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Pré-modernismo

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Academic year: 2021

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(1)

Pré-modernismo e

revolução modernista

(2)
(3)

Pré-modernismo

(4)

Contextualização histórica (final

do séc. XIX e início séc. XX)

Europa

Progresso científico (automóvel, telégrafo, telefone,

lâmpada elétrica, cinema, avião.

Otimismo gera a Belle Époque (assista Meia noite em

Paris – Woody Allen)

Abalo: 1ª guerra mundial (1914 – 1918)

Surgimento das vanguardas europeias, que motivaram

o modernismo no Brasil e no mundo.

(5)

Brasil

Política do café-com-leite – SP (barões do Café) MG

(grandes pecuaristas)

Negros marginalizados

Nordeste pobre x "Senhores do gado e café“ RJ e SP

Região norte – Progresso e Riqueza * Ciclo da

Borracha (Amazônia)

Revolta da Chibata (RJ)

Revolta contra a obrigatoriedade da vacina (Varíola)

Canudos – BA – Antonio Conselheiro – Jagunço

Cangaço – Nordeste – Lampião e seu bando

Misticismo religioso - Pe. Cícero (CE)

Contextualização histórica (final

do séc. XIX e início séc. XX)

(6)

Presença de resíduos

culturais do século XIX

Busca de novas formas

de expressão

Redescoberta do Brasil por

meio da denúncia da

(7)

Quatro tendências no período:

1. Parnasianos: ainda imperantes, com suas ideias

formalistas, sua concepção da literatura como "sorriso da

sociedade", sua linguagem retórica e bacharelesca. Olavo

Bilac, na poesia, e Coelho Neto, na prosa, são os

"príncipes" idolatrados.

2. Simbolistas: grupo relativamente inexpressivo que ainda

sonha com neves e neblinas e escuta os doces violinos de

Verlaine.

Nas décadas posteriores: Manuel Bandeira, Cecília Meireles

e Mário Quintana

(8)

3.Realistas ou neo-realistas: prosadores cujos

procedimentos literários são tipicamente realistas

(objetividade, verossimilhança, crítica social, análise

psicológica, etc.)

Resgate do

caboclo paulista

Fixação do

universo

suburbano carioca

Monteiro

(9)

4. Intérpretes do Brasil

Graça Aranha

Euclides da

Cunha

Narrativa documental da

Guerra de Canudos

Analisa os

problemas da

fixação dos

imigrantes no Brasil

(Espírito Santo)

(10)

Características e temas frequentes

(prosa)

 Contribuição do avanço do Texto jornalístico e científico e a ligação

com fatos políticos, econômicos o sociais contemporâneos, diminuem a distância entre a realidade e a ficção.

Tipos mais comuns:

◦ Caipira ◦ Sertanejto ◦ Nordestino

◦ Funcionário público

O regionalismo — nascido do Romantismo — persiste, mas de

forma mais crítica e não idealizada.

 Denúncia do desiquilíbrio social (Lima Barreto)  Narrativa documental (Euclides da Cunha)

Retrato da decadência econômica dos vilarejos e da população

cabocla do Vale do Paraíba, durante a crise do café. (Monteiro Lobato)

(11)

Lima Barreto

:

O "marginal"

 De origem humilde, filho de pai

português e mãe escrava, Afilhado do Visconde do Ouro Preto, conseguiu estudar e ingressar aos 15 anos na Escola Politécnica.

Foi um grande crítico social.

Era negro, vítima de preconceitos,

utilizava-se de suas obras para denunciar a desigualdade social da época,

rompendo com o nacionalismo até então constante em todos os autores

(12)

Triste Fim de Policarpo Q

uaresma

O personagem do título é um

fanático nacionalista

Termina por descobrir o quão

(13)

A obra é dividida em três

momentos: no primeiro,

Policarpo Quaresma, funcionário público,

passa os dias estudando sobre o seu amado

país, o Brasil.

Envia um requerimento sugerindo que a

língua oficial do Brasil tornasse-se o tupi

guarani, língua nativa da região.

Teve o pedido negado e fora internado num

(14)

No segundo momento,

Policarpo, com a ilusão de que todas as

terras de seu amado Brasil fossem férteis,

aventura-se em comprar uma fazenda e plantar.

Ele o faz numa fazenda chamada Sossego.

A realidade mais uma vez lhe dá um tapa na

cara,

a terra não é tão fértil como ele pensava e

ainda não conseguiu lidar com as represálias dos

políticos da região.

(15)

No terceiro e último momento,

Policarpo retorna ao Rio de Janeiro.

Apoia o presidente marechal Floriano Peixoto

Participa como voluntário da Revolta da

Armada

Critica como os prisioneiros eram

injustamente tratados

Por isso, e preso e condenado ao fuzilamento

(16)

Obras literárias

Lima Barreto (1881-1922) SP

"Recordações do escrivão Ísaias

Caminha"

"Triste fim de Policarpo

Quaresma" Romances

"Numa e Ninfa"

"Morte e Vida de M.J. Gonzaga de

Sá"

"Bruzundanga" } Sátira

(17)

Triste Fim de Policarpo Q

uaresma

(18)

[...] Policarpo era patriota. Desde moço, aí pelos vinte anos, o amor da Pátria tomou-o todo inteiro. Não fora o amor comum, palrador e vazio; fora um sentimento sério, grave e absorvente. Nada de ambições políticas ou administrativas; o que Quaresma pensou, ou melhor: o que o patriotismo o fez pensar, foi num conhecimento inteiro do Brasil, levando-o a meditações slevando-obre levando-os seus recurslevando-os, para deplevando-ois entãlevando-o apontar os remédios, as medidas progressivas, com pleno conhecimento de causa. [...] Durante os lazeres burocráticos, estudou, mas estudou a pátria, nas suas riquezas naturais, na sua história, na sua geografia, na sua literatura e na sua política. Quaresma sabia as espécies de minerais, vegetais e animais que o Brasil continha; sabia o valor do ouro, dos diamantes exportados por Minas, as guerras holandesas, as batalhas do Paraguai, as nascentes e o curso de todos os rios. Defendia com azedume e paixão a proeminência do Amazonas sobre todos os demais rios do mundo. Para isso ia até o crime de amputar alguns quilômetros ao Nilo e era com este rival do "seu" rio que ele mais implicava. Ai de quem o citasse na sua frente! Em geral, calmo e delicado, o major ficava agitado e malcriado, quando se discutia a extensão do Amazonas em face da do Nilo.

LIMA BARRETO, Triste fim de Policarpo Quaresma. 11ed. São Paulo, Ática, 1993. p. 22-3.

Noção de patriotismo ligado a interesses individuais Crítica ao nacionalismo ufanista Ufanismo: extrapolar ao se vangloriar desmedidamente das riquezas brasileiras, muitas vezes expondo a si e ao país uma situação que seria interpretada por outros como

jactância, e vaidade.

(19)

Casas que mal dariam para uma pequena família, são divididas, subdivididas, e os minúsculos aposentos assim obtidos, alugados a população miserável da cidade. Aí, nesses caixotins humanos, é que se encontra a fauna menos observada da nossa vida, sobre a qual a miséria paira com um rigor londrino.

Não se podem imaginar profissões mais tristes e mais inopinadas da gente que habita tais caixinhas. Além dos serventes de repartições, contínuos de escritórios, podemos deparar velhas fabricantes de rendas de bilros compradores de garrafas vazias, castradores de gatos, cães e galos, mendigueiros, catadores de ervas medicinais, enfim uma variedade de profissões miseráveis que as nossas pequenas e grande burguesias não podem adivinhar. Às vezes num cubículo dessas se amontoam uma família, e há ocasiões em que seus chefes vão a pé para a cidade por falta do níquel do trem.

(LIMA BARRETO, Triste fim de Policarpo Quaresma. 11ed. São Paulo, Ática, 1993. p. 84).

Espaço: Normalmente, no Rio de Janeiro. Mais

precisamente, em bairros pobres. Denúncia da hipocrisia e falsas aparências Crítica à burguesia medíocre, inútil e omissa perante as diferenças. Por toda a obra: Linguagem simples, próxima

(20)

Enem 2012

Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas coisas de tupi, de folk-lore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma! O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. A pátria que quisera ter era um mito; um fantasma criado por ele no silêncio de seu gabinete.

Barreto, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, foi publicado em 1911. No fragmento destacado, a reação do personagem aos desdobramentos de suas iniciativas

patrióticas evidencia que:

a) a dedicação de Policarpo Quaresma ao conhecimento da natureza brasileira levou-o a estudar inutilidades, mas possibilitou-lhe uma visão mais ampla do país.

b) a curiosidade em relação aos heróis da pátria levou-o ao ideal de prosperidade e democracia que o personagem encontra no contexto republicano.

c) a construção de uma pátria a partir de elementos míticos, como a cordialidade do povo, a riqueza do solo e a pureza linguística, conduz à frustração ideológica.

d) a propensão do brasileiro ao riso, ao escárnio, justifica a reação de decepção e desistência de Policarpo Quaresma, que prefere resguardar-se em seu gabinete.

e) a certeza da fertilidade da terra e da produção agrícola incondicional faz parte de um projeto ideológico salvacionista, tal como foi difundido na época do autor.

(21)

Euclides da Cunha O jornalismo encontra a

literatura

Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu no

dia 20 de janeiro de 1866, em Cantagalo (RJ).

Em 1897, quando mudou-se do Rio para São

Paulo, passou a fazer a cobertura da revolta de

Canudos para o jornal O Estado de S. Paulo. A

experiência como jornalista no nordeste resultou

na obra mais conhecida do escritor: Os sertões.

Euclides da Cunha foi assassinado em 1909,

(22)

Os sertões

A obra é dividida em três partes:

A Terra,

onde descreve com uma riqueza às vezes até triste

de detalhes o sertão baiano,

O Homem,

onde descreve com o mesmo nível de riqueza o

sertanejo, e

A Luta,

onde a Guerra propriamente dita é retratada.

• Regionalismo.

• A realidade do Nordeste brasileiro é retratada com

fidelidade

• Descreve as condições precárias de vida da região e

os motivos pelos quais ocorreu o drama da Guerra de

Canudos.

• O sucesso da obra foi tamanho que o autor foi eleito

para a Academia Brasileira de Letras em 1903.

(23)

Os Sertões

(24)

"O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações

atléticas.

É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a pAgrava-ostura nAgrava-ormalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas”. (...)

CUNHA, Euclides da. Os Sertões. 27ª Ed. Brasília, UnB, 1963. p. 94-5

Literariedade e subjetividade resultantes dos adjetivos valorativos. Isso afasta o texto da linguagem jornalística Tendência pré-modernista de retratar a figura típica e marginalizada dos espaços “esquecidos” do Brasil Predominância descritiva em todo o texto. É uma característica constante da obra

(25)

Monteiro Lobato

As relações humanas

nas oligarquias

A Realidade Brasileira...

◦ Utilizando uma linguagem simples, expressa as tensões sociais, políticas e econômicas daquela época.

 Lutou através da imprensa e

pessoalmente, pelo saneamento, pela exploração do petróleo e o ferro, pela educação e saúde do país.

 Controvertido, ativo e participante,  Defende a modernização do Brasil nos

moldes capitalistas.

 Faz uma crítica fecunda ao Brasil rural e

pouco desenvolvido,

◦ como no Jeca Tatu (estereótipo do caboclo abandonado pelas autoridades

(26)

Características:

Herança naturalista (teorias cientificas /

Antropologia, Sociologia, etc.)

Crise de identidade e aspectos deprimentes

da vida expressos em toda sua obra

Ceticismo amorosos

Angustia existencial

Vocabulário cientifico, /exótico, irônico

Fixação pela morte (poesia gótica) e pela

putrefação da carne devorada por vermes

(27)

Poema de Augusto dos Anj

os

(28)

Vês! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro da tua última quimera.

Somente a Ingratidão - esta pantera -

Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!

O Homem que, nesta terra miserável,

Mora entre feras, sente inevitável

Necessidade de também ser fera

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro,

A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,

Escarra nessa boca que te beija!

Versos íntimos

Augusto dos Anjos

É um

soneto

clássico?

Relaciona a

vida social do

homem à vida

dos animais

-naturalismo

Determinis mo Modo imperativo Ações que recomend a ao leitor

Referências

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