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Academic year: 2021

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TÍTULO: TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS: ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ACOLHIMENTO DO PACIENTE DOADOR

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: Enfermagem SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO(ÕES): UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES - UMC INSTITUIÇÃO(ÕES):

AUTOR(ES): RAYSSA ARAUJO SANTIAGO AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): LILIAN ROSARIO DEL CARMEN MAUREIRA ORIENTADOR(ES):

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1.RESUMO

Este estudo visa compreender, por meio de uma pesquisa bibliográfica, descritiva e exploratória e quantitativa diante da atuação do enfermeiro, no processo de transplante de órgãos visando as dificuldades envolvidas dos doares e seus familiares, a confirmação do diagnóstico e as atribuições do enfermeiro para auxiliar esse momento, acolhendo o paciente e desenvolver um atendimento mais humanizado. Foi realizada nas bases de dados: Eletronic Library Online (SCIELO), Revista Latino Americana de Enfermagem (SCIELO RLAE); Biblioteca Regional de Medicina (BIREME) e Literatura Latino-Americano e do Caribe e, Ciências da Saúde (LILACS). Os critérios de inclusão utilizados foram: artigos escritos por um autor enfermeiro; artigos disponíveis na íntegra no sistema online; artigos nacionais em idioma português, escritos no período de 9 anos; que incluíssem os Descritores em Ciências da Saúde – Decs. Os resultados apresentam a importância do enfermeiro, nos processos de transplante de órgãos, atuando de modo mais humanizado e garantindo uma assistência de qualidade.

2.INTRODUÇÃO

O transplante de órgãos é um meio de tratamento direcionada para todas as pessoas, que manifesta uma doença crônica de condição irreversível e em estágio final (SCHIRMER et al., 2012).

De acordo com a Legislação Brasileira, a consecução das partes do corpo humano, para fins terapêuticos ou humanitários, poderá ser feita apenas pela doação gratuita, em vida ou após a morte encefálica. (GOMES et al., 2018) Segundo o Conselho Federal de Medicina, eles definem a morte encefálica (ME) como: “A perda completa e irreversível das funções encefálicas, definida pela cessação das atividades corticais e de tronco encefálico, caracteriza a morte encefálica e, portanto, a morte da pessoa” (CFM, 2017, p.274-6).

Durante a internação, um dos profissionais que atuam 24hs com a família, é o enfermeiro, que auxiliam nas dúvidas relacionada ao estado clínico dos

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doadores, em alguns casos, são responsáveis pela entrevista familiar, para o consentimento da doação (FERNANDES; BITTENCOURT; BOIN, 2015).

O profissional de enfermagem que atua no transplante de órgãos, realiza os cuidados assistências e específicos ao paciente quanto doar como receptor, deve garantir a proteção, promoção e a reabilitação da saúde do mesmo e de seus familiares, de acordo com o seu quadro clínico, oferecendo a qualidade assistencial adequada (SOUZA et al., 2014).

Uma das responsabilidades do enfermeiro durante a assistência ao paciente e consequentemente os familiares no processo de captação de órgãos, é partilhar informações e vivências, sentimentos, mostrar a importância deles na unidade (GURGEL; TOURINHO; MONTEIRO, 2014).

Sendo assim, o estudo justifica-se através das responsabilidades destinadas ao enfermeiro diante do processo de transplante de órgãos, sobre a importância de analisar alguns fatores que estão relacionados aos obstáculos em cada etapa, com o foco no doador e em seus familiares, o papel do enfermeiro também é de transmitir a confiança, garantindo qualidade na assistência e clareza durante o processo.

3.OBJETIVO

Realizar uma revisão integrativa de artigos científicos do papel do enfermeiro no processo de transplante de órgãos, mostrando o acolhimento e humanização ao paciente doador.

4.MÉTODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório de artigos científicos, nas bases de dados, como Scientific Eletronic Library Online (SCIELO); Scientific Eletronic Library Online, Revista Latino-Americana de Enfermagem (SCIELO RLAE) e Literatura LatinoAmericano e do Caribe e, Ciências da Saúde (LILACS), no período de março a julho de 2018. Para o levantamento dos artigos foram utilizados os

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descritores: enfermeiro, transplante de órgãos, enfermagem, humanização da assistência, cuidados de enfermagem. Os critérios de inclusão utilizados para seleção da amostra foram: artigos que tenha entre os autores ao menos um pesquisador enfermeiro; artigos disponíveis na íntegra no sistema online; artigos nacionais em idioma português, escritos no período de nove (9) anos; que incluíssem os Descritores em Ciências da Saúde – DeCS. Na operacionalização dessa revisão, utilizaram-se as seguintes etapas: identificação do tema e seleção da questão norteadora; critérios para seleção da amostra; definição de informações a serem extraídas dos estudos selecionados; categorização dos estudos; avaliação, interpretação dos resultados e apresentação da revisão. Na busca inicial foram encontrados 80 (oitenta) artigos, que por meio de dados da leitura foram excluídos 67 (Sessenta e sete), no entanto, destes apenas 13 (treze) artigos responderam à questão norteadora e definiram a amostra final da presente revisão.

5.DESENVOLVIMENTO

O transplante de órgãos começa a partir da doação de um órgão, onde é definido nesse processo como um conjunto de ações e procedimentos que transforma um potencial doador em um doador efetivo (MATTIA et al., 2010).

Atuar nesse processo exige preparo prévio dos profissionais envolvidos, pois é definido como procedimento de alta complexidade, onde precisa que todas as condições técnico-científico para atingir a efetividade, sendo esse a única opção de tratamento do paciente (QUAGLIO; BUENO; ALMEIDA, 2017).

Diversos profissionais estão envolvidos nessas etapas, entre eles os enfermeiros, que integram as equipes transplantadoras e as organizações de procura de órgãos e participam de diversas atividades, determinadas pela Resolução COFEN 292/2004 (CICOLO; ROZA; SCHIRMER, 2010).

Algumas dificuldades que os profissionais encontram durante esse processo de alta complexidade, onde impedem a efetividade da doação são: a recusa dos familiares de Potenciais Doadores (PD) para a doação de órgãos e tecidos para transplante; a não identificação do PD ou manuseio inadequado do mesmo; a contraindicação clínica médica, motivada, por exemplo, por infecção bacteriana

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não controlada no doador falecido; além de problemas logísticos (VESCO et al., 2015).

Para que tenha um doador com morte encefálica é necessário a autorização do cônjuge ou parente maior de idade, obedecendo a linha sucessória (FREIRE et al., 2015).

Porém a manutenção do potencial doador de órgãos demanda tempo, investimento de recursos humanos e materiais, e é um período desgastante para a equipe da UTI, pois é um paciente sem perspectivas de sobrevida. Contudo, um único potencial doador, em boas condições, poderá propiciar tratamentos, e ajudar de dez a mais pacientes (MATTIA et al., 2010).

Os cuidados de enfermagem essências a serem prestados na manutenção do potencial doador estão relacionados às principais alterações fisiológicas da ME, como hipotensão e hipertensão arterial, diabetes, hiperglicemia, hipotermia, infecção e úlcera de córnea (VESCO et al., 2015).

O enfermeiro ao gerenciar o cuidado prestado ao potencial doador e sua família vivencia uma experiência difícil, devido ao momento de luto e perda enfrentados pela família. Durante ao processo de perda no ambiente hospitalar, recomenda-se um atendimento diferenciado, preconizando a parceria entre enfermeiros, médicos e familiares (VIRGINIO et al., 2015).

Ao informar a morte encefálica, a conversa é conduzida de modo especial, pois conduz os familiares ao estado de crise emocional e para os profissionais de saúde gera um momento de tensão. (MORAES et al., 2015).

Além do conhecimento necessário para o enfermeiro atuar com esses pacientes, para garantir boas condições ao doador, a preparação do receptor, é fundamental ter conhecimento sobre as dimensões ética, cultural, religiosa, familiar, jurídica e aplicar a sensibilidade, empatia e humanidade para compreender e lidar de forma adequada com os conflitos e o sofrimento humano gerado pelo processo(SCHIRMER et al., 2012).

Uma forma das pessoas ter mais compreensão desse processo é realizar a educação sobre o transplante de órgãos, o enfermeiro que possui essa atribuição, pode auxiliar e formular estratégias para passar esse conhecimento para a sociedade e dessa forma, diminuir a recusa dos familiares para a doação de órgãos, por causa do medo e dos mitos que envolvem esse processo, principalmente sobre o que é a morte encefálica (SCHIRMER et al., 2012).

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6.RESULTADOS

Dos 13 artigos selecionados que atenderam aos critérios de inclusão, exploraram a importância do enfermeiro atuando no transplante de órgãos. Identificamos 03 artigos que falam das dificuldades e vivencias dos enfermeiros e os familiares, durante esse período de descoberta do potencial doador, com a falta de profissionais capacitados, a desconfiança dos familiares sobre a doação; 01 dos artigos tem um foco na humanização do processo, a importância da relação interpessoal entre o enfermeiro/paciente/família; 04 artigos mostraram as experiências e o papel do enfermeiro diante desse processo de transplante de órgãos aspectos pessoais, sociais e profissionais, obstáculos vivenciados e intervenções realizadas no cuidado às famílias dos doadores; 01 dos arquivos, é a legislação que define o que é a morte encefálica para o Conselho Federal de Medicina, para entender o que eles definem para se tornar um potencial doador; 04 artigos falaram do funcionamento, os papeis do enfermeiro e suas responsabilidades durante as etapas do transplante de órgãos.

7.CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio desta revisão foi possível compreender a importância do enfermeiro na atuação do transplante de órgãos, algumas das habilidades e responsabilidades durante a assistência com o potencial doador, com a família, alguns valores importantes que o enfermeiro tenha, para facilitar a compreensão das etapas do processo. O enfermeiro cria um vínculo com os seus pacientes e esse processo é fundamental para o acolhimento. E também com a comunidade, pois o enfermeiro como educador, pode contribuir para desmistificar as incertezas dos familiares e da população tem sobre ser um doador e orientar com se tornar um, mostrando a importância que isso traz, para quem está nas filas de espera para o transplante de órgãos.

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CICOLO, E. A; ROZA, B. A; SCHIRMER, J. Doação e transplante de órgãos: produção científica da enfermagem brasileira. Rev. bras. Enfer. São Paulo, v.63, n.2, p. 274-8, 2010.

FERNANDES, M. E. N; BITTENCOURT, Z. Z. L. C; BOIN, I. F. S. F. Vivenciando a doação de órgãos: sentimentos de familiares pós consentimento. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 23, n.5, p. 895-901, 2015.

FREIRE I.L.S, et al. Estrutura, processo e resultado da doação de órgãos e tecidos para transplante. Rev Bras Enferm. v.68, n.5, p. 555-63, 2015.

GOMES, C.N.S, et al. Perspectiva da enfermagem no processo de doação de órgãos e tecidos: relato de experiência. Rev. de Enfermagem da UFPI, v.7, n.1 p. 71-4, 2018.

GURGEL, P. F; TOURINHO, F. S. V; MONTEIRO, A. I. Consulta coletiva de crescimento e desenvolvimento da criança à luz da teoria de Peplau. Esc. Anna Nery, v. 18 n. 3, p. 539-543, 2014.

MATTIA, A.L, et al. Análise das dificuldades no processo de doação de órgãos: uma revisão integrativa da literatura. Rev. Bio&thikos, v. 4 n. 1, p. 66-74, 2010. MORAES, E. L de, et al. Experiências e expectativas de enfermeiros no cuidado ao doador de órgãos e à sua família. Rev Esc Enferm USP v.49, n. 2, p.129-135, 2015.

QUAGLIO, W. H.; BUENO, W. M. V.; ALMEIDA, E. C. de. Dificuldades enfrentadas pela equipe de enfermagem no cuidado aos pacientes transplantados: revisão integrativa da literatura. Arq. Cienc. Saúde UNIPAR, Umuarama, v. 21, n. 1, p, 53-58, 2017.

RIBEIRO, MAURO LUIZ DE BRITTO; SILVA, HENRIQUE BATISTA E. Resolução CFM nº 2.173/2017. Disponível em: <https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2017/2173>. Acesso em: 23 de nov. 2017.

SCHIRMER, J, et al. Transplante de órgãos e tecidos: Responsabilidades do enfermeiro. Texto Contexto Enfermagem, v. 21, n. 4, p. 945-53, 2012.

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SOUZA, A.T.S, et al. A atuação do enfermeiro no processo de doação de órgãos. Centro Universitario Uninovafapi, Revista Interdisciplinar, v. 7, n. 3, p. 138-148, 2014.

VESGO, N. de L, et al. Conhecimento do enfermeiro na manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos para transplante. Rev enferm UFPE, v.10, n.5, p.1615-24, 2016.

VIRGÍNIO B.C.A.E, et al. Finitude e a doação de órgãos na visão dos enfermeiros: estudo descritivo. Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa, v.13 n.1, p. 92-101, 2014.

Referências

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