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Rev. adm. empres. vol.22 número2

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Academic year: 2018

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(1)

Pisar, Samuel.

Abertura para o

LeSte.

Tradução e · adaptaÇão de

· · Julian

A. M.

Chacel. São Paulo,

McGraw-Hill

do

Brasil,

1978.

QXSーセ@

Abertura para o Leste é a fusão de dois livros de Samuel Pisar,

LesAr-mes de la paíx

e

Les T ransactíons

, entre I'Est et /'Ouest, escritos em 1970 e 1972, respectivamente. Por este motivo, a leitura revela alguns . 'anacronismos (como o conflito no

Vietnã, a Revolução Cultural Chi-nesa, a Troika Russa, a África Portu-guesa, etc.), que, no enta'nto, não· in-validam as conclusões do autor. Pre-faciàdo por Valéry Giscard_ d'Estaing (que qualifica o livro de a "B(blia do comércio セ・ウエ・Mo・ウエ・BL@ exaltando o pragmatismo e o comércio como os instrumentos mais eficazes de aproxi-mação dos povos) e Antonio Delfin Netto· (a quem deve-se a afirmação de

que "é possível exportar e importar

mercadorias e serviços sem que seja preciso exportar e importar·! ideolo-gias"), o livro desenvolve-se em 11 · capítulos. ·

Descrente de acordos pol (ticos e de limitação de' armamentos, Pisar enfatiza que as portas do Leste serão abertas pela cooperação comercial e industrial. À medida que o sistema econômico socialista caminha para o fracasso, aumenta, a necessidade de produto.s, métodos e tecnologia do Ocidente; isto cdnfere ao bloco capi-talista poder para transformar as so-ciedades comunistas em sodedades de consumo, desejosas de evitar a destruição. As vantagens rec(procas nascidas do comércio entre os blocos seriam, então, uma razão a menos para irem à guerra.

O autor aponta uma série de adap-tações institucionais que permitiriam o desenvolvimento do intercâmbio, superando problemas práticos como os diferentes sistemas de direito, falta de jurisdição comum ou supranacio-nal, emprego de empresas estatais como arma política, etc. Encarado o comércio internacional, mais do que . compra e venda de bens e serviços,

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como uma gama de .relações ec'onô-micas, fica clara a reavaliação do re-, gime legal de intercâmbio (neste sem tido, já se verificam concessões dos --países do Leste, como a criação de · empresas transideológicas e altera -ções legislativas). Movido por este clí· ma jurídico novo, onde ·ressalta-se a ausência de raízes comuns de direito público e privado, Pisar expõe técni-cas, possibilidades e percalços do co· mércio com ·o bloco socialista. F a-· zendo um levantamento dos proble-mas, procura ainda elaborar um qua-dro normativo capaz de assegurar a integração econômica.

O I ivro relata a te·ntativa frustrada de edificação de um bloco econômi· co autônomo no Leste (o Consefho para Ajuda Econômica Mútua, Come-oon, 1949), devido aos inconciliáveis interesses de uma URSS industrializa-da e dos países do leste europeu em vias de desenvolvimento; a rigidez do sistema econômico, a falta de estímu-los à modernização,· a tentativa de es· pecialízação industrial entre os países levaram uma das maiores, áreas do globo "a produzir apenas 30% do produto industrial mundial". Apesar de alguns sucessos Hッャ・セ、オエッ@ interno, rede elétrica única, banco comum de investimentos); os problemas ideoló-gicos decorrentes da avaliação, em princípio pelo lucro, obrigaram os países dó bloco socialista a observar a Comunidade Econômica eオイッー←ゥセセ@

que crescia a ritmo mais 。」・ョエオセッN G@

A partir daí, intensificaram seu co-mércio com o . Ocidente, atra(dos principalmente pela tecnologia de ponta, com que pudessem compensar seu atraso industrial. A cooperação industrial Leste-Oeste, por isto, se faz no desenvolvimento dos recursos na-turais e criação de infra-estrutura in-dustrial no leste europeu. O Ocidente fornece processos técnicos, capital, co·nhecimentos gerenciais :- e: merca-dos, em troca de produtos a preços mais baixos. ; Em contrapartida, o Leste oferece a ュ ̄ッセ・Mッ「イ。L@ matéria. prima e instalações de base, assim obtendc;> mercados, implantando tec· nologia e mantendo intocadas suas reservas·de divisas. ·,

Os limites pol(ticos e econÔmicos entre os blocos são indeterminados:

''

enquanto os países do .leste europeu ensaiam a . descentralização adminis-trativa,

o

estímulo ao lucro e a pro· . dução orientada para o mercado, no Ocidente vemos maior participação do Estado ná economia {os EUA são os maiores comerciantes estatais, após a URSS). A Iugoslávia e a Sué-cia são respectivamente exemplos disto. O livro também expõe as difi· culdades de comércio com o Estado negociante, como a ausência 、セ@ infor-mações sobre necessidades ou exce-dentes do' bloco e o emprego de mé-todos inusitados de financiament() (como a troca direta, intercâmbios cruzados e ー。イ。ャセャッウL@ importações e exportações vinculadas, etc.) em con· seqüência da rigidez de planificação, escassez de divisas e bilateralismo ex-terno. A estas, somam-se problemas relativos ao direito de propriedade, à liberdade contratual, à representação, aos transportes, às operações bancá· rias e outros.

O comércio mantém estreita rela-ção com a diplomacia; no momento, como a coordenação polúica é inope· rante, cada país procura, individual· mente, intensificar seus contatos, onde pesam pressões de outros paí· ses, sobretudo de natureza estraté-gica. Esta m·esma coordenação pol (.

tica defasada torna os embargos inefi· cazes e prejudiciais aos exportadores ' ocidentais. Nos EUA, principal· mente, a extrema politização confe-rida セッウ@ negócios com o Leste justi-fica

。 セ@

r'estrições legislativas e adm.i-nistrativas . セアオ・@ fé!zem o comércio deste País com o bloco socialista re-presentar menos de 1% do total do comércio Leste-O este).

Os contratos com o Leste são ex-tremamente minuciosos, estando as vendas cercadas por um excesso de burocracia, submetidas a navios, se-. guradoras e bancos soviéticos e tendo

em contrapartida o recebimento de certa quantidade dé mercadoriás indi· cadas pelo Estado · {em sinal de ''boa vontade"). Além 、ゥウエッセ@ a · escassez crônica de divisas conversíveis em mãos de países socialistas, e o desejo de esquivar-se de pressões múltiplas, obriga-os a estabelecer, no mais das vezes, acordos bilaterais. Tais acordos dificultam a circulação espontânea de

(2)

mercadorias .e restringem as vanta-gens da concorrência, o que prejudica principalmente os ·países subdesen-volvidos.

Se, em 1970, o 」ッュ←イ」セッ@ com o Leste representava 5% das trocas do mundo não comunista, o P<?tencial econômico destes países e o esforço que estes têm desenvolvido para au-mentar suas vendas (dando maior atenção à アオ。ャゥ、。、セL@ ao preço, ao mercado,_ à publicidade, aos represen-tantes, etc.) lhes reservam uma po-sição de peso específico considerável no panorama mundial.

Uma vez que é difícil para estes · países determinarem seus cus.ws ゥョセ@

ternos (sobretudo, o custo de mão-de-obra), os preços, geralr:'ente 「。 ⦅セクッセ@

são determinados administrativa- · mente, e ·eventuais peroas absorvidas pelas finanças públicas. Isto e as cqNセM ᆳ

pras, em grande quantidade, que ョセ。M N@

lizam, garantem aos países ウッ」ゥ。ャゥウエセウ@ , fácil acesso aos mercados イ・ーイ・ウ・ョエ。セ ᄋ@.. · dos pelos países subdesenvolvidos.

-Esta perspectiva de crescente par-ticipação do bloco socialista no co- / mércio internacional conduz o autor

-à elaboração de "diretrizes para uma proposta de código". Tal código, para Pisar, teria aquiescência pela ex-pectativa· de benefícios recíprocos, devendo englobar: -· a) direito de acesso aos mercados ocidentais; b) di-reito de acesso aos mercados do Les-te; c) adaptação de práticas divergen-tes; d) proteção dos direitos legais; e) formação e 、・セ・ュー・ョィッ@ dos acor- . dos; , f) -resolução de pendência; g) cooperação intergovernamental.

Mesmo carregado de forte conota-ção ideológica, como não poderia deixar de ser, em se エイ。エ。ョ、セ@ deste polêmico tema, o livro suscita o inte-resse do leitor para os aspectos práti-cos do comércio com o bloco socia-lista, remetendo-o a obras de direito comparado, direito internacional pri-vado, organizações européias e inter-nacionais (que aprofundam e deta-lham os problemas e peculiaridades

expostos). O

José Ricardo da Costa Aguiar Alves

Resenha bibliogrâfica

Manual de Administração da Produção

Manual de .

Administracão

da -ProduçãO

Manual

de

Administracão

da

ProduçãO '_

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VoJ. J

6.a edição

Cr$ 1.920, 618 p

m。」ィャゥュセ ᄋ s£@ Motta Schoeps · Wei I

Vセ@ ed1ção Gセ・、ゥ￧ ̄ッ@

Vof. 11

5.8 edição

Cr$ RセRPP Q@ セM」イ@

570p

li

CLAUDE MACHLINE

JUAN DE SÁ MOTTA WOLFGANG S,CHOEPS

KU RT E. WEfL .

. ·. · ·Os· ·autores são todos professores da EAESP ,-..Escola de Administração de Empresas de São Paulo,

da Fundação Getulio Vargas ..

Obra imprescindlvel a to.do Administrador Industrial por sua ッイゥセョエ。￧ ̄ッ@ científica,

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