• Nenhum resultado encontrado

CONIC-SEMESP

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "CONIC-SEMESP"

Copied!
11
0
0

Texto

(1)

TÍTULO: DESEMPENHO DOS SISTEMAS DE LOGÍSTICA INTEGRADA TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS ÁREA:

SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE JAGUARIÚNA INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): MATEUS JOSÉ DA ROSA, DEBORA CASSIMIRO VASCONCELLOS, LARISSA MEQUIELI DOS SANTOS ZAMORA

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): MARCOS VALÉRIO GEBRA DA SILVA ORIENTADOR(ES):

(2)

DESEMPENHO DOS SISTEMAS DE LOGÍSTICA INTEGRADA

1. RESUMO

O Sistema de Logística integrada é a integração de todos os processos logísticos em apenas um único sistema. O que ocorre é que na maioria das vezes esse sistema não funciona adequadamente, ou as empresas que o utilizam não conseguem atingir a sua eficiência máxima. Este trabalho tem por objetivo principal analisar o funcionamento desses sistemas nas empresas, e destacar possíveis melhorias que possam ser realizadas visando o seu máximo aproveitamento. Serão apresentados pontos chave dos processos baseando-se em estudo de campo realizado nas empresas, destacando itens que vão desde a compra de insumos até expedição de produtos acabados, detalhando caso a caso, visando o aumento da produtividade, a redução de custos e aumento da performance da empresa.

O resultado esperado desta pesquisa será voltado a melhoria contínua dos processos logísticos, onde surgirão grandes possibilidades de mudança e aperfeiçoamento.

Palavras chave: Aperfeiçoamento – Logística – Performance – Melhoria – Aproveitamento.

2. INTRODUÇÃO

Nos dias atuais com a crise econômica que o país vem enfrentando, a cobrança pela diminuição de gastos e desperdícios está cada vez mais intensa, fazendo com que as empresas otimizem ao máximo seus processo produtivos, buscando o aumento da produtividade. Diante desse cenário, a otimização da logística tem sido foco de muitas organizações, e um ponto crucial dessa otimização consiste nos sistemas de medição de desempenho logístico. No entanto para que esses sistemas funcionem adequadamente, é necessário conhece-los detalhadamente para que se consiga o seu máximo aproveitamento.

Este trabalho visa analisar o funcionamento desses sistemas, e para que se alcancem os objetivos esperados, primeiramente é fundamental que sejam criados indicadores de desempenho como forma de avaliação dos resultados obtidos, monitorando e guiando a empresa em direção aos seus objetivos estratégicos. Os

(3)

indicadores permitem que o gestor compreenda o funcionamento organizacional, gerando informações relevantes para a tomada de decisão.

Segundo Hijjar, Gervásio e Figueiredo (2005), a mensuração da logística é uma forma de avaliar e monitorar as melhorias do processo logístico e a consequente redução de custos, pois afetam o planejamento e controle nos níveis estratégico, tático e operacional, estabelecendo objetivos na avaliação de performance e na determinação de futuros cursos de ação. Portanto, as medidas de desempenho propiciam a avaliação de como os recursos disponíveis estão sendo utilizados pela empresa e se esta utilização possibilita a oferta de serviços superiores aos clientes.

3. OBJETIVO

Analisar a eficiência dos sistemas de logística integrada buscando a eficiência máxima.

4. METODOLOGIA

A técnica utilizada foi à pesquisa em campo, que tem como objetivo avaliar o funcionamento, desempenho e possíveis melhorias no sistema de logística integrado da empresa.

O sistema em si, tem a função de aumentar a produtividade e reduzir o inventário em curto prazo. Possui, também, como meta estratégica de longo prazo, aumentar a satisfação do cliente, participação no mercado e lucro para todos os membros da rede (TOWERS e BURNES, 2008). Além dos objetivos já descritos, a busca pela redução de desperdícios, conseguir o envolvimento dos participantes e a busca por parcerias mais eficazes também é um dos objetivos do gerenciamento da cadeia de suprimentos, como descrito por Othman e Ghani (2008)

A pesquisa foi realizada em uma empresa multinacional do setor automobilístico localizada na cidade de Jaguariúna, interior do estado de São Paulo. A empresa possui cerca de seiscentos funcionários e sua capacidade de produção é de aproximadamente cem mil peças por mês.

A mesma já utiliza o sistema de logística integrada, porém percebe-se a sua vulnerabilidade em alguns aspectos, que podem ser melhorados.

(4)

Foi realizado um acompanhamento no fluxo de materiais, passando por todos os processos fabris (recebimento, armazenagem, produção e expedição) versus o fluxo de informações, onde ambos devem estar sincronizados. Segundo MEDA (2010) o fluxo físico de materiais agrega valor. É ele que coloca o produto no lugar certo, na hora certa, na quantidade correta solicitada pelo cliente. Este fluxo deve estar em perfeita sintonia com o fluxo de informações, uma vez que o fluxo físico de materiais agrega valor de informação com esta integração.

5. DESENVOLVIMENTO:

1.1. O Sistema como ferramenta de gestão

A Gestão de Estoque é um diferencial que aparece no momento adequado, para serem gerados recursos e reduzir custos. Com a tecnologia avançada, com a globalização e a competitividade, o gestor é responsável pelo valor a ser dado ao seu negócio através de estudos na cadeia produtiva e de suprimentos, por isso o estoque é importante e deve ser reduzido sempre, sem atrapalhar os processos da empresa. Mediante disso, as instituições devem estar com seus estoques em ordem para atender as necessidades produtivas, e investirem em estoque de forma consciente e necessária, sem qualquer tipo de desperdício ou ociosidade.

1.2. As Tomadas de decisões visando menor Impacto possível

A importância da tomada de decisão na logística é fator fundamental para o sucesso de uma organização, na medida em que o reflexo destas decisões terá consequências reais e práticas em vários aspectos da organização, como estrutura de custos, por exemplo, e fora dela, como na percepção do consumidor sobre o produto ou organização, na perspectiva de prazos de entrega decorrentes de estratégias de produção e transporte, decididas pelo corpo diretivo da organização. Segundo Almeida (2003), a escolha de um método específico dependerá de vários fatores, como as características do problema, do contexto considerado, da estrutura de preferências do decisor e da problemática.

1.3. Analisar integração do sistema

A organização é um sistema aberto, e como tal, tem demandas de um ambiente que tem a necessidade de ter uma adaptação. Ter um bom

relacionamento tem levado várias empresas a adotar vários e diferentes tipos de sistemas de gestão. O sistema de integração tem visto como forma de gerar

(5)

diversos benefícios como redução de custos, a melhoria e o gerenciamento. O sistema é um conjunto de processos que dividem o conjunto de recursos financeiro, humanos e materiais. Buscam várias formas de atingir um objetivo de satisfação. 1.4. Comunicação entre o sistema e os usuários

A comunicação é uma ferramenta muito rápida, simples, eficiente e objetiva, onde vem cada vez mais com facilidade ao acesso da comunicação. Hoje quase todas as empresas de comunicação de Web oferecem algum tipo de serviço (GMAIL) (YAHOO), fora vários outros que existem no mundo. A comunicação hoje em dia vem evoluindo muito e parte disso vem do homem e da sociedade, pois tem várias possibilidades em vários segmentos, além do sofisticado e aprimoramento da comunicação tornando a possibilidade de comunicação muito grande.

1.5. A eficiência máxima do sistema

O aumento da eficiência é através de aplicação de ferramenta ou técnicas, uma das formas de aumentar a eficiência e reduzir o tempo, que deve ser deduzido com valor mais baixo possível, e logo maior será a eficiência. A perda do processo pode focalizar em esforços para redução do desperdício com a redução dos custos e aumento da produtividade e qualidade.

Analisar se as classificações de criticidade A,B e C estão dispostas corretamente de forma a não impactar os processos produtivos, por falta do item em estoque.

A Curva ABC é uma ferramenta usada para administrar estoques, ou seja, controlar entrada e saída de materiais.

Para chegar à curva ABC não é preciso levar em consideração preço tempo de consumo e valor, sendo importante mantê-los cada um em sua

classificação. É importante saber que a curva ABC só pode ser usada na administração de estoques, porque elas possuem suas próprias técnicas de gerenciamento.

A Curva ABC é um instrumento muito importante, não permite exames de estoque e também não trabalha com produtos caros, exigindo certo cuidado.

Na escala de valor ou quantidade, os itens mais importantes tem uma classificação de classe A, os itens intermediários de classe B e aos itens menos importantes de classe C.

 Veja Algumas classificações:

 Separação em classes ABC;

(6)

 Elaboração da curva;

 Obtenção de relação dos itens;

 Tabulação dos dados.

O Processo de curva ABC poderá ser feito a partir de dois fatores: Inventário de materiais existentes ou previsão da demanda para um determinado exercício. Nos dois casos, a metodologia a ser utilizada deverá ser a mesma.

1.6. Otimização de Processos

Atrasos na produção ou custos acima do esperado e problemas de logísticas na unidade podem gerar prejuízo para empresa, sem contar a reputação com o cliente. Por isso, existe uma estrutura de como deve ser feito. Temos que programar para que tudo ocorra conforme o esperado do cliente. Para que isso aconteça, podemos aplicar algumas formas:

Adequação ás Normas - Tudo dentro de seus conceitos, ou seja, por etapa;

Análise Layout e 5s - Mapas e organização e como se fosse à planta de uma casa, onde passa por todo um processo de engenharia;

Tempos e métodos - Ter um determinado tempo para cumprir a meta, dentro do padrão e método de quando e como atingir, e assim usar todos esses fatores para realizar essa tarefa, satisfazer o cliente como uma maneira simples e eficaz proporcionando a ele metas cumpridas.

6. RESULTADOS

Utilizando como base um centro de distribuição localizado na região de Campinas, que não utiliza o sistema de logística integrada, os resultados obtidos com a aplicação do sistema foram positivos e satisfatórios.

Abaixo as ilustrações representam o antes o fluxo de materiais no centro de distribuição (não utiliza o sistema), e na empresa de autopeças (utiliza o sistema).

(7)

Figura 1 - Fluxo de materiais no centro de Distribuição

Fonte: VIII - SIMPOSIO de Excelência em gestão e Tecnologia

Figura 2 - Fluxo de materiais na empresa de autopeças Fonte: própria autoria

Na autopeças foi eliminada a movimentação desnecessária dos materiais, também a frequência de erros analisada após a implementação do sistema mostrou ganhos significativos para todos os setores e atividades dentro da empresa, mostrando que os custos aplicados foram compensados e o retorno financeiro foi imediato.

A tabela e gráficos abaixo apresentam o percentual de erros em cada setor das empresas estudadas.

(8)

Tabela 1 - Índice de erros por setor no Centro de Distribuição CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO PROCESSO % DE ERROS RECEBIMENTO 35% CONTROLE DE QUALIDADE 22% PROCESSAMENTO 47% ESTOQUE 64% PICKING 35% EXPEDIÇÃO 14%

Fonte: VIII- SIMPOSIO de Excelência em gestão e Tecnologia

Gráfico 1 - Índice de erros por setor no Centro de Distribuição

Fonte: VIII- SIMPOSIO de Excelência em gestão e Tecnologia 35% 22% 47% 64% 35% 14%

% DE ERROS

RECEBIMENTO CONTROLE DE QUALIDADE PROCESSAMENTO ESTOQUE PICKING

(9)

Tabela 2 - Índice de erros por setor na empresa de autopeças. EMPRESA DE AUTOPEÇAS PROCESSO % DE ERROS RECEBIMENTO 14% CONTROLE DE QUALIDADE 7% PROCESSAMENTO 23% ESTOQUE 18% PICKING 10% EXPEDIÇÃO 9% Fonte: Própria autoria

Gráfico 2 - Índice de erros por setor na empresa de autopeças.

Fonte: Própria autoria.

14% 7% 23% 18% 10% 9%

% DE ERROS

RECEBIMENTO CONTROLE DE QUALIDADE PROCESSAMENTO ESTOQUE PICKING EXPEDIÇÃO

(10)

Gráfico 3: Comparativo de erros por setor das empresas analisadas.

Fonte: Própria autoria.

Verificou-se que a empresa de autopeças possui um percentual menor de erros em comparação ao centro de distribuição, que não utiliza sistema de logística integrada. Esses índices de erros em menor escala reduzem o retrabalho nos processos que consequentemente trarão aspectos positivos para a empresa, sejam eles no ganho de produtividade ou na diminuição de perdas.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O sistema integrado de logística é uma excelente ferramenta para gestão de recursos e ganho na otimização de tempo, porém deve estar sincronizado e adequado às necessidades da organização, a fim de evitar conflitos desnecessários. Realizando uma auditoria minuciosa e detalhada em todos os processos fabris visando o máximo aproveitamento e eficiência do sistema, possíveis falhas como excesso ou falta de materiais, desperdícios, movimentação desnecessária, retrabalho, dentre outros aspectos negativos que interferem na produtividade da organização serão extintos.

35% 22% 47% 64% 35% 14% 14% 7% 23% 18% 10% 9%

% DE ERROS POR SETOR

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO EMPRESA DE AUTOPEÇAS

(11)

Concluímos que, após a análise completa do sistema de logística integrada é possível obter um ganho significativo para a empresa tanto financeiramente, como na gestão de tempo e recursos.

8. FONTES CONSULTADAS

DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: princípios, conceitos e gestão. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008. 336p.

DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: resumo da teoria, questões de revisão, exercício, estudo de casos. 3. ed. Compacta São Paulo: Atlas, 1990. 270p.

HIJAR, M. F.; GERVÁSIO, M. H.; FIGUEIREDO, K. F. Mensuração de desempenho logístico e o modelo World Class Logistics – Partes 1 e 2. Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2006.

MEDA, M. Meda Academy Training, O fluxo de materiais e o fluxo de informações na logística. Disponível em: <https://marcomeda.wordpress.com/2010/12/16/o-fluxo-de-materiais-e-o-fluxo-de-informacoes-na-logistica/>. Acesso em 20 de Maio de 2017.

NOVAES, Antônio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 408p.

OTHMAN, R.; GHANI, R. A. Supply Chain Management and Suppliers HRM Practice. Supply Chain Management. An International Journal 13/04. 2008. 259-262. Disponível em Acesso em 13 de setembro de 2011.

TOWERS, N.; BURNES, B. A Composite Framework of Supply Chain Management and enterprise Planning for Small and Medium-Sized Manufacturing Enterprises. Supply Chain Management. An International Journal 13/05. 2008. 349 – 355.Disponível em Acesso em 13 de setembro de 2011.

VALOIS, U.; ALMEIDA, A. T. Modelo de apoio à decisão multicritério para terceirização de atividades produtivas baseado no Método SMARTS. Produção, v. 19, n. 2, p. 249-260, 2009.

Referências

Documentos relacionados

A Corticeira Amorim (CA), apresenta uma estrutura repartida, na medida em que é constituída por um conjunto de UN semiautónomas (Amorim Revestimentos, Matérias

A Lei nº 2/2007 de 15 de janeiro, na alínea c) do Artigo 10º e Artigo 15º consagram que constitui receita do Município o produto da cobrança das taxas

61 Figura 6.18 – Sobreposição das moléculas do Glifosato na enzima mutante no quadro de maior similaridade selecionada pela análise por Redes Neurais Artificiais e

In the present study, we sought to investigate whether acute ethanol intake activates the vascular RhoA/Rho kinase pathway in resistance arteries and the role of NAD(P)H

The resultant formulation, with the assumption of an invariant spacelike preferred direction embedded in the deformed dilatation transformation, allows us to recover the results of

No corte controle (Figura 94) é possível visualizar a epiderme, em vermelho, ilesa e uniforme sobre o tecido conjuntivo da derme, em verde, abaixo do epitélio. Não é possível

a) Foi considerado que o PFD do controle de intertravamento seja igual a de um BPCS (Sistema Básico de Controle de Processo) b) Foi considerado que a ação humana como IPL cumpre

Quando Karla Bessa menciona que nas telas existe uma abundância de falas, gestos e enredos, em que os personagens representam gays, lésbicas, travestis e transexuais, trazendo