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ABPQD ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PARAQUEDISTAS

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ABPQD

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PARAQUEDISTAS

( f unda da em 15 de nov em br o de 200 8)

1 Capítulos

ÍNDICE

Capítulo I Regras Administrativas

Capítulo II Regras de Segurança

Capítulo II Regras para Instrução ASL

Capítulo IV Regras para Instrução AFF

Capítulo V Regras Gerais para Habilitação de Instrutores (ASL, AFF e Salto Duplo) e Coach

Capítulo VI Regras para Saltos Noturnos

Capítulo VII Regras para Trabalho Relativo de Velame

Capítulo VIII Regras para Obtenção de Licenças

Capítulo IX Regras para Saltos Sobre Superfícies Líquidas

Capítulo X Regras para Saltos Duplos

Capítulo XI Regras para Reconhecimento de Recordes

Capítulo XII Regras para Saltos de Aeronaves Militares

Capítulo XIII Regras para o Controle de Substâncias Proibidas e/ou Restritas e Métodos Proibidos

Capítulo XIV Regras Disciplinares

Capítulo XV Regras para Realização de Saltos de Demonstração

Capítulo XVI Regras para Realização de Saltos com "Wingsuit"

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ABPQD

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PARAQUEDISTAS

( f unda da em 15 de nov em br o de 200 8)

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Regulamento Geral da ABPQD

Capítulo I - Regras Administrativas

Art. 1º - Todo aluno / atleta ou instrutor praticante de paraquedismo poderá se vincular à ABPQD - Associação Brasileira de Paraquedistas, por meio de um Clube, Escola, Associação ou empresa de cunho esportivo, legalmente reconhecida e a ela filiada, ou DIRETAMENTE na ABPQD. Para emissão da credencial OBRIGATÓRIAMENTE o aluno / atleta / instrutor, deverá pagar a taxa de anuidade e preencher o cadastro em nosso site:abpqd.com.br, com informações pessoais e técnicas para confirmação de sua filiação e emissão da credencial

Art. 2º - Os Clubes as Escolas e as Entidades de prática de paraquedismo são associações/empresas de direito privado regidas com autonomia interna no seu modo de funcionamento e de organização, desde que possuam personalidade jurídica legitima, abrigada na CF/88, no Código Civil Brasileiro, na Lei 10.406/2002, na Lei 6.015/1973 e na Lei nº 9.615 de 24 de março de 1998.

Art. 3º - Nos Estados, desde que obedecidos o Estatuto da ABPQD, as regras contidas neste Regulamento Geral e a legislação que rege a aviação civil, a direção e o controle das atividades esportivas dos Clubes/Escolas/Associações/Empresas de paraquedismo são filiadas diretamente da ABPQD, aquelas são entidades de administração de direito privado, possuidoras de personalidade jurídica legitimada por leis públicas e, voluntariamente, submetem-se ao Regulamento Geral e Estatuto da ABPQD.

Art. 4º - As entidades de prática do paraquedismo (Clubes, Escolas, Associações e Empresas) deverão estar legalmente constituídas perante as leis públicas e, para serem reconhecidas de direito, deverão apresentar obrigatoriamente quando de seu pedido de filiação os seguintes documentos:

1) Cópia autenticada do ato constitutivo da entidade (Clubes, Escolas e Associações);

2) Cópia autenticada de certidão de Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas que comprove possuir personalidade jurídica (Clubes, Escolas e Associações);

3) Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (cartão do CNPJ) atualizado com a Situação Cadastral “ATIVA “(Clubes, Escolas, Associações e Empresas) ; e

4) Cópia autenticada da Ata de eleição dos atuais poderes (Clubes, Escolas e Associações).

Art. 5º - Para ser considerado filiado “ATIVO” todo e qualquer paraquedista filiado a esta Entidade deverá portar uma Licença Esportiva VÁLIDA, emitida pela ABPQD, caso contrário o mesmo perde o direito de usufruir o status de um atleta filiado e a ABPQD não se responsabiliza pelo mesmo. Caderneta de Saltos que deverá conter todas as informações sobre os saltos realizados, no caso de não possuir a caderneta deverá abrir uma nova com anuência de um instrutor que irá comprovar e declarar que o atleta possui a quantidade de saltos declarado, devendo fazer uma pesquisa com, manifestos e pessoas que acompanharam sua progressão.

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3 Art. 6º - Todos os paraquedistas esportivos deverão manter elevado grau de zelo no que se relaciona com a guarda e o transporte dos equipamentos obrigatórios para o salto, particularmente paraquedas e instrumentos, de modo a evitar choques, arrastos, manuseios prolongados sob efeito de sol e de poeira e estocagem em local inadequado.

Art. 7º - A ABPQD, resguardada a prerrogativa de avaliação dos programas utilizados ou dos atletas capacitados, reconhecerá Cursos de formação de Coach, Instrutores (ASL, AFF e de Salto Duplo) ou de formação de alunos e de recertificadores de sistemas e rigger’s promovidos por Instrutores e entidades não filiadas ou não vinculadas à ABPQD, Art. 19.

Art. 8º - A idade mínima para a prática do paraquedismo é de 16 (dezesseis) anos completos, desde que haja autorização expressa dos pais ou responsáveis legais através de documento especifico e termo de isenção de responsabilidade, o que deve ser exigido até que o praticante esteja amparado legalmente como emancipado ou atingido a maioridade na forma da lei.

Parágrafo único: poderá ser autorizado em caráter extraordinário, para menores de 16 (dezesseis) anos, a realização de curso de formação de aluno desde de que seja feito o pedido especial para realização do curso, após analisado e aprovado pelo presidente da ABPQD.

Art. 9º - Antes do primeiro salto, o aluno deve apresentar à sua entidade de prática um atestado médico que comprove o seu estado de saúde como capacitado para atividades esportivas de paraquedismo e ter no sistema (site) da ABPQD seu credenciamento finalizado e constando como ATIVO.

Art. 10 - Os Clubes, Escolas, Associações e Empresas legalmente reconhecidos, promoverão Cursos de Formação Básica, indispensável para a habilitação à atividade de paraquedismo, desde que possuam em seu quadro Instrutor homologado e em dia com a ABPQD.

Art. 11 - Todo aluno deverá estar cadastrado na respectiva entidade de prática, antes da realização do primeiro salto. Esse cadastramento deverá ser feito em papel e no site da ABPQD, acompanhado das taxas estabelecidas pela ABPQD.

Parágrafo único: Será permitido em caráter extraordinário recolhimento em espécie diretamente à pessoa física representando poderes da ABPQD, preferencialmente todos os recolhimentos deverão ser feitos através de transferência em conta corrente da pessoa jurídica da ABPQD, guardando-se o comprovante para futuras contestações.

Art. 12 - Qualquer Instrutor poderá ministrar cursos em qualquer local do território Brasileiro, com as devidas autorizações do local, e dos órgãos competentes.

Parágrafo único: o cadastramento do aluno deverá obrigatoriamente ser efetivado no site da ABPQD, ANTES DO PRIMEIRO SALTO DO ALUNO e deverá ser pago taxa de anuidade para emissão da credencial ou ativação no site.

Art. 13 – Os Clubes/Escolas, na forma de seus Estatutos, deverão manter controle atualizado de todos os paraquedistas a eles vinculados.

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4 Parágrafo único: a ABPQD manterá controle de todos os paraquedistas do país a ela filiada e para a obtenção da credencial é obrigatório o pagamento da taxa de anuidade para a emissão ou renovação da mesma.

Art. 14 - As Licenças Esportivas dos paraquedistas terão validade de 1 (um) ano, a partir da data de quitação da anuidade, quer sejam estas cadastradas ou recadastradas.

Art. 15 - Para o recadastramento, torna-se necessário a quitação da anuidade, através de depósito em conta corrente ou por aplicativo de pagamento disponível na ABPQD e o envio do comprovante para a ABPQD, via WhatsApp ou e-mail, após isso a ABPQD fará ou não a renovação dependendo da situação do filiado.

Art. 16 - Para participar de Campeonatos é necessário estar cadastrado ou recadastrado, dentro da validade da Licença Esportiva.

Art. 17 - As atividades de saltos das entidades de prática de paraquedismo deverão ser sempre supervisionadas por um paraquedista experiente, Instrutor, Coach ou Piloto de Salto Duplo.

Art. 18 - Os Representantes Legais da ABPQD poderão prestar assessoria no interesse do sistema como um todo e fiscalizarão o cumprimento das regras deste Regulamento Geral.

Art. 19 - Todos os Cursos de Formação de Instrutores deverão, obrigatoriamente, ser ministrados por um Instrutor EXAMINADOR credenciado pela ABPQD.

Art. 20 - Nos Estados onde inexistem as entidades de prática de paraquedismo, os atletas poderão se vincular diretamente à ABPQD.

Art. 21 – Os Clubes, Escolas, Serviços Aéreos Especializados (SAE), Entidades Esportivas e a ABPQD poderão solicitar NOTAM, para lançamento de paraquedistas em qualquer ponto do território nacional, obedecidos os prazos e condições estabelecidas pela Autoridade Aeronáutica, em especial as Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA), ICA- 53-2, ICA- 53-4 e ICA 100-38, todas reeditadas em 2019 e suas possíveis alterações ou outras que as substituírem.

Art. 22 - A qualquer momento, como medida preventiva, a ABPQD poderá recomendar o cancelamento do NOTAM em vigor, sempre que constatar que as regras do Regulamento Geral não estiverem sendo cumpridas.

Art. 23 - Nenhum evento de paraquedismo dos integrantes da ABPQD, particularmente

"boogies", encontros, tentativas de recordes e assemelhados, poderá ser realizado sem a anuência da ABPQD.

Art. 24 - A ABPQD é a responsável pelas atividades de paraquedismo no Brasil em relação aos seus filiados.

Art. 25 – Todas as entidades de prática (clubes / escolas) formadoras de alunos deverão possuir um Instrutor, reconhecido e homologado pela ABPQD.

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5 Art. 26 - Até ser aprovado pela ABPQD o Código da Justiça e Disciplina Desportiva do Paraquedismo (CJDDPq) que disciplinará todas as formalidades da parte processual e tipificará as indisciplinas e as penalidades decorrentes, será obedecido o vigente Código Brasileiro da Justiça e Disciplina Desportivas (CBJDD) de 1986, no que couber, conforme explicita a Lei 9.615/98, bem como as leis vigentes na época do evento, enquanto não existir o código, cabe a presidência resolver questões disciplinares e penalidades.

Art. 27 - Os Clubes/Escolas que não cumprirem todas as regras vigentes neste Regulamento Geral ou na Legislação Esportiva, estarão sujeitos às sanções previstas.

Art. 28 - Este Regulamento Geral poderá ser alterado a qualquer momento, “ad referendum” da Assembleia Geral da ABPQD, a fim de atender a imposição de lei e/ou para permanecer submisso a novas regras da aviação civil.

Capítulo II - Regras de Segurança

Art. 29 - Todas as pessoas físicas e jurídicas vinculadas à ABPQD deverão estar cientes destas regras, as quais disciplinam as atividades de paraquedismo esportivo no território nacional, não se justificando o seu descumprimento por alegado desconhecimento da matéria.

Art. 30 - As Regras de Segurança se aplicam aos saltos de paraquedas de uma aeronave em voo, com fins desportivos.

Art. 31 - A ABPQD recomenda que todos os paraquedistas façam uma reciclagem de seus procedimentos de emergência em equipamento adequado ou em seu próprio equipamento, quando da redobragem do paraquedas reserva, orientados por um instrutor, pelo menos uma vez por ano.

Art. 32 - Para todos os saltos de uma aeronave em voo, o paraquedista deverá portar, obrigatoriamente, um paraquedas homologado por fábrica reconhecida (casos específicos para saltos especiais) ou dois, no caso de paraquedismo esportivo, um principal e um reserva, este para atender possíveis emergências em caso de anormalidades de funcionamento do paraquedas principal.

Parágrafo único: os saltos especiais com apenas um paraquedas poderão ser realizados desde que devidamente informados a ABPQD, ou ao Responsável da Atividade.

Art. 33 - Todo paraquedista, propondo-se a realizar um salto de paraquedas, deverá apresentar a documentação a seguir, exigível pelo Responsável da Atividade:

a) Licença Esportiva emitida pela ABPQD, dentro da validade;

b) Caderneta de Saltos;

c) Autorização do seu Instrutor, Clube / Escola, no caso de Aluno em Instrução.

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6 Parágrafo único: Ninguém pode reter documentos de alunos/atletas e ou vídeos. Se um aluno em Instrução optar por mudar de escola ou instrutor e não obter amigavelmente a autorização, deverá o mesmo solicitar sua caderneta de saltos e continuar sua progressão onde desejar, se mesmo assim não for atendido, poderá continuar sua progressão com outro instrutor, devendo comunicar o fato a ABPQD para que sejam tomadas as providências contra essa atitude. Se o ALUNO EM INSTRUÇÃO decidir migrar para outra escola / instrutor sem solicitar autorização o mesmo deverá justificar o não pedido de transferência para a ABPQD, se for contatada pela diretoria que a atitude se justifica, ele poderá seguir com sua progressão normal com a anuência da diretoria.

Art. 34 - Na Caderneta de Saltos, documento obrigatório do paraquedista, deverá constar informações detalhadas sobre os saltos realizados, com ênfase para a data, local, tipo de salto realizado, aeronave, altura de lançamento, velame e/ou equipamento utilizado, tempo de queda livre (inclusive o acumulado) e manobra realizada, assinatura e nº da Licença ABPQD de quem presenciou o salto.

Art. 35 - Os saltos serão testemunhados por paraquedista(s) experiente(s) através de sua assinatura na Caderneta de Saltos. Tratando-se de Salto de Aluno em Instrução, será sempre exigida a assinatura do Instrutor responsável, que presenciou o salto, para dar credibilidade à progressão técnica.

Art. 36 - Todo paraquedista esportivo possuirá uma das Categorias Técnicas reconhecidas pela ABPQD quais sejam:

1) Categoria “AI” (Aluno em Instrução);

2) Categoria "A";

3) Categoria "B";

4) Categoria "C";

5) Categoria "D".

Art. 37 - Os portadores de Categoria "AI" estão habilitados a realizar saltos sob a supervisão de um Coach ou Instrutor ASL ou AFF de acordo com o curso inicial.

Parágrafo único: Os Coach´s só poderão saltar com alunos graduados, ou seja, aqueles que cumpriram todos os níveis do seu programa ASL ou AFF, sob a supervisão de Instrutor ASL ou AFF.

Art. 38 - Os portadores de Categoria "A" estão habilitados para:

a) realizar seus próprios lançamentos;

b) dobrar seu paraquedas principal;

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7 c) realizar FQL - Formação em Queda Livre (Trabalho Relativo) diurno com paraquedistas possuidor de Categoria “C”, no mínimo, desde que este seja autorizado pelo Responsável da Atividade;

d) participar de competições e de tentativas de recordes (se aplicável).

e) PROIBIDO UTILIZAÇÃO DE CÂMERA f) usar óculos com lentes escuras.

Art. 39 - Os portadores de Categoria "B" estão habilitados para:

a) realizar todas as habilitações de um Categoria "A";

b) realizar saltos noturnos individualmente;

c) realizar saltos sobre superfície líquida;

d) realizar FQL diurno com paraquedistas Categoria "B", no mínimo, desde que ambos tenham passado por avaliação de um Instrutor autorizado e tenham sido liberados para tal na Caderneta de Saltos;

e) participar de competições e de tentativas de recordes (se aplicável);

f) realizar TRV diurno com outros paraquedistas de nível técnico reconhecido;

g) realizar FF diurno com outros paraquedistas de nível técnico reconhecido, desde que tenha completado treinamento de FQL Básico, com ênfase em segurança e separação, e tenha sido liberado para tal na Caderneta de Saltos;

h) realizar saltos de altitude intermediária - 15.000 (quinze mil) a 20.000 (vinte mil) pés;

I) realizar salto de balão; e

j) portar filmadora para filmar seu próprio salto, após receber instrução de procedimentos, com registro na Caderneta de Saltos.

k) saltar sem macacão.

Art. 40 - Os portadores de Categoria "C" estão habilitados para:

a) realizar todas as habilitações de um Categoria "B";

b) realizar saltos de FQL diurnos e noturnos;

c) realizar saltos de grandes altitudes; acima de 20 mil pés;

d) realizar FF diurnos e noturnos;

e) participar de cursos para Formação de Coach;

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8 f) realizar Trabalho Relativo de Velame (TRV) diurno e noturno;

g) atuar como câmera de salto duplo após receber instrução de um Instrutor Tanem;

h) realizar Saltos de Demonstração em área compatível; e

j) realizar saltos com macacões tipo "Wingsuit" após realizar curso específico da modalidade.

Art. 41 - Os portadores de Categoria "D" estão habilitados para:

a) realizar todas as habilitações de um Categoria "C"; e

b) participar de cursos para a Formação de Instrutor ASL, AFF e Piloto de Salto Duplo;

Art. 42 - À proporção que houver uma progressão técnica em seus saltos e, adicionalmente, o cumprimento dos objetivos da nova categoria (imagens de vídeo), o paraquedista estará habilitado a requerer uma Categoria superior ou ser avaliado.

Art. 43 - Assim que a folha de progressão para mudança de categoria que registra todos os requisitos deste Regulamento Geral estiver preenchida, o paraquedista deverá enviar cópia a ABPQD para requerer uma categoria superior.

Art. 44 - Dentre outras exigências, os seguintes parâmetros máximos de wing load (peso do paraquedista + equipamento + acessórios), divididos pela área do velame, para utilização de velames principais e reservas em cada categoria devem ser obedecidos:

I. Categoria “AI” – Velames retangulares com carga alar entre 0.5 e nunca maior que 1.0;

II. Categoria “A” – Velames retangulares ou semi-elípticos classificados como iniciantes com carga alar nunca maior que 1.10;

III. Categoria “B” - Velames retangulares ou semi-elípticos classificados como intermediários com carga alar recomendada máxima de 1.10 e nunca maior que 1.30;

IV. Categoria “C” - Velames semi-elípticos ou elípticos classificados como avançados com carga alar recomendada máxima de 1.3 e nunca maior que 1.5 desde que o atleta tenha no mínimo 100 saltos com carga alar não superior a 1.3 com velame similar;

V. Categoria “D” - Velames elípticos ou “cross braced” classificados como “experts” com carga alar ilimitada e tamanho compatível com o nível de experiência e propósito de sua utilização.

§ 1º Toda redução de tamanho de velame deverá ser feita apenas dentro do parâmetro de carga alar em sua respectiva categoria e recomenda-se redução máxima de até 20 pés quadrados por troca;

§ 2º É obrigatória a assinatura do Instrutor na Caderneta de Saltos referente a mudança de velame para atletas até a categoria “C”, sendo obrigatório o preenchimento da folha de progressão de controle de velames e autorização da ABPQD.

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9 Art. 45 - Antes do paraquedista embarcar na aeronave com o propósito de realizar um salto, todo o equipamento deverá ser inspecionado, sendo que para Alunos em Instrução deverá ser observado o que está prescrito nos Programas ASL e AFF, recomendando-se para todos os paraquedistas, três inspeções (ao equipar, antes de embarcar e antes de sair da aeronave).

Parágrafo único. - Considera-se que o equipamento já tenha sido inspecionado e DAA ligado.

Art. 46 - Todo e qualquer salto semiautomático exige a presença a bordo de um Instrutor, portando dispositivo que permita realizar os procedimentos previstos caso o paraquedista fique preso à aeronave, observando-se que jamais um piloto em comando pode ser considerado como Instrutor a bordo.

Art. 47 - Paraquedistas visitantes deverão ser instruídos (briefing de segurança) pelo responsável da atividade acerca dos procedimentos habituais que são observados na área, particularmente os relacionados com o tráfego aéreo local, com os obstáculos existentes e possibilidades de escape para pousos fora da área.

Art. 48 - Todos os responsáveis pelas Atividades de Saltos deverão se cientificar de que o piloto em comando da aeronave possui habilitação como Piloto Lançador de Paraquedistas e que a aeronave a ser utilizada está regularizada perante a legislação oriunda da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o que deve ser comprovado pelo exame dos documentos básicos que se seguem:

I. Certificado de Aero navegabilidade da aeronave;

II. Validade do seguro obrigatório;

III. Validade da IAM (Inspeção Anual de Manutenção);

IV. Certificado Médico Aeronáutico (CMA) com validade e código da ANAC;

V. Certificado de Habilitação Técnica (CHT) do Piloto com validade;

VI. Habilitação de Piloto Lançador de Paraquedista (LPQA).

§ 1º O Responsável da Atividade poderá utilizar-se do serviço digital da ANAC http://www2.anac.gov.br/consultasdelicencas/consultas2.asp, inserindo o código do piloto e CPF/data de nascimento para obter tais informações.

Art. 49 - A altura mínima de comando para a abertura do paraquedas principal é:

a) para Salto Duplo - 5.000 (cinco mil) pés;

b) para portadores de Categoria AI "Aluno em Instrução" - 5.000 (cinco mil) pés;

c) para portadores de Categoria "A" – 4.000 (quatro mil) pés;

d) para portadores de Categoria "B" - 3.000 (três mil) pés;

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10 e) para portadores de Categoria "C" e "D" - 2.500 (dois mil e quinhentos) pés.

Parágrafo único. Para os portadores de categoria "C" e "D" a altura mínima de paraquedas aberto é de 2.000 (dois mil) pés, ficando a cargo de o atleta adequar a sua altura de comando de acordo com o retardo de abertura de seu paraquedas.

Art. 50 - As velocidades máximas permissíveis do vento para a realização de Saltos são:

a) paraquedistas categorias "AI" e "A" - 23 Km/h ou 7m/s;

b) demonstrações e saltos noturnos - 23 km/h ou 7 m/s;

c) demais categorias, de acordo com as informações de fabricação do velame.

d) É terminantemente proibido decolar para salto em condições meteorológicas onde ocorra qualquer intensidade de precipitação (Tempestade, Chuva, Chuvisco, Garoa, Granizo, Sereno) devendo toda Atividade de Saltos ser interrompida pelo Responsável da Atividade nestas condições.

Art. 51 - Os locais previstos para os pousos dos paraquedistas devem estar desobstruídos de obstáculos significativos que possam provocar lesões físicas, devendo-se guardar as distâncias mínimas abaixo:

a) Categoria “Aluno em Instrução” e "A" - 200 metros de diâmetro;

b) Categorias "B" e "C" - 100 metros de diâmetro;

c) Categorias "D" - 50 metros de diâmetro, de acordo com o velame a ser usado.

Parágrafo único. Para casos específicos de pousos a beira mar, as metragens acimas poderão ser flexibilizadas e o atleta deverá receber "Briefing" e ser autorizado por um instrutor em caderneta.

Art. 52 - Compete ao Responsável da Atividade cumprir e fazer cumprir as regras deste Regulamento Geral da ABPQD.

Art. 53 - Para os primeiros saltos de paraquedistas com categoria "Aluno em Instrução"

recomenda- se instalar uma seta medindo, no mínimo, 4 x 1 (quatro por um) metros, de cores contrastantes com o terreno e que indique o sentido do pouso.

Art. 54 - Na área de saltos, é recomendável que exista um anemômetro e é obrigatória a colocação de uma biruta que sirva para a orientação dos paraquedistas em suas navegações, sendo recomendável que o equipamento possua as dimensões a seguir:

I. Diâmetro da boca: de 0,45 m a 0,60 m;

II. Altura do mastro: de 4 a 6 metros; e

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11 III. Comprimento do tecido: de 4 m a 6 m - 2/3 em branco e a cauda (1/3) em cor vermelha ou laranja.

Art. 55 - Para todos os saltos, os paraquedistas devem conhecer as alturas de lançamento e de acionamento do velame principal, as condições do vento de superfície e os obstáculos existentes ao redor do ponto de pouso programado.

Art. 56 - É vedada a utilização de sistemas de paraquedas alterados, fabricados, reparados ou inspecionado por pessoa que não esteja credenciada, homologada e em dia com a ABPQD ou outro órgão reconhecido.

Art. 57 - É obrigatória a utilização de velames retangulares, principal e reserva e, em casos, serão avaliados pela ABPQD.

Art. 58 - Será obrigatória a realização do teste de tensão em velame reserva quando:

I. Possuir mais de 20 anos de fabricação;

II. Apresentar manchas;

III. Apresentar dúvida de sua resistência constatada por um profissional; e IV. De acordo com especificação do fabricante.

§1º Deve-se seguir rigorosamente a recomendação do fabricante, caso a fábrica tenha encerrado suas atividades ou não houver especificações, o técnico será responsável pelos testes de tensões a cada 2 (dois) anos, até o limite de 30 anos da data de fabricação.

§2º Em todos os equipamentos de salto, DAA, CONTAINER, VELAMES (principal e reserva) deve-se seguir rigorosamente as recomendações dos fabricantes.

Art. 59 - Nenhum paraquedas, principal ou reserva, poderá ser utilizado para Salto se estiver dobrado há mais de 06 meses.

Art. 60 - O paraquedas reserva deverá ser dobrado ou redobrado por profissional qualificado.

Art. 61 - É obrigatório que os paraquedas reservas possuam Caderneta de Dobragem com registro de:

I. Local e data da última inspeção e dobragem;

II. Assinatura do Profissional Dobrador habilitado III. Nome legível e nº do registro da habilitação.

Art. 62 - Todos os paraquedistas deverão conhecer os paraquedas que vão utilizar (principal e reserva), desde as suas características de fabricação, princípios de funcionamento e de dobragem, recursos de navegação e o modo correto de manuseá-los em caso de emergência.

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12 Parágrafo único. É recomendado a utilização da folha de progressão de controle de velames da ABPQD para a prática de voo seguro.

Art. 63 - Os Profissionais habilitados são proibidos de dobrar paraquedas que estejam instalados em equipamentos que apresentem anormalidades ou mau estado de conservação.

Art. 64 - A utilização de macacão próprio para salto e de uma proteção para a cabeça (capacete) é recomendada para todas as categorias, sendo obrigatório o uso de macacão e de capacete rígido para o Aluno em Instrução e categoria "A".

Art. 65 - O uso de calçado adequado (tipo tênis) é obrigatório até categoria "A" inclusive, sendo recomendado a todas as demais categorias.

Art. 66 - É obrigatória a utilização de óculos apropriados para saltos em queda livre. Alunos em instrução devem utilizar óculos com lentes claras, exceto por orientação médica.

Art. 67 - É proibida a utilização de luvas para Alunos em Instrução e não é recomendável para categoria "A", salvo em situações específicas autorizadas pelo instrutor.

Art. 68 - Para todos os saltos é obrigatória a utilização de um altímetro apropriado para paraquedismo.

Art. 69 - É obrigatório o uso de sistema Reserve Static Line (RSL) em equipamentos de Salto Duplo e para categoria "AI", sendo recomendado para as demais categorias.

Art. 70 - É obrigatória a utilização de dispositivo de abertura automática do reserva (DAA) ligado e devidamente em dia com as manutenções previstas pelo manual do fabricante, para todas as categorias.

§ 1º Os praticantes de "Swoop" utilizando velames de alta performance, em saltos individuais, poderão abrir mão do uso do DAA exclusivamente para saltos de treinamento e de competição de "Swoop" onde a altura máxima de saída seja 5.000 (cinco mil) pés.

§ 2º Os atletas competidores da modalidade precisão, com saídas individuais, poderão abrir mão do uso do DAA, onde a altura máxima de saída seja 5.000 (cinco mil) pés

Art. 71 - Em caso de disparo do DAA, decorrente de negligência, imperícia ou imprudência, o atleta será automaticamente suspenso por 30 dias, devendo ainda realizar reciclagem dos procedimentos por instrutor designado pela ABPQD, devendo ser apurado o caso, podendo ser alterado o prazo da suspensão.

Art. 72 - É proibido realizar qualquer tipo de salto quando o Responsável pela Atividade constatar que não haverá visibilidade do solo no momento da separação para a abertura e/ou abaixo da altura de comando.

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13 Art. 73 - Nenhum Instrutor, Coach ou paraquedista que realize um lançamento está autorizado a forçar qualquer aluno ou outros paraquedistas a abandonar uma aeronave em vôo com o intuito de salto.

Art. 74 – O Aluno em Instrução “AI”, ASL ou AFF, que não saltou dentro de 30 dias contados do último salto deverá passar por treinamento de readaptação no solo sobre todos os procedimentos normais e os de emergência, a fim de se verificar seu condicionamento e capacidade de reagir em situações anormais, além de repetir seu último salto, de acordo com o seu nível de progressão (ASL ou AFF).

§ 1º O aluno em instrução, proveniente dos métodos AFF / ASL, que não salta a mais de 30 (trinta) dias até 120 (cento e vinte) dias, deverá realizar a reciclagem e refazer o último salto, dando continuidade na progressão;

§ 2º O aluno em instrução, proveniente do método AFF, que não salta a mais de 120 (cento e vinte) dias até 180 (cento e oitenta) dias, deverá realizar a reciclagem e refazer um salto com dois instrutores antes de dar continuidade na progressão;

§ 3º O aluno em instrução, proveniente do método ASL, que não salta a mais 30 (trinta) dias até 120 (cento e vinte) dias, deverá realizar a reciclagem e refazer um salto com retardo não superior a 10 segundos, antes de dar continuidade na progressão, se estiver nos níveis I e II repete o salto.

§ 4º O aluno em instrução, proveniente do método ASL, que não salta a mais de 120 (cento e vinte) dias até 180 (cento e oitenta) dias, deverá realizar a reciclagem e refazer 01 (um) salto nível II e pelo menos 01 (um) salto nível III, antes de dar continuidade na progressão.

§ 5º Os alunos ASL ou AFF, que não saltam a mais de 180 (cento e oitenta) dias deverão refazer o curso, começando os saltos do nível I.

Art. 75 - Os paraquedistas Categoria "A":

I. Provenientes do método ASL, que não saltam há mais de 90 (noventa) dias, deverão fazer um treinamento de readaptação, por Instrutor de todos os procedimentos normais e de emergência, realizando de um a três saltos de readaptação, sendo que o primeiro não excederá 10 segundos de queda livre, supervisionado por um Instrutor ou Coach de Salto ASL. Na falta desse, o paraquedista deverá receber novo treinamento para se adaptar ao método utilizado pelo Instrutor responsável pela readaptação.

II. Provenientes do método AFF que não saltam há mais de 90 dias, deverão fazer um treinamento de readaptação por Instrutor, de todos os procedimentos normais, de emergência e fazer de um a três saltos de readaptação sendo o primeiro do nível IV do Programa AFF, supervisionado por um Instrutor ou Coach. Na falta desse, o paraquedista deverá receber novo treinamento para se adaptar ao método utilizado pelo Instrutor responsável pela readaptação.

Art. 76 - Os paraquedistas categoria "B"

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14 I. Que não saltam há mais de 180 (cento e oitenta) dias, deverão fazer um treinamento de readaptação por Instrutor de todos os procedimentos normais e de emergência, de acordo com a sua capacitação técnica, e fazer de um a três saltos de readaptação com um instrutor.

Parágrafo único Categorias “C” e “D” que estejam afastados mais de 180 dias é recomendado revisão de procedimentos de emergência e anormalidades e se necessário salto acompanhado por instrutor. As escolas e clubes filiados deverão fazer essa avaliação e decidir sobre o que fazer caso a caso.

Art. 77 - Para Saltos de Demonstração onde se busca apresentar a imagem sadia do paraquedismo, não são permitidas manobras que antes não tenham sido executadas com sucesso em treinamento específico para o evento, seja em queda livre, TRV ou mesmo em pousos, com termo específico de isenção de responsabilidade.

Art. 78 - Não é permitida a aproximação para embarque nos aviões, que estejam com o motor ligado ou não, pela sua frente.

Parágrafo único. A aproximação dos helicópteros deve ser feita, obrigatoriamente, pela parte da frente.

Art. 79 - Antes do embarque, especial cuidado se deve ter com a distribuição dos paraquedistas no piso da aeronave a fim de atender a seu peso/balanceamento, com prioridade para a colocação de Alunos em Instrução e Saltos Duplos.

Art. 80 - É obrigatório o uso do cinto de segurança para todos a bordo durante o táxi, decolagem até 1500 pés e nos casos de pouso da aeronave. Dentro da aeronave, todos os paraquedistas devem sempre proteger os punhos de comando dos paraquedas a fim de evitar aberturas prematuras.

Parágrafo único: Os paraquedistas que estão saltando com capacete devem colocá-lo ao embarcar no avião e mantê-lo até 1500 pés de altura.

Art. 81 - Em caso de emergência (pane ou anormalidade com a aeronave), todos a bordo devem seguir as instruções do piloto em comando.

Parágrafo único: Os paraquedistas a bordo deverão seguir as orientações do coach, instrutor ASL, AFF, Piloto de Salto Duplo ou o paraquedista mais experiente a bordo.

Art. 82 - Para o Salto enganchado, o Instrutor NÃO deve prender o gancho de ancoragem na cadeira do piloto ou em local que incida em risco para o piloto ou para os demais paraquedistas.

Art. 83 - Quando houver mais de uma aeronave em atividade na Área de Salto é recomendado um intervalo seguro entre os lançamentos, exceto em casos de lançamentos em ala.

Art. 84 - Os Clubes / Escolas, ao oferecer cursos de formação de paraquedistas, devem anunciar os nomes dos Instrutores qualificados e reconhecidos pela ABPQD.

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ABPQD

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15 Art. 85 - O Aluno em Instrução deve ser orientado no sentido de que todo paraquedista é o único responsável pelos procedimentos de emergência em caso de anormalidades ou pane de seu paraquedas. Para tanto, um treinamento apropriado e frequente, somado a uma avaliação correta dos riscos em cada situação, poderá reduzir significativamente as consequências de situações de emergência.

Art. 86 - Antes dos saltos, o Aluno em Instrução deverá estar ciente do ponto de saída (PS) e do plano de navegação apropriado. O uso de fotos aéreas, o reconhecimento do terreno e a observação da navegação de outros paraquedistas são auxílios que devem ser sempre utilizados pelo Instrutor.

Art. 87 - Após as instruções teóricas e o treinamento de solo e antes do primeiro salto, o aluno deve ser questionado através de testes (escritos, orais e práticos), com ênfase para os testes práticos, quando se avaliará seu condicionamento e capacidade de reação em situações de salto.

Art. 88 - Os relatórios sobre acidentes ou incidentes de paraquedismo deverão conter, obrigatoriamente, os seus fatores contribuintes e recomendações sobre os procedimentos futuros, a fim de que sejam evitados fatos semelhantes.

Parágrafo único: A necessidade de utilização do paraquedas reserva é classificada como incidente, portanto, é recomendado a elaboração de um relatório, devendo o paraquedista envolvido enviá-lo via e-mail à ABPQD ([email protected]).

Art. 89 - Sempre que o provável local de pouso de uma Área de Salto estiver a menos de 500 metros de uma superfície líquida (mar, rio ou lago) com profundidade maior que um metro, todos os paraquedistas deverão portar coletes salva-vidas infláveis e homologados, não sendo recomendados coletes de material quebradiço.

Art. 90 - A utilização de drogas consideradas estimulantes ou narcóticas e a ingestão de bebidas alcoólicas são totalmente incompatíveis com as atividades de paraquedismo, devendo essa prática ser permanentemente combatida, em todos os momentos, não só por todos os responsáveis pela segurança das Áreas de Salto, mas também por todos os praticantes de um modo geral.

Parágrafo único. Tratando-se de matéria altamente relevante, este Regulamento Geral contém regras específicas que tratam do assunto no Capítulo XV.

Capítulo III - Regras para Instrução Segundo o Programa ASL

Art. 91 - Somente um Instrutor em dia com todas as obrigações junto a ABPQD poderá ministrar instrução de paraquedismo esportivo no território nacional segundo o Programa "Accelerated Static Line" (ASL), em que se utilizam velames retangulares em equipamento "Student"

homologado por fábrica reconhecida.

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16 Art. 92 - Nenhum Instrutor ASL poderá instruir pessoas à prática do paraquedismo que não estejam cadastradas em entidade de prática de paraquedismo (Clube / Escola) com existência de direito, de acordo com as leis públicas ou diretamente a ABPQD.

Art. 93 - Todo aluno que estiver cursando o Programa ASL é considerado Aluno em Instrução ASL, desde os fundamentos do curso teórico até a posse da Categoria "A".

Art. 94 - O Coach é o primeiro escalão docente do Programa ASL, podendo ministrar instrução básica, realizar treinamento específico, preparação "briefing" e saltos com alunos após a graduação, sendo supervisionado por um Instrutor ASL.

Art. 95 - Após a graduação no método ASL, nos saltos de nível VIII, o Aluno em Instrução estará capacitado a planejar e equipar-se, sob supervisão direta de um Instrutor ou Coach, que deverá estar a bordo da aeronave.

Parágrafo único. Entende-se por nível VIII os saltos realizados do momento da graduação do curso ASL até a obtenção da categoria "A".

Art. 96 - O equipamento "Student" deve possuir dispositivo de abertura automática (DAA) para o velame reserva, especificamente desenvolvido para esse fim e sistema de acionamento do reserva acoplado com o sistema de liberação do velame principal (RSL).

Art. 97 - Nos três primeiros lançamentos do nível I (orientação básica) e nos três primeiros lançamentos do nível II (simulação do comando) da progressão ASL é obrigatória a utilização de bolsa acionada por um sistema semi automático de abertura (fita fixada à aeronave), conhecido como sistema "direct bag".

§1º No nível III (queda estável), nível IV (curvas), nível V (recuperação da estabilidade), nível VI (delta) e nível VII (meia série), é obrigatório a utilização de equipamento com pilotinho com mola acionamento por "rip-cord".

§2º No nível VIII o aluno em instrução ASL já pode fazer a transição para o sistema BOC ou

"hand deploy" de acordo com sua proficiência e a critério do seu instrutor.

Art. 98 - O Aluno em Instrução ASL deverá usar capacete rígido e rádio receptor para comunicação terra-ar para auxílio à sua navegação e altímetro em posição visível e, ainda, nos saltos de queda livre, deverá utilizar óculos apropriados e de lentes claras.

Parágrafo único. A dispensa de utilização do rádio receptor após a graduação poderá ser autorizada pelo instrutor, com registro na Caderneta de Saltos.

Art. 99 - O Aluno em Instrução ASL deve ser orientado para saber navegar o seu velame sem receber auxílio pelo rádio; podendo este último ser utilizado em caso de não cumprimento da navegação planejada ou para apoio de solo após o pouso.

Art. 100 - No curso teórico ASL a razão aluno X instrutor não deverá exceder a 10 (dez) alunos por instrutor.

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17 Parágrafo único. Um Instrutor ou Coach está autorizado a supervisionar no máximo até quatro (4) alunos por decolagem.

Art. 101 - O Aluno em Instrução ASL deverá realizar o seu primeiro Salto livre após ter completado o nível II com aproveitamento, no mesmo dia da última simulação de comando.

Art. 102 - O curso teórico para o primeiro Salto de paraquedas, segundo o Programa ASL, deve ter uma carga mínima de oito (8) horas, incluindo o condicionamento para o procedimento de emergência, em equipamento suspenso, utilizando-se de fotos de panes e anormalidades para maior realismo.

§ 1º Não é permitida a realização do Salto no mesmo dia de início do curso teórico.

§ 2º O curso teórico tem a validade máxima de 30 (trinta) dias para a realização do primeiro Salto, onde deverá ser treinado nos procedimentos de emergência e navegação.

Art. 103 - Todo velame (principal e reserva) deve ser compatível com o peso do Aluno em Instrução dentro dos parâmetros do wing load.

Art. 104 - Somente Instrutores ASL ou AFF e Coach podem operar rádio para auxiliar a navegação de alunos.

Parágrafo único. Excepcionalmente e por um prazo limitado, a ABPQD poderá autorizar que essa função seja exercida por um paraquedista, no mínimo Categoria "C", quando o Clube / Escola não dispuser na área de Salto, de outro Instrutor ou Coach. Nesse caso, o operador deve ter sido treinado e ter bom conhecimento das características do velame a ser utilizado, dos comandos corretos para orientar a navegação do Aluno em Instrução e como proceder em casos de anormalidades e panes. A responsabilidade pela operação é do Instrutor.

Art. 105 - Para os lançamentos ASL é recomendada a utilização de aeronaves de asa alta e com porta apropriada para abertura em voo.

Art. 106 - É obrigatória a apresentação das Licenças de Instrutor ASL, AFF ou PILOTO DE SALTO DUPLO a todos aqueles que desejam realizar Cursos de Formação de paraquedista ou Saltos em entidades de prática de paraquedismo (Clubes / Escolas).

Art. 107 - Admite-se que o aluno AFF migre para o programa ASL de acordo com a análise do Instrutor ASL. Caso o aluno de AFF deseje migrar para o programa ASL, deverá retornar ao nível II antes de prosseguir a sua progressão.

Parágrafo único. Nos casos de mudança de programas ASL/AFF é necessário a realização de treinamentos específicos de cada método.

Art. 108 - O aluno do programa ASL deverá não apenas cumprir os objetivos de aprendizado de queda livre como também o objetivo de controle de velame e navegação conforme consta na Ficha de Progressão.

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ABPQD

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18 Art. 109 - O Programa AFF, contém todos os detalhes técnicos específicos para a formação e para a graduação dos novos paraquedistas, devendo ser obedecido plenamente em suas diretrizes. Quando houver conflito entre o Regulamento Geral e o programa AFF, prevalecerá o Regulamento Geral.

Capítulo IV - Regras para Instrução Segundo o Programa AFF.

Art. 110 - Somente um Instrutor AFF em dia com todas as obrigações junto a ABPQD poderá ministrar instrução de paraquedismo esportivo no território nacional segundo o Programa

"Accelerated Free Fall" (AFF), em que se utilizam velames retangulares em equipamento

"Student" homologado por fábrica reconhecida.

Art. 111 - Nenhum Instrutor AFF poderá instruir pessoas à prática do paraquedismo que não estejam cadastradas em entidade de prática de paraquedismo Clube / Escola com existência de direito, de acordo com as leis públicas, ou diretamente a ABPQD.

Art. 112 - Todo aluno que estiver cursando o Programa AFF é considerado Aluno em Instrução AFF, desde os fundamentos do curso teórico até a obtenção da Categoria "A".

Art. 113 - O Coach é o primeiro escalão docente do Programa AFF, podendo realizar treinamentos específicos, preparação "briefing" e Saltos com alunos graduados, nível VIII, sendo supervisionado por um Instrutor AFF.

Art. 114 - Após a graduação no método AFF, nos Saltos de nível VIII, o Aluno em Instrução estará capacitado a planejar e equipar-se, sob supervisão direta de um Instrutor ou Coach, que deverá estar a bordo da aeronave.

Parágrafo único. Entende-se por nível VIII os Saltos realizados do momento da graduação do curso AFF até a obtenção da categoria "A".

Art. 115 - Após a graduação no método AFF, nível VIII em diante o aluno está capacitado a salto solo, sem a supervisão de um Instrutor ou Coach em queda livre.

Art. 116 - O Aluno em Instrução AFF, durante a realização dos Saltos nos níveis de I a III, necessita da presença de 2 (dois) Instrutores AFF em queda livre, enquanto que para os Saltos nos níveis de IV a VII é obrigatória a presença em queda livre de no mínimo um Instrutor / Coach.

Art. 117 - O equipamento "Student" deve possuir dispositivo de abertura automática (DAA) para o velame reserva, especificamente desenvolvido para esse fim, e sistema de comando do reserva acoplado ao sistema de liberação do velame principal (RSL).

Art. 118 - O Aluno em Instrução AFF deve ser orientado para saber navegar o seu velame sem receber auxílio pelo rádio; podendo este último ser utilizado em caso de não cumprimento da navegação planejada ou para apoio no solo após o pouso.

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ABPQD

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19 Art. 119 - É recomendável adaptar punhos alternativos de acionamento do velame principal nos dois lados do equipamento "Student" até o nível VII do programa AFF.

Parágrafo único. Nos Saltos de AFF o aluno poderá realizar os Saltos com o sistema (hand deploy) ou pilotinho de mola "rip-cord", sendo que neste último caso a transição para o "hand deploy" só deverá ser feita no nível VIII.

Art. 120 - O Aluno em Instrução AFF deverá usar capacete rígido e rádio receptor para comunicação terra-ar para auxílio à sua navegação e altímetro em posição visível e deverá utilizar ainda óculos apropriados e de lentes claras.

Parágrafo único. A dispensa de utilização do rádio receptor após a graduação poderá ser autorizada pelo instrutor, com registro na caderneta de Saltos.

Art. 121 - Todo velame (principal e reserva) deve ser compatível com o peso do Aluno em Instrução AFF dentro dos parâmetros do wing load.

Art. 122 - O curso teórico para o primeiro Salto de paraquedas, segundo o Programa AFF, deve ter uma carga mínima de 8 (oito) horas, incluindo o condicionamento para o procedimento de emergência, em equipamento suspenso, utilizando-se de fotos de panes e anormalidades para maior realismo.

Art. 123 - É obrigatória a apresentação das Licenças de Instrutor a todos aqueles que desejam realizar Cursos de Formação de paraquedista segundo o Programa AFF.

Art. 124 - No curso teórico AFF a razão aluno X instrutor não deverá exceder a 06 (seis) alunos por instrutor.

Art. 125 - Os Saltos AFF devem ser realizados a uma altura ideal de 12.000 pés. Sendo a altura mínima 9.000 pés de altura. Não atingindo essa altura devem voltar no avião.

Art. 126 - Somente Instrutores e Coach podem operar rádio para auxiliar a navegação de alunos.

Parágrafo único. Excepcionalmente e por um prazo limitado, a ABPQD poderá autorizar que essa função seja exercida por um paraquedista, no mínimo Categoria "C", quando o Clube / Escola não dispuser na área de Salto, de um outro Instrutor ou Coach. Nesse caso, o operador deve ter sido treinado e ter bom conhecimento das características do velame a ser utilizado, dos comandos corretos para orientar a navegação do Aluno em Instrução e como proceder em casos de anormalidades e panes. A responsabilidade pela operação é do Instrutor.

Art. 127 - É recomendada a utilização de aeronaves de asa alta, com porta apropriada para abertura em voo e que possibilite o controle do aluno pelos Instrutores (com no mínimo 3 grips nos Saltos de níveis I a III) durante a preparação e saída da aeronave.

Art. 128 - Admite-se que o aluno ASL, migre para o programa AFF de acordo com a análise do Instrutor AFF, continuando a progressão no nível III no máximo.

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ABPQD

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( f unda da em 15 de nov em br o de 200 8)

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§ 1º Nos casos de mudança de programas ASL/AFF é necessário a realização de treinamentos específicos de cada método.

§ 2º Para todos os alunos antes de iniciar o programa AFF recomenda-se um Salto tandem após o curso teórico de primeiro Salto, dando-lhes a oportunidade de se ambientar com a queda livre, tempo de reação, leitura do altímetro, procedimentos de navegação e pouso, para aumentar seu rendimento no programa AFF.

§ 3º O aluno que realizou treinamento em túnel do vento, com no mínimo de trinta (30) minutos de vôo, demonstrando através de vídeo, vôo estável controle de nível, movimentos horizontais e verticais, curvas no eixo e práticas de comando estável e nivelado, poderá iniciar os Saltos de AFF no nível III. Caso tenha um bom desempenho no nível IV, poderá pular o nível V e realizar os níveis VI e VII. O aluno terá que completar todos os objetivos que constam no programa AFF.

Art. 129 - Para graduar no Programa AFF, o aluno deve atingir todos os objetivos propostos nos níveis do programa. Após a graduação, um Instrutor AFF deverá prosseguir supervisionando o aluno até a Categoria "A".

Parágrafo único. Desde que esteja presente na área, o Instrutor AFF pode delegar competências ao Coach, para supervisionar os Saltos no nível VIII.

Art. 130 - O Nível VIII de aprendizado contínuo visa auxiliar o aluno AFF na fase de transição entre a supervisão direta de um Instrutor ou Coach até a obtenção da Categoria "A".

Art. 131 - O aluno do programa AFF deverá cumprir os objetivos de aprendizado de queda livre como também o objetivo de controle de velame e navegação conforme consta na ficha de Progressão.

Art. 132 - O Programa AFF, contém todos os detalhes técnicos específicos para a formação e para a graduação dos novos paraquedistas, devendo ser obedecido plenamente em suas diretrizes. Quando houver conflito entre o Regulamento Geral e o programa AFF, prevalecerá o Regulamento Geral.

Capítulo V - Regras Gerais para Habilitação de Coach, Instrutores (ASL, AFF e Salto Duplo) Art. 133 - Todo o ensino do paraquedismo, seja a novos praticantes, seja a paraquedistas que desejarem especialização ou habilitações específicas, será conduzido por profissionais treinados e habilitados para esta finalidade.

§1º Os profissionais serão habilitados como Instrutores ASL e/ou AFF e Pilotos de Salto Duplo (I-Tandem).

§2º O processo de formação de Instrutores terá início em um curso de formação de Coach.

Art. 134 - São reconhecidas pela ABPQD as Licenças relativas à instrução de paraquedismo:

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21 I. Coach: primeiro escalão docente na hierarquia do Programa de Instrução da ABPQD, sendo requisito obrigatório para poder realizar qualquer curso de instrutor da ABPQD. Tem autonomia apenas para supervisão via rádio, e Saltos acompanhando alunos recém graduados dos programas ASL ou AFF (alunos em Instrução-AI); os Coach atuam sempre sob a supervisão presencial de Instrutores ASL ou AFF, em todo Território Nacional, COACH ainda não é INSTRUTOR;

II. Instrutor ASL, AFF: Segundo escalão docente na hierarquia do Programa de Instrução da ABPQD, os Instrutores têm plena autonomia para conduzir atividades dentro do método ao qual estão habilitados, em todo território Nacional.

III. Piloto de Salto Duplo (I-Tandem): Apto a realizar Saltos Duplos com passageiro, em todo território Nacional.

IV. Instrutor Avaliador COACH, ASL, AFF, ou Piloto de Salto Duplo (I-Tandem): Terceiro escalão na hierarquia do Programa de Instrução da ABPQD. Os avaliadores são indicados pela pelo Presidente da ABPQD, para conduzir treinamentos e pré-curso e auxiliar nos cursos de formação de Coach e Instrutores em todos os níveis acima, dentro da modalidade (Coach, Instrutor ASL, AFF ou Piloto de Salto Duplo (I-Tandem) em que é habilitado. Os Instrutores avaliadores atuam em curso de formação que foram indicados;

§ 1° Instrutor Avaliador Coach, ASL, AFF ou de Piloto de Salto Duplo (I-Tandem), é uma função temporária valendo apenas para a indicação do curso específico, e será atualizada digitalmente em sua credencial com validade de 1 (um) ano.

Art. 135 - Os Cursos de Formação de Coach, Instrutor ASL, Instrutor AFF ou Piloto de Salto Duplo (I-Tandem), além dos cursos agendados em calendário anual pela ABPQD, poderão ser solicitados cursos fora do calendário.

Parágrafo único. O Presidente da ABPQD manterá uma lista atualizada dos Avaliadores e Examinadores em condições de exercer a função e poderá admitir ou exonerar a qualquer tempo de acordo com a necessidade ou por avaliação individual de cada convidado.

Art. 136 - A ABPQD poderá a qualquer momento revogar a homologação de credenciamento dos Instrutores Avaliadores e Examinadores em caso comprovado do descumprimento da padronização do ensino, ou descumprimento do Regulamento Geral, ou por procedimentos contrários à ética da atividade de instrução.

Art. 137 - São pré-requisitos mínimos para a inscrição de candidatos aos cursos de formação de Coach:

I. Possuir Categoria "B";

II. Ter realizado 130 Saltos;

III. Possuir 90 minutos de queda livre;

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22 IV. Experiência no esporte de 01 (um) ano desde o seu primeiro Salto;

V. Ter realizado pelo menos 30 (trinta) Saltos nos últimos 6 (seis) meses, sendo 3 (três) deles nos últimos 30 dias;

VI. Ter preenchido os itens 2 ao 6 da folha de progressão de Coach;

VII. Ser maior de 18 (dezoito) anos;

VIII. Possuir ensino médio completo;

IX. Possuir atestado negativo de antecedentes criminais.

X. Assinar autorização para que seja realizado exame toxicológico (aleatório) de larga janela (exame do cabelo) por laboratório possuidor da acreditação CAP-FDT com resultado negativo para todas as drogas. O exame terá validade de 02 (dois) anos.

Parágrafo único: o exame poderá ser solicitado a qualquer tempo.

XI. Apresentar atestado médico.

Art. 138 - Para obtenção da Licença de Coach o paraquedista deverá ter sido considerado apto em um Curso de Formação de Coach, ou apresentar certificado de outra Associação ou entidade do paraquedismo comprovando o curso.

Art. 139 - São pré-requisitos mínimos para a inscrição de candidatos aos cursos de formação de Instrutores ASL:

I. Possuir Categoria "D";

II. Possuir o curso de Coach;

III. Experiência no esporte de 02 (dois) anos desde o seu primeiro Salto;

IV. Ter realizado pelo menos 30 (trinta) Saltos nos últimos 06 (seis) meses, sendo 03 (três) deles nos últimos 30 dias;

V. Ter preenchido os itens 02 ao 05 da folha de progressão de Instrutores ASL;

VI. Possuir ensino médio completo;

VII. Possuir atestado negativo de antecedentes criminais.

VIII. Assinar autorização para que seja realizado exame toxicológico (aleatório) de larga janela (exame do cabelo) por laboratório possuidor da categoria CAP-FDT com resultado negativo para todas as drogas. O exame terá validade de 02 (dois) anos.

Parágrafo único: o exame poderá ser solicitado a qualquer tempo.

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ABPQD

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23 IX. Apresentar atestado médico.

Art. 140 - Para obtenção da Licença de Instrutor ASL o paraquedista deverá ter sido considerado apto em um Curso de Formação de Instrutor ASL, ou apresentar certificado de outra Associação ou entidade do paraquedismo comprovando o curso.

Art. 141 - O Coach, Instrutor ASL e/ou AFF, e Piloto de Salto Duplo (I-Tandem), que esteja inativo há mais de 06 (seis) meses ou tenha realizado menos de 25 Saltos por ano no programa de sua modalidade específica, deverá fazer uma readaptação junto a um Avaliador de sua modalidade.

§1º Considera-se como readaptação, a participação dos mesmos em um curso de readaptação e aprovação em um Salto de avaliação com um Instrutor Avaliador indicado pelo candidato ser for o caso. Considera-se como readaptação para Piloto de Salto Duplo treinamento em solo, revisão dos procedimentos de emergência e até 02 (dois) Saltos de avaliação.

Art. 142 - São pré-requisitos mínimos para a inscrição no curso de Formação de Instrutor AFF:

I. Possuir Categoria "D";

II. Possuir o curso de Instrutor ASL ou de Coach;

III. Experiência no esporte de 02 (dois) anos desde o seu primeiro Salto;

IV. Ter realizado pelo menos 30 (trinta) Saltos nos últimos 06 (seis) meses, sendo 03 (três) deles nos últimos 30 dias;

V. Ter recebido orientações e treinamento quanto aos itens 02 ao 07 da folha de progressão de Instrutores AFF;

VI. Possuir ensino médio completo;

VII. Possuir atestado negativo de antecedentes criminais;

VIII. Assinar autorização para que seja realizado exame toxicológico (aleatório) de larga janela (exame do cabelo) por laboratório possuidor da categoria CAP-FDT com resultado negativo para todas as drogas. O exame terá validade de 02 (dois) anos.

Parágrafo único: o exame poderá ser solicitado a qualquer tempo.

IX. Apresentar atestado médico.

Art. 143 - Para obtenção da Licença de Instrutor AFF o paraquedista deverá ter sido considerado apto em um Curso de Formação de Instrutor AFF, ou apresentar certificado de outra Associação ou entidade do paraquedismo comprovando o curso.

Art. 144 - São pré-requisitos mínimos para a inscrição no curso de formação de Piloto de Salto Duplo (I-Tandem):

I. Possuir Categoria "D";

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ABPQD

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( f unda da em 15 de nov em br o de 200 8)

24 II. Possuir o curso de Instrutor ASL ou de Coach;

III. Experiência no esporte de 03 (três) anos desde o seu primeiro Salto;

IV. Ter realizado pelo menos 30 (trinta) Saltos nos últimos 6 (seis) meses, sendo 3 (três) deles nos últimos 30 dias;

V. Ter preenchido os itens 2 ao 6 da folha de progressão de Instrutores de Salto Duplo;

VI. Possuir ensino médio completo;

VII. Possuir atestado negativo de antecedentes criminais.

VIII. Assinar autorização para que seja realizado exame toxicológico (aleatório) de larga janela (exame do cabelo) por laboratório possuidor da credencial CAP-FDT com resultado negativo para todas as drogas. O exame terá validade de 02 (dois) anos.

Parágrafo único: o exame poderá ser solicitado a qualquer tempo.

IX. Apresentar atestado médico.

Art. 145 - Para ser Avaliador de Coach, Instrutor ASL, Instrutor AFF ou Piloto de Salto Duplo (I- Tandem), o Coach ou Instrutor ou Piloto de Salto Duplo (I-Tandem), deverá fazer solicitação direta ao Presidente da ABPQD, encaminhando junto ao pedido seu currículo profissional, o qual será avaliado e se for o caso autorizado ou pedido novas informações, pelo e-mail [email protected].

Art. 146 - O Piloto de Salto Duplo (I-Tandem) estará habilitado a utilizar apenas o equipamento utilizado no curso (ex.: UPT Vector / Sigma, Racer, Strong, Parachute de France etc.) com o qual foi formado.

§ 1º O treinamento de adaptação de equipamento (mudança) deverá ser conduzido por Instrutor que esteja habilitado naquele tipo de equipamento, sendo instruído nas peculiaridades do equipamento, prática de todos os cenários de emergência e 01 (um) Salto solo e 01 (um) Salto com "falso passageiro", paraquedista.

§ 2º É terminantemente proibido ao Piloto de Salto Duplo em atividade tandem, lançar e supervisionar qualquer aluno, exceto alunos ASL/AFF já graduados.

Art. 147 - O Piloto de Salto Duplo que não realiza Saltos duplos há mais de 06 meses ou 25 Saltos na modalidade específica nos últimos 12 meses deverá realizar uma readaptação junto a um Avaliador de Salto Duplo seguindo as mesmas Regras contidas no Art. 147, §1º.

Art. 148 - Anualmente, todos os Coach, Instrutores ASL/AFF, Piloto de Salto Duplo, Avaliadores, Técnicos e re-certificadores de sistemas nos métodos em que possuem habilitações, deverão renovar as suas licenças, diretamente na ABPQD.

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ABPQD

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PARAQUEDISTAS

( f unda da em 15 de nov em br o de 200 8)

25 Parágrafo único: Para renovação profissional (COACH/ASL/AFF/Piloto de Salto Duplo (I- Tandem), Técnico, Re-certificador) será exigido atestado médico para prática desportiva paraquedismo, poderá ser enviado pelo e-mail [email protected], os documentos digitalizados, ou entregue diretamente na sede.

Art. 149 - A ABPQD não homologará qualquer Curso de Formação de Coach ou Instrutores ASL, AFF ou Piloto de Salto Duplo (I-Tandem), se ministrado a revelia destas Regras ou por pessoas não habilitadas ou indicadas pela ABPQD para este fim específico. Os responsáveis pela desobediência estarão sujeitos às Penalidades previstas nos mandamentos institucionais.

Art. 150 - Os Cursos de formação de profissionais, seja na área técnica ou na área de Instrução, realizados em instituições civis ou militares, no Brasil ou em outros países. Poderão ser reconhecidos pela ABPQD através dos processos de homologação, desde que cumpram os requisitos de cada licença pretendida, determinados pela ABPQD.

Art. 151 - Regras para Homologação de Licenças Estrangeiras:

I. Apresentar a certificação das licenças emitidas no exterior por entidade que regula o paraquedismo no país enviando toda documentação do curso realizado assim como a licença ainda válida daquele país.

II. Após analisada e aprovada a documentação será emitida a licença.

III. O candidato aprovado deverá cumprir o previsto neste código ou nos regulamentos próprios.

IV. Caso necessário poderá ser exigido treinamento e salto de avaliação de qualquer modalidade requerida, sendo as despesas por conta do solicitante.

Art. 152 - A ABPQD, somente reconhecerá cursos para formação de profissionais realizados dentro do território Brasileiro por entidades estrangeiras, desde que previamente autorizados, de acordo com as Regras regulamentares e supervisionados pela ABPQD.

Parágrafo único. As licenças estrangeiras, somente serão homologadas de acordo com as Regras já estabelecidas.

Capítulo VI - Regras para Saltos Noturnos

Art. 153 - São considerados Saltos noturnos todos os realizados entre uma hora após o pôr do sol e uma hora antes do nascer do sol.

Art. 154 - Somente paraquedistas com Categoria "B", no mínimo, poderão realizar Saltos noturnos.

Parágrafo único. O saltador Categoria "B" fará Salto noturno solo.

Art. 155 - Para qualquer atividade noturna de Saltos, é obrigatório se ministrar instrução específica, aqueles que participarem dessa instrução poderão saltar.

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ABPQD

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PARAQUEDISTAS

( f unda da em 15 de nov em br o de 200 8)

26 Parágrafo único. O responsável pela instrução, de preferência um Instrutor qualificado ou um outro paraquedista com experiência em Saltos noturnos, anotará na Caderneta de Salto do interessado que o mesmo está habilitado para Saltos nos próximos dias.

Art. 156 - Da instrução específica a ser ministrada, devem constar todos os aspectos logísticos necessários e mais:

I. Técnicas para orientação noturna;

II. Utilização de luzes para os instrumentos e verificação do velame;

III. Conhecimento da área de pouso e de sua iluminação;

IV. Procedimentos de emergência.

Art. 157 - Em se tratando de primeiro Salto noturno, o paraquedista deverá realizá-lo de modo solo.

Art. 158 - A biruta e os painéis recomendados para os Saltos diurnos deverão estar visivelmente iluminados e será obrigatória a comunicação terra avião, via rádio.

Art. 159 - Todos os que vão participar de um Salto noturno deverão portar dispositivos fixos de iluminação do altímetro e do velame, que serão testados antes do embarque.

Art. 160 - Para Saltos noturnos a altura mínima de abertura do paraquedas principal é de 3.000 (três mil) pés.

Art. 161 - É obrigatório o uso de óculos de lentes claras, sendo recomendada a utilização de vestimentas e velames de cores claras.

Art. 162 - Logo após a realização do Salto, todos deverão se dirigir, inicialmente, ao responsável pelo manifesto visando o controle do número de atletas lançados.

Capítulo VII - Regras Para Trabalho Relativo de Velame

Art. 163 - Para a realização de TRV diurno, o paraquedista deverá possuir Categoria "B" ou superior, ter realizado pelo menos 50 (cinqüenta) Saltos com velame retangular, não sendo admitidos Saltos entre paraquedistas possuidores de Categoria "B".

Art. 164 - É obrigatório que o iniciante em TRV receba instrução de paraquedista já experiente nessa modalidade, no mínimo Categoria "C", com ênfase para os procedimentos relativos ao contato, separação e procedimentos de emergência.

Parágrafo único. O iniciante deverá ser informado sobre as características de voo dos velames que serão utilizados, dos procedimentos corretos para as manobras utilizando os tirantes, ter

Referências

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