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UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO. Curso de Fisioterapia BRUNA MARIA GALLO VANDERLÉIA CÉZAR PRADO

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UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO

Curso de Fisioterapia

BRUNA MARIA GALLO VANDERLÉIA CÉZAR PRADO

ANÁLISE DO PERFIL DOS PACIENTES ACOMETIDOS POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE

SÃO FRANCISCO E NO CENTRO DE FISIOTERAPIA DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BRAGANÇA PAULISTA

Bragança Paulista

2012

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BRUNA MARIA GALLO – R.A. 001200900866 VANDERLÉIA CÉZAR PRADO – R.A. 001200900141

ANÁLISE DO PERFIL DOS PACIENTES ACOMETIDOS POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE

SÃO FRANCISCO E NO CENTRO DE FISIOTERAPIA DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BRAGANÇA PAULISTA

Bragança Paulista

2012

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GALLO, B. M., PRADO, V. C. ANÁLISE DO PERFIL DOS PACIENTES ACOMETIDOS POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO E NO CENTRO DE FISIOTERAPIA DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BRAGANÇA PAULISTA. Trabalho de conclusão de curso defendido e aprovado na Universidade São Francisco em 14 de dezembro de 2012 pela banca examinadora constituída pelos professores:

Banca examinadora:

Prof.ª Ms. Gianna C. Cannonieri Nonose.

Universidade São Francisco - Orientadora Temática

Prof.ª Dra. Rosimeire Simprini Padula

Universidade São Francisco - Orientadora Metodológica

Prof.ª Ms. Manuela Mucci Casanova

Universidade São Francisco - Banca examinadora (professora convidada)

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A nossa família pela fé e confiança demonstrada.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus, pois sem ele a realização deste sonho seria impossível. A toda minha família, em especial os meus pais João e Santina, que sempre estiveram ao meu lado nos momentos difíceis desta jornada, pela compreensão dos mesmos nos momentos que necessitei estar ausente me dedicando aos estudos.

Em especial ao meu marido Rafael Roberto Prado pela compreensão, carinho, paciência, dedicação, esforço e incentivo nos momentos difíceis.

A todos que de alguma forma, colaboraram com este projeto e a minha parceira Bruna pela paciência e compreensão quando necessário!

As professoras Gianna e Manuela pela orientação, pelas exigências que me fizeram acreditar e buscar o meu melhor! Agradeço a todos os professores que me proporcionaram um aprendizado diferenciado e significativo para compor o meu lado profissional e também pessoal.

Vanderléia Cézar Prado

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AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a Deus, que fez este meu sonho ser possível!

Agradeço a minha mãe Maria Antônia, pela paciência, compreensão, por suas palavras de ternura quando mais precisei e suas orações incessantes nesta caminhada. Agradeço meu pai Claudemiro, pelos ensinamentos da vida, por ser meu alicerce e por sempre me passar a confiança que necessitei para manter - me firme neste caminho! A meu irmão Octávio paciência e companheirismo!

Agradeço a minha parceira Vanderléia pela compreensão e companheirismo!

As professoras Gianna e Manuela pela orientação, pelas exigências que me fizeram acreditar e buscar o meu melhor! E também aos professores, que não cessam ao nos ensinar!

Enfim, agradeço a todos que contribuíram para a concretização deste sonho e início desta caminhada na fisioterapia! Por confiarem em mim e no meu sonho!

Bruna Maria Gallo

(7)

“O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis”.

José de Alencar

(8)

i

RESUMO

Introdução: O acidente vascular encefálico (AVE) é considerado a terceira causa de morte, depois das doenças coronarianas em geral e do câncer. Essa doença causa uma importante incapacidade funcional, sendo considerada comum e acarretando grande impacto para a saúde publica em todo o mundo. Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes acometidos por acidente vascular encefálico em atendimento na Clínica Escola de Fisioterapia da USF e no Centro de Fisioterapia da Prefeitura de Bragança Paulista.

Método: Estudo epidemiológico, descritivo, transversal observacional, dos pacientes em tratamento na Clínica de Fisioterapia da Universidade São Francisco e no Centro de Fisioterapia da Prefeitura Municipal de Bragança Paulista, realizada em um período de três meses. Foi aplicada uma ficha de coleta de dados, sobre o perfil epidemiológico dos pacientes após AVE, elaborada pelas pesquisadoras. A análise dos dados se deu por meio de estatística descritiva. Resultados: Foram avaliados 25 pacientes vítimas de AVE, com idade média 64,52 ± 11,78 anos. Neste estudo o AVE predominou no sexo feminino e na raça branca, sendo o tipo isquêmico e o acometendo o hemicorpo esquerdo a condição mais prevalente. A apresentação do paciente até o local da fisioterapia se deu por meio da cadeira de rodas em sua maioria. A afasia foi o distúrbio da fala predominou. Constatou - se ainda que os pacientes levaram em média 72 dias para dar início ao tratamento da fisioterapia, e estão em tratamento em média há 276 dias. Os fatores de risco que predominaram foram a hipertensão arterial e o sedentarismo, sendo estes classificados como modificáveis. A maioria da população estudada sofreu apenas um insulto de AVE, ocorrendo com maior frequência nas estações frias do ano. Conclusão: A população do sexo feminino com AVE do tipo isquêmico. O insulto ocorreu em indivíduos com 64, anos. Quanto às sequelas motoras houve um predomínio no hemicorpo esquerdo de maneira proporcionada. Os fatores de risco que predispõem o acidente vascular encefálico, que se sobressaíram em nosso estudo foram à hipertensão arterial sistêmica e sedentarismo.

Palavras Chaves: Acidente Vascular Encefálico. Fisioterapia. Epidemiologia.

(9)

ii

ABSTRACT

Introduction: A stroke is considered the third leading cause of death after coronary heart disease and cancer in general. This disease causes a significant functional disability and is considered common and causing major impact on public health worldwide. Objective: To evaluate the epidemiological profile of patients with stroke in attendance at the Clinical School of Physiotherapy of the USF Center for Physiotherapy and the City of Bragança Paulista. Methods: Epidemiological study, a cross-sectional observational study, patients treated at the University Physiotherapy Clinic in San Francisco and Physiotherapy Centre of the City of Bragança Paulista, held over a period of three. Was applied form of data collection, on the epidemiological profile of patients after stroke, prepared by the researchers.

Data analysis was done by descriptive statistics with absolute and relative values, with the results presented by graphs and tables. Results: There were 25 patients suffering from stroke, mean age ± SD 64.52 ± 11.78. stroke in this study were predominantly female, in Caucasians;

being the ischemic type and primarily affecting the left hemisphere in a proportionate way.

Patient's presentation to the location of physiotherapy was through the wheelchair mostly.

Prevailed as speech disorder aphasia. Observed - even if the patients took on average 72 days to initiate the treatment of physiotherapy. And are in treatment for an average of 276 days.

Risk factors that were prevalent hypertension and physical inactivity, which are classified as modifiable. Most of the population studied suffered only an insult stroke, occurring more frequently in cold seasons. Conclusions: The female population with ischemic stroke type.

The insult occurred in individuals 64 years. Regarding motor sequel e predominated in the left hemisphere in a proportionate way. The risk factors that predispose to stroke, that stood out in our study were to hypertension and physical inactivity.

Key words: Stroke. Physical therapy. Epidemiology.

(10)

iii

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Diagnóstico disfuncional... 13

Gráfico 2 - Apresentação do paciente... 13

Gráfico 3 - Distúrbio da fala ... 14

Gráfico 4 - Estações do ano ... 14

(11)

iv

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Caracterização da população ... 10 Tabela 2 - Acidente Vascular Encefálico ... 11 Tabela 3 - Fatores de Risco ... 12

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SUMÁRIO

RESUMO ... i

ABSTRACT ... ii

LISTA DE GRÁFICOS ... iii

LISTA DE TABELAS ... iv

SUMÁRIO ... 5

1 INTRODUÇÃO ... 1

1.1 Acidente vascular encefálico ... 1

2 OBJETIVOS ... 7

2.1 Objetivo Geral ... 7

3 MÉTODO ... 8

3.1 Desenho do Estudo ... 8

3.2 Local do Estudo ... 8

3.3 Critérios de inclusão ... 8

3.4 Critérios de exclusão ... 8

3.5 Materiais ... 9

3.6 Procedimento ... 9

3.7 Análise dos Dados ... 9

4 RESULTADOS ... 10

5 DISCUSSÃO ... 16

6 CONCLUSÃO ... 27

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 28

ANEXOS ... 35

ANEXO A - APROVAÇÃO DO PROJETO PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA USF ... 36

ANEXO B - SOLICITAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO PARA COLETA DE DADOS COM PACIENTES EM ATENDIMENTO NACLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA USF 37 ANEXO C - AUTORIZAÇÃO DA COLETA DE DADOS DO CENTRO DE FISIOTERAPIA DE BRAGANÇA ... 38

ANEXO D - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ... 39

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ANEXO E - FICHA DE COLETA DE DADOS ... 41

(14)

1

1 INTRODUÇÃO

1.1 Acidente vascular encefálico

O acidente vascular encefálico (AVE) é considerado a terceira causa de morte, depois das doenças coronarianas em geral e do câncer. Essa doença causa uma importante incapacidade funcional, sendo considerada comum e acarretando grande impacto para a saúde publica em todo o mundo, gerando altos gastos a curto e em longo prazo (RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE, 2004; MAZZOLA et al., 2007; LEITE, NUNES, CORRÊA, 2009).

A incidência do acidente vascular encefálico ocorre de maneira gradativa com a idade, sendo que após os 55 anos é mais acentuado a cada década de vida. A expectativa de vida aumentou gerando um maior número da população idosa no mundo, resultando em uma elevação das doenças crônicas degenerativas e doenças cerebrovasculares, ou seja, ocorrendo maior predisposição ao acidente vascular encefálico. A mortalidade parece variar entre os países, não estando claro se está relacionada à raça, fatores ambientais ou sociais (O'SULLIVAN et al., 1993).

Estima-se que 17 milhões de pessoas morrem de doenças cardiovasculares, especialmente ataques cardíacos e doenças cerebrovasculares, mundialmente a cada ano, e uma em cada seis pessoas sofrera um AVE na vida. È a 2ª razão de morte em pessoas maiores de 60 anos e a 5ª na faixa etária entre 15 e 59 anos. (OMS, 2011).

O AVE gera incapacidades neurológicas e seus sintomas podem variar dependendo da localização e do tamanho da lesão. Repercute principalmente com déficit das funções motoras, do equilíbrio, da força, da mobilidade, da sensibilidade, coordenação motora, mentais, visão e linguagem e estando relacionadas com a localização da artéria acometida, da extensão da lesão e da disponibilidade de fluxo colateral (RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE, 2004; MAZZOLA et al., 2007; LEITE, NUNES, CORRÊA, 2009).

Esta doença acarreta ao organismo insuficiência do suprimento sanguíneo no sistema nervoso, privando os tecidos de oxigênio e glicose e se não intervir á tempo pode levar a um

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2 infarto cerebral. Esse comprometimento do tecido cerebral vai depender do tempo da resolução do problema, pois quanto maior a duração do insulto maior será os danos que ele acarretará a aquele tecido, podendo gerar uma isquemia mais intensa quando ela for duradoura e prolongada e assim aumentando as chances de ocasionar morte neuronal e de outros elementos celulares do tecido encefálico (CARR, SHEPHERD, 2008).

Na maioria dos casos, o AVE leva a uma perda focal ou até mesmo global da função cerebral, tendo como principal causa desencadeante a vascular (CARR, SHEPHERD, 2008).

O AVE pode provocar sequelas motoras tais como alteração do tônus muscular, perda ou comprometimento do equilíbrio, presença de reações associadas, perda do mecanismo de controle postural, entre outras. Estas sequelas determinam o grau do comprometimento motor, que pode se estender de uma incoordenação leve para uma paralisia completa de membros superiores e inferiores, que ocorre devido déficit de oxigênio consequente à interrupção do fluxo sanguíneo ou extravasamento do mesmo fora do vaso. A hemiplegia é o sinal do AVE, embora tenha outros sintomas que são também incapacitantes, incluindo a hemiparesia ou fraqueza de um lado do corpo. Os pacientes podem apresentar um padrão flexor do membro superior e padrão extensor do membro inferior, entre outros (PEDROLO, KAKIHARA, ALMEIDA, 2011; CARR, SHEPHERD, 2008).

Prejuízos motores e sensoriais geram um comprometimento maior na mão, pois a mesma tende a ter maior representação em ambos os hemisférios. Os distúrbios motores são agravados pela deficiência da sensibilidade. Pacientes com uma grave deficiência da sensibilidade apresentam dificuldade para movimentar-se frequentemente, apesar de poderem ter somente uma espasticidade moderada. As sensibilidades à dor, ao toque e à temperatura podem estar prejudicadas ou modificadas, mas normalmente não são perdidas. Pode ocorrer comprometimento grave da sensação de posição da articulação, perda da discriminação entre dois pontos e da estereognosia, e dificuldade em reconhecer um estímulo tátil se um outro estímulo for simultaneamente realizado no lado intacto do corpo. Alterações e interferências negativas acontecem também na qualidade de vida desses indivíduos. As consequências negativas do Acidente Vascular encefálico acarretam danos, podendo impedir o retorno ao trabalho e gerando aposentadorias precoces (PEDROLO, KAKIHARA, ALMEIDA, 2011;

CARR, SHEPHERD, 2008).

(16)

3 Outros déficits pós-AVE podem ser categorizados como desordens da linguagem, este tipo de problema resulta geralmente quando o AVE teve a sua origem numa obstrução da artéria cerebral média localizada no hemisfério esquerdo (O'SULLIVAN et al., 1993;

TALARICO, VENEGAS, ORTIZ, 2010).

Entre as principais alterações da comunicação que têm como causa um distúrbio ou dano neurológico estão as afasias e as disartrias. As afasias são resultantes de lesões cerebrais adquiridas e podem ser definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem.

O indivíduo apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou pela compreensão das palavras faladas. Além das alterações de comunicação este acometimento gera impacto na vida social dos pacientes, destacando-se a diminuição da probabilidade de retorno para as atividades profissionais (O'SULLIVAN et al., 1993; TALARICO, VENEGAS, OFRTIZ, 2010).

As disartrias são causadas por lesões decorrentes do sistema nervoso central ou periférico, que provocam problemas na comunicação oral devido a uma paralisia, fraqueza ou incoordenação da musculatura da fala. Em relação a sua gravidade, pode ser discreta, moderada, severa ou extrema. Essas alterações de fala podem influenciar a vida profissional e pessoal do paciente (TALARICO, VENEGAS, ORTIZ, 2010).

O AVE gera um grande impacto na vida dos pacientes e familiares, uma vez que déficits resultantes da lesão podem levar a comprometimentos ou mesmo perda da autonomia e da independência destes pacientes, interferindo em sua capacidade funcional. Essas implicações trazem alterações muito importantes após o insulto, consistindo em avaliação das mais complicadas, pois abrange outros fatores, como ambientais, econômicos e sociais (PEDROLO, KAKIHARA, ALMEIDA, 2011; CARR, SHEPHERD, 2008., DIAS et al., 2010).

Vários são os fatores de risco que predispõe ao AVE, sendo o principal dentre eles a hipertensão arterial, que destaca-se como o fator mais presente entre os pacientes acometidos pela doença. Os demais são diabetes mellitus, tabagismo, dislipidemia, etilismo, sedentarismo e cardiopatias, mas também tendo importância de risco para o insulto do AVE a idade, gênero e raça, sendo esses fatores não modificáveis ( RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE, 2004;

MOREIRA et al., 2010).

(17)

4 A raça é um fator variável de acordo com a região, pois devido à miscigenação brasileira, é difícil o estabelecimento de uma raça única de prevalência da doença.

(MAZZOLA et al., 2007) . Ao citar o fator gênero, estudos apontam ser prevalente a doença no masculino em comparação ao feminino, atingindo população com faixa etária média entre 55 a 74 anos (RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE, 2004; BRUNO et al., 2000).

Em relação à natureza da lesão, o AVE pode ser classificado em isquêmico ou hemorrágico (NITRINI, BACHESCHI, 2003).

Na doença cerebrovascular isquêmica ocorre, na maioria das vezes, uma obstrução devido à aterosclerose ou trombose, causando diminuição do fluxo sanguíneo cerebral. A redução do oxigênio que se instala no encéfalo causa lesões celulares.

O acidente vascular encefálico isquêmico é responsável por, em média, 80% dos insultos, enquanto o hemorrágico corresponde a 20% dos casos, sendo a hemorragia intracraniana primária por volta de 10% e hemorragia subaracnoidea por volta de 5%.

Portanto, o enfoque maior está no desenvolvimento de tratamentos terapêuticos que tenham por objetivo a redução da mortalidade e amenização das incapacidades físicas decorrentes do AVE isquêmico, devido sua maior prevalência populacional (CARR, SHEPHERD, 2008;

TEIXEIRA, SILVA, FERREIRA, 2004). O insulto isquêmico é a principal causa de morbidade na população brasileira (OMS, 2011).

O AVE hemorrágico tem relação com a hipertensão vascular sistêmica (HAS) ou um aneurisma cerebral. A hemorragia extraparenquimatosa é aquela que acomete a superfície cerebral, ocorrendo quando se rompe um aneurisma cerebral congênito como no polígono de Willis, que consequentemente causará hemorragia subaracnoidea. Se a hemorragia for resultante da ruptura dos vasos danificados pela HAS crônica, devido um coágulo cerebral que pode se formar nos hemisférios cerebrais, no tronco cerebral ou mesmo no cerebelo, ela será intraparanquimatosa. Neste caso pode ocorrer a compressão ou mesmo deslocamento do tecido cerebral próximo a área acometida pela lesão, devido ao acúmulo rápido de sangue, agindo de maneira expansiva sobre os tecidos ao redor. O efeito de um hematoma intracerebral pode limitar o suprimento sanguíneo para os tecidos adjacentes (CARR, SHEPHERD, 2008).

Existe ainda o acidente isquêmico transitório (AIT) que acarreta uma perda aguda da função cerebral e com resolução em até 24 horas. Ocorre devido a presença de um embolo ou

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5 doença vascular trombótica, na maioria das vezes. O AIT é acompanhado de sinais neurológicos e pode até permanecer durante um tempo, mas costuma-se ter a regressão desses sinais em um período curto (CARR, SHEPHERD, 2008; ANDRÉ, 1999).

A hemiplegia é principal e mais comum sequela do AVE, porém é considerada uma afecção neurológica recuperável e, se não recuperada totalmente, é bastante amenizada.

Mesmo a recuperação não tendo seu processo claro, pode estar relacionada com um ou mais fatores, como idade do paciente e a motivação. A atitude do paciente é fundamental para o bom desempenho da reabilitação, como também a capacidade de recuperação do seu sistema nervoso, o seu estado pré- mórbido (patologias de base), local e extensão da lesão inicial e sua capacidade de atingir uma meta motora relacionada com movimentos funcionais (STOKES, OPPIDO, 2000).

Os comprometimentos funcionais decorrentes do AVE e o desempenho das habilidades de Atividades de Vida Diária (AVD's) como vestir-se, comer, tomar banho sozinho e caminhar pequenas distâncias independente, são fortemente prejudicadas após a lesão, assim o indivíduo fica mais susceptível a desenvolver um quadro de incapacidade funcional. Este fato acarreta prejuízos as Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD's), como passear, fazer compras, limpar a casa, lavar roupa, dirigir, utilizar meios de transporte coletivo entre outros (RIZZETTIL, TREVISAN, 2008).

A qualidade de vida foi definida pela OMS, como “a percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive, e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. É um conceito multidimensional e refere-se à percepção subjetiva de um indivíduo em relação a sua vida e a outros aspectos como relacionamento com a família e a sua própria saúde, questões financeiras, moradia, independência, vida social e atividades de lazer. Recentemente, o termo qualidade de vida relacionada à saúde vem sendo utilizado e refere-se à percepção de um indivíduo às dimensões física, funcional, psicológica e social influenciadas pela doença, tratamento ou outros agravos. Os pacientes após acidente vascular encefálico sofrem uma deterioração da qualidade de vida resultante das limitações e incapacidades de ordem física e cognitiva, além dos desajustes familiares que podem ser causados pela situação de dependência física, psicológica e/ou econômica, e até mesmo de exclusão social (SCALZO et al., 2010; OLIVEIRA, ORSINI, 2009).

(19)

6 O aspecto social está relacionado com a saúde física ou os problemas emocionais dos pacientes interferindo nas suas atividades sociais normais, em relação à família e os amigos.

O impacto do AVE e seus sinais e sintomas na vida social desses indivíduos acaba trazendo repercussões negativas diante desse aspecto (CESÁRIO, PENASSO, OLIVEIRA, 2006).

Do ponto de vista socioeconômico implica em altos custos financeiros, tanto em atendimentos à saúde quanto em perda de produtividade devido essa doença acometer uma população em idade economicamente ativa. Os AVEs mais graves e mais incapacitantes ocorrem entre indivíduos pertencentes às classes econômicas mais desfavorecidas. Essa doença representa grande ônus em termos socioeconômicos pela alta incidência e prevalência de quadros com incapacidade (FALCÃO, 2004).

Uma reabilitação iniciada precocemente, em estágio agudo da doença, possibilita que o potencial para a reabilitação funcional do paciente seja otimizado. Sendo que a ao realizar a mobilização precoce minimiza, poderá impedir o aparecimento de contraturas que levam a deformidades. Assim, realizando uma reabilitação adequada, ajuda a evitar o surgimento de maus hábitos e um padrão motor mal adaptado (SANTOS et al., 2003).

Com o aumento da expectativa de vida da população e a introdução de novos hábitos de vida se torna importante o conhecimento do perfil de população que está sendo acometida pelo AVE, e consequentemente, que buscam o serviço de reabilitação. Este estudo pretende conhecer o perfil da população em atendimento e a partir destas informações. Os dados podem contribuir para a orientação a população no que se refere à prevenção do AVE, auxiliando também na detecção precoce dessa doença e busca precoce de atendimento especializado.

(20)

7

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

Avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes acometidos por acidente vascular encefálico em atendimento na clínica escola de fisioterapia da USF e Centro de Fisioterapia da Prefeitura de Bragança Paulista.

(21)

8

3 MÉTODO

3.1 Desenho do Estudo

Estudo epidemiológico, descritivo, transversal observacional.

3.2 Local do Estudo

O estudo foi realizado com pacientes vítimas de AVE em tratamento na Clínica de Fisioterapia da Universidade São Francisco e no Centro de Fisioterapia da Prefeitura Municipal de Bragança Paulista, mediante autorização do comitê de ética em pesquisa envolvendo seres humanos e com autorização prévia do diretor do campus da clínica escola de fisioterapia da USF e da Secretária de Saúde da Prefeitura de Bragança Paulista.

3.3 Critérios de inclusão

Foram selecionados para o estudo de pacientes adultos que apresentaram como diagnóstico clínico acidente vascular encefálico isquêmico e acidente vascular encefálico hemorrágico em atendimento na Clínica de Fisioterapia da Universidade São Francisco e no Centro de Fisioterapia da Prefeitura Municipal de Bragança Paulista, após anuência do paciente ou familiar responsável por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

3.4 Critérios de exclusão

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9 Não foram inclusos no estudo pacientes com dificuldade de responder ao questionário e que não tiveram um acompanhante que pudesse auxiliá-lo nas respostas e pacientes neurológicos atendidos na Clinica Escola de Fisioterapia da Universidade São Francisco, campus Bragança Paulista e no Centro de Fisioterapia de Bragança Paulista que apresentaram outro diagnóstico clínico associado.

3.5 Materiais

Foram utilizados os seguintes materiais para o estudo:

 Termo de Consentimento Livre e Esclarecido;

 Prontuários de pacientes neurológicos atendidos na clinica escola de fisioterapia da Universidade São Francisco, campus Bragança Paulista e do Centro de Fisioterapia da Prefeitura Municipal de Bragança Paulista;

 Ficha de coleta de dados.

3.6 Procedimento

O projeto foi enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade São Francisco (ANEXO I).

Em seguida foi realizada a avaliação, onde as autoras questionaram o paciente e, posteriormente, esses dados foram transmitidos para uma ficha própria de avaliação do estudo.

3.7 Análise dos Dados

A análise dos dados se deu por meio de estatística descritiva com valores absolutos e relativos, sendo os resultados apresentados por meio de gráficos e tabelas.

(23)

10

4 RESULTADOS

Serão apresentados dados referentes às características do grupo analisado, seguido pela analise das demais variáveis em estudos.

No período estudado, participaram da pesquisa 25 pessoas de ambos os sexos com diagnóstico clínico de AVE, que se encontravam em atendimento na Clínica Escola de Fisioterapia da USF e no Centro de Fisioterapia do Município de Bragança Paulista.

A Tabela 1 apresenta a característica da população com Acidente Vascular Encefálico, em estudo.

Na amostra em questão predominou o sexo feminino, com idade média de 64.52 anos, compostos pela maioria da raça branca.

Tabela 1 - Caracterização da população Características N. Dias % Idade (anos)

Média ± desvio padrão

64,52

±11,78 Gênero

Masculino 8 32

Feminino 17 68

Raça

Branca 16 64

Negra 8 32

Amarela 1 4

(24)

11 A Tabela 2 demonstra que houve predominância do AVE do tipo Isquêmico, acometendo principalmente hemicorpo esquerdo não havendo predomínio braquial e crural entres os hemicorpos acometidos em sua maioria. Os pacientes levaram em média até 72 dias para dar início ao tratamento da fisioterapia. Permanecendo em tratamento fisioterapêutico em média 276 dias.

Tabela 2 - Acidente Vascular Encefálico

AVE N. Dias %

Tipo de AVE

Isquêmico 23 92

Hemorrágico 2 4

Hemicorpo Acometido

Direito 12 48

Esquerdo 13 52

Maior Comprometimento (Predomínio)

Braquial 10 40

Crural 2 8

Ambos 13 52

Tempo decorrido entre o insulto e o inicio da fisioterapia

Até 90 dias 19 76

Após 90 dias 6 24

(25)

12

Média ± desvio padrão 72,52± 119,7

Tempo de tratamento na fisioterapia

Média ± desvio padrão 276,36± 361,8

A Tabela 3 aponta que a maioria da população apresentou hipertensão arterial e sedentarismo como os principais fatores de risco, sendo esses fatores de risco classificados como modificáveis.

Tabela 3 - Fatores de Risco

SIM

Fatores de Risco N %

Sedentarismo 23 92%

Hipertensão Arterial 21 84%

Tabagismo 12 48%

Hipercolesterolemia 12 48%

Antecedentes Familiares

AVE 11 44%

Etilismo 9 36%

Diabetes Mellitus 7 28%

(26)

13 Gráfico 1 - Diagnóstico disfuncional

O gráfico mostra o diagnóstico disfuncional dos pacientes avaliados.

Houve um predomínio de hemiparesia a D, em relação ao diagnóstico disfuncional, apresentado pelos pacientes em estudo (Gráfico 1).

Gráfico 2 - Apresentação do paciente

O gráfico mostra como o paciente se apresentou no local de atendimento fisioterapêutico.

(27)

14 A apresentação do paciente até o local da fisioterapia se deu deambulando em sua maioria, independente se utilizava algum dispositivo de auxílio ou não (Gráfico 2)

Gráfico 3 - Distúrbio da fala

O gráfico mostra o distúrbio da fala que a população do estudo apresentou.

Ocorreu predominância da afasia, como distúrbio de fala, na população em estudo (Gráfico 3).

Gráfico 4 - Estações do ano

O gráfico mostra o período do ano que ocorreu o AVE na população em estudo.

(28)

15 O insulto de AVE ocorreu com maior frequência nas estações frias do ano, sendo estes o outono e o inverno (Gráfico 4).

(29)

16

5 DISCUSSÃO

Considerando que o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das maiores causas de sequelas permanentes que geram a incapacidade funcional ao individuo, apresentando ainda um número alto de pacientes que necessitam de cuidados e que existe uma devida relevância sobre essa doença, a proposta deste estudo foi avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes acometidos por AVE em atendimento na Clínica Escola de Fisioterapia da USF e no Centro de Fisioterapia da Prefeitura de Bragança Paulista.

As mulheres tendem a sobreviver mais do que os homens, havendo a maior incidência de fatores modificáveis como também fatores não modificáveis, por causa de vantagens biológicas e comportamentais, mas isso não significa que terão uma longevidade saudável, ou seja, ficando mais predispostas a patologias crônicas ao longo do tempo, destacando-se as cerebrovasculares no estudo de LEITE, NUNES, CORRÊA (2009), o gênero feminino apresentou mesmo que pequeno um número maior de mulheres acometidas (51%). Por outro lado, o gênero masculino tende a ser mais afetado pela violência e por doenças agudas (CARVALHO, WONG, 2008; Organização Mundial da Saúde. 2009).

Em contrapartida, outros estudos corroboraram em haver uma maior incidência do acidente vascular encefálico no gênero masculino, no estudo de RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE (2004) a incidência de gênero masculino foi de (60,56%), no estudo de MAZOLA et al., (2007), a incidência apresentada foi de (72,09%). No município de Bragança Paulista, no ano de 2011, 47% dos pacientes acometidos por um AVE pertenciam ao sexo feminino e 53% ao sexo masculino (DATASUS 2011), não havendo uma grande diferença na incidência, entre os sexos. No entanto, no presente estudo, 68% dos pacientes em reabilitação no período estudado eram do sexo feminino. A diferença quantitativa entre os gêneros pode ter ocorrido devido a menor adesão dos mesmos aos programas de reabilitação.

A menor procura dos pacientes do sexo masculino pelos atendimentos de saúde também é relatado em outros estudos (FIGUEIREDO, 2005; LEITE, 2009).

De acordo com O'SULLIVAN et al., (1993), a incidência do acidente vascular encefálico apresentou um aumento acentuado, abrangendo importantes proporções após os 55 anos. No estudo FALCÃO et al., (2004), a idade média foi de 52 anos, sendo de 48 anos para

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17 as mulheres e 53 anos para os homens. O AVE é uma doença que atinge tanto adultos jovens como também os idosos, afetando as pessoas ainda em idade produtiva sendo um dado social significativo e preocupante, pois ainda são economicamente ativos, gerando aposentadorias precoces e com isso gastos nas áreas sociais de vários setores. Em relação à idade dos participantes deste estudo, a Tabela 1 demonstra que ela variou de 38 a 85 anos, sendo que média ± desvio padrão foi 64,52 ± 11, 78 anos, em concordância com autores acima citados.

Em relação aos tipos de AVE (isquêmico e o hemorrágico), o tipo isquêmico acometeu 98% (n=23) da população em estudo de acordo com a Tabela 2. O tipo hemorrágico apresentou-se na minoria da população em estudo, assim corroborando com os trabalhos de MAZZOLA et al. (2007), RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE (2004), LEITE, NUNES, CORRÊA (2009) e FALCÃO et al., (2004).

Ao analisar os fatores de risco do AVE, observou-se que, em relação à raça, 1 (4%) dos participantes se considerou da raça amarela, negros 8 (32%) e a maior porcentagem (64%) da amostra caracterizou-se como sendo da raça branca de acordo com a Tabela 1.

MAZOLA et al., (2007) demonstraram em seu estudo que (90,7%) eram da raça branca.

Esses dados divergem aos demonstrados na literatura mundial, que apontam uma maior incidência de AVE na raça negra (NITRINI, BACHESCHI, 2003). Porém, segundo os dados do DATASUS (2011), em Bragança Paulista, SP, dentre os pacientes internados com AVE em 2011, 101 eram brancos, 21 negros e 1 amarelo, o que justificaria o nosso achado.

Os autores citados abaixo corroboram em seus estudos que as pessoas negras são mais acometidas, NITRINI, BACHESCHI, 2003, relatam ainda que eles podem ser duas vezes mais acometidos pelo acidente vascular encefálico. Essa incidência pode ser maior devido os mesmos serem mais predisponentes ao AVE, pela influência dos fatores de riscos modificáveis como a hipertensão arterial sistêmica e diabete mellitus que acomete mais essa etnia, sendo a HAS um dos principais fatores de risco modificáveis, pois pode ser controlada, para ocorrência da doença cérebro vascular (NITRINI, BACHESCHI, 2003; ANDRÉ 1999).

Os estudos de ARAÚJO et al., (2008); LEITE; NUNES, CORRÊA (2009);

MOREIRA et al., (2010), destacam alguns dos principais fatores de risco que podem auxiliar no surgimento de ocorrência de doenças cerebrovasculares como por exemplo a hipertensão arterial sistêmica (HAS), tabagismo, etilismo, obesidade, sedentarismo, diabetes mellitus, os antecedentes familiares e hipercolesterolemia. Neste estudo verificou-se que os fatores de

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18 risco mais encontrados foram, antecedentes familiares AVE 44% (n=11), tabagismo 48%

(n=12), etilismo 36% (n=9), hipertensão arterial sistêmica 84% (n=21), diabete mellitus 28%

(n=7), hipercolesterolemia 48% (n=12), sedentarismo 92% (n=23) de acordo com a Tabela 3.

Evidenciou-se nesse estudo um significativo número de portadores de hipertensão arterial sistêmica 84% (n=21). Causando alterações funcionais e estruturais em órgãos como coração; encéfalo; rins e vasos sanguíneos e alterações metabólicas (LIMA et al., 2006).

O cérebro é o órgão mais precocemente e mais intensamente afetado pela HAS. Os hipertensos, sendo WOLF et al (1991), têm uma incidência duas vezes maior de infarto agudo do miocárdio e quatro vezes de AVE, comparado aos normotensos.

Segundo as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2010), o indivíduo é considerado hipertenso quando os níveis pressóricos são mantidos em valores iguais ou superiores a 140 mmHg para pressão arterial sistólica e 90mmHg para pressão arterial diastólica. O alto índice de morte por acidente vascular encefálico, no indivíduo adulto ou idosos, segundo a literatura está associado ao aumento de 20 mmHg na PAS ou 10 mmHg na PAD. A idade influência diretamente em relação à elevação da pressão arterial com o passar dos anos (PASSOS, ASSIS, BARRETO, 2006; SANTOS, TOLEDO, SOUZA, 2005).

A HAS é destacada em vários estudos como o fator de risco mais importante e fortemente correlacionado ao acidente vascular encefálico, podendo ocorrer cerca de seis a sete vezes, em comparação a uma população sadia, pela sua alta incidência existem autores que a consideram diretamente responsável por até metade dos casos de AVE. Segundo a literatura é necessário adotar mudanças de hábitos saudáveis de vida, porém essas medidas devem ser adotadas desde a infância e na adolescência, essas alterações podem vir a auxiliar na redução da pressão arterial, bem como a mortalidade cardiovascular, contudo, necessita-se respeitar as características regionais, culturais, sociais e econômicas dos indivíduos (SIMÕES; SCHMIDT, 1996; CARVALHO, PINTO, 2007; PIRES, GAGLIARD, GORZONI, 2004).

Ressalte-se que o tabagismo, a dislipidemia e o DM constituem os fatores de risco mais críticos para a HAS, e o controle destes fatores devem ser rigoroso (Diretrizes da Sociedade Brasileira Diabetes, 2006).

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19 Na presente pesquisa, os participantes foram considerados sedentários mediante a aplicação de um questionário respondido pelos mesmos, com predominância que não realizavam nenhuma atividade física, de pelo menos 10 minutos contínuo durante a semana (WHO 2012).

Existem recomendações relevantes para todos os adultos saudáveis, salvo se condições médicas específicas indicarem o contrário. Devendo ser aplicáveis independentemente do nível de gênero, raça, etnia ou renda. Eles também se aplicam a indivíduos com doenças crônicas como hipertensão arterial sistêmica ou diabetes mellitus, desde que não relacionadas com a mobilidade. O conceito básico para a prática de atividades físicas é de acumular o total de 150 minutos por semana, devendo a alcançar o objetivo através da realização de atividades em múltiplas séries curtas, compondo cada atividade em 30 minutos de moderada intensidade durante cinco vezes por semana (WHO 2012).

O resultado foi alarmante, pois a amostra aponta que, 92% (n=23), de acordo com a Tabela 3, dos entrevistados foram considerados sedentários, sendo o fator de risco mais prevalente na população em estudo, estando associado ou não a outros fatores de risco.

Segundo os autores (NITRINI, BACHESCHI, 1999; ARAÚJO et al., 2008) o exercício físico em níveis moderados ou elevados precisam ser contínuos, pois o sedentarismo é um fator de risco muito importante para o desenvolvimento da doença cerebrovascular, em pessoas de meia idade e/ou mais idosos, deste modo, a prática de atividade física regular, é um meio de prevenção que merece enfoque.

O sedentarismo predispõe à obesidade, e esta a hipertensão arterial sistêmica, dado que ficou bastante evidente nesse estudo, pois a hipertensão arterial sistêmica foi o segundo fator de risco, mais presente na população em estudo, como citado anteriormente a mesma é um dos maiores fatores de risco que podem vir a causar um acidente vascular encefálico (NITRINI, BACHESCHI, 1999; ARAÚJO et al., 2008).

Os outros fatores de risco apontados nessa pesquisa, que também já foram citados por vários outros estudos, podem vir a serem facilitadores para ocorrência de AVE, ou representar um risco de uma recorrência da patologia nessa população. A redução do nível de atividade física nas populações vem aumentando a incidência de mortalidade precoce no mundo todo, acarretada por doenças adquiridas pela falta de cuidado necessários com a saúde, evidenciando que o sedentarismo, como maus hábitos de vida, podem ser prejudiciais para a

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20 saúde dos indivíduos (MAZZOLA et al., 2007; BRITO, PANTAROTTO, COSTA, 2011). O sedentarismo na população do estado de São Paulo é de aproximadamente 70%, como evidenciado em vários levantamentos, demonstrando um índice muito superior aos de outros fatores de risco como a obesidade, diabetes, hipertensão e tabagismo, levando o sedentarismo a se tornar um perigo eminente a população (DOUGLAS, 2002).

O diabetes mellitus de acordo com a Tabela 3 teve uma incidência relevante nessa pesquisa 28% (n=7) dos participantes, apesar da baixa porcentagem ao ser comparado aos outros fatores de risco já citados, o mesmo não deixa de ser um fator muito importante. Sendo visto hoje em dia como uma epidemia mundial, se tornando um grande desafio para os sistemas de saúde de todo o mundo, esse crescimento pode ser em decorrência da maior taxa de urbanização, com maus hábitos no estilo de vida, sedentarismo, obesidade, aumento da expectativa de vida, industrialização (ORTIZ, PIRES, GAGLIARD RJ, GORZONI ML, 2004).

O diabetes mellitus é uma doença crônica e age diretamente na parede endotelial favorecendo a aterosclerose e indiretamente como um forte fator de risco para a HAS e a maior prevalência de dislipidemias comumente associada à uma incidência elevada de AVE.

O diabetes cresce mais rapidamente em países pobres e em desenvolvimento e isso impacta de forma negativa devido alto índice morbidade e mortalidade precoce decorrente do AVE, a mortalidade chega 4 milhões de mortes por ano relativas ao diabetes e suas complicações o que representa 9% da mortalidade mundial total (YAMASHITA, FUKUJIMA, GRANITOFFI, PRADO, 2004).

Os adultos com diabetes têm risco 2 a 4 vezes maior de doença cardiovascular e acidente vascular cerebral sendo a causa mais comum de amputações de membros inferiores não traumáticas, cegueira irreversível e doença renal crônica terminal. Em mulheres, é responsável por maior número de partos prematuros e mortalidade materna. Atingindo a população ainda em plena vida produtiva, onerando a previdência social e contribuindo para a continuidade da pobreza e da exclusão social (ARAÚJO et al, 2008, MOREIRA, 2010;

CHAVES, 2000).

Foi possível observar, na presente pesquisa, um percentual relativamente alto de tabagistas na época do acometimento pelo AVE, no presente 48% (n=12) dos participantes da pesquisa relataram ser tabagistas, ficando em terceiro lugar entre os fatores de riscos

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21 modificáveis para o AVE (Tabela 3), sendo 8 dos participantes tabagistas do gênero feminino e 4 do gênero masculino. O mesmo aumenta entre duas e quatro vezes as chances de desenvolver um acidente vascular encefálico, principalmente em indivíduos do gênero feminino e também constitui importante fator de risco para HAS, têm risco maior de câncer, doenças crônicas no pulmão e outras doenças (MENEZES 2004).

Segundo a literatura o tabagismo causa a morte cinco milhões de pessoas, por ano, no mundo, se as prevalências atuais de tabagismo não mudarem. Este risco amplia-se em proporção direta ao número de cigarros fumados, mas mesmo o uso de pequeno número de cigarros associa-se a risco para o AVE. Nos países desenvolvidos as mortes causadas pela cocaína, heroína, álcool, incêndios, suicídios e AIDS, não superam as mortes causadas pelo tabaco. Além disso, fumantes passivos também exibem aumento dos riscos cerebrovascular e coronariano (MOREIRA et al, 2010; PIRES, GAGLIARD, GORZONI, 2004; MENEZES, 2004).

O etilismo é outro fator de risco modificável para AVE e aumenta consideravelmente as taxas de morbidade e mortalidade nesta população. Constatamos que, 36% (n=9) dos participantes do estudo eram etilismo, e desse total sete dos participantes eram do gênero masculino e dois do gênero feminino. Este resultado está de acordo com os padrões socioculturais, segundo os quais os homens tendem a consumir mais álcool do que as mulheres (PIRES, GAGLIARD, GORZONI, 2004).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2011), cerca de 10% das populações dos centros urbanos de todo o mundo consomem abusivamente substâncias psicoativas independentemente de idade, sexo, nível de instrução e poder aquisitivo e população de maior risco para o consumo, são os adolescentes e os adultos jovens. A saúde pública mundial sofre com graves decorrências do uso indevido de álcool e tabaco. Estima – se que o álcool seja responsável por aproximadamente 1,5% de todas as mortes no mundo, o mesmo esta se desenvolvendo de maneira preocupante em países em desenvolvimento.

De acordo com a Tabela 3, 48% (n=12) da população estudada apresentaram casos de hipercolesterolemia, os valores de referência de concentrações desejáveis para o colesterol total < 200 mg/dL e valores acima de 220 mg/dL são considerados de alto risco. A hipercolesterolemia pode gerar alterações nos níveis séricos dos lipídeos, não apresentando sintomas, podendo continuar sem sintomas por períodos muito longos, entretanto, a mesma

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22 pode vir acarretar implicações importantes como: aumento da pressão arterial sistêmica, infarto agudo miocárdio, acidente vascular encefálico, entre outras (GAGLIARDI et al., 1995;

LIMA, GLANER, 2006 ).

Portanto, é imprescindível estar atento aos fatores de risco para acometimentos cardiovasculares, valores acima dos de referência para as concentrações plasmáticas de glicose, colesterol total, triglicérides, lipoproteínas de baixa densidade e diminuição das lipoproteínas de alta densidade. Para evitar os riscos dos acometimentos já citados é recomendado: alteração do estilo de vida, nutricional, atividade física e tratamento medicamentosos quando necessário (GAGLIARDI et al.,1995; LIMA, GLANER, 2006 ).

A prevalência de antecedentes familiares de AVE foi de 44% (n=11) dos participantes, sendo um marcador importante para risco de AVE, são poucos os estudos epidemiológicos que avaliaram esse item. Fatores genéticos apresentam papel importante na patogênese da hemorragia subaracnóide, sendo a história familiar um fator de risco importante a ser avaliado pela população (LIAO, MYERS, HUNT et al., 1997).

Dentre os fatores de risco não modificáveis, que tiveram maior prevalência entre os pacientes entrevistados, foram encontrados o gênero e antecedentes familiares (Tabela 1). E quanto aos fatores de risco não modificáveis que tiveram maior prevalência na época do acometimento pelo AVE entre os pacientes entrevistados foram sedentarismo e hipertensão arterial sistêmica (Tabela 3).

Foi possível observar que nas épocas mais frias do ano, ocorreram mais insultos de AVE, nos pacientes em questão, porém sem grande diferença entre os períodos do ano.

O estudo de MURARA, COELHO, AMORIM (2010) contatou a existência de uma relação direta entre o ambiente atmosférico e as doenças cardiovasculares, onde a influência térmica tem destaque em relação à pluviométrica quando comparado aos agravos.

O período que vai de junho a agosto destacou-se como sendo o de maiores ocorrências, tendo sido estas tendências significativamente representativas em relação á crises hipertensivas, fator de risco principal, para o acidente vascular encefálico.

Em relação ao diagnóstico disfuncional, o nosso estudo apontou que 100% (n=25) da população apresentou alguma disfunção motora, dado este semelhante ao estudo de FALCÃO et al., (2004) onde o mesmo aponta que aproximadamente 80% entre os sobreviventes de

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23 AVE entrevistados apresentaram disfunção motora. De acordo com a Gráfico 1, percebe-se a prevalência maior da hemiparesia em 76% dos pacientes, seguida da hemiplegia em 16%, tetraplegia em apenas 4% da população e monoparesia de punho e mão também em 4%. Este dado era esperado, pois todos os pacientes estavam em tratamento fisioterapêutico, por apresentarem alguma sequela motora decorrente do AVE.

Em concordância com LEITE, NUNES, CORRÊA (2009) a hemiparesia é o déficit mais encontrado na população em estudo e causa uma limitação motora, que a consequente não se limita apenas a parte da musculatura e sim gera consequências nas atividades de vida diária deste pacientes, acarretando redução da qualidade de vida dos mesmos. Esses autores apontam que, fisioterapeutas têm demonstrado interesse em desenvolver e propor novas terapias de reabilitação na tentativa de assegurar uma melhora de vida desses pacientes.

Ao pesquisarmos a predominância de apenas um hemicorpo, constatamos pouca diferença entre o acometimento de um hemicorpo em relação ao outro, o predomínio maior foi no hemicorpo esquerdo 52% (n=13), de acordo com a Tabela 2, porém está diferença foi não relevante em relação ao lado direito 48% (n= 12). Já no estudo de RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE (2004), o hemicorpo mais acometido foi o direito (54%), diferindo deste estudo, porém no estudo de MAZZOLA et al., (2007), ambos os hemicorpos foram acometidos por igual. Os resultados se assemelham e há muita variação na literatura na frequência hemicorpo acometido (RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE, 2004).

A maioria dos pacientes apresentou hemiparesia proporcionada, acometendo membro superior e inferior de forma semelhante, o que condiz com o estudo de LEITE, NUNES, CORRÊA (2009). Porém, entre as paresias desproporcionadas (n=12) a predominância braquial foi maior (83%), corroborando com os estudos de RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE;

(2004) e MAZZOLA et al., (2007).

Em nosso estudo, de acordo com a Tabela 2, os pacientes permaneceram em reabilitação em média 276 dias, ou seja, 9 meses e 22 dias, resultado que condiz com o estudo de BRUNO et al. (2000) realizado em uma população do estado de São Paulo semelhante a nossa população de estudo, onde a média de tempo encontrada foi de 10, 8 meses em tratamento. Mas os pacientes em nosso estudo continuavam em tratamento. Sendo assim, percebemos que a nossa população é composta por pacientes crônicos em sua maioria, sendo semelhante com a população do estudo de RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE (2004). Podendo

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24 este tempo ser justificado pelo quadro crônico que os pacientes do presente estudos apresentam.

Segundo a literatura, dar início precocemente na reabilitação após o insulto de AVE, melhora os processos de recuperação e minimiza as incapacidades funcionais, reduzindo os potenciais custos com cuidados a longo prazo e acarretando automaticamente uma melhora do paciente. Um fator importante para os pacientes crônicos com hemiplegia é que, quando submetidos à fisioterapia, respondem com uma melhora da velocidade da marcha, maior capacidade de geração de força, aumento do VO2 máximo, melhora do desempenho funcional e da qualidade de vida (DUNCAN et al., 2005, Apud, LEITE, NUNES, CORRÊA, 2009).

Em relação ao tempo que os pacientes acometidos por AVE levaram para procurar o serviço de fisioterapia, encontramos uma média de 72,52 dias, de acordo com a Tabela 2, para darem início ao tratamento.

Buscando uma justificativa para a o início da fisioterapia não ser imediato, acredita – se que a falta de encaminhamento médico imediato, demora da família ou do paciente em procurar o serviço, não adequação do horário agendado com o transporte ou disponibilidade do acompanhante, possam ser fatores relevantes. Em relação ao tempo de espera para iniciar fisioterapia na clínica escola de fisioterapia da Universidade São Francisco, temos que considerar que a oferta de vagas é menor por se tratar de clínica escola. Se não há vagas e os pacientes são moradores de Bragança Paulista, eles são orientados na própria CEF-USF a procurarem o Serviço Municipal.

Segundo a literatura os primeiros 3 a 6 meses após a lesão são os mais importantes para a reabilitação, porém vários estudos indicam que os indivíduos que começaram a reabilitação precocemente apresentam melhor recuperação motora. Os pacientes que iniciaram a fisioterapia em até de 15 dias após o AVE apresentam melhores pontuações nos testes funcionais do que aqueles que iniciaram após 15 dias (MUSSICO, et al., 2003; HORN, et al., 2005; SALTER et al., 2006). Se os pacientes deste estudo iniciam em média 72 dias (2 meses e meio, aproximadamente) após o AVE a janela terapêutica ideal se torna restrita. O início tardio pode gerar complicações decorrentes da síndrome do imobilismo, síndrome de desuso aprendido e diminuição da área de representação cortical dos membros acometidos (CARR, SHEPHERD, 2008). Isso pode repercutir em um mal prognóstico funcional e manutenção das sequelas motoras.

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25 Seria importante um trabalho de conscientização da população para buscar atendimento o mais rápido possível, a fim de aproveitar melhor as possibilidades terapêuticas desses pacientes e da equipe de saúde para encaminhá-los e acolhe-los com agilidade.

Segundo LEITE, NUNES, CORRÊA (2009), em seu estudo constatou que 53%

tinham algum tipo de alteração na fala, o que condiz com nosso estudo onde 52%, de acordo com o Gráfico 3, quando abrangemos a alteração da fala como um todo incluindo tanto a disartria como a afasia, apresentaram alguma alteração. Sendo encontrado afasia e em menor número a disartria, fazendo correspondência os dados literários, como o estudo de MAZZOLA et al., (2007) e FALCÃO et al., (2004) que apontam que quando encontrado alteração na fala em seus estudos a afasia se sobressai em relação a disartria.

Em relação à marcha, observa - se no Gráfico 2 que 60% da população apresentou – se deambulando, sendo que 36% (n=9) sem uso de meio auxiliar e 24% (n=6) necessitaram de algum dispositivo que auxiliasse a marcha.

Porém houve um número elevado de uso de cadeira de rodas de 40% da população (n=10), de acordo com o Gráfico 2 este dado era esperado, pois 16% da população apresentaram hemiplegia e 4% tetraplegia, fator que dificulta a marcha. E também quando analisamos a marcha temos que levar em consideração que foi avaliado a marcha de como o paciente se apresentou a clínica de fisioterapia, levando em consideração que a pessoa entrevistada não estava em seu domicilio que a marcha em um ambiente externo, pode levar o paciente a optar por questão de segurança a utilização de algum dispositivo de auxilio e até mesmo de cadeira de rodas, como aponta o estudo de RODRIGUES, SÁ, ALOUCHE (2004) e FALCÃO et al., (2004) que a maioria da população deambulava de maneira independente em casa e que para deslocar-se de sua casa para outro ambiente externo, mais da metade dos pacientes necessitavam de algum tipo de auxilio até mesmo cadeira de rodas.

O conhecimento sobre a incidência desses fatores de risco, na população, separados ou em conjunto é indispensável, pois, através dessas informações sobre os dados da prevalência destes fatores de risco, conseguiríamos ser mais eficazes na construção de estratégias, conseguindo intervir consequentemente junto às pessoas com AVE.

Se faz necessário a conscientização da população quanto os fatores de risco modificáveis do AVE, para prevenção do desencadeamento do quadro desta patologia.

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26 Acreditamos também que o tratamento de fisioterapia deveria ser iniciado logo após o insulto para a recuperação motora ser mais otimista.

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6 CONCLUSÃO

Concluímos que houve uma maior frequência de pacientes com diagnóstico clínico de AVE do tipo isquêmico, sexo feminino e média de idade de 64,52 anos.

Os pacientes, após sofrerem um acidente vascular encefálico, levaram em média 72,52 dias para iniciar a reabilitação fisioterapêutica. Quanto às sequelas motoras houve um predomínio no hemicorpo esquerdo de maneira proporcionada. Os fatores de risco que predispõem o acidente vascular encefálico, que se sobressaíram em nosso estudo, foram à hipertensão arterial sistêmica e sedentarismo.

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35

ANEXOS

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ANEXO A - APROVAÇÃO DO PROJETO PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA USF

APROVAÇÃO DO PROJETO PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA USF.

Referências

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