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WVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA, - , - 0
-
~C
o
P R O E J A E O C U R R íC U L O IN T E G R A D OTHE PROEJA AND /NTEGRATED CURR/CULUM
J o s é R a i m u n d o C a r v a l h ozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Professor do Instituto Federal do Pará (lFPA) e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
R e s u m o
Este artigo objetiva fazer uma relação da avaliação curricular da disciplina informática e sua disposição no currículo integrado do curso de informática
do PROEjA no CEFET-PA enquanto proposta contributiva de produção de
saberes e estratégias utilizadas entre o currículo formal e o ideal. Apóia-se nos autores indicados na bibliografia e, Indica a relação trabalho e educa-ção como prática essencial do aprender a aprender e do aprender a fazer como possibilidade de ascensão a escolaridade e a profissionalização de jovens e adultos considerando as condições de acesso e permanência na escola como elemento facultativo no processo de exclusão social. Faz refe-rência ao PROEjA em suas características e concepções mediante o docu-mento base e aduz a relevância de professor no papel gestor-executor do currículo prescrito.
Palavras-chave: Avaliação, currículo e informática.
Abstract
This article aims to make an assessment regarding the disciplineof computer science curriculum and its provision in the integrated curriculum of computer science at the PROEjA CEFET-PAas a proposal to pay for the production of knowledge and strategiesused between the formal curriculum and the ideal. It draws on theauthors in the bibliography, and indicates the relationship between work and education as an essential practice of learning to learnand learning to do as the possibility of rising education and professional development of young adults considering the conditions of access and permanence in school as optional element in the process of social exclusion. PROEjA refers to its features and concepts through the document base and
raises the importance of teacher-Ieadership role in implementing
theprescribed curricu lum.
Key-words: Assessment, curriculum and information technology.lkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
oPROEJAlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAe o cu rrí< u lo .WVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
1 . In tro d u ç õ o
A
qualidade da educação pública no Brasil como prática essencialdo aprender e do fazer nos tempos atuais, tem possibilitado encaminha-mentos com vistas a estudos em diversas áreas do saber. Principalmente,
no que concerne a relação trabalho e educação por considerar um fator
fundamental para desenvolver atitudes favoráveis a uma educação de
qua-lidade, ocasião em que os alunos podem perceber a relevância social de
sua atuação e, ao mesmo tempo reunir elementos conceituais para melhor
operacionalizar os processos educacionais em que são participantes.
O processo de construção e reconstrução de uma educação capaz
de possibilitar ao cidadão o aprender a apreender e aprender a fazer, com fins de formação profissional e inclusão social, conduz a análises de pro-cessos curriculares implementados nos sistemas de ensino, a fim de que se possa compreender e explicitar conceitos processuais, históricos e
sistemá-ticos, considerando a avaliação curricular como ação emergente na
im-plantação de currículos desde a idealização e a sua realização, porque na
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educação, mais do que em qualquer atividade humana, o cidadão deve ser
motivado àparticipação permanente da construção do seu conhecimento.
O Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com
a Educação Básica na Modal idade Educação de Jovens e Adu Itos - PROEJA, no bojo de sua legislação, evidencia-se ao validar possibilidades de as-censão àescolaridade e a profissionalização de pessoas que em situações
diversas foram afastadas ou não tiveram a oportunidade de prosseguir
seus estudos tornando-se sujeitos a margem do sistema de ensino em con-seqüência a fatores como: raça/etnia, cor e outros, que facultam a
proble-mática da exclusão social, seja no mundo do trabalho, na proteção do
estado de acesso a escola e permanência nela ou ainda, pela distância
existente entre o currículo formal e o ideal, implementados nos sistemas de ensino, num plano destinado a atingir fins específicos.
2 . A e d u c a ç õ o e o P R O E J A c o m o p o lític o e d u c a c io n a l
A Constituição Federal, em seu artigo 205 (BRASIL, 2004), estabe-lece que lia educação é um direito de todos e dever do Estado e da famí-lia". Apesar disso, o que tem se demonstrado através dos órgãos que
José R oim undo C orvalhozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
pesquisam índices educacionais no país, é a completa falência da
educa-ção, que não se ajusta aos princípios do Art.206, da mesma lei, incisos 1
-"Igualdade de condições para acesso e permanência na escola" e,WVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAII
-"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento a arte e o saber".
Dados fornecidos no último levantamento do Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional-INAF, do Instituto Paulo Montenegro, loschpe (2006): apenas 26% da população brasileira de 15 a 64 anos são plena-mente alfabetizadas, isto significa que 74% dessa população não é capaz de ler e compreender um texto mais elaborado; e ainda, só 23% perten-cente a essa faixa de idade consegue resolver um simples problema de matemática que envolva mais de uma operação e apenas esse mesmo grupo tem capacidade para entender gráficos e tabelas.
O autor problematiza nossa eficiência escolar em todos os níveis e etapas do ensino, e pergunta como poderia ser possível ensinar matemá-tica, química ou geografia, sem o domínio pleno da nossa língua, sem contarmos com cidadãos plenamente alfabetizados? Ele nos deixa perce-ber sua visão do aluno brasileiro, que se constitui de sucessivos insucessos
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ou de progressões cujo mérito poderia se questionar, ao nos revelar que aos 14 anos de idade, por exemplo, praticamente 2/3 dos alunos estão defasados, cursando uma série destinada a pessoas de menor idade. É ainda mais desalentador olhar para o ensino médio, pois, dos 5,7 milhõesde alunos que entram na primeira série do ensino fundamental só 2,4
milhões chegam à última série do ensino médio e ainda assim com de-sempenho muito aquém.
Afirma ainda que em sua última edição, o teste PISA da
Organiza-ção para a CooperaOrganiza-ção e Desenvolvimento Econômico-OCDE testou
jo-vens de 15 anos de quarenta países, o Brasil amargou o último lugar em
matemática, o penúltimo em ciências e o 37 em leitura. Essesdados
demonstram, e não há como refutá-Ios, que nossa educação acumula uma série de deficiências e deixam rastros destruidores para a vida dessas pessoas e do próprio país que não consegue inseri-Ias no sistema produti-vo e não dispõe de sua força para construção do seu desenproduti-volvimento. Essecenário de desestímulo se evidencia ao aluno e pode representar um
empecilho à sua própria motivação ao estudo, contribuindo para
aumen-tar o abandono escolar.
Para Neumann (2006), o Brasil é um país de grandes contradições,
de um lado é extremamente rico em recursos humanos, naturais e
tecnológicos, e de outro apresenta miséria, desemprego e violência, isso se
oPROEJAlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAe o cu m cu :1 o~ ~ õ J I
revela, em desigualdades e injustiça social confirmados pelos dados do ano de 2003 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -IPEA segundo
o qual, 1% dos brasileiros mais ricos -1,7 milhão de pessoas - detêm 13%
da renda domiciliar, percentual esse que se aproxima do que detêm os
50% de brasileiros mais pobres, que equivalem a 86,9 milhões de pessoas.
Essarealidade força que se repense a educação enquanto política e como um processo com base na interação, para que por meio dela o
cidadão possa se tornar sujeito ativo, criativo e participativo; por meio da
aprendizagem e continuidade dos estudos. Inegavelmente, a exclusão
social que verificamos hoje, em todos os níveis, tem sido agravada pelos deficientes processos de aquisição e construção do conhecimento.
Barone (2002) colabora para entendermos que essa dívida social
vai se acumulando como fruto das relações sociais e econômicas, bem
como das opções políticas adotadas ao longo de nossa trajetória históri-ca. Some-se a isso um aprofundamento desses desníveis, na última déca-da, resultante de intensas transformações no mundo produtivo, na ordem
mundial com grande influência do desenvolvimento tecnológico. Ao
si-tuar este cenário produtivo a autora evidencia a redefinição do papel do
Estado, o fortalecimento do indivíduo como ator central da história emWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
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relação ao coletivo e a inauguração de uma relação público-privado com
a iniciativa privada, à livre concorrência e às leis de mercado.
Moreira (2006) reforça esses argumentos analisando que o Brasil, por razões históricas, acumulou um enorme conjunto de desigualdades sociais no tocante à distribuição da riqueza, da terra, do acesso aos bens
materiais e culturais e da apropriação dos conhecimentos científicos e
tecnológicos. Com isso, a inclusão social tornou-se um dos grandes desa-fios do nosso país. O autor entende a inclusão social como sendo a ação
de proporcionar a populações, que são social e economicamente
excluí-das - no sentido de terem acesso muito reduzido aos bens (materiais,
educacionais, culturais) e terem recursos econômicos muito abaixo da
média dos outros cidadãos - oportunidades e condições de serem incor-poradas à parcela da sociedade que pode usufruir esses bens.
De forma mais ampla, diz o autor, inclusão social é propiciar con-dições para que todos os habitantes do país possam viver com adequada
qualidade de vida como cidadãos plenos, dotados de conhecimentos,
meios e mecanismos de participação política que os capacitem a agir de forma fundamentada e consciente.
A Lei 9.394 (BRASIL, 1996), no art. 37, institui e oportuniza a
edu-cação àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos na
Jo sé R o im u n d o C arv alh ozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
idade regular através da Educação de jovens e Adultos - EjA, que, como modalidade educacional é de grande relevância na perspectiva de ampli-ar as chances de pessoas que estiveram fora do sistema de ensino vigente no país. Atualmente há um grande esforço de educadores, políticas edu-cacionais e dos próprios jovens e adultos para possibilitar o retorno
esco-lar para complemento ou continuidade dos estudos a esse público, que
por diversas razões, tem ficado retido ou excluído dos processos escola-res, não sendo realizada assim sua inclusão através do processo efetivo de educação como condição real de escolarização.
É assim que o PROEjA surge no cenário das políticas sociais de inclusão, ele representa uma convergência de ações para melhoria das condições de domínio dos elementos básicos à vida social de jovens e
adultos, além da qualificação para o mundo produtivo e melhoria ou
elevação da condição de vida desses cidadãos e, dos índices de
desen-volvimento do país.
O PROEjA originou-se pelo Decreto nº. 5.478, de 24 de junho de 2005, pela necessidade de resgatar e inserir no sistema escolar brasileiro
milhões de jovens e adultos possibilitando-Ihes acesso à educação e aWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
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formação profissional na perspectiva de uma formação integral. Adquiriu nova redação pelo Decreto n º 5.840, de 13 de julho de 2006 (BRASIL, 2006a), conforme diretrizes estabelecidas e abrangerá cursos e progra-mas de educação profissional de formação inicial e continuada de traba-lhadores, a fim de responder a necessidade premente da oferta de educa-ção profissional técnica integrada ao ensino médio a jovens e adultos visando à elevação da escolaridade, assim como a inclusão de jovens e adultos pertencentes às classes populares no sistema público da educa-ção profissional.3 . P R O E J A :
características e concepções
As orientações do PROEjA preconizam a necessidade de políticas
educacionais bem consolidadas e articuladas como função estratégica
para o desenvolvimento de uma nação. A história tem comprovado que
para haver desenvolvimento econômico precisa haver desenvolvimento
social e cultural, papel que a educação desempenha de criar, produzir,
socializar e de se re-apropriar da cultura e do conhecimento produzidos
pela humanidade. Logo, de acordo com o documento base do PROEjA,
seu nascimento se dá com propósito de ser um instrumento de resgate da
ozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAPROEJAe o currículo integrado
cidadania de uma imensa parcela de brasileiros expulsos do sistema
es-colar por problemas encontrados dentro e fora da escola (BRASIL, 2006b).
E mais, que essa política de educação profissional alcance não somente
os jovens do ensino regular, mas com a mesma qualidade e de forma
pública, gratuita, igualitária e universal, também aos jovens e adultos que
foram excluídos do sistema educacional ou que a ela não tiveram acesso
nas faixas etárias regulares que é preconizado pela LOB.
A perspectiva da formação no PROEjA é a educação integral e a
superação da dualidade existente na educação brasileira entre teoria e
prática, entre ensino para pensar e ensino para executar, que por questões políticas se faz presente em nossa realidade educacional distinguindo tam-bém os futuros, de uma classe e de outra.
A situação brasileira esclarece os documentos norteadores, exige a
construção de um projeto de desenvolvimento nacional auto-sustentável
e inclusivo que articule as políticas públicas de trabalho, de emprego e
renda, de educação, de ciência e tecnologia, de cultura, de meio
ambi-ente e de agricultura sustentável, identificadas e comprometidas com a
maioria, para realizar a travessia possível em direção a um outro mundo,
reconceitualizando o sentido de nação, capaz de acolher modos de vidaWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
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solidários, fraternos e éticos.4 . P R O E J A : p o r o q u e m e p o r q u e m
o
Programa de Integração da Educação Profissional Técnica de NívelMédio ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de jovens e
Adul-tos, assim como a própria EjA, trabalha com pessoas que hoje estão à
margem da sociedade elitizada e do sistema educacional regular. Seus
rostos ainda não se conhecem, mas a EjA e o PROEjA, têm como
público-alvo jovens e adultos que estão fora do sistema de ensino há muito ou
pouco tempo, e que geralmente são migrantes das áreas rurais, com
bai-xo nível de instrução escolar e procuram resgatar o tempo perdido em
busca de uma escolarização capaz de Ihes assegurar melhores condições
de vida social e profissional.
Se o público-alvo é peculiar, os agentes educacionais, gestores, pro-fessores, assessorias e avaliação, que se envolverão com eles por meio da
proposta de integração trabalho e educação, também precisa se
diferen-ciar, pois, segundo o documento base PROEjA (BRASIL, 2006b), qualquer
programa educacional para funcionar e ter qualidade necessita de uma
Jo sé R aim u n d o C arv alh o
p ro p o s ta p o lític o -p e d a g ó g ic a c la ra e b e m d e fin id a p a ra q u e p o s s a a te n
-d e r a s re a is n e c e s s i-d a -d e s d e to d o s o s e n v o lv id o s n o s is te m a .zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Éd e s e e s p e ra r o c o m p ro m e tim e n to c o m o s o b je tiv o s d e s s a m o d a li-d a li-d e , c o m o a g e n te s s o lid á rio s n a p ro d u ç ã o c o le tiv a d e u m n o v o p ro je to s o c ia l, d e n tre e le s , g e s to re s p ú b lic o s (M E C e S e c re ta ria s E s ta d u a is e M u n i-c ip a is ) i-c o m n e i-c e s s á ria s a rtic u la ç õ e s p o lític a s , c o m o g a ra n tia p a ra u m a o fe rta p e re n e d e q u a lid a d e e g e re n c ia m e n to a d e q u a d o ; s e rv id o re s s e n s ív e is à s re a lid a d e s d o s e d u c a d o re s e d a e s p e c ific id a d e d a E J A ; p ro fe s s o re s q u e a s -s u m a m o p a p e l d e m e d ia d o re s e a rtic u la d o re s d a p ro d u ç ã o c o le tiv a d o c o n h e c im e n to ; e d u c a n d o s , c o m u m a p a rtic ip a ç ã o a tiv a e o a p ro v e ita m e n -to d e u m a e s c o la riz a ç ã o c o n tín u a e d e q u a lific a ç ã o p ro fis s io n a l.
C o m o u m d o s p rin c ip a is e x e c u to re s d e q u a lq u e r p ro p o s ta e d u c a c i-o n a l, i-o p ri-o fe s s i-o r te m u m p a p e l d ife re n c ia d o e d e m u ita re le v â n c ia p a ra o s e u a n d a m e n to e re s u lta d o s . D e a c o rd o c o m a U N E S C O (2004), o p a p e l d o p ro fe s s o r, s u a fo rm a ç ã o , c o m p e tê n c ia s e c a rre ira c o n s titu e m te m a s d e d e b a te s e p o lític a s , m a s c o m fre q ü ê n c ia p a s s a -s e a o la rg o d a s v á ria s d ifi-c u ld a d e s q u e c a ra c te riz a m a re a lid a d e v iv id a p e la m a io ria d e le s e d a s
e s c o la s d o p a ís c o m o b a ix o s s a lá rio s , fo rm a ç ã o m u ita s v e z e s p re c á ria s ,WVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
1 4 4
q u e p o d e m le v a r a p e rd a d a id e n tid a d e e d a d ig n id a d e d e s s e p ro fis s io n a l q u e n e c e s s ita m s e r re s g a ta d o s .N o e n ta n to , o m u n d o g lo b a liz a d o tro u x e m u d a n ç a s a o s c a m p o s e c o n ô m ic o s , p o lític o s , te c n o ló g ic o , s o c ia l e c u ltu ra l, e x ig in d o m u d a n ç a s n a s c o n c e p ç õ e s s o b re a e d u c a ç ã o e o e n s in o , p ro d u z in d o u m m o v im e n -to d e re a v a lia ç ã o d o p a p e l d o d o c e n te e d a e s c o la . E s s e c o n ju n to d e a s p e c to s ta m b é m s in a liz a p a ra a im p o rtâ n c ia e n e c e s s id a d e d o s p ro c e s -s o -s d e fo rm a ç ã o in ic ia l e c o n tin u a d a d e s s e s p ro fis s io n a is a fim d e m e lh o r p o s s ib ilita r a c o m p re e n s ã o d a re la ç ã o tra b a lh o e e d u c a ç ã o c o m o p rin c í-p io e d u c a tiv o e fo rm a ç ã o s o c ia l d o tra b a lh a d o r.
A re a liz a ç ã o d o P R O E J A , e n tre ta n to , n ã o é g ra n d e fe ito a p e n a s d o p ro fe s s o r, m a s ta m b é m , d a q u e le s q u e p o d e m c o n trib u ir s a tis fa to ria m e n te n a fo rm a ç ã o d e jo v e n s e a d u lto s o u , a fe ta r o d e s e m p e n h o n a e s c o la e n o tra b a lh o , ta l q u a l o s is te m a d e c o m u n ic a ç ã o e n tre d irig e n te e s u b o rd in a -d o , o tip o -d e li-d e ra n ç a , o s fa to re s m o tiv a c io n a is q u e im p u ls io n a m o s tra -b a lh a d o re s a te re m m e lh o r o u p io r d e s e m p e n h o n o tra b a lh o e , a s s im s a -tis fa z e re m d ire ta o u in d ire ta m e n te s u a s n e c e s s id a d e s .
H á d e s e c o n s id e ra r q u e o c o m p o rta m e n to d a s p e s s o a s é in te n c io -n a l, o b je tiv a -n d o a o b te n ç ã o d e m e ta s o u re s u lta d o s . P o r c o n s e g u in te , n a m e d id a e m q u e o rg a n iz a ç õ e s p ro p o rc io n a m p o s s ib ilid a d e s d ire ta s o u in -d ire ta s d e o b te n ç ã o d e m e ta s p e s s o a is , n e s s a m e s m a m e d id a a p e s s o a
oPROEJAlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAe oWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAO I T T I O I I I I l t : : e ; : - : a t
estará disposta a considerar sua vinculação a participação na ati ida e
organizacional e receber retribuições que lhe interessam como salário.
bom trato, promoção, prestígio e outros que possam satisfazer seus anseio.
O documento norteador do PROEJA (BRASIL, 2007) indica que lia
formação de professores e gestores objetiva C..) a sistematização de
con-cepções político-pedagógicas e metodológicas que orientem a
continui-dade do processo" (p. 60) e para isso, a Secretaria de Educação Tecnológica
do Ministério da Educação, como gestora nacional do Programa, será
responsável pelo estabelecimento de programas especiais de formação de formadores e para pesquisa em educação de jovens e adultos, através de: a) oferta de programas de especialização em educação de jovens e
adultos como modalidade de atendimento no ensino médio integrado
profissional (p. 45).
5 . O p ro fe s s o r e o c u rríc u lo n a fo rm a ç ã o d e jo v e n s e a d u lto s
As mudanças ocorridas nos campos da economia,
político-cultu-ral, educação e ensino e outros, exigindo melhor compreensão à
1 4 5
operacionalização sobre trabalho e educação, conduz a reavaliação do
papel do docente a uma concepção de participação na construção,
re-construção e implantação curricular de sistema de ensino. Um esquema que ao este é relegado, a não ser o papel de mediador entre a proposta formal e realizada enquanto sujeitos inerentes ao processo de ensino-aprendizagem na formação discente-cidadão.
Observando-se o esquema de Hilda Taba (1962) apud
Roldão(1993,p.55) em que distingue o processo de desenvolvimento
curricular em duas etapas "design ou concepção e implementação do
currículo", numa análise conjuntural, o docente enquanto gestor de
currí-culo em espaço escolar não é participativo na seleção, definição dos
ob-jetivos, organização de disciplinas e outros elementos constitutivos da
primeira fase do currículo que por questões administrativas-pedagógicas não o estimulam a voltar olhar para o currículo como processo de racio-nalização de resultados educacionais, cuidadosa e rigorosamente especi-ficados e medidos (Bobbitt, 1918) apud (Silva, 2007,p. 12).
Por outro lado, na segunda fase que é a implementação, sua atuação passa a ser magnânima de um dever assumido com alguém ou algo, em que sua responsabilidade em operacionalizar estratégiasde desenvolvimento de aprendizagem, seleção e classificação de conteúdos, molda-se a
1 4 6
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAções de articulações com fins de um processo avaliativo das proposições curriculares veiculadas no sistema de aprendizagem do aluno.
Simultâneo ao papel do professor, o aluno-cidadão é o elemento
regulador do processo em que este, terá de organizar sua ação de
implementação curricular e de gestão de maneira a possibilitar o
desen-volvimento adequado do processo de regulação dos diversos
componen-tes a serem seqüenciado, estabelecidos a nível de aprofundamento de
conteúdos como meta a atingir a qualidade da educação promulgada pela carta magna do País.
Pouco se fala em relação ao elemento regulador que se posiciona ao extremo da implantação de um currículo, embora, haja a percepção
de que o objetivo do currículo seja a obtenção de resultados voltados
para a relação trabalho e educação através de procedimentos e métodos,
posicionando a escola em seu funcionamento nas relações sociais como
mediadora das intencional idades da economia de um País e do mundo do trabalho.
Ressalta-se, que o cidadão-trabalhador para obter sucesso na
rela-ção trabalho-educarela-ção coloca-se, no plano emergencial definido pelo
"currículo" palavra do latim com o significado "corrida" e se vê envolvido não somente no querer ser, mas muitas vezes ,naquilo que é conduzido a ser, tendo em vistas o atendimento às necessidades pessoais e sociais que
lhe são impostas pelo processo educacional contributivo do sistema de
ensino através de seu conteúdo.
Silva (2007) afirma que o currículo deve responder a quatro ques-tões básicas: "1. que objetivos educacionais deve a escola procurar atin-gir?; 2. Que experiências educacionais podem ser oferecidas que tenham
probabilidade de alcançar essespropósitos?; 3. como organizar
eficiente-mente essas experiências educacionais?;4.como podemos ter certeza se
essesobjetivos estão sendo alcançados?" Mas, aponta que somente a pri-meira diz respeito ao currículo porque trata-se de ensino e instrução.
Os atos, de ensinar e de instruir apontados pelo autor são
defini-ções clarificadas no dicionário Houaiss, ambos pela transferência de
co-nhecimento, como a soma de atos e diligências esclarecedoras e
elucidadoras, num pretenso legado ao exercício do professorado,
pre-núncio, que implica o papel do professor no currículo como ação de
gestar e executar. Um processo que dependendo da circunstância em que é conduzido considera estudos a serem efetivados sobre os próprios
estu-dantes trabalhadores num procedimento de possibilidades de elevação
de vida pessoal e profissional desses cidadãos.lkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
José R oim undo C orvalho
p.1 3 8 a 1 5 1zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
oPWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAO E Je o Cll'lTOIe 0 = =
Vale lembrar que por circunstância o cidadão possui propo 10
deliberados e, busca simultaneamente espaços na sociedade a fim de
resolver problemas relacionados ao trabalho e educação e, o "currículo"
é o mediador entre cidadãos e estado, entre sociedade e economia, entre
a exclusão social, educação e trabalho. Logo, experiências educacionais; organização eficiente dessas experiências e certeza de objetivos a serem alcançados, são características de "avaliação" a que o currículo deve se propor, com vistas a atingir objetivos educacionais e sociais.
A avaliação curricular do curso de informática do PROEJA no
CEFET-PA no percurso de sua investigação, busca analisar, como foram
efetiva-das a estruturação e organização dos elementos predominantes e
norteadores que definiram o currículo e o perfil dessa habilitação. Tem
ainda, a finalidade de contribuir com o processo de formação do
traba-lhador através de espaços propícios de reconstrução de elementos
curricular que possibilitem a obtenção conhecimentos e habilidades
ne-cessárias ao desenvolvimento cognitivo e intelectual, como meio do
ci-dadão inserir-se na sociedade e no conjunto de atividades produtivas para
alcançar um determinado fim.
A informática, palavra portuguesa do francês informatique, v o c á -
1 4 7
bulo criado por Philippe Dreyfus (1962) que sendo dicionarizado em
Portugal assume o sentido de ciência da computação e no Brasil como
conjunto de ciências de informação é na educação, disciplina técnica e
tecnológica destinado ao tratamento de informações mediante ao uso de
computadores. Mais do que um conjunto de conhecimentos utilizados
no ensino é, também, de interesse geral e conhecimento público
median-te sua divulgação pelos meios de comunicações como a televisão, a trans-missão via rádioacústica, a escola e outras agências de ensino e, isso ca-rece de um tratamento curricular com vistas a atingir resultados positivos
no processo educacional dos cidadãos trabalhadores que retornam ao
seio escolar em busca conhecimento que facilite a interatividade.
Virilio (1999, p.9) aponta que a " experiência do pensamento está na origem das ciências experimentais" e pergunta" como não observar esse procedimento (... ) em favor de procedimentos instrumentais e digi-tais capazes (. ..)de estimular o saber?
A proposição do autor remete a olhar a disciplina informática como
componente curricular técnica e tecnológica emergente no cenário
edu-cacional como uma forma de se adquirir aprendizado sistematizado,
mediante procedimentos que visam estimular e intensificar o saber
construído, caracterizando-se no tempo, no espaço e nos sistemas de
José R oim undo C orvalhozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
ensino, não somente como concepção de informação e conhecimento,
ou simples diálogo entre o usuário e o sistema de comunicação com a
máquina, mas também, como possibilidade de construções e realizações pessoais e coletivas de produção de saberes de certa forma automatizados pela internet pelos dispositivos mecânicos e eletrônicos que servem para agilizar e otimizar esses saberes e serviços.
Isso remete a Lewy (1999, p. 11)WVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAM e u o t i m i s m o , c o n t u d o , n ã o p r o -m e t e q u e a i n t e r n e t r e s o l v e r á e m s e u p a s s e d e m á g i c a , t o d o s o s p r o b l e
-m a s c u l t u r a i s e s o c i a i s d o p l a n e t a . Seu "otimismo" nosso otimismo parece
conciliar com perspectivas de autores de currículo de programas de
informática, como também, dos cidadãos, cuja intencional idade é adqui-rir formas de domínio entre o virtual e o real a fim de compreender os mecanismos instrucionais pertinentes a uma habilitação em informática, num processo de criação e recriação de habilidades voltadas a sua parti-cipação no trabalho e educação e na sociedade.
A manifestação em ver as coisas pelo lado bom no mundo em que vivemos, mesmo com restrições é, solução favorável as perspectivas da
busca de melhorias de ensino e de construção de vida intelectual e soei-WVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
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ai, mesmo que nem sempre possa resolver os problemas emergentes do cotidiano. Mas, há de se considerar que o homem enquanto ser humano e social encontra-se em luta constante pelo viver, empenha-se na tentati-va de superação pessoal e social resultante do processo de coleta e processamento de informação que o ajuda a resolver partes dos proble-mas que o aflige.O autor (1999, p. 169) considera ainda que "Os sistemas de ensino encontram-se hoje submetidos às novas restrições no que diz respeito à quantidade, diversidade e velocidade de evolução dos saberes"
Essasituação é inerente a informática e sua relação com o ato de receber e processar informação mediante o uso de computador ou rede
de computadores, via de regra, tem sua complexidade, seja de acesso
mínimo disposto ao cidadão trabalhador, face a sua disponibilidade
tem-poral e espacial-conjuntural, seja a precariedade das formas de
transmis-são de conhecimento em que o professor-gestor se vê envolvido nos
siste-mas de ensino. Seja ainda, a metodologia utilizada nas prescrições dos
currículos, organização e legalização das regras instituídas de um sistema maior, sem muitas vezes se perguntar se os elementos constituintes do
currículo proposto são formas econômicas de obtenção de resultados
positivos ou, se as situações não previstas que podem emergir trarão
con-seqüências desfavoráveis ao programa implementado. Considerando-se
oPROEJAlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAe o ru m 'alio ii::e;=
também, os sistemas de ensino abertos como a educação à distância,
gestada pelas instituições de ensino e meios de comunicações como a
televisão, a internet, e outros.
Os aspectos abordados acima pelo autor levam-nos, a considerar que a avaliação curricular expressa sua ação no momento curricular ora vigente e nos elementos emergentes não previstos pelo autor ou autores do currículo; que ela seja um instrumento entre outros, necessária ao processo de verificação e acompanhamento de atividades educacionais, atos de en-sino e informação, objetivando a reflexão do papel do currículo na educa-ção de jovens e adultos; como também compreender que a instituieduca-ção, como gestora, pode oferecer ou não condições para que seus membros
realizem seus anseios e metas pessoais na implementação do currículo.WVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
C o n s id e ra ç õ e s fin a is
O interesse pelo projeto de dissertação de Mestrado em Educação
" A v a lia ç ã o curricular do curso de informática do CEFET-PA"implica num
olhar à Educação de jovens e Adultos EjA/PROEjA como um processo
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complexo que envolve a construção e (re) construção de cidadania tanto do aluno quanto do professor. Acredita-se que esse processo possibilitará resultado prático através das mudanças de mentalidades e de atitudes do
indivíduo, quando levados a compreenderem o mundo e
compreende-rem-se no mundo, como seres capazes de criar, modificar, socializar e refletir sobre sua atuação na sociedade, perpassando pela família, a esco-la e inserindo-se na sociedade.
No entanto é preciso considerar o papel que a avaliação representa no currículo e para o currículo, uma vez que este é uma proposta, e a avaliação é o momento em que se estuda metodologicamente essa propos-ta e seus resulpropos-tados de forma critica e comprometida, com vispropos-ta a repensar procedimentos na promoção de formação de sujeitos trabalhadores.
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E nviado poro publicação: 25.10.2010 A ceito poro publicação: 25.01.2011