REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA REFORMA AGRÁRIA
Martha Esthela S. Silva1 IGCE – UNESP José Gilberto de Souza2
IGCE – UNESP
Resumo
O presente trabalho analisa o processo de construção das representações sociais, particularmente aqueles elaborados pelos moradores da cidade acerca da reforma agrária, identificando a dinâmica de territorialização dos movimentos sociais de luta pela terra no espaço urbano. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por meio da modalidade de compra direta, tem estreitado as relações campo-cidade, à medida que os produtos agropecuários oriundos dos assentamentos de reforma agrária são destinados às instituições de caráter social e pessoas em situação de insegurança alimentar. Parte-se do pressuposto de que a reforma agrária se espacializa no ambiente urbano, a partir das manifestações políticas, ocupações de espaços públicos, nas diversas formas de luta e organização dos movimentos, por sua vez de caráter muito particular este processo também se estabelece por meio do PAA, materializando a produção do campo na cidade, gerando uma reflexão acerca de sua territorialidade, rompendo com estigmas e preconceitos sobre os “sem-terra”, os ideais da reforma agrária e a defesa de outro projeto político de sociedade.
Palavras-chaves: programa de aquisição de alimentos, reforma agrária, territorialização, representações sociais, segurança alimentar, cidade e campo.
A pesquisa se direciona a compreender qual a Representação Social, que os sujeitos beneficiados com o PAA, passam a ter da reforma agrária e de seus sujeitos, refletindo até que ponto os Movimentos Sociais de Luta pela terra, conseguem territorializar seus ideais para além de seus territórios, ou seja, para além dos assentamentos rurais.
Este trabalho busca refletir e evidenciar sobre a representação social da reforma agrária, na ótica dos moradores da cidade de Presidente Venceslau, no plano empírico a pesquisa é realizada junto aos moradores beneficiários do PAA no município. A cidade de Presidente Venceslau abrange cinco assentamentos rurais, sendo eles, assentamento Primavera, Tupanciretan, Radar, Santa Maria e São Camilo, onde temos a adesão ao PAA de quatro assentamento, exceto o assentamento Santa Maria.
1 Geógrafa, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia – (IGCE) UNESP, Campus de Rio Claro.
Bolsista Capes. Email: [email protected] – Tel (11) 5494-7654
2 Geógrafo, Professor Livre Docente, IGCE-UNESP – Rio Claro. Email: [email protected]
Com a participação dos assentamentos no PAA a reforma agrária passa a ter maior importância, novos sentidos e outras representações sociais são colocadas no cotidiano dos sujeitos que estão fora do campo.
O conceito de Representação Social foi desenvolvido por Serge Moscovici (2003), o autor se sustenta ao conceito anteriormente desenvolvido por Durkheim (2003) que tratava de Representações Coletivas, conceito do campo da sociologia onde se prioriza uma visão global das representações. Moscovici (2003) desenvolve o conceito de Representações Sociais que está no campo da psicossociologia e que se desenvolve no cotidiano dos sujeitos sociais, as práticas comuns e são mediadas por uma concretude de existência e relações com o entorno mais imediato. Parte-se de uma perspectiva da psicologia social que se debruça sobre a questão do conhecimento como um processo e não apenas como conteúdo, a formação do conhecimento é realizada na perspectiva do individuo, em sua espacialidade próxima e que se constitui em base de abordagem teórica desta pesquisa.
O objetivo principal desta pesquisa é elucidar quais são as Representações Sociais que as entidades e os moradores da cidade que são beneficiados diretamente com alimentos provindos de assentamentos rurais, têm da reforma agrária e verificar qual a territorialidade que os movimentos sociais de luta pela terra tem no espaço urbano, utilizamos o Programa de Aquisição de Alimentos como estudo de caso para alcançarmos tais objetivos.
Diante desta compreensão sobre o processo de construção de representações sociais busca-se reconhecer todos os elementos sociopolíticos que mediam a dimensão prática do entorno dos sujeitos sociais e neste caso o Programa de Aquisição de Alimentos acaba se constituindo em uma política pública que interage diretamente na dinâmica de reprodução social dos mesmos, ao focar questões de segurança alimentar, desdobrando-se em processos de alimentação, “renda” e interação social (por meio de entidades e novos sujeitos, os assentados, por exemplo), entre outros. O PAA vem como uma política pública que integra segurança alimentar por meio da promoção da agricultura familiar, essa política é realizada no âmbito de governança federal, estadual e municipal. No decorrer da década 1990 o conceito de segurança alimentar começou a sustentar uma pauta das políticas destinadas à redução da fome, articulada à agricultura familiar e suas estratégias de desenvolvimento, entrelaçaram as duas questões, ou territórios (campo-cidade).
A questão da fome é latente na atual sociedade e segundo a Organização das Nações Unidas Para Agricultura e Alimentação (FAO) 850 milhões de pessoas passa fome, essa fome se regionaliza principalmente nos países da África, Ásia e América Latina. (MORAES, 2008).
O atual estágio de desenvolvimento das forças produtivas permitiu o monopólio da produção de grãos, de modo que, a distribuição dos alimentos seja desigual, e a aquisição dos mesmos realizados, prioritariamente, mediante a compra, ficando uma parcela da população excluída desse mercado, sobrevivendo com a fome cotidiana.
No Brasil, nos primeiros anos do governo de Luís Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores - PT) foi criado o programa Fome Zero, a fim de combater a fome e a miséria de populações em situação de insegurança alimentar em várias regiões do país. Dentre as políticas estruturantes do programa Fome Zero, encontra-se o PAA.
O Programa de Aquisição de Alimentos – PAA foi instituído pela Lei nº 10.696, de 02 de julho de 2003, juntamente com o Programa Bolsa Família, sendo uma iniciativa governamental com o objetivo de estruturar políticas de combate à fome e à pobreza no país, as quais se encontram articuladas às demais ações do Programa Fome Zero3
O PAA é um programa de combate a fome e incentivo à agricultura familiar por meio de políticas públicas no âmbito da reforma agrária, definido pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), composto ainda pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Ministério da Fazenda que são responsáveis pela implantação do programa, tendo também a participação de órgãos gestores estaduais, municipais e federais. (CONAB, 2010).
.
Um dos pilares do PAA se estabelece pela aquisição de produtos da agricultura familiar que são destinadas á entidades e pessoas em situação de vulnerabilidade social, estabelecendo assim uma forte ligação entre a cidade e o campo.
Segundo Mattei,
A compra de produtos da agricultura familiar visa garantir renda a este segmento de produtores, ao mesmo tempo em que poderá melhorar as condições de alimentação das pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social ou em situação de insegurança alimentar. Portanto, os instrumentos do programa beneficiam tanto o agricultor familiar como os consumidores, especialmente aqueles grupos anteriormente citados. Desta forma, busca-se uma associação entre a política de segurança alimentar e nutricional e as políticas de promoção da agricultura familiar. (MATTEI, 2007, p.19)
O Programa de Aquisição de Alimentos, portanto, se efetiva em cinco modalidades (Compra Direta da Agricultura Familiar, Compra Antecipada da Agricultura Familiar, Compra Antecipada Especial da Agricultura Familiar, Compra Direta Local da Agricultura
3Documentos diversos citados sobre o Programa Fome Zero e o Programa de Aquisição de Alimentos estão disponíveis em: <http://www.mds.gov.br>. Data de acesso: 20/01/2012.
Familiar e Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite), a modalidade que iremos abordar em nossa pesquisa é a de Compra Direta da Agricultura Familiar, também conhecida como doação simultânea esta modalidade visa garantia de renda ao agricultor familiar, através da compra direta da produção ao preço de mercado e a doação de alimentos.
A agricultura familiar hoje ocupa lugar de destaque em assentamentos rurais de reforma agrária, retoma seu papel na vida do camponês4
Como cita SOUZA,
, agrega o trabalho familiar, a terra retorna ao seu valor de uso e é dela e nela que se reproduzem relações sociais, que estavam sendo extintas pelo agronegócio.
A terra como natureza, é valorizada na relação estabelecida pela sociedade em seu processo de produção do espaço. Essa natureza incorporada à vida humana, no âmbito de suas necessidades, tem a denominação em Marx:
valor de uso. Uma categoria não cronológica, de dimensão histórica-teórica intrínseca à trajetória humana na terra, como a riqueza material. A terra apropriada no sentido mais geral de satisfação. (2008, p. 98).
Quando a terra é reconquistada pelo camponês, o direito da extrair dela, pelo trabalho, o alimento e a moradia torna o camponês inerente ao campo, a terra retorna ao seu valor de uso e o homem ao seu lugar no campo.
Este conceito, ou esta dimensão prática da vida campesina pode ser reportada aos Assentamentos Primavera e Tupanciretan, onde a produção se diversifica, o trabalho na terra (re)torna possível o viver no campo real.
O assentamento Tupanciretan (72 lotes) já tinha uma produção significativa de hortaliças para a comercialização porém, a produção leiteira era maior. O que justifica atualmente a associação do Assentamento Tupanciretan ser o assentamento que mais entrega produtos ao PAA. A maioria dos lotes do assentamento Primavera (125 lotes) tinha como principal atividade a produção leiteira, a horta era destinada para o autoconsumo, outros plantavam cana para usina, ou arrendavam a terra para pasto, pois a incerteza de venda com produtos de baixa durabilidade (frutas, verduras e legumes), inibia a produção e a não diversificação da produção era fato. (SILVA, 2010). A participação dos assentados no PAA muda a conjuntura citada acima, sendo este um processo dialético.
De acordo com a socióloga FERRANTE,
4 Embora existam conflitos teóricos entre os conceitos de Agricultura Familiar e Campesinato, no plano prático político, as instâncias governamentais tratam este conjunto social como Agricultores Familiares, o que no plano teórico se remete a uma reflexão sobre os efeitos desta política nos processos de recriação e estratégias de permanência do campesinato no campo brasileiro. (PAULINO, 2006)
Nas duas últimas décadas, a monotonia da paisagem rural de algumas regiões do Estado de São Paulo, como é o caso do Pontal do Paranapanema, foi quebrada drasticamente pela expansão dos assentamentos rurais. No lugar de pastagens extensivas, onde antes se avistavam apenas algumas cabeças de gado, agora florescem pequenas propriedades rurais, sítios, nos quais a presença do homem é marcante, onde começam a fazer sentido estas duas palavras: agricultura familiar. (2003, p. 21).
Hoje a paisagem não somente se configura fisicamente com as mudanças, passa a ser cheia de sentidos e esperança, o campo ainda que com suas limitações oferece moradia e emprego para dezenas de pessoas que viviam na miséria, que estes dois princípios básicos de sobrevivência estavam distante de suas realidades. A terra traz outros significados, a concretização de sonhos e ideais, que se materializam com os assentamentos rurais. O PAA reativou e reforçou o associativismo dentro dos assentamentos rurais de reforma agrária, tira do campo parte do trabalho alienado, agora temos os assentados trabalhando para eles mesmos, o trabalho é algo do cotidiano que os humanizam, os faz pensar no próximo, pois têm consciência que aquele alimento por ele produzido destina-se á pessoas que necessitam.
A diversificação da produção agrícola nos espaços construídos pelas experiências de reforma agrária faz com que os sujeitos estabeleçam e também construam novas relações sociais de produção e, de modo amplo, redefinem a relação do homem com a natureza. O uso da terra em vários dos assentamentos traz a riqueza da biodiversidade de culturas e de uma produção agrícola verdadeiramente sustentável. Os assentados se valem principalmente da combinação de diversas estratégias sociais e econômicas para ter condições de viver uma vida digna no campo.
O PAA tem minimizado a insegurança alimentar dos moradores da cidade que se encontram em situação de vulnerabilidade social, porque alimentos produzidos pelos assentados são comprados pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), e são doados ás instituições (albergues, asilos, casa do menor, orfanatos, escolas, creches e à igrejas que distribui a população carente da cidade).
Nosso universo empírico de pesquisa é a cidade de Presidente Venceslau, que já tem o PAA consolidado em quatro assentamentos do município, a cidade abrange ao todo cinco assentamentos de reforma agrária, nossa pesquisa iniciou-se em fevereiro de 2011, temos dados sobre a atuação do programa e algumas entrevistas realizadas.
Presidente Venceslau situa-se no oeste do Estado de São Paulo, no Pontal do Paranapanema, região conflituosa por terra no Estado, e hoje concentra muitos assentamentos
rurais, que foram conquistados tendo como protagonista desse processo os movimentos sociais de luta pela terra.
Atualmente o município de Presidente Venceslau tem em sua extensão territorial cinco assentamentos rurais de reforma agrária que participam do PAA, sendo eles o assentamento Radar, Tupanciretan, Primavera e o São Camilo.
Segue abaixo a tabela que mostra a participação dos assentados no PAA;
Tabela 02. Participação dos Assentamentos do Município de Presidente Venceslau no Programa de Aquisição de Alimentos (produção e valores) 2011/2012.
Assentamento Nº de Associações
Nº de Lotes
Nº de Produtores
Alimentos (t)
R$
Radar 1 29 19 64.176 80.370,00
Tupanciretan 1 74 45 154.043 190.350,00
Primavera 2 124 53 135.422 135.359,80
São Camilo 1 35 26 87.907 109.980,00
Total 5 262 143 441.548 516.059,80
Fonte Org.: Martha Esthela S. Silva
Os assentados produziram cerca de 440 toneladas de alimentos no decorrer de um de ano com uma variedade de mais de 60 tipos de alimentos, que foram doados. Esses alimentos abastecem não somente a população de Presidente Venceslau como a de alguns municípios ao seu entorno, a cidade de Presidente Epitácio e Santo Anastácio que também recebem doações dos alimentos produzidos no município de Presidente Venceslau.
O PAA tem atendido há mais de 20 instituições que recebem as doações, no município de Presidente Venceslau, essas instituições são escolas municipais, creches, asilos, casa do menor, projetos sociais, orfanatos, associações, entidades filantrópicas e igrejas. As igrejas e as associações repassam os alimentos a famílias em vulnerabilidade social. O impacto econômico passa a ser significativo na cidade sendo injetados no período de um ano R$
516.059,00 reais na economia local, gerando uma receita maior para a cidade.
Os alimentos são entregues semanalmente, os assentados levam sua produção à sede do assentamento, as associações fazem o controle da produção de cada assentado, para posterior pagamento. A logística dos alimentos é feita pela prefeitura que leva os alimentos do campo para a cidade, onde é entregue a Divisão de Agricultura Abastecimento e Meio Ambiente, a doação dos alimentos é semanal o controle da divisão é feito pelas entidades que se auto-organizam também fazendo a divisão de acordo com suas necessidades. O controle e a participação da sociedade civil nesse programa ocorrem em algumas partes do processo.
A supressão da Fome perpassa prioritariamente pela democratização de terras, á populações anteriormente destituídas voltando a terra a sua função social, sendo que a erradicação da pobreza é inerente á Reforma Agrária, os movimentos sociais são protagonista neste processo de construção de novas territorialidades.
O Programa de Aquisição de Alimentos traz parte da materialidade da reforma agrária para o espaço urbanos, os mesmo tem tido desdobramentos favoráveis no campo e na cidade, o acesso a alimentos á quem tem fome e renda á quem precisa, tem tido importante destaque no desenvolvimento local.
Contribui com a aproximação do Estado no campo, coloca novos desafios ao poder público, a demanda por assistência técnica cresce e tem uma influência direta na qualidade e quantidade dos alimentos. Torna-se necessário a articulação de uma série de ações de apoio a agricultura alimentar, oferta de alimentos e ampliação do acesso a terra.
Este programa é uma construção coletiva e sua efetivação ocorre com diferentes sujeitos, começa com a associação que se articula com os assentados e com as entidades que receberam os produtos doados, as entidades por sua vez se articula internamente para o
recebimento ou repasse dos alimentos, as entidades de repasse transferem para a população carente os alimentos, torna-se um ciclo a organização.
O programa se consolidou com uma alternativa para o escoamento da produção dos assentamentos rurais e para a insegurança alimentar, reforça a interdependência do campo e da cidade, sem sobreposições.
Essa política coloca em evidencia o papel da pequena agricultura, leva o trabalho do campo para a cidade, que passa a enxergar de outra maneira o assentamento rural, a produção dos assentados materializada-se na cidade, os sujeitos urbanos pautados com estigmas da velha aristocracia rural entram em conflito com seus pensamentos, que podem ou não gerar uma nova síntese sobre os sem-terras.
A produção da agricultura camponesa reacende no campo e traz novos elementos ou traz novamente os velhos elementos, que de tão esquecidos parece que são novos, da cooperação, da valorização, da autonomia, da identidade e da humanização. O homem do campo ao olhar seu lote enxerga sua produção com diferentes cores e sabores, a agricultura pede passagem ao pasto e a paisagem volta a ser o “lugar” que antes era apenas saudades, saudades do tempo que se plantava de tudo no campo, e hoje se configura em realidade esse
“lugar”.
A fome de reforma agrária permanece viva em todos seus sentidos, no campo e na cidade, uma dívida histórica para com os explorados que enxergam outra possibilidade de vida e lutam pela concretizam da mesma.
REFERÊNCIAS
BARONE, L.A.; FERRANTE, V.L.S.B.; BERGAMASCO, S.M.P.P. Trajetórias de
assentamentos rurais: experiências em balanço. São Paulo, EDUNESP, Revista Perspectiva Volume 17-18, 1995/96.
BARONE, L. A. Conflito e cooperação: o jogo das racionalidades sociais e o campo político num assentamento de Reforma Agrária. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. FCL. UNESP. Campus de Araraquara. 2002.
BERGAMASCO, S.M.P.P., FERRANTE, V.L.S.B e AUBRÉE, M. Dinâmica familiar, produtiva e cultural nos assentamentos rurais de São Paulo.São Paulo. INCRA 2000
BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand e Brasil, 1989.
BOURDIEU, P. Os usos da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: Editora Unesp, 2004.
BRUNO,R. e MEDEIROS, L. Percentuais e causas das evasões nos assentamentos rurais (relatório técnico), Brasília, Projeto de Cooperação Técnica FAO/INCRA, s/d.
CASTRO, I. E.; GOMES, P. C. C.; CORRÊA, R. L. Geografia: temas e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2009.
DELGADO, G. et.al Avaliação do programa de aquisição de alimento da agricultura familiar. IPEA, 2005. Brasília.
FERNANDES, B.M. MST: formação e territorialização, S.P. Hucitec, 1996
FERNANDES, B. M. et alli, “Inserção sócio-política e criminalização da luta pela terra:
ocupações de terra e assentamentos rurais no Pontal do Paranapanema – São Paulo” In:
FERRANTE, V. L. S. B. et alii (orgs.) Dinâmicas familiar, produtiva e cultural nos assentamentos rurais de São Paulo. Araraquara/Campinas/S. Paulo,
EdUNIARA/FEAGRI/INCRA, 2003.
FERRANTE, V.L.S.B. e BERGAMASCO,S.M.P.P. (Orgs.) Censo de assentamentos rurais do estado de São Paulo. Pesquisa Multicamp/UNESP – Análise e avaliação dos projetos de reforma agrária e assentamentos do Estado de São Paulo. Dezembro/1995.
FERRANTE, V.L.S.B. e SILVA, M.A.M. A política de assentamentos e o jogo das forças sociais no campo. Perspectivas, 11, EDUNESP, SP, 1988.
FERRANTE, V.L.S.B. e WHITAKER C. D. (Org) Reforma Agrária e Desenvolvimentos:
desafios e rumos da política de assentamentos rurais. Brasilia 2008. NEAD
FOUCAULT, M. O homem e o discurso (a arqueologia de Michel Foucault). Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro, 1971.
FLORES, M.X. e MACEDO,M.M.C. Novos Rumos de Desenvolvimento Rural. In:
GIANOTTI, José Arthur. Notas sobre a categoria “modo de produção” para suo e abuso dos sociólogos. Novos Estudos CEBRAP, 17, São Paulo: Editora Brasileira de Ciências Ltda, jul/set, 1976.
GUARESCHI, P.; JOVCHELOVITCH, S. (Org). Textos em representações sociais.
Petrópolis. Editora Vozes: 1995
HAESBAERT, R. O mito da desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritórialidades. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.
HESPANHOL, R. A. M. Mudança das políticas públicas para o campo brasileiro: o programa de aquisição de alimentos. X Colóquio Internacional de Geocrítica. Barcelona.
2008.
JOVCHELOVITCH, S. Representações sociais e espera pública: A construção simbólica dos espaços públicos no Brasil. Editora Vozes. 2000.
LEFEBVRE, H. A vida cotidiana no mundo moderno. São Paulo: Editora Ática, 1991.
LEFEBVRE, H. A cidade do capital. Rio de Janeiro: DP&A editora: 1999.
LEFEBVRE, F; LEFEBVRE; A. M.C. Pesquisa de representação social: um enfoque qualiquantativo a metodologia do discurso do sujeito coletivo. Vol. 20. Brasília. Líber Livro Editora. 2010.
LEITE, S.; HEREDIA, B.; MEDEIROS, L.; PALMEIRA, M.; CINTRÃO R. Impactos dos assentamentos: um estudo sobre o meio rural brasileiro. São Paulo. Editora UNESP, 2004.
LEITE, J. F. A ocupação do Pontal do Paranapanema, S. P., Hucitec, 1999.
MARX, K. Economia política e filosofia. Rio de Janeiro: Editora Melso, 1963.
MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã.São Paulo: Martins Fontes, 1991.
MATTEI, L. Programa de aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) Antecedentes, concepção, e composição geral do programa,
MEDEIROS, L. S. de.; Leite, S.P. A formação dos assentamentos rurais no Brasil.
Processos sociais e políticas públicas. Porto Alegre: Editora da Universidade, 1999.
MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2003.
MULLER, A. L. A construção de política públicas para a agricultura familiar no Brasil:
o caso do Programa de Aquisição de Alimento. Dissertação. Porto Alegre, 2007
MEDEIROS, L..S. et al. Os efeitos políticos dos assentamentos rurais: reflexões a partir do Estado do Rio de Janeiro. In: MOREIRA, R.J. E COSTA,L.F.C. Mundo Rural e Cultura, Rio de Janeiro, Mauad, 2002.
MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Rio de Janeiro:
Vozes, 2010.
NAZARETH, M. B. Raízes históricas do campesinato brasileiro. XX Encontro Anual da ANPOCS. 1996.
NEVES, Delma Pessanha. Assentamentos rurais. Reforma agrária em migalhas. Niterói.
EDUFF 1997.
NORDER, L. A. C. Políticas de assentamentos e localidade: os desafios da reconstituição do trabalho rural no Brasil. São Paulo, 1994.
OLIVEIRA, A. U. A Questão da Aquisição de Terras por Estrangeiros no Brasil - um retorno aos dossiês. Revista Agrária. São Paulo. Vol.12. P.03-311. 2010. Disponível em:
http://www.geografia.fflch.usp.br/revistaagraria/revistas/12/2Oliveira_AU.pdf Acesso em 15 abr. 2012.
SÁ, C. P. Representação social: conceito e o estado atual da teoria. In: SPINK, M. J. O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social.
São Paulo: Editora Brasiliense, 1993. ed.1
SOUZA, J.G. La production d’agro-carburants au Brésil : Bio-essence ou Nécro-essence?.
Terre-à-Terre Portail Environnement - Canada, Montréal - Canada, 21 jul.
2008.http://portailenvironnement.ca/agriculture/la-production-d%E2%80%99agro-carburants- au-bresil-bio-essence-ou-necro-essence/. Capturado em 03 abr. 2012.
SOUZA, J.G. A Geografia agrária e seus elementos de crítica sobre o avanço do capital monopolista no campo brasileiro. Canadian Journal of Latin American and Caribbean Studies, v. 34, p. 147-176, 2010.
SOUZA, J. G. Limites do território. Revista Agrária. São Paulo. Vol.10/11. P.99-130. 2009.
Disponível em: http://www.geografia.fflch.usp.br/revistaagraria/index.htm Acesso em: 15 dez. 2011.
SILVA, M. A. M. A Produção de alimentos e agrocombustíveis no contexto da nova divisão mundial do trabalho. Presidente Prudente. Vol. 9. P.(63-80). 2008. Disponível em:
www4.fct.unesp.br/ceget/.../04-9-1-MariaAparecidaMoraesSilva.pdf Acesso em: 03 jan.
2012.
SILVA, M. E. S. Associativismo em assentamentos rurais: resistência e acomodação na reforma agrária. 2011. 126f. Trabalho de Conclusão de Curso de Bacharel em Geografia.
Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2010.
SPINK, M. J. (org) O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Editora Brasiliense, 1993. ed.1
WHITAKER, D.C.A . Sociologia rural: questões metodológicas emergentes. São Paulo:
Letras à Margem, 2002.
WHITAKER, D.C.A .A questão da diversidade em assentamentos de reforma agrária:
Araraquara/SP. In: BERGAMASCO, S.M.P.P. et all. Dinâmicas familiar, produtiva e cultural nos assentamentos rurais de São Paulo. Araraquara: UNIARA, Campinas:
FEAGRI/UNICAMP, São Paulo: INCRA,2003b.