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OBSERVATÓRIO DO TRABALHO DE MANAUS

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OBSERVATÓRIO DO TRABALHO DE MANAUS

Análise do Mercado de Trabalho Formal em Manaus Abril a Junho de 2011

Termo de Contrato Nº. 005/2011 SEMTRAD e DIEESE

SETEMBRO DE 2011

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SECRETARIA MUNICIPAL DE TRABALHO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL – SEMTRAD

Prefeito do Município de Manaus Amazonino Armando Mendes

Secretário de Trabalho e Desenvolvimento Social Vital da Costa Melo

Subsecretário de Trabalho e Desenvolvimento Social Francisco dos Santos Soares

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EXPEDIENTE DO DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS – DIEESE

Direção Técnica

Clemente Ganz Lúcio – Diretor Técnico

Ademir Figueiredo – Coordenador de Estudos e Desenvolvimento José Silvestre Prado de Oliveira – Coordenador de Relações Sindicais

Francisco José Couceiro de Oliveira – Coordenador de Pesquisas Nelson de Chueri Karam – Coordenador de Educação Rosana de Freitas – Coordenadora Administrativa e Financeira

Coordenação Geral do Projeto

Ademir Figueiredo – Coordenador de Estudos e Desenvolvimento Angela Maria Schwengber – Supervisora dos Observatórios do Trabalho

Valéria Bolognini – Técnica Responsável pelo Projeto

Equipe Executora DIEESE

DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos Rua Aurora, 957 – 1º andar - Centro – São Paulo – SP – CEP 01209-001

Fone: (11) 3874 5366 – Fax: (11) 3874 5394 E-mail: [email protected] - http://www.dieese.org.br  

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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 5

INTRODUÇÃO 6

1. COMPORTAMENTO DO SALDO DE VAGAS NO 2º TRIMESTRE DE 2011 8

2. COMPOSIÇÃO DO SALDO DO TRIMESTRE POR FAMÍLIAS OCUPACIONAIS EM MANAUS

23

CONSIDERAÇÕES FINAIS 33

ANEXOS 35

DESCRIÇÃO DAS FAMÍLIAS OCUPACIONAIS COM MAIOR SALDO NO

TRIMESTRE 38

GLOSSÁRIO 47

 

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APRESENTAÇÃO

O presente documento configura-se no relatório trimestral intitulado: “Análise do Mercado de Trabalho Formal em Manaus – Abril a Junho de 2011”, produto previsto no plano de atividades do Observatório do Mercado de Trabalho de Manaus, parceria entre o DIEESE e a Prefeitura Municipal de Manaus, através da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Social – SEMTRAD (Contrato nº 005/2011).

O objetivo deste Boletim é analisar o comportamento do mercado de trabalho formal, celetista, na capital do estado do Amazonas no 2º trimestre de 2011. Os dados baseiam-se no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, que permite o acompanhamento do movimento do mercado de trabalho formal no município.

O relatório encontra-se dividido em duas partes, além da apresentação e introdução.

A primeira analisa o saldo de vagas acumulado no período de abril a junho de 2011, no Brasil e no município de Manaus, indicando o seu comportamento mais geral, comparado com outras capitais da região norte. Também são feitas observações comparativas com o mesmo mês de anos anteriores e o acumulado no ano. Observam-se os tipos de admissão e desligamento predominantes no mercado de trabalho manauara, assim como o salário médio para admissão e desligamento e o tempo de permanência no último emprego.

A segunda parte faz uma análise do comportamento dos admitidos e dos desligados em relação às famílias ocupacionais que se destacaram no saldo trimestre, considerando-se novamente questões como salário médio, tipos de admissão e desligamento, porte do estabelecimento e tempo de permanência no emprego, em uma análise pontuada pelas famílias ocupacionais.

 

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INTRODUÇÃO 

Partindo do movimento do CAGED foi possível fazer uma análise do mercado de trabalho formal de Manaus, num comparativo com o Brasil e a região Norte. No acumulado entre abril a junho de 2011 a movimentação do mercado de trabalho formal no país apresentou saldo positivo de 739.685 vagas, terceiro maior saldo de vagas nos últimos 10 anos. Todos os setores apresentaram saldo positivo para o 2º trimestre de 2011, com destaque para a Agropecuária, Extração vegetal, Caça e Pesca e o setor Extrativo Mineral que apresentaram variação positiva na participação no saldo de 2011 em relação ao saldo para o mesmo período de 2010. O maior saldo é do setor de Serviços, com mais de 239 mil postos de trabalho, seguido da Agropecuária, Extração vegetal, Caça e Pesca, com mais de 182 mil postos no período.

No ano de 2011, o Brasil já acumulou 1.265.250 vagas de emprego. A região Norte responde por 47.478 vagas, 3,7% do total nacional.

No saldo acumulado no 2º trimestre, de acordo com as Grandes Regiões do país, somente o Centro-Oeste apresentou variação positiva. A região Norte acumulou para este mesmo período 26.140 vagas, sendo 12.213 no Estado do Amazonas, 87% delas em sua capital Manaus.

Quanto à variação percentual do saldo acumulado entre abril e junho de 2011 em relação ao mesmo período de2010, Manaus apresentou dinamismo na geração de vagas, tendo um saldo em 2011 61,6% maior que o verificado no mesmo período em 2010.

Macapá foi a capital com melhor desempenho na região Norte do país.

É importante destacar que enquanto o Brasil e a região Norte tiveram variação negativa no saldo acumulado entre abril e junho de 20911, na comparação com igual período de 2010, O Estado do Amazonas e Manaus tiveram variação positiva na ordem de 79,0% e 61,6%, apontando para um crescimento econômico da região.

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Também se observa que em Manaus há concentração do saldo de empregos acumulado entre Abril e Junho de 2011 em vinte famílias ocupacionais, que juntas respondem por 85,4% do total de vagas do município. As dez famílias com maiores saldo respondem juntas por 68,3% do saldo. A família em destaque do trimestre foi a de Montadores de equipamentos eletrônicos, com saldo positivo de 1.924 postos de trabalho.

Essa mesma família esteve também em destaque no saldo do CAGED de abril e maio de 2011, confirmando seu destaque na geração de vagas em Manaus.

Observa-se também, no quadro geral, que os salários médios de admissão são inferiores ao de desligamento, já que as pessoas tentem a ver seus salários ampliados ao longo do tempo em uma mesma empresa. Outra característica evidenciada na análise dos dados é o baixo tempo de permanência do trabalhador no último emprego. Dos trabalhadores manauaras contratados neste período, 44,9% permaneceram menos de seis meses no último emprego, e mais de 69%, permanecem menos de um ano.

Os dados a seguir detalham essa apresentação e trazem mais informações sobre o mercado de trabalho formal de Manaus para o 2º trimestre de 2011.

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1. COMPORTAMENTO DO SALDO DE VAGAS NO 2º TRIMESTRE DE 2011

O saldo de empregos acumulado entre abril e junho de 2011 no Brasil, de acordo com os dados divulgados pelo CAGED, é de 739.685 vagas, 9,4% menor que o saldo do mesmo período do ano anterior. Quando se observa os últimos 10 anos, o 2º trimestre de 2011 apresentou o terceiro maior saldo de vagas, resultado de 5.468.860 admissões e 4.729.175 desligamentos. O acumulado no período de abril a junho de 2011 somente ficou atrás do acumulado no mesmo período de 2010, quando o saldo foi de 816.061 - melhor saldo da série de 10 anos - e de 2008, com 806.948 postos de trabalho. Assim, o saldo de 2011 é positivo e indica que o crescimento do emprego teve uma redução no seu ritmo (Gráfico 1).

 

No Brasil, o saldo de vagas acumulado

no 2º trimestre é o terceiro maior dos últimos 10 anos

 

  GRÁFICO 1

Admitidos, desligados e saldo de vagas no 2º trimestre de cada ano Brasil, abril a junho de 2002 a 2011

Fonte: MTE/CAGED  

Elaboração: DIEESE

   

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Quando se observa o comparativo entre o saldo de vagas de Abril a Junho de 2010 e 2011, percebe-se que os meses de Abril e Maio de 2011 apresentam um recuo em relação ao mesmo período do ano de 2010, na ordem de 12,1% e 18,2% respectivamente.

Já o mês de Junho - terceiro mês do trimestre em análise - apresenta crescimento do saldo de vagas na ordem de 1,1% em relação ao mesmo período de 2010 (Gráfico 2).

GRÁFICO 2

Saldo de empregos formais Brasil, abril a junho de 2010 e 2011

 

Fonte: MTE/CAGED Elaboração: DIEESE

O setor que mais contribuiu para o saldo positivo do 2º trimestre de 2011 foi Serviços com 239.228 vagas, o que representa 32,3% do saldo de vagas. Em relação ao mesmo período de 2010, o setor de Serviços apresentou um crescimento de 2,9 pontos percentuais. O segundo setor que mais contribuiu para o saldo no período foi a Agropecuária, Extração Vegetal, Caça e Pesca com 182.944 vagas, 24,7% das vagas do trimestre, esse resultado foi 5,5 pontos percentuais maior que o mesmo período de 2010. A Indústria de transformação aparece em terceiro, com 116.232 vagas, 15,7% do total de vagas do trimestre; saldo 38,7% menor que o saldo verificado em 2010. Nenhum setor apresentou saldo negativo, embora somente o setor Extrativo Mineral e Agropecuária,

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O saldo do mês de junho de 2011 é positivo em 215.393 mil vagas e 1,1% superior ao saldo acumulado no mesmo período de 2010. O setor Agropecuária, Extração Vegetal, Caça e Pesca foi responsável pelo maior saldo, 75.227 vagas, 34,9% do saldo mensal;

seguido do setor Serviços, com 53.543 vagas , 24,9% do saldo do mês de junho. Quatro setores apresentaram variação positiva na comparação com igual período de 2010, são eles: Agropecuária, Extração Vegetal, Caça e Pesca (35,9%), Construção civil (23%), Extrativo mineral (21,6%) e Comércio (12,5%). A maior variação negativa foi do setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública, com um recuo de 72,9% em relação ao saldo do 2º trimestre de 2010. A Indústria de transformação também apresentou recuo em relação à igual período de 2010, com uma variação negativa de 49,2%.

TABELA 1

Saldo de vagas e variação percentual por setores de atividade econômica Brasil, junho de 2010, junho de 2011, abril a junho de 2010 e 2011

Setor de atividade jun-10 jun-11 Variaçã

o % 2º trim 2010 2º trim 2011 Variaçã o % Extrativo mineral 1.441 1.752 21,6 4.723 5.429 14,9 Indústria de transformação 44.485 22.618 -49,2 189.764 116.232 -38,7 Serviços industr. de utilidade

pública 1.139 309 -72,9 3.901 3.491 -10,5

Construção civil 24.825 30.531 23,0 102.325 89.334 -12,7 Comércio 26.631 29.967 12,5 110.821 96.863 -12,6 Serviços 57.450 53.543 -6,8 240.137 239.228 -0,4 Administração publica 1.614 1.446 -10,4 7.825 6.164 -21,2 Agrop., extr. vegetal, caça e pesca 55.367 75.227 35,9 156.565 182.944 16,8 Total 212.952

215.39

3 1,1 816.061 739.685 -9,4 Fonte: MTE/CAGED

Elaboração: DIEESE

 

Quando se observa o saldo de vagas acumulado no trimestre, por Grandes Regiões do país, verifica-se que a região Sudeste é responsável por 66,1% do saldo nacional, com mais de 489 mil postos de trabalho. A região Norte é responsável pelo menor saldo, com 26.140 vagas ou 3,5% do saldo brasileiro no período. Ainda quando se analisa a região Norte, verifica-se que no acumulado do 2º trimestre 2010 o saldo foi de 31.833 vagas, dessa forma, o saldo de 2011 é 17,9% inferior ao de 2010 (Gráfico 3).

Das cinco regiões brasileiras, quatro apresentaram redução no saldo de empregos no 2º trimestre de 2011 em comparação com o mesmo período de 2010. A maior variação negativa foi na região Nordeste, com um recuo de 33,0%, com 104.130 vagas no saldo de 2010, para 69.742 vagas no saldo de 2011. A região Sul teve recuo de 21,0% e a região Norte de 17,9% no saldo de vagas acumuladas entre abril e junho. Somente a região Centro-Oeste apresentou uma pequena variação positiva de 1,2%, saindo de um saldo de

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65.466 vagas no 2º trimestre de 2010, para pouco mais de 66 mil no mesmo período de 2011.

A distribuição da participação de cada região no saldo de empregos do 2º trimestre no país manteve-se estável nas suas proporções. Em 2009 a participação do Sudeste era de 75,9% e passou para 66,1% em 2011. A região Sul, que em 2009 participava com 6,4% do saldo nacional e era a terceira região de acordo com o saldo de empregos, teve crescimento de 5,5 pontos percentuais, e em 2011 participa com 11,9% do saldo nacional.

O Nordeste, que em 2009 participava com 4,4% do saldo do país, também teve crescimento de 5,4 pontos percentuais, de forma que no 2º trimestre de 2011 participou com 9,4% do saldo de empregos do país.

GRÁFICO 3

Saldo acumulado de empregos formais Grandes Regiões, abril a junho de 2010 e 2011

 

Fonte: MTE/CAGED Elaboração: DIEESE

Do saldo acumulado de empregos da região Norte no 2º trimestre, 12.213 vagas se encontram no Estado do Amazonas, saldo 79% superior ao do mesmo período de 2010, quando 6.824 vagas estavam no Estado. Assim, enquanto em 2010 – do saldo acumulado de vagas na região entre abril e junho – 21,4% estava no Amazonas, para o mesmo período de 2011 essa participação passa a ser de 46,7%, apontando o crescimento da

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Manaus concentra 87,1% das vagas do Amazonas 

 

Quando se observa o comportamento do saldo de vagas por capitais da região Norte, percebe-se que Manaus é a capital com maior saldo, 10.634 vagas acumuladas entre abril e junho de 2011. Porto Velho é a capital de menor saldo, ou seja, saldo negativo de 922 vagas. Enquanto no 2º trimestre de 2010, a capital do Amazonas respondia por 6.581 vagas, 96,4% das vagas do Estado, em 2011 houve redução nesse percentual, sendo que 87,1% das vagas do Estado se encontravam em Manaus. De qualquer forma a capital continua sendo responsável pela maior parte dos postos de trabalho formal do Estado do Amazonas e apresentou crescimento do saldo de vagas na ordem de 61,6% em comparação com igual período de 2010 (Tabela 2).

Entre as demais capitais da região Norte o destaque vai para Macapá, que apresentou o maior crescimento do saldo de vagas do 2º trimestre, duas vezes e meia maior que no mesmo período de 2010, impulsionado pelas contratações nos setores Serviços, Construção Civil e Comércio (veja Tabela 1 do Anexo).

TABELA 2

Saldo de vagas e variação percentual por Grandes Regiões e Capitais Abril a junho de 2010 e 2011 

Grandes Regiões e Capitais ABRIL A JUNHO Variação % 2010-2011 2009 2010 2011

Região Norte 11.236 31.833 26.140 -17,9 Região Nordeste 14.179 104.130 69.742 -33,0 Região Sudeste 271.087 502.779 489.185 -2,7 Região Sul 22.933 111.853 88.389 -21,0 Região Centro-Oeste 37.822 65.466 66.229 1,2 Amazonas -233 6.824 12.213 79,0 Manaus - AM 172 6.581 10.634 61,6 Belém - PA 286 3.348 2.235 -33,2 Macapá - AP 462 239 1.088 355,2 Rio Branco - AC 1.165 989 1.042 5,4 Palmas - TO 889 1.721 907 -47,3 Boa Vista - RR 151 163 -763 -568,1 Porto Velho - RO 7.825 5.307 -922 -117,4 Outros municípios 286 13.485 11.919 -11,6

Brasil 357.257 816.061 739.685 -9,4 Fonte: MTE/CAGED

Elaboração: DIEESE

   

Numa análise comparativa do comportamento do saldo de vagas do 2º trimestre, verifica-se que, embora a variação para este período em comparação com 2010 seja negativa para o Brasil e para a região Norte – na ordem de 9,4% e 17,9% respectivamente – o Estado do Amazonas possui variação positiva de 79% e, sua capital, Manaus apresenta variação positiva de 61,6% (Tabela 3).

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TABELA 3

Saldo do emprego formal

Brasil, Norte, Amazonas, Manaus, abril a junho de 2010 e 2011

Localidade abr-11 mai-11 jun-11 Acumulado no Trim. Variação % 2010-2011 2010 2011

Brasil 272.225 252.067 215.393 816.061 739.685 -9,4 Região Norte 9651 4567 11922 31.833 26.140 -17,9

Amazonas 4346 2994 4873 6.824 12.213 79,0

Manaus 3349 2613 4672 6.581 10.634 61,6

Fonte: MTE/CAGED. Elaboração: DIEESE

 

Analisando-se o saldo por municípios do Estado, nota-se comportamento distinto nos trimestres analisados. Enquanto no 2º trimestre de 2010 o saldo de vagas do Estado do Amazonas estava praticamente todo em sua Capital, no mesmo período de 2011 outros municípios apresentaram bom desempenho no saldo de vagas para o período. Entre os municípios da Região Metropolitana, o destaque vai para Itacoatiara com saldo de 667 vagas, 95,7% das vagas em Serviços (veja Tabela 2 do Anexo). Outros dois municípios também são destaque no saldo do Estado: Itapiranga, que apresenta saldo positivo de 480 vagas, 99,8% delas na Construção Civil; e Manacapuru com saldo de 149 vagas, sendo 83,2% delas na Indústria de transformação (veja Tabela 3 e 4 do Anexo). Quando se observa o desempenho dos outros municípios do interior, verifica-se um desempenho negativo com eliminação de postos de trabalho.

TABELA 4

Saldo do emprego formal

Municípios do Amazonas, abril a junho de 2010 e 2011

Municípios do Amazonas 2º trim.

2010

Participaçã o %

2º trim.

2011

Participaçã o %

Variação

% 2010- 2011 Manaus 6.581 96,4 10.634 87,1 38,1 Municípios da Região

Metropolitana 119 1,7 937 7,7 87,3

Itacoatiara 48 0,7 667 5,5 92,8

Presidente Figueiredo 43 0,6 205 1,7 79,0

Iranduba 27 0,4 62 0,5 56,5

Rio Preto da Eva -2 -0,0 13 0,1 115,4

Careiro da Várzea -1 -0,0 -1 -0,0 0,0

Novo Airão 4 0,1 -9 -0,1 -55,6

Itapiranga 2 0,0 480 3,9 99,6

Manacapuru 25 0,4 149 1,2 83,2

Parintins -76 -1,1 60 0,5 226,7

Demais municípios do interior 173 2,5 -47 -0,4 -468,1 Amazonas 6.824 100,0 12.213 100,0 44,1 Fonte: MTE/CAGED

Elaboração: DIEESE

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Manaus tem o maior saldo acumulado entre abril e junho na série dos últimos 10 anos  

 

Como visto anteriormente, Manaus apresentou saldo positivo de 10.634 vagas no 2º trimestre de 2011. O saldo acumulado em 2011 para esse período é o maior saldo de vagas para o município nos últimos 10 anos. Embora o ano de 2009 apresente o menor saldo da série, positivo em 172 vagas, conseqüência da crise financeira internacional que atingiu o país nesse período, em Manaus o saldo de emprego para esse período tende a ser positivo (Gráfico 4).

  GRÁFICO 4

Saldo acumulado de empregos formais Manaus, abril a junho, 2002 a 2011

Fonte: MTE/CAGED.  

Elaboração: DIEESE.

 

 

Indústria de transformação e Construção Civil   são os setores que mais empregaram no mês de junho 

 

Por setor e subsetor de atividade se verifica que a Indústria de transformação é o setor responsável pela maior parte do saldo de vagas do mês de junho de 2011, com 3.725 vagas, 79,7% do saldo do mês. A maior participação por subsetor é da Indústria do

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material elétrico e de comunicações, com 1.191 vagas, 53,4% do saldo do setor seguida da Indústria mecânica (18%) e Indústria do material de transporte (12,7%). O setor Construção Civil responde por 499 vagas, 10,7% do saldo mensal e o setor de Comércio por 726 vagas, 7% do saldo do mês. Assim, estes três setores juntos responderam, em junho de 2011, por 97,4% das vagas.

Em junho de 2010 a distribuição das vagas era outra, sendo que o setor de Serviços era responsável pela maior parte do saldo, com 1.363 vagas, 51,8% do saldo mensal, com concentração de postos de trabalho no subsetor de Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários e Serviços Técnicos (776 vagas). A Indústria de transformação respondia por 18,5% do total (486 vagas), com forte presença dos subsetores de Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, Indústria do material de transporte e Indústria metalúrgica. A Construção Civil respondia por 13,8%, com 364 vagas.

Indústria de transformação respondeu por 72,5% do saldo do 2º trimestre

No 2º trimestre de 2011 a distribuição da participação mostrou-se idêntica à verificada no mês de junho. A Indústria de transformação respondeu por 72,5% (7.705 vagas), com destaque para os subsetores da Indústria do material elétrico e de comunicações 46,4%, a Indústria mecânica (16,7%) e Indústria do material de transporte (13,8%). A Construção Civil e o Comércio aparecem em segundo lugar no saldo de vagas para o período, com 10,3% cada. Vale destacar que no Comércio, o subsetor Comércio varejista responde por 78,5% do saldo do setor. O setor Serviços responde por 6,2% do saldo do trimestre, com eliminação de postos de trabalho no subsetor Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico – menos 810 vagas – e crescimento do subsetor Serviço de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação, com 650 vagas de emprego no período (Tabela 5).

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TABELA 5

Saldo do emprego por setor e subsetor da economia Manaus, junho de 2010 e 2011, abril a junho de 2010 e 2011

Setor e subsetor de atividade jun- 10

jun-

11 2º trim. 2010 2º trim. 2011

Extrativo mineral 5 30 22 36

Indústria de transformação 486 3.725 2.087 7.705 Indústria de produtos minerais não metálicos 6 21 44 42

Indústria metalúrgica 100 191 294 684

Indústria mecânica 43 669 388 1.290

Indústria do material elétrico e de comunicações 34 1.991 136 3.576 Indústria do material de transporte 113 473 197 1.062 Indústria da madeira e do mobiliário 8 20 6 17

Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica -1 60 65 138 Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind.

diversas -11 -20 60 140

Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários,

perfumaria.. 24 244 383 459

Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 18 37 59 127

Indústria de calçados 0 0 0 0

Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 152 39 455 170 Serviços industr. de utilidade pública 45 4 3 -8 Construção civil 364 499 164 1.098

Comércio 227 326 526 1.096

Comércio varejista 174 197 330 860

Comércio atacadista 53 129 196 236

Serviços 1.363 61 3.662 657

Instituições de crédito, seguros e capitalização -8 7 -10 28 Com. e administração de imóveis, valores mobiliários, serv... 776 -175 2.018 -810

Transportes e comunicações 133 61 395 393

Serv. de alojamento, alimentação, reparação, manutenção... 429 49 921 650 Serviços médicos, odontológicos e veterinários 39 138 104 160

Ensino -6 -19 234 236

Administração publica 132 22 135 34

Agropecuária, extr. vegetal, caça e pesca 8 5 -18 16

Brasil 2.630 4.672 6.581 10.634

Fonte: MTE/CAGED. Elaboração: DIEESE

Em relação ao tamanho do estabelecimento, nota-se que o saldo de vagas está distribuído entre 4 faixas que agrupam os estabelecimentos pelo porte ou número de vínculos ativos. Os estabelecimentos com até 4 empregados responderam por 2.690 vagas, 25,3% do saldo de vagas do 2º trimestre na capital. Os estabelecimentos que possuem de 250 a 499 empregados, responderam por 2.644 vagas, 24,9%, do saldo. Os estabelecimentos que possuem 1000 ou mais empregados responderam por 1.784 vagas, 16,8% do total. E os estabelecimentos que possuem de 100 a 249 empregados responderam por 1.672 vagas, 15,7% do saldo acumulado no 2º trimestre de 2011.

Somados estas quatro faixas de porte do estabelecimento temos 82,7% do saldo acumulado no período (Tabela 6).

Esta distribuição, quando analisada em relação ao mesmo período de 2010, apresenta algumas diferenças. Enquanto no saldo de 2010 os estabelecimentos com 100 a 249 vínculos respondiam por 33,8% do saldo acumulado do município, em 2011 há uma

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variação negativa na ordem de 53,5%, sendo que somente 15,7% das vagas do saldo de empregos estavam em estabelecimentos desse porte. O mesmo ocorre com os estabelecimentos que possuem de 20 a 49 vínculos ativos, que em 2010 respondiam por 10,5% das vagas do saldo e em 2011 responde por somente 0,7% do saldo de empregos do município.

Os estabelecimentos com 250 a 499 empregados tiveram uma maior participação em 2011 em relação a 2010, com uma variação positiva de 64,4%, saindo de 15,1% para 24,9% do saldo acumulado no período. Também os estabelecimentos com 1000 ou mais empregados, que no ano de 2010 não haviam gerado postos de trabalho, no 2º trimestre de 2011 responderam por 16,8% do total do saldo acumulado no município (Tabela 6).

 

TABELA 6

Distribuição do emprego formal por tamanho de estabelecimentos Manaus, abril a junho de 2009 a 2011

Porte do estabelecimento 2009 2010 2011

Até 4 empregados 2.547 2.140 2.690

De 5 a 9 empregados 227 23 153

De 10 a 19 empregados -132 -47 247

De 20 a 49 empregados 10 694 70

De 50 a 99 empregados -571 284 566

De 100 a 249 empregados 43 2.227 1.672

De 250 a 499 empregados 197 995 2.644

De 500 a 999 empregados -308 1.147 808

1000 ou mais empregados -1.841 -882 1.784

Total 172 6.581 10.634

Fonte: MTE/CAGED Elaboração: DIEESE

 

Quando analisamos a distribuição do saldo de vagas do 2º trimestre de 2011, pelo tamanho dos estabelecimentos e segundo o setor de atividade econômica verificamos que as vagas na Indústria de transformação estão concentradas nos estabelecimentos que possuem mais de 100 vínculos ativos, com 6.914 vagas, 89,7% do saldo de vagas desse setor. Já as vagas no setor Serviços estão concentradas em empresas de até 19 vínculos, com destaque para àquelas com até 4 vínculos, com 1.171 postos, número superior ao saldo do setor, que teve eliminação de postos de trabalho nas empresas com mais de 500 empregados. As vagas na Construção Civil estão concentradas em estabelecimentos que possuem de 100 a 499 empregados, sendo que 553 postos de trabalho estão nestes

(18)

TABELA 7

Saldo de vagas por setor de atividade e tamanho de estabelecimentos Manaus, abril a junho de 2011 

Setor de atividade Ate 4 De 5 a 9

De 10 a 19

De 20 a 49

De 50 a 99

De 100 a 249

De 250 a 499

De 500 a 999

1000 ou mais Total Extrativo mineral 28 1 2 3 2 0 0 0 0 36 Indústria de

transformação 550 88 -57 74 136 1.353 2.311 1.474 1.776 7.705 Ser. industr. de util. públ. -1 3 -5 18 -14 9 8 -26 0 -8 Construção civil 326 74 31 83 32 267 286 -1 0 1.098 Comércio 591 -50 138 11 163 232 -3 14 0 1.096 Serviços 1.171 36 138 -118 261 -190 40 -653 -28 657 Administração publica 4 -1 2 0 -1 -2 -4 0 36 34 Agrop., extr. veg., caça

e... 21 2 -2 -1 -13 3 6 0 0 16

Total 2.690 153 247 70 566 1.672 2.644 808 1.784 10.63

4 Fonte: MTE/CAGED.

Elaboração: DIEESE

Analisando-se apenas as admissões por tipo de admissão para o período de abril a junho, verifica-se que há certa estabilidade na distribuição do saldo quando comparados o mesmo período dos anos de 2009, 2010 e 2011. Assim, as contratações para o primeiro emprego respondem por 14 a 16% do saldo, o reemprego por 81 a 83% do saldo. A exceção fica por conta dos contratos por prazo determinado, que vem observando redução nos 3 últimos anos, sendo que em 2009 esse tipo de admissão respondia por 3% do saldo e em 2011 por 1,3% do saldo (Tabela 8).

TABELA 8

Distribuição dos admitidos por tipo de admissão Manaus, abril a junho de 2009 a 2011

Tipo de Admissão 2009 2010 2011 Nº abs. % Nº abs. % Nº abs. % Admissão por primeiro emprego 5.498 15,1 6.946 14,2 9.463 16,4 Admissão por reemprego 29.869 81,8 40.571 83,2 47.520 82,2 Admissão por reintegração 44 0,1 22 0,0 35 0,1 Contrato de trabalho por prazo determinado 1.110 3,0 1.239 2,5 758 1,3 Admissão por transferência 0 0,0 0 0,0 0 0,0 Total 36.521 100,0 48.778 100,0 57.776 100,0 Fonte: MTE/CAGED.

Elaboração: DIEESE

Quando analisamos a distribuição do saldo de vagas do 2º trimestre de 2011, pelo tipo de admissão e segundo o setor de atividade econômica, verifica-se que a admissão para o primeiro emprego ocorre principalmente nos setores da Agropecuária, extração vegetal, caça e pesca, com 40,3% das admissões do setor; nos Serviços industriais de utilidade pública com 24% das admissões do setor no período; no Comércio com 23,3% e na Administração pública, com 22% das admissões do setor. Outros setores têm pequena participação nesse tipo de admissão, sendo que o Extrativo Mineral é o que menos admite

(19)

para o primeiro emprego, com 8,2% das admissões do setor (Tabela 9). O Reemprego foi o tipo de admissão com maior saldo em todos os setores. O Contrato por prazo determinado foi o tipo com menor saldo, mas merece destaque o setor de Serviços, que é o que mais contrata dessa maneira, 2,2% do saldo do setor (Tabela 9).

  TABELA 9

Distribuição percentual dos admitidos por setor de atividade no saldo de empregos de acordo com tipo de admissão

Manaus, abril a junho de 2011

Setor de atividade Primeiro emprego

Reempreg o

Reintegraç ão

C. por prazo determina

do

Total

Extrativo mineral 8,2 91,8 0,0 0,0 100,0

Indústria de transformação 16,0 82,8 0,0 1,2 100,0 Serviços industr. de utilidade publica 24,0 76,0 0,0 0,0 100,0

Construção civil 10,4 89,2 0,0 0,4 100,0

Comércio 23,3 76,2 0,1 0,4 100,0

Serviços 14,4 83,3 0,1 2,2 100,0

Administração publica 22,5 77,5 0,0 0,0 100,0

Agrop., extr. vegetal, caça e pesca 40,3 59,7 0,0 0,0 100,0

Manaus 16,4 82,2 0,1 1,3 100,0

Fonte: MTE/CAGED.

Elaboração: DIEESE

Em relação aos desligamentos as diferenças entre os anos analisados são maiores.

Embora a maior causa de desligamentos ainda seja a demissão sem justa causa, este tipo de desligamento vem caindo nos três últimos anos, de 62,9% para 49,3% do total de desligamentos para o 2º trimestre do ano. Ao mesmo tempo vem crescendo o desligamento a pedido, que em 2009 respondia por 17,5% do saldo, e passou em 2011 a responder por 25,1%. Já o desligamento por término de contrato, que teve avanço de 5,8 pontos percentuais entre 2009 e 2010, teve pequeno recuo de 1,1 pontos percentuais para 2011 (Tabela 10).

TABELA 10

Distribuição dos desligados por tipo de desligamento Manaus, abril a junho de 2009 a 2011

Tipo de Desligamento 2009 2010 2011 Nº abs. % Nº abs. % Nº abs. % Desligamento por demissão sem justa causa 22.851 62,9 21.502 51,0 23.226 49,3 Desligamento por demissão com justa causa 671 1,8 774 1,8 964 2,0 Desligamento a pedido 6.343 17,5 9.274 22,0 11.830 25,1 Desligamento por término de contrato 5.797 15,9 9.186 21,8 9.769 20,7 Desligamento por aposentadoria 43 0,1 62 0,1 69 0,1 Desligamento por morte 91 0,3 95 0,2 96 0,2 Desligamento por transferência 0 0,0 0 0,0 0 0,0 Total 36.349 100,0 42.197 100,0 47.142 100,0

Fonte: MTE/CAGED

(20)

Quando analisamos os desligamentos por setor de atividade econômica, verificamos, no saldo de vagas do 2º trimestre de 2011, que o setor de Serviços industriais de utilidade pública foi o que mais demitiu por justa causa, 11,1% dos desligamentos do setor. O desligamento sem justa causa respondeu pelo maior percentual entre os desligados em todos os setores de atividade econômica (Tabela 11).

O desligamento a pedido – que como verificamos na Tabela 10 vem aumentando para o período do 2º trimestre nos últimos anos – foi mais frequente na Administração Pública (40%), no Comércio (33,5%) e no setor Extrativo Mineral (30,8%). Já o desligamento por término de contrato, que para o município é de 20,7%, superior 7,2 pontos percentuais à média nacional, teve no setor dos Serviços seu maior contingente, com 28,8% dos desligamentos do setor. Já o setor Extrativo Mineral não apresentou desligamentos desse tipo, enquanto a Administração pública respondeu pelo menor percentual, com 3,6% do saldo desse setor.

  TABELA 11

Distribuição percentual dos desligados por setor de atividade no saldo de empregos de acordo com tipo de desligamento

Manaus, abril a junho de 2011

Setor de atividade

demiss ão sem

justa causa

Demiss ão com

justa causa

A pedid

o

Térmi no de contra to

Aposentado ria

Por mort e

Término de contrato

com prazo determina

do

Tot al

Extrativo mineral 69,2 0,0 30,8 0,0 0,0 0,0 0,0 100,

0 Indústria de transformação 61,2 1,7 23,7 12,1 0,1 0,3 0,8

100, 0 Serviços industr. de utilidade

pública 41,8 11,1 26,5 19,4 0,0 1,2 0,0

100, 0 Construção civil 62,5 2,0 19,4 13,9 0,1 0,2 2,0

100, 0

Comércio 46,8 2,1 33,5 16,6 0,1 0,1 0,9

100, 0

Serviços 41,3 2,1 23,0 28,8 0,2 0,2 4,4

100, 0 Administração publica 54,5 1,8 40,0 3,6 0,0 0,0 0,0

100, 0 Agrop., extr. vegetal, caça e

pesca 59,4 0,7 25,2 14,7 0,0 0,0 0,0

100, 0 Manaus 49,3 2,0 25,1 20,7 0,1 0,2 2,5

100, 0 Brasil

54,3 1,6 28,3 13,6 0,1 0,3 1,9 100,

0 Fonte: MTE/CAGED

Elaboração: DIEESE

(21)

Quanto ao Término de contrato com prazo determinado, que em Manaus também tem um percentual superior à média nacional (2,5% contra 1,9% nacionalmente), teve no setor dos Serviços seu maior saldo, com 4,4% dos desligamentos do setor. A Construção Civil apresentou 2,0% dos desligamentos desse tipo (Tabela 11). 

   

Em Manaus, 44,9% do total dos desligados permaneceram menos de 6 meses no último emprego

Dos que foram desligados no 2º trimestre de 2011, 23,0% permaneceram no último emprego entre 1 e 3 meses. Se somados aqueles que permaneceram no último emprego menos de 6 meses temos 44,9% do total dos desligados. Os desligados que permaneceram entre 6 meses e 1 ano no último emprego somam 19,3% do saldo. Dessa forma, temos que 64,2% dos desligados não permaneceram nem um ano no último emprego. Podemos observar que essa distribuição não se altera em relação aos anos de 2009 e 2010 (Tabela 12).

  TABELA 12

Distribuição dos desligados segundo o tempo de permanência no último emprego(1)

Manaus, abril a junho de 2011

Tempo de permanência 2009 2010 2011 Nº abs. % Nº abs. % Nº abs. % De 1,0 a 2,9 meses 7.251 19,9 10.443 24,7 10.845 23,0 De 3,0 a 5,9 meses 5.302 14,6 8.207 19,4 10.313 21,9 De 6,0 a 11,9 meses 8.060 22,2 8.436 20,0 9.096 19,3 De 12,0 a 23,9 meses 6.881 18,9 6.068 14,4 7.262 15,4 De 24,0 a 35,9 meses 3.046 8,4 3.180 7,5 3.099 6,6 De 36,0 a 59,9 meses 2.494 6,9 2.426 5,7 3.153 6,7 De 60,0 a 119,9 meses 1.603 4,4 1.483 3,5 1.642 3,5

120 meses ou mais 510 1,4 455 1,1 489 1,0

Ignorado 1.202 3,3 1.499 3,6 1.243 2,6

Total 36.349 100,0 42.197 100,0 47.142 100,0 Fonte: MTE/CAGED

Elaboração: DIEESE (1) Em meses.

Quando analisamos o tempo de permanência no último emprego segundo o setor de atividade econômica, percebe-se que, em Manaus, os Serviços e a Construção Civil são

(22)

afirmaram ter permanecido menos de 6 meses no último emprego. Também o Comércio apresentou percentual elevado, 41,8% do saldo de vagas dos setores de trabalhadores nessa condição. Os setores da Indústria de transformação, Serviços industriais de utilidade pública e Agropecuária, extração vegetal, caça e pesca possuem percentuais acima de 30%

de trabalhadores que não permaneceram nem 6 meses no último emprego (Tabela 13).

 

(23)

TABELA 13

Distribuição percentual dos desligados por setor de atividade segundo o tempo de permanência no emprego(1)

Manaus, abril a junho de 2011

Setor de Atividade 1,0 a 2,9

3,0 a 5,9

6,0 a 11,9

12,0 a 23,9

24,0 a 35,9

36,0 a 59,9

60,0 a 119,9

120 ou mais

Ignor

ado Total Extrativo mineral 15,4 0,0 46,2 30,8 7,7 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Indústria de transformação 19,4 15,1 19,7 20,1 7,3 9,2 5,3 1,6 2,2 100,0 Serv.ind. de utilidade pública 14,8 22,2 15,1 18,8 8,3 8,9 4,9 4,6 2,5 100,0 Construção civil 27,5 22,2 24,2 14,1 4,7 4,0 1,1 0,4 1,8 100,0 Comércio 21,0 20,8 20,0 17,7 8,1 6,5 3,5 0,7 1,8 100,0 Serviços 25,3 26,1 17,9 11,9 5,7 5,8 2,9 0,9 3,4 100,0 Administração pública 5,5 7,3 16,4 14,5 12,7 12,7 23,6 5,5 1,8 100,0 Agrop., extr veg., caça e

pesca 22,4 17,5 18,9 19,6 10,5 6,3 2,8 1,4 0,7 100,0 Manaus 23,0 21,9 19,3 15,4 6,6 6,7 3,5 1,0 2,6 100,0 Fonte: MTE/CAGED

Elaboração: DIEESE (1) Em meses.

   

(24)

2. COMPOSIÇÃO DO SALDO DO TRIMESTRE POR FAMÍLIAS OCUPACIONAIS EM MANAUS

A análise das famílias ocupacionais mostra que o saldo do 2º trimestre foi concentrado em poucas ocupações. As dez ocupações com maior saldo responderam por 68,3% do saldo do período. Se considerarmos as 20 ocupações de maior saldo teremos 85,4% do saldo. Dessas, apenas três – Montadores de equipamentos eletroeletrônicos, Alimentadores de linhas de produção e Agentes, assistentes e auxiliares administrativos – respondem por 38,7% do total. No mesmo período de 2010, o saldo dessas três famílias ocupou 34,9% do saldo do período (Tabela 14).

 

Montadores de equipamentos eletrônicos

foi a família ocupacional que mais empregou no 2º trimestre

   

 

A tabela abaixo também apresenta as ocupações que tiverem perda de vagas, com os menores saldos do 2º trimestre, entre elas o destaque fica para os Preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais, com saldo negativo de menos 473 vagas de emprego e os Apontadores e conferentes, com saldo negativo de menos 309 vagas.

(25)

TABELA 14

Distribuição das 20 famílias ocupacionais

com maior e menor participação no saldo de empregos Manaus, abril a junho de 2011

Famílias ocupacionais

Saldo acumulado Abril a Junho 2010 2011

Montadores de equipamentos eletroeletrônicos 1.255 1.924 Alimentadores de linhas de produção 574 1.113

Agentes, assistentes e auxiliares administrativos 466 1.075

Ajudantes de obras civis 217 768

Técnicos em montagem, edição e finalização de filme e vídeo 47 586

Técnicos de controle da produção -41 419

Montadores de veículos automotores (linha de montagem) 71 400 Operadores de máquinas a vapor e utilidades 104 379 Operadores do comércio em lojas e mercados 16 333

10º Cozinheiros 167 263

11º Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações 263 219 12º Trabalhadores de fundição de metais puros e de ligas metálicas 55 213

13º Almoxarifes e armazenistas 215 211

14º Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias 264 208 15º Trabalhadores de estruturas de alvenaria 7 197 16º Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem 121 179 17º Garçons, barmen, copeiros e sommeliers 38 154 18º Operadores de máquinas e equipamentos de elevação -23 152 19º Montadores de aparelhos de telecomunicações -148 148 20º Trab. de traçagem e montagem de estruturas metálicas e de compósitos -65 137 Total das 20 famílias com maiores saldos positivos 3.603 9.078 20º Operadores de equipamentos de laminação -8 -18 19º Prof. de ciências econôm., administrat. e contábeis do ensino superior 13 -19

18º Profissionais do jornalismo -22 -19

17º Técnicos em transportes rodoviários -11 -19 16º Inspetores e revisores de produção têxtil 19 -19 15º Operadores de equipamentos de movimentação de cargas 15 -19 14º Instaladores-reparadores de linhas e equip. de telecomunicações -6 -20

13º Operadores de telefonia 39 -23

12º Mecânicos de instrumentos de precisão 3 -28 11º Supervisores de vendas e de prestação de serviços -40 -34 10º Operadores de máquinas de usinagem cnc 16 -35 Motoristas de ônibus urbanos, metropolitanos e rodoviários -51 -36 Trabalhadores de apoio à agricultura -5 -39 Supervisores de montagens e instalações eletroeletrônicas -5 -39 Mont. de máquinas, aparelhos e acessórios em linhas de montagem -101 -44 Supervisores de serviços financeiros, de câmbio e de controle -11 -46 Operad. de processos das ind. de transformação de prod. químicos... 113 -49 Instal. e reparadores de linhas e cabos elétr., telefônicos e de com... 15 -65

Apontadores e conferentes 577 -309

Preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais 10 -473 Total das 20 famílias com maiores saldos negativos 560 -1.353

Saldo acumulado 6.581 10.634

Fonte: MTE/CAGED Elaboração: DIEESE

   

O salário médio de admissão em Manaus é de R$834, sendo que a variação entre

(26)

Técnicos de controle da produção (R$ 942). O salário médio de admissão dessa família ocupacional representa, entretanto, 90,7% do salário médio de desligamento (R$1.038).

Das 20 famílias selecionadas pelo saldo, quatro possuem salário médio de admissão superior a média do município. Assim, além dos Técnicos de controle da produção, os Trabalhadores de fundição de metais puros e de ligas metálicas (R$907), os Trabalhadores de estruturas de alvenaria (R$871) e os Operadores de máquinas e equipamentos de elevação (R$854) (Tabela 15).

O menor salário médio entre as famílias selecionadas é dos Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações (R$ 594) e a distância entre o salário de admissão para o de desligamento é de 97,2%, sendo o salário de desligamento dessa família ocupacional de R$611. Para os Montadores de equipamentos eletrônicos, família ocupacional com maior saldo no período, há pouca diferença entre o salário de admissão e o de desligamento, R$701 e R$703 respectivamente, uma diferença de 0,3%.

(27)

TABELA 15

Remuneração média de admitidos e desligados nas 20 famílias ocupacionais de maior saldo de empregos

Manaus, abril a junho de 2011

Famílias ocupacionais Admiti dos

Salário Médio

Desliga dos

Salário Médio

Propor ção % Salário Adm/D

esl Montadores de equipamentos eletroeletrônicos 7.809 701 5.885 703 99,7 Alimentadores de linhas de produção 2.625 662 1.512 675 98,0 Agentes, assistentes e auxiliares administrativos 3.747 761 2.672 861 88,4 Ajudantes de obras civis 3.368 639 2.600 669 95,6

Técnicos em montagem, edição e finalização de filme

e vídeo 659 629 73 667 94,2

Técnicos de controle da produção 944 942 525 1.038 90,7

Montadores de veículos automotores (linha de

montagem) 984 762 584 850 89,7

Operadores de máquinas a vapor e utilidades 659 806 280 810 99,5 Operadores do comércio em lojas e mercados 4.211 616 3.878 691 89,2

10º Cozinheiros 722 623 459 690 90,4

11º

Trabalhadores nos serviços de manutenção de

edificações 1.534 594 1.315 611 97,2

12º

Trabalhadores de fundição de metais puros e de ligas

metálicas 278 907 65 810 111,9

13º Almoxarifes e armazenistas 1.796 740 1.585 788 93,9 14º

Trabalhadores de cargas e descargas de

mercadorias 1.503 648 1.295 698 92,7

15º Trabalhadores de estruturas de alvenaria 1.066 871 869 1.002 86,9 16º Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem 500 726 321 650 111,7 17º Garçons, barmen, copeiros e sommeliers 1.114 583 960 602 96,8 18º

Operadores de máquinas e equipamentos de

elevação 201 854 49 1.387 61,6

19º Montadores de aparelhos de telecomunicações 221 703 73 728 96,6 20º

Trab.de traçagem e mont. de estr. metálicas e de

compósitos 240 820 103 810 101,2

Manaus 57.776 834 47.142 903 92,3

Fonte: MTE/CAGED Elaboração: DIEESE

Das 20 famílias ocupacionais com maior saldo no trimestre, três apresentaram salário de admissão superior ao salário de desligamento: os Trabalhadores de fundição de metais puros e de ligas metálicas, com salário médio de admissão de R$907 e salário de desligamento de R$810, uma variação de 111,9%; os Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem, com salário médio de admissão de R$726 e desligamento de R$650 e uma variação de 111,7% e os Trabalhadores de traçagem e montagem de estruturas metálicas e de compósitos, com salário de admissão de R$820 e salário de desligamento de R$810, que apresenta a menor variação positiva entre o salário de admissão e de desligamento, apenas 1,2%.

(28)

(18,2%). A família ocupacional que mais admitiu por reemprego foi dos Operadores de máquinas e equipamentos de elevação, com 99,5% das admissões. Também os Técnicos de controle da produção e os Montadores de aparelhos de telecomunicações tiveram o reemprego como o tipo de admissão de quase a totalidade de sua contratação (Tabela 16).

Montadores de veículos automotores é a família ocupacional que mais admite no Primeiro Emprego

   

   

No saldo do 2º trimestre, o primeiro emprego foi o tipo de admissão mais frequente entre os Montadores de veículos automotores (linha de montagem), sendo responsável por 60% das admissões dessa família ocupacional. Também os Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem têm o primeiro emprego como um tipo de admissão relevante, com 49%

do saldo dessa família ocupacional. Os Agentes, assistentes e auxiliares administrativos e os Garçons, barmen, copeiros e sommeliers tiveram mais de 32% de suas admissões para primeiro emprego (Tabela 16).

As admissões do tipo Contrato por prazo determinado, que para o município corresponde a 1,3% do total de admitidos, têm entre os Alimentadores de linhas de produção seu maior percentual entre as famílias ocupacionais selecionadas, sendo que 7,3% das admissões dessa família acontecem por esse tipo de contrato. Também os Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias possuem média superior à média municipal, sendo que 3% do saldo dessa família ocupacional foi admitida por esse tipo de contrato. Vale também destacar os Agentes, assistentes e auxiliares administrativos e os Cozinheiros como famílias ocupacionais com média superior (ambos com 1,9%) á média mensal para esse tipo de contratação, assim como os Operadores de máquinas a vapor e utilidades, que tiveram com 1,4% de suas admissões feitas por Contrato de prazo determinado.

Referências

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