PGMicro – MIC46
Projeto de Circuitos Integrados Analógicos MOS
= Amplificadores Básicos =
Prof. Dr. Hamilton Klimach
[email protected]
UFRGS – Escola de Engenharia Departamento de Eng. Elétrica
Sumário
Introdução
Configurações amplificadoras elementares
Fonte Comum
Dreno Comum
Porta Comum
Amplificadores compostos
Cascode (FC+PC)
Folded-Cascode (FC+PC)
Espelho de corrente
Diferencial (2xFC)
Par complementar (2xDC)
Push-pull (2xFC)
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 3
Amplificação é essencial
Sistemas Analógicos
Aumento da Relação Sinal Ruído – SNR
Adequação de níveis de sinais entre estágios subseqüentes
Capacidade de Excitação da Carga (Pout)
Adaptação de impedâncias de entrada e saída
Filtros (amplificação seletiva em frequência)
outros
Sistemas Digitais
Fornecer corrente à carga
Restabelecer níveis lógicos
Recuperar a integridade de sinais
Aumentar a imunidade a ruído
Projeto de Amplificadores
O projeto de amplificadores é multidimensional
Apresenta especificações conflitantes:
1.
Ganho
2.
Impedâncias de entrada e saída
3.
Faixa de alimentação
4.
Excursão de saída
5.
Linearidade
6.
Potência consumida e dissipada
7.
Velocidade (ou largura de banda)
8.
Ruído
Características devem apresentar variabilidade tolerável pela aplicação!
Octágono do Projeto Analógico
(B. Razavi)
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 5
Projeto de Amplificadores
Um subcircuito consiste em um conjunto de transistores que geralmente realiza apenas uma função.
Um subcircuito é utilizado em conjunto com outros subcircuitos.
Hierarquia de Projeto de um Módulo Analógico:
Amplificador Linear Ideal
Amplificador de tensão excitado com um sinal v
i(t) e conectado a uma carga Z
Lin V
out A v
v
Característica de transferência de um amplificador linear com ganho de tensão A
vfonte de sinal
v
Ocarga
v
iAMPL
VCCZ
LH. Klimach Circuitos Analógicos MOS 7
Há uma parcela na saída que independe da entrada
O ganho A
vdepende do sinal (amplitude e frequência), da alimentação, da temperatura, da carga, etc
A dependência de A
v. com a frequência do sinal possui partes linear e não-linear
,...
, ,
,...
, , , ,
CC L
O O
CC L
i V V
O i V o
V T Z V V
V T f Z v A A
V v A v
fonte de sinal
v
Ocarga
v
iAMPL
VCCZ
LAmplificador Real
Amplificador Linear
A saída é proporcional à entrada
Amplificador Não-Linear
O ganho varia com sinal de entrada
A saída NÃO é proporcional à entrada
0
1 ( )
x t
y o u t x
y
out0 1
2 2 0 1
) ( )
( )
(
) ( ) (
t x t
x t
x y
t x y y
n n out
out out
x
y
outH. Klimach Circuitos Analógicos MOS 9
Modelo do Amplificador Linear
• Modelo elétrico linear de um amplificador de tensão, com fonte de sinal aplicada à entrada e uma carga
• A implementação de um amplificador necessita de uma fonte controlada
fonte de sinal Amplificador carga
Amplificador de Tensão Amplificador de Corrente
Amplificador de Transcondutância Amplificador de Transresistência
Modelos de Amplificadores Lineares
Os 4 tipos de fonte controlada dão origem a 4 representações
para o modelamento de amplificadores lineares
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 11
O MOSFET possibilita a implementação de uma fonte de corrente controlada por tensão, permitindo a construção de uma das representações amplificadoras
MOSFET IMPEDÂNCIA
v
in: v
gou v
s(ou v
b) i
dv
out:
v
dou v
sAmplificador MOS
Carga Passiva:
Linear
Carga Ativa:
Diodo MOS
Carga Ativa:
r
dsMOS
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 13
Sumário
Introdução
Configurações amplificadoras elementares
Fonte Comum
Dreno Comum
Porta Comum
Amplificadores compostos
Cascode (FC+PC)
Folded-Cascode (FC+PC)
Espelho de corrente
Diferencial (2xFC)
Par complementar (2xDC)
Push-pull (2xFC)
Configurações Amplificadoras
Configurações elementares MOS:
Fonte comum (G: in ; D: out; S: Gnd)
Dreno comum (G: in; S: out; D: Gnd)
Porta comum (S: in; D: out; G: Gnd)
Malha que controla i
D:
“entrada”
Malha onde circula i
D:
“saída”
in
out
in/out
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 15 in out
v
V
A V
: Tensão de
Ganho
TH in out TH
G S
D S
V V V V V
V
: quando ocorre
saturação da
Saída
TH in
o u t
V V
V
Triodo Corte (Sub-Threshold)
Sat
22 1 2 2
1
: como expressa se
pode saída
de A tensão
: por dada é saturação em
corrente A
TH in ox n D DD D D DD out
out TH in ox n D
D
V L V C W R V I R V V
V V L V C W I
I
Fonte Comum – carga passiva
Modelo de pequenos sinais em saturação
in TH
ox n m
in m O D out
V L V
C W g
v g r R v
) //
(
O ganho do circuito varia substancialmente para grandes excursões da
entrada!
Sat Tri
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 17
Fonte Comum – carga passiva
Sat Tri TH
in o u t V V V
Triodo
Corte (Sub-Threshold) Sat
Menor R
DMaior R
D
in TH
ox n
m
V V
L C W
g
Maximização de ganho (em saturação):
Aumentando W/L
MOSFET maior – Área e Capacitâncias maiores
Aumentando V
RD
Reduz a excursão de sinal
Diminuindo I
D
Maior R
Dp/ manter V
RD– Reduz resposta em freqüência
Fonte Comum – carga passiva
D D RD
D RD ox
n v
D RD D ox n D
m v
I R V
I V L C W I A
I V L C W R
g A
Onde
2
2
Existem relações de compromisso entre ganho, BW e excursão
de sinal
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 19
Tecnologia AMIS 0.5
• V
TN= 0,63V
• V
TP= -0,99V
• k
N= 37,4 μA/V
2• k
P= 13,9 μA/V
2• λ
N= 0,0091 1/V (L = 1,5μm)
• λ
P= 0,022 1/V (L = 1,5μm)
• L = 1,5μm e W = 15μm
RD VDD
Vin
Vout
M1
0 < Vin< VDD
RD RD VDD
VDD
Vin Vin
Vout
M1
0 < Vin< VDD
Vin [V]
ID [mA] RD = 1k RD = 2k RD = 10k
Corrente I
Dx V
inVout [V]
Vin [V]
RD = 1k RD = 2k RD = 10k
V
outx V
inVin [V]
Av [V/V] RD = 1k
RD = 2k RD = 10k
Ganho de Tensão A
vx V
inFonte Comum – ganho intrínseco
O ganho intrínseco é o maior ganho que se pode obter com um único MOSFET
g m r o para MOSFET de canal curto está em torno de 10 a 30
g m r o para MOSFET de canal longo chega a 100
Ganho intrínseco
o m
v g r
A
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 21
Fonte Comum – ganho intrínseco
Ganho intrínseco
D tech
OX v
D tech OX
D v
o m v
I C A WL
I C L
L I W A
r g A
2
2
•Aumenta-se o ganho, aumentando-se L (reduz λ)
•Aumenta-se o ganho, aumentando-se W (aumenta g m )
•Aumenta-se o ganho, diminuindo I D
Diodo MOS
•O efeito de corpo ocorre quando o ‘diodo’ é conectado através da ‘fonte’ (vsb≠0).
•Caso a conexão seja através do ‘dreno’ (v
sb=0),
não há.
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 23
1 1 Fazendo
1
2 1
2 2
2 2
1
m m v
m mb
mb m
m v
g A g
g η g
g g g
A
Substituindo RD na expressão do ganho de tensão, pela impedância equivalente de M2
Fonte Comum – diodo NMOS
Estando M1 e M2 em saturação, o
ganho depende somente das dimensões de M1 e M2 (desprezando o efeito de corpo).
1 1 Mas
1 1 2
2
expresso ser
pode ganho O
2 Como
2 1 2 1
2 2
2 1 1
1
W L W L A
I I
L I C W
L I C W A
L I C W g
v
D D
D ox n
D ox n v
D ox n m
LINEAR!
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 25
Fonte Comum – diodo NMOS
1
1 1
1
1 1
2 2
2 1
TH GS
TH GS
v
V V
V V W L
W L A
•é uma configuração ‘linear’ (quando em SI e saturação)
•oferece baixo ganho
•o ganho depende das dimensões dos transistores
•o ganho é função da relação entre tensões de overdrive
Fonte Comum – diodo NMOS
Vout M1 Vin Vin
0 < Vin< VDD
VDD VDD
M2
Tecnologia AMIS 0.5
• V
TN= 0,63V
• V
TP= -0,99V
• k
N= 37,4 μA/V
2• k
P= 13,9 μA/V
2• λ
N= 0,0091 1/V (L = 1,5μm)
• λ
P= 0,022 1/V (L = 1,5μm)
• L1 = L2 = 1,5μm; W2 = 7,5μm
V
outx V
inW1 = 7,5μm W1 = 30μm W1 = 90μm Vout [V]
Vin [V]
Corrente I
Dx V
inW1 = 7,5μm W1 = 30μm W1 = 90μm
V [V]
ID [mA]
W1 = 7,5μm W1 = 30μm W1 = 90μm Av [V/V]
Ganho de Tensão A
vx V
inV [V]
WI:
Av≈1
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 27
1 1 1
1
exp 1 exp
2 1
0 0
m m v
t D t t
TH GS GS
D m
t TH GS D
g A g
n I n n
V v L
I W v
g i
n V v L
I W i
•Ganho independe das dimensões dos transistores
•Ganho pouco abaixo de 1, devido a efeito de corpo de M2
Em Inversão Fraca
Fonte Comum – diodo PMOS
GSnGSp THnTHpp n v
m m
v
V V
V V W L
W L g A
A g
2 1 2
1
Pelos resultados anteriores:
Nenhum dos transistores sofre
efeito de corpo!
Vout[V]
Id[mA]
Av[V/V]
W1 = 7,5μm W1 = 15μm W1 = 30μm
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 29
Fonte Comum – diodo PMOS
212 1
W L W L A
p n v
Máximo e mínimo valor de Vout
Fonte Comum – carga ativa r ds
M
1M
2V
DDv
DSi
DSV
out•M1 opera como elemento de amplificação, controlando a corrente ‘id’ em função de
‘Vin’
•M2 opera como uma carga ativa, fornecendo a corrente de polarização de M1 e
transformando as variações de ‘id’ em variações de ‘Vout’, através do seu ‘ro’
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 31 D P
p tech n
n tech
n n OX n
ds ds
m o
o m v
L I L
L C W g
g r g
r g A
_ _
2 1
1 2
1 1
2 )
//
(
M
1M
2V
DDv
DSi
DSΔV
GS= ΔV
inΔV
OUTin out
v
V
A V
Fonte Comum – carga ativa r ds
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 33
Fonte Comum – degeneração de fonte
m D m
S m D
v m
S in
m D
out R G
g R R g
v A g R v v
v g R
v
1 1
1
1
Efeito da degeneração de fonte sobre Av
Fonte Comum – degeneração de fonte
m D m
S m D
v
R G
g R R g
A
1
Sem degeneração
Com degeneração
Troca-se GANHO por
LINEARIDADE
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 35
Efeito da degeneração de fonte sobre Rout
m m b S O m S O
S out
out out
O S out b m m out
S out out
O bs b m gs m out S
out out
r R g r
R g g i R
R v
r R i g g i
R i v
r v g v g i
R i v
1
S o u t s b s g s
in
v v v i R
v 0
Ganho de Laço Rout Rout
Efeito Miller
A C C
s C Cs Z A
Cs A Cs
v A
v i
Z v
Cs v A v
i
V eq
eq V
i
V i
V i i
i i
i V i
i
1
1 1
1
1 1 1
: Laplace por
Análise
Ocorre quando um amplificador inversor é realimentado através de uma capacitância
-Av C
v
ii
i-Av v
iObs.: supondo amplificador ideal
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 37
Fonte Comum – Efeito Miller
Modelo aproximado do fonte-comum com efeito Miller
A capacitância aparente que resulta do efeito Miller é muito maior (Av) que seu valor real, reduzindo a faixa de resposta em frequências do amplificador.
Esta análise NÃO inclui o ZERO devido a C
GDAmplificador Fonte Comum
ganho de tensão elevado (depende da carga)
é inversor
ganho de corrente elevado
alta Ri e alta Ro
O transistor principal não tem efeito de corpo
Ocorre efeito Miller (limitação de frequência
devido a C gd )
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 39
V
in> V
TH⇒ M1 ‘liga’ saturado
V
outé dado por:
TH in o u t
V V V
Menor Rs Rs infinito: Av=1
Amplificador Dreno Comum
Diferenciando ambos os lados de V
outem relação a V
in:
Como:
Substituindo g
me g
mb:
m mb
g
η g
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 41
Amplificador Dreno Comum
Usando o modelo p/ pequenos sinais:
mb m
S m S
v out
bs
bs mb gs m S out
out gs in
g g R R g
A v
v
v g v g R v
v v v
1
Amplificador Dreno Comum
TH in o u t
V V V
Menor Rs Rs infinito: Av=1
Cuidado c/ cargas CAPACITIVAS!
Descarga com corrente constante.
Efeito da Polarização de fonte:
Av ≈ 1
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 43
•Redução de ganho devido ao efeito de corpo, caso o substrato esteja em potencial fixo.
•Ocorre porque vgs tem sinal contrário a vbs
•É eliminado caso de una os terminais S e B (possível para o PMOS e nas tecnologias com duplo-poço para o NMOS)
Sem efeito de corpo Com efeito de corpo
m mb
g η g
Amplificador Dreno Comum
.include AMIS5t55w.txt
vd1 VDD1 0 dc 5
vin vgs 0 dc 0
*ibb dreno vss dc 200e-6
Rs1 f1 0 5k
M1 vdd1 vgs f1 0 CMOSN l=15u w=1500u pd=4.2u ad=0.6p ps=4.2u as=0.6p
.control
dc vin 0 5V 0.01V
let vs1 = v(f1)[ 0, 500]
let ids1 = (-i(vd1)[ 0, 500])*1000
plot vs1
plot deriv(vs1)
plot ids1
.endc
.end
Vin
Vout I
RAv
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 45
Amplificador Dreno Comum
Efeito de corpo (Vsb ≠ 0)
Vout A
VI
RVin
Titulo: Seguidor de fonte (nMOS) .include AMIS5t55w.txt vd1 vdd1 0 dc 5 vin vgs 0 dc 0 Rs1 f1 0 5k
*Com efeito de corpo
M1 vdd1 vgs f1 0 CMOSN l=15u w=1500u pd=4.2u ad=0.6p ps=4.2u as=0.6p vd2 vdd2 0 dc 5
Rs2 f2 0 5k
*Sem efeito de corpo.
M2 vdd2 vgs f2 f2 CMOSN l=15u w=1500u pd=4.2u ad=0.6p ps=4.2u as=0.6p
.control
dc vin 0 5V 0.01V let vs1 = v(f1)[ 0, 500]
let vs2 = v(f2)[ 0, 500]
let ids1 = (-i(vd1)[ 0, 500])*1000 let ids2 = (-i(vd2)[ 0, 500])*1000 plot vs1 vs2
plot deriv(vs1) deriv(vs2) plot ids1 ids2 .endc .end
Amplificador Dreno Comum
Eliminação do efeito de corpo pelo cancelamento de V
BS, através da polarização de poço (PMOS):
Preço: aumento de C
outH. Klimach Circuitos Analógicos MOS 47
Ro através do modelo p/ peq. sinais:
G
D
S
Ro
mb m
o g g
R 1
Amplificador Dreno Comum
Exemplo:
fonte-comum tem alta Ri e alto Av, mas Ro é muito elevada para se ligar a uma carga
dreno-comum tem alta Ri e baixa Ro e serve de ‘buffer’ de saída, com ganho próximo a 1
Obs: há um deslocamento
DC entre o nó X e a
saída, causado pelo V
GSde M
2H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 49
Amplificador Dreno Comum
Seu ganho de tensão é menor (próximo) que 1
Seu ganho de corrente é elevado
Oferece alta Ri e baixa Ro
É uma opção para acoplar o estágio de ganho com a carga (geralmente de valor baixo)
O efeito de corpo do transistor reduz a transcondutância total
A conexão S-B elimina o efeito de corpo, mas aumenta a capacitância de saída
Amplificador Porta Comum
Polarização através da entrada Polarização em separado
desacoplamento DC
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 51
Limite da região de Saturação:
Corte Sat
Triodo
Amplificador Porta Comum
Diferenciando em relação a Vin, para calcular o ganho:
Como:
O efeito de corpo incrementa a transcondutância
equivalente!
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 53
Amplificador Porta Comum
Calculando Rin através do modelo p/ peq. sinais:
Se R
D<< r
OAmplificador Porta Comum
Exemplo: Transmissão de sinal por uma linha casada de 50Ω:
Carga deve ser casada com a linha, para evitar reflexões
Carga pode ter valor maior (maior ganho), pois quem realiza o
casamento é a Rin de M2
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 55
Seu ganho de tensão é elevado (equivalente ao fonte-comum)
Seu ganho de corrente é 1
Oferece baixa Ri e alta Ro
É uma opção para amplificadores de
‘corrente’ (necessitam baixa Ri)
O efeito de corpo do transistor aumenta a transcondutância total
Sumário
Introdução
Configurações amplificadoras elementares
Fonte Comum
Dreno Comum
Porta Comum
Amplificadores compostos
Cascode (FC+PC)
Folded-Cascode (FC+PC)
Espelho de corrente
Diferencial (2xFC)
Par complementar (2xDC)
Push-pull (2xFC)
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 57
Cascode
Estágio FC (M 1 ) converte tensão v in em corrente i d :
Estágio PC (M 2 ) transfere i d para o nó de saída:
A impedância do nó de saída converte i d em v out :
M1 converte Vin em corrente Id, que é
encaminhada a Rd por M2
in m
d g v
i 1 1
1
2 d
d i
i
out m V
out in m out
d out
R g A
R v g R
i v
1
1 2
Cascode
Os principais objetivos são:
minimizar o efeito Miller sobre C
gd1
aumentar Rout
Modelo de pequenos sinais
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 59
Característica Vin vs Vx e Vout Tensões mínimas
Corte
Triodo Sat
Ganho de tensão Vx/Vin é muito pequeno (depende da razão (W2/L2)/(W1/L1)), o que faz com que o efeito Miller sobre Cgd1 seja desprezível.
Cascode
1 1
1 2 1 1
1 2
2 1 1
1
2 ) 1 (
1 temos
se
gd in
gd
gd v in
m m v
m m in
v
C C C resulta
C A C
Como
g g A
L W L
W
g g v
v A
Redução de Efeito Miller
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 61
Cascode
Rout no cascode Modelo de pequenos sinais
2 2 1
2 1 2 21 0
2 1 2
2 1
2 2 2 2
2 1
1 m m b O O O m O
O out v
out out
O O out b m m
out O
out out
O bs b m m
out O
out out
r g r r r g g
i r R v
r r i g g
i r i v
r v g v g i
r i v
in
1 2
2
0
2 b s s o u tOin
v v v i r
v
Ganho de Laço
Cascode
Triplo Cascode
O 1 m 2 O 2 m 3 O 3
out out
out r g r g r
i R v
1º cascode
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 63
1 2 2
1 1
2 2 1
temos Como
o m o m out
m v
o m o out
r g r g R
g A
r g r R
Ganho de tensão ideal
Cascode
Ganho de tensão real
3 1 1
3 3 2 2 1
temos Como
o m out
m v
o o o m o out
r g R
g A
r r r g r R
O aumento de Rout devido ao cascode é perdido, em razão da
‘baixa’ impedância do dreno de M3
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 65
Cascode
Carga em cascode: aumento de Rout, resultando aumento de Av
1 2 2 4 3 3
1 1
3 3 4 2 2 1
temos Como
o m o o m o m v
out m v
o m o o m o out
r g r r g r g A
R g A
r g r r g r R
Cascode
Exercício: determine Rout e Av
1 2 2 3
3 3
3 2 2 1
temos
o o m o m v
out m v
o o m o out
r r g r g A
R g A
r r g r R
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 67
Exercício: determine Vout máx e min
2 1
2 2
1 min _
3 max
_
TH b ON GS
b out
ON DD out
V V V
V V V
V V V
2 1
2 2
1 1
2 1
2 1
2 1
min _
: Assim
: Vout_min menor
garante que
Condição
GS ON TH
ON ON
b
ON ON
TH b
ON ON
out
V V
V V
V V
V V
V V
V V
V
Qual Vb1 garante menor Vout_min?
Cascode
Exemplo: amplificador diferencial com saída
cascode
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 69
Sumário
Introdução
Configurações amplificadoras elementares
Fonte Comum
Dreno Comum
Porta Comum
Amplificadores compostos
Cascode (FC+PC)
Folded-Cascode (FC+PC)
Espelho de corrente
Diferencial (2xFC)
Par complementar (2xDC)
Push-pull (2xFC)
Folded-Cascode
Cascode usual Folded-Cascode
•Nos dois casos, a corrente ‘id’ de M1, que está em fonte-comum, é fornecida à ‘fonte’ de M2, que está na configuração porta- comum.
•No folded-cascode, falta um ‘caminho’ para as correntes de
polarização de M1 e M2.
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 71
Cascode usual Folded-Cascode completo
Problema: I
1tem de ser superior à máxima I
D1, caso contrário I
D2chegará a
‘zero’, cortando M2.
Folded-Cascode
Cascode usual Folded-Cascode completo
2 1
min
_
ON ON
out V V
V
2 min
_
X ON
out V V
V
Depende de M1 Independe de M1
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 73
Folded-Cascode
Mesmo modelo p/ peq. sinais do cascode usual:
2 2 1 0 1
O m O out v
out out
D m V
r g i r
R v
R g A
in
Folded-Cascode
Tensão Vin mínima, abaixo da qual M2 corta e
M1 entra em triodo:
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 75
•Implementa-se a fonte de corrente com M3.
•Rout é menor que no cascode usual, pois o r
o3, de M3, fica em paralelo com o r
o1, de M1.
2 2 13
2 13 2 213 0
2 13 2
2 13
3 1 13 2
2 2 2
2 13
1
//
O m O O O b m m
O out v
out out
O O out b m m
out O
out out
O O O
O bs b m m
out O
out out
r g r r r g g
i r R v
r r i g g
i r
i v
r r r
r v g v g i
r i v
in
Folded-Cascode
Exercício: folded-cascode, com carga em cascode.
Calcule:
•Rout
•Av
out m V
O m O O O
m O out
R g A
r g r r r
g r R
1
2 2 3 1 4
4
5
// //
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 77
Folded-Cascode
Calcule:
•V
b4e V
b2, de forma a se obter a máxima excursão em Vout
•Quais os valores máx e min de Vout, neste caso?
2 3
2
4 5
4
GS ON
b
SG ON
DD b
V V
V
V V
V V
2 3
min _
4 5
max _
ON ON
out
ON ON
DD out
V V
V
V V
V V
Sumário
Introdução
Configurações amplificadoras elementares
Fonte Comum
Dreno Comum
Porta Comum
Amplificadores compostos
Cascode (FC+PC)
Folded-Cascode (FC+PC)
Espelho de corrente
Diferencial (2xFC)
Par complementar (2xDC)
Push-pull (2xFC)
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 79
Fontes de corrente são usuais na polarização de transistores e circuitos
São implementadas através da corrente de dreno de um transistor
Espelho de corrente - passivo
Como tornar a corrente de dreno confiável?
2
2 1
2
2
ox DD TH
out V V
R R
R L
W I C
Corrente de dreno varia com:
•Alimentação: V
DD•Processo:
•μC
ox•V
TH•Temperatura: V
TH(T)
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 81
Espelho de corrente - passivo
Solução: gerar correntes de polarização como uma cópia de uma corrente de referência (projetada para ser estável)
Espelho de corrente - passivo
Usando um transistor ligado como ‘diodo’
(M1), temos I D = f(V GS ) → V GS = f -1 (I REF )
TH ON
TH ox
REF GS
TH GS ox
D
V V
V L C W V I
V L V
W I C
1 2
2 2
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 83
Outro transistor idêntico a M1, polarizado com o mesmo V GS , produz uma réplica da corrente I REF
122 1
2 2 1
2 1
2
e processo mesmos
L W
L W I
I
V V V
V V L W
L W C
C I
I
REF out
GS TH GS
TH GS ox
ox REF
out
Espelho de corrente - passivo
Mobilidade: μ(x, y, V GS , T)
Capacitância: C ox (x, y, V GS )
Tensão de limiar: V TH (x, y, T)
Reduz-se a variação de valores de μ, C ox e V TH através de um layout bem-feito!
A relação precisa das geometrias também depende de um layout bem-feito!
Geometria é Controlável!
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 85
Espelho de corrente - passivo
Exemplo: par diferencial polarizado
REF REF D
D
REF D D
REF D
D
I I I
I
I I I
I I I
2 2 1
2 5 2 2 5
4 3
6 5
2 1
Espelho de corrente - passivo
Problema: corrente de dreno também
depende de V DS (modulação do comprimento efetivo do canal - λ)
1 12 2 2 1
2 2 1
2 1
2
1 1
DS DS TH
GS TH GS ox
ox REF
out
V V V
V V V L W
L W C
C I
I
M
1= M
2V
GS1= V
GS2I
D1v
DSi
DV V
I
D2H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 87
Ideal:
I
OUTv
outi
outV
out_MINr
out≈ 1/(λI
OUT) I
OUTv
outi
out Real:
21 2
1 2 1
2
1 1
2 2 2 1
2 2 1
2 1
2
1 1
!
! Layout!
Bom
1 1
L W
L W I
I
V V
V V L
W L W I
I
V V V
V V V L W
L W C C I
I
out
DS DS
DS DS REF
out
DS DS TH
GS TH GS ox
ox REF
out
Espelho de corrente - passivo
COMO FAZER?!?
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 89
Espelho de corrente - passivo
A inclusão de outro transistor em série com M2 fixa sua tensão de dreno (cascode)
Y
X V
V
Objetivo:
Ajustar Vb para obter
3 1
3 1
3 1
2
TH ON ONb
ON TH b ON TH
GS b Y X GS
V V V V
V V V V V
V V V V V
Espelho de corrente - passivo
Gerando Vb:
(supondo M1=M2 e M0=M3)
121 2
0 3
1 2
L W
L W I
I
V V
V V
I I
V V
REF out
DS DS
GS GS
REF out
GS GS
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 91
Supondo M1=M2 e M0=M3
3 1 min
_
3 3 0 1 min _
ON ON TH out
ON GS GS GS out
V V V V
V V V V V
I
REFV
THV
ON1V
ON3V
X= V
YV
out_minEspelho de corrente - passivo
Supondo M1=M2 e M0=M3
2m
3O 1
2 O
3 3 3 2 3out
O O b m m
O out
out out out
r r g R
r r g g
r R
i R v
Lembrando análise do Cascode:
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 93
Espelho de corrente - passivo
Supondo M1=M2 e M0=M3
I
OUTv
outi
outV
out_MINr
outMOSFET
CASCODE
Espelho de corrente - passivo
Supondo M1=M2 = M0=M3
Conclusão:
Tensão mínima de saída
Resistência de saída
Espelhamento:
-bom
2 O m o u t
g r R
O N TH
o u t
V V
V
_mi n 2
2
1 D S
D S
V
V
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 95
Redução de Vout_min: M1=M3 e M2=M2
TH b out
ON GS b out
V V V
V V V V
min _
4 4 min
_
3 4 min
_
min
_
: Se
ON ON out
b b
V V V
V V
3 4 mi n
_ TH O N O N
b
V V V
V
Espelho de corrente - passivo
Redução de Vout_min: M1=M3=M2=M4
Conclusão:
Tensão mínima de saída
Resistência de saída
Espelhamento:
-bom
2 O m o u t
g r R
O N
o u t
V
V
_mi n 2
3
1 D S
D S
V
V
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 97
Espelho de corrente - passivo
Geração de Vb: M1=M3=M5 e M2=M4=M6
Se I
1≈ I
REF:
Tensão mínima de saída se:
Cálculo de Rb:
1
1 5
2
6I R V
I
V V
V R V
TH b
b ON ON TH b
3
4 O N
O N TH
b
V V V
V
Espelho de corrente - passivo
Geração de Vb: M1=M3 e M2=M4
Se I
1≈ I
REF:
Tensão mínima de saída se:
Cálculo de Rb:
REF ON b
REF
ON TH ON
ON TH b
REF X b b
I R V
I
V V V
V R V
I V R V
4
3 3
4
3
4 O N
O N TH
b
V V V
V
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 99
Geração de Vb: M1=M3 e M2=M4
Se I
1≈ I
REF:
Tensão mínima de saída se:
Cálculo de M5:
4 2
4
; 3 5
3 4 5
5
L W L
W
V V
V V
V V V
ON ON
ON ON
ON TH b
3
4 O N
O N TH
b
V V V
V
Espelho de corrente - passivo
Geração de Vb: M1=M3 e M2=M4
Se I
1≈ I
REF:
Tensão mínima de saída se:
Usa-se M7 com grande razão de aspecto:
6 5
6 5
7 7
7 6 5
2
ON ON TH b
TH ON ON TH b
TH ON TH GS
GS GS GS b
V V V V
V V V V V
V V
V V
V V V V
3
4 O N
O N TH
b
V V V
V
H. Klimach Circuitos Analógicos MOS 101
Espelho de corrente - ativo
Ocorre quando utilizamos o espelho de
corrente para processar sinal, com entrada e saída
O I I out in