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Academic year: 2021

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CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: Farmácia SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO(ÕES): CENTRO UNIVERSITÁRIO BARÃO DE MAUÁ - CBM INSTITUIÇÃO(ÕES):

AUTOR(ES): JESSICA TATIANE SANTANA AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): JOSE LUIZ FERRARI DE SOUZA ORIENTADOR(ES):

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 3

2 OBJETIVO ... 3

3 MATERIAIS E MÉTODOS ... 4

3.1 Testes ... 4

3.1.1 Teste direto de ação do óleo em meio líquido ... 4

3.1.2 Teste de ação direta do óleo em meio sólido ... 4

3.1.3 Teste em difusão de Ágar Mueller Hinton ... 5

4 RESULTADOS ... 5

4.2 Teste direto de ação do óleo em meio líquido ... 5

4.2.1 Teste de ação direta do óleo em meio sólido ... 6

4.2.2 Teste em difusão de Ágar Mueller Hinton ... 6

5 CONCLUSÃO ... 8

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RESUMO

O óleo de copaíba multijuga, extraído da árvore de mesmo nome, típico da região amazônica do Brasil, é conhecido por suas propriedades antimicrobianas desde a época da colonização. Empregado em diversas infecções por sabedoria popular, o óleo passou a ser testado laboratorialmente, isolando seus terpenos na qual se encontram suas atividades farmacológicas.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana do óleo de copaíba em duas apresentações, clara e escura, através da técnica de difusão em ágar e concentração inibitória mínima (CIM) em cepas de Escherichia coli,

Salmonella enteritidis, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa.

Utilizou-se um intervalo de CIM de 10 a 80 µL para avaliar atividade bacteriostática, sendo a partir de 80 µL a inibição dos Gram-positivos.

Os resultados encontrados corroboraram com comprovação da propriedade bacteriostática para microrganismos gram positivos tanto em óleo claro como escuro a partir de concentrações mínimas. Corroborando, portanto com estudos realizados anteriormente. Desta forma, acredita-se que o óleo possa substituir ou se somar à alguns antimicrobianos já presentes no mercado auxiliando no tratamento contra as superbactérias devido á sua composição natural e baixo valor agregado por ser de ampla disponibilidade e fácil extração principalmente em solo brasileiro.

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1 INTRODUÇÃO

A Copaíba ou copaibeira é uma árvore de 25 a 40 metros de altura, do gênero copaifera, família Leguminosae, sub-família Caesalpinoideae, com mais de 25 espécies, sendo que 16 delas já foram atinadas no Brasil. Entre as mais abundantes destacam-se: C. officinalis L., C. guianensis Desf., C. reticulata Ducke, C. multijuga Hayne, C. confertifl ora Bth., C. langsdorffi i Desf., C. coriacea Mart., C. cearensis Huber ex Ducke (VEIGA JÚNIOR; PINTO, 2002).

Essas árvores podem viver até 400 anos. São típicas do norte da América do Sul e do continente Africano. No Brasil pode ser encontrada na região sudeste, centro-oeste e norte, especialmente no estado do Pará e Amazonas, onde recebem também os nomes: pau-de-óleo, copaúva, copai (PIERI; MUSSI; MOREIRA, 2009), copaibarana, copaibo, copal, marimari e bálsamo dos jesuítas. Nos outros países da América Latina, recebe o nome de "palo-de-bálsamo", "aceite"e "cabima" (MENDONÇA; ONOFRE, 2009), caobi, capaúba, coopaíba, copaíba preta, copaíba da várzea, copaíba vermelha, copaibeira, copaibeira de minas, copaúba, capiúva, oleiro, óleo, óleo amarelo, óleo capaíba, óleo pardo, óleo vermelho, óleo de copaúba, pau de copaíba, pau óleo do sertão, podoi, copaibo, cupay, kupay, copaíba da várzea, cupaúva, cupiúva, pau d’óia (CARVALHO, 2003). No continente Africano, na região do Congo, Camarões, Guiné e Angola, são descritas cerca de 19 espécies de copaíba. Há também uma espécie descrita na ilha de Bornéu na Malásia, chamada Copaífera

palustris, a qual se assemelha muito às espécies africanas (MENDONÇA;

ONOFRE, 2009). 2 OBJETIVO

O objetivo central deste trabalho foi testar a atividade antimicrobiana do óleo de copaíba, tanto claro como escuro, sobre bactérias Gram positivas e Gram negativa, a fim de obtermos novas formas de terapêuticas frente a esses microrganismos, uma vez que os mesmos são usualmente causadores de diversas doenças, tanto na espécie humana, quanto em diversos animais; sendo esse, talvez, um veículo terapêutico de inibição ou mesmo de eliminação certas superbactérias que possam surgir futuramente, podendo assumir, devido a sua

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ação, o papel de um antibiótico mais eficiente e com efeitos colaterais praticamente inexistentes, o que poderia revolucionar a indústria farmacêutica

3 MATERIAIS E MÉTODOS

Para testar as propriedades antimicrobianas do óleo de copaíba foram realizados três testes descritos em literatura, utilizando-se cepas CCCD (Coleção de Cultura Cefar Diagnóstica) fabricadas em fevereiro de 2013, com validade até fevereiro de 2018; todas do controle microbiológico interno do Laboratório de Bacteriologia do Centro Universitário Barão de Mauá, localizado na Cidade de Ribeirão Preto – SP: três cepas Gram negativa Pseudomonas

aeruginosa (ATCC) 222.000, Scherichia coli 224.231, Salmonella entérica

238.300 e uma Gram positiva, Staphylococcus aureus (ATCC) 238.653, sendo que a escolha das bactérias se deu pela importância hospitalar e prevalência em amostras biológicas humanas. Os óleos testados (claro e escuro) tinham origem Amazônica, espécie multijuga, sendo puros e extraídos por trado em 2015.

3.1 Testes

3.1.1 Teste direto de ação do óleo em meio líquido

Para este teste foram utilizados os dois microorganismos de maior virulência e patogenicidade dentre os quatro analisados, ou seja, a

Staphylococos aureus e a Salmonella entérica. Para tanto, foi preparada uma

suspensão com as duas bactérias T 0,5 segundo escala MacFarland. Desta suspensão foi pipetado 0,1 m, e colocada em tubo estéril contendo 1,0 mL de meio M.H. Porteriormente, foram adicionados 10µL e 80µL de cada óleo, para cada patógeno, sendo totalizado oito tubos; sendo este teste realizado para testar as extremidades de concentrações propostas.

3.1.2 Teste de ação direta do óleo em meio sólido

Para este teste foi adicionado 100 µL de suspensão controle diluídas 1:10 T 0,5 segundo escala MacFarland de S. aureus e S. entérica, inoculadas em meio ágar sangue por meio de alça bacteriológica estéril em campos sobrepostos, sendo o controle positivo. Posteriormente foram inoculadas 100 µL de suspensão diluídas 1:10 T 0,5 segundo escala MacFarland de S. aureus e S.

entérica em meio ágar sangue por sobreposição por meio de alça bacteriológica,

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concentrações de 10 e 80 µL de óleo claro; repetindo-se para o óleo escuro de copaíba. As mesmas foram incubadas a 37⁰C, e leitura foi realizada nos períodos de 24, 48 e 72h.

3.1.3 Teste em difusão de Ágar Mueller Hinton

Por meio de alça bacteriológica estéril, retirou-se alíquotas das quatro bactérias das colônias jovens cultivadas anteriormente, sendo estas adicionadas em solução salina estéril, suspensão T 0,5 da escala Mac Farland. Para este teste foi utilizada uma placa grande, contendo meio M.H para cada uma das bactérias. Nessas placas foram feitos oito furos com o uso da base de ponteiras estéreis, sendo os poços distribuídos proporcionalmente sobre a área das placas. Após isso inoculou-se a suspensão de cada bactéria em placas de M.H perfuradas, com o uso de swab estéril por toda a placa. Nos poços foram adicionados óleo de copaíba nas concentrações de 10 à 80 µL por meio de pipeta automática. Após isso os poços foram demarcados no verso das placas com caneta piloto fina; sendo uma placa de cada bactéria para cada tipo de óleo (claro e escuro). Toda a técnica foi realizada em triplicata, totalizando 24 placas; que foram levadas para estufa a 37⁰C e realizada leituras com 24, 48 e 72h.

4 RESULTADOS

4.2 Teste direto de ação do óleo em meio líquido

Este teste foi realizado a fim de se obter os extremos das concentrações analisadas para os patógenos mais expressivos dentre os quatro, como mostra a figura 1 abaixo. Não não houve ação antimicrobiana nas concentrações de 10 e 80µL para o óleo claro e o escuro para S. aureus e S. entérica.

Figura 1:Teste direto de ação do óleo de copaíba em meio líquido para óleo claro utilizando-se S. aureus e S. entérica (quadro superior e inferior esquerdo respectivamente), e óleo escuro para S. aureus e S. entérica (quadro superior e inferior direito respectivamente.

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4.2.1 Teste de ação direta do óleo em meio sólido

Assim como no teste de ação direta em meio líquido, foi realizado o teste em meio sólido a fim de verificarmos os extremos das concentrações 10 e 80 µL, para óleo claro e escuro, em S. aureus e S. entérica, conforme figura 2 (abaixo). Obtivemos, como resultados, uma diminuição expressiva do crescimento bacteriano no óleo claro para S. aureus; porém a concentração não foi o suficiente para inibir totalmente o patógeno.

Figura 2: Teste de ação direta do óleo em meio sólido.

Fonte: Autores

4.2.2 Teste em difusão de Ágar Mueller Hinton

O teste de difusão ou “técnica dos pocinhos” foi realizada a fim de verificarmos o alo de inibição para a variação de concentração de 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70 e 80 µL; sendo este realizado para o óleo claro e escuro, e para

S.aureus, S. entérica, P. aeruginosa e E. coli. Conforme Figura 3 foi possível

observar alo de inibição apenas para S. aureus para o óleo claro e para o escuro, porém com maior expressividade (maior diâmetro do alo) no óleo claro.

S. aureus Pop. controle (T= 0,5, 1:10) S. enteritidis Pop. controle (T= 0,5, 1:10)

10µL Óleo escuro 80 µL 10µL Óleo escuro 80 µL

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Figura 3: Teste de Difusão, alo de inibição para óleo claro e escuro em concentrações de 10 a 80µL para quatro patógenos.

Óleo Claro 10 a 80 µL Óleo Escuro 10 a 80 µL

Samonella entérica Escherichia coli Pseudomonas aeruginosa Staphylococcus aureus 10µL 10µL 10µL 10µL 20µL 20µL 20µL 20µL 30µL 30µL 30µL 30µL 40µL 50µL 60µL 70µL 80µL 40µL 50µL 60µL 70µL 80µL 10µL 10µL 20µL 10µL 10µL 20µL 20µL 30µL 20µL 30µL 30µL 30µL 40µL 40µL 50µL 50µL 60µL 60µL 70µL 70µL 80µL 80µL 40µL 40µL 50µL 50µL 60µL 60µL 70µL 70µL 80µL 80µL 40µL 40µL 50µL 50µL 60µL 60µL 70µL 70µL 80µL 80µL 40µL

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5 CONCLUSÃO

O óleo de copaíba multijulga, tanto na composição clara como escura apresentou atividade antimicrobiana significativa para bactérias gram positivas, em concordância com a literatura consultada. A concentração inibitória mínima foi de 80 µL, sendo todas as concentrações abaixo testadas, insuficientes para impedir crescimento das bactérias gram negativas e positivas. O teste de maior visibilidade bacteriostático foi o teste de difusão em ágar, as demais técnicas sugerem inibição porém sem muita clareza dos resultados.

Os resultados apresentados sugerem uma ampla aplicação na indústria farmacêutico como instrumento da corrida contra as superbactérias, outros produtos naturais com atividades semelhantes ao do óleo poderiam serem associados para possível efeito sinérgico ou ainda combinação da copaíba com antibióticos já comercializados. Sugerindo assim um mercado amplo e promissor de aplicações farmacológicas do óleo de copaíba multijuga.

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REFERÊNCIAS

CARVALHO, P. E. R. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2003. v.1. 1039p.

MENDONÇA, Davidy Eduardo; ONOFRE, Sideney Becker. Atividade antimicrobiana do óleo-resina produzido pela copaiba - Copaifera multijuga Hayne (Leguminosae). Revista Brasileira de Farmacognosia, Parana, v. 19, n. 2, p.577-581, jun. 2009. Elsevier BV.

http://dx.doi.org/10.1590/s0102-695x2009000400012.

PIERI, F.a.; MUSSI, M.c.; MOREIRA, M.a.s.. Óleo de copaíba (Copaifera sp.): histórico, extração, aplicações industriais e propriedades medicinais. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Bauru, v. 11, n. 4, p.465-472, 2009.

FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1516-05722009000400016.

VEIGA JUNIOR, Valdir F.; PINTO, Angelo C.. O gênero copaifera L. Química Nova, Rio de Janeiro, v. 25, n. 2, p.273-286, maio 2002. FapUNIFESP

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