CALDEIRARIA
Prof.: M.Sc. Antonio Fernando de Carvalho Mota Engenheiro Mecânico e Metalúrgico
O QUE É CALDEIRARIA?
É a empresa capaz de produzir equipamentos não produzidos
em série, mas segundo uma necessidade específica do cliente bem
como todo o necessário para a sua instalação.
Exemplos :
Instalação de vapor, reator,
tanque de armazenamento
de combustível, central de
ar comprimido, entre outros.
Bardella S.A.
Fonte:
CALDERARIA → CALDEIREIRO
O caldeireiro é o metalúrgico responsável pela construção de
caldeiras, tanques, vasos de pressão, fornos, chaminés e
outras peças e estruturas metálicas, fabricação de bases e
suportes de equipamentos, pequenos tanques ou
ALGUNS PRODUTOS
Cozinhador/Tostador Dessolventizador
Tanque de armazenamento vertical
ETAPAS DA PRODUÇÃO
ETAPAS DA PRODUÇÃO
Desde a encomenda de um equipamento até
sua instalação:
Aprovação do Projeto
Aprovação do Projeto
Preparação para a produção
Preparação para a produção
Compra de material
Compra de material
Fabricação
Fabricação
Montagem
Montagem
Testes
Testes
Equipe com pelo menos um
caldeireiro – responsável pelos
traçados nas chapas e conheça o
modo certo de conformar as peças.
Existe na Caldeiraria Tracing uma
pequena equipe de apoio para
usinagem de peças pequenas.
A movimentação das chapas e
peças na Caldeiraria Tracing é feitas
com a ajuda de duas pontes
rolantes, carrinhos de pallet, girafas
e braços de carga, posicionados em
todo o galpão, que é dividido em
uma área para equipamentos de aço
carbono e outra para aço inox.
Caldeiraria Tracing – Diadema S.P.
CALDEIRARIA - MONTAGEM
Montar o equipamento e
aplicar os tratamentos de
superfície exigidos
(polimento, pintura, etc).
Para equipamentos muito grandes:
• Levar o equipamento em partes
• Montar no local de operação.
A separação entre os tipos de chapas é
necessária para que o inox. não seja contaminada pelo
aço carbono o que comprometeria a qualidade das
soldas e a durabilidade deste equipamento.
Algumas das máquinas estão em duplicata exatamente
por isso, uma opera só com aço carbono, a outra só
com aço inox. É o caso das calandras por exemplo.
Obviamente o estoque é separado.
Aço Inox. Aço Inox. Aço carbono Aço carbono
DOBRAMENTO E CURVAMENTO MANUAL
Fonte: curso profissicionalizante 2000
Chapa presa a uma morsa de bancada sendo dobrada
ou curvada com o auxílio de um macete.
calço chapa
morsa
PRENSAS E VIRADEIRAS MANUAIS
Esta linha é importante na operação de dobramento, pois como aí a
tensão é zero ela não sofre alteração de comprimento durante a
deformação, o que não acontece com as partes que estão sendo
tracionadas e comprimidas que, aumentam ou diminuem de
comprimento, respectivamente, após a operação.
Operação de dobramento – Linha Neutra (LN) R$ 709,99
DETERMINAÇÃO DA POSIÇÃO DA LINHA NEUTRA (LN)
Deslocamento da LN no dobramento Calcular o comprimento da peça pela linha média dachapa
Um raio de dobramento r = 3t indica que o metal pode ser dobrado formando um raio de três vezes a espessura da chapa sem que haja o aparecimento de trincas.
PRENSA DOBRADEIRA/GUILHOTINA
Grande número de prensas dobradeiras apresenta a mesa inferior fixa e a barra de pressão móvel.
O trabalho é feito por meio da seleção de punções e
matrizes, de acordo com as medidas e o formato que se
deseja dar à chapa. A dobradeira é empregada na produção
de perfilados, abas, corpos de transformadores etc.
A
prensa dobradeira
pode se movimentar por energia mecânica ou
hidráulica. Alguns modelos mais recentes têm comandos orientados por
computador, que permitem fazer uma série de dobras diferentes na
mesma peça, reduzindo o manuseio e o tempo de fabricação.
A figura a seguir mostra diferentes tipos de dobra, feitos a
partir da seleção de punções e matrizes correspondentes.
Método de execução de um perfil
Raio U Punção Peça Matriz Dupla dobra Matriz múltipla 90°, 60°
Perfis diversos Cilindro Ondulação
Rebordos em cordão Redondo Em U Grafado
O
curvamento a quente
é sempre feito manualmente,
quando a espessura do material a ser dobrado é grande,
acima de 5mm.
As fontes de calor usadas para o aquecimento da peça são:
a forja, o forno elétrico a gás ou a óleo e o maçarico.
CURVAMENTO A QUENTE E A FRIO
grifa móvel grifa fixa
PROCESSO DE CALANDRAGEM
Existem calandras para chapas e calandras para tubos. As calandras
para chapas com 4 rolos apresentam a vantagem de facilitar o trabalho
de pré-curvamento. Nas calandras de 3 rolos, o pré-curvamento é feito
manualmente
3 Rolos 4 Rolos
Rolos fixos Rolo móvel
As calandras de 4 rolos são consideradas as calandras
mais versáteis, precisas, seguras e fáceis de utilizar.
Quando se quer produzir um cone, os raios de curvatura são diferentes, recorre-se a um tipo especial de calandra.
Ela possui rolos inferiores que se deslocam inclinados entre si, no sentido vertical.
CALANDRA ESPECIAL PARA CONES
3 Rolls bending cone CURVAMENTO À MÁQUINA – CALANDRA ESPECIAL PARA CONES
PLANIFICAÇÃO DE CONE CONCÊNTRICO
Para a planificação do cone concêntrico , devemos primeiramente dividir o mesmo em n partes iguais, que no nosso exemplo foi dividido em 30 partes.
Estas divisões se faz necessária pois é através delas que o operário vai se orientar para marcar a chapa e logo após conforma-la.
PLANIFICAÇÃO DE CONE EXCÊNTRICO
Para a planificação do cone excêntrico , também dividimos o mesmo em 30 partes. Observe a diferença geométrica entre a
planificação do cone concêntrico com o cone excêntrico.
Esta diferença ocorre devido ao deslocamento do centro do diâmetro maior do cone em
relação ao diâmetro menor.
CALANDRAS PARA TUBOS E PERFÍS
Apresentam conjuntos de rolos ou cilindros sobrepostos,
feitos de aço temperado. Podem curvar várias formas
geométricas lineares: tubos, barras, perfis laminados, etc.
Parafuso de ajuste Peça Roldana superior Roldanas inferiores
Fazer a distribuição e montagem das chapas do teto
31
A capacidade de sustentação de cada macaco é de 8 Toneladas
SOLDAGEM DE TANQUES CILÍNDICROS VERTICAIS
SOLDAGEM DE TANQUES CILÍNDRICOS VERTICAIS
O tanque vai subindo e os soldados
continua no chão Soldagem convencional com andaime
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TANQUE CILINDRICO VERTICAL
h
D
Forças laterais nos anéis do costado
E sp . C h.
h
D
1Pressão no fundo = água x g x h P1 = P2
Como a pressão no fundo só depende da altura do tanque, o cálculo da espessura da chapa do costado, também só depende da altura do
tanque?
h
D
2P1 P2
Como D2 D1 F lateral2 F lateral1
Quando D aumenta a área do costado (Dh)
também aumenta, consequentemente a força lateral também aumenta, exigindo um aumento da espessura da chapa do
costado.
A espessura da ch. do Costado
depende de “h” e “D”.
VIGAS ALVEOLARES EM LUGAR DE PERFIS SOLDADOS
a) Corte trapezoidal
Com maçarico b) Defasagem
c) Soldagem das almas no eixo neutro
Vigas Alveolares, obtidas por meio de furos hexagonais nas almas dos perfis Vigas Alveolares, obtidas por meio
de recortes, deslocamentos e soldagem das almas
Perfis laminados até 610 mm
CALDEIRARIA - TESTES
Verificação de porosidades e descontinuidades
(líquido penetrante em todas as soldas):
• Teste de “estanqueidade”;
• Teste hidrostático;
• Radiografia, ultra-som e qualquer outro ensaio
não destrutivo que a norma sob a qual ele foi
concebido exigir.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO‽
CALDEIRAS
são trocadores de calor
CALDEIRA FLAMOTUBULAR
TEMAS DE SEMINÁRIO – INSPEÇÃO EM CALDEIRAS
- INSPEÇÃO EM VASOS DE PRESSÃO Os VASOS DE PRESSÃO são reservatórios, basicamente, para três finalidades:
– Armazenar gases sob pressão;
– Acumulação intermediária de gases e líquidos;
PRÓXIMA AULA - CALDEIRARIA NAVAL
PROA
POPA
O lado direito das embarcações dá-se o nome de ESTIBORDO
O lado esquerdo, chama-se BOMBORDO.
BORESTE é o lado direito da embarcação e BOMBORDO o lado esquerdo, tomando
Estoque de chapas controladas
por guindaste magnético
Guindaste magnético no
transporte de chapas nas
mesas de roldanas
Rolos que desempenam a chapa
CALDEIRARIA NAVAL
chapa
LIMPEZA E PINTURA PROVISÓRIA
Para a prevenção e controle da corrosão é
necessário que o material seja limpo, e vale
salientar que a pintura sobre o material atacado
de ferrugem é completamente ineficaz.
Assim, são utilizados metódos para a remoção
de ferrugem e as escamas de laminação do
material.
Traçado de uma curva de gomos
calandragem conjunta
de vários segmentos que se
complementam, formando um
cilindro geometricamente
homogêneo.
CALANDRAGEM COMBINADA
Curva de gomos pronta
PRENSA VIRADEIRA
CHAPAS CORTADAS E VIRADAS SOLDAGEM PERFIS SOLDADOS
Primeiro navio produzido pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS) recebeu o “Certificado de Classe”, emitido pelo American Bureau of Shipping; a documentação
referenda a qualidade técnica da embarcação; entrega do petroleiro à Petrobras está prevista para o dia 25 deste mês
16 de maio de 2012
MOMENTO NAVAL PERNAMBUCANO - EAS
2º navio: Zumbi dos Palmares em atividade desde maio de 2013 1º navio: João Candido
entregue em maio de 2012
A Transpetro e o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) lançaram ao mar nesta sexta-feira (23/08/13), o navio suezmax Dragão do Mar, terceiro petroleiro construído na Região Nordeste para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef)
3º navio: Dragão do Mar Em atividade desde 23/08/13
SOLDAGEM DE CHAPAS EM DOIS PASSES – ARCO SUBMERSO
(SAW - Submerged Arc Welding )
PERFIS SOLDADOS A ARCO SUBMERSO
COM CONTROLE DE DEFORMAÇÃO
CONFORMAÇÃO
OFICINA DE TUBOS
Os flanges, curvas e uniões podem ser fabricados nas
oficinas de tubulação ou comprados prontos e montados no
local de acordo com as necessidades.
CONCEITOS BÁSICOS
CALDEIRARIA NAVAL
Secção de um Petroleiro com Casco Duplo
PAINÉIS
FABRICAÇÃO DE CONJUNTOS
SISTEMAS DE CONSTRUÇÃO
Quando dois elementos estruturais se cruzam,
um é contínuo e o outro é intercostal.
Ambas contínuas
solda nos 4 lados intercostal contínua
LIGAÇÃO SOLDADA AMBAS SOLDADAS
chapa contínua
viga contínua
rasso na chapa contínua chapa colar
Análise Estrutural de Navios
EPUSP
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Arranjo Estrutural
Painel Estrutural
O papel dos reforçadores é o de prover rigidez e
resistência ao chapeamento submetido a esforços
Análise Estrutural de Navios EPUSP 64
Tipos de Cavernamento
Cavernamento transversal
Unidades de Chapeamento
porção de chapeamento
delimitada por apoios
adjacentes.
Análise Estrutural de Navios EPUSP 65
Tipos de Cavernamento
Cavernamento
longitudinal
Unidades de Chapeamento
apresentam o lado longo na
direção longitudinal da
Análise Estrutural de Navios EPUSP 66
Tipos de Cavernamento
Cavernamento misto
Parte da estrutura é
“longitudinal” e parte é
“transversal”
BLOCOS CURVOS
CALANDRA
JIGS DE APOIO
Apoio nos picadeiros
MONTAGEM NO DIQUE SECO
COMPLEX FABRICATION
PROPULSOR (HÉLICE)
LEME
DIQUE SECO – ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL
CALDEIRARIA NAVAL
DIQUE SECO – ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL
GUINDASTES “ GOLIAS” CAP. 1.500T CADA
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DOS NAVIOS
3º navio: Dragão do Mar
RETIRADA DO NAVIO → DIQUE CHEIO
Construção: O navio é dividido em Anéis e estes dividido em Blocos
Anéis
Blocos
O 1º é lançado, abre-se espaço para o terceiro navio
Edificação SUEZMAX anel 4
Construção simultânea de dois navios
Super Cargueiro
Transporte de uma plataforma de petróleo
TRANSPORTE MARÍTIMO
Transporte de Navio de Guerra A Parte central do cargueiro
Análise Estrutural de Navios EPUSP 81
Carregamentos Estruturais
Ocasionais
•
Docagem
Análise Estrutural de Navios EPUSP 82
Carregamentos Estruturais
Ocasionais
•
Encalhe
Análise Estrutural de Navios
EPUSP
83
Análise Estrutural de Navios
EPUSP
84
QUAL A DIFERENÇA ENTRE CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO
Os VASOS DE PRESSÃO são reservatórios, basicamente, para três finalidades:
– Armazenar gases sob pressão;
– Acumulação intermediária de gases e líquidos; – Processamento de gases e líquidos.
CALDEIRAS
são trocadores de calor
CALDEIRA FLAMOTUBULAR
Palavras-Chave: Vasos de pressão, ASME, Norma Petrobrás N-253, Norma Regulamentadora 13, Norma Petrobrás N-268, Codeware Compress.
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Caldeira Flamotubular
Célula Fotoelétrica Compressor de ar Ventilador de ar Queimador Bomba d’água Bomba de óleo Aquecedor de óleo Quadro elétrico Purgadores Termômetros Manômetro da pressãoda caldeira Indicador de nível
Válvula de saída de vapor Saída dos gases Válvulas de segurança
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CALDEIRAS AQUATUBULARES
Balão Superior Chaminé
Cortina d’água
Feixe tubular Balão lnferior
90 Principio de Funcionamento
CALDEIRAS AQUATUBULARES
Chaminé Economizador Tambor Superaquecedor Caldeira de vapor Câmara de combustão Cinzeiro Fornalha Água dealimentação Canais de saídados gases
Pré-aquecedor de arde ar
91
Caldeira alta pressão
USO DA BIOMASSA NA GERAÇÃO DE ENERGIA
bagaço
VASOS DE PRESSÃO
vaso de pressão designa genericamente todos os recipientes estanques, de qualquer tipo, dimensões, formato ou finalidade, capazes de conter um fluido pressurizado
Embarcações que receberam investimentos de pelo menos US$ 4,3 bilhões (R$ 17,6 bilhões) enferrujam inacabadas no cais. Em alguns casos, a construção foi interrompida com 90% das obras concluídos.
EMBARCAÇÕES DE R$ 17,6 BILHÕES
ENFERRUJAM EM ESTALEIROS
Em busca de novas encomendas que possam assegurar a sua sobrevivência, o
Estaleiro Atlântico Sul (EAS) anuncia uma nova encomenda de quatro navios de
cabotagem.
Cabotagem é a navegação entre portos marítimos de um mesmo país.
É considerada um modal promissor, tendo em vista que o Brasil possui uma extensa costa navegável e as principais cidades, polos industriais e grandes centros consumidores se concentram no litoral ou em cidades próximas a ele.
Comparada ao transporte rodoviário e ferroviário, em termos de custo, capacidade de carga e menor impacto ambiental.
Navios cargueiros construídos para carregar cerca 4.000 contâineres.
O Catamarã é uma espécie de jangada podendo ser a motor ou a vela, é
formado por dois cascos paralelos e independentes, o que faz com que
ela tenha maior estabilidade.
Entre estes cascos existe uma plataforma que pode conter uma cabine.
CATAMARÃ
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TIPOS DE TROCADORES DE CALOR
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Quanto ao acionamento, as calandras podem ser: manuais,
com um volante ou manivela para fazer girar os rolos, ou
mecânicas, com motor elétrico e redutor para movimentar os
rolos. As calandras mecânicas podem apresentar,
além do motor elétrico, um sistema hidráulico que imprime
maior ou menor pressão aos rolos. Este último tipo é usado
para trabalhos de grande porte.
Calandra manual Calandra mecânica
Todos os tipos apresentam, em uma
das extremidades, um dispositivo que
permite soltar o cilindro superior para
retirar a peça calandrada.
Calandra mecânica com sistema hidráulico