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Existência e inexistência, uma representação linguística

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(1)

UMA

REPRESENTAO

LINGUSTICA

Helena

Topa

Valentim

Ao falar de existncia e do que lhe

seja

correlativo,

a inexistn

cia,

poderei

expor-me a mal-entendidos.

Ainda que o

faa

declaradamente sob um ponto de vista

lingus

tico,

diria mesmo

poder

tratar-se de uma

exposio

desarmada, no

fizesse

parte

do

objectivo

central desta

comunicao proceder

a uma

definio

destes mesmos conceitos - existncia e inexistncia

-no

interior de um

quadro

terico muito bem definido: a Teoria de

Opera

es

Enunciativas de Antoine Culioli.

Esta teoria formal enunciativa

apresenta-se

como um

paradigma

descritivo e

explicativo prprio.

uma teoria

geral

das

operaes

que

constituem o mecanismo da

construo

de

representao

em

lingustica.

Antes de

mais,

a

definio

da

perspectiva

que orienta esta pro

posta

de anlise

lingustica

exige

uma clara

demarcao

de

qualquer

perspectiva

lgico-filosfica.

O conceito de existncia veio a

adquirir

uma

importncia

central num

conjunto alargado

de reflexes prove

nientes de horizontes filosficos e

lgicos

muito distintos. A aborda

gem

lingustica

de um

problema

que comummente se associa a diver

sas

disciplinas

filosficas

exige, pois,

uma referncia aos discursos

sobre a existncia que, na sua

multiplicidade

extrema, oscilam perma

nentemente entre as

acepes

ontolgico-existencialista

e

lgico--formal deste termo.

Revista daFaculdadede Cincias Sociais eHumanas, n." 10, Lisboa, Edies

(2)

Sendo um termo de natureza eminentemente

conceptual,

impor--se-ia que se recuperasse a histria do

conceito, dando,

por

exemplo,

relevo aos debates em que se tornam mais evidentes as

complexidades

e

contradies

existentes entre os diversos filsofos.

Proponho-me,

no

entanto,

restringir

esta

comunicao

a

consideraes

estritamente lin

gusticas

-no por

indiferena

em

relao

aos

problemas

de

ontog-nese, mas por

prudncia.

Nesta

linha,

no deixa de ser

digno

de referncia o facto

de,

ao

longo

da histria da

filosofia,

o conceito de existncia se ter visto investido de uma substncia

lingustica, particularmente

no mbito da

lgica.

possvel

reconhecer

algumas

tendncias que se

esboam

no

domnio da

lgica

filosfica e que

possibilitaram

a

introduo

do termo existncia no domnio dos estudos da

linguagem.

Desde

logo,

com

Wittgenstein,

a ideia de uma relatividade da

relao

entre a

ontologia

e as formas

lgico-gramaticais

revela-se

fecunda no sentido de abrir caminho

para que, mais

tarde,

j

num

plano

estritamente

lingustico,

se conceba uma teoria da referncia

lingustica,

distinta das teorias

lgico-filosficas

da referncia. De

igual

modo,

ainda que no espectro

amplo

da filosofia analtica no tenham

surgido

muitas teorias da existncia

comparveis

de Russell

-pelo papel

central que a anlise da existncia ocupa, de forma

explcita,

neste autor -, certo que

aquilo

a que cabe chamar

"questo

da existncia" esteve presente num nmero muito considervel de

estudos

lgicos

e filosficos. o caso das

investigaes

da filosofia

anglo-saxnica

da

linguagem.

No entanto, ainda que

coloquem

questes

com

alguns

contornos

lingusticos,

todas estas

investigaes

lgico-gramaticais

visam a

interpretao

de

proposies ontolgicas.

Para abreviar e

sintetisando,

digamos

que so dois os

tpicos

de discusso que,

interligados,

cor

respondem

ao que

enuncimos,

isto

,

abertura do conceito de exis

tncia a um campo de

investigao

de que a

lingustica participa:

a

problemtica

da referncia e, na senda da teoria das

descries

de

Russell,

a

distino

filosfica entre

funo

existencial e

funo

pre

dicativa.

As teorias

cognitivas

da referncia ou teorias

fregeanas

da

referncia so,

assim,

exemplos

das vrias teorias

lgico-filosficas

da referncia

segundo

as

quais

a actividade da

referenciao

corres

ponde

designao

de um referente exterior e

construo

de valores

de verdade e falsidade sobre um acontecimento

(3)

Estes dois

aspectos

da

investigao lgica

-a

problemtica

da

referncia e a

distino

entre

predicao

e existncia

-abrem um

campo de

investigao

de que a

lingustica

participa.

Do lado

lgico--filosfico, estas

questes confirmam,

no que diz

respeito

ao ser das

entidades

implicadas,

o

primado ontolgico

e, no campo do estudo

lingustico,

increvem-se no seio de um aparato terico que serve fins

unicamente

descritivos, desvinculados,

portanto, de

qualquer

com

promisso

ontolgico.

A

definio

do conceito de existncia no interior de um

quadro

lingustico diverge

de

qualquer

um dos desenvolvimentos

lgico--filosficos deste termo, exactamente e em

primeiro lugar,

no que diz

respeito

implicao

de um

pressuposto

ontolgico. Linguisticamen

te, fala-se de existncia consoante se revele a presena de urna

impli

cao

relativa existncia de um

referente lingustico particular

no

universo do discurso. O conceito de existncia diz

respeito

ao univer

so de discurso e no realidade

ontolgica

-alis,

de modo a

permitir

a existncia ficcionada tal como a existncia real.

As suas

construo

e

estabilizao

acontecem no campo discur sivo e em nada so devedoras realidade ou a um estado de coisas

entendido

ontologicamente.

A existncia no incide sobre um

objecto,

sobre um referente

extra-lingustico;

incide sim sobre um universo de

referncia.

Isto

,

a existncia

lingustica

corresponde

a um valor

referencial,

trata-se do estabelecimento de um referente no discurso. nomeadamente a

partir

de uma

concepo

de

linguagem

como

actividade que visa a

construo

de

significao

e que

permite

a cons

truo

de

representao,

que se

pretende

dar conta da existncia como acontecimento

lingustico,

como estabelecimento de um refe rente no discurso. Nesta

perspectiva

global

do funcionamento da lin

guagem, a

significao

no considerada como um dado.

E,

isso sim, considerada como o

resultado,

a finalidade visada

pela

actividade da

liguagem.

A

significao

resulta da

linguagem

enquanto actividade;

resulta de uma

construo,

isto

,

de uma srie de

operaes

de natureza diferente

cujo

encadeamento conflui na

formao

do enun

ciado,

sendo o

enunciado,

por

excelncia,

o

"lugar"

do acontecimento

lingustico.

Visando a

construo

de

significao,

a

linguagem pode

ser definida como uma actividade

tripla:

actividade de

representao,

actividade de

referenciao

e

actividade

de

regulao

- trs

aspectos

diferenciveis

apenas sob o

ponto

de vista terico.

(4)

A

linguagem

-actividade de

representao

compreende

uma

sequncia

de

operaes

que se desenvolvem a diferentes nveis. Como

actividade

representativa,

a

linguagem

,

portanto,

um processo

dinmico de

construo

de formas. No

corresponde

construo

de

um referente exterior ou

construo

de valores de verdade / falsida

de.

Corresponde

ao que est na

origem

da

significao:

as

representa

es

cognitivas

e afectivas de cada indivduo.

A

construo

de

significao

comea,

pois,

por ser representa

o,

ou

seja,

o estabelecimento de um contedo de pensamento, ainda

indeterminado. Situamo-nos ao nvel do que se

designar

como

noo.

A

noo

consiste num sistema

complexo

de

representao

que

estrutura

propriedades

fsico-culturais de ordem

cognitiva

e afectiva.

Enquanto

representao

cognitiva

e

afectiva,

corresponde

a um

pri

meiro nvel de

interpretao,

formado em cada indivduo atravs da

sua

experincia

com o mundo:

pelo

contacto directo e indirecto que

vai tendo com ocorrncias fenomenais de um

objecto

ou de um estado

de

coisas,

o indivduo constri uma

representao

cognitiva

e afectiva

que a sua

noo

desse

objecto

/ estado de coisas.

A

noo

,

pois,

um conceito

primitivo,

na base da

construo

/

reconstruo

da

significao

do enunciado

produzido

/ reconhecido. definvel apenas

qualitativamente,

ou

seja,

pr-lexical

e

pr-enun-ciativa,

apenas definvel em

intenso,

no

extensionalmente,

portanto.

Referimo-nos

noo lexical,

mas esta

pode

ser ainda de natureza

gramatical

ou de natureza mais

complexa.

A

noo

representa um

predicvel,

encontra-se ainda

por ser

atribuda a um

objecto

e a um estado de coisas construdo

linguisti

camente. Com valor puramente

qualitativo,

no

quantificvel:

apre-senta-se como um compacto

indivisvel;

representvel

como um

"predicado

insecvel"

(Culioli,

1983:

25)

(por exemplo,

/ser

homem/,

/ser

alto/,

/caminhar/).

Sem materialidade

acessvel,

a

noo

,

assim,

estruturada por uma classe de ocorrncias abstractas

que

permite

torn-la

potencialmente quantificvel

e, portanto, acessvel. A estrutu

rao

da

noo

passa necessariamente

pela

construo

de

ocorrncias,

ocorrncias estas

abstractas,

que

equivalem

a uma

espcie

de

"exemplares

da

noo".

Por ser uma

representao,

esta classe de

ocorrncias abstractas apresenta

j

a

positividade

que fazemos corres

ponder

existncia.

Por via desta classe de

ocorrncias,

opera-se,

pois,

o.

fragmenta

o

de uma

noo

e obtm-se um

"agregado

de ocorrncias

possveis,

indiscernveis

qualitativamente

e, portanto, estritamente

(5)

equivalen-tes". A

fragmentao corresponder, pois,

passagem do

"qualitativo

estrito ao

qualitativo quantificvel" (Culioli,

1992:

4).

Observemos o

seguinte

enunciado do

portugus:

1)

est/ h um homem no

jardim

O grupo nominal um homem

corresponde

a uma ocorrncia lin

gustica

extrada da

noo

/homem/,

da classe de ocorrncias abstrac

tas que estruturam a

noo

/homem/.

(Estar

ou

haver,

neste caso,

equivalem-se,

no

sendo,

por isso

objecto

de

ateno

especial.)

Este enunciado

introduz, portanto,

uma ocorrncia da

noo

lexi

cal /homem/ e

pode glosar-se

da

seguinte

maneira: "dado o espao

jardim,

pe-se

em

relao

com este espao um

objecto

homem,

dando-se,

no

quadro

desta

relao,

a

construo

de homem, enquanto

jardim

um

pr-construdo,

ou

seja,

construdo

independentemente

desta

relao".

Diremos que se constri

linguisticamente

a existncia

de um homem,

enquanto

que o

jardim

corresponde

a um

pr--construdo existencial. Temos a

introduo

de um termo num espao

previamente

dado.

O

artigo

indefinido um marcador evidente desta

operao

de

construo

de existncia: marca

linguisticamente

a

extraco

de uma ocorrncia

qualquer

(um

homem)

da classe de ocorrncias abstractas

associadas

noo

/homem/. Esta

extraco

de uma ocorrncia da

noo

uma forma de

contingncia,

uma

operao

fundamental de

construo

de existncia. Permite a passagem do estatuto de represen

tao

virtual ao estatuto de

representao

validada,

porque

provida

de

valor

referencial,

permite

a

construo

da existncia

lingustica

Ou

seja,

a

construo

de existncia

lingustica

consiste em per correr a classe das ocorrncias da

noo,

validando uma ocorrncia

ao

distingui-la,

ao extra-la de entre as mesmas ocorrncias de natureza

cognitiva

e virtual. A existncia

lingustica

opera-se nesta passagem

materialidade

e, ao mesmo tempo a um sistema de

referenciao;

a

"singularizao

de uma

ocorrncia",

pelo

desenho dos seus contornos

subjectivo

e

espcio-temporal

(referenciais).

Uma ocorrncia associa

necessariamente

qualidade

inicial,

a

"delimitao

de um

quantum

espacio-temporal

por

parte

de um

sujeito" (Culioli,

1992:

4).

Esta

operao

metalingustica

de

extraco

"traz existncia dis cursiva uma

ocorrncia individuada

que no tem outra caracterstica

(6)

Estamos,

pois,

perante

construo

de existncia entendida como a

passagem de coisa

alguma

a

alguma

coisa, de nada a

algo.

Vejamos

o enunciado

seguinte,

em que o determinante um arti

go definido:

2)

o homem est no

jardim

A ocorrncia da mesma

noo

lexical /homem/

corresponde

a um

pr-construdo.

O termo o homem construdo

independentemente

da

relao

que estabelece com o termo o

jardim.

Ambos os termos so construdos um

independentemente

do outro. Para esta

descrio,

naturalmente

pertinente

o carcter definido do

artigo.

A

construo

definida o homem

corresponde

existncia

pr-construda

de uma

identidade referencial comum ao enunciador e ao seu co-enunciador

(no

corresponde

portanto,

construo

de uma nova

ocorrncia,

construo

da

existncia).

O

artigo

definido marca a

especificao,

isto

,

a estabilidade

existencial de uma ocorrncia da

noo

cuja validao

exterior ao

enunciado em curso. As

expresses

definidas contm em si mesmas

-isto

,

exibem

-a existncia

pr-construda

de uma ocorrncia.

Temos,

pois, pr-construo

existencial.

A existncia

lingustica,

enquanto facto

enunciativo,

decorre de um processo dinmico de

operaes:

decorre da

construo

de repre

sentao (da contruo

de

objectos linguisticamente

localizveis)

e da

construo

de referncia

(da construo

de um sistema

complexo

intersubjectivo

relativamente ao

qual

se localizam as

representaes).

O estatuto de existncia

prende-se

com a

construo

e a

estabilizao

de ocorrncias

lingusticas

definidas atravs de uma cadeia dinmica

de

operaes (a

que se chama

individuao)

em que se opera a pas

sagem da

noo

ocorrncia

lingustica;

da

noo

existncia cons

truda e estabilizada

linguisticamente.

De

igual

modo, o tratamento do fenmeno

lingustico

de constru

o

e

estabilizao

de

existncia,

por se

prender

directamente com o

plano

de

interpretao

referencial,

traduz-se num estudo das catego

rias da

lngua

associadas referncia

-nomeadamente

(e

entre

outras)

as

categorias

de indefinido e definido que, como nos dado

observar,

desempenham

um

papel

fundamental na

construo

de referncia

e,

(7)

marcado-ras de

operaes,

fornecem a "histria de uma

construo";

so mar cas de

superfcie

a

partir

das

quais

se

podem

calcular as

operaes,

isto

,

as

relaes operadas.

Ser ainda de observar que h uma

relao,

que diramos neces sria, entre

especificidade

e existncia

lingustica.

A existncia lin

gustica

corresponde

a uma

interpretao especfica

da referncia e

jamais

a uma

interpretao genrica.

Consideremos os enunciados

genricos

que constroem um acon

tecimento

mltiplo:

3)

um homem no chora

4)

o homem mortal

No se associa

construo

ou

pr-construo

existencial a um

acontecimento

mltiplo

como os que esto construdos nestes enun

ciados. A existncia

lingustica

associa-se, de forma estrita, constru

o

de um acontecimento

lingustico

nico,

singular.

Alis,

s a inter

pretao

especfica

de um enunciado

implica

sempre o estabelecimen to de um referente

lingustico,

seja

por via da sua

introduo

(construo existencial),

seja

por via da sua

re-identificao

/

especi

ficao

(pr-construo

existencial).

Uma outra

observao

com interesse a da

analogia

natural que

h entre a existncia e o nmero.

Frege

quem diz que "afirmar a existncia no seno negar o nmero zero"

(Frege,

1884,

1969,

180).

Existncia e nmero no so,

porm,

noes

que se confundam.

Existe entre elas uma

diferena

to tnue

quanto

radical,

diferena

essa mais fcil de estabelecer que de descrever.

Para estabelecer esta

diferena,

bastariam

alguns

factos bastante

claros. So exactamente os

comportamentos

respectivos

do numeral e

do

artigo

quantificador

existencial

com a

negao

-o que nos permi

tir,

igualmente,

descrever a forma como

linguisticamente

se repre

senta a

inexistncia:

5)

no est/h um homem no

jardim

Um tem uma

interpretao

que diramos "numrica".

Significa

o

que

parafrasearamos

por "nem um nico". Isto

,

(8)

sobre a classe de ocorrncias abstractas da

noo

/homem/ para, extra

indo uma ocorrncia nica e indeterminada, a negar a

partir

da cons

truo

de uma ruptura

quantitativa.

Esta

ruptura

quantitativa

opera-se

pela negao

da existncia mnima

(isto

,

um).

A

negao

da exis

tncia mnima

pode, pois,

ser um meio de construir

linguisticamente

a

inexistncia.

Outro meio de construir a inexistncia est patente no enunciado

que se segue:

6)

no est / h nenhum homem no

jardim

Nenhum marca uma

operao

de percurso por todas as ocorrn

cias da classe abstracta da

noo,

para,

negando-as,

construir a sua

inexistncia,

isto

,

a ausncia de

qualquer

ocorrncia da

noo.

Cor

respondendo

nenhum a nem um, estamos perante a mesma

operao

em ambos os enunciados

-operao

de percurso.

Esta

exposio

- clara

e assumidamente terica

-alicerada

numa

descrio

de factos da

expresso

lingustica,

aponta a enuncia

o,

enquanto processo interno

lngua,

como

aquilo

que

permite

a

construo

de mundos

possveis

num contexto

intersubjectivo

e pro move existncia efectiva

(existncia

lingustica)

entidades e formas

estruturais de alcance fundamental na economia

global

da

lngua

e do seu funcionamento discursivo.

Existncia como inexistncia so acontecimentos

lingusticos

Ocorrem no contexto de

significao

que o enunciado. Sendo o

enunciado

onde,

por

excelncia,

se constri

significao

(universo

de

referncia),

o enunciado

tambm,

enquanto contexto de

localizao

de todas as

representaes,

o

"lugar"

da

construo

da existncia como da inexistncia. no enunciado que a existncia se constri enquanto grau mnimo da

referencialidade,

ou

seja,

enquanto condi

o

mnima para que

haja

referncia.

A

existncia,

linguisticamente

entendida

-e, muito em

particu

lar,

neste ponto de vista

terico-,

a

prova de que

-como afirma

Lacan nos seus

crits

-"tudo s tem sentido se

for,

no somente pen

sado,

representado,

mas tambm enunciado".

E, para

finalizar, gostaria

de dizer o meu reconhecimento da

beleza

-no o sei dizer de outra maneira!

(9)

itinerrio de

busca,

mais um itinerrio de

descrio

e de

explicao,

desta feita formalizante, mas sempre - estou em crer

-no encalce de..., a

pr

f nas

representaes

de tudo o que nos

chega

e que so

tambm as

representaes

de tudo o que de ns

parte.

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Referências

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