• Nenhum resultado encontrado

Universidade de São Paulo

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Universidade de São Paulo"

Copied!
67
0
0

Texto

(1)

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Departamento de História

M EMORIAL C IRCUNSTANCIADO

P

ARA A

S

OLICITAÇÃO DE

P

ROGRESSÃO DE NÍVEL NA CARREIRA

D

OCENTE

SETEMBRO DE 2006 A SETEMBRO DE 2011

E

DUARDO

N

ATALINO DOS

S

ANTOS

São Paulo, outubro de 2011

(2)

Dados pessoais

Nome Eduardo Natalino dos Santos Processo 2006.1.2077.8.3 Função Prof. Dr. ref. MS-3 em R.D.I.D.P.

Data da nomeação 18 de setembro de 2006 Número funcional 307878

R.G. 17.196.140 C.P.F. 106.486.038-90 Data de nascimento 24 de dezembro de 1969

Endereço residencial Rua Machado de Assis, 572 – Vila Mariana – São Paulo – SP Telefones (11) 5082 3959 e (11) 7562 3753

Endereço eletrônico [email protected]

(3)

Sumário

 

I – Docência e orientação de trabalhos na graduação... 5

 

1 – Disciplinas ministradas ... 5 

2 – Orientações... 6 

II – Docência e orientação de trabalhos na pós‐graduação 7

 

1 – Disciplina na Pós‐graduação ... 7

 

2 – Orientações de mestrado... 7 

3 – Bancas examinadoras... 7 

III – Pesquisa... 10

 

1 – Projeto de pesquisa individual (Resumo)... 10 

2 – Resultados parciais da pesquisa ... 12 

A – Publicação de livro ... 12 

B – Disciplina no Programa de Pós‐graduação em História Social ... 12 

C – Artigos completos publicados ou aceitos para publicação .. 13 

D – Capítulos de livros ... 16 

E – Congressos, simpósios, seminários, colóquios e oficinas ... 17 

(4)

IV  –  Política  científica  funções  universitárias  de  gestão 

acadêmico‐administrativa ... 27

 

1 – Participação em comissões... 27 

2 – Revista de História ... 28 

3 – Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP... 28 

4 – Centro de Estudos Ameríndios da USP... 31 

V – Atividades de extensão ... 32

 

Anexo  –  Versão  completa  do  projeto  de  pesquisa 

individual em andamento ... 35

 

(5)

Nota introdutória

Este memorial contém a descrição sumária das principais atividades que desenvolvi como Professor-Doutor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) nos últimos cinco anos, ou seja, desde minha admissão, em 19 de setembro de 2006, até o final de setembro de 2011. Sua organização e divisão interna pautaram-se pelos itens que foram tomados pela Congregação Extraordinária da FFLCH, realizada em 15 de setembro de 2011, como os critérios e elementos de avaliação a serem adotados para a Progressão de Nível na Carreira Docente, ou seja, a docência e orientação de trabalhos na graduação; a docência e orientação de trabalhos na pós-graduação; a pesquisa; a política científica e as funções universitárias de gestão acadêmico-administrativa; as atividades de extensão . Além disso, a versão integral de meu projeto de pesquisa individual encontra-se ao final, sob a forma de anexo.

(6)

I – Docência e orientação de trabalhos  na graduação 

1 – Disciplinas ministradas 

Durante o período abrangido por este memorial, ministrei as seguintes disciplinas e turmas para o curso de graduação em História:

História da Cultura I (FLH 0447) – 2º. semestre de 2006 – 1 turma (período noturno);

História da América Colonial (FLH 0643) – 1º. semestre de 2007 – 2 turmas (períodos vespertino e noturno)

História da América Pré-hispânica (FLH 0429) – 2º. semestre de 2007 – 1 turma (período noturno)

História da América Colonial (FLH 0643) – 1º. semestre de 2008 – 2 turmas (períodos vespertino e noturno).

História da América Pré-hispânica (FLH 0429) – 2º. semestre de 2008 – 1 turma (período vespertino)

História da América Colonial (FLH 0643) – 1º. semestre de 2009 – 2 turmas (períodos vespertino e noturno)

História da América Pré-hispânica (FLH 0429) – 2º. semestre de 2009 – 1 turma (período vesper

• tino)

História da América Pré-hispânica (FLH 0429) – 2º. semestre de 2010 – 2 turmas (períodos vespertino e noturno)

História da América Pré-hispânica (FLH 0429) – 2º. semestre de 2011 – 2 turmas (períodos vespertino e noturno)

No total do período – contando com as duas turmas em andamento –, ministrei 3 diferentes disciplinas para 14 turmas de graduação. Além disso, desde o primeiro semestre de 2008, também tenho ministrado as disciplinas Introdução à Pesquisa em História I e II (FLH 0639 e FLH 0642, respectivamente) para vários alunos de graduação. Vale ressaltar que a disciplina História da América Pré-hispânica, para a qual fui contratado, não existia em nosso Departamento e que o seu programa foi, dessa forma, formulado por mim, assim como a disciplina História indígena colonial

(7)

(FLH0127), cujo credenciamento foi aprovado recentemente e que será ministrada por mim no próximo semestre.

2 – Orientações 

Além das atividades de graduação desenvolvidas no Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP, que serão relacionadas mais abaixo, orientei ou oriento os seguintes alunos e trabalhos no nível de Iniciação Científica nesses últimos cinco anos:

• Carla de Jesus Carbone, que desenvolveu com bolsa de estudos uma pesquisa intitulada Chicomoztoc, o lugar das sete covas: a origem dos povos nahuas nas narrativas históricas de indígenas dos séculos XVI e XVII, entre 2007 e 2009;

• Sofia Carneiro Guimarães, que desenvolveu com bolsa de estudos uma pesquisa bibliográfica sobre o conceito de conversão religiosa nas obras dos pesquisadores que se dedicaram ao estudo desse processo histórico na Nova Espanha do século XVI, entre 2009 e 2010;

• Eduardo Henrique Gorobets Martins, que desenvolve com bolsa de estudo, desde finais de 2009, uma pesquisa sobre a concepção de história mexica nos códices nahuas, mais especificamente, nos códices Aubin, Boturini e Mendoza;

• Ana Cristina de Vasconcelos Lima, que desenvolve, desde meados de 2011, uma pesquisa sobre a concepção de história dos povos mixtecos por meio da análise de códices pictoglíficos pré-hispânicos.

Além desses orientandos de Iniciação Científica, como mencionado no item anterior, também tenho realizado atividades com outros alunos de graduação nestes últimos cinco anos, por meio das disciplinas Introdução à Pesquisa em História I e II.

(8)

II – Docência e orientação de trabalhos  na pós‐graduação 

1 – Disciplina na Pós‐graduação 

Ministrei a disciplina História e cosmogonia segundo as elites indígenas da Mesoamérica e Andes, época pré-hispânica e colonial (FLH 5187) no primeiro semestre de 2010 e no primeiro de 2011 no Programa de Pós-graduação em História Social (PPGHS). Os temas e problemas abordados nessa disciplina relacionam-se estreitamente com os de minha atual pesquisa – cujo projeto será apresentado mais adiante e que fora entregue à CERT na ocasião de meu ingresso no Departamento de História da FFLCH – e, também, com os trabalhos de mestrado que começo a orientar, como será visto abaixo.

2 – Orientações de mestrado 

Comecei a orientar pesquisas em nível de mestrado no Programa de Pós-graduação em História Social a partir de 2010. Desde então, conto com três orientandos:]

• Carla de Jesus Carbone, que fora minha orientanda de Iniciação Científica e que continua com a pesquisa sobre Chicomoztoc, o lugar das sete covas: a origem dos povos nahuas nas narrativas históricas de indígenas dos séculos XVI e XVII, realizada em fontes alfabéticas e pictoglíficas coloniais de origem nahua;

• Joyce Pinto Almeida Carvalho, que analisa as Concepções do humano entre os maias das terras altas e baixas durante os séculos XVI e XVII em escritos coloniais maias;

• Raimundo Marques Neto, que investiga as entradas quinhentista que partiram dos Andes Centrais em direção à Alta Amazônia num trabalho intitulado Adiante, haverá províncias grandiosas: as entradas espanholas e os primeiros contatos com os povos indígenas amazônicos no século XVI.

3 – Bancas examinadoras 

No período abrangido por este memorial, participei das seguintes bancas examinadoras:

(9)

Exame de qualificação, nível doutorado, de Márcia Helena Alvim, orientanda da Professora Silvia Fernanda de Mendonça Figuerôa. Programa de Pós-graduação em Ensino e História de Ciências da Terra, Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (2006);

Exame de qualificação, nível mestrado, de Alexandre Camera Varella, orientando do Professor Henrique Soares Carneiro. Programa de Pós-graduação em História Social, FFLCH/USP (2007);

Exame de qualificação, nível doutorado, de Gláucia Cristiani Montoro, orientanda do Professor Leandro Karnal. Programa de Pós- graduação em História, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (2007);

Defesa da tese Dos céus e da terra: astrologia judiciária e descrição da superfície terrestre nos relatos missionários da Nova Espanha do século XVI, de Márcia Helena Alvim, orientanda da Professora Silvia Fernanda de Mendonça Figuerôa. Programa de Pós-graduação em Ensino e História de Ciências da Terra, Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (2007);

Defesa da tese Memórias fragmentadas: novos aportes à história de confecção e formação do códice Teleriano Remensis. Estudo Codicológico, de Gláucia Cristiani Montoro, orientanda do Professor Leandro Karnal.

Programa de Pós-graduação em História, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (2007);

Exame de qualificação, nível mestrado, de João Luiz Fukunaga, orientando do Professor Fernando Torres Londoño. Programa de Estudos Pós-graduados em História, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008);

Exame de qualificação, nível mestrado, de Karen Alejandra Arriagada Valdivia, orientanda do Professor Fernando Torres Londoño.

Programa de Estudos Pós-graduados em Ciências da Religião, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008);

Defesa da dissertação A crônica mexicana de Hernando Alvarado Tezozomoc e as redes de inteligibilidade da memória, 1538–1598, de João Luiz Fukunaga, orientando do Professor Fernando Torres Londoño.

Programa de Estudos Pós-graduados em História, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 3 de novembro de 2008;

Defesa da dissertação Sahagún e as festas agrícolas mexicas: em busca de um sentido, de Karen Alejandra Arriagada Valdivia, orientando

(10)

do Professor Fernando Torres Londoño. Programa de Estudos Pós- graduados em Ciências da Religião, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 3 de novembro de 2008;

Defesa da dissertação Civilidade, cultura e comércio: os princípios fundamentais da política indigenista na Amazônia (1614-1757), de Camila Loureiro Dias, orientanda do Professor Rafael de Bivar Marquese.

Programa de Pós-graduação em História Social, Departamento de História da FFLCH da USP, 17 de abril de 2009;

Exame de qualificação, nível mestrado, de Adriana Araújo Madeira, orientanda da Professora Maria Beatriz Borba Florenzano. Programa de Pós-graduação em Arqueologia, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 9 de dezembro de 2009;

Defesa da dissertação Os mexicas em época de conquista:

enunciações de sua alteridade pelos espanhóis e tezcocanos, de Bruno Baendereck, orientando da Professora Ana Raquel Portugal. Programa de Pós-graduação em História da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Campus de Franca, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 20 de setembro de 2010.

Defesa da dissertação A educação mexica: o papel das escolas oficiais no controle e organização da sociedade, de Adriana Araújo Madeira, orientanda da Professora Marcia Maria Arcuri. Programa de Pós- graduação em Arqueologia do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, 11 de abril de 2011.

Defesa da dissertação A presença de Malinche nas crônicas de Índias do século XVI, de Maria Emília Granduque José, orientando da Professora Ana Raquel Portugal. Programa de Pós-graduação em História da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Campus de Franca, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 20 maio de 2011.

Exame de qualificação, nível mestrado, de Víctor Santos Vigneron de La Jousselandiere, orientando do Professor Adone Agnolin. Programa de Pós-graduação em História Social, Departamento de História da FFLCH da USP, 11 de abril de 2011.

(11)

III – Pesquisa 

Ao assumir o cargo de Professor-doutor com Regime de Dedicação Integral à Pesquisa e Docência, no Departamento de História da FFLCH, elaborei um projeto de pesquisa individual sobre as concepções que as elites nativas da Mesoamérica e Andes, em tempos pré-hispânicos e coloniais, possuíam sobre o seu próprio passado. Essa pesquisa, aparentemente bastante específica e sobre um tema pouco estudado na academia brasileira, se relaciona diretamente e dialoga com as pesquisas desenvolvidas por outros professores, pós-doutorandos, doutorandos e mestrandos, desta ou de outras universidades, que se dedicam à história indígena, seja ela pré-hispânica ou colonial. Esse diálogo tem ocorrido, desde então, de várias maneiras: por meio das atividades realizadas pelo Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP (CEMA/USP); em congressos e seminários de pesquisa; em defesas de dissertações e teses;

em orientações e disciplinas de pós-graduação; e por meio de publicações.

Além disso, nesse último ano, tornei-me um dos coordenadores do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA) da USP, um dos novos Núcleos de Apoio à Pesquisa (NAPs), recém-aprovado pela Pró-reitoria de Pesquisa. Com esse novo centro, como se explicará mais adiante, estou colocando a minha pesquisa, de modo sistemático e constante, em diálogo com antropólogos e arqueólogos.

Passo, então, a apresentar um resumo de meu projeto de pesquisa – a versão completa está no Anexo I – e, em seguida, a tratar de seus avanços e resultados parciais, ordenados segundo sua forma de realização ou exposição, isto é, se em publicações, disciplinas, eventos científicos ou outras modalidades em que foram expostos e debatidos.

1 – Projeto de pesquisa individual (Resumo) 

História e cosmogonia segundo as elites mesoamericanas e andinas:

características e transformações em tempos pré-hispânicos e coloniais

As explicações históricas e cosmogônicas dos povos mesoamericanos partiam de pressupostos bastante distintos dos que fundamentavam o pensamento da cristandade ocidental no início da época Moderna – pensava-se, por exemplo, que o mundo natural havia passado

(12)

por grandes transformações desde sua criação inicial e que o ser humano havia sido criado mais de uma vez. Além disso, tais explicações empregavam concepções de tempo, espaço e agentes que também eram muito distintas das que pautavam o pensamento dos cristãos – acreditava- se, por exemplo, que a fronteira entre deuses e homens era transponível e frequentemente ultrapassada nos dois sentidos. Sem perceber ou valorizar essas distinções, ou interpretando-as segundo seus próprios pressupostos e cânones, os cristãos que escreveram sobre a história e a cosmogonia dos povos mesoamericanos durante o início do período colonial legaram um conjunto de fontes que tem influenciado fortemente a visão dos estudiosos sobre esses temas, apesar de, muitas vezes, portar mais informações e características do pensamento cristão-ocidental do que do pensamento mesoamericano. Analisar as fontes nativas para detectar e explicar as particularidades das concepções mesoamericanas de tempo, espaço, agente e passado, bem como as funções políticas e transformações dessas concepções durante a passagem do período pré-hispânico ao colonial, foi um dos principais objetivos das pesquisas anteriores, que abordaram centralmente os povos nahuas.

Baseando-se nos resultados dessas pesquisas, as novas investigações, realizadas desde 2006, perseguem, basicamente, dois objetivos. O primeiro é analisar as concepções de tempo, espaço e agente nos textos históricos e cosmogônicos dos maias e mixtecos com o mesmo grau de profundidade e detalhamento que dedicamos aos nahuas nas pesquisas anteriores, nas quais as fontes maias e mixtecas foram estudadas de modo secundário, apenas para dar suporte comparativo ao caso nahua. Com isso, será obtido um painel mais equitativo sobre o comportamento desses temas de investigação nas diversas sub-regiões mesoamericanas, o qual permitirá diálogos e debates tanto com a produção acadêmica que trata especificamente de cada sub-região como com a que se dedica a tratar da Mesoamérica de modo mais amplo e geral. O segundo objetivo é estender o tipo de pesquisa realizado sobre a Mesoamérica para os Andes Centrais, a outra macrorregião da América Indígena que contou com sociedades estatais – e, por vezes, expansionistas – no período pré-hispânico, cujas redes de poder e elites dirigentes, assim como na Mesoamérica, foram peças fundamentais para as conquistas “castelhanas” e para o estabelecimento e permanência dos europeus durante o primeiro século do período Colonial. Em outras palavras, o objetivo é investigar, nas fontes nativas, particularidades das

(13)

concepções de história e cosmogonia das elites andinas, que não se encontram nos escritos de origem cristão-colonial, bem como analisar os principais usos políticos e transformações dessas concepções na passagem do período pré-hispânico ao colonial, mapeando diferenças e semelhanças em relação ao caso da Mesoamérica.

2 – Resultados parciais da pesquisa 

Após cinco anos de desenvolvimento da pesquisa, obtive resultados parciais significativos, que se formalizaram como disciplina de pós- graduação, publicações, conferências, palestras, comunicações, atividades no CEMA/USP e no CEstA/USP. Passo, então, a relacionar esses resultados, destacando suas contribuições para a pesquisa, que continua em andamento.

A – Publicação de livro

Logo de meu ingresso como Professor-doutor, mais especificamente durante o segundo semestre de 2007, realizei a revisão para a publicação de minha tese de doutoramento, o que se constitui como uma excelente oportunidade para refletir sobre o eu que havia escrito há mais de dois anos, especialmente sobre a relação entre os resultados obtidos na tese e as pretensões do meu atual projeto de pesquisa.1 A tese foi publicada como livro com as seguintes especificações bibliográficas:

SANTOS, Eduardo Natalino dos. Tempo, espaço e passado na Mesoamérica. O calendário, a cosmografia e a cosmogonia nos códices e textos nahuas. 1ª. edição. São Paulo: Alameda Casa Editorial, 2009. 432 p.

B – Disciplina no Programa de Pós-graduação em História Social

Entre as realizações centrais previstas em meu projeto de pesquisa atual, estão as comparações entre as explicações que os povos mesoamericanos e os andinos construíram sobre o seu próprio passado, tanto em tempos pré-hispânicos quanto no início do período colonial. Essas

1 A publicação da tese foi financiada pelo Programa de Pós-graduação em História Social, que decidiu realizá-la pelo fato da tese ter obtido Menção Honrosa no Prêmio Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) de Teses 2006, na área de História.

(14)

comparações ganharam um vigoroso impulso com o trabalho de análise das fontes andinas e mesoamericanas não nahuas – vale lembrar que as fontes nahuas compuseram o conjunto principal de escritos analisados em meu doutorado. Na disciplina de pós-graduação que ministrei em 2010 e 2011, intitulada História e cosmogonia segundo as elites indígenas da Mesoamérica e Andes, época pré-hispânica e colonial, tive a chance de analisar, juntamente com os alunos inscritos, o Manuscrito de Huarochirí, escrito anônimo, a Ynstrución del Ynga don Diego de Castro Titu Cusi Yupangui para el muy ilustre señor..., de Don Diego de Castro Titu Cussi Yupanqui, e a Relación de antiguedades deste reyno del Pirú, de a Joan de Santa Cruz Pachacuti Yamqui Salcamaygua, entre outras fontes andinas.

Além delas, analisei também uma série de fontes mesoamericanas, como o Códice Vindobonense e o Zouche-Nuttal, da tradição mixteca. O domínio do conteúdo dessas fontes permitirá, assim como as reflexões que teci em ocasião anterior, comparando os textos de Guamán Poma de Ayala e de Domingo de San Antón Muñon Chimalpahin Cuauhtlehuanitzin, a ampliação de meus estudos comparativos entre os textos andinos e mesoamericanos sobre o próprio passado.

C – Artigos completos publicados ou aceitos para publicação

Embora sejam textos de divulgação científica, os artigos Morte cerimonial, uma parte da vida e Arte vigorosa, publicados na revista História Viva, em 2007, relacionam-se diretamente às pesquisas que estou desenvolvendo, sobretudo por abordarem as explicações sobre a cosmogonia e a história produzidas pelas elites nativas mexicas e nahuas.

Os dois artigos fizeram parte de um dossiê da mencionada revista, intitulado Astecas: da grandeza à tragédia. Suas referências completas são:

SANTOS, Eduardo Natalino dos. Morte cerimonial, uma parte da vida. In:

História Viva. Astecas: da grandeza à tragédia. Direção Alfredo Nastari. São Paulo: Ediouro & Duetto Editorial, ano IV, nº. 44, pp.

54-59, 2007.

SANTOS, Eduardo Natalino dos. Arte vigorosa. In: História Viva. Astecas:

da grandeza à tragédia. Direção Alfredo Nastari. São Paulo: Ediouro

& Duetto Editorial, ano IV, nº. 44, pp. 60-65, 2007.

(15)

Publiquei, ainda em 2007, outro artigo, de cunho mais acadêmico, sobre os principais problemas de entendimento e interpretação relacionados aos grupos de fontes que estou empregando no desenvolvimento de minha pesquisa. Esse texto representa um passo inicial, mas fundamental no desenvolvimento de minha pesquisa: o reconhecimento da existência de problemas comuns entre as fontes mesoamericanas – algumas analisadas desde meu mestrado e doutorado – e andinas, bem como de problemas específicos vinculados a essas últimas, sobre as quais estou começando a trabalhar de modo mais sistemático apenas depois do ingresso no Departamento de História da FFLCH.2 Sua referência bibliográfica é:

SANTOS, Eduardo Natalino dos. Fontes históricas nativas da Mesoamérica e Andes. Conjuntos e problemas de entendimento e interpretação. In:

Clio Arqueológica. Editoras Gabriela Martin Ávila e Bartira Ferraz Barbosa. Recife: Programa de Pós-graduação em Arqueologia – Universidade Federal de Pernambuco, nº. 22, vol. I, pp. 7-49, 2007.

No princípio de 2009, tive a oportunidade de produzir outro artigo, desta vez para o dossiê Tempo II, organizado e publicado pela Revista USP.

Neste artigo, além de apresentar características básicas das concepções de tempo dos povos indígenas da Mesoamérica, mostrei como muitas dessas características fogem da tradicional concepção de tempo cíclico, atribuída indiscriminadamente a muitos povos não ocidentais, não modernos ou as duas coisas ao mesmo tempo. Sendo assim, parte desse artigo relaciona-se diretamente com minha pesquisa de doutorado, bem como com aos seus desdobramentos, contemplados em minha pesquisa atual. As informações bibliográficas do artigo são:

SANTOS, Eduardo Natalino dos. Além do eterno retorno: uma introdução às concepções de tempo dos indígenas da Mesoamérica. Revista USP, v. 81, p. 82-93, 2009.

Em 2008, fui convidado a participar do colóquio Senderos de la Antropología: historias y epistemologías, organizado pelo Instituto

2. As reflexões iniciais que levaram à confecção deste artigo foram apresentadas no simpósio temático Os índios na história: fontes e problemas, coordenado por Maria Regina Celestino de Almeida e John Manuel Monteiro. Esse simpósio foi parte do XXIV Simpósio Nacional de História – História e multidisciplinaridade: territórios e deslocamentos, realizado em São Leopoldo/RS, em julho de 2007, e promovido pela Associação Nacional de História (ANPUH).

(16)

Nacional de Antropología e Historia e pelo Instituto de Investigaciones Antropológicas da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).

Um dos principais objetivos deste colóquio foi discutir a validade analítica do conceito de Mesoamérica, mais especificamente, seus pressupostos, limites e alcances. Neste evento, participei justamente da mesa de trabalho intitulada Unidad y diversidad en Mesoamérica, proferindo a comunicação Unidad y diversidad en los sistemas de escritura mesoamericanos, na qual procurei apresentar os elementos comuns e as principais especificidades dos mais relevantes sistemas escriturários mesoamericanos, isto é, o olmeca, o zapoteca, o maia e o mixteco-nahua. Em 2009, após o evento, fui convidado pelos organizadores a contribuir com um texto para uma coletânea de artigos sobre o tema, que será publicada na revista Anales de Antropología, do próprio Instituto de Investigaciones Antropológicas da UNAM, ainda em 2011.

A elaboração deste artigo contribuiu para a minha pesquisa por permitir, entre outras coisas, um aprofundamento na compreensão das características escriturárias que regem os textos não nahuas, isto é, maias e zapotecos, por exemplo. Esses textos pictoglíficos nativos são objetos, em minha pesquisa, de comparações no interior da Mesoamérica, as quais visam perceber as semelhanças e distinções entre os modos como os nahuas e os outros povos mesoamericanos, como os maias, por exemplo, explicaram e usaram socialmente o seu passado.

SANTOS, Eduardo Natalino dos. Unidad y diversidad en los sistemas de escritura mesoamericanos. Anales de Antropología. Editor Andrés Medina. Instituto de Investigaciones Antropológicas – Universidad Nacional Autónoma de México – no prelo.

Por fim, menciono o artigo produzido no primeiro semestre de 2011 por convite dos organizadores de um dossiê para a Revista Ideias, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O dossiê versará sobre o uso das fontes escritas de matriz europeia para o estudo dos povos ameríndios e meu texto, intitulado Construir a história dos povos ameríndios com as fontes coloniais de matriz europeia, aborda as possibilidades e as limitações envolvidas na adoção dos textos produzidos por cristãos ibéricos do início do período colonial como fontes históricas para a compreensão da cultura e da história

(17)

dos povos ameríndios da Mesoamérica, Circuncaribe, Andes Centrais e Amazônia. Colocar os problemas relacionados aos usos das fontes no estudo da Mesoamérica e dos Andes Centrais – regiões centrais à minha pesquisa – em comparação e perspectiva com as dificuldades para o estudo do Circuncaribe e da Amazônia permitiu a percepção de problemas que seriam próprios a cada macrorregião; em contraposição com dificuldades que seriam comuns aos estudos de todas elas, o que é fundamental para buscar alternativas metodológicas que ajudem a contornar tais problemas e dificuldades.

SANTOS, Eduardo Natalino dos. Construir a história dos povos ameríndios com as fontes coloniais de matriz europeia. Revista Ideias. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas – no prelo.

D – Capítulos de livros

O capítulo da coletânea intitulada Indios, mestizos y españoles, publicada no México no final de 2007, conta também com resultados de pesquisas e reflexões levadas a cabo entre 2006 e 2007 e relacionados ao meu projeto individual de investigação. O texto, em espanhol, analisa os diversos papéis desempenhados pelo sistema de calendário nos códices e escritos alfabéticos nahuas do século XVI. Procurei utilizar essas análises para refletir sobre as categorias tradicionalmente empregadas para classificar e analisar as fontes pré-hispânicas e coloniais de matriz indígena da região da Mesoamérica – tais como fontes indígenas, mestiças e espanholas –, o que se constitui no elemento que une os diversos textos da coletânea. O repensar de alguns resultados de minha pesquisa de doutorado em função do problema da classificação das fontes nativas constituiu-se em uma excelente oportunidade para refletir sobre algumas categorias e pressupostos de minha atual pesquisa. A referência bibliográfica completa do capítulo é:

SANTOS, Eduardo Natalino dos. Los ciclos calendarios mesoamericanos en los escritos nahuas y castellanos del siglo XVI: de la función estructural al papel temático. In: LEVIN ROJO, Danna &

NAVARRETE LINARES, Federico (coord.). Indios, mestizos y

(18)

españoles. Interculturalidad e historiografía en la Nueva España.

México: Universidad Autónoma Metropolitana & Instituto de Investigaciones Históricas – Universidad Nacional Autónoma, 2007.

pp. 225-262 (Colección Humanidades – Serie Estudios & Biblioteca de Ciencias Sociales y Humanidades).

Em 2008, depois de participar como convidado do Colóquio Internacional Contextos Missionários: religião e poder no Império português, organizado pelo Projeto Temático Dimensões do Império Português, do Departamento de História da FFLCH da USP, produzi o artigo intitulado História e cosmologia nativo-cristã na Nova Espanha e Peru: Chimalpahin Cuauhtlehuanitzin e Guamán Poma de Ayala, que foi publicado no início de 2011 pela Hucitec e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). As análises e reflexões produzidas para este artigo representam um avanço significativo em direção a um dos objetivos centrais de minha pesquisa individual: a comparação das explicações históricas nativas mesoamericanas e andinas.

Mais especificamente, trata-se da análise comparativa das obras de dois escritores nativos coloniais contemporâneos, mas que apresentam soluções historiográficas muito distintas ao tratarem do passado pré-hispânico – e também do passado relativo à conquista castelhana – com vistas ao mesmo tipo de demanda junto às autoridades da Nova Espanha: a manutenção de privilégios minguantes num contexto de desvalorização das elites nativas, ou seja, durante o final do século XVI e a primeira metade do século XVII.

A referência completa do capítulo é:

SANTOS, Eduardo Natalino dos. História e cosmogonia nativo-cristã na Nova Espanha e no Peru. Chimalpahin Cuauhtlehuanitzin e Guamán Poma de Ayala. In: Contextos missionários. Religião e poder no império português. Adone Agnolin e outros (org.). São Paulo:

Hucitec & FAPESP, 2011. pp. 308-340.

E – Congressos, simpósios, seminários, colóquios e oficinas

Nestes últimos cinco anos, apresentei resultados parciais de minha pesquisa atual em vários congressos, simpósios, seminários, colóquios e oficinas. Esses resultados, por vezes, abrangeram também análises e

(19)

reflexões desenvolvidas em pesquisas anteriores – como a de doutorado – ou estavam inseridos em reflexões mais gerais, dependendo do tipo de evento ou da modalidade de minha participação. Relaciono abaixo as participações nesses eventos, apresentando os seus resumos.3

Apresentação da palestra Os mexicas e a conquista de México- Tenochtitlan: guerras e alianças entre castelhanos e povos indígenas na primeira metade do século XVI no Atelier de Clio – Oficinas de História, organizado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 21 de outubro de 2006, São Paulo – SP.

O objetivo central da palestra foi mostrar que a queda de México- Tenochtitlan e a conquista dos territórios da Nova Espanha relacionaram- se, mas não se equivaleram. Em outras palavras, vimos que as guerras e alianças realizadas entre castelhanos e altepeme mesoamericanos para a conquista de México-Tenochtitlan, entre 1519 e 1521, lançaram as bases políticas e militares que permitiram a conquista, ao longo do século XVI, de grande parte dos territórios que viriam a ser a Nova Espanha, a qual não se deu de forma automática a partir da queda da capital mexica. Ademais, mostrou-se que houve, em ambos os casos, convergências de interesses político-militares entre castelhanos e determinados grupos indígenas, os quais, portanto, entenderam tais conquistas como vitórias, sobretudo aquelas realizadas na primeira metade do século XVI. Por fim, sugerimos que a identificação entre a queda de México-Tenochtitlan e a conquista do território que hoje corresponde ao México, como a que consta nas citações iniciais, é tributária da história oficial mexicana, construída durante o século XIX e primeira metade do século XX.

Apresentação da comunicação Escrita e poder político entre os nahuas: transformações e continuidades na passagem do período pré- hispânico ao colonial no IV Colóquio História e Arqueologia da América Indígena, organizado pelo Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP. Dezembro de 2006, Departamento de História da FFLCH/USP, São Paulo – SP.

As transformações e continuidades ocorridas durante os séculos XV e XVI nas relações entre o uso dos escritos sobre o passado e o exercício do

3. Muitos dos resumos aqui apresentados foram publicados nos cadernos de programação dos eventos.

Optei por não apresentá-los como publicações neste memorial.

(20)

poder político em meio dos nahuas do altiplano central mexicano foram o tema central desta comunicação. Para mostra-las, analisamos comparativamente dois grandes conjuntos de escritos produzidos nestes dois séculos. O primeiro, composto por escritos pictoglíficos “tradicionais”, isto é, que apresentam, predominantemente, formas, conteúdos e estruturas de origem pré-hispânica, tenham sido confeccionados antes ou depois da chegada dos europeus, tais como a Tira de la peregrinación e o Códice Borbónico. O segundo, formado por escritos híbridos e alfabéticos produzidos por tlacuilos ou escritores nativos e que apresentam fortes indícios da influência castelhano-cristã, tais como o Códice Mendoza, a História Tolteca-Chichimeca, o Códice Vaticano A e os escritos de Chimalpahin Cuauhtlehuanitzin e Fernando de Alva Ixtlilxochitl.

Comparando esses dois conjuntos, procuramos delimitar diferenças (que indicariam transformações) e semelhanças (que indicariam continuidades) nas relações entre o uso desse tipo de escrito e o exercício do poder político na época de hegemonia da Tríplice Aliança e na época colonial, especialmente no século XVI. Demos especial atenção às alterações que se relacionam a três fenômenos em particular: a introdução do sistema alfabético, a conversão das elites nahuas ao cristianismo e o esforço dos membros dessas elites para manter privilégios em uma nova ordem sociopolítica. A hipótese que norteou nossas reflexões pode ser resumida da seguinte maneira: não obstante as grandes diferenças apresentadas nas formas de registrar o passado, há uma notável – e pouco considerada – continuidade nos escritos nahuas, sobretudo no que diz respeito à preocupação com a precisão cronológica e toponímica, aos seus temas centrais, aos seus âmbitos de produção e circulação e aos seus usos e objetivos políticos.

Apresentação da comunicação Cosmogonia e história nahua nos escritos pré-hispânicos e coloniais nativos no VII Encontro Internacional da ANPHLAC, organizado pela Associação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das América. Outubro de 2006, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, Campinas – SP.

O objetivo da comunicação foi caracterizar as concepções pré- hispânicas de história e de cosmogonia dos povos nahuas do Altiplano Central Mexicano, bem como apresentar suas principais transformações durante o início do Período Colonial. Partindo da análise comparativa entre

(21)

escritos pré-hispânicos e coloniais nativos, procurou-se mostrar não apenas que as elites nahuas coloniais continuaram a produzir suas próprias explicações sobre o passado, mas também que tais explicações visavam, centralmente, “rearranjar” a história e a cosmogonia locais diante da consolidação de uma nova ordem político-religiosa. As fontes analisadas foram escritos pictoglíficos (Pedra do Sol, Pedra das idades do mundo de Moctezuma II e Códice Borbónico), textos de escritores nahuas (Chimalpahin, Ixtlilxochitl e Cristóbal del Castillo) e escritos híbridos (Códice Vaticano A).

Apresentação da palestra Os povos pré-colombianos. Origens etnohistóricas da América Espanhola no curso de extensão A invenção da América Latina, coordenado pelo Professor Hector H. Bruit e promovido pelo Memorial da América Latina. 17 de março de 2007, São Paulo – SP.

O objetivo central da palestra era apresentar as principais fases da história da Mesoamérica e dos Andes Centrais em tempos pré-hispânicos.

Apresentação da conferência O nativo e o europeu nos textos pictoglíficos e alfabéticos mesoamericanos no II Seminário de Estudos de Antropologia e História Ameríndia, organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Julho de 2007, Porto Alegre – RS.

O objetivo central da conferência era apresentar as diferentes formas de incorporação do europeu nos escritos nativos mesoamericanos do período Colonial, sobretudo até meados do XVII. Propôs-se que as diferentes formas de fazê-lo indicariam: 1 – que o enquadramento do europeu operou-se com base numa tipologia de origem pré-hispânica, sobretudo nos manuscritos do início da época colonial; 2 – que a relevância das variáveis políticas (por exemplo, se os europeus eram aliados ou inimigos) foram decisivas na constituição das diferentes formas de incorporação; 3 – que existe uma transformação nessas formas de incorporação durante o período Colonial, sobretudo no altiplano central mexicano, a qual vai da incorporação desses novos atores nas histórias locais até a inserção das histórias locais nas histórias universais cristãs.

Apresentação da comunicação Fontes nativas pré-hispânicas e coloniais da Mesoamérica e Andes: principais conjuntos e problemas de

(22)

entendimento e interpretação no XXIV Simpósio Nacional de História.

História e Muldisciplinaridade: territórios e deslocamentos, organizado pela Associação Nacional de História. Julho de 2007, UNISINOS, São Leopoldo – RS.

O texto dessa comunicação foi transformado em artigo homônimo, apresentado acima, publicado na revista Clio, da Universidade Federal de Pernambuco.

Apresentação da conferência História indígena: problemas e avanços na pesquisa e ensino acadêmico no I Colóquio interno de História da América da Universidade Federal de São Paulo, organizado pelo Núcleo de Estudos Ibéricos da Universidade Federal de São Paulo. Junho de 2007, UNIFESP, Guarulhos – SP.

A conferência apresentou reflexões e indagações sobre os motivos da escassez ou ausência de pesquisas e disciplinas voltadas à história indígena nos departamentos de História das universidades públicas brasileiras.

Especialmente, procurou entender a relação entre essa escassez ou ausência e os papéis históricos atribuídos às populações indígenas nas narrativas históricas produzidas na academia brasileira até os anos 1980.

Apresentação da conferência A fabulização da cosmogonia e das histórias nahuas pelo pensamento cristão no século XVI no Colóquio Sonho e Razão no Mundo Ibérico, organizado pelo Núcleo de Estudos Ibéricos da UNIFESP e pelo Instituto Cervantes. Novembro de 2007, Instituto Cervantes, São Paulo – SP.

Na cosmogonia e nas histórias nahuas, os episódios apareciam quase sempre em articulação com marcos espaciais e temporais. Esses marcos conferiam qualidades essenciais à compreensão e significação dos episódios narrados ou registrados, pois serviam para situá-los num complexo sistema classificatório, sintetizado no calendário/cosmografia.

Procurou-se mostrar, nesta conferência, como as explicações nahuas sobre o passado, ao serem recontadas pelos missionários cristãos do século XVI, foram fabulizadas, isto é, destituídas de seus marcos espaciais e temporais, os quais, segundo o próprio pensamento cristão, poderiam dotá-las de verossimilhança. Mostrou-se, também, como membros das elites nahuas coloniais continuaram a empregar esses marcos para relatar seu passado – em conjunção com a cosmogonia e história cristã – até, pelo menos,

(23)

princípios do século XVII.

Apresentação da conferência Concepções mesoamericanas sobre o passado: transformações e continuidades na passagem do período pré- hispânico ao colonial na XVI Semana de História – Leituras do Passado, organizada pela Universidade Estadual do Centro-oeste. Abril de 2008, UNICENTRO, Guarapuava – PR.

O objetivo geral da conferência foi apresentar sucintamente algumas das características gerais das concepções mesoamericanas sobre o passado para, depois, refletir sobre algumas das principais transformações nessas concepções no primeiro século de colonização e evangelização. Com isso, três objetivos mais específicos foram alcançados: mostrar a existência de uma tradição de pensamento nativa particular, com suas próprias explicações sobre o passado, cujas características não nos permitem classificá-las simplesmente como mitos; apresentar aos alunos um conjunto de fontes nativas pouco conhecido e estudado em nosso país; mostrar que a Conquista e colonização não significaram o fim do mundo indígena mesoamericano.

Apresentação da conferência Reflexões sobre a história da América indígena a partir do caso da conquista de México-Tenochtitlan no III Seminário da Graduação sobre História da América Latina, do Departamento de História – Centro de Humanidades da Universidade Federal do Ceará. Maio de 2008, UFC, Fortaleza – CE.

Essa conferência possuiu um objetivo duplo. Primeiramente, apresentar o caso da conquista de México-Tenochtitlan para, conhecendo-o de modo detalhado, entender que ele não equivale à conquista do México, como tradicionalmente pregam os manuais, livros didáticos e a história oficial mexicana. Em seguida, detectar no processo de conquista dessa cidade mesoamericana a presença de uma série de temas e problemas bastante comuns à história da América indígena na passagem do período pré-hispânico ao colonial, mas aos quais tem sido dada pouca atenção.

Entre esses temas e problemas estão: o caráter das hegemonias políticas pré-existentes; o papel das hierarquias e divisões internas às sociedades indígenas; o impacto das epidemias; o papel das alianças entre indígenas e castelhanos; os distintos resultados dos confrontos iniciais e sua relação com a composição de situações sociopolíticas distintas no interior da

(24)

América Espanhola; as diferentes formas de recepção do cristianismo.

Apresentação da comunicação História e cosmologia nativo-cristã na Nova Espanha e Peru: Chimalpahin Cuauhtlehuanitzin e Guamán Poma de Ayala no Colóquio Internacional Contextos Missionários:

religião e poder no Império português, organizado pelo Projeto Temático Dimensões do Império Português, do Departamento de História da FFLCH.

Outubro de 2007, FFLCH da USP, São Paulo – SP.

Conforme mencionei antes, o texto dessa comunicação foi transformado em artigo homônimo e publicado na coletânea Contextos missionários.

Apresentação da comunicação Usos historiográficos dos códices mixteco-nahuas no VIII Encontro Internacional da Associação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das Américas (ANPHLAC).

Agosto de 2008, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória – ES.

A comunicação foi parte de uma mesa de trabalho organizada pelos membros do CEMA/USP, dando continuidade à nossa participação sistemática nesses encontros, que tem servido tanto para divulgar os trabalhos de pesquisa sobre Mesoamérica e Andes em fóruns mais amplos como para que nossas pesquisas sejam submetidas às críticas de estudiosos de outros temas da história de nosso continente.

O objetivo da comunicação foi caracterizar as formas como os estudiosos têm analisado e empregado os códices mixteco-nahuas como fontes históricas, sobretudo nas últimas cinco décadas. Nela, propus a existência de três formas básicas de análise e uso desses manuscritos pelos estudiosos e procurarei apontar seus alcances e suas limitações, sugerindo alguns critérios e estratégias que talvez contribuam para superarmos tais limitações. Essa apresentação deu continuidade a uma reflexão que venho realizando ao longo de toda minha trajetória acadêmica, pois penso ser fundamental analisar esses manuscritos pictoglíficos – assim como qualquer outro tipo de fonte ou conjunto documental – refletindo constantemente sobre como outros estudiosos têm feito tarefa semelhante.

Em dois momentos dessa trajetória, publiquei artigos sobre os problemas de análise e interpretação desses textos pictoglíficos: em 2005, na Revista de História da FFLCH da USP, e em 2007, na Revista Clio. Série Arqueológica da Universidade Federal de Pernambuco.

(25)

Apresentações da conferência História e cosmogonia segundo as elites mesoamericanas e andinas: fontes nativas pré-hispânicas e coloniais no Seminário Permanente do Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena (CPEI), em setembro de 2008, na Universidade Estadual de Campinas, e no Projeto Temático Redes Ameríndias, do Núcleo de História Indígena e do Indigenismo, em setembro de 2009, na USP.

Graças ao gentil convite dos organizadores e coordenadores desses importantes centros de estudo, pude apresentar meu projeto de pesquisa atual a colegas que trabalham com história ou antropologia indígena de outras regiões e períodos, mais especificamente com a região das terras baixas da América do Sul durante o período colonial e independente. O estabelecimento desse tipo de diálogo tem sido muito importante para a percepção que, não obstante as diferenças entre as chamadas sociedades andinas e mesoamericanas, por um lado, e as sociedades indígenas das terras baixas, por outro, há problemas em comum aos estudos – como o da construção das definições étnicas em tempos pré-hispânicos e coloniais –, que permitem uma grande zona de diálogo entre as pesquisas sobre essas diferentes regiões. Conjuntamente, tais debates têm servido para mostrar que o estabelecimento de contrastes exagerados e radicais entre as macrorregiões mencionadas – por exemplo, sociedades com e sociedades sem Estado – pode ser um obstáculo tanto para a compreensão de aspectos comuns entre as sociedades das terras altas andinas, das terras baixas e da Mesoamérica como de seus aspectos específicos.

Apresentação da comunicação A relação entre idades cosmogônicas e regiões cosmográficas no pensamento nahua dos séculos XV e XVI no V Colóquio História e Arqueologia da América Indígena, organizado pelo CEMA/USP. Outubro de 2008, Universidade de São Paulo, São Paulo – SP.

Nessa comunicação, apresentei uma reflexão que contrastava os dados obtidos nas fontes nahuas sobre a concepção do espaço circundante e sua relação com as idades anteriores do mundo com a discussão historiográfica sobre a existência ou não de uma versão canônica dessa concepção e relação. Explico. Segundo as fontes nahuas do altiplano central mexicano, o mundo dividia-se em quatro regiões qualitativamente heterogêneas e que circundariam uma quinta, isto é, a região central. Para esses mesmos nahuas, a época atual havia sido precedida por outras idades,

(26)

sendo que quatro são mencionadas frequentemente. Essa coincidência quantitativa entre idades cosmogônicas e regiões cosmográficas é evocada em textos pictoglíficos e alfabéticos produzidos pelos próprios nahuas, nos quais se estabelecem relações entre a série de regiões e a série de idades.

Isso tem levado alguns estudiosos a proporem a existência de uma correspondência única ou a procurarem a relação “correta” entre as duas séries. O objetivo da comunicação foi, então, mostrar que as fontes nahuas apresentam combinações variadas entre essas duas séries e que isso, antes do que a um “equívoco”, talvez se relacione às diferentes procedências e usos desses escritos ou ainda à existência de distintas escolas de pensamento ou tradições narrativas entre os nahuas.

Apresentação da conferência Unidad y diversidad en los sistemas de escritura mesoamericanos como parte dos trabalhos da mesa Unidad y diversidad en Mesoamérica, no contexto do colóquio Senderos de la Antropología: historias y epistemologías, organizado pelo Instituto de Investigaciones Antropológicas da Universidade Nacional Autónoma de México, novembro de 2008. Como mencionei acima, um dos principais objetivos deste colóquio era discutir a validade analítica do conceito de Mesoamérica, mais especificamente, seus pressupostos, limites e alcances.

Como mencionei, os resultados de minhas reflexões sobre o tema encontram-se reproduzidos no texto que será publicado na revista Anales de Antropología, desse mesmo instituto e universidade.

Apresentação da conferência La cosmogonía náhuatl: las versiones prehispánicas o tradicionales y su transformación en fábula por el pensamiento cristiano en el primer siglo del periodo colonial aos alunos do Instituto de Investigaciones Históricas da UNAM. Nesta ocasião, apresentei alguns desdobramentos de minha tese de doutorado e de minhas pesquisas atuais sobre as obras de Chimalpahin Cuauhtlehuanitzin e Fernando de Alva Ixtlilxochitl aos alunos dessa instituição. Essa mesma conferência foi apresentada aos alunos de história do Instituto de Investigaciones Históricas da Universidad Autónoma de Tamaulipas, em Ciudad Victoria, Taumalipas, novembro de 2008.

Apresentação da conferência Las formas de atar la historia reciente a la cosmogónica en el pensamiento nahua. Pasaje del periodo

(27)

prehispánico al colonial no Seminario de Mitología Mesoamericana, coordenados pelos doutores Federico Navarrete Linares e Guilhem Olivier, ambos do Instituto de Investigaciones Históricas da UNAM. Nesta ocasião, tive a oportunidade, por solicitação do Dr. Navarrete Linares, de apresentar alguns resultados de minha tese de doutorado – da qual ele fez parte da banca examinadora. Tal solicitação deveu-se ao fato de tais resultados terem sido considerados por ele bastante sólidos e relativamente novos entre os estudos mesoamericanistas, novembro de 2008.

Apresentação da conferência Entidades políticas e identidades étnicas na Mesoamérica: o caso da confederação asteca no II Encontro do Laboratório de Estudos do Império Romano da USP (LEIR/USP). Maio de 2009, USP, São Paulo – SP.

Esse evento teve o problema da utilidade e do alcance analítico do conceito de identidade para a história antiga com tema central de debate.

Minha participação facultou-me a aproximação aos colegas que estudam esse período e a percepção que existem muitos temas transversais – como o da identidade étnica, mas não apenas ele: a influência dos Estados-nações e nacionalismos dos séculos XIX e XX sobre os antigos e os selvagens seria outro – que permitem o diálogo e a aproximação de pesquisas que aparentemente dedicam-se a áreas com pouco contato – como a história antiga e a história indígena.

Apresentação da conferência As huacas e as idades do mundo na cosmogonia andina. Comparações iniciais entre o Manuscrito de Huarochirí e a Nueva corónica y buen gobierno, no II Simpósio Livros e literaturas da América indígena, organizado pelo Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP. Dezembro de 2010, USP, São Paulo – SP.

O objetivo central dessa conferência foi comparar como dois aspectos do pensamento cosmológico andino – os principais atores (huacas) e a forma de organizar (separar e concatenar) os episódios – se apresentam em dois dos mais importantes e antigos textos andinos que tratam desse tema: o Manuscrito de Huarochirí e a Nueva Corónica y buen gobierno. Tal passo permitiu estabelecer reflexões sobre: a) a forma como tais escritos se relacionam com e se produzem em contextos contemporâneos e próximos, mas também distintos, pois vão desde

(28)

ambientes marcados pelo avanço da evangelização (elites nativas, reduções, missões e regiões de visitas) até regiões e sociedades marcadas por grande autonomia e continuidade do pensamento andino de matriz pré- hispânica; b) o uso desses textos andinos como fontes históricas que propiciam informações novas e particulares para a compreensão desses contextos coloniais; c) as relações entre o pensamento andino pré-hispânico e o andino colonial, que é fundamental para empregar adequadamente essas fontes no entendimento e interpretação de outras representações e vestígios do mundo pré-hispânico e colonial inicial. Esse trabalho, junto com os anteriores que também tratam da região andina, tem se constituído como uma um passo fundamental em minha pesquisa: entender as cosmologias andinas com a mesma profundidade que entendo as mesoamericanas para, desse modo, poder compará-las de modo equilibrado.

IV – Política científica e funções  universitárias de gestão acadêmico‐

administrativa 

1 – Participação em comissões 

No período abrangido por este memorial, desempenhei ou desempenho atividades nas seguintes comissões no Departamento de História da FFLCH:

Representante da área de História da América junto à Comissão de Ensino. Março de 2007 a maio de 2008.

Membro da Comissão de Seleção de Dissertações e Teses, transformada, desde 2010, em Comissão de Publicações do Programa de Pós-graduação em História Social. Início em setembro de 2007.

Membro da Comissão de Reforma Curricular do Curso de Bacharelado em História. Novembro de 2007 a Agosto de 2009.

Membro da Comissão Organizadora do IX Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-graduação em História Social, 2008. Janeiro a maio de 2008.

(29)

Suplente de representante do Departamento de História junto à Comissão de Pesquisa da FFLCH. Março de 2008 a março de 2010.

Suplente na Comissão de Coordenação de Pós-graduação em História Social. Abril de 2008 a março de 2010.

Membro da Comissão de Reforma Curricular do Curso de Bacharelado em História. Novembro de 2007 a agosto de 2009.

Membro da Comissão para a criação do curso de História em Itu. Agosto de 2008 a abril de 2009.

Co-coordenador do Laboratório de Ensino e Pesquisa do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP. Início em outubro de 2007.

Suplente de representante dos Professores-doutores do Departamento de História na Congregação da FFLCH. Início em agosto de 2011.

2 – Revista de História 

Pouco tempo após meu ingresso no Departamento de História, fui convidado a participar da Comissão Editorial da Revista de História, atividade que desempenhei por dois anos, tornando-me vice-editor do periódico a partir de maio de 2009. Nessa função e trabalhando junto com a Professora Dra. Maria Cristina Cortez Wissenbach, que era a editora, permaneci até abril de 2011 e pude aprender e me dedicar à rotina da Revista e aos seus projetos e planos de renovação. Entre esses projetos e planos, alguns dos quais iniciados em gestões anteriores, merecem destaque a digitalização de todo o acervo da Revista, sua indexação em importantes bases de dado e a modernização de seu site na Internet. Esses dois anos como vice-editor me garantiram experiência suficiente para assumir a função de editor desse importante periódico, exercida por mim desde maio deste ano.

3 – Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP 

Atuo como um dos membros-efetivos do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da Universidade de São Paulo (CEMA/USP) desde seu início, tendo sido um de seus fundadores. O CEMA foi fundado

(30)

em meados de 2000 por doutorandos do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) e do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (DH/FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo principal do Centro tem sido viabilizar e incentivar a realização e o crescimento, em nosso país, das pesquisas acadêmicas sobre os povos indígenas da Mesoamérica e dos Andes, especialmente dos períodos pré- hispânico e colonial, bem como promover o diálogo dessas pesquisas com as que se dedicam a populações nativas de outras regiões do continente ou de outros períodos históricos. Para a efetivação desse objetivo, o CEMA tem realizado diversas atividades, entre as quais merecem destaque os Colóquios História e Arqueologia da América Indígena, o Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes e os grupos de estudo de quéchua e nahuatl, além da participação de seus membros em congressos, publicações e na organização e assessoria científica de exposições. Atualmente, o CEMA é dirigido pelos seguintes membros-efetivos: Cristiana Bertazoni Martins (Pós-doutoranda/MAE e estagiária no British Museum), Eduardo Natalino dos Santos (DH/FFLCH) e Leila Maria França (Pós-doutoranda/MAE).

Nos cinco anos contemplados por este memorial, participei – ao lado dos outros membros-efetivos – da concepção, direção e realização de inúmeras atividades do CEMA. Essas atividades contaram com o apoio do próprio Departamento de História e também do Museu de Arqueologia e Etnologia delas participaram alunos de graduação e pós-graduação, professores e pesquisadores. As principais atividades desenvolvidas, cujos programas encontram-se no site do Centro (www.usp.br/cema), foram:

Organização do IV Colóquio História e Arqueologia da América Indígena. Departamento de História da FFLCH da USP. 4 e 5 de dezembro de 2006.

Além de apresentar uma comunicação nesse evento, como mencionado acima, organizei, em conjunto com Marcia Arcuri, a quarta edição desse evento, que contou com a participação de importantes pesquisadores e professores relacionados aos estudos históricos, arqueológicos e antropológicos dos povos ameríndios, além da participação de estudantes de graduação e pós-graduação de todo o país.

(31)

Participação no planejamento e coordenação do Seminário Permanente de História e Arqueologia da Mesoamérica e Andes. 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010.

Nesse Seminário Permanente, que teve início em 2004, debatemos centralmente questões teórico-metodológicas diretamente relacionadas ao estudo e interpretação das fontes escritas e dos vestígios arqueológicos originários da Mesoamérica e dos Andes, sobretudo de tempos pré- hispânicos e coloniais. Para isso, nos reunimos mensalmente para examinar textos historiográficos que abordem tal problemática, bem como fontes utilizadas nessas áreas de pesquisa. Dessa maneira, o Seminário Permanente pretende ser um fórum de discussão e um “laboratório” de análise de fontes andinas e mesoamericanas, bem como da literatura especializada no estudo dessas duas regiões da América indígena.

Gestão do funcionamento do Laboratório de Ensino e Pesquisa do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos no Departamento de História da FFLCH. Desde outubro de 2007, o CEMA foi reconhecido como um dos laboratórios componentes do Departamento de História da FFLCH e, no ano seguinte, recebeu um espaço físico. Desse modo, tenho trabalhado, junto aos demais coordenadores e membros do CEMA, para equipar e gerir esse espaço que passou a abrigar uma série de atividades, como os seminários e grupos de estudos de nahuatl – e também o de quéchua.

Concepção e elaboração da página eletrônica do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos. Desde o segundo semestre de 2007 e primeiro semestre de 2008, tenho participado da elaboração conceitual e do processo de confecção da mencionada página. Seu objetivo central é ser um canal de divulgação das atividades e objetivos do CEMA/USP, bem como de atividades de instituições relacionadas aos estudos dos povos ameríndios de modo mais geral. O resultado desse trabalho pode ser conferido em www.usp.br/cema.

Organização do V Colóquio História e Arqueologia da América Indígena. Departamento de História da FFLCH da USP. 29 e 30 de outubro de 2008.

(32)

Além de apresentar uma comunicação nesse evento, organizei, em conjunto com Cristiana Bertazoni Martins e Marcia Arcuri, a quinta edição desse evento, que contou com a participação de importantes pesquisadores e professores relacionados aos estudos históricos, arqueológicos e antropológicos dos povos ameríndios – além da participação de estudantes de graduação e pós-graduação de todo o país.

Participação no planejamento, co-coordenação e atividades do Grupo de Estudos de Nahuatl. Desde 2008, juntamente com a aluna Carla de Jesus Carbone, o CEMA abriga também um grupo de estudos desse idioma, cujo principal objetivo é servir de instrumental de pesquisa para os alunos que vierem a se especializar nos estudos mesoamericanos. Desse modo, esse Grupo de Estudo já se encontra em seu quarto ano de funcionamento e o aprendizado por ele gerado tem sido fundamental para as análises por mim desenvolvidas sobre os textos nativos nahuas coloniais.

Organização do VI Colóquio História e Arqueologia da América Indígena. Departamento de História da FFLCH da USP. 3, 4, 5 de novembro de 2010.

Organizei, em conjunto com Cristiana Bertazoni Martins e Marcia Arcuri, a sexta edição desse evento, que, assim como os anteriores, contou com a participação de importantes pesquisadores e professores relacionados aos estudos históricos, arqueológicos e antropológicos dos povos ameríndios – além da participação de estudantes de graduação e pós- graduação de todo o país.

4 – Centro de Estudos Ameríndios da USP 

Desde o final de 2010, fui convidado a participar da equipe que proporia e, caso aprovado pela Pró-reitoria de Pesquisa, coordenaria um novo Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP), que se formaria a partir da ampliação e diversificação do antigo Núcleo de História Indígena e do Indigenismo. Desse modo, tive a oportunidade de participar da confecção do projeto que deu origem ao Centro de Estudos Ameríndios (CEstA) da USP, cujas atividades se iniciaram em setembro de 2011. A formação do Centro de Estudos Ameríndios visa reunir pesquisadores de diferentes

(33)

áreas, que têm como objetivo comum produzir, aprofundar, sistematizar e divulgar conhecimentos sobre os povos indígenas das Américas. Sua equipe proponente reúne especialistas de alto nível, reconhecidos no Brasil e no exterior, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (Departamentos de Antropologia e História), Museu de Arqueologia e Etnologia, Instituto de Estudos Brasileiros e Instituto de Matemática e Estatística (Departamento de Ciência da Computação). O objetivo geral do CEstA é, em suma, instaurar um diálogo interdisciplinar a respeito de questões pertinentes ao conhecimento dos povos indígenas das Américas, que venha a contribuir para uma reflexão mais refinada e pluridimensional.

Sendo assim, penso que minha participação no CEstA trará muitas contribuições para a minha pesquisa individual, para as minhas orientações, para as disciplinas que ministro e para as atividades do CEMA, pois todas, como vimos antes, dependem muito do diálogo e troca de informações entre a História, a Antropologia e a Arqueologia.

V – Atividades de extensão 

Além das atividades desenvolvidas por meio do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP, muitas das quais também contam com a participação de um público não universitário, realizei as seguintes atividades no âmbito da cultura e extensão universitária:

Aula em curso de extensão universitária intitulado Novas abordagens da História Cultural, coordenado pelos Professores Gabriela Pellegrino Soares e Marcelo Cândido da Silva, ministrado no Departamento de História da FFLCH, no segundo semestre de 2008. Nele, ministrei uma aula intitulada Etno-história e História indígena: propostas e obstáculos, cujo objetivo central foi apresentar as transformações teórico- metodológicas da História e da Etnologia que permitiram, nas últimas três ou quatro décadas, o surgimento de estudos interdisciplinares voltados aos povos indígenas. Particularmente, busquei explicitar como essas transformações contribuíram para que ambas as disciplinas repensassem a condição de sujeito histórico desses povos e, por fim, qual a relação entre a nova imagem do indígena que brota desse repensar acadêmico e sua

(34)

imagem nas obras de divulgação científica, manuais e livros didáticos atuais.

Aula em mini-curso aberto ao público em geral, denominado América em perspectiva. Esse evento foi organizado pelo Centro Acadêmico da História (CAHIS) e ocorreu entre os dias 4 e 8 de maio de 2009. Nele, tratei de apresentar um panorama geral dos estudos mesoamericanos e das atividades do CEMA/USP.

Coordenação do Grupo de Trabalho Ensino de História da América e Fontes, da Associação Nacional dos Pesquisadores e Professores de História das Américas (ANPHLAC), entre o segundo semestre de 2007 e segundo de 2009. O objetivo central do projeto foi produzir uma página na Internet sobre o ensino de História da América para auxiliar os professores (por meio de propostas de aulas, exercícios sobre fontes históricas, material de apoio etc.) que atuam no ensino dos níveis fundamental e médio. Os detalhes do projeto, bem como os nomes dos colaboradores envolvidos, podem ser vistos em www.anphlac.org/html/gts/ehmf_blocos.php.

Aula no curso de difusão Aspectos das culturas, história e direitos indígenas, organizado por professores e pesquisadores do Núcleo de História Indígena e do Indigenismo e do Departamento de Antropologia, onde foi ministrado no primeiro semestre de 2011. Nele, ministrei a aula Mesoamérica: história e pensamento em tempos pré-hispânicos e coloniais, cujo principal objetivo foi apresentar ao professor ou aluno de antropologia e história algumas das principais características das fases históricas e do pensamento dos povos mesoamericanos, desde tempos pré- hispânicos ao início do período colonial.

* * *

Por todas as atividades expostas neste memorial, penso cumprir as exigências e requisitos para a progressão de nível na carreira docente, almejando o nível de Professor-doutor II. Sendo assim, encaminho este

(35)

memorial para a Comissão de Avaliação Setorial da área temática Geografia e História, para que sejam realizados os procedimentos administrativos cabíveis.

Atenciosamente,

Eduardo Natalino dos Santos

São Paulo, 10 de outubro de 2011

(36)

       

Anexo – Versão completa do projeto 

de pesquisa individual em andamento 

Referências

Documentos relacionados

Apresentaremos a seguir alguns resultados que serão fundamentais para obtermos uma generalização dos teoremas das seçãos anterior para uma versão com tempo contínuo. Consideremos

Este trabalho buscou, através de pesquisa de campo, estudar o efeito de diferentes alternativas de adubações de cobertura, quanto ao tipo de adubo e época de

Nas últimas décadas, os estudos sobre a fortificação alimentar com ferro no país têm sido conduzidos na tentativa de encontrar uma maneira viável para controle da anemia

A prova do ENADE/2011, aplicada aos estudantes da Área de Tecnologia em Redes de Computadores, com duração total de 4 horas, apresentou questões discursivas e de múltipla

17 CORTE IDH. Caso Castañeda Gutman vs.. restrição ao lançamento de uma candidatura a cargo político pode demandar o enfrentamento de temas de ordem histórica, social e política

O enfermeiro, como integrante da equipe multidisciplinar em saúde, possui respaldo ético legal e técnico cientifico para atuar junto ao paciente portador de feridas, da avaliação

Classificamos dessa forma, pois acreditamos ser a maneira mais prática, já que no caso das especialidades de acesso direto, a opção já se faz no processo seletivo (concurso

pelo capricho", e "com os tres poderes bem divididos." Para redigir o projecto da magna carta, ele-- geu-se uma comissão composta de sete membros: Antonio Carlos Ribeiro