PROJETO: EMBALAGEM PLÁSTICA COM DOSADOR PARA CREME DE TRATAMENTO COSMÉTICO

Texto

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CATIA KONICHI DE MORAES ERIC FERREIRA DINIZ MARIA JOÃO BRASIL ORLANDI

SARAH ABUHAB VALENTE SERGIO SILVA

THIAGO RIBEIRO DE ALENCAR

PROJETO: EMBALAGEM PLÁSTICA COM DOSADOR

PARA CREME DE TRATAMENTO COSMÉTICO

Trabalho apresentado à Universidade Federal do ABC como parte dos requisitos para aprovação na disciplina EN2520 – Desenvolvimento Integrado do Produto.

Professor Doutor Fernando Gasi

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SUMÁRIO

1 OBJETIVO ... 4

2 INTRODUÇÃO e CONTEXTUALIZAÇÃO ... 4

3 O MERCADO DE COMÉSTICOS ... 5

3.1 A indústria de Cosmético no Brasil ... 5

3.2.1 A mudança na estrutura estaria do Brasil ... 6

3.2 Os Cosméticos Antissinais ... 8

3.2.1 Propaganda de cosméticos antisinais ... 8

3.3 As tendências ... 9

3.4 Pesquisa de mercado ... 10

4 PLANEJAMENTO ... 15

4.1 Cronograma de Execução ... 15

4.2 Custos ... 15

4.3 Localização da Empresa ... 17

5 PROJETO E DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO e PROCESSO ... 18

5.1 Definição da quantidade diária de aplicação do produto ... 18

5.2 Cálculo do projeto mecânico do produto ...18

5.3 Desenhos do produto...19

5.4 Simulação Estrutural do Produto...22

5.5 Processo de Fabricação...26

6 VALIDAÇÃO E CONTROLES DA QUALIDADE ... 26

7 SIMULAÇÃO / IMPACTO AMBIENTAL ... 36

8 LANÇAMENTO DO PRODUTO – PLANO DE MARKETING... 37

8.1 Empresa ... 37

8.1.1 Avon no Brasil e no Mundo ... 37

8.1.2 Pesquisa e Desenvolvimento ... 38

8.1.3 Missão ... 38

8.1.4 Visão ... 39

8.1.5 Valores ... 39

8.1.6 Princípios ... 39

8.2 Produto ... 40

8.2.1 Renew ... 40

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3

8.3 Análise SWOT ... 42

8.3.1 Análise SWOT a partir da dimensão Mercado Brasileiro de Cosméticos para o segmento pele... 42

8.3.2 Análise SWOT a partir da dimensão Produto: Creme de tratamento cosmético da Linha Genics Renew ... 44

8.4 Análise da Pirâmide de Maslow ... 46

8.5 Mix de Marketing (4Ps) ... 47

8.5.1 Produto ... 47

8.5.2 Promoção ... 47

8.5.3 Preço ... 47

8.5.4 Ponto de Vendas ... 48

9 CONCLUSÃO – CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 48

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1 OBJETIVO

Este trabalho tem por objetivo o desenvolvimento de uma embalagem para linha Genics da marca Reniew da Avon de um cosmético antisinais de envelhecimento com dosador e com indicativo de tempo para acompanhamento de tratamento.

2 INTRODUÇÃO e CONTEXTUALIZAÇÃO

A sociedade atual atribui a beleza como um fator determinante para o sucesso, apesar da contemporaneidade do assunto, a preocupação com a aparência data da era antiga, sendo os egípcios e sua rainha antiga Cleópatra os mais antigos representantes do culto a beleza.

A indústria de cosméticos se iniciou no século 20, e é marcada pela revolução provocada por Helena Rubinstein que associou os tratamentos de beleza tradicionais a dermatologia, o seu modelo de negócio baseado em pesquisa no intuíto de criar fórmulas “milagrosas”, é até hoje replicado no mundo inteiro. Mas apenas nos anos 90, a indústria se consolidou no mercado, pois os avanços permitiram que o tempo entre a aplicação do cosmético e o aparecimento do efeito fosse reduzido de meses para dias.

O consumo de cosméticos tem aumentado nos últimos anos e segundo a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) esse crescimento é atribuído aos seguintes fatores:

•Participação crescente da mulher no mercado de trabalho;

•Incorporação de novas tecnologias de produção pelas empresas com consequente aumento da produtividade. Com isso, os preços ao consumidor tiveram aumentos menores do que os índices de preços da economia em geral;

•Lançamentos constantes de novos produtos que atendem cada vez mais às necessidades do mercado;

•Aumento da expectativa de vida, o que traz a necessidade de conservar uma aparência mais jovem;

•Aumento do poder aquisitivo.

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Dentre os cosméticos, os cremes antissinais são o que apresentam maior crescimento no setor. Especialmente desenvolvidos para tratar, hidratar, melhorar o aspecto e ainda rejuvenescer a pele do rosto, esses produtos atraem o público mais maduro que busca se manter jovem.

3 O MERCADO DE COMÉSTICOS

A preocupação com a beleza e o cuidado da pele são assunto recorrentes e os cosméticos se tornaram item de necessidade básica na sociedade atual, por estarem associados a saúde e juventude.

Produtos cosméticos são utilizados na manutenção e aperfeiçoamento da estética do corpo humano, porém sem interferir nos processos normais do metabolismo celular, devendo colaborar para que esse processo ocorra de forma a melhorar a qualidade da pele e anexos (GOMES; GABRIEL, 2006).

O mercado e as propagandas publicitárias criaram uma necessidade nos consumidores de que o processo cuidado da pele é tão constante e importante quanto o grau de importância quanto uma alimentação saudável. Há também a concepção de o cuidado com a pele deve ocorrer pelo menos duas vezes ao dia: pela manhã com a finalidade de previnir a pele para o dia (efeitos da luz solar e poluição), e de noite para limpá-la e recuperar os aspectos que sofreram interferência durante o dia.

3.1 A indústria de Cosmético no Brasil

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Segundo dados do Euromonitor International, o Brasil passou da sétima posição para a terceira em 10 anos no ranking de mercado consumidor de produtos cosméticos do mundo, atrás apenas do Japão e dos Estados Unidos. Com faturamento líquido de R$ 21,7 bilhões e crescimento anual de 10% possivelmente o país será promovido a segunda posição. E de acordo com a ABIHPEC - Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o Brasil possui mais de 1,4 mil indústrias de cosméticos, higiene pessoal e beleza, que juntas faturaram cerca de R$ 17,5 milhões.

3.2.1 A mudança na estrutura estaria do Brasil

De acordo com o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população brasileira está envelhecendo rapidamente. Estima-se que em 2050, a população com mais de 60 anos deverá ultrapassar a marca de 64 milhões de pessoas.

A população de 15 a 59 anos, faixa considerada "em idade de trabalhar", deve apresentar crescimento até 2030, como mostra a figura abaixo, quando deve chegar a 139,2 milhões de pessoas (64,3% do total), segundo a estimativa do IBGE. A partir daí, deve começar a cair.

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Segundo o mesmo estudo a esperança de vida dos brasileiros deve crescer em média 0,22 % ao ano, atingindo assim em 2050 a expectativa de 84,3 anos para ambos os sexos.

Figura 3.2 – Estimativas e projeções da esperancá de vida ao nascer, por sexo Brasil – 1940/2100.

É sabido que a taxa de fecundidada no país tem reduzido ao longo dos anos, motivadas pela ampliação do uso de métodos contraceptivos e também pela maior inserção das mulheres no trabalho, esse fator alinhado com o a ampliação da porcentagem da população madura no tatal do brasil, fará com que a média de idade do brasileiro salte 15 anos entre 2015 e 2050, registrando respectivamente 31,2 anos e 46,2 anos.

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3.2 Os Cosméticos Antissinais

O associação da o avanço da idade com uma pessoa de cabelos brancos, sem dentes e praticamente incapaz atormenta uma sociedade com uma expectativa de vida mais longa e com plenas condições de continuar ativamente atuante no mercado de trabalho. Tendo em vista esse cenário,criou-se a necessidade de conservar a aparência juvenil por mais tempo.

E é essa demana que alimenta o crescente mercado de produtos rejuvenecedores, cada vez mais cedo as pessoas passam a adotar hábitos em busca de um retardo do envelhecimento ou mesmo de um rejuvenescimento, e nesse cenário estão inseridos os cremes antisinais, que prometem fórmuals que devolvem a pele anos a menos em um curto período de tempo.

De acordo com a BCC Research, estima-se que mercado de cosméticos antisinais, movimentará $274,5 bilhões de dólares em 2013, o que corresponde a um crescimento de 11,1%, comparado ao ano de 2008.

3.2.1 Propaganda de cosméticos antisinais

A publicidade exerce forte influencia no consumo, principalmente no mercado de cosméticos antisinais. Os assuntos em sua maioria utilizam pessoas consideradas como “pessoas que estão envelhecendo bem” para serem o retrato de um produto que promete mudanças na pele com o uso constante do produto por determinado número de dias.

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Figura 3.4– Folheto Avon.

3.3 As tendências

De acordo com o SEBRAE, as tendências encontradas no mercado de cosméticos antissinais são:

 Cosméticos multifuncionais, por exemplo, protetor solar e hidratantes antisinais;

 Pesquisa avançada com enzimas e manipulação genética para melhorar a estética;

 Tendência a diversificação de produtos, visando atender especificidade étnica ou diferentes faixas etárias;

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10  Busca do consumidor por marcas com preocupações éticas, devido à conscientização sobre os impactos ambientais, decorrentes de meio de fabricação;

 Maior segmentação nas formulações, embalagens ou no próprio mercado;

 Elevação do potencial de crescimento de matérias-primas com ingredientes que deem maior funcionalidade aos produtos como fragrâncias naturais;

 Aumento no consumo e comercialização de cosméticos em países como: Brasil, Espanha, Rússia e China;

 Aumento da prática das vendas diretas em mercados emergentes. 3.4 Pesquisa de mercado

Após o desenvolvimento da idéia da embalagem para o produto, foi feita uma pesquisa de mercado com o intuíto de obtermos informações da aceitação deste produto inovador no mercado, foi criado um questionário on-line, para o levantamento rápido de informações qualitativas para entender a necessidade desde novo produto, foi criado uma pesquisa on-line (http://bit.ly/embalageminovadora) e divulgado em alguns grupos virtuais no qual frequentam pessoas que utilizam produtos cosméticos em geral, por um período de 3 dias. 87 pessoas espontaneamente responderam o questionário abaixo.

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Figura 3.5b - Segunda página do questionário.

Figura 3.6 - Última página do questionário (Agradecimento).

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Figura 3.7 - Gráfico de % de pessoas que utilizam creme para tratamento estético.

Somente quem respondeu SIM na questão anterior pode continuar respondendo o questionário, ou seja, 79 pessoas:

Figura 3.8 - Gráfico Frequência de utilização de creme para tratamento estético.

Das 79 pessoas, 82% (53 pessoas) utiliza o tratamento diariamente ou semanalmente.

Sim 91% Não

9%

Você utiliza/ já utilizou algum tipo de

creme para tratamento estético?

Diariamente 59% Semanalmente

23% Mensalmente

13%

Anualmente 5%

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Figura 3.9 - Gráfico de % de pessoas que já tiveram problemas em determinar a quantidade exata de creme para aplicação.

Das 79 pessoas, 89% (70 pessoas) já tiveram problema em determinar qual a quantidade exata de creme para aplicação.

Figura 3.10 - Gráfico de % de pessoas que já tiveram problemas em determinar o início e/ou fim do tratamento.

Das 79 pessoas, 81% (64 pessoas) já tiveram problema em lembrar o início do tratamento e quando deveria ser o término para o efeito desejado.

Sim 89% Não

11%

Já teve problemas em determinar qual a

quantidade exata de creme para a

aplicação?

Sim 81% Não

19%

Já teve problemas em lembrar o início do

tratamento e quando deveria ser o

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Figura 3.11 - Gráfico de % de pessoas que consideram ruim/neutra/boa a ideia de uma embalagem inovadora.

Das 79 pessoas, 90% (71 pessoas) consideraram a ideia boa.

Média de idade dos entrevistados: 25 anos

Figura 3.12 - Gráfico de % pessoas do sexo masculino / feminino.

Observa-se através do resultado da pesquisa o seguinte resumo de público-alvo:

 91% (79 pessoas) utilizam creme para tratamento facial;

Ruim

4% Neutra 6%

Boa 90%

O que você pensa da idéia de uma embalagem dosadora, que forneceria a quantidade exata de creme para cada aplicação ( evitando o desperdício) e com uma marcação transparente

na própria embalagem indicando quantos dias já utilizou o produto?

Masculino 5%

Feminino 95%

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Das que utilizam creme:

 82% (53 pessoas) utiliza o tratamento diariamente ou semanalmente;

 89% (70 pessoas) já tiveram problema em determinar qual a quantidade exata de creme para aplicação;

 81% (64 pessoas) já tiveram problema em lembrar o início do tratamento e quando deveria ser o término para o efeito desejado;

 90% (71 pessoas) consideraram a ideia da embalagem com dosador e marcador de tempo boa;

 95% (75 pessoas) do sexo feminino.

 Idade média de 25 anos.

4 PLANEJAMENTO

4.1 Cronograma de Execução

Figura 4.1: Cronograma das atividades.

4.2 Custos

Os custos referentes podem ser divididos em custo de infraestrutura, pessoal, jurídico e o de matéria prima.

 Infraestrutura:

o predial;

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o balança;

o misturador de cores;

o máquina de retífica pneumática (para o polimento do molde); o máquina injetora de termoplásticos com sistema rosca-pistão; o compressor de ar para extração;

o falha com capacidade mínima para cinco toneladas; o máquina para embalar as peças produzidas;

o esteiras rolantes; o exaustor;

o aparelho para climatização do ambiente;

o armários fabricados com materiais não combustíveis e com portas de

vidro;

o extintores de incêndio com borrifadores e vasos de areia; o microcomputador com acesso à internet;

o impressora multifuncional; o linhas telefônicas e de fax;

o sofás ou cadeiras para acomodar os clientes; o móveis e utensílios de escritório;

o armários;

 Pessoal:

o salários; o encargos; o benefícios

 Jurídico

o documentação; o alvarás;

 Matéria Prima:

Tabela 4.1– Custo do produto

Peça Peso (g) Tipo de Plástico R$/kg Preço (R$)

30 PET 5 0,15

0,0178 PET 5 0,000089

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61 PEAD 13 0,793

20 PET 5 0,1

Total 111,0197 - - 1,0431137

4.3 Localização da Empresa

A cidade escolhida para a implementação da linha de produção de produto foi a cidade de Diadema, pertencente à Região do Grande ABC, grande parque industrial no Estado de São Paulo.

As instalação de de indústrias do setor automobilísticos em São Bernardo, motivou o surgimento de outras indústrias que atendesse a demada desse mercado, e Diadema foi uma das cidades escolhidas para esse crescimento, destacando-se a indústria de borracha e plástico, facilitadas pela proximidade do polo Petroquímico do ABC. As leis de zoneamento para o uso do solo em Diadema reforçaram e regulamentaram o espaço destinado para as unidades produtivas do setor industrial, favorecendo esse crescimento.

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5 PROJETO E DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO e PROCESSO

Para projetar a embalagem plástica com dosador para creme de tratamento cosmético foram estabelecidas as seguintes fases da medotologia:

i) Definição da quantidade diária de aplicação do produto; ii) Cálculos do projeto mecânico do produto;

iii) Desenhos do produto;

iv) Simulação estrutural do produto;

Nas seções a seguir será descrito cada uma das etapas do projeto.

5.1 Definição da quantidade diária de aplicação do produto

Para definir da quantidade diária de aplicação utilizou-se um pote de creme da linha Renew Genics da Avon e uma balança de precisão. Primeiro retirou-se a tampa do pote. Em seguida, colocou-se o pote sem a tampa sobre a balança e realizou-se a medida do peso do conjunto. No terceiro passo restirou-se o pote da balança e aplicou-se uma quantidade do creme no rosto de uma mulher adulta. Posteriormente, colocou-se o pote novamente sobre a balança e anotou o novo peso do conjunto composto pelo pote e o creme. Por fim, foi realizada a diferença entre o valor final do peso do produto e chegou-se em 0,26 gramas.

Portanto, a aplicação diária do produto estipulada no projeto foi de 0,26 gramas, que corresponde a um volume de 1 cm³.

Nesse projeto utilizou-se como principio básico a mesma quantidade (30 g) de produto total dos potes de cremes Renew. Como a quantidade diária estimada de produto é de 0,26 g, tem-se que o produto irá durar aproximadamente 112 dias, ou seja, 16 semanas.

5.2 Cálculo do projeto mecânico do produto

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indicará uma mudança de 1 mm em uma escala na lateral do produto e que a base da embalagem será quadrada. Portanto, o volume do produto pode ser calculo de acordo com a equação:

Como a base é quadrada, tem-se:

Portanto:

Considerando que o êmbulo terá as medida 5 mm de largura, 5 mm de comprimento e 112 mm de altura, tem-se que o volume do êmbulo é de 2,8 cm³. Como a quantidade total de aplicações será correspondente a 112 dias e o volume diário de aplicação é de 1 cm³, tem-se que o volume de produto é 112 cm³. Portanto, tem-se:

Portanto as medidas internas do reservatório do creme serão 3,202 x 3,202 x 11,2 cm.

5.3 Desenhos do produto

Com base nos cálculos preliminares projetou-se uma estrutura composta por 5 componentes, sendo esses:

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iii) Êmbolo;

iv) Carcaça do meio; v) Tampa.

A parte inferior (Figura 5.1) é responsável pelo controle de aplicação e possui um movimento de 360 graus. A cada aplicação o usuário rotaciona a parte inferior em 180 graus no sentido horário.

Figura 5.1– Parte inferior.

Após este giro na peça inferior o êmbolo (Figura 5.2) eleva em 1 mm a sua altura dentro do resevatório (carcaça do meio – Figura 5.3) e assim o creme é empurrado para cima na quantidade ideal de uma aplicação diária.

Figura 5.2– Êmbolo.

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O creme é ejetado através de um bico (Figura 5.4) e o produto fica acomodado em um plano de 3,202 x 3,202 cm, estando pronto para o usuário possa pegar o produto com o dedo.

Figura 5.4 – Carcaça do meio.

O produto também possui uma tampa (Figura 5.5) para proteger o creme contra o ambiente.

Figura 5.5 – Tampa.

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Figura 5.6– Vista explodida.

Figura 5.7– Vista em corte.

Os desenhos 2D das cinco partes e da montagem do produto estão apresentados nos anexos de 1 à 6.

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Com os desenhos do produto realizado iniciou-se a fase de testes da estrutura. Para isso utilizou-se o Cosmo do SolidWorks 2012. Nesse programa foi realizada o cálculo estrutural do produto desenvolvido. Como a maior parte da força sobre o produto estará distribuida na carcaça do meio, adotou-se então esta como componente critico para realizar os testes.

Primeiro, foi aplicada as condições de contorno e carregamento sobre a estrutura, conforme apresentado nas Tabelas 1 e 2.

Tabela 1 – Aplicação de condição de contorno de engastamento.

Nome do acessório de

fixação

Imagem de acessório de

fixação Detalhes de acessório de fixação

Fixo-1

Entidades: 1 face(s) Tipo: Geometria fixa

Tabela 2– Aplicação de carregamento de força.

Nome da carga Carregar imagem Detalhes de carga

Força-1

Entidades: 1 face(s) Tipo: Aplicar força

normal Valor: 50 N

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Figura 5.8 – Malha de elementos finitos. Os dados da malha criada estão apresentados nas Tabelas 3.

Tabela 3 – Informações da malha de elementos finitos.

Dado Valor

Tipo de malha Malha sólida

Gerador de malhas usado: Malha padrão Transição automática: Desativada Incluir loops de malha automáticos: Desativada

Pontos Jacobianos 4 Pontos

Tamanho do elemento 3.92625 mm

Tolerância 0.196312 mm

Qualidade da malha Alta

Total de nós 15595

Total de elementos 7837

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Figura 5.9– Resultado de tensão.

A Figura 5.10 apresenta o resultado de deformação sobre a estrutura quando aplicado um força de 50 N. O resultado mostra que a deformação máxima foi de 0,029 mm.

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5.5 Processo de Fabricação

O proceso de fabricação do produto está apresentado na Figura 5.10.

Figura 5.11– Resultado de deformação.

6 VALIDAÇÃO E CONTROLES DA QUALIDADE

Validação, segundo a NBR ISO/IEC 17025, é a confirmação, por exame e fornecimento de evidência objetiva, de que os requisitos específicos para determinado uso pretendido estão sendo atendidos.

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a garantia da qualidade, segurança e eficácia do produto e não somente como uma exigência regulatória.

No Brasil, a Anvisa tem o papel institucional de promover e proteger a saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, incluindo os cosméticos. Assim, a legislação brasileira estabelece padrões de qualidade para produtos cosméticos e institui, entre outras normas, as Boas Práticas de Fabricação. A validação é parte integrante da Garantia da Qualidade. A validação envolve o estudo sistemático das instalações, sistemas e processos com o objetivo de determinar se os mesmos desempenham suas funções de forma adequada e consistente, conforme especificado. Uma operação validada assegura a produção de lotes uniformes que atendem às especificações requeridas.

Todas as atividades de desenvolvimento de produtos devem ser concluídas com uma fase de validação. As validações realizadas durante a fase de desenvolvimento dos produtos, não garantem que todos os processos produtivos tenham sido adequadamente validados. Em consequência, a validação deve ser discutida dentro de um contexto mais amplo, como uma atividade iniciada durante o desenvolvimento e que, continua até o estágio da produção industrial.

A validação permite aperfeiçoar os conhecimentos dos processos produtivos e desta forma assegurar que os processos encontram-se sob controle, permite ainda diminuir os riscos de desvio de qualidade, os riscos da não conformidade aos requisitos estabelecidos e diminuir a quantidade de testes de controle de qualidade nas etapas de controle em processo e no produto terminado.

Os processos de validação requerem a colaboração mútua de todos os setores envolvidos tais como: desenvolvimento, produção, engenharia, manutenção, garantia da qualidade e controle de qualidade. Se, ao final do processo de validação, os resultados são aceitáveis, o processo é satisfatório. Se os resultados forem insatisfatórios deve-se buscar modificação no processo até que o mesmo apresente resultados aceitáveis. Esta forma de validação é essencial para limitar o risco de erros que ocorrem em escala de produção industrial.

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A revalidação é necessária para assegurar que as mudanças intencionais ou não, no processo de produção, equipamentos e no ambiente, não afetam adversamente as características do processo e qualidade do produto. A revalidação deve ser realizada por ocasião da introdução de quaisquer mudanças que afetem a fabricação e/ou o procedimento padrão, com influência sobre as características de desempenho estabelecidas para o produto, como mudanças de matéria-prima, material de embalagem, processo de fabricação, equipamento, controles em processo, áreas de fabricação e utilidades (água, vapor, etc.).

A revalidação após as mudanças pode estar baseada no desempenho dos mesmos testes e atividades realizados durante a validação original, incluindo os testes em processo e àqueles referentes aos equipamentos.

Por não se tratar de um produto novo, visto que este trabalho apenas altera a sua forma de apresentação (embalagem), não definiremos em detalhes todos os processos de controle de qualidade, uma vez que este sistema de garantia da qualidade já existe na empresa fabricante do produto (Avon). Neste caso, abordaremos as boas práticas usadas neste setor.

As Boas Práticas de Fabricação para Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes envolve procedimentos rígidos em todas as etapas de processo, para garantir a qualidade do produto. Um bom exemplo pode ser visto na Avon e no Grupo Boticário, cujos cuidados começam no recebimento de materiais. É importante que os materiais (matérias-primas, componentes de embalagem, produtos de limpeza, documentações, peças, equipamentos, utensílios, etc.) estejam devidamente identificados e armazenados em locais apropriados a fim de evitar contaminação, bem como manter a sua integridade para a finalidade de uso. “A aquisição e o recebimento de materiais devem seguir procedimentos operacionais escritos e todos os envolvidos devem ser treinados. Para qualquer parâmetro em desacordo com o procedimento deve-se tomar ações corretivas”, resume Débora Hiramatsu, supervisora da garantia da qualidade Avon Cosméticos.

Segundo Débora, cada recebimento de material produtivo deve ser inspecionado e identificado de acordo com os critérios estabelecidos pela empresa, e todos os registros devem ser documentados e rastreáveis. Já a amostragem e as análises (físicas, químicas e microbiológicas, quando aplicáveis) devem ser representativas do lote recebido. Débora ressalta que os materiais devem manter a

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de acordo com a sua natureza e conforme indicação do fabricante, bem como manter a correta rotatividade (primeiro que expira é o primeiro a ser utilizado)”. explica. “Os materiais não analisados e rejeitados devem possuir sistema específico que evite a sua utilização no processo produtivo”, complementa.

Outro ponto importante dentro do processo produtivo é o uso da água. Por ser a matéria-prima mais abundante e utilizada nas preparações cosméticas, merece uma atenção especial. Todos os tipos de água necessitam de análises físico-químicas e microbiológicas periódicas seguindo procedimentos escritos e devidamente registrados.

Os equipamentos de processo não devem apresentar risco de contaminação ao produto e nem danos aos funcionários. Devem possuir concepção sanitária a fim de facilitar a limpeza, manutenção periódica, registros de intervenções e estar em boas condições de operação. Débora recomenda que os equipamentos produtivos sejam qualificados e os processos de limpeza e sanitização sejam validados. Segundo ela, os parâmetros críticos em um processo de limpeza e sanitização podem ser definidos através da avaliação do chamado TACTWINS:

 Time (tempo de contato);

 Action (tipo de ação);

 Concentration (concentração do agente);

 Temperature (temperatura adequada);

 Water (qualidade da água);

 Individual (funcionários);

 Nature of soil (natureza da sujidade);

 Surface to be cleaned/sanitized (superfície a ser limpa/sanitizada).

Em todo o processo produtivo deve-se evitar a contaminação cruzada para se evitar qualquer risco de alteração do produto cosmético. Durante a pesagem de matérias-primas, relata Débora, é importante que sejam fracionadas em recipientes limpos, devidamente identificados e utilizando equipamentos calibrados (Ex: balanças, sistema de exaustão).

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Dos vários processos envolvidos na manufatura dos produtos cosméticos, a etapa de enchimento/embalagem é uma das que apresentam mais oportunidades de ganho de eficiência, por meio da padronização dos materiais e automatização dos processos. O uso de equipamentos modernos garante a precisão do peso líquido envasado, evitando o uso de sobrepeso e garantindo os requisitos estabelecidos pela legislação.

De maneira geral, podemos propor o seguinte fluxograma para o de desenvolvimento de novo produto ou para a modificação de produto existente, contemplando as fases de validação e controle de qualidade. Este fluxograma, que

contempla os “Gates” prescritos pela metodologia DMAIC, atende também os

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Figura 6.1 – Processo para desenvolvimento de produto (parte 1).

PROCEDIMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO P & D P roduç ão C om erci al F ina nce iro . G . M ate ria is La bo rat óri o QS M A C om itê G est or E E E D D E

E E

C

I

E E

I

PROPOSTA DE PRODUTO NOVO OU MODFICADO

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Figura 6.2 – Processo para desenvolvimento de produto (parte 2).

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Figura 6.3 – Processo para desenvolvimento de produto (parte 3).

Descrição das etapas do fluxograma:

Etapa 1: A solicitação de produto novo ou modificação de produto existente (projeto) é feita à área de Processos e Desenvolvimento pela própria área e/ou pelas áreas de Produção, Comercial e Supply Chain, Laboratório de Controle de Qualidade, Comitê Gestor através do preenchimento de uma ficha proposta de produto.

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Etapa 2: A área de Processos e Desenvolvimento determina em conjunto com a Comercial e Supply Chain os requisitos do produto através das informações do cliente interno e/ou externo. As informações são registradas na ficha proposta de produto.

Etapa 3: A área de Processos e Desenvolvimento analisa a viabilidade do projeto. As informações são registradas na ficha proposta de produto.

Etapa 4: A viabilidade do projeto é decidida pela área de Processos e Desenvolvimento e informada mensalmente à área de Gestão Financeira, durante a reunião do Comitê Gestor. A decisão é registrada na ficha proposta de produto.

Etapa 5 (Phase 0 / Banco de Idéias): A entrada do projeto no Pipeline de Projetos é decidida pela área de Processos e Desenvolvimento. A decisão deve ser avisada ao solicitante e registrada na ficha proposta de produto pela área de Processos e Desenvolvimento. O Pipeline de Projetos é acompanhado mensalmente dentro das reuniões do Comitê Gestor. Os registros são mantidos nas Fichas Projeto Produto e no Relatório Mensal da equipe de Processos e Desenvolvimento.

Etapa 6 (Define): O planejamento dos ensaios necessários é feito pela área de Processos e Desenvolvimento em conjunto com as áreas de Produção, Comercial e Supply Chain, Gestão de Materiais e Laboratório de Controle de Qualidade. O Pipeline de Projetos é acompanhado mensalmente dentro das reuniões do Comitê Gestor. Os registros são mantidos nas Fichas Projeto Produto e no Relatório Mensal da equipe de Processos e Desenvolvimento.

Etapa 7 (Measure): A realização do ensaio é feita pela área de Processos e Desenvolvimento em conjunto com as áreas de Produção, Gestão de Materiais e Laboratório de Controle de Qualidade. O Pipeline de Projetos é acompanhado mensalmente dentro das reuniões do Comitê Gestor e do Pipeline da equipe de Processos e Desenvolvimento. Os registros são mantidos.

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de Controle de Qualidade e informada mensalmente à área de Gestão Financeira, durante a reunião do Comitê Gestor. A decisão pela continuidade do projeto é feita pela área de Processos e Desenvolvimento e pelo Laboratório Controle de Qualidade em conjunto com as áreas de Produção e de Gestão de Materiais. A verificação é feita pela área de Processos e Desenvolvimento em conjunto com a área de Produção e deve ser aprovada pelas áreas Comercial e Supply Chain e Qualidade, Segurança e Meio Ambiente. Os registros da análise crítica, da continuidade do projeto e da verificação devem constar da ata de reunião de Análise Crítica e Validação Interna. O Pipeline de Projetos é acompanhado mensalmente dentro das reuniões do Comitê Gestor e do Pipeline da equipe de Processos e Desenvolvimento. Os registros são mantidos.

Etapas 12, 13 e 14: (Improve): O envio para o cliente e a validação dos resultados do ensaio é feito pela área Comercial e Supply Chain (com apoio da Assistência Técnica e da área de Processos e Desenvolvimento). A decisão pela continuidade do projeto é feita pela área de Processos e Desenvolvimento e pelo Laboratório de Controle de Qualidade em conjunto com as áreas de Produção e de Gestão de Materiais. Os registros do envio para o cliente são mantidos pela área Comercial e Supply Chain. Os registros da validação dos resultados do ensaio no cliente e da continuidade do projeto devem constar na Nota Técnica do desenvolvimento.

Etapa 15: A finalização do projeto e a comunicação ao solicitante são feitas pela área de Processos e Desenvolvimento.

Etapa 16: A emissão dos documentos e a comunicação ao solicitante são feitas pela área de Processos e Desenvolvimento.

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7 SIMULAÇÃO / IMPACTO AMBIENTAL

Utilizando o software SolidWorks® é possível realizar uma simulação do impacto ambiental para a fabricação do produto desenvolvido. Para isso é necessário definir qual será o consumo de energia/kg (kW.h/kg) para o processo de montagem, a região de montagem e região de uso, quantos quilômetros serão percorridos do local de montagem até o local de uso e quanto tempo foi construída para durar (3 anos).

Para essa simulação, obteve-se os dados de uma máquina injetora de plástico Tianjian Pluto PL/j Series, com as especificações abaixo para uma estimativa de consumo de energia para a fabricação de uma unidade da embalagem:

Figura 7.1 - Manual técnico de uma injetora de plástico.

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Figura 7.2 - Parâmetros ajustados no SolidWorks.

Os resultados obtidos na simulação estão encontrados no Anexo 7.

8 LANÇAMENTO DO PRODUTO PLANO DE MARKETING

8.1 Empresa

8.1.1 Avon no Brasil e no Mundo

A Avon é líder mundial no mercado de beleza, presente em mais de 100 países, distribuídos entre em cinco regiões: América Latina, América do Norte, Europa Central e Oriental, Europa Ocidental, Oriente Médio e África e Ásia-Pacífico (Avon Brasil, 2013).

Fundada em 1886, por David H. McConnell, um ex-vendedor de livros de porta-em-porta, desde sua origem a empresa teve, na venda direta, sua principal característica. Sua primeira vendedora foi Florence Albee que, percebendo o grande potencial do negócio, convidou outras amigas a se juntarem à nova atividade. Antes do início do século, o número de revendedoras já chegava a 25 mil (Avon Brasil, 2013).

Num momento histórico onde a mulher não era reconhecida a não ser pelas suas atividades domésticas, a Avon inovou oferecendo uma atividade digna e remunerada.

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A estratégia de utilização das próprias consumidoras como revendedoras permitiu uma maior percepção das necessidades do público alvo, as mulheres.

Hoje, a Avon fatura, globalmente cerca de 10 bilhões de dólares por ano, emprega 40 mil funcionários efetivos e seus produtos são comercializados por mais de 6,5 milhões de revendedoras autônomas. Em vendas diretas foi a pioneira e ainda é a maior (Avon Brasil, 2013).

No Brasil, a Avon já atua a mais de 58 anos, e possui a maior força de vendas do mundo com uma receita de US$ 2,316.3 milhões em 2011 (Avon Products, 2011). Possui uma fábrica na cidade de São Paulo e três centros de distribuição nos estados de São Paulo, Ceará e Bahia (Avon Brasil, 2013).

8.1.2 Pesquisa e Desenvolvimento

Novos produtos são essenciais para o crescimento da indústria de cosméticos altamente competitiva. O trabalho do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento é de grande importância para o desenvolvimento de novos produtos, incluindo a formulação de tratamentos de beleza eficazes relevantes para as necessidades das mulheres, e também a reformulação de produtos já existentes. Para aumentar a competitividade da marca, a Avon tem sustentado o foco em novas tecnologias e inovação para oferecer produtos de entrada no mercado que ofereçam benefícios visíveis aos consumidores (Avon Products, 2011).

O Centro Global de P&D da Avon está localizado em Suffern, NY. Uma equipe de mais de 300 cientistas especializados em Bioquímica, Farmacologia, Bacteriologia, Formulações, Estudos de Moléculas e outras especialidades dedicam-se à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas a cosméticos, em estudos e testes de forma a criar produtos para o mercado em todo o mundo. Além disso, há centros de pesquisa satélite localizados na Argentina, Brasil, China, México, Polônia, África do Sul e, mais recentemente, na China (Avon Products, 2011).

8.1.3 Missão

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- Ser a marca de escolha das mulheres; - Ser líder em vendas diretas;

- Ser o melhor lugar para se trabalhar; - Ser a maior Fundação para as mulheres;

- Ser a empresa mais admirada (Avon Brasil, 2013).

8.1.4 Visão

Ser a companhia que melhor entende e satisfaz as necessidades de produtos, serviços e auto-realização das mulheres no mundo todo (Avon Brasil, 2013).

8.1.5 Valores

Confiança, respeito, crença, humildade e integridade (Avon Brasil, 2013).

8.1.6 Princípios

“Daremos às pessoas oportunidades de desenvolvimento e ganhos para promover seu bem-estar e felicidade.

Atenderemos famílias do mundo todo com produtos da mais alta qualidade, apoiados por uma excepcional garantia total de satisfação.

Prestaremos às Revendedoras e Consumidores um serviço com padrão de utilidade e cortesia.

Daremos total reconhecimento a funcionários e Revendedoras, pois deles depende o sucesso da Companhia.

Partilharemos com outros as recompensas do crescimento e do sucesso. Honraremos as responsabilidades da cidadania corporativa, contribuindo para o bem-estar da sociedade onde trabalhamos e para a preservação do meio ambiente.

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40

8.2 Produto

O produto escolhido para o desenvolvimento da embalagem foi o Creme de Tratamento Cosmético Anti-Idade da Linha Genics, dentro da linha Renew.

8.2.1 Renew

Figura 8.1 - Logo da marca Renew, da Avon. (Avon Brasil, 2013).

A Avon revolucionou o mundo da pele com o lançamento de sua marca Anew, que no Brasil recebeu o nome de Renew. Constantemente, a Avon traz inovações em produtos para pele, como nos produtos Renew, pioneiros em tecnologia anti-idade para ajudar as mulheres a minimizar os efeitos do tempo em sua pele.

No Centro Global de Pesquisa e Desenvolvimento foram criadas tecnologias revolucionárias que mudaram os rumos da indústria cosmética anti-idade, como o uso pioneiro do AHA (Alfa-hidróxi-ácido), a estabilização das vitaminas A e C concentrada, o bloqueio da ação da glicação (processo do organismo que danifica o sistema de sustentação da pele) e a ativação da molécula Activin A, que ajuda no processo de restauração celular criando uma pele nova e mais jovem (Avon Brasil, 2013).

Renew é hoje uma marca de US $ 1 bilhão de dólares, com mais de 11.000 produtos vendidos por representantes Avon a cada hora ao redor do mundo (Avon Products, 2011).

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8.2.2 Linha Genics - Creme de tratamento cosmético

Figura 8.2 - Creme de tratamento cosmético da Linha Genics (Avon Brasil, 2013).

Os produtos da linha Genics são desenvolvidos com a Tecnologia YouthGenTM, que ajuda a estimular a longevidade da pele e reduz visivelmente os sinais da idade, como as rugas, descolorações e perda de firmeza. A linha, composta por três produtos, é indicada para todas as idades (Avon Brasil, 2013).

Essa tecnologia foi desenvolvida em cooperação com cientistas e pesquisadores acadêmicos da Universidade da Calábria (Itália), e ajuda a estimular a produção de proteínas que mantém a pele jovem.

A Tecnologia YouthGen conta com uma exclusiva combinação dos seguintes ingredientes:

- Mesyloxybenzyl Isobutylbenzenesulfonamide: molécula selecionada pela Avon dentro de mais de 1000 moléculas farmacêuticas descobertas.

- Malus Domestica Fruit Cell Culture Extract: extrato colhido a partir das células-tronco de uma variedade de maçãs muito raras e ameaçadas de extinção que deriva de meados do século XVIII e é conhecido por sua capacidade de longo armazenamento.

- Melicope Hayesii Leaf Extract: ingrediente exclusivo e patenteado pela Avon formado pelo óleo essencial da folha da planta Melicope Hayseii, que é nativa da Austrália e Nova Zelândia.

- Palmitoyl Tetrapeptide-10: tetrapeptídio exclusivo constituído de dois resíduos terminais de lisina com dois núcleos residuais, sendo estes de teonina e fenilalanina.

- Thiazolylalanine: aminoácido sintético, especialmente desenvolvido para permanecer na pele por mais tempo que os tradicionais.

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Quando o phytol entra em contato com as enzimas da pele ele é convertido em ácido fitânico. O ácido fitânico proporciona amplos benefícios anti-idade e de defesa contra a ação do tempo.

8.3 Análise SWOT

A metodologia SWOT fornece uma análise dos ambientes internos e externos e é utilizada em processos de planejamento estratégico, para a avaliação do posicionamento da organização e do seu nível de competitividade (ABDI, 2009).

8.3.1 Análise SWOT a partir da dimensão Mercado Brasileiro de Cosméticos para o segmento pele

8.3.1.1 Forças (ABDI, 2009)

 Aumento da expectativa de vida do brasileiro, em função da melhoria dos sistemas e produtos de saúde;

 Elevação do padrão de vida, disponibilizando maior quantidade da renda para adquirir produtos cosméticos de maior valor;

 Acessibilidade ao cosmético seja pela maior disponibilidade no mercado massivo ou pela venda em catálogo;

 Receptividade do consumidor brasileiro, que pode ser caracterizado pela diversidade étnica, às inovações, principalmente quando surgem produtos cosméticos que incorporem matérias-primas e insumos seguros e eficazes. O mercado lança produtos inovadores, muitas vezes, para atender ao público com diversas nuances de cor de pele e com características sensoriais agradáveis e de boa aceitação;

 Crescimento da economia brasileira é fator estimulante ao aumento de investimento das empresas nacionais e transnacionais no país, considerando os aspectos culturais, sociais e ambientais do país;

 Reconhecimento da força da marca “Brasil”, pelo mercado internacional

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divulgação do país. Outro aspecto da marca “Brasil” se relaciona ao sistema de atendimento ao cliente que o brasileiro utiliza, envolvendo característica, como: atencioso, disponível e solícito;

 Os produtos para higiene e banho apresentam uso disseminado, reflexo do hábito do brasileiro de tomar banho com frequência, relacionado ao clima.

8.3.1.2 Fraquezas (ABDI, 2009)

 Baixa distribuição no mercado de varejo massivo;

 Fragmentação da cadeia produtiva, que possui alta dependência de insumos importados;

 Custo de distribuição elevado, que dificulta o acesso ao público de baixa renda;

 Dificuldade de controle dos produtos cosméticos importados utilizados para pele, distribuídos no mercado ilegalmente;

 Baixa exigência de qualificação dos produtos em função de grande parcela da população brasileira, possuir baixo nível cultural. Este fato pode gerar a “não confiabilidade” do cosmético brasileiro (principalmente para o segmento pele) como produto adequado para ser indicado pelo profissional da área médica, que, muitas vezes, prefere prescrever uma especialidade farmacêutica ou uma formulação manipulada em seu lugar.

8.3.1.3 Oportunidades (ABDI, 2009)

 Possibilidade de aumento de consumo per capita do produto cosmético, principalmente se este tiver agregado a algum insumo explorado de forma sustentável, proveniente da biodiversidade brasileira, aliado ao design diferenciado das embalagens que possuem poder de comunicação imediata com o consumidor;

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44  Expansão dos tratamentos estéticos nos consultórios médicos e clínicas de estética, gerando aumento de consumo de produtos de uso profissional e da venda destes aos consumidores;

8.3.1.4 Ameaças (ABDI, 2009)

 Dificuldade de acesso a insumos importados por diversos motivos, sejam eles: custo, dificuldades de importação, restrições legais ou patentes;

 Falta de equipamentos e/ou dispositivos para qualificação da matéria prima e do produto;

 Falta de mão de obra qualificada nos diversos níveis;

 Falsificação de produtos, biopirataria e pirataria;

 Deficiência de adequação à legislação vigente que controla a biodiversidade do país;

 Menor custo de obtenção de matérias-primas/insumos e de produção de cosméticos, apresentados por outros países como a China, o que pode ocasionar a migração de bases produtivas do Brasil para outros locais;

 Ameaça da escassez de água, em função da degradação ambiental.

8.3.2 Análise SWOT a partir da dimensão Produto: Creme de tratamento cosmético da Linha Genics Renew

8.3.2.1 Forças

 Credibilidade da marca Avon;

 Economia de escala;

 Centro Global de P&D;

 Liderança em participação de mercado;

 Atuação global;

 Exclusividade dos produtos;

 Fidelidade dos consumidores satisfeitos;

 Liderança em venda direta;

 Grande publicidade;

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45  Público alvo sem limite de faixa etária;

 Não utilização de animais em testes.

8.3.2.2 Fraquezas

 Declínio das operações na América do Norte;

 Custos altos com publicidade;

 Alta rotatividade de representantes;

 Modelo de distribuição ineficiente. Demora na entrega do produto ao consumidor;

 Falta de clareza nas informações presentes nos catálogos.

8.3.2.3 Oportunidades

 Aumento da preocupação com a imagem pessoal;

 Aumento da expectativa de vida;

 Aumento do nível de renda da população brasileira e consequente aumento do poder de consumo;

 Crescimento dos mercados emergentes;

 Mercado masculino na China;

 Reestruturação organizacional;

 Mercado online;

 Maior segmentação para atendimento de diversos nichos.

8.3.2.4 Ameaças

 Forte concorrência;

 Crise econômica mundial;

 Volatilidade da moeda para negociações;

 Grande quantidade de produtos substitutos;

 Regulamentações exigidas;

 Grande quantidade de cosméticos importados com entrada ilegal;

 Baixo apelo de insumos sustentáveis;

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8.4 Análise da Pirâmide de Maslow

A Pirâmide de Maslow é comumente referenciada quando se fala em motivação e necessidades (Lopes, 2003) (Perfeito, 2010). No século XX, o psicólogo americano Maslow (Andreassa, 2008), desenvolveu uma classificação para as necessidades do ser humano em cinco categorias de acordo com o usuário em análise e da relevância de tal necessidade no contexto geral (Meira, 201?). Os cinco grupos de necessidades, da mais básica em diante, são: necessidades fisiológicas, de segurança, de amor e envolvimento (sociais), de estima (ego) e de auto-realização, conforme figura abaixo.

Figura 8.3 - Pirâmide de Maslow - classificação hierárquica das necessidades em cinco grupos.

Ao definir um grupo para cada tipo de necessidade e classificá-las em primárias ou secundárias, Maslow defende que uma necessidade não-satisfeita é motivadora de um comportamento.

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8.5 Mix de Marketing (4Ps)

8.5.1 Produto

De forma simplificada, o que está sendo desenvolvido neste projeto é um tratamento facial para rejuvenescimento das células epiteliais do rosto, resultando em uma pele com tom uniforme, firme e hidratada, e com marcas e rugas menos aparentes.

O produto aqui compreendido, então, é um creme com embalagem inovadora, que propõe o tratamento adequado da pele, oferecendo ao usuário a quantidade necessária de creme por dia, ou seja, oferecendo a quantidade certa no tempo certo. Ainda, através da embalagem que tem marcações de intervalos de tempo, o consumidor pode acompanhar o progresso do tratamento.

8.5.2 Promoção

Segundo Borden (Borden, 1984), promoção em termos de mix de marketing é definida como políticas e procedimentos relacionados a canais de distribuição entre a planta produtiva e o consumidor, ao grau de seletividade entre revendedores, atacado e varejo e aos esforços da empresa para garantir bom relacionamento com o setor de comércio.

De modo geral, sugere-se que a comunicação entre a empresa e o consumidor seja eficiente em todas as fases da cadeia de suprimentos. Com o intuito de despertar no consumidor a necessidade do produto, se pode usar ferramentas de promoção, como site, vídeos demonstrativos na internet e, principalmente, representante de vendas no local demonstrando o uso do produto e orientando os consumidores.

8.5.3 Preço

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8.5.4 Ponto de Vendas

Como praça ou ponto de vendas, pretende-se adotar o método de vendas adotado pela Avon, ou seja, via catálogo.

Ainda, uma opção válida seria a venda via internet, devido aos baixos custos fixos.

9 CONCLUSÃO – CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir deste estudo pode-se entender melhor os conceitos e a complexidade envolvida no desenvolvimento integrado de um produto, incluindo plano de negócios, desenvolvimento do produto físico e plano de marketing.

Em termos gerais, apresentou-se aqui um produto cosmético para tratamento facial cuja embalagem inovadora visa facilitar um tratamento adequado para resultados mais rápidos e satisfatórios. Dessa forma, chegamos a um produto cuja embalagem relativamente sustentável apresenta custo aproximado de R$ 1,05, menos de 5% do custo do produto. A fábrica de produção seria instalada em Diadema (SP) e a venda seria feita via catálogo.

Vale ressaltar que a principal estratégia de marketing que poderia, neste caso, ser adotada é pensarmos a venda como um tratamento e, não, como um produto físico, onde o consumidor pode acompanhar a evolução do seu próprio tratamento. Esta seria também uma forma de fidelizar o cliente, para que este entenda o funcionamento do produto e desenvolva o desejo de continuar usando o produto.

A maior dificuldade encontrada no desenvolvimento deste projeto foi a sincronização de todas as atividades. Dado que diversas pesquisas tiveram que ser feitas e que o resultado de uma pode impactar diretamente na conclusão de outras, a equipe teve que atuar de forma harmoniosa para que não houvesse uso errôneo de informações.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Glossário

Acidificação do ar- Emissões ácidas, como dióxido de enxofre e óxido nitroso causam o aumento da acidez da água da chuva

que, por sua vez, acidifica o solo e os lagos. Esses ácidos podem tornar o solo e a água tóxicos para a flora e fauna aquática. A chuva ácida pode também dissolver lentamente materiais construídos pelo homem, como concreto. Esse impacto é geralmente medido em unidades de kg equivalente de dióxido de enxofre (SO2), ou em mol equivalente de H+.

Pegada de carbono - O dióxido de carbono e outros gases que resultam da queima de combustíveis fósseis acumulam na atmosfera, o que aumenta a temperatura média do planta. A "pegada de carbono" é um indicador do impacto mais amplo denominado Potencial de Aquecimento Global (Global Warming Potential, GWP). O aquecimento global é considerado o motivo de problemas como a redução das geleiras, a extinção de espécies e agravamento de problemas climáticos, entre outros.

Energia total consumida - Uma medida dos recursos energéticos não renováveis associados ao ciclo de vida da peça, em megajoules (MJ). Inclui não somente a eletricidade e os combustíveis usados durante o ciclo de vida do produto, mas também a energia necessária para obter e processar esses combustíveis e a energia incorporada dos materiais que é liberada na queima. É expressa como o valor calorífico líquido da demanda de energia obtida por fontes não renováveis (petróleo, gás natural, etc.). É considerada a eficiência na conversão de energias (eletricidade, calor, vapor, etc).

Eutrofização da água - A eutrofização ocorre quando são adicionados nutrientes em excesso a um ecossistema aquático. O

nitrogênio e o fósforo de águas residuais e de fertilizantes usados na agricultura causam uma abundância de algas, que então esgotam o oxigênio da água, resultando na morte de plantas e animais. Tipicamente, este impacto é medido em kg fosfato equivalente (PO4) ou nitrogênio (N) equivalente.

Avaliação do Ciclo de Vida (LCA)- Um método de avaliar quantitativamente o impacto ambiental de um produto durante todo

seu ciclo de vida útil, desde a aquisição da matéria prima, passando pela produção, distribuição e uso, até a reciclagem e disposição final.

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