões de atividade, estão baseados num sistema de informação denominado Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados (SRER). As tabelas seguintes mostram a evolução das tarefas de gestão e manutenção da base de dados de estabelecimentos registados nos últimos três anos.

Tabela 3 – Tarefas de manutenção e gestão de registo

2016 2017 2018

Novas entidades inscritas 1.288 1.592 1.359 Novos estabelecimentos registados 4.243 2.580 1.479

Anulação de registo 197 348 103

Cessação de entidades 477 822 661

Muito embora a responsabilidade pela permanente atualização do seu registo junto da ERS seja de cada prestador de cuidados de saúde, tem vindo a verificar-se que, com alguma frequência tal não é assegurado. Por esse motivo, em 2018 foi feito um esforço considerável no sentido de se verificar a fidedignidade de tal registo e de se proceder atempadamente às necessárias ações corretivas. Tal permite, não só um mais correto conhecimento e, logo, uma mais adequada supervisão do universo regulado, mas também uma maior previsibilidade e melhor gestão das receitas da ERS.

Por outro lado, o sistema de gestão de chamadas da ERS registou uma forte atividade, que se refletiu em esclarecimentos prestados, quer pessoalmente nas instalações da ERS, quer por via telefónica, postal ou eletrónica, maioritariamente sobre matérias relacionadas com o registo e com o licenciamento de unidades privadas de saúde, incluindo os Pedidos de Informação Prévia ao Licenciamento (PIP), tal como demonstrado nas tabelas seguintes.

Tabela 4 – Atendimentos presenciais

Tema 2016 2017 2018

Número % Número % Número %

Registo 920 63% 1.013 74% 899 69%

Licenciamento 417 28% 253 18% 266 21%

Apoio geral 70 5% 27 2% 73 6%

Pagamentos e certidões 59 4% 75 5% 56 4%

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Tabela 5 – Atendimentos telefónicos

Tema 2016 2017 2018

Número % Número % Número %

Registo 10.836 53% 12.787 53% 11.269 53%

Apoio geral 3.476 17% 4.160 17% 4.460 21%

Pagamentos e certidões 3.022 15% 4.459 19% 2.907 14% Licenciamento 3.153 15% 2.674 11% 2.460 12%

Total 20.487 100% 24.080 100% 21.096 100%

Incumbe à ERS, nos termos da alínea a) do artigo 11.º dos seus estatutos, pronunciar-se sobre os requisitos necessários para o funcionamento dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde. Para tal, a ERS participou no grupos de trabalho, coordenados pelo Ministério da Saúde, para revisão das portarias que visam regulamentar o regime jurídico do licenciamento (Decreto-Lei n.º 127/2014, de 22 de agosto).

Incumbe também à ERS, nos termos da alínea b) do artigo 11.º dos seus estatutos,

instruir e decidir os pedidos de licenciamento de estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, sendo objetivo estratégico para o triénio assegurar que tal ocorre de forma eficaz e célere.

A seguinte tabela ilustra o universo de licenças emitidas e confirmadas nos últimos três anos.

Tabela 6 – Licenças emitidas e confirmadas, por tipologia

Tipologia 2016 2017 2018

Centros de enfermagem 136 163 206

Clínicas ou consultórios dentários 674 615 679 Clínicas ou consultórios médicos 761 710 868 Laboratórios de anatomia patológica 1 4 3

Laboratórios de genética médica 0 0 2

Laboratórios de patologia clínica e análises clínicas 47 22 14 Posto colheita de patologia clínica e análises clínicas 1.186 518 544

Terapêuticas não convencionais 0 122 281

Comunidades terapêuticas 0 1 1

Centro de dia 0 1 0

Unidades com internamento ou bloco operatório 11 6 4 Unidades de cirurgia de ambulatório geral 6 6 4

Unidades de diálise 55 19 10

Unidades de medicina física e reabilitação 83 51 91

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Tipologia 2016 2017 2018

Unidades de obstetrícia e neonatologia 4 2 1

Unidades de radiologia 96 71 99

Unidades de radioterapia 1 1 0

Total 3.062 2.312 2.810

Ainda no âmbito dos pedidos de licenciamento de estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde sujeitos ao procedimento ordinário, a ERS efetuou 17 vistorias prévias à emissão de licença de funcionamento, com avaliação nas tipologias de atividade seguidamente identificadas.

Tabela 7 – Licenças avaliadas por tipologia de atividade e licenciamento, no âmbito do procedimento ordinário

Tipologias avaliadas 2016 2017 2018

Laboratórios de anatomia patológica 1 7 3

Laboratórios de genética médica 1 2 0

Laboratórios de patologia clínica e análises clínicas 0 5 0 Unidades com internamento ou bloco operatório 4 1 3 Unidades de cirurgia de ambulatório geral 3 4 8

Unidades de diálise 4 1 4

Unidades de medicina nuclear 2 2 1

Unidades de obstetrícia e neonatologia 0 1 2

Unidades de radioterapia 0 1 1

Comunidades terapêuticas 0 2 0

Total 15 26 22

Nota: em três das vistorias realizadas foram avaliadas mais do que uma tipologia de atividade

Para dar resposta à incumbência, atribuída à ERS pela alínea c) do artigo 11.º dos seus estatutos, de assegurar o cumprimento dos requisitos legais e regulamentares de funcionamento dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, em 2018, a ERS implementou um programa de ações de fiscalização e avaliações periódicas regulares, a par da realização de fiscalizações urgentes e/ou extraordinárias, num total de 651 diligências.

(20)

Figura 4 – Ações de fiscalização e avaliações periódicas

475

650 651

2016 2017 2018

Note-se que, uma vez que muitos prestadores oferecem serviços diversos, que são fiscalizados numa mesma visita, as 651 diligências feita em 2018 desagregaram-se num número substancialmente superior de tipologias de atividade e licenciamento fiscalizadas, conforme se pode verificar na tabela seguinte.

Tabela 8 – Tipologias de atividade e licenciamento fiscalizadas

Tipologias 2017 2018

Centros de enfermagem 29 36

Clínicas ou consultórios dentários 133 165

Clínicas ou consultórios médicos 192 192

Comportamentos Aditivos - Comunidades Terapêuticas 2 1

Cuidados Primários de Saúde 0 108

Fiscalizações Sumárias (não sujeitas a licenciamento) 77 62

Laboratórios de anatomia patológica 6 3

Laboratórios de patologia clínica e análises clínicas 2 3 Laboratórios de patologia clínica e análises clínicas 6 0 Posto colheita de patologia clínica e análises clínicas 66 55

RNCCI* Convalescença 5 6

RNCCI* Paliativos 1 4

RNCCI* ULDM 22 20

RNCCI* UMDR 12 16

Terapêuticas não convencionais 0 24

Unidades com internamento ou bloco operatório 2 11 Unidades de cirurgia de ambulatório geral 5 17

Unidades de diálise 1 6

Unidades de medicina física e reabilitação 26 34

Unidades de medicina nuclear 2 1

Unidades de obstetrícia e neonatologia 2 2

Unidades de radiologia 20 35

Unidades de radioterapia 1 1

Total 612 802

(21)

A tabela que se segue apresenta os resultados das ações de fiscalização e avaliações periódicas cujos autos foram terminados em 2018.

Tabela 9 – Resultados dos autos de fiscalização terminados

Tarefa 2017 2018

Abertura de Processo de Contraordenação 162 316 Abertura de Processo de Registo Oficioso 0 30

Arquivamento liminar 261 237

Arquivamento por genérica conformidade 86 249 Arquivamento por genérica conformidade com recomendação 70 127

Eliminação de registo 8 2

Arquivamento com instrução para correção 0 27

Total 587 988

É de realçar que, em sete das ações de fiscalização que resultaram numa proposta de abertura de processo de contraordenação, foi ainda aplicada a medida cautelar de suspensão de atividade, prevista no artigo 23.º dos estatutos da ERS.

Resulta da tabela anterior que na maioria das ações de fiscalização e vistorias houve necessidade de algum tipo de intervenção subsequente por parte da ERS. Tal constatação vem confirmar que, para que estas ações tenham um verdadeiro de efeito de dissuasão no comportamento dos prestadores de cuidados de saúde, e não resultem apenas em melhorias pontuais, é crucial que o seu volume seja significativo, sendo um dos objetivos estratégicos para o triénio reforçar a atividade de

fiscalização para a verificação do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares de funcionamento dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde.

Garantia de acesso aos cuidados de saúde

Neste âmbito, a ERS investigou participações, queixas e reclamações que indiciavam restrições ou desigualdades infundadas no acesso e, na sequência dessas investigações, emitiu as ordens, instruções e recomendações que se revelaram oportunas e necessárias.

Tendo sempre subjacente o objetivo estratégico de garantir a tramitação e a decisão

eficazes e céleres nos procedimentos administrativos necessários a garantir o cumprimento das obrigações legais e regulamentares pelos estabelecimentos

(22)

prestadores de cuidados de saúde (objetivo esse que é, de resto, transversal a

todas as situações em que a ERS utiliza os seus poderes de supervisão), durante 2018 a ERS instaurou 69 processos de inquérito em matéria de defesa do direito de acesso aos cuidados de saúde.

No mesmo período, concluíram-se 46 processos de inquérito, tendo 38 deles resultado na emissão de 44 instruções e 11 recomendações, enquadradas pelos poderes de supervisão atribuídos à ERS pelo artigo 19.º dos seus estatutos. Dos restantes oito processos seis foram objeto de arquivamento, um deu origem à abertura de um processo de monitorização, e um outro à abertura de processo de contraordenação. A tabela seguinte reporta os 38 processos de inquérito concluídos com emissão de instrução ou recomendação em matéria de direito de acesso a cuidados de saúde.

Tabela 10 – Instruções e recomendações sobre acesso a cuidados de saúde1

Processos Entidade Problema Resultado

Ac

ess

o

SIGIC

ERS/002/2017 Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, E.P.E. Constrangimentos no funcionamento do Sistema de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) Instrução ERS/007/2017 Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E. Constrangimentos no acesso a cirurgia de patologia de coluna. Instrução ERS/016/2018 Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, E.P.E.

Constrangimentos no agendamento e realização de cirurgia bariátrica, bem como na emissão de

vales de cirurgia. Instrução

ERS/043/2017 Hospital Lusíadas Albufeira Acesso e qualidade dos cuidados saúde prestados – acompanhamento pós-cirúrgico no âmbito do SIGIC.

Instrução ERS/054/2017 Hospital Fernando Fonseca, E.P.E. Constrangimentos na realização de cirurgia e emissão de Vale Cirurgia. Instrução ERS/031/2017 Hospor – Hospitais Portugueses, S.A. Acesso à prestação de cuidados de saúde no âmbito do SIGIC. Instrução ERS/002/2018 Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, E.P.E. Prestação tempestiva de cuidados de saúde. Instrução ERS/006/2018 Centro Hospitalar Póvoa Varzim Vila do Conde, E.P.E. Prestação tempestiva de cuidados de saúde. Instrução ERS/007/2018 Centro Hospitalar do Porto E.P.E. Prestação tempestiva de cuidados de saúde no âmbito do SIGIC. Instrução

ERS/011/2018

Escala Vila Franca – Sociedade Gestora do Estabelecimento, S.A.

Acesso tempestivo à prestação de cuidados de saúde no âmbito da realização de cirurgia bariátrica.

Instrução Administração Regional de Saúde de

Lisboa e Vale do Tejo, I.P.

Recomendação Administração Central do Sistema de

Saúde, I.P.

1

(23)

Processos Entidade Problema Resultado Ac ess o a cuida do s h ospital ar es

ERS/016/2017 Centro Hospitalar do Oeste, E.P.E.

Acesso à prestação integrada e tempestiva de cuidados de saúde – articulação na obtenção de resultados de MCDT no âmbito do recurso a telemedicina.

Instrução

ERS/056/2017

Centro Hospitalar Universitário de S.

João, E.P.E. Procedimentos de referenciação para agendamento do de primeira consulta de

especialidade hospitalar e MCDT. Instrução Agrupamento de Centro de Saúde

Grande Porto III - Maia/Valongo

ERS/067/2017 Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, E.P.E. Constrangimentos no acesso a consulta de especialidade hospitalar. Instrução

ERS/071/2017

Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, E.P.E.

Constrangimentos na atividade cirúrgica e

operatória na sequência de episódio de urgência. Instrução Centro Hospitalar Universitário do

Porto, E.P.E.

Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E.

ERS/073/2017 Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E. Constrangimentos no acesso a consultas de especialidade hospitalar. Instrução

Ac ess o a Se rv iç os de U rgê nci

a ERS/073/2016 Centro Hospitalar de Setúbal, E.P.E. Constrangimentos na prestação de cuidados de saúde de qualidade e segurança dos utentes no

Serviço de Urgência. Instrução

ERS/035/2017 Centro Hospitalar e Universitário do Algarve, E.P.E.

Constrangimentos na prestação de cuidados de saúde de qualidade e segurança dos utentes no

Serviço de Urgência. Instrução

Ac ess o a cuida do s pr im ár ios

ERS/062/2018 Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra Procedimentos de triagem e de atendimento em situação de doença aguda. Instrução

Ac ess o a M C D T

ERS/033/2017 Centro Hospitalar do Baixo Vouga, E.P.E. Constrangimentos ao direito de acesso - incumprimento quadro legal TMRG. Instrução

ERS/045/2017

Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia

Espinho, E.P.E. Constrangimentos ao direito de acesso –

procedimentos de prescrição MCDT. Instrução Agrupamento de Centro de Saúde

Entre Douro e Vouga 1

ERS/012/2018 Centro Hospitalar de Setúbal, E.P.E. Constrangimentos no acesso a tratamentos de radioterapia. Instrução ERS/036/2018 Centro Hospitalar S. Francisco, S.A. Procedimentos de realização de colonoscopia – execução incompleta de exame por avaria de

equipamento.

Instrução ERS/061/2018 Hospital Garcia de Orta, E.P.E. Procedimentos de marcação e disponibilização de resultados de MCDT. Instrução ERS/085/2018 Agrupamento de Centro de Saúde Algarve I Central Disponibilização resultados MCDT. Recomendação

Ac ess o R ea liz ação IV G ERS/076/2017_A ERS/076/2017_B ERS/076/2017_C

Lusíadas – Parcerias Cascais, S.A. Centro Hospitalar Lisboa Norte, E.P.E.

Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, E.P.E.

Acesso à realização Interrupção Voluntária da

(24)

Processos Entidade Problema Resultado Ac ess o à pr esc riç ão d e tran spo rte ERS/057/2017

Agrupamento de Centro de Saúde Arrábida

Discriminação de utente no acesso a prescrição para transporte pelo facto de ser simultaneamente beneficiário do SNS e da ADSE.

Instrução Instituto Português de Oncologia de

Coimbra Francisco Gentil, E.P.E. Administração Regional de Saúde do Norte, I.P.

Recomendação Administração Regional de Saúde do

Centro, I.P.

Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, I.P.

Administração Regional de Saúde do Alentejo, I.P.

Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. Tr an sfe rên ci as In te r-ho spitalar es

ERS/077/2017 Centro Hospitalar de Setúbal, E.P.E. Procedimentos de transferência inter-hospitalar – comunicação prévia aos familiares utentes. Instrução ERS/005/2018 Agrupamento de Centros de Saúde de Gondomar

Constrangimentos à prestação de cuidados de saúde de integrados e de qualidade –

procedimentos de transferência. Instrução

ERS/014/2018

Centro Hospitalar de Leiria, E.P.E.

Procedimentos de operacionalização das transferências inter-hospitalares.

Instrução Centro Hospitalar e Universitário de

Coimbra, E.P.E.

Instituto Nacional de Emergência

Médica, I.P. Recomendação

ERS/050/2017 Agrupamento de Centros de Saúde Douro II – Douro Sul Qualidade da prestação de cuidados de saúde – procedimentos de transferência inter-hospitalar. Instrução ERS/015/2018 Hospital Privado de Braga, S.A. Constrangimentos na operacionalização de transporte inter-hospitalar pediátrico. Instrução ERS/063/2018 Hospital de Vila Franca de Xira Constrangimentos decorrentes de transferência inter-hospitalar. Instrução ERS/025/2018 Centro Hospitalar e Universitário do Porto, E.P.E. Procedimentos de transferência inter-hospitalar, comunicação prévia aos familiares. Instrução ERS/068/2018 Hospital Beatriz Ângelo Procedimentos de encaminhamento em Serviço de Urgência obstétrico. Instrução ERS/083/2018 Clínica CUF São João da Madeira Procedimentos de transferência inter-hospitalar. Instrução

ERS/116/2018

Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, E.P.E.

Procedimentos de transferência inter-hospitalar. Instrução Centro Hospitalar do Baixo Vouga,

E.P.E. R eg im e ta xas m od er ad or as

(25)

Processos Entidade Problema Resultado

ERS/014/2017 Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. Procedimentos de cobrança e taxas moderadoras e preços administrativamente fixados.

Recomendação

Ainda em matéria de acesso a cuidados de saúde, durante 2018 a ERS continuou a acompanhar, através da apreciação e monitorização de queixas e denúncias, a implementação e cumprimento da legislação relativa ao Sistema Integrado de Gestão do Acesso (SIGA), criado pelo Decreto-Lei n.º 44/2017, de 20 de abril, que procedeu à primeira alteração à Lei n.º 15/2014, de 21 de março, e respetiva regulamentação, nomeadamente a Portaria n.º 147/2017, de 27 de abril, que regula o Sistema Integrado de Gestão do Acesso dos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SIGA SNS).

Numa ótica sistémica, este tema foi monitorizado pela ERS em 2018 através do acompanhamento do cumprimento dos Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG) instituídos para acesso quer a cuidados primários, quer a primeira consulta de especialidade hospitalar, tempos estes que se encontram definidos na Portaria n.º 153/2017, de 4 de maio. Desde 2017, esta monitorização passa pela recolha de informação de todos os estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que permite o acompanhamento dos tempos de espera praticados, bem como a identificação dos constrangimentos eventualmente existentes na extração desses dados, centrando-se a lógica de análise na possibilidade de avaliação, em cada momento, do desempenho assistencial do prestador e da garantia de acesso em tempo útil de cada utente. Neste âmbito, em 2018 foi publicada uma informação de monitorização sobre os tempos de espera para atendimento no SNS2.

Também em 2018, a ERS continuou a acompanhar, em sede de monitorização

preventiva do sistema de saúde (um dos objetivos estratégicos para o triénio), os

cuidados de saúde prestados nos serviços de urgência do SNS.

Neste âmbito, procedeu-se à apreciação e monitorização de queixas e denúncias relativas ao funcionamento dos serviços de urgência dos hospitais no território continental, nomeadamente o cumprimento de protocolos, regras e procedimentos instituídos.

2

(26)

Sobre esta matéria, foram abertos 13 processos de inquérito e decididos 8. Os processos que determinaram a emissão de ordens, instruções e recomendações, encontram-se melhor elencados na tabela anterior, na secção “Acesso a Serviços de Urgência do SNS”.

Cabe ainda realçar a conclusão, em 2018, de dois estudos que contêm avaliações do acesso a cuidados de saúde, concretamente o estudo de “Avaliação do acesso a cuidados de saúde de oftalmologia no SNS”3 e o estudo sobre “Cuidados de saúde

prestados no SNS na área da obesidade”4

. Também em 2018, foi iniciado o estudo de “Avaliação de acesso, qualidade e eficiência nos cuidados de saúde primários” e foi produzida uma informação de monitorização sobre o acesso à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados5.

Defesa dos direitos dos utentes

Para efeitos da defesa dos direitos dos utentes, incumbe à ERS, nos termos da alínea a) do artigo 13.º dos seus estatutos, apreciar as queixas e reclamações dos utentes e monitorizar o seguimento que lhes é dado pelos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde.

A concretização pela ERS desta atividade baseia-se numa plataforma eletrónica criada especificamente para o efeito – o Sistema de Gestão de Reclamações (SGREC). Em 2018 a ERS recebeu, tipificou e classificou no SGREC 97.353 processos REC6, o

que representa um incremento de 22% em relação ao ano de 2017.

3

Em 2017 a ERS havia já realizado um estudo sobre este tema, tendo uma atualização das análise sido concretizada em 2018.

4

Estudo disponível em https://www.ers.pt/pages/73?news_id=1972.

5

Disponível em https://www.ers.pt/pages/73?news_id=2022.

6 A denominação “REC” é aplicada a todos os processos originados por exposição formulada

por escrito, de forma espontânea, por um cidadão, relativa a um prestador de cuidados de saúde regulado pela ERS, incluindo não apenas as queixas e reclamações como também as sugestões e os elogios ou louvores.

(27)

Figura 5 – Distribuição anual de processos REC submetidos à ERS7 665 3.320 6.648 7.848 8.188 8.634 7.910 8.160 10.498 55.848 69.511 80.049 97.353 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

Ano de submissão à ERS - incremento

Figura 6 – Distribuição mensal de processos REC submetidos à ERS

5 .3 4 1 5 .7 3 2 6 .7 0 9 5 .9 7 8 6 .2 8 3 5 .7 0 5 5 .5 7 9 4 .9 3 2 5 .1 8 8 5 .2 6 0 6.6 8 5 6 .1 1 9 6 .6 1 0 6 .0 3 1 6 .7 2 1 5 .0 4 2 6.40 1 6 .3 4 0 6 .1 5 6 6 .3 9 6 5 .4 3 7 6 .0 5 0 1 0 .3 9 1 8 .4 7 4 1 1 .6 4 1 9 .0 4 1 8 .3 5 7 7 .6 1 0 8 .2 2 1 7 .6 5 2 7 .7 8 4 8 .0 4 2 6 .8 6 5 8 .9 5 0 6 .9 7 4 6 .2 1 6

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 2016 (méd.mês=5793) 2017 (méd.mês=6671) 2018 (méd.mês=8113)

No âmbito da monitorização da utilização da plataforma do SGREC, detetou-se que persistia um relevante volume de processos de reclamação cuja inserção na plataforma estava já iniciada pelo estabelecimento visado, constando como registo provisório, mas ainda por terminar, validar e submeter. Sendo certo que, até à sua submissão, a ERS não pode proceder à apreciação dos processos, em 2018 foi reforçada a implementação de estratégias específicas de intervenção junto dos prestadores nesta situação, designadamente com a intensificação das ações de formação e a criação de alertas automáticos na plataforma.

7

Com a publicação do Regulamento n.º 65/2015, de 11 de fevereiro e a disponibilização do SGREC aos estabelecimentos regulados, a recolha, monitorização e apreciação das reclamações, elogios e sugestões de todos os prestadores de cuidados de saúde passou a estar centralizada na ERS.

(28)

Tabela 11 – Processos REC submetidos à ERS em 2018

Tipologia de processo Ano de ocorrência N.º de

processos <2015 2015 2016 2017 2018 Reclamação 10 1.052 3.067 18.696 61.538 84.363 Elogio 0 60 180 1.812 9.331 11.383 Sugestão 0 26 39 229 940 1.234 Classificações mistas (*) 0 8 27 95 243 373 Total 10 1.146 3.313 20.832 72.052 97.353 (

*) Classificações mistas = (Reclamação + Elogio) + (Reclamação + Sugestão) + (Reclamação + Elogio + Sugestão) + (Elogio + Sugestão)

A ERS monitorizou continuamente a informação relativa à natureza, volume, tipologia e causas mais prevalentes de reclamações. Por outro lado, em 2018 deu-se continuidade à implementação do processo de triagem de temáticas prioritárias, bem como à melhoria nos sistemas automatizados de comunicação com os prestadores. Fruto da insuficiente capacidade de resposta a um muito elevado e crescente número de processos nos anos anteriores, existia um relevante histórico de processos REC pendentes que era premente recuperar. Por esse motivo, foi destacada com um dos objetivos estratégicos para o triénio a garantia da tramitação e decisão eficazes e

céleres no tratamento das reclamações.

Para o efeito, procedeu-se a uma revisão dos procedimentos internos e a uma reorganização de recursos, orientadas segundo a metodologia Kaizen, e direcionadas ao aperfeiçoamento dos fluxos de tramitação dos processos, ao encurtamento dos prazos médios de apreciação, e à melhoria do processo de análise, aumentando a produtividade sem perdas de qualidade na análise e impedindo uma maior acumulação de processos pendentes.

Considerando, por outro lado, a necessidade de assegurar a recuperação definitiva do histórico de reclamações entradas na ERS, decorrente do aumento abrupto do seu volume desde 2015, a ERS procedeu à aquisição complementar de serviços de registo, tipificação e análise técnica simplificada, bem como de gestão documental, de queixas e reclamações dos utentes dos serviços de saúde.

Como resultado desses esforços, a ERS emitiu decisão relativamente a 112.865 processos REC, o que representa um acréscimo de 80,4% em relação ao ano anterior. 38,7% processos decididos em 2018 tinham sido submetidos à ERS em anos

(29)

anteriores, conforme tabela e figura abaixo, o que demonstra o enorme progresso conseguido nesta área em 2018.

Tabela 12 – Classificação dos processos REC decididos

Classificação dos processos REC Ano de decisão

2016 2017 2018 Reclamação 41.907 51.844 97.343 Elogio 9.861 9.180 13.597 Sugestão 705 1.416 1.481 Reclamação + Elogio 114 34 219 Reclamação + Sugestão 27 76 150 Elogio + Sugestão 28 29 67

Reclamação + Elogio + Sugestão 0 0 8

Total 52.642 62.579 112.865

Figura 7 – Processos REC decididos em 2018, por ano de submissão

Através da informação inserida na plataforma, foi possível tipificar por temas os processos REC decididos em 2018.8

8

O SGREC permite selecionar mais do que um tema para cada processo REC, e, dentro de cada tema, mais do que um assunto. Os resultados apresentam-se com referência ao número de vezes que um assunto dentro de cada tema é selecionado (menções). É, portanto, fundamental ter em atenção que a soma das menções (149.347) é necessariamente superior ao número total de processos REC (112.865).

(30)

Tabela 13 – Temas visados nos processos REC decididos

Tema

Ano de decisão

2016 2017 2018

Menções % Menções % Menções %

Tempos de espera 11.519 15,6% 12.869 15,1% 30.989 20,7% Procedimentos administrativos 11.433 15,5% 12.815 15,0% 30.873 20,7% Focalização no utente 8.337 11,3% 11.492 13,5% 21.732 14,6%

Elogio 16.212 22,0% 14.698 17,2% 21.027 14,1%

Acesso a cuidados de saúde 9.056 12,3% 12.246 14,3% 14.464 9,7% Cuidados de saúde e segurança do doente 8.421 11,4% 10.029 11,7% 12.855 8,6% Instalações e serviços complementares 2.581 3,5% 2.769 3,2% 6.529 4,4% Questões financeiras 3.129 4,2% 4.484 5,2% 5.129 3,4%

Outros Temas 2113 2,9% 2.391 2,8% 3.810 2,6%

Sugestão 890 1,2% 1.642 1,9% 1.939 1,3%

Total 73.691 100% 85.435 100% 149.347 100%

Os tempos de espera e os procedimentos administrativos foram os temas mais mencionados nos processos REC decididos pela ERS em 2018 (ambos com 20,7%), seguindo-se as questões relacionadas com a focalização no utente (14,6%).

Tabela 14 – Resultado dos processos REC decididos

Tipo de decisão

Ano de decisão

2016 2017 2018

Número % Número % Número %

Terminado por não se justificar a intervenção da ERS 37.362 71% 46.311 74% 86.597 76,7% Terminado liminarmente 12.453 24% 11.953 19% 17.855 15,8% Continuação da investigação pela ERS após término

do processo REC (*) 843 2% 2396 4% 6.541 5,8%

Terminado com resolução da situação/ adoção de

medidas corretivas 1.312 2% 1.265 2% 1.202 1,1%

Encaminhamento externo 479 1% 475 1% 619 0,5%

Terminado por não colaboração do reclamante 192 0% 99 0% 40 0,04% Terminado com orientação ao prestador 1 0% 80 0% 11 0,01%

Total 52.642 100% 62.579 100% 112.865 100%

(

*) Em 40 dos processos a que a ERS deu continuidade em 2018, foi também dado conhecimento a entidade externa.

Como se pode ver na tabela acima, 76,7% dos processos terminados pela ERS em 2018 não necessitaram de uma intervenção regulatória adicional, revelando-se as medidas adotadas pelas entidades reguladas adequadas e suficientes para ultrapassar as situações originárias das reclamações.

(31)

1,1% dos processos foram objeto de medidas corretivas e resolvidas na sequência da apresentação da reclamação à ERS.

Por outro lado, foram objeto de encaminhamento externo – maioritariamente para a Ordem dos Médicos – 0,5% dos processos.

Nos processos terminados liminarmente estão incluídos os louvores e elogios, bem como as reclamações inseridas no sistema em duplicado e as anuladas.

Após um cuidado processo de triagem, revelou-se necessário dar continuidade à análise de 5,8% dos processos, através da abertura de novos processos de avaliação, ou em sede de processos de inquérito ou de monitorização já em curso, ou ainda através da inscrição do estabelecimento em causa no mapa de fiscalizações a realizar. Ainda que, à primeira vista, o peso relativo dos processos no seguimento dos quais foi necessário que a reguladora procedesse a uma intervenção adicional possa parecer reduzido, a verdade é que é desejável que esse peso vá diminuindo ainda mais ao longo do tempo, uma vez que tal significará que algumas falhas e problemas que atualmente os utentes reportam ocorrerão com menor frequência, e que os prestadores fazem todos os esforços necessários para que os cuidados prestados sejam cada vez melhores, e para que os direitos dos utentes sejam respeitados em permanência.

Por outro lado, realça-se que todas as reclamações, quer gerem uma intervenção por parte da ERS ou não, providenciam informação muito poderosa para a supervisão, uma vez que revelam a visão do utente sobre os cuidados que são prestados, contribuindo para uma análise cada vez mais detalhada sobre cada prestador, sobre diferentes áreas do sistema de saúde, e sobre o sistema como um todo, e potenciando assim, direta ou indiretamente, uma atividade cada vez mais informada e eficaz por parte da reguladora.

A ERS monitorizou continuamente a informação relativa à natureza, volume, tipologia e causas mais prevalentes de reclamações. Por outro lado, em 2018 deu-se continuidade à implementação do processo de triagem de temáticas prioritárias, bem como à melhoria nos sistemas automatizados de comunicação com os prestadores. Foram ainda realizadas sessões de formação e esclarecimento a diversos prestadores, sobre o funcionamento e operacionalização da plataforma do SGREC,

(32)

visando auxiliá-los na recolha de informação, na redução dos seus tempos de submissão e na interpretação dos resultados passíveis de extração da plataforma. Além de analisar as queixas e reclamações sobre estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde a ERS responde ainda a pedidos de informação de utentes, apresentados por escrito (por email, por correio postal e em formulários online), por contacto telefónico ou atendimento presencial. Apresentam-se infra algumas das questões mais frequentemente suscitadas.

Exemplo de questões colocadas no âmbito dos temas mais recorrentes:

 Como efetuar uma reclamação?

 Não tenho médico de família, como obter uma consulta no centro de saúde (cuidados primários)?

 Sou imigrante, como posso aceder a cuidados de saúde em Portugal, através do SNS?

 Sou imigrante, se não for portador de uma autorização de permanência ou residência ou estiver em situação irregular, o acesso a cuidados de saúde tem custos?

 Sou imigrante e sou detentor de uma autorização de residência. Como posso inscrever-me no Serviço Nacional de Saúde (SNS)?

 Estou grávida e sou imigrante, tenho direito a consulta de vigilância materno infantil?

 Sou imigrante com Número de Identificação da Segurança Social (NISS) e comprovativo de residência em território nacional. Tenho direito a atribuição de nº de utente, ou apenas a uma inscrição provisória?

 Consulta sem utente está sujeita a pagamento de taxa moderadora?

 Onde encontrar clínicas convencionadas com o SNS?

 Como sei que sou isento do pagamento de taxas moderadoras?

 Como ser isento do pagamento de taxas moderadoras por motivo de insuficiência económica?

 Tenho direito a aceder ao meu processo clínico?

 Após ser referenciado pelo médico de família para primeira consulta hospitalar. Posso escolher o hospital? Qual o tempo de esperar para obter uma primeira consulta num hospital público?

 Qual o tempo de espera para a realização de uma cirurgia? Caso não sejam cumpridos os prazos o que fazer? Existe possibilidade de realizar a cirurgia noutro hospital?

 Tenho uma cirurgia marcada num hospital público, qual o tempo de espera para realização da mesma? Quais os meus direitos?

 Quais os meus direitos enquanto utente de cuidados de saúde?

Todas estas questões são respondidas tendo em conta a legislação em vigor ou o entendimento da ERS nesta matéria. Sempre que possível, o utente é reencaminhado para a informação dirigida ao utente no website da ERS.

Em 2018, a ERS respondeu a 1.194 pedidos de informação por escrito, o que representou um aumento de 64% face ao ano anterior.

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Figura 8 – Evolução do número de pedidos de informação respondidos

Tal como no ano de 2017, também em 2018 grande parte destas questões esteve relacionada com isenção de taxas moderadoras, com acesso aos cuidados de saúde e com esclarecimentos sobre o direito à reclamação ou o estado das mesmas.

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Existiu ainda um elevado volume de pedidos de informação apresentados através de contacto telefónico e de atendimentos presenciais. Em 2018 foram rececionadas 5.073 chamadas telefónicas – mais 32% (1.235 chamadas) do que em 2017 –, e realizados 59 atendimentos presenciais.

Figura 10 – Pedidos de informação efetuados através de telefone, em 2018

Na sua maioria, as chamadas rececionadas foram relativas a processos de reclamação em curso ou já tratados. Os utentes apresentaram dúvidas sobre como fazer uma reclamação, qual o estado em que a mesma se encontra, bem como quais os procedimentos de tratamento de reclamações na ERS. No que respeita aos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, foi solicitado auxílio sobretudo ao nível dos procedimentos de tratamento e envio de reclamações à ERS. Quanto aos restantes atendimentos telefónicos sobre dúvidas em várias temáticas, destacou-se pela frequência o tema “acesso a cuidados de saúde”, conforme consta na figura 10. Ainda quanto à defesa dos direitos dos utentes, em 2018 a ERS investigou participações, queixas e reclamações de utentes (que, na tabela 13, se apresentam no âmbito do tema “Focalização no Doente”) que indiciavam a violação dos mesmos. Na sequência dessas investigações foram emitidas as instruções, ordens e recomendações que se revelaram oportunas e necessárias.

Assim, quanto a questões relacionadas com a eventual violação de direitos dos utentes, em 2018 foram abertos 25 processos de inquérito. No mesmo período, foram decididos 10 processos sobre a mesma matéria, dois dos quais relacionados com o direito do utente à reclamação e apresentação de queixa, três relacionados com o direito de acesso ao processo clínico e à confidencialidade dos dados de saúde, e

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cinco com o direito ao acompanhamento nos serviços de saúde. Esses processos concluíram-se com a emissão de 10 instruções e uma ordem às entidades visadas. A tabela seguinte reporta os 10 processos de inquérito concluídos com emissão de instrução ou ordem em matéria de defesa dos direitos dos utentes.

Tabela 15 – Instruções e ordens sobre defesa dos direitos dos utentes9

Processos Entidade Problemaa Resultado

D ireito à recl am ação n o set or p úb lic

o ERS/055/2017 Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, E.P.E. Recusa de apresentação imediata e gratuita do Livro de Reclamações. Instrução

ERS/056/2018 Unidade Local de Saúde do Nordeste, E.P.E. Procedimentos de disponibilização do Livro de Reclamações. Instrução

Outr os D ireitos do s U te nt es

ERS/006/2017 Hospital Garcia de Orta, E.P.E. Constrangimentos ao exercício do direito ao acompanhamento. Instrução ERS/074/2017 Centro Hospitalar de Tâmega e Sousa, E.P.E.. Constrangimentos ao exercício do direito ao acompanhamento. Instrução ERS/020/2018 SGHL – Sociedade Gestora do Hospital de Loures, S.A. Acesso a processo clínico. Instrução

ERS/022/2018 Walk-In Clinics Portugal, S.A. Acesso a processo clínico. Ordem

Instrução ERS/032/2018 GINORTO - Sociedade de Prestação de Serviços Médicos, Lda. Acesso a processo clínico. Instrução ERS/033/2018 Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil, E.P.E. Direito ao acompanhamento em fim de vida. Instrução ERS/091/2018 Hospital de Cascais - Dr. José de Almeida Constrangimentos ao exercício do direito ao acompanhamento Procedimentos comunicação óbito. Instrução ERS/107/2018 Hospital Garcia de Orta, E.P.E. Constrangimentos ao exercício do direito ao acompanhamento Procedimentos de comunicação de

óbito.

Instrução

Garantia da prestação de cuidados de saúde de qualidade

Segundo a alínea a) do artigo 14.º dos seus estatutos, incumbe à ERS promover um

sistema de âmbito nacional de classificação dos estabelecimentos prestadores de saúde.

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Referências

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