Direito Constitucional
Luís Alberto
ÓRGÃO FUNÇÃO TÍPICA FUNÇÃO ATÍPICA
EXECUTIVO ADMINISTRAR
LEGISLAR: MEDIDA PROVISÓRIA (ART. 62)
JULGAR: APRECIAR DEFESA E RECURSOS ADMINISTRATIVOS.
LEGISLATIVO
LEGISLAR FISCALIZAR
ADMINISTRAR: LICENÇA, FÉRIAS, PROVER CARGOS ETC.
▪JULGAR: CRIMES DE
RESPONSABILIDADE
JUDICIÁRIO EXERCER A FUNÇÃO JURISDICIONAL
LEGISLAR: REGIMENTO
INTERNO (ART. 96, I, a)
ADMINISTRAR: LICENÇA E FÉRIAS (ART. 96, I, f)
Aplicada em: 2015 Banca: FGV Órgão: OAB
Prova: Exame de Ordem Unificado - XVII - Primeira Fase
A discussão a respeito das funções executiva, legislativa e judiciária parece se acirrar em torno dos limites do seu exercício pelos três tradicionais Poderes.
Nesse sentido, sobre a estrutura adotada pela Constituição brasileira de 1988, assinale a afirmativa correta.
a) O exercício da função legislativa é uma atribuição concedida exclusivamente ao Poder Legislativo, como decorrência natural de ser considerado o Poder que mais claramente representa o regime democrático.
b) O exercício da função jurisdicional é atribuição privativa do Poder Judiciário, embora se possa dizer que o Poder Executivo, no uso do seu poder disciplinar, também faça uso da função jurisdicional.
c) O exercício de funções administrativas, judiciárias e legislativas deve respeitar a mais estrita divisão de funções, não existindo possibilidade de que um Poder venha a exercer, atipicamente, funções afetas a outro Poder.
d) A produção de efeitos pelas normas elaboradas pelos Poderes Legislativo e Executivo pode ser limitada pela atuação do Poder Judiciário, no âmbito de sua atuação típica de controlar a constitucionalidade ou a legalidade das normas do sistema.
Maurice Duverger)
Executivo monocrático Executivo colegial
Rei, imperador, ditador, presidente
Dois homens com poderes iguais.
Ex: cônsules romanos
Maurice Duverger)
Executivo diretorial Executivo dual
Grupo de homens em comitê
Ex: ex-URSS e Suíça
Próprio do parlamentarismo
Um Chefe de Estado e um Conselho de Ministros*
* Um indivíduo isolado e um
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TJ-AM
1) No texto constitucional, a afirmação de que o Poder
Executivo é exercido pelo presidente da República,
auxiliado pelos ministros de Estado, indica que a função é
compartilhada, caracterizando-se o Poder Executivo como
colegial, dependendo o seu chefe da confiança do
Congresso Nacional para permanecer no cargo.
Banca: UEG Órgão: PC-GO Prova: Delegado de Polícia
2) A função executiva é aquela referente à prática de atos de governo e à chefia do estado, que ocorre, segundo relatos históricos, de diversas formas. A doutrina classifica o Poder Executivo de acordo com o modelo segundo o qual se realiza a referida chefia de estado. Nessa classificação, encontram-se os modelos
a) monocrático e dual, sendo que no primeiro a chefia é exercida por uma pessoa, como ocorre nas monarquias contemporâneas, e no segundo ela é exercida por um presidente e por um congresso nacional.
b) diretorial e dual, sendo que no primeiro a chefia é exercida por um grupo de indivíduos reunidos em comitê e no segundo pressupõe-se a existência de um chefe de estado e de um conselho de ministros.
c) monocrático e pluriárquico, sendo que no primeiro a chefia é exercida por uma pessoa, como ocorre no presidencialismo, e no segundo por várias pessoas em alternância entre si.
d) dual e pluriárquico, sendo que no primeiro a chefia é exercida por dois indivíduos com poderes idênticos e no segundo pressupõe-se a existência de um comitê gestor.
Presidente da República
➢ brasileiro nato (cidadão)
➢ + de 35 anos
➢ Eleito pelo povo
➢
Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.
Ministros de Estado
➢ cidadão (bras. Nato ou naturalizado)*
* Exceto o cargo de Ministro de Estado da Defesa que deverá ser preenchido por
➢ + de 21 anos
➢ Livre nomeação e exoneração (AD NUTUN)
RESPONSABILIDADE PARA JULGAR MINISTRO DE ESTADO Crimes Comum
praticado SEM
CONEXÃO com o
Presidente da
República (CF/88, art.
102, I, c)
Necessidade de autorização da CD (art.
51,I da CF/88)
Crimes de
Responsabilidade
praticados SEM
CONEXÃO com o Presidente da República (CF/88, art. 102, I, c)
Sem necessidade de autorização da CD (art.
51,I da CF/88)
Crimes de
Responsabilidade
CONEXO COM o
Presidente da
República.
Necessidade de autorização da CD (art.
51,I da CF/88)
STF STF SENADO FEDERAL
Imunidade do art. 51, I, e art. 86 da CF/88 não se estende para codenunciados que não sejam Presidente da República, Vice
ou Ministro de Estado
A imunidade formal prevista no art. 51, I, e no art. 86, caput, da CF/88 não se estende para os codenunciados que não se encontrem investidos nos cargos de Presidente da República, VicePresidente da República e Ministro de Estado. A finalidade dessa imunidade é proteger o exercício regular desses cargos, razão pela qual não é extensível a codenunciados que não se encontrem ocupando tais funções. STF. Plenário. Inq 4483 AgR-segundo/DF e Inq 4327 AgR-segundo/DF, rel. Min. Edson Fachin, julgados em 14 e 19/12/2017 (Info 888).
VICE PRESIDENTE
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais
VICE PRESIDENTE
SUBSTITUIR SUCEDER
IMPEDIMENTO VAGA
CHEFIA DO EXECUTIVO FEDERAL
CF Art. 80
Vice-Presidente da República
Pres. da Câmara dos Deputados Pres. do Senado Federal
Pres. do Supremo Tribunal Federal
CF Art. 79
Sucessor ou
Substituto
Substitutos
CESPE/UNB – Analista Judiciário – TRF
3) Considerando as atribuições constitucionais do Presidente da República, é certo que:
O único sucessor do presidente da República é o Vice Presidente.
STF
(2016)
Réu em processo criminal não pode assumir, como substituto, o cargo de Presidente da República
Os substitutos eventuais do Presidente da República (art. 80 da CF/88), caso assumam a posição de réus criminais diante do STF, ficarão incapacitados de exercer o ofício de Presidente da República. Porém, podem continuar na chefia do Poder por eles titularizados, mesmo na condição de réus.
STF. Plenário. ADPF 402 MC-REF/DF, Rel. Min. Marco Aurélio,
FCC - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área Administrativa
4) Herácles foi eleito Vice-Presidente da República Federativa do Brasil. Diante disso, é certo que Herácles, dentre outras situações, e nessa qualidade,
a) convocará, sucessivamente, o Presidente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados para assumir a Presidência da República.
b) deverá substituir o Presidente da República no caso de vaga e convocar novas eleições.
c) tomará posse em sessão solene do Senado Federal e será diplomado pelo Presidente da República.
d) auxiliará o Presidente da República, sempre que por ele for convocado para missões especiais.
e) terá a missão específica de suceder o Presidente da República nos casos de impedimento eventual ou temporário.
CARACTERÍSTICA PODER EXECUTIVO
Sistema de Eleição
Representação
Eleições
Majoritário de 2 turnos**
Sistema Monocrático - A representação externa (Chefe de Estado) e interna (Chefe de Governo) é realizada pela mesma pessoa.
Diretas (art. 77) ou Indiretas (art. 81), sendo que neste último os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.
CARACTERÍSTICA PODER EXECUTIVO
Turnos
1º turno – 1º domingo de outubro.
Morte, desistência ou impedimento de qualquer candidato: será convocado o terceiro candidato mais votado.
2º turno – último domingo de outubro.
Empate: será eleito o mais “idoso”.
CARACTERÍSTIC
A PODER EXECUTIVO
Posse
Ausência do País
01 de Janeiro, assumindo no máximo em 10 dias. Se não ocorrer a assunção, o cargo fica vago.
Por período inferior a 15 dias: dispensa autorização do Congresso Nacional;
Por período superior a 15 dias: autorização do Congresso Nacional;
CESPE/UNB – TRF) Considerando as atribuições constitucionais do Presidente da República, é certo que a Constituição Federal adotou expressamente o Presidencialismo ao dispor em seu texto sobre
5) a junção das funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo.
6) a separação e independência das funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo.
CONSELHO DA REPÚBLICA CONSELHO DA DEFESA
MEMBROS
Órgão superior de consulta
Órgão de consulta nos assuntos:
I. Soberania Nacional ;
II. Defesa do Estado democrático
1) Vice-presidente,
2) Presidente da Câmara dos Deputados 3) Presidente do Senado Federal
1) Vice-presidente,
2) Presidente da Câmara dos Deputados 3) Presidente do Senado Federal
4) Ministro da Justiça.
MEMBROS NATOS
CONSELHO DA REPÚBLICA CONSELHO DA DEFESA
MEMBROS
5) Líderes da maioria e minoria na Câmara e no Senado.
6) Seis (6) Cidadãos , com mais de 35 anos de idade, para mandato de 3 anos, sendo 2 nomeados pelo Presidente da República, 2 eleitos pelo Senado Federal e 2 eleitos
5) o Ministro de Estado da Defesa
6) o Ministro das Relações Exteriores;
7) o Ministro do Planejamento
8) o Comandantes da
Marinha, do Exército e da
MEMBROS NATOS
CONSELHO DA
REPÚBLICA CONSELHO DA DEFESA Pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado
de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal;
COMPETÊNCIAS
CONSELHO DA
REPÚBLICA CONSELHO DA DEFESA
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
COMPETÊNCIAS
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TRT - 8ª Região (PA e AP)Prova: Analista Judiciário - Área Judiciária (+ provas) 7) Apenas o vice-presidente da República e o ministro da Justiça devem obrigatoriamente compor tanto o Conselho da República quanto o Conselho de Defesa Nacional, devendo os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal participar da composição de apenas um dos dois.
CESPE - TRF - 1ª REGIÃO
8) O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, sendo suas decisões vinculantes nos casos que envolvam declaração de guerra e celebração da paz.
9) Compete ao presidente da República nomear dois membros do Conselho da República, órgão superior de consulta convocado e presidido pelo chefe do Poder Executivo.
Banca: ESAF Órgão: Receita Federal Prova: Auditor Fiscal da Receita Federal
10) O Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional são órgãos de consulta do Presidente da República. Ambos têm composição e atribuições previstas na Constituição Federal. Sobre eles, assinale a opção correta.
a) Entre outros membros o Conselho de Defesa Nacional é composto pelo Vice-Presidente da República, pelo Presidente da Câmara dos Deputados, pelo Presidente do Senado e por seis brasileiros natos, indicados, dois pela Câmara dos Deputados, dois pelo Senado e dois pelo Presidente da República, que opinam nas hipóteses de declaração de guerra e celebração da paz.
b) O Conselho da República opina sobre intervenção federal, estado de sítio, estado de defesa, e sobre questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas bem como sobre o uso efetivo das áreas de faixa de fronteira.
c) O Conselho da República é composto pelo Vice- Presidente da República, pelo Presidente da Câmara dos Deputados, pelo Presidente do Senado e pelo Ministro da Justiça e se incumbe de opinar nos casos de pedido de asilo formulado ao Brasil.
d) O Conselho de Defesa Nacional é composto pelo Vice- Presidente da República, pelo Presidente da Câmara dos Deputados, pelo Presidente do Senado, pelo Ministro da Justiça, pelo Ministro de Estado da Defesa, entre outros, e compete-lhe opinar sobre declaração de guerra e celebração da paz.
e) Os membros do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional são julgados, em casos da prática de crime comum, pelo Supremo Tribunal Federal.
MANDATO TAMPÃO EM DUPLA VACÂNCIA FEDERAL
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º - Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
DUPLA VACÂNCIA PRESIDENCIAL
PRES.
VICE
0 2 4
Eleições Diretas Eleições CN 90 dias
Indiretas 30 dias
DUPLA VACÂNCIA NO P. EXECUTIVO
ESTADUAL MUNICIPAL
Aplica-se a simetria (art. 11 do ADCT)
Substitutos: Presidente da Assembleia Legislativa e, na sequência, o Presidente do Tribunal de Justiça Estadual. (STF, ADI 2.709)
Simetria com a CF;
Substitutos: definidos em Lei Orgânica (STF, ADI 687)
*Condição: processo eletivo
FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE – Procurador – (Adaptada)
A disciplina normativa sobre a sucessão no caso de vacância, nos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, cabe ser definida, privativamente pelo Município, sendo lícita a adoção de regime diverso do adotado pela Constituição Federal para a vacância dos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, desde que a investidura do sucessor ocorra mediante processo eletivo.
Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TCM-SP Cargo: Contador (Adaptada)
A respeito da escolha, da substituição e da sucessão do Prefeito e do Vice-Prefeito do Município, é correto afirmar que a respectiva lei orgânica pode disciplinar o processo de escolha dos sucessores no caso de dupla vacância dos cargos;
CESPE/UnB – PROMOTOR DE JUSTIÇA – MPE – SE
11) Tendo como fundamento a aplicabilidade do princípio da simetria, não ofende a CF norma estadual que estabeleça, na hipótese de vacância dos cargos de governador e vice- governador do estado, no último ano do período governamental, a convocação sucessiva do presidente da assembleia legislativa e do presidente do TJ, para o exercício do cargo de governador.
CESPE AJ TRE GO/TRE GO/Judiciária/2015
Estaria de acordo com os parâmetros fixados pela Constituição Federal emenda à constituição de determinado estado que previsse, no caso de vacância dos cargos de governador e vice governador do estado no último ano do mandato governamental, a convocação sucessiva, para o exercício do cargo de governador pelo período restante do mandato, do presidente da assembleia legislativa e do presidente do tribunal de justiça do estado.
QUESTÃO IDÊNTICA
COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS DO PRESIDENTE DA
REPÚBLICA
Os princípios constantes da CF sobre processo legislativo não são de observância obrigatória pelos estados-membros em suas Constituições, mas é vedado ao legislador estadual, como ao federal, dispor sobre as matérias de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo?
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TJ- AM Prova: Juiz Substituto
COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Seção II
Das Atribuições do Presidente da República
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI – dispor, mediante decreto, sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos;
VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional;
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
VIII - celebrar tratados,
convenções e atos
internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional;
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar a intervenção federal;
Estado de Defesa + Estado de Sítio + Intervenção federal
Competência exclusiva do
Congresso Nacional (art. 49)
Art. 57 § 6º A convocação extraordinária do C.N.
Proibição de Emenda Constitucional
IV - aprovar o estado de defesa e a
intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;
I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-
Art. 60. § 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.
Estado de Defesa + Estado de Sítio + Intervenção federal
Competência Privativa do Presidente da República (art. 84)
Conselho da República
Conselho de Defesa Nacional
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar
Art. 90. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e
Art. 91 § 1º Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de
CESPE/UNB - TRF - 5ª REGIÃO
12) O presidente da República detém competência
privativa tanto para decretar o estado de defesa e o
estado de sítio quanto para suspender essas medidas.
CESPE - TRE-ES - Analista Judiciário - Área Judiciária – Específicos
13) Tanto a decretação quanto a execução de
intervenção federal são da competência privativa do
presidente da República.
XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias;
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos;
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;
XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos
CESPE - TSE - Área Administrativa - TRE
14) Prescinde de aprovação do Senado Federal a nomeação, pelo Presidente da República,
a) de ministros do TSE.
b) do advogado-geral da União.
c) do presidente do Banco Central do Brasil.
d) do procurador-geral da República.
COMENTÁRIO DO PROFESSOR Art. 84
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei;
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV - prestar, ANUALMENTE, ao CONGRESSO NACIONAL, dentro de SESSENTA dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.
CESPE/UNB - MPE-ES - Promotor de Justiça
15) É inconstitucional norma estadual que determine
que o chefe do Poder Executivo promova prestação
trimestral de contas à assembleia legislativa.
COMENTÁRIO DO PROFESSOR
Competências privativas do Presidente da República previstas no art. 84 da Constituição são, por força do federalismo, extensíveis, no que couber, aos demais chefes do Poder Executivo, nas esferas estadual, distrital e municipal".
De acordo com o art. 84 da CF, compete privativamente ao Presidente da República:
XIV - prestar, ANUALMENTE, ao CONGRESSO NACIONAL, dentro de SESSENTA dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao
exercício anterior;
Sendo assim, a prestação de contas deve ser
ANUAL, também, pelos Estados, DF e Municípios.
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TRT - 8ª Região (PA e AP) Prova:
Técnico Judiciário - Área Administrativa
16) Acerca das competências do presidente da República, assinale a opção correta.
a) A nomeação dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho realizada pelo presidente da República depende da aprovação da Câmara dos Deputados.
b) Compete ao presidente da República exercer o comando supremo das Forças Armadas.
c) A celebração de tratados, convenções e atos internacionais pelo presidente da República está sujeita a referendo do Senado Federal.
d) Cabe ao presidente da República, de forma discricionária, nomear embaixadores.
e) A nomeação e a exoneração de ministros de Estado pelo presidente da República dependem da aprovação do Congresso Nacional.
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TRE-PI Prova: Técnico Judiciário - Administrativa
17) A respeito das atribuições do presidente da República e dos ministros de Estado, assinale a opção correta.
a) O ministro da Defesa, que exerce o comando supremo das Forças Armadas, deve nomear os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
b) As atribuições dos ministros de Estado incluem o dever de orientar, coordenar e supervisionar os órgãos e as entidades da administração federal na área de sua competência.
c) Os cargos de ministro de Estado, de livre nomeação pelo presidente da República, devem ser ocupados por brasileiros natos, maiores de vinte e um anos de idade, no pleno exercício de seus direitos políticos.
d) Compete privativamente ao presidente da República sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, e aos ministros de Estado expedir decretos para a regulamentação das leis.
e) Compete privativamente ao presidente da República determinar, mediante decreto, a criação de cargos públicos remunerados.
Banca: FGV Órgão: SEFAZ-RJ Prova: Analista de Controle Interno
18) O Presidente da República possui competência privativa para praticar determinados atos. A maior parte não depende de autorização ou referendo do Poder Legislativo. Dentre as seguintes alternativas, a que depende de autorização ou referendo do Congresso consiste em
a) declarar guerra.
b) decretar a intervenção federal.
c) exercer a Chefia da Administração d) presidir o Conselho da República.
e) nomear os membros do Conselho da República.
Banca: CESPE Órgão: DEPEN Prova: Especialista
19) Compete privativamente ao presidente da República
celebrar tratados, convenções e atos internacionais,
sujeitos a referendo do Congresso Nacional.
REGRA As competências do Presidente são indelegáveis Art. 84 Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
• Ministros de Estado
• Advogado Geral da União
• Procurador Geral da República
ART. 84
VI
XII
XXV Primeira parte DESTINATÁRIOS DA DELEGAÇÃO
BLOCO DE
CONSTITUCIONALIDADE (ADI 514/PI)
NORMAS SUPRALEGAIS
Normas Legais ou Atos normativos primários
Normas do art. 59 ao 69 da CF/88;
Leis (U,E,DF,M)
Tratados Internacionais;
Decretos autônomos;
Regimentos dos tribunais;
Resoluções do CNJ e CNMP;
Regimentos das Casas Legislativas Normas Constitucionais Originárias
Normas Constitucionais Derivadas (EC ) Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos (art. 5º §3º CF)
Princípios Positivados e Não Positivados TIDH NÃO
aprovados conforme art. 5º §
3º CF
DECRETO AUTÔNOMO (art. 84, VI)
DECRETO AUTÔNOMO
CONDIÇÕES
Despesa
Criar/ Extinguir
ÓRGÃOS PÚBLICOS
I) Organizacão e funcionamento da Adm. Púb. Federal
II) Extinguir cargos e funções públicas CONDIÇÃO Quando vagos
✓ Delegatários
• Ministros de Estado
• Advogado Geral da União
• Procurador
Geral da República
IMPORTANTE !!!
A Constituição da República não oferece guarida à possibilidade de o Governador do Distrito Federal criar cargos e reestruturar órgãos públicos por meio de simples decreto. Mantida a decisão do Tribunal a quo, que, fundado em dispositivos da Lei Orgânica do DF, entendeu violado, na espécie, o princípio da reserva legal.”
(STF, RE 577.025 , Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 11-12-2008, Plenário, DJE de 6-3-2009.)
✓Objetivo: facilitar a execução das leis.
✓Devem ser regras gerais, abstratas e impessoais.
✓Pressupõe a existência de lei prévia a ser regulamentada.
✓Decorre do Poder Regulamentar do Estado.
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que
exorbitem do poder
regulamentar ou dos limites
✓ “Veto legislativo”;
✓ Efeitos Ex Nunc;
✓ A ação de sustação,
por decreto
legislativo, poderá sofrer controle repressivo judicial.
IMPORTANTE!!!
Art. 84. Compete
privativamente ao Presidente da República: IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução;
Art. 87 Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta
Constituição e na lei:
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos
Expedir
Decretos e regulamentos Instruções para execução de decretos e regulamentos
Presidente de República Ministro de Estado
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE-SC Prova:
Conhecimentos Básicos - Exceto para os cargos 3 e 6 (+
provas)
20) Lei ordinária não pode tratar de matéria reservada ao chamado decreto autônomo, de competência do chefe do Poder Executivo, sob pena de ser considerada inválida.
MOVENS - Prefeitura de Manaus - AM – Analista
21) A Constituição da República oferece guarida à
possibilidade de os governadores de estado-membro e
do Distrito Federal criarem cargos e reestruturarem
órgãos públicos por meio de simples decreto, sem
ferimento do princípio da reserva legal.
Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TJ-PI
Prova: Analista Judiciário - Analista Judicial
22) Foi promulgada uma lei que exigia o exercício, pelo Chefe do Poder Executivo, do seu poder regulamentar. O regulamento foi editado e um grupo de cinco Deputados Federais e de cinco Senadores de oposição entendeu que ele exorbitou, em muito, a seara reservada ao regulamento, tendo chegado ao extremo de contrariar a própria lei. À luz da sistemática constitucional, a providência a ser adotada pelos parlamentares é:
a) ajuizar uma ação direta de inconstitucionalidade, perante o Supremo Tribunal Federal;
b) representar ao Tribunal de Contas para que promova uma tomada de contas;
c) requerer ao Senado Federal que instaure um processo por crime de responsabilidade;
d) requerer à Câmara dos Deputados que suspenda os efeitos do regulamento;
e) requerer, ao Congresso Nacional, a sustação do ato regulamentar.
Banca: ESAF Órgão: MTur Prova: Todos os Cargos
23) Ao Presidente da República, compete expedir
instruções para a execução das leis, decretos e
regulamentos.
Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: ANS Prova: Técnico em Regulação de Saúde Suplementar
24) Compete privativamente ao Presidente da República, EXCETO:
a) nomear e exonerar os Ministros de Estado.
b) decretar e executar a intervenção federal.
c) decretar o estado de defesa.
d) vetar projetos de lei, total ou parcialmente.
e) expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos.
FUNIVERSA - PC-DF - Agente de Polícia
25) O Direito Administrativo é um ramo recente da ciência jurídica. Isso, basicamente, por duas razões: a primeira, pelo fato de ele ser ramo do Direito Público - o próprio nascimento deste está umbilicalmente ligado à formação dos Estados Nacionais; a segunda, pelo fato de que, sendo ínsita à sua existência a forma de controlar os agentes administrativos, a sua própria existência não se coadunava com o regime político dos Estados Absolutistas que antecederam a Revolução Francesa.
Isso posto, analise abaixo a respeito dos conceitos necessários ao entendimento do Direito Administrativo e da Administração Pública.
I) É correto afirmar que, quando o Poder Legislativo aprova uma lei que conceda pensão vitalícia a um anistiado político, materialmente está exercendo uma função administrativa.
II) Segundo a teoria da representação, hoje adotada, entende-se que os órgãos públicos ditam suas vontades por meio de seus agentes.
III) Não detêm os órgãos públicos personalidade jurídica;
contudo, para se fazerem representar em juízo, todos gozam do que se denominou personalidade judiciária.
IV) Em respeito ao princípio da legalidade, somente por lei podem ser criados ou extintos órgãos públicos.
V) No sentido subjetivo, é o Poder Executivo que exerce exclusivamente a Administração Pública.
Assinale a alternativa que corresponde com a realidade.
a) Apenas 1 item está correto;
b) Apenas 2 itens estão corretos;
c) Apenas 3 itens estão corretos;
d) Nenhum item está correto.
e) Apenas 4 itens estão corretos;
COMENTÁRIO
Item I: de fato, a lei que concede um benefício em concreto (não uma lei que cria um benefício, mas a que concede) é uma lei em sentido amplo, mas um verdadeiro ato administrativo, porque não é provida das características de generalidade e abstração.
Portanto, essa alternativa está correta.
Item II: na verdade a teoria hoje adotada é a da imputação, e não a da representação. De fato, pela teoria da imputação a vontade dos agentes públicos é imputada aos órgãos. Mas o nome da teoria está errado.
Item III: a personalidade judiciária seria uma personalidade específica para ingresso em juízo na defesa de prerrogativas e interesses de um órgão público, independentemente da pessoa jurídica a qual pertençam. Essa informação é verdadeira. Mas nem todos os órgãos possuem personalidade judiciária, o que torna a afirmativa errada.
Item IV: de fato, apenas a lei pode criar ou extinguir órgãos públicos. Há, portanto, outra alternativa correta
Item V: no sentido subjetivo, administração pública são todos os órgãos e entidades (sujeitos!) que exercem a função administrativa. Portanto, é errado dizer que tal sentido encamparia apenas o Poder Executivo.
Art. 84 XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
INFORMAÇÕES RÁPIDAS ✓
Delegatários
• Ministros de Estado
• Advogado Geral da União
• Procurador
Geral da República
✓ É forma de extinção da punibilidade (Art.
107, II, CP)
✓ Só pode ser concedido após condenação transitada em julgado.
✓ Apenas extingue a punibilidade, persistindo os efeitos do crime, o condenado não retorna à condição de
Banca: CESPE Órgão: TJ-TO Prova: Juiz
Quanto a anistia, graça e indulto, assinale a opção incorreta.
a) A anistia é concedida pelo Congresso Nacional, por intermédio de lei. Caso o agente do delito já tenha cumprido a pena e seja beneficiado com a anistia, elimina-se o registro da condenação de sua folha de antecedentes penais.
b) A graça, que corresponde a indulto individualmente concedido, pode ser requerida pelo próprio condenado e, nesse caso, será posteriormente
c) Uma vez concedido o indulto coletivo pela autoridade competente, não pode o juiz da execução penal deixar de julgar extinta a punibilidade do beneficiado ou conceder-lhe indulto parcial.
d) O indulto é concedido pelo presidente da República, por intermédio de decreto.
Banca: CESPE Órgão: TCU Prova: Auditor Federal de Controle Externo - Auditoria de
Obras Públicas (+ provas)
A competência do presidente da República para
conceder indulto pode ser delegada a alguns
ministros de Estado.
MOVENS - Prefeitura de Manaus - AM – Analista
26) A concessão do benefício do indulto é uma faculdade atribuída ao Presidente da República pela Constituição Federal, no entanto, não é possível a imposição de condições para tê-lo como aperfeiçoado, sob pena de desvirtuamento da sua própria finalidade.
COMENTÁRIO DO PROFESSOR
“A concessão do benefício do indulto é uma faculdade atribuída ao Presidente da República. Assim, é possível a imposição de condições para tê-lo como aperfeiçoado, desde que em conformidade com a CF.”
(STF, AI 701.673-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 5-5-2009, Primeira Turma, DJE de 5-6-2009.) No mesmo sentido: HC 96.475, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 14-4-2009, Segunda Turma,DJE de 14-8-2009.
Art. 84 XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
PRIMEIRA PARTE PROVER E EXTINGUIR OBS: Segundo entendimento do STF
1) caberá também o desprovimento (DEMISSÃO);
2) Aplica se simetria para os Estados e o
✓ Delegatários
• Ministros de Estado
• Advogado Geral da União
• Procurador
Geral da República
IMPORTANTE!!!
“Esta Corte firmou orientação no sentido da legitimidade de delegação a ministro de Estado da competência do chefe do Executivo Federal para, nos termos do art. 84, XXV, e parágrafo único, da CF, aplicar pena de demissão a servidores públicos federais. (...) Legitimidade da delegação a secretários estaduais da competência do governador do Estado de Goiás para (...) aplicar penalidade de demissão aos servidores do Executivo, tendo em vista o princípio da simetria.” (STF, RE 633.009-AgR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 13-9-2011, Segunda Turma, DJE de 27-9-2011.) No mesmo sentido: RE 608.848-AgR, rel. min. Teori Zavascki, julgamento em 17-12-2013, Segunda Turma, DJE de 11-2-2014; ARE 748.456-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, julgamento em 17-12- 2013, Segunda Turma, DJE de 7-2-2014; RE 632.894-AgR, rel. min. Dias Toffoli, julgamento em 19-11-2013, Primeira Turma, DJE de 17-12-2013.
Banca: CESPE Órgão: TJ-CE
Prova: Analista Judiciário - Área Judiciária
27) O presidente da República, mediante decreto, delegou aos ministros de Estado e ao advogado-geral da União a competência para, após processo administrativo disciplinar, aplicar a penalidade de demissão a servidor público federal. Com referência a essa situação hipotética e com base na jurisprudência do STF, julgue:
O referido decreto está de acordo com a CF, pois a
possibilidade de delegação da competência para
prover cargos públicos federais abrange também a
competência para demitir o servidor público.
d) O decreto citado violou a CF, pois só há previsão de delegação para provimento de cargos públicos federais, e não para hipóteses de demissão.
e) De acordo com o texto da CF, a referida delegação pode, sim, ser feita aos ministros de Estado, mas não pode ser estendida ao advogado-geral da União. Por isso, o decreto em questão padece do vício de inconstitucionalidade.
Banca: CETRO Órgão: ANVISA Prova: Técnico Administrativo
28) Sobre a Presidência da República, analise as assertivas abaixo.
I. O Presidente da República não pode ausentar-se do País por período superior a 15 dias, sem licença do Congresso Nacional, sob pena de perda do cargo.
II. O mandato do Presidente da República é de 4 anos e tem
III. O Presidente da República, na forma da lei e no exercício de suas funções, pode delegar aos Ministros de Estado o que lhe compete no tocante à provisão e extinção de cargos públicos federais.
IV. Em caso de impedimento ou vacância do cargo de Presidente ou de Vice- Presidente , serão sucessivamente chamados para exercer a função: I. Presidente da Câmara dos Deputados; II.
Presidente do Senado Federal; e III. Presidente do Supremo Tribunal Federal.
É correto o que se afirma em a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TRE-PI Prova: Analista Judiciário - Administrativa
29) Em relação às atribuições e responsabilidades do presidente da República, assinale a opção correta.
a) O presidente da República pode delegar ao procurador-geral da República a atribuição de prover e extinguir cargo público na administração pública federal.
b) A competência do presidente da República para conferir condecorações e distinções honoríficas não se insere entre aquelas passíveis de delegação a ministro de Estado.
c) Compete ao presidente da República, após aprovação prévia do Congresso Nacional, decretar estado de defesa e estado de sítio.
d) Ofenderia a CF decreto presidencial que tivesse por objeto a extinção de cargos públicos vagos, pois trata-se de matéria de reserva legal.
e) Compete privativamente ao presidente da República conceder anistia e indulto.
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: DPU Prova: Agente Administrativo (+ provas)
30) Cargos públicos vagos podem ser extintos
por meio de decreto presidencial, sendo
prescindível a edição de lei em sentido estrito.
CRIMES DE
RESPONSABILIDADE
PRÓPRIO / SENTIDO AMPLO
CRIMES DE
RESPONSABILIDADE IMPRÓPRIOS / SENTIDO
ESTRITO Infrações político-
administrativas
Sanções: perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos.
Infrações penais propriamente ditas
Sanção: penas privativas de liberdade ou penas restritivas de direito.
CESPE - DPE-RR - Defensor Público
31) O prefeito que praticar crime de
responsabilidade impróprio deverá ser julgado
perante o Poder Judiciário e não perante a
câmara municipal.
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
Ano: 2015 Banca: CS-UFG Órgão: Prefeitura de Goiânia – GO Prova: Procurador do Município
32) Os atos do Presidente da República que atentem
contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder
Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais dos municípios integrantes da Federação
brasileira são crimes de responsabilidade.
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial*, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.
Lei Nacional nº 1.079/50
SÚMULA VINCULANTE 46
A definição dos crimes de responsabilidade e o
estabelecimento das respectivas normas de processo e
julgamento são da competência legislativa privativa da
União.
Crimes de responsabilidade (José Afonso da Silva)
Infrações políticas (art. 85, I a IV, da CF/88)
Crimes funcionais (art. 85, V a VIl, da CF/88) Condutas que impliquem atentado contra a
existência da União, contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes Constitucionais das unidades da federação, contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais e contra a segurança
Atos que atentem contra:
1) a probidade na
administração;
2) a lei orçamentária e;
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE-PR Prova: Auditor
34) Será constitucional lei estadual que discipline os
crimes de responsabilidade dos conselheiros do
respectivo tribunal de contas, bem como o procedimento
de sua apuração e de seu julgamento.
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TJ-AM (adaptada)
33) Os atos do presidente da República que atentem
especialmente contra a probidade na administração, a lei
orçamentária e o cumprimento das leis e das decisões
judiciais são crimes de responsabilidade classificados
como infrações políticas.
MOVENS - Prefeitura de Manaus - AM – Analista
36) Com esteio no princípio da simetria, o estado-membro dispõe de competência para instituir, em sua própria Constituição, cláusulas tipificadoras de crimes de responsabilidade, especialmente se as normas definidoras de tais ilícitos tiverem por finalidade viabilizar a responsabilização política do governador.
IMPEDIMENTO DO SIGILO DAS VOTAÇÕES
“No impeachment, todas as votações devem ser abertas, de modo a permitir maior transparência, controle dos representantes e legitimação do processo. No silêncio da Constituição, da Lei nº 1.079/1950 e do Regimento Interno sobre a forma de votação, não é admissível que o Presidente da Câmara dos Deputados possa, por decisão unipessoal e discricionária, estender hipótese inespecífica de votação secreta prevista no RI/CD, por analogia, à eleição para a Comissão Especial de impeachment. Em uma democracia, a regra é a publicidade das votações.”
STF - ADPF 378 MC / DF(08-03-2016)”
O agente político pode responder por improbidade administrativa e por crime de responsabilidade?
1ª Corrente (STF - Rcl 2138) 2ª Corrente (STJ) Regra: responderá
Exceção: não responderá se:
a) o agente político for uma das autoridades sujeitas à Lei n. 1.079/50;
b) O fato praticado for tipificado como improbidade
Responderá, conforme AgRg na Rcl 12514/MT, Rel. Min. Ari Pargendler, Corte Especial, julgado em 16/09/2013.
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJ-DFT Prova: Juiz de Direito Substituto
37) Situação hipotética: O governador de um estado da Federação foi flagrado pela Polícia Federal portando valor recebido para favorecer determinada empresa em uma licitação. Assertiva: Nesse caso, o agente político está sujeito tanto à responsabilização política mediante impeachment, desde que ainda seja titular do referido mandato eletivo, quanto à responsabilização cível por improbidade administrativa.
Câmara dos Deputados
p/ Juízo de Admissibilidade (2/3)*
Não autorizado Autorizado
Arquivado Senado Federal
•Denúncia por cidadão
•Apuração pela CPI
•Presidente da CD recebe a “denúncia”
(MS 23.885) STF. Plenário. ADPF 378 MC / DF(08-03-2016) “2.3. A ampla defesa do acusado no rito da Câmara dos Deputados deve ser exercida no prazo de dez sessões (RI/CD, art. 218, § 4º), tal como decidido pelo STF no caso Collor (MS 21.564, Rel. para o acórdão Min. Carlos Velloso).”
Nessa fase, o Chefe do Executivo se submete a condição de “acusado”.
É permitido a qualquer cidadão denunciar o Presidente da República ou Ministro de Estado, por crime de responsabilidade?
Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão:
Faceli Prova: Procurador
Lei n. 1.079/50
Art. 14. É permitido a qualquer cidadão
denunciar o Presidente da República ou Ministro
de Estado, por crime de responsabilidade,
perante a Câmara dos Deputados.
✓ "A Corte, no julgamento de cautelar na ADI 1.628-SC, já adotou posição quanto à aplicabilidade do quorum de 2/3 previsto na CF como a ser observado, pela Assembleia Legislativa, na deliberação sobre a procedência da acusação contra o Governador do Estado.“
(STF - ADI 1.634-MC, Rel. Min. Néri da Silveira, julgamento em 17-9-1997, Plenário, DJ de 8-9-2000.)
FCC - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Analista Judiciário - Área Judiciária
38) A acusação contra o Presidente da República por crime de responsabilidade
a) não o considera denunciado até a manifestação definitiva do Superior Tribunal de Justiça pelo Supremo Tribunal Federal.
b) considera-o como indiciado, garantindo-lhe a defesa, mas não a nulidade do procedimento.
c) implica na suspensão obrigatória de suas funções em razão da denúncia até a decisão final.
d) não o coloca na condição de acusado ou indiciado, tendo em vista o princípio da presunção de inocência.
e) coloca-o na condição de acusado, assegurando-lhe o direito a ampla defesa e o contraditório, sob pena de nulidade do procedimento.
Leitura Obrigatória
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. MEDIDA CAUTELAR EM AÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. PROCESSO DE IMPEACHMENT. DEFINIÇÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO RITO PREVISTO NA LEI Nº 1.079/1950. ADOÇÃO, COMO LINHA GERAL, DAS MESMAS REGRAS SEGUIDAS EM 1992.
STF. Plenário. ADPF 378 MC / DF, Relator(a): Min. EDSON FACHIN; Relator para acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 16 e 17/12/2015, Órgão Julgador: Tribunal Pleno, public. 08-03- 2016