ELDORADO DO SUL
PREFEITURA MUNICIPAL DE ELDORADO DO SUL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Agente Comunitário de Saúde e
Agente de Controle de Endemias (ACE)
CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2022 CÓD: OP-040FV-22
7908403518029
ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Leitura e compreensão de textos: Assunto. Estruturação do texto. Ideias principais e secundárias. Relação entre as ideias.Efeitos de
sentido. Recursos de argumentação. . . .01
2. Figuras de linguagem. . . . .10
3. Informações implícitas: pressupostos e subentendidos. . . . .12
4. Coesão e coerência textuais. . . . .13
5. Léxico: Significação de palavras e expressões no texto. Substituição de palavras e de expressões no texto. . . . .14
6. Estrutura e formação de palavras. . . . .15
7. Ortografia: emprego de letras e acentuação gráfica sistema oficial vigente (inclusive o Acordo Ortográfico vigente, conforme Decreto 7.875/12). Relações entre fonemas e grafias. . . .16
8. Aspectos linguísticos: Relações morfossintáticas. Flexões e emprego de classes gramaticais. Vozes verbais e sua conversão. . . . .18
9. Coordenação e subordinação: emprego das conjunções, das locuções conjuntivas e dos pronomes relativos. . . .24
10. Concordância nominal e verbal. . . . 26
11. Regência nominal e verbal (inclusive emprego do acento indicativo de crase). . . .28
12. Pontuação.. . . 29
Legislação
1. Lei Municipal n° 1.108/99 – Estatuto do Servidor Público; . . . .012. Emenda 20 – Lei Orgânica . . . .15
3. Constituição Federal de 1988: a) Princípios fundamentais da Constituição da República (Arts. 1° ao 4°). b) Direitos e Garantias Funda- mentais: Direitos e Deveres individuais e Coletivos; Direitos Sociais; Nacionalidade; Direitos Políticos (Arts. 5° a 16º). c) Da organização Político-Administrativa (Arts. 18 e 19). d) Secretaria Municipal de Ordem Pública da união (Arts. 20º a 24º). e) Dos Estados Federados (Arts. 25º a 28º). f) Dos Municípios (Arts. 29º a 31º). g) Normas Constitucionais relativas a Administração Pública e ao Servidor Pú- blico (Arts. 37º a 41º). h) Princípios Constitucionais da Administração Pública (art. 37). i) Princípios constitucionais de natureza ética: moralidade, impessoalidade, probidade, motivação e publicidade (Arts. 37º a 77º). j) Organização dos Poderes (Arts. 44º a 135º). k) Da Segurança Pública (Art. 144). . . . 29
4. Lei Federal nº 8.429/1992 – Lei de Improbidade Administrativa.. . . 66
Conhecimentos Gerais
1. Cultura popular, personalidades, pontos turísticos, organização política e territorial, divisão política, regiões administrativas, regionalização do ibge, hierarquia urbana, símbolos, estrutura dos poderes, fauna e flora locais, hidrografia e relevo, matriz produtiva, matriz energética e matriz de transporte, unidades de conservação, história e geografia do estado, do município e da região que o cerca. . . .012. Tópicos atuais, internacionais, nacionais, estaduais ou locais, de diversas áreas, tais como segurança, transportes, política, economia, socie- dade, educação, saúde, cultura, tecnologia, desenvolvimento sustentável e ecologia. . . 77
Matemática/Raciocínio Lógico
1. Conjuntos Numéricos: Números naturais, inteiros, racionais, irracionais e reais: Operações fundamentais (adição, subtração, mul- tiplicação, divisão, potenciação e radiciação) propriedades das operações, múltiplos e divisores, números primos, mínimo múltiplo comum, máximo divisor comum . . . .012. Razões e Proporções – grandezas direta e inversamente proporcionais, divisão em partes direta e inversamente proporcionais, regra de três simples e composta . . . .10
3. Sistema de Medidas: comprimento, capacidade, massa e tempo (unidades, transformação de unidades), sistema monetário brasileiro. Calculo algébrico: monômios e polinômios . . . .16
4. Funções: Ideia de função, interpretação de gráficos, domínio e imagem, função do 1º grau, função do 2º grau– valor de máximo e mínimo de uma função do 2º grau . . . 22
5. Equações de 1º e 2º graus. Sistemas de equações de 1º grau com duas incógnitas . . . 35
ÍNDICE
6. Triângulo retângulo: relações métricas no triângulo retângulo, teorema de Pitágoras e suas aplicações, relações trigonométricas no
triangulo retângulo. . . .38
7. Teorema de Tales . . . .44
8. Geometria Plana: cálculo de área e perímetro de polígonos. Circunferência e Círculo: comprimento da circunferência, área do cír- culo. . . 45
9. Noções de Geometria Espacial – cálculo do volume de paralelepípedos e cilindros circulares retos. . . .47
10. Matemática Financeira: porcentagem, juro simples . . . .51
11. Estatística: Cálculo de média aritmética simples e média aritmética ponderada. . . .54
12. Aplicação dos conteúdos acima listados em resolução de problemas. . . .58
13. Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir novas informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. Diagramas lógicos. Proposições e conectivos: Conceito de proposição, valores lógicos das proposições, proposições simples, proposições compostas. Operações lógicas sobre prop- osições: Negação, conjunção, disjunção, disjunção exclusiva, condicional, bicondicional. Construção de tabelas-verdade. Tautologias, contradições e contingências. Implicação lógica, equivalência lógica, Leis De Morgan. Argumentação e dedução lógica. Sentenças abertas, operações lógicas sobre sentenças abertas. Quantificador universal, quantificador existencial, negação de proposições quan- tificadas. Argumentos Lógicos Dedutivos; Argumentos Categóricos . . . 59
LÍNGUA PORTUGUESA LEITURA E COMPREENSÃO DE TEXTOS: ASSUNTO.
ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO.IDEIAS PRINCIPAIS E SE- CUNDÁRIAS. RELAÇÃO ENTRE AS IDEIAS.EFEITOS DE
SENTIDO. RECURSOS DE ARGUMENTAÇÃO
Compreender e interpretar textos é essencial para que o obje- tivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido completo.
A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explíci- ta. Só depois de compreender o texto que é possível fazer a sua interpretação.
A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que está escrito ou mostrado. Assim, podemos dizer que a interpre- tação é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do re- pertório do leitor.
Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto, é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou vi- suais, isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar expressões, gestos e cores quando se trata de imagens.
Dicas práticas
1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con- ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pará- grafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível, adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.
2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe- cidas.
3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon- te de referências e datas.
4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de opiniões.
5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, qu- estões que esperam compreensão do texto aparecem com as segu- intes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...;
de acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do tex- to que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor quando afirma que...
Tipologia Textual
A partir da estrutura linguística, da função social e da finali- dade de um texto, é possível identificar a qual tipo e gênero ele pertence. Antes, é preciso entender a diferença entre essas duas classificações.
Tipos textuais
A tipologia textual se classifica a partir da estrutura e da finali- dade do texto, ou seja, está relacionada ao modo como o texto se apresenta. A partir de sua função, é possível estabelecer um padrão específico para se fazer a enunciação.
Veja, no quadro abaixo, os principais tipos e suas característi- cas:
TEXTO NARRATIVO
Apresenta um enredo, com ações e relações entre personagens, que ocorre em determinados espaço e tempo. É contado por um narrador, e se estrutura da seguinte maneira: apresentação >
desenvolvimento > clímax > desfecho TEXTO
DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO
Tem o objetivo de defender determinado ponto de vista, persuadindo o leitor a partir do uso de argumentos sólidos.
Sua estrutura comum é: introdução >
desenvolvimento > conclusão.
TEXTO EXPOSITIVO
Procura expor ideias, sem a necessidade de defender algum ponto de vista. Para isso, usa-se comparações, informações, definições, conceitualizações etc. A estrutura segue a do texto dissertativo- argumentativo.
TEXTO DESCRITIVO
Expõe acontecimentos, lugares, pessoas, de modo que sua finalidade é descrever, ou seja, caracterizar algo ou alguém. Com isso, é um texto rico em adjetivos e em verbos de ligação.
TEXTO INJUNTIVO Oferece instruções, com o objetivo de orientar o leitor. Sua maior característica são os verbos no modo imperativo.
Gêneros textuais
A classificação dos gêneros textuais se dá a partir do reconhe- cimento de certos padrões estruturais que se constituem a partir da função social do texto. No entanto, sua estrutura e seu estilo não são tão limitados e definidos como ocorre na tipologia textual, podendo se apresentar com uma grande diversidade. Além disso, o padrão também pode sofrer modificações ao longo do tempo, as- sim como a própria língua e a comunicação, no geral.
Alguns exemplos de gêneros textuais:
• Artigo
• Bilhete
• Bula
• Carta
• Conto
• Crônica
• Lista
• Manual
• Notícia
• Poema
• Propaganda
• Receita culinária
• Resenha
• Seminário
LÍNGUA PORTUGUESA
2 Vale lembrar que é comum enquadrar os gêneros textuais em determinados tipos textuais. No entanto, nada impede que um tex- to literário seja feito com a estruturação de uma receita culinária, por exemplo. Então, fique atento quanto às características, à finali- dade e à função social de cada texto analisado.
ARGUMENTAÇÃO
O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma infor- mação a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem po- sitiva de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado, ou inteli- gente, ou culto), quer ser aceito, deseja que o que diz seja admitido como verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de convencer, ou seja, tem o desejo de que o ouvinte creia no que o texto diz e faça o que ele propõe.
Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de vista defendidos.
As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocu- tor a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o que está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio da retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recur- sos de linguagem.
Para compreender claramente o que é um argumento, é bom voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem de escolher entre duas ou mais coisas”.
Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e uma des- vantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos argumentar.
Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher entre duas coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse caso, pre- cisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável. O argu- mento pode então ser definido como qualquer recurso que torna uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua no domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor crer que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais possí- vel que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra.
O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o enunciador está propondo.
Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação.
O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das pre- missas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos postulados admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não dependem de crenças, de uma maneira de ver o mundo, mas apenas do encadea- mento de premissas e conclusões.
Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento:
A é igual a B.
A é igual a C.
Então: C é igual a A.
Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamente, que C é igual a A.
Outro exemplo:
Todo ruminante é um mamífero.
A vaca é um ruminante.
Logo, a vaca é um mamífero.
Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão também será verdadeira.
No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele, a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-se mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais plausí- vel. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-se mais confiável do que os concorrentes porque existe desde a chegada da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-nos que um banco com quase dois séculos de existência é sólido e, por isso, con- fiável. Embora não haja relação necessária entre a solidez de uma instituição bancária e sua antiguidade, esta tem peso argumentati- vo na afirmação da confiabilidade de um banco. Portanto é provável que se creia que um banco mais antigo seja mais confiável do que outro fundado há dois ou três anos.
Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer as pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante enten- der bem como eles funcionam.
Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o au- ditório, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais fácil quanto mais os argumentos estiverem de acordo com suas crenças, suas expectativas, seus valores. Não se pode convencer um au- ditório pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas que ele abomina. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas que ele considera positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem com frequência associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos Estados Unidos, essa associação certamente não surtiria efeito, porque lá o futebol não é valorizado da mesma forma que no Brasil.
O poder persuasivo de um argumento está vinculado ao que é va- lorizado ou desvalorizado numa dada cultura.
Tipos de Argumento
Já verificamos que qualquer recurso linguístico destinado a fa- zer o interlocutor dar preferência à tese do enunciador é um argu- mento. Exemplo:
Argumento de Autoridade
É a citação, no texto, de afirmações de pessoas reconhecidas pelo auditório como autoridades em certo domínio do saber, para servir de apoio àquilo que o enunciador está propondo. Esse recur- so produz dois efeitos distintos: revela o conhecimento do produtor do texto a respeito do assunto de que está tratando; dá ao texto a garantia do autor citado. É preciso, no entanto, não fazer do texto um amontoado de citações. A citação precisa ser pertinente e ver- dadeira. Exemplo:
“A imaginação é mais importante do que o conhecimento.”
Quem disse a frase aí de cima não fui eu... Foi Einstein. Para ele, uma coisa vem antes da outra: sem imaginação, não há conhe- cimento. Nunca o inverso.
LÍNGUA PORTUGUESA Alex José Periscinoto.
In: Folha de S. Paulo, 30/8/1993, p. 5-2 A tese defendida nesse texto é que a imaginação é mais impor- tante do que o conhecimento. Para levar o auditório a aderir a ela, o enunciador cita um dos mais célebres cientistas do mundo. Se um físico de renome mundial disse isso, então as pessoas devem acreditar que é verdade.
Argumento de Quantidade
É aquele que valoriza mais o que é apreciado pelo maior nú- mero de pessoas, o que existe em maior número, o que tem maior duração, o que tem maior número de adeptos, etc. O fundamento desse tipo de argumento é que mais = melhor. A publicidade faz largo uso do argumento de quantidade.
Argumento do Consenso
É uma variante do argumento de quantidade. Fundamenta-se em afirmações que, numa determinada época, são aceitas como verdadeiras e, portanto, dispensam comprovações, a menos que o objetivo do texto seja comprovar alguma delas. Parte da ideia de que o consenso, mesmo que equivocado, corresponde ao indis- cutível, ao verdadeiro e, portanto, é melhor do que aquilo que não desfruta dele. Em nossa época, são consensuais, por exemplo, as afirmações de que o meio ambiente precisa ser protegido e de que as condições de vida são piores nos países subdesenvolvidos. Ao confiar no consenso, porém, corre-se o risco de passar dos argu- mentos válidos para os lugares comuns, os preconceitos e as frases carentes de qualquer base científica.
Argumento de Existência
É aquele que se fundamenta no fato de que é mais fácil aceitar aquilo que comprovadamente existe do que aquilo que é apenas provável, que é apenas possível. A sabedoria popular enuncia o ar- gumento de existência no provérbio “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.
Nesse tipo de argumento, incluem-se as provas documentais (fotos, estatísticas, depoimentos, gravações, etc.) ou provas concre- tas, que tornam mais aceitável uma afirmação genérica. Durante a invasão do Iraque, por exemplo, os jornais diziam que o exérci- to americano era muito mais poderoso do que o iraquiano. Essa afirmação, sem ser acompanhada de provas concretas, poderia ser vista como propagandística. No entanto, quando documentada pela comparação do número de canhões, de carros de combate, de navi- os, etc., ganhava credibilidade.
Argumento quase lógico
É aquele que opera com base nas relações lógicas, como causa e efeito, analogia, implicação, identidade, etc. Esses raciocínios são chamados quase lógicos porque, diversamente dos raciocínios lógi- cos, eles não pretendem estabelecer relações necessárias entre os elementos, mas sim instituir relações prováveis, possíveis, plausí- veis. Por exemplo, quando se diz “A é igual a B”, “B é igual a C”, “en- tão A é igual a C”, estabelece-se uma relação de identidade lógica.
Entretanto, quando se afirma “Amigo de amigo meu é meu amigo”
não se institui uma identidade lógica, mas uma identidade provável.
Um texto coerente do ponto de vista lógico é mais facilmente aceito do que um texto incoerente. Vários são os defeitos que con- correm para desqualificar o texto do ponto de vista lógico: fugir do tema proposto, cair em contradição, tirar conclusões que não se fundamentam nos dados apresentados, ilustrar afirmações gerais com fatos inadequados, narrar um fato e dele extrair generalizações indevidas.
Argumento do Atributo
É aquele que considera melhor o que tem propriedades típi- cas daquilo que é mais valorizado socialmente, por exemplo, o mais raro é melhor que o comum, o que é mais refinado é melhor que o que é mais grosseiro, etc.
Por esse motivo, a publicidade usa, com muita frequência, ce- lebridades recomendando prédios residenciais, produtos de beleza, alimentos estéticos, etc., com base no fato de que o consumidor tende a associar o produto anunciado com atributos da celebrida- de. Uma variante do argumento de atributo é o argumento da competência linguística. A utilização da variante culta e formal da língua que o produtor do texto conhece a norma linguística social- mente mais valorizada e, por conseguinte, deve produzir um texto em que se pode confiar. Nesse sentido é que se diz que o modo de dizer dá confiabilidade ao que se diz.
Imagine-se que um médico deva falar sobre o estado de saúde de uma personalidade pública. Ele poderia fazê-lo das duas manei- ras indicadas abaixo, mas a primeira seria infinitamente mais adequ- ada para a persuasão do que a segunda, pois esta produziria certa estranheza e não criaria uma imagem de competência do médico:
- Para aumentar a confiabilidade do diagnóstico e levando em conta o caráter invasivo de alguns exames, a equipe médica houve por bem determinar o internamento do governador pelo período de três dias, a partir de hoje, 4 de fevereiro de 2001.
- Para conseguir fazer exames com mais cuidado e porque al- guns deles são barrapesada, a gente botou o governador no hospi- tal por três dias.
Como dissemos antes, todo texto tem uma função argumen- tativa, porque ninguém fala para não ser levado a sério, para ser ridicularizado, para ser desmentido: em todo ato de comunicação deseja-se influenciar alguém. Por mais neutro que pretenda ser, um texto tem sempre uma orientação argumentativa.
A orientação argumentativa é uma certa direção que o falante traça para seu texto. Por exemplo, um jornalista, ao falar de um homem público, pode ter a intenção de criticá-lo, de ridicularizá-lo ou, ao contrário, de mostrar sua grandeza.
O enunciador cria a orientação argumentativa de seu texto dando destaque a uns fatos e não a outros, omitindo certos episó- dios e revelando outros, escolhendo determinadas palavras e não outras, etc. Veja:
“O clima da festa era tão pacífico que até sogras e noras troca- vam abraços afetuosos.”
O enunciador aí pretende ressaltar a ideia geral de que noras e sogras não se toleram. Não fosse assim, não teria escolhido esse fato para ilustrar o clima da festa nem teria utilizado o termo até, que serve para incluir no argumento alguma coisa inesperada.
Além dos defeitos de argumentação mencionados quando tra- tamos de alguns tipos de argumentação, vamos citar outros:
LEGISLAÇÃO
1 LEI MUNICIPAL N° 1.108/99 – ESTATUTO DO SERVIDOR
PÚBLICO
LEI Nº 1108, DE 28 DE JULHO DE 1999.
MIGUEL CARVALHO, Prefeito Municipal, em exercício, de El- dorado do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. FAÇO SABER, que a Câmara Municipal aprovou e eu, no uso das atribuições legais que me confere a Lei Orgânica do Município, sanciono e promulgo a se- guinte Lei:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta lei institui o regime jurídico dos servidores públicos do Município de Eldorado do Sul.
Art. 2º Para efeitos desta lei, servidor público é pessoa legal- mente investida em Cargo Público.
Art. 3º Cargo Público é aquele criado em Lei, em número certo, com denominação própria, remunerado pelos cofres municipais, ao qual corresponde um conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas ao servidor público.
Parágrafo Único. Os cargos públicos serão de provimento efeti- vo ou em comissão.
Art. 4º A investidura em cargo público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, ressal- vadas as nomeações para os cargos em comissão, assim declarados em lei, de livre nomeação e exoneração.
§ 1º A investidura em cargo do magistério municipal será por concurso de provas e títulos.
§ 2º Somente poderão ser criados cargos de provimento em comissão para atender encargos de direção, chefia ou assessora- mento.
Art. 5º Função gratificada é a instituída por lei para atender a encargos de direção, chefia ou assessoramento, sendo privativa de servidor detentor de cargos de provimento efetivo, observados os requisitos para o exercício.
Art. 6º É vedado desempenhar pelo servidor atribuições diver- sas das de seu cargo, exceto encargos de direção, chefia ou assesso- ramento e comissões legais.
TÍTULO II
DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA CAPÍTULO I
DO PROVIMENTO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 7º São requisitos básicos para ingresso no Serviço Público Municipal:
I - ser brasileiro;
II - ter idade mínima de dezoito anos;
III - estar quite com as obrigações militares e eleitorais;
IV - gozar de boa saúde física e mental, comprovada mediante exame médico e psicotécnico;
V - ter atendido as condições prescritas em lei para o cargo.
Art. 8º Os cargos públicos serão providos por:
I - Nomeação;
II - Recondução;
III - Readaptação;
IV - Reversão;
V - Reintegração;
VI - Aproveitamento;
VII - Promoção;
VIII - Readmissão.
SEÇÃO II DO CONCURSO PÚBLICO
Art. 9º As normas gerais para realização de concurso serão es- tabelecidas em regulamento.
§ 1º O regulamento poderá estabelecer requisitos diferencia- dos de admissão quando a natureza do cargo o exigir.
§ 2º Além das normas gerais, os concursos serão regidos por instruções especiais, que deverão ser expedidas pelo órgão compe- tente, com ampla publicidade.
Art. 10 O prazo de validade do concurso será de dois anos, pror- rogável uma vez por igual prazo.
SEÇÃO III DA NOMEAÇÃO Art. 11 A nomeação será feita:
I - Em comissão, quando se tratar de cargo que, em virtude de lei assim deva ser provido;
II - Em caráter efetivo, nos demais casos.
Art. 12 A nomeação em caráter efetivo obedecerá à ordem de classificação dos candidatos no concurso público.
SEÇÃO IV
DA POSSE E DO EXERCÍCIO
Art. 13 Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura de termo pela autori- dade competente e pelo compromissando.
§ 1º A posse dar-se-á no prazo de até dez dias contados da data de publicação do ato de nomeação, podendo, a pedido, ser prorro- gado por igual período.
§ 2º No ato da posse o servidor apresentará, obrigatoriamente, declaração sobre o exercício de outro cargo, emprego ou função pública, e, nos casos que a lei indicar, declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio.
Art. 14 Exercício é o desempenho das atribuições do cargo pelo servidor.
§ 1º É de cinco dias o prazo para o servidor entrar em exercício, contados da data da posse.
§ 2º Será tornado sem efeito o ato de nomeação, se não ocor- rer a posse e o exercício, nos prazos legais.
§ 3º O exercício deve ser dado pelo chefe da repartição para a qual o servidor for designado.
Art. 15 Nos casos de reintegração, reversão e aproveitamento, o prazo de que trata o § 1º do artigo anterior será contado da data da publicação do ato.
Art. 16 A promoção, a readaptação e a recondução não inter- rompem o exercício.
Art. 17 O início, a interrupção e o reinício serão registrados no assentamento individual do servidor.
Parágrafo Único. Ao entrar em exercício, o servidor apresenta- rá ao órgão de pessoal os elementos necessários ao assentamento individual.
Art. 18 O servidor que, por prescrição legal, deva prestar cau- ção como garantia, não poderá entrar em exercício sem prévia sa- tisfação dessa exigência.
§ 1º A caução poderá ser feita por uma das modalidades se- guintes:
LEGISLAÇÃO I - Depósito em moeda corrente;
II - Garantia hipotecária;
III - Título de dívida pública;
IV - Seguro fidelidade funcional, emitido por instituição legal- mente autorizada.
§ 2º No caso de seguro, as contribuições referentes ao prêmio serão descontadas do servidor segurado, em folha de pagamento.
§ 3º Não poderá ser autorizado o levantamento da caução an- tes de tomadas as contas do servidor.
§ 4º O responsável por alcance ou desvio de material não ficará isento da ação administrativa e criminal, ainda que o valor da cau- ção seja superior ao montante do prejuízo causado.
SEÇÃO V DA ESTABILIDADE
Art. 19 Adquire a estabilidade, após três anos de efetivo exer- cício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo em vir- tude de concurso público.
Art. 20 O servidor estável só perderá o cargo:
I - Em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II - Mediante processo administrativo em que lhe seja assegu- rada ampla defesa;
III - Por excesso de contingente, na forma da legislação especí- fica. (NR);
IV - Mediante procedimento de avaliação periódica de desem- penho, assegurada ampla defesa.
Art. 21 Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 36 (trinta e seis) meses, durante o qual a sua aptidão, capacidade e desempenho serão objeto de avaliação por Comissão Especial designada para esse fim, com vista à aquisição da estabili- dade, observados os seguintes quesitos:
I - Assiduidade;
II - Pontualidade;
III - Disciplina;
IV - Eficiência;
V - Responsabilidade;
VI - Relacionamento.(NR)
§ 1º É condição, para a aquisição da estabilidade, avaliação do desempenho no estágio probatório por Comissão Especial, nos ter- mos deste artigo.(NR)
§ 2º A avaliação será realizada por trimestre e a cada uma cor- responderá um boletim.
Art. 22 A avaliação do servidor ocorrerá no efetivo exercício do cargo para o qual foi nomeado.
§ 1º Os afastamentos legais até (30) trinta dias não prejudicam a avaliação do trimestre.
§ 2º Quando os afastamentos, no período considerado, forem superiores a trinta dias, a avaliação do estágio ficará suspensa até o retomo do servidor às suas atribuições, retomando-se a contagem do tempo anterior para efeito do trimestre.
Art. 23 Três meses antes de findo o período de estágio proba- tório, realizada de acordo com o que dispuser a lei ou regulamento, a avaliação do desempenho do servidor, será submetida à homolo- gação pela autoridade competente, sem prejuízo da continuidade de apuração dos quesitos enumerados nos incisos I a VI do art. 21.
§ 1º Em todo o processo de avaliação, o servidor deverá ter vis- ta de cada boletim de estágio, podendo se manifestar sobre os itens avaliados pelas respectivas chefias, devendo apor sua assinatura.
§ 2º O servidor que não preencher alguns dos requisitos do estágio probatório deverá receber orientação adequada para que
§ 3º Sempre que se concluir pela exoneração do estagiário, ser- -lhe-á assegurada vista do processo, pelo prazo de cinco dias úteis, para apresentar defesa e indicar as provas que pretenda produzir.
§ 4º Verificado, em qualquer fase do estágio, resultado insatis- fatório por três avaliações consecutivas, será processada a exonera- ção do servidor.
§ 5º A defesa, quando apresentada, será apreciada em relató- rio conclusivo por comissão especialmente designada pelo Prefeito, podendo, também, serem determinadas diligências e ouvidas tes- temunhas.
§ 6º O servidor não aprovado no estágio probatório será exone- rado ou reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, se era está- vel, observado o disposto no art. 25 desta Lei.
Art. 24 Nos casos de cometimento de falta disciplinar, inclusive durante o primeiro e o último trimestre, o estagiário terá a sua res- ponsabilidade apurada através de sindicância ou processo adminis- trativo disciplinar, observadas as normas estatutárias, independen- temente da continuidade da apuração do estágio probatório pela Comissão Especial.
Parágrafo Único. Os servidores nomeados até a data de 04 de junho de 1998 permanecerão no sistema de avaliação do estágio probatório regido pela Lei Municipal nº 588/95.
SEÇÃO VI DA RECONDUÇÃO
Art. 25 Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado.
§ 1º A recondução decorrerá de:
I - falta da capacidade e eficiência no exercício de outro cargo de provimento efetivo; e
II - reintegração do anterior ocupante.
§ 2º A hipótese de recondução de que trata o inciso I do pa- rágrafo anterior será apurada nos termos do art. 23 desta Lei e so- mente poderá ocorrer no prazo de três anos a contar do exercício em outro cargo.
§ 3º Inexistindo vaga, serão cometidas ao servidor as atribui- ções do cargo de origem, assegurados os direitos e vantagens de- correntes, até o regular provimento.
SEÇÃO VII DA READAPTAÇÃO
Art. 26 Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidade compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica.
§ 1º A readaptação será efetivada em cargo compatível com as limitações que tenha sofrido, sem prejuízo de sua remuneração.
§ 2º Realizando-se a readaptação em cargo de padrão inferior, ficará assegurado ao servidor vencimento correspondente ao cargo que ocupava.
§ 3º Inexistindo vaga, serão cometidas ao servidor as atribui- ções do cargo indicado, até que se disponha deste para o regular provimento.
SEÇÃO VIII DA REVERSÃO
Art. 27 Reversão é o retomo do servidor aposentado por invali- dez à atividade no serviço público municipal, quando verificado que não subsistem os motivos determinantes da aposentadoria.
LEGISLAÇÃO
3
§ 2º Em nenhum caso poderá efetuar-se a reversão sem que, mediante inspeção médica, fique provada a capacidade para o exer- cício do cargo.
§ 3º Somente poderá ocorrer reversão para cargo anteriormen- te ocupado ou, se transformado, no resultante da transformação.
Art. 28 Será tornada sem efeito a reversão e cassada a apo- sentadoria do servidor que, dentro do prazo legal, não entrar no exercício do cargo para o qual haja sido revertido, salvo motivo de força maior, devidamente comprovado.
Art. 29 Não poderá reverter o servidor que contar com setenta anos de idade.
Art. 30 A reversão dará direito a contagem do tempo em que o servidor esteja aposentado, exclusivamente para nova aposenta- doria.
SEÇÃO IX DA REINTEGRAÇÃO
Art. 31 Reintegração é a investidura do servidor estável no car- go anteriormente ocupado, quando invalidada a sua demissão por decisão judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
Parágrafo Único. Reintegrado o servidor e não existindo vaga, aquele que houver ocupado o cargo será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.
SEÇÃO X
DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO Art. 32 Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o ser- vidor estável ficará em disponibilidade remunerada, com vencimen- to do cargo acrescido das vantagens permanentes.
Art. 33 O retomo à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento em cargo equivalente por sua natureza e retribuição aquele de que era titular
Parágrafo Único. No aproveitamento, terá preferência o servi- dor que estiver há mais tempo em disponibilidade e, no caso de empate, o que contar mais tempo de serviço público municipal.
Art. 34 O aproveitamento de servidor que se encontre em dis- ponibilidade há mais de doze meses dependerá da prévia compro- vação de sua capacidade física e mental, por junta médica oficial.
Parágrafo Único. Verificada a incapacidade definitiva, o servi- dor em disponibilidade será aposentado.
Art. 35 Será tomado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo le- gal, contado da publicação do ato de aproveitamento, salvo doença comprovada por inspeção médica.
SEÇÃO XI DA PROMOÇÃO
Art. 36 As promoções obedecerão às regras estabelecidas na lei que dispuser sobre os planos de carreira dos servidores municipais.
SEÇÃO XII DA VACÂNCIA Art. 37 A vacância do cargo decorrerá de:
I - Exoneração;
II - Demissão;
III - Readaptação;
IV - Recondução;
V - Aposentadoria;
VI - Falecimento;
VII - Promoção.
Art. 38 Dar-se-á a exoneração:
I - A pedido;
II - De oficio quando:
a) Se tratar de cargo em comissão;
b) De servidor estável nas hipóteses do art. 20, desta Lei;
c) Ocorrer posse de um servidor em outro cargo inacumulável, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 148 desta Lei.
d) As despesas totais com pessoal ativo e inativo excederem a sessenta por cento da receita corrente do Município.
Art. 39 A abertura de vaga ocorrerá na data da publicação da lei que criar o cargo ou do ato que formalizar qualquer das hipóteses previstas no art. 38.
Art. 40 A vacância de função gratificada dar-se-á por destitui- ção ou por dispensa, a pedido ou de oficio.
Parágrafo Único. A destituição será aplicada como penalidade, nos casos previstos nesta Lei.
TÍTULO III
DAS MUTAÇÕES FUNCIONAIS CAPÍTULO I
DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 41 Dar-se-á a substituição de titular de cargo em comissão ou de função gratificada durante o seu impedimento legal.
§ 1º Poderá ser organizada e publicada no mês de janeiro a relação de substitutos para o ano todo.
§ 2º Na falta dessa relação, a designação será feita em cada caso.
Art. 42 - O substituto fará jus ao vencimento do cargo em co- missão ou da função gratificada, a partir do primeiro dia laborado.
(Redação dada pela Lei nº 2255/2005) CAPÍTULO II DA REMOÇÃO
Art. 43 Remoção é o deslocamento do servidor de uma para outra repartição.
§ 1º A remoção poderá ocorrer:
I - A pedido, atendida a conveniência do serviço;
II - De oficio, no interesse da administração.
Art. 44 A remoção será feita por ato da autoridade competente.
Art. 45 A remoção por permuta será precedida de requerimen- to firmado por ambos os interessados.
CAPÍTULO III
DO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA
Art. 46 O exercício de função de confiança pelo servidor público efetivo, poderá correr sob a forma de função gratificada.
§ 1º Fica estabelecido que 5% ( cinco por cento), no mínimo, dos cargos em comissão, serão ocupados por servidores efetivos.
§ 2º Ao servidor efetivo, no exercício da função de confiança, será facultado optar pelo cargo em comissão ou pelo recebimento da função gratificada. (Redação dada pela Lei nº 3341/2010)
Art. 47 A função gratificada é instituída por lei para atender encargos de direção, chefia ou assessoramento.
Parágrafo Único. A função gratificada poderá também ser cria- da em paralelo com o cargo em comissão, como forma alternativa de provimento da posição de confiança.
Art. 48 A designação para o exercício da função gratificada, que nunca será cumulativa com o cargo em comissão, será feita por ato expresso da autoridade competente.
CONHECIMENTOS GERAIS CULTURA POPULAR, PERSONALIDADES, PONTOS TU-
RÍSTICOS, ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E TERRITORIAL, DIVISÃO POLÍTICA, REGIÕES ADMINISTRATIVAS, RE- GIONALIZAÇÃO DO IBGE, HIERARQUIA URBANA, SÍM-
BOLOS, ESTRUTURA DOS PODERES, FAUNA E FLORA LOCAIS, HIDROGRAFIA E RELEVO, MATRIZ PRODUTI- VA, MATRIZ ENERGÉTICA E MATRIZ DE TRANSPORTE,
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO, HISTÓRIA E GEOGRA- FIA DO ESTADO, DO MUNICÍPIO E DA REGIÃO QUE O
CERCA
Histórico do Brasil e Informações Mundiais Fundação
A descoberta do Brasil, em 22 de abril de 1500, pela esqua- dra comandada por Pedro Álvares Cabral, com destino às Índias, integra o ciclo da expansão marítima portuguesa. Inicialmente denominada Terra de Vera Cruz, depois Santa Cruz e, finalmen- te, Brasil, a nova terra foi explorada a princípio em função da extração do pau-brasil, madeira de cor vermelha usada em tin- turaria na Europa, e que deu o nome à terra.
Várias expedições exploradoras (Gonçalo Coelho, Gaspar de Lemos) e guarda-costas (Cristóvão Jacques) foram enviadas pelo rei de Portugal, a fim de explorar o litoral e combater pira- tas e corsários, principalmente franceses, para garantir a posse da terra. O sistema de feitorias, já utilizado no comércio com a África e a Ásia, foi empregado tanto para a defesa como para realizar o escambo (troca) do pau-brasil com os indígenas. A exploração do pau-brasil, monopólio da Coroa portuguesa, foi concedida ao cristão-novo Fernão de Noronha.
A partir de 1530, tem início a colonização efetiva, com a expedição de Martim Afonso de Sousa, cujos efeitos foram o melhor reconhecimento da terra, a introdução do cultivo da ca- na-de-açúcar e a criação dos primeiros engenhos, instalados na recém-fundada cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, que no século 16 chegou a ter treze engenhos de açúcar. A eco- nomia açucareira, entretanto, vai se concentrar no Nordeste, principalmente em Pernambuco. Estava baseada no tripé lati- fúndio--monocultura--escravidão. A cana-de-açúcar, no Nordes- te, era cultivada e beneficiada em grandes propriedades, que empregavam mão-de-obra dos negros africanos trazidos como escravos, e destinava-se à exportação.
Ao lado do ciclo da cana-de-açúcar, ocorrido na zona da mata, desenvolveu-se o ciclo do gado. A pecuária aos poucos ocupou toda a área do agreste e do sertão nordestinos e a bacia do rio São Francisco. No século 18, o ciclo da mineração do ouro e dos diamantes em Minas Gerais levou à ocupação do interior da colônia. A sociedade mineradora era mais diversificada do que a sociedade açucareira, extremamente ruralizada. Na zona mineira, ao lado dos proprietários e escravos, surgiram classes intermediárias, constituídas por comerciantes, artesãos e fun- cionários da Coroa.
Política e administrativamente a colônia estava subordina- da à metrópole portuguesa, que, para mais facilmente ocupá-la, adotou, em 1534, o sistema de capitanias hereditárias. Consis- tia na doação de terras pelo rei de Portugal a particulares, que se comprometiam a explorá-las e povoá-las. Apenas duas capi- tanias prosperaram: São Vicente e Pernambuco. As capitanias hereditárias somente foram extintas em meados do século 18.
Em 1548, a Coroa portuguesa instituiu o governo geral, para melhor controlar a administração da colônia. O governador-ge- ral Tomé de Sousa possuía extensos poderes, e administrava em nome do rei a capitania da Bahia, cuja sede, Salvador -- primeira cidade fundada no Brasil, foi também sede do governo geral até 1763, quando a capital da colônia foi transferida para o Rio de Janeiro. A administração local era exercida pelas câmaras mu- nicipais, para as quais eram eleitos os colonos ricos, chamados
“homens bons”.
O papel da Igreja Católica era da mais alta importância. A ela cabiam tarefas administrativas, a assistência social, o ensino e a catequese dos indígenas. Dentre as diversas ordens religiosas, destacaram-se os jesuítas.
Invasões estrangeiras. Durante o período colonial, o Brasil foi alvo de várias incursões estrangeiras, sobretudo de france- ses, ingleses e holandeses. Os franceses chegaram a fundar, em 1555, uma colônia, a França Antártica, na ilha de Villegaignon, na baía de Guanabara. Somente foram expulsos em 1567, em combate do qual participou Estácio de Sá, fundador da cidade do Rio de Janeiro (1565). Mais tarde, entre 1612 e 1615, nova- mente os franceses tentaram estabelecer uma colônia no Brasil, desta vez no Maranhão, chamada França Equinocial.
Os holandeses, em busca do domínio da produção do açúcar (do qual eram os distribuidores na Europa), invadiram a Bahia, em 1624, sendo expulsos no ano seguinte. Em 1630, uma nova invasão holandesa teve como alvo Pernambuco, de onde esten- deu-se por quase todo o Nordeste, chegando até o Rio Grande do Norte. Entre 1637 e 1645, o Brasil holandês foi governado pelo conde Maurício de Nassau, que realizou brilhante adminis- tração. Em 1645, os holandeses foram expulsos do Brasil, no epi- sódio conhecido como insurreição pernambucana.
Expansão geográfica
Durante o século 16, foram organizadas algumas entradas, expedições armadas ao interior, de caráter geralmente oficial, em busca de metais preciosos. No século seguinte, expedições particulares, conhecidas como bandeiras, partiram especial- mente de São Paulo, com três objetivos: a busca de índios para escravizar; a localização de agrupamentos de negros fugidos (quilombos), para destruí-los; e a procura de metais preciosos.
As bandeiras de caça ao índio (Antônio Raposo Tavares, Sebas- tião e Manuel Preto) atingiram as margens do rio Paraguai, onde arrasaram as “reduções” (missões) jesuíticas. Em 1695, depois de quase um século de resistência, foi destruído Palmares, o mais célebre quilombo do Brasil, por tropas comandadas pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
Datam do final do século 17 as primeiras descobertas de jazidas auríferas no interior do território, nas chamadas Minas Gerais (Antônio Dias Adorno, Manuel de Borba Gato), em Goiás (Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera) e Mato Grosso (Pas- coal Moreira Cabral), onde foram estabelecidas vilas e povoa- ções. Mais tarde, foram encontrados diamantes em Minas Ge- rais. Um dos mais célebres bandeirantes foi Fernão Dias Pais, o caçador de esmeraldas.
Ao mesmo tempo que buscavam o oeste, os bandeirantes ultrapassaram a vertical de Tordesilhas, a linha imaginária que, desde 1494, separava as terras americanas pertencentes a Por- tugal e à Espanha, contribuindo para alargar o território brasilei- ro. As fronteiras ficaram demarcadas por meio da assinatura de
CONHECIMENTOS GERAIS
2 atuais. Nas negociações com a Espanha, Alexandre de Gusmão defendeu o princípio do uti possidetis, o que assegurou a Portu- gal as terras já conquistadas e ocupadas.
Revoltas coloniais
Desde a segunda metade do século 17, explodiram na colô- nia várias revoltas, geralmente provocadas por interesses eco- nômicos contrariados. Em 1684, a revolta dos Beckman, no Ma- ranhão, voltou-se contra o monopólio exercido pela Companhia de Comércio do Estado do Maranhão.
Já no século 18, a guerra dos emboabas envolveu paulistas e
“forasteiros” na zona das minas; a guerra dos mascates opôs os comerciantes de Recife aos aristocráticos senhores de engenho de Olinda; e a revolta de Vila Rica, liderada por Filipe dos Santos, em 1720, combateu a instituição das casas de fundição e a co- brança de novos impostos sobre a mineração do ouro.
Os mais importantes movimentos revoltosos desse século foram a conjuração mineira e a conjuração baiana, as quais pos- suíam, além do caráter econômico, uma clara conotação polí- tica. A conjuração mineira, ocorrida em 1789, também em Vila Rica, foi liderada por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiraden- tes, que terminou preso e enforcado, em 1792. Pretendia, entre outras coisas, a independência e a proclamação de uma repú- blica. A conjuração baiana -- também chamada revolução dos alfaiates, devido à participação de grande número de elementos das camadas populares (artesãos, soldados, negros libertos) --, ocorrida em 1798, tinha ideias bastante avançadas para a época, inclusive a extinção da escravidão. Seus principais líderes foram executados. Mais tarde, estourou outro importante movimento de caráter republicano e separatista, conhecido como revolução pernambucana de 1817.
Independência. Em 1808, ocorreu a chamada “inversão bra- sileira”, isto é, o Brasil tornou-se a sede da monarquia portu- guesa, com a transferência da família real e da corte para o Rio de Janeiro, fugindo da invasão napoleônica na península ibérica.
Ainda na Bahia, o príncipe regente D. João assinou o tratado de abertura dos portos brasileiros ao comércio das nações amigas, beneficiando principalmente a Inglaterra. Terminava assim o monopólio português sobre o comércio com o Brasil e tinha iní- cio o livre-cambismo, que perduraria até 1846, quando foi esta- belecido o protecionismo.
Além da introdução de diversos melhoramentos (Imprensa Régia, Biblioteca Pública, Academia Militar, Jardim Botânico, fa- culdades de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia e outros), no governo do príncipe regente D. João (que passaria a ter o título de D. João VI a partir de 1816, com o falecimento da rainha D.
Maria I) o Brasil foi elevado à categoria de reino e teve anexadas a seu território a Guiana Francesa e a Banda Oriental do Uru- guai, que tomou o nome de província Cisplatina.
A partir de 1821, com a volta do rei e da corte para Por- tugal, o Brasil passou a ser governado pelo príncipe regente D.
Pedro. Atendendo principalmente aos interesses dos grandes proprietários rurais, contrários à política das Cortes portugue- sas, que desejavam recolonizar o Brasil, bem como pretenden- do libertar-se da tutela da metrópole, que visava diminuir-lhe a autoridade, D. Pedro proclamou a independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, na província de São Paulo. É importante destacar o papel de José Bonifácio de Andrada e Silva, à frente do chamado Ministério da Independência, na articulação do movimento separatista.
Primeiro reinado. Aclamado imperador do Brasil, D. Pedro I tratou de dar ao país uma constituição, outorgada em 1824.
No início do seu reinado, ocorreu a chamada “guerra da inde-
pendência”, contra as guarnições portuguesas sediadas princi- palmente na Bahia. Em 1824, em Pernambuco, a confederação do Equador, movimento revoltoso de caráter republicano e se- paratista, questionava a excessiva centralização do poder políti- co nas mãos do imperador, mas foi prontamente debelado. Em 1828, depois da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, o Brasil reconheceu a independência do Uruguai.
Depois de intensa luta diplomática, em que foi muito impor- tante a intervenção da Inglaterra, Portugal reconheceu a inde- pendência do Brasil. Frequentes conflitos com a Assembleia e interesses dinásticos em Portugal levaram D. Pedro I, em 1831, a abdicar do trono do Brasil em favor do filho D. Pedro, então com cinco anos de idade.
Período regencial. O reinado de D. Pedro II teve início com um período regencial, que durou até 1840, quando foi procla- mada a maioridade do imperador, que contava cerca de quinze anos. Durante as regências, ocorreram intensas lutas políticas em várias partes do país, quase sempre provocadas pelos cho- ques entre os interesses regionais e a concentração do poder no Sudeste (Rio de Janeiro). A mais importante foi a guerra dos farrapos ou revolução farroupilha, movimento republicano e se- paratista ocorrido no Rio Grande do Sul, em 1835, e que só ter- minou em 1845. Além dessa, ocorreram revoltas na Bahia (Sabi- nada), no Maranhão (Balaiada) e no Pará (Cabanagem).
Segundo reinado. O governo pessoal de D. Pedro II começou com intensas campanhas militares, a cargo do general Luís Alves de Lima e Silva, que viria a ter o título de duque de Caxias, com a finalidade de pôr termo às revoltas provinciais. A partir daí, a política interna do império brasileiro viveu uma fase de relativa estabilidade, até 1870.
A base da economia era a agricultura cafeeira, desenvolvida a partir de 1830, no Sudeste, inicialmente nos morros como o da Tijuca e a seguir no vale do Paraíba fluminense (província do Rio de Janeiro), avançando para São Paulo (vale do Paraíba e oeste paulista). Até 1930, o ciclo do café constituiu o principal gerador da riqueza brasileira. A partir da década de 1850, graças aos em- preendimentos de Irineu Evangelista de Sousa, o barão e depois visconde de Mauá, entre os quais se destaca a construção da primeira estrada de ferro brasileira, ocorreu um primeiro surto de industrialização no país.
A base social do império era a escravidão. Desde o período colonial, os negros escravos constituíam a principal, e quase ex- clusiva, mão-de-obra no Brasil. As restrições ao tráfico negreiro começaram por volta de 1830, por pressões da Inglaterra, então em plena revolução industrial. Finalmente, em 1888, após in- tensa campanha abolicionista, a chamada Lei Áurea declarava extinta a escravidão no país. Nesse período, houve uma grande imigração para o Brasil, sobretudo de alemães e italianos.
Na política externa, sobressaíram as guerras do Prata, em que o Brasil enfrentou o Uruguai e a Argentina, e a da Trípli- ce Aliança ou do Paraguai, que reuniu o Brasil, a Argentina e o Uruguai numa coligação contra o ditador paraguaio Solano Ló- pez. A guerra do Paraguai (1864--1870), um dos episódios mais sangrentos da história americana, terminou com a vitória dos aliados.
A partir de 1870, a monarquia brasileira enfrentou sucessi- vas crises (questão religiosa, questão militar, questão da aboli- ção), que culminaram com o movimento militar, liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que depôs o imperador e procla- mou a república, em 15 de novembro de 1889.
CONHECIMENTOS GERAIS República Velha. A Primeira República, ou República Velha,
estendeu-se de 1889 até 1930. Sob a chefia do marechal Deo- doro, foi instalado um governo provisório, que convocou uma assembleia constituinte para elaborar a primeira constituição republicana, promulgada em 1891. Os governos do marechal Deodoro, e, depois, do marechal Floriano Peixoto foram plenos de conflitos com o Legislativo e rebeliões, como as duas revoltas da Armada.
Com a eleição de Prudente de Morais, tem início a chamada
“política do café com leite”, segundo a qual os presidentes da República seriam escolhidos dentre os representantes dos esta- dos mais ricos e populosos -- São Paulo e Minas Gerais -- prática que foi seguida, quase sem interrupções, até 1930.
A economia agrário-exportadora continuou dominante. O café representava a principal riqueza brasileira, e os fazendeiros paulistas constituíam a oligarquia mais poderosa. As classes mé- dias eram pouco expressivas e começava a existir um embrião de proletariado. Por ocasião da primeira guerra mundial (1914-- 1918), ocorreu um surto de industrialização, em função da subs- tituição de importações europeias por produtos fabricados no Brasil.
A partir da década de 1920, o descontentamento dos mili- tares explodiu em uma série de revoltas, destacando-se a mar- cha da coluna Prestes, entre 1924 e 1927, que percorreu grande parte do Brasil. As oligarquias alijadas do poder central também se mostravam insatisfeitas. Quando ocorreu a crise de 1929 -- iniciada com o crash da bolsa de Nova York --, com seus reflexos negativos sobre os preços do café, a desorganização da econo- mia, as divergências político-eleitorais das oligarquias dominan- tes e as aspirações de mudança de amplos setores da sociedade provocaram a deflagração da revolução de 1930, que levou Ge- túlio Vargas ao poder.
República Nova
Sob a chefia de Getúlio Vargas, foi instaurado um governo provisório que durou até 1934. Embora vitorioso sobre a revo- lução constitucionalista de 1932, ocorrida em São Paulo, Vargas viu-se obrigado a convocar uma assembleia constituinte, que deu ao país uma nova constituição (1934), de cunho liberal.
Em 1935, a Aliança Nacional Libertadora (ANL) promoveu uma revolta militar, conhecida como intentona comunista.
Aproveitando-se de uma conjuntura favorável, Vargas deu um golpe de estado, em 1937, fechando o Congresso e estabele- cendo uma ditadura de cunho corporativo-fascista, denominada Estado Novo, regida por uma carta outorgada, de caráter auto- ritário. Vargas governou até 1945, quando foi deposto por novo golpe militar.
Durante seu governo, incentivou-se a industrialização, inclu- sive com a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional, foi es- tabelecida uma legislação trabalhista, reorganizou-se o aparelho administrativo do Estado, com a criação de novos ministérios, e cuidou-se da previdência social, entre outros melhoramentos.
Terceira República. As eleições de 1945 apontaram o gene- ral Eurico Gaspar Dutra como o novo presidente da República.
Em seu governo, o Brasil ganhou uma nova constituição, foi mo- dernizada a estrada de rodagem entre o Rio de Janeiro e São Paulo (rodovia Presidente Dutra) e começou o aproveitamento hidrelétrico da cachoeira de Paulo Afonso.
Nesse período, firmaram-se os três grandes partidos que ti-
(PTB), o Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN). O Partido Comunista Brasileiro (PCB) foi posto na ilegalidade.
Em 1951, Vargas, candidato do PTB, voltou ao poder, elei- to pelo voto popular. Em seu segundo governo, destacou-se a criação da Petrobrás, empresa estatal destinada a monopolizar a pesquisa, extração e refino do petróleo. Foi um período con- turbado, que teve no atentado da rua Tonelero (dirigido ao jor- nalista Carlos Lacerda, mas em que morreu um oficial da Aero- náutica) um dos seus episódios mais importantes. Pressionado pelas classes conservadoras, e ameaçado de deposição por seus generais, Vargas suicidou-se em 24 de agosto de 1954.
A eleição de Juscelino Kubitschek de Oliveira, candidato do PSD, inaugurou a era do desenvolvimentismo. Durante seu go- verno, orientado pelo Plano de Metas, construiu-se a nova ca- pital, Brasília, inaugurada em 21 de abril de 1960; foram aber- tas numerosas estradas, ligando a capital às diversas regiões do país, entre as quais a Belém--Brasília; implantou-se a indústria automobilística; e foi impulsionada a construção das grandes usinas hidrelétricas de Três Marias e Furnas. A sucessão pre- sidencial coube a Jânio Quadros, apoiado pela UDN, que, após sete meses de governo, renunciou.
A subida de João Goulart ao poder contrariou as classes con- servadoras e altos chefes militares. No início de seu governo, o Brasil viveu uma curta experiência parlamentarista, solução en- contrada para dar posse a Goulart. Foi um período marcado por greves e intensa agitação sindical. O presidente terminou sendo deposto pelos militares, com apoio da classe média, em 1964.
Regime militar. Os governos militares preocuparam-se so- bretudo com a segurança nacional. Editaram vários atos ins- titucionais e complementares, promovendo modificações no funcionamento do Congresso e tomando medidas de caráter econômico, financeiro e político. Os partidos políticos tradicio- nais foram extintos, e criadas duas novas agremiações políticas, a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Demo- crático Brasileiro (MDB).
Em 1967, promulgou-se nova constituição, que estabeleceu um poder executivo ainda mais forte. Com o crescimento da agi- tação estudantil e operária, foi editado o Ato Institucional nº 5, que fechou o Congresso. Em 1969, a Emenda Constitucional nº 1 deu ao país praticamente uma nova carta política.
No campo do desenvolvimento econômico, as atenções dos governantes e dos tecnocratas voltaram-se prioritariamente para o combate à inflação, que atingira níveis alarmantes; para a construção de obras de infra-estrutura, sobretudo nas áreas de transportes -- como a rodovia Transamazônica e a ponte Rio--Ni- terói (oficialmente, ponte Presidente Costa e Silva) --, de comu- nicações -- com a implantação do sistema de comunicação por satélite -- e de energia, com a construção da usina hidrelétrica de Itaipu -- por meio de um convênio com o Paraguai -- e com a assinatura de um acordo com a Alemanha para a construção de usinas nucleares.
O governo Geisel iniciou um processo de abertura demo- crática, lenta e gradual, desembocando na anistia política, que permitiu a volta ao país de numerosos exilados. Em seguida à anistia, veio o fim do bipartidarismo, e foram criados vários par- tidos políticos. No final da década de 1970, o movimento popu- lar e sindical tomou um novo alento, o que levaria, nos primeiros anos da década seguinte, ao movimento das “diretas já”, que, embora não fosse vitorioso, permitiu em 1985 a eleição indireta pelo Congresso de Tancredo Neves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), para a presidência da República.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO
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CONJUNTOS NUMÉRICOS: NÚMEROS NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS, IRRACIONAIS E REAIS: OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS (ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO) PROPRIEDADES
DAS OPERAÇÕES, MÚLTIPLOS E DIVISORES, NÚMEROS PRIMOS, MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM, MÁXIMO DIVISOR COMUM
Conjunto dos números inteiros - z
O conjunto dos números inteiros é a reunião do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...},(N C Z); o conjunto dos opos- tos dos números naturais e o zero. Representamos pela letra Z.
N C Z (N está contido em Z) Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Z* Conjunto dos números inteiros não nulos
+ Z+ Conjunto dos números inteiros não negativos
* e + Z*+ Conjunto dos números inteiros positivos
- Z_ Conjunto dos números inteiros não positivos
* e - Z*_ Conjunto dos números inteiros negativos
Observamos nos números inteiros algumas características:
• Módulo: distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |. O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
• Números Opostos: dois números são opostos quando sua soma é zero. Isto significa que eles estão a mesma distância da origem (zero).
Somando-se temos: (+4) + (-4) = (-4) + (+4) = 0 Operações
• Soma ou Adição: Associamos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de perder.
ATENÇÃO: O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser dispensado.
• Subtração: empregamos quando precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade; temos duas quantidades e queremos saber quanto uma delas tem a mais que a outra; temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a outra. A subtração é a operação inversa da adição. O sinal sempre será do maior número.
ATENÇÃO: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ..., entre outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal invertido, ou seja, é dado o seu oposto.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo:
(FUNDAÇÃO CASA – AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso ade- quado dos materiais em geral e dos recursos utilizados em ativida- des educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa.
Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Resolução:
50-20=30 atitudes negativas 20.4=80
30.(-1)=-30 80-30=50 Resposta: A
• Multiplicação: é uma adição de números/ fatores repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras.
• Divisão: a divisão exata de um número inteiro por outro nú- mero inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
ATENÇÃO:
1) No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa e não tem a propriedade da existência do elemento neutro.
2) Não existe divisão por zero.
3) Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é igual a zero.
Na multiplicação e divisão de números inteiros é muito impor- tante a REGRA DE SINAIS:
Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre positivo.
Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre negativo.
Exemplo:
(PREF.DE NITERÓI) Um estudante empilhou seus livros, obten- do uma única pilha 52cm de altura. Sabendo que 8 desses livros possui uma espessura de 2cm, e que os livros restantes possuem espessura de 3cm, o número de livros na pilha é:
(A) 10 (B) 15 (C) 18 (D) 20 (E) 22 Resolução:
São 8 livros de 2 cm: 8.2 = 16 cm
Como eu tenho 52 cm ao todo e os demais livros tem 3 cm,
36 : 3 = 12 livros de 3 cm
O total de livros da pilha: 8 + 12 = 20 livros ao todo.
Resposta: D
• Potenciação: A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado a base e o número n é o expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é multi- plicado por a n vezes. Tenha em mente que:
– Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente par é um número inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um nú- mero inteiro negativo.
Propriedades da Potenciação
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e somam-se os expoentes. (–a)3 . (–a)6 = (–a)3+6 = (–a)9
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes. (-a)8 : (-a)6 = (-a)8 – 6 = (-a)2
3) Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes. [(-a)5]2 = (-a)5 . 2 = (-a)10
4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-a)1 = -a e (+a)1 = +a
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual a 1. (+a)0 = 1 e (–b)0 = 1
Conjunto dos números racionais – Q
Um número racional é o que pode ser escrito na forma mn, onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de m por n.
N C Z C Q (N está contido em Z que está contido em Q) Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Q* Conjunto dos números
racionais não nulos
+ Q+ Conjunto dos números
racionais não negativos
* e + Q*+ Conjunto dos números
racionais positivos
- Q_ Conjunto dos números
racionais não positivos
* e - Q*_ Conjunto dos números
racionais negativos Representação decimal
Podemos representar um número racional, escrito na forma de
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO
3
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
5 2 = 0,4
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
3
1 = 0,333...
Representação Fracionária
É a operação inversa da anterior. Aqui temos duas maneiras possíveis:
1) Transformando o número decimal em uma fração numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado.
Ex.:0,035 = 35/1000
2) Através da fração geratriz. Aí temos o caso das dízimas periódicas que podem ser simples ou compostas.
– Simples: o seu período é composto por um mesmo número ou conjunto de números que se repeti infinitamente.
Exemplos:
Procedimento: para transformarmos uma dízima periódica simples em fração basta utilizarmos o dígito 9 no denominador para cada quantos dígitos tiver o período da dízima.
– Composta: quando a mesma apresenta um ante período que não se repete.
a)
Procedimento: para cada algarismo do período ainda se coloca um algarismo 9 no denominador. Mas, agora, para cada algarismo do antiperíodo se coloca um algarismo zero, também no denominador.