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Rev. adm. empres. vol.21 número4

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Academic year: 2018

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dive rsos , desde a aquisição de novas máquinas até a concorrência das mul-tinacionais e seu do míni o dos merca-dos, inclusive o de maté rias-primas, o livro é obrigatório. Fi nal me nte, os técnicos e cientistas q ue est ão enga-jados em pesq uisas e desenvolvimen-to de novos processos e produ t os, bem co mo aq ue les q ue at ua m nos órgãos go verna men tais ded icado s à

política científ ico-tecnol ógi ca, en-contrarão nesta ob ra inúmeras suges-tões e informações pe rt inentes, de cunh o prático e teórico, para seu t ra ba lho.

Henrique Rattner

Revista de Administração de Empresa!

Binzer, I

na

von.

Os meus

roma-nos- alegrias e tristezas de uma

educadora alemã no Brasil.

Rio

de

Janeiro, Paz e Te rra , 1980.

135p.

A o ligarquia rural b rasilei ra ao fim do impéri o teve precept ores para suas prol es; certa mente para cá não vie-ram mestres de vul to, cujo ofício em solar alhei o se rvisse de suste nto para reflex ões prof undas, como mui t o fi-lósofo de reno me a servi ço de no bre-zas européias . Mas vi era m muitas mo-ças ensina r francês , inglês , alemão , alguma hu man idade e muita etiqueta.

lna foi uma delas. Nasce u em 1856 e t inha, portanto, 25 anos quando aportou no Brasil em 1881 , em busca de trabalho que lhe permi-tisse viver o fascíni o dos trópicos sem os riscos extremos do europeu erran-te . E cá ficou até 1884, sem outro cana I par a escoa r suas impressões e emoções a não ser a correspondência que mantinha com sua amiga Grete, condiscípula que deixara na Ale-manha. Para lá volto u, casou, lecio-nou e escreve u.

Por meio de cartas quase diárias, ia pondo sua a miga a par da vida doméstica nas grande s fazendas, alinhavando vivamente o dia-a-d ia da luta em transmitir o abc do alemão aos rebentos de uma oligarq uia para a qual o francês e ra o que havia de mais fi no. Por isso {e po r outras tan-tas coisas), se u trabalho pedagógico

não era lá de se levar muito a sério, o que de certo faci litou em muito a dis-posição be m-hu morada com que pro-cur ou viver e nar rar suas expe riên-cias.

A quem serve essa coleção de car-tas be m-escr i tas e bem-tradu zi das? O catalogador da obra na fonte a re me-te à históri a da "vida social e costu-mes " de São Paulo e Rio de Janeiro, o que não di z muito. Mas nela o ar-quitet o, por exe m plo, poderá encon-trar subs í di os acerca do uso do espa-ço no casarão da fazenda da época e dos mat eri ais e téc nicas empregados na construção da senzala. Pa r a o so-ciólogo das classes diri ge ntes, existem observações de va lia a res pe ito dos víncul os intrafam iliares e das relações entre senh or e escravo que não estão nas crônicas legadas pe los

dominan-tes po r passarem como evi de ndominan-tes ou insignifi cantes.

A irreverênci a de lna, ao relatar a verbor ré ia dos bacharéis que conhe -ceu, serve be m para relati_vizar a ima-ge m de sabe r profund o e de ferv or cívi co t ransmitida na ce lebração da Academia de Direito de São Pa ulo. Nesse tópico, o educador, ai nd a em-basbacado com a excelência da cultu-ra das "e lites" de an tanho, t a mbé m pode rá rever seu encantamento injus-tifi cado, nessa con juntu ra atual e m que t an to se critica a "q ueda de n

í-ve l" de nossas escolas. O hi stori ador econô mico preocupado com a t rans i-ção para o t rabalho assal ariado é con-te mplado co m a reconstrução da polêmica que, na casa-grande, se t ra-vava quanto ao futur o do Brasil sem o escravo negro. Não que nossa edu-cadora se aba lance a análises profun-das , mas simplesmente porque , como diz a Grete, "esse é quase o único assunto de todas as conversas, e desse jeito a mais simp les das almas to rn a-se soc iól oga e política" {p. 1 03). Quem se interessou pel o filme Lição de amor poderá conferi-lo por esse documento que , se acaso não lhe ser-viu de referência primeira, poderia . ple namente ter preenchid o a função. E quem não estive r a fim de nada diss o, poderá ao menos comprazer-se com uma leitura agradáve l e provo-cante.

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