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Biblioteca Digital do IPG: Jornal “O Benfica”, Sport Lisboa e Benfica

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Academic year: 2021

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Relatório de Estágio Curricular

Comunicação e Relações Públicas

I

Folha de Função

Aluno:

Gil Miguel da Silva Afonso

CRP – Nº 6468

Período de Estágio:

De 20-09-2010 a 20-12-2010

Instituição:

Jornal “O Benfica”, Sport Lisboa e Benfica

Estádio do Sport Lisboa e Benfica,

Avenida General Norton de Matos, 1500-313 Lisboa

Tutor na Organização:

Sónia Antunes, Chefe de Redacção. Licenciada em Comunicação Social

Orientador na Escola:

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II

Agradecimentos

À Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto da Guarda, particularmente aos professores do curso de Comunicação e Relações Públicas, e ao Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais.

Ao jornal “O BENFICA”, e a toda a sua equipa, pelo acolhimento, acompanhamento e sabedoria que me difundiram

À professora Maria João Costa, que sempre demonstrou disponibilidade e dedicação.

Aos meus pais por tudo o que me possibilitaram ao longo destes três anos e pelo apoio incondicional.

À Vânia pela ajuda e amizade ao longo de todo o estágio.

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III

Í

NDICE

Introdução ... 1

CAPÍTULO I - Jornal “O BENFICA” ... 1

1.Jornal “O BENFICA” ... 3

1.1.História ... 4 1.2.Missão ... 6 1.3. Visão ... 6 1.4.1 Redacção ... 6 1.4.2 Estrutura do jornal ... 10 1.4.3 Análise SWOT ... 12 CAPÍTULO II - ESTÁGIO ... 3 2.Estágio ... 16 2.1 Cronograma ... 17 2.2 Actividades realizadas ... 19 2.2.1 Recolha de informação ... 21 2.2.2 Tratamento de informação ... 22 2.2.2 Redacção de Conteúdos ... 23 2.2.2.1 Breves ... 23 2.2.2.2 Notícias ... 24 2.2.2.3 Entrevista ... 27

2.2.2.4 Colaboração no site www.slbenfica.pt ... 29

Reflexão Final... 30

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IV

Índice de Quadros

Quadro 1 - Evolução do Jornal "O Benfica. ... 5

Quadro 2 - Estrutura hierárquica do jornal "O Benfica" ... 9

Quadro 3 - Análise SWOT do jornal “O Benfica. ... 12

Quadro 4 - Cronograma de actividades ... 17

Índice de Imagens

Imagem 1 - Redacção do jornal “O Benfica” ... 7

Imagem 2 - Figura 1: Breve. Fonte: Jornal ... 24

Imagem 3 - Notícia de Rêguebi. ... 26

Imagem 4 - Excerto de entrevista ... 28

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1

I

NTRODUÇÃO

O jornalismo não era, pelo menos antes do estágio, uma área que me fascinasse particularmente, contudo, não podia, nem devia, passar ao lado da oportunidade de estagiar no jornal “O BENFICA”. O meu receio inicial, devido ao facto de não me sentir preparado para o trabalho de jornalista, facilmente se esfumou ao cabo de apenas duas semanas de estágio.

Ficou definido no plano de estágio elaborado pela tutora na instituição Sónia Antunes, chefe de redacção, que as minhas principais funções enquanto jornalista estagiário seriam a redacção de conteúdos para o jornal, a colaboração no site www.slbenfica.pt e prestar apoio aos meus colegas jornalistas. Todos estes pontos vão ser abordados neste relatório de estágio, dividido em dois capítulos, no primeiro vou apresentar o semanário “O Benfica”, começando pela sua história e evolução, e seguidamente uma caracterização mais profunda, passando pela redacção e respectiva estrutura hierárquica. Neste primeiro capítulo vou também explicar pormenorizadamente o modo de funcionamento do jornal, passando pelo modo como as tarefas são divididas até à estrutura do jornal. Seguidamente e para terminar vou aplicar a ferramenta da análise SWOT ao jornal, revelando e analisando os seus resultados.

No segundo capítulo, vou centrar-me no meu estágio, vou expor os meus objectivos, elaborados tendo em conta o plano de estágio e também as minhas metas pessoais, passando depois para uma breve descrição daquilo em que consistiu o mesmo. Por fim vou falar e analisar cada uma das actividades desenvolvidas enquanto jornalista estagiário, tudo isto com apoio da respectiva bibliografia.

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CAPÍTULO

I

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Comunicação e Relações Públicas 3

1. J

ORNAL

“O

BENFICA”

É um jornal desportivo, pertença do Sport Lisboa e Benfica. Tem como principal missão informar os sócios e adeptos do clube de tudo aquilo que acontece no Sport Lisboa e Benfica, não só a nível desportivo, mas também a nível institucional.

Sediado no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, em Lisboa, é o jornal desportivo mais antigo do país. Actualmente a tiragem é de 10.000 exemplares com periodicidade semanal, o que tanto funciona a favor como contra a publicação. A favor pesa o facto de os semanários serem mais livres que os diários nas escolhas das informações (…) o leitor não espera deles um panorama completo dos acontecimentos da semana, mas complementos e explicações acerca das notícias cujo interesse justifique que sejam conservadas (Gaillard: 1971).O jornal pode ser encontrado nas principais cidades do país, e também nos países de língua oficial portuguesa, todas as sextas feiras, sendo o custo do jornal de 0,75 €.

Na sua forma actual, que conta com 32 páginas, o jornal está dividido em várias secções, dando, obviamente, especial destaque à equipa de futebol do clube. Mas engana-se quem pensa que só de futebol vive “O Benfica”. As modalidades, como o Futsal, o Hóquei em Patins e o Basquetebol, gozam também de grande projecção, assim como a vertente cultural, a divulgação da história e as entrevistas exclusivas tanto a atletas, como a personalidades várias ligadas ao Benfica.

O site www.slbenfica.pt, é também da responsabilidade do jornal “O Benfica”, pois é também nesta redacção que são produzidos todos os conteúdos diários do site, existindo a tempo inteiro jornalistas que estão encarregues de manter o site actualizado com as últimas novidades.

É um jornal que serve sobretudo os interesses do Sport Lisboa e Benfica, e embora não seja considerado uma publicação institucional, tem como missão a defesa dos valores do Sport Lisboa e Benfica, a divulgação correcta da sua história, bem como a divulgação do próprio clube. Conta semanalmente com a colaboração de vários cronistas, na sua maioria personalidades ligadas directamente à vida do Sport Lisboa e Benfica.

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1.1. H

ISTÓRIA

À data da fundação do semanário, havia um grande descontentamento no universo benfiquista, pois as publicações existentes, de um certo modo, aproveitavam o nome da instituição para se promoverem. Perante tal injustiça, o Dr. José Magalhães Godinho, primeiro director do jornal, decidiu criar um jornal “do Benfica e para o Benfica”

O dia 28 de Novembro de 1942 ficou marcado pela primeira edição do jornal “O Benfica”, que inicialmente teve a designação de “Sport Lisboa e Benfica”, vindo depois a adoptar o actual nome. Apesar de não ser o primeiro órgão de comunicação oficial do Sport Lisboa e Benfica, a tarefa do recém-criado jornal não se avizinhava nada fácil, muito por culpa da reputação de que os seus rivais usufruíam.

Ultrapassando as dificuldades, o jornal assegurou a sua sobrevivência, ao mesmo tempo que conquistava os leitores afectos ao Sport Lisboa e Benfica. Durante dez anos a publicação contava apenas com quatro páginas, dedicadas a divulgar as próximas actividades, aos relatos dos acontecimentos desportivos, à divulgação da história e, por fim, à defesa dos interesses da instituição.

Em 1952 o número de páginas foi aumentado para seis e a primeira grande expansão aconteceu em 1968, para 12 páginas, altura em que o Sport Lisboa e Benfica conquistava excelentes resultados desportivos em Portugal e na Europa. Daqui para a frente foi sempre a crescer, e em 1982, o jornal “O Benfica”, sob a direcção de J.M. Boavida-Portugal, contava já com 20 páginas e com a responsabilidade de ser o principal meio de comunicação dedicado a defender os valores do Sport Lisboa e Benfica.

O pior veio na década de 90, quando o Sport Lisboa e Benfica viveu tempos de crise e de muitas dificuldades financeiras. Dificuldades que culminaram em 1999, quando, depois de 57 anos ininterruptos de publicação semanal, o principal meio de comunicação do clube foi reformulado e passou ao formato de revista mensal.

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Três anos passaram até 2002, altura da reactivação do jornal, no seu formato semanal, desta vez com a direcção a cargo de Adriano Cerqueira, tendo como principais objectivos a divulgação do clube e da sua história. Por fim, em 2009 a publicação assumiu os moldes actuais, com o cargo de director a pertencer a José Nuno Martins.

Quadro 1 - Evolução do Jornal "O Benfica"

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1.2. M

ISSÃO

Desde a sua fundação a missão deste órgão informativo pouco se alterou, constituiu-se como um jornal para os benfiquistas e ainda hoje é isso que o distingue. Para além da missão básica de relatar todos os acontecimentos desportivos, sociais ou culturais em que o clube esteve envolvido, sempre com rigor e profissionalismo, o jornal “O Benfica” tem ainda como missão:

- Divulgar o clube;

-Defender os interesses do Sport Lisboa e Benfica;

-Partilha da história do clube;

1.3.

V

ISÃO

Sendo o Sport Lisboa e Benfica uma das maiores instituições desportivas nacionais, que conta ainda com grande margem de crescimento, é um grande objectivo criar as condições necessárias para, a longo prazo, tornar o jornal “O Benfica” num diário desportivo nacional.

1.4. Caracterização

1.4.1 REDACÇÃO

O ambiente na sala de redacção é de cooperação e amizade, reinando uma informalidade e uma confiança mútua entre os chefes e os jovens repórteres. (Correia, Fernando, 1998). É assim o ambiente na redacção do jornal “O Benfica”, que está situada no estádio do Sport Lisboa e Benfica, porta 27, 2º piso, em Lisboa. É aqui que, diariamente, se pensa, se estrutura, e dividem tarefas diariamente entre jornalistas, paginadores, fotógrafos, revisão e administração.

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Imagem 1 - Redacção do jornal “O Benfica”

Fonte: Elaboração própria

Philippe Gaillard em O Jornalismo (1971:23) afirma que “a organização de um semanário não difere, pelo menos nas suas grandes linhas, da de um diário (…)”, ora o mesmo se passa no Jornal “O Benfica”.

Infelizmente o director, José Nuno Martins, devido a conflitos internos, não exerce a sua função. Durante os três meses de duração do estágio, nunca vi o director nas instalações do jornal. No entanto, em teoria, esse papel ainda lhe pertence. Na prática quem desempenha essas funções é Pedro Guerra, que faz parte do departamento de comunicação do clube, e que dirige na Benfica TV, o programa com o mesmo nome do jornal. As suas funções passam por decidir os temas de maior destaque, sobretudo quando se trata de entrevistas a personalidades, e em conjunto com os paginadores e a chefe de redacção, tecer algumas alterações à estrutura do jornal, quando a situação assim o exige.

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Comunicação e Relações Públicas 8

“O Chefe de Redacção é quem coordena o conjunto do trabalho a chefia distribui o espaço pelas diversas secções, decide das colaborações a solicitar, aceita ou rejeita os textos mais importantes, planeia a primeira página e o destaque a dar a cada tema” (Crato, Nuno, 1992). Logo a seguir na estrutura hierárquica do jornal encontra-se Sónia Antunes, minha tutora na instituição, e ao mesmo tempo jornalista e chefe de redacção. Mediante o cargo que ocupa é da sua responsabilidade planificar semanalmente o jornal, aconselhar os jornalistas, decidir o que é ou não notícia e estruturar o trabalho dos fotógrafos. Resumindo, é ela que supervisiona diariamente o trabalho na redacção.

“De acordo com o chefe de redacção, a secretaria deverá distribuir o serviço, marcar a agenda, controlar o parque automóvel e as deslocações dos repórteres, fornecer informações de apoio aos jornalistas ” (Crato, Nuno, 1992). Já o trabalho de secretariado é feito por Magda António, secretária do jornal “O Benfica”. É aqui que são tratadas as questões relacionadas com as credenciais para acesso a dias de jogo, o atendimento de telefonemas e o contacto com os leitores do jornal assim como com o resto da instituição,

Quanto a fotógrafos, paginadores e jornalistas existe uma grande interacção, uma vez que todos se orientam na mesma direcção. Para dar um exemplo prático, a primeira função de qualquer jornalista depois de receber o plano semanal é reunir-se com a área de paginação para elaborar o layout da página. A partir daqui o jornalista fica a conhecer o número de caracteres de que dispõe, o tamanho da fotografia e o espaço destinado às imprescindíveis fichas de jogo semanais de todas as modalidades do clube.

Depois disto estão reunidas todas as condições para o jornalista começar o seu trabalho, que só fica finalizado, depois de a página ser vista e revista pelo revisor do jornal. A página é considerada “fechada”, quando o revisor faz a contraprova final e o jornalista concorda com todas as emendas feitas, entretanto, à página.

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Quadro 2 - Estrutura hierárquica do jornal "O Benfica"

Fonte: Elaboração própria

É também de referir, que os conteúdos para a página www.slbenfica.pt, também são produzidos pela redacção. Para este efeito têm dois jornalistas cuja principal missão manter o site actualizado diariamente. No entanto, quando necessário, esta função é também distribuída por outros jornalistas, consoante o volume de trabalho existente.

Outra das particularidades do jornal é o facto de trabalhar em proximidade com a redacção da Benfica TV, o que permite alguma partilha de recursos humanos e de informação. Como tal, existem vários jornalistas da Benfica TV que, ocasionalmente, trabalham para o jornal, assim como existem muitos jornalistas de “O Benfica” que colaboram com a Benfica TV.

Director José Nuno Martins

Revisão Adriano Coelho Paginação Luísa Araújo Paulo Fraga Jornalistas A P. Vicente Alberto Mingéns Afonso de Melo Barbara Alves Frederico C. Branco Gil Afonso J.P. Verças L.P. Ribeiro Marco Rebelo Marta Grácio M. Jorge N.A. Saraiva Pedro Castelo Pedro Valido Ricardo Soares R.M. Mendes Fotografia Gualter Fatia Isabel Cutileiro Secretariado Magda António Colaboradores António Melo António Rola João Diogo João Malheiro J.P. Guerra J.A. Pinheiro J.J. Letria Luís Fialho Luís Lemos M.A. Carvalho Chefe de Redacção Sónia Antunes

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1.4.2 ESTRUTURA DO JORNAL

Como jornal desportivo, “O Benfica” dedica grande parte das suas 32 páginas ao futebol e às modalidades do Sport Lisboa e Benfica, sobretudo ao futsal, andebol, basquetebol, voleibol e hóquei em patins. Embora grande parte do jornal seja preenchido por isto, usualmente, constam também nas páginas do jornal entrevistas a atletas, dirigentes ou personalidades ligadas à vida do clube, que por norma ocupam as páginas centrais do jornal. Também presente está a divulgação da história, e a secção “Tome Nota”, onde constam todas as actividades desportivas ou eventos no qual o Sport Lisboa e Benfica está representado. Posto isto, a estrutura do jornal, salvo algumas excepções, é feita da seguinte maneira:

- Actualidade; -Futebol; -Diário; -Futebol formação; -Modalidades; -“Tome Nota”, -História;

Dentro do espaço dedicado ao futebol e às restantes modalidades podemos encontrar fichas de jogo, crónicas dos jogos, antevisões, análises ou ainda declarações dos intervenientes. Não menos importantes são as crónicas que se podem encontrar numa coluna, do lado direito de cada página ímpar do semanário, crónicas estas que são assinadas por várias personalidades distintas, entre actores, escritores ou profissionais de comunicação, todas elas ligadas ao universo do Sport Lisboa e Benfica. Estas colunas, segundo Luiz Amaral (1971:95), são uma espécie de áreas privativas com regulamento próprio, onde se misturam em intimidade, sobre assuntos gerais ou temas específicos, notícia e comentário, entrevista e interpretação, humorismo e gravidade, tudo em textos curtos, em forma de pílulas, e com certa liberdade de expressão.

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Na vertente da história, assinada por Alberto Miguéns, pode ler-se sobre atletas, deslocações, jogos ou conquistas do clube, tudo com o rigor de um dos maiores investigadores da história do clube. Quanto à página “Diário”, também assinada por Alberto Miguéns, é dedicada aos próximos compromissos do clube, no entanto também pode ser dedicada a acontecimentos marcantes da actualidade, tudo apoiado em factos ou estatísticas para provar todos os pontos abordados.

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1.4.3 ANÁLISE SWOT

A análise SWOT, ferramenta utilizada no marketing, tem como objectivo examinar uma empresa e definir quais são os factores que directa, ou indirectamente, interferem no seu funcionamento. A sigla, SWOT, representa a primeira letra de cada uma das palavras

Strengths, Weakenesses, Opportunities e Threats (Forças, Fraquezas, Oportunidades e

Ameaças). As duas primeiras estão relacionadas com factores internos, enquanto que as duas últimas estão relacionadas com factores externos.

Aplicando esta ferramenta ao jornal “O Benfica”, este é o resultado obtido:

Quadro 3 - Análise SWOT do jornal “O Benfica”

Fonte: Elaboração própria

Fontes de informação privilegiadas Longevidade da publicação

Fidelização dos leitores Sustentabilidade financeira

Pouca tiragem Periodicidade Falta de meios logísticos

Passar a diário

Constante expansão do clube Conquista de novos leitores

Forte concorrência

Dependência dos sucessos desportivos

Pontos Fortes

Pontos Fracos

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Sendo um meio de comunicação, que é pertença da instituição, é óbvio que dispõe de fontes de informação seguras, do mesmo modo que o acesso a essas fontes de informação é bem mais fácil aqui, do que nos jornais da concorrência (jornal “A Bola” e jornal “Record”). Depois a sua longevidade, recordo que conta com 68 anos de existência, é sem duvida prova de que mesmo nos momentos difíceis, e apesar da sua relativamente pequena dimensão, quando comparada à concorrência directa, o jornal “O Benfica” consegue expandir-se e reinventar-se mediante as necessidades de mercado actuais.

Contudo a base do jornal são mesmo os leitores, que na sua maioria são leitores assíduos da publicação desde há muitos anos, sobretudo através de assinaturas anuais, que por sua vez são essenciais para a sustentabilidade financeira do jornal, que apresenta regularmente lucros nos relatórios de contas anuais.

Relativamente aos pontos fracos, a tiragem de apenas 10.000 exemplares dificulta o acesso ao jornal, uma vez que só é possível encontrar o jornal nas cidades mais importantes do país. A periodicidade é também encarada como um ponto fraco, já que a instituição gera um grande volume de notícias diárias, facto que poderia ser melhor aproveitado, sobretudo devido ao período de validade de uma notícia, pois muitas vezes quando a notícia é publicada no “O Benfica”, não é propriamente uma novidade.

No âmbito externo, mais concretamente no âmbito das oportunidades, começo pelo que parece ser uma aposta de futuro, refiro-me à transformação de um jornal semanário para um jornal diário. É algo que está a ser estudado, e que caso venha a ser posto em prática vai trazer mais reconhecimento e visibilidade ao jornal. Contudo vai também significar um forte investimento, que não se sabe se pode trazer retorno tendo em conta que é já um mercado muito preenchido.

A expansão do clube, internacionalmente, é sem dúvida algo que “O Benfica” não pode deixar passar ao lado, pois mais adeptos significa mais leitores, que por sua vez significa mais vendas. É, claramente, uma vantagem sobre a concorrência directa, que tem dificuldades em atingir mais público.

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Por fim, as ameaças: a primeira é a concorrência directa dos jornais diários desportivos, “A Bola”, “Record” e “O Jogo”, que apostam no nome do Sport Lisboa e Benfica para aumentar as vendas. O factor desportivo é outro facto que oscila tanto a favor como contra o jornal, já que está provado que em períodos de pouco sucesso desportivo, as vendas do jornal tendem a sofrer uma quebra.

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CAPÍTULO

II

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Comunicação e Relações Públicas 16

2.E

STÁGIO

Antes do início do estágio fui chamado para uma entrevista no estádio do Sport Lisboa e Benfica, em Março de 2010. Essa entrevista foi solicitada pelo coordenador de informação da Benfica TV, Luís Filipe, foi aí que se acertou o estágio no jornal “O Benfica", e foi também nessa altura que visitei pela primeira vez as instalações do jornal.

Ficaram então acordadas as datas de início e fim de estágio, assim como o meu papel ao serviço da instituição. Nessa mesma altura, tive a oportunidade de visitar ainda a redacção da Benfica TV e do jornal “O Benfica”. Todavia, foi no primeiro dia de estágio, que em conversa informal com Sónia Antunes, minha tutora na instituição, fiquei a conhecer a política do jornal e, de um modo sucinto, a esfera dentro da qual estava inserida a publicação.

A partir deste ponto delineei vários objectivos a cumprir até ao término do estágio: - Conhecer a política do jornal;

-Compreender o funcionamento do jornal; -Integrar-me na rotina do jornal;

-Aperfeiçoar o meu trabalho; -Fazer parte activa da equipa;

Todos os objectivos referidos foram alcançados, e em alguns pontos superei as minhas expectativas, tal foi a forma como me enquadrei na equipa. Claro que as duas primeiras semanas de estágio de 20/09/2010 até 5/10/2010 foram de integração e sobretudo de adquirir conhecimentos, contando com o auxílio da minha tutora e dos meus colegas.

O jornal “O Benfica” está nas bancas todas as sextas-feiras. Contudo, o jornal é impresso dois dias antes. Por isso, o dia de fecho de cada edição é usualmente terça-feira. Contudo existem excepções, pois em períodos de grande actividade desportiva, a edição fecha quarta-feira. Procura-se com isto levar a informação actualizada aos leitores.

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As tarefas são distribuídas sempre no dia seguinte ao fecho de edição, através da “Estrutura do jornal”, que é da responsabilidade da chefe de redacção, Sónia Antunes. (vide anexo II)

2.1

C

RONOGRAMA

Actividades Setembro Outubro Novembro Dezembro

Recolher informação O O O

Tratar informação O O O O

Redigir breves O O

Redigir notícias O O O

Redigir entrevistas O O O

Colaborar com o site O

Quadro 4 - Cronograma de actividades

Fonte: Elaboração própria

Como se pode ver, as minhas principais actividades durante o período de estágio consistiram em recolher e tratar informação, redigir notícias e também algumas breves. A entrevista e a colaboração no site www.slbenfica.pt foi algo que comecei a desempenhar, ainda que mais esporadicamente, na segunda metade do estágio.

Durante o primeiro mês de estágio, o meu trabalho incidiu ,sobretudo, na redacção de breves, e de algumas pequenas notícias. No entanto, com o avanço do estágio, foi depositada mais confiança no meu trabalho, passei a ser o jornalista encarregue de acompanhar, durante a minha permanência na instituição, as equipas de futsal e râguebi do Sport Lisboa e Benfica.

Quer isto dizer que qualquer assunto relativo a estas duas modalidades era tratado comigo, as páginas dedicadas a estas duas modalidades eram exclusivamente da minha responsabilidade, sendo eu o responsável por toda a estrutura das mesmas, situação que se manteve até ao último dia do estágio.

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Mais tarde tive oportunidade de realizar várias entrevistas. Uma delas mereceu destaque por parte da Benfica TV (vide anexo XVII) bem como de colaborar algumas vezes no site www.slbenfica.pt (vide anexo XVII). De referir ainda que, em alguns trabalhos, tive

uma interacção próxima com o departamento de marketing do Sport Lisboa e Benfica, o que permitiu observar o seu funcionamento.

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2.2

A

CTIVIDADES REALIZADAS

Como jornalista desportivo a minha tarefa não passava só por informar, mas também por acompanhar, como explica Gaillard, Philippe (1990:60) “Seguem a evolução dos casos que vão surgindo (…) cada vez que lhes pareça útil, mesmo que não se tenha dado qual facto importante fazem (…) o balanço da actividade desportiva de um clube. Há assim para estes jornalistas um trabalho constante de busca de informações (…) ”. Para Luiz Amaral em Jornalismo, Matéria de Primeira Página (1986:29) “o jornalista é o homem que faz a notícia; que a descobre, apura, escreve e divulga seca, comentada ou interpretada”.

No jornal “O Benfica” é considerado notícia, numa perspectiva geral, tudo o que envolva a instituição Sport Lisboa e Benfica desde o futebol, às modalidades, eventos sociais, ou comerciais, ou ainda eventos institucionais. Claro que tudo isto tem que obedecer aos critérios de actualidade e interesse para o público, caso contrário acaba por se tornar obsoleto. Apesar disto os critérios para a escolha de uma notícia num semanário são ligeiramente diferentes. Uma vez que o critério de actualidade não é o mesmo do que num jornal diário, aqui conta mais o interesse da notícia, mesmo que ela já tenha vários dias, pode continuar a ser actual, e ainda existe a vantagem de acrescentar novos factos à mesma

Nas diversas fases da sua actividade (recolha, selecção, elaboração e edição de informação), a acção mediadora do jornalista exerce-se no contexto de diversos factores constitutivos de uma rede complexa de condicionalismos e constrangimentos (…) que fazem com que as notícias tenham um determinado conteúdo e uma determinada forma (...) (Correia, Fernando; 1998).

Cada redacção tem o seu ambiente, as suas particularidades e as suas rotinas, tudo isso contribui para a forma final das notícias, das crónicas, dos artigos de opinião, enfim, de todo o jornal. O primeiro ponto a esclarecer é que o jornal “O Benfica”, obviamente, tinha a política de não denegrir a imagem da instituição seja em qualquer circunstância, lembro que um dos valores do jornal é o de defender os interesses da instituição. Como tal, em cada linha que escrevi tive o cuidado salvaguardar de este ponto, e mesmo nas horas das derrotas desportivas, fossem elas grandes, ou pequenas, havia que ponderar as palavras, mesmo que estas não correspondessem à nossa opinião pessoal.

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Ao longo dos três meses de duração do estágio curricular a minha principal e praticamente única função foi a de jornalista, função para a qual estava pouco preparado uma vez que não frequentei a unidade curricular de Jornalismo Contemporâneo, leccionada no 2º ano da licenciatura de Comunicação e Relações Públicas. Contudo, tive a oportunidade de em algumas unidades curriculares, como Relações Públicas e Comunicação Social, Comunicação e Media, Técnicas de Expressão Oral e Escrita I e II e Deontologia da Comunicação, adquirir conhecimentos que melhor me permitiram desenvolver o meu trabalho ao longo do processo de estágio.

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2.2.1 RECOLHA DE INFORMAÇÃO

“A colecta de informações seguras e amplas a respeito dos acontecimentos mais importantes, a todo o tempo, é, assim, parte essencial da actividade jornalística” (Magalhães, Manuel; 1979).

Antes de escrever sobre qualquer assunto, seja para uma breve, para uma notícia ou para redigir uma entrevista, o meu primeiro passo era procurar material e investigar o assunto em causa. Dependendo do assunto em causa a informação, essa, podia ser fácil ou difícil de obter, no caso das modalidades quase toda o fluxo provinha da respectiva secção, pelo que através de telefonemas diários, era possível juntar toda a informação para depois ser tratada.

Um outro meio importante da chegada de informação eram os comunicados de imprensa das respectivas secções ou até empresas a divulgar eventos. Estes comunicados chegavam à secretaria da redacção por meio de fax, ou de email e eram facultados à chefe de redacção, que por sua vez encarregava um jornalista de tratar o assunto.

O Centro de Documentação e Informação era também um ponto importante de recolha de informação. Este departamento é a base do futuro museu do clube e destina-se a guardar todas as informações relacionadas com o clube, desde a sua fundação. É também o local onde estão guardadas todas as edições do jornal “O Benfica”, disponíveis para consulta.

Outra das vertentes desta actividade era marcar presença nos eventos e, aí, falar pessoalmente com os intervenientes facilitava muito a tarefa, era meu hábito, e também um pouco minha obrigação assistir a todos os jogos da equipa de futsal e de râguebi, (na área reservada aos jornalistas, e munido da respectiva acreditação) o que me colocava no centro dos acontecimentos e possibilitava o contacto com profissionais do ramo.

Também aqui havia uma interacção bastante grande com a Benfica TV, uma vez que era usual deslocar-me à sua redacção para recolher declarações, ou apurar junto dos jornalistas informações ou fontes de informação, sobre determinado assunto.

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2.2.2 TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO

Findo o primeiro ponto, havia que processar tudo aquilo de que dispunha, e seleccionar aquilo que realmente era necessário. Segundo Jacques Deschepper em Saber Comunicar com os Jornalistas da Imprensa, Rádio e Televisão (1990:17), “a missão dos jornalistas é recolher e divulgar todas as informações susceptíveis de interessar aos seus leitores (…) compete aos jornalistas verificar o grau de importância das informações, não somente em função do sector e da rubrica de que estejam encarregados, mas também do tipo de imprensa para o qual trabalham”.

Este tratamento era feito mediante o tipo de notícia que tinha em mãos, e do espaço que dispunha na página. O primeiro passo era separar aquilo que considerava notícia, ou facto importante, de tudo o resto e, obviamente, apurar a veracidade da mesma, investigando junto da respectiva fonte. Por vezes era necessário completar a notícia com declarações e até adicionar novos factos, algo que me permitiu fazer um trabalho de investigação e que com o passar do tempo acabou por me proporcionar uma melhor relação com as fontes de informação. O passo seguinte era um processo de escolha, pois de entre toda a informação havia sempre que retirar partes, sobretudo por falta de espaço, mas também por alguns factos que não eram necessários, ou supérfluos para o conteúdo final do trabalho.

Outro dos critérios para tratar a informação era a política do jornal, uma vez que todos os conteúdos tinham de obedecer à política do jornal, sem nunca deixaram de referir a verdade, como de resto está presente no Código Deontológico dos Jornalistas.

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2.2.2 REDACÇÃO DE CONTEÚDOS

2.2.2.1BREVES

Nuno Crato (1992:140) descreve uma breve como uma pequena informação onde não existe título, e onde a notícia é muito curta que é dada quando a importância do assunto ou as informações existentes sobre o mesmo não merecem mais do que uma pequena referência. É também fácil de elaborar e requer pouca investigação, por isso torna-se ideal para um começo no mundo jornalístico.

Sem experiência, obviamente comecei pelo mais simples, a redacção de breves. Usualmente a informação para breves chegava através de pequenos comunicados que apenas tinham espaço para uma curta referência. Segui os conselhos da minha orientadora, quando no meu primeiro dia de estágio fui encarregado de redigir algumas breves: no que respeita ao tamanho, não deviam exceder 500 caracteres, incluindo espaços, e revelar apenas informação essencial, cortando nos pormenores. Quanto à escrita esta deve ser simples e sucinta. Tendo em conta que o objectivo de uma breve e de uma notícia é em muito semelhante, a principal diferença é que uma breve se restringe a informar o essencial.

Não existindo uma secção, ou um espaço previamente destinado a estas notícias, elas aparecem um pouco por todo o jornal, e são sobretudo utilizadas para noticiar eventos das modalidades com pouca expressão, como o ténis de mesa ou a pesca desportiva, para divulgar eventos sociais relacionados com o clube, ou também para divulgar lançamentos de produtos da marca Benfica.

À medida que o meu trabalho melhorava, este tipo de notícia praticamente deixou de fazer parte das minhas funções, pois a minha entrada para o jornal permitiu libertar a chefe de redacção, uma vez que grande parte do seu trabalho como jornalista passou para mim, facto que encaro como uma prova de confiança.

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Imagem 2 - Figura 1: Breve

Fonte: Jornal “O Benfica”; Edição nº3466

Nesta breve, que é um exemplo de um lançamento de um produto de marketing do Sport Lisboa e Benfica, redigi um texto claro e conciso. Explicando o produto e falando um pouco da acção de lançamento, bem como das personalidades aí presentes, concluí utilizando algumas declarações que permitiram acrescentar alguns pontos de vista à notícia. Quanto ao título que também é da minha responsabilidade optei por usar parte do nome do produto, pois concluí que era de fácil associação com o mesmo.

2.2.2.2NOTÍCIAS

A redacção de notícias foi a actividade que mais desenvolvi durante o período de estágio. Passada a minha adaptação inicial, a chefe de redacção delegou outras responsabilidades, que incluíam ser responsável por todos os conteúdos noticiosos sobre duas modalidades, futsal e râguebi. Facto que ditou um volume de trabalho muito maior, e diário, e

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ainda a possibilidade de acompanhar jogos, de atender conferências de imprensa, fazer entrevistas e colocar-me na posição de recolher pessoalmente grande parte da informação.

Mas, o que é afinal a notícia? Nuno Crato (1992:138) descreva-a como “o relato, apropriado à difusão por intermédio dos meios de comunicação social, de factos verídicos actuais, de significado social e interesse para o público.” É, também na minha opinião, isto que deve ser a notícia, um relato de um facto ou acontecimento verdadeiro com interesse para o público, neste caso em particular para os leitores do jornal “O Benfica”.

A grande maioria das notícias que redigi tratava acontecimentos desportivos, sobretudo jogos de futsal ou râguebi. Eram por isso um relato, verdadeiro, do acontecimento, onde da melhor maneira possível tentava transmitir ao leitor as principais incidências do jogo, os seus intervenientes, a hora e o local, e ainda proporcionar um ponto de vista pessoal com a recolha de declarações, quer de jogadores quer de treinadores. Para alcançar tudo isto, a base era a investigação de dados, já que um bom jornalista tem que estar bastante bem informado. Assim eu procurava diariamente através de fontes internas, colegas ou até com a leitura dos jornais diários, conseguir novas informações que me permitissem completar a notícia.

Depois de conseguir todas as informações, iniciava o processo de escrita, onde procurava usar linguagem simples, com poucos termos técnicos, frases curtas e directas e claro, rechear com o máximo de informação cada palavra que escrevia. A minha tarefa não estava concluída sem antes escolher o título, o lead, as fotografias, e respectivas legendas, e também de elaborar a respectiva parte gráfica, que incluía fichas de jogo, tabela classificativa, resultados da jornada desportiva actual e os jogos da jornada seguinte bem como as suas datas.

Contudo, tive ocasionalmente a meu cargo algumas antevisões relacionadas com futebol. Ora este tipo de notícia não trata de relatar um acontecimento, pelo contrário, trata de projectar o acontecimento. Aqui procurava mais fornecer factos históricos, fazer um balanço da actual forma das duas equipas, e dar também um cunho pessoal, fazendo uma previsão do favorito à vitória, argumentando com alguns factos. Outra preocupação era também dar a conhecer ao leitor a equipa adversária, através de uma breve apresentação do modo de jogo, dos atletas, do treinador e da sua actual classificação no campeonato de futebol.

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Imagem 3 - Notícia de Râguebi

Fonte: Jornal "O Benfica"; Edição nº3469

Aqui está um pequeno exemplo de uma notícia elaborada por mim. Como se pode observar, estão presentes as fichas de jogo, o antetítulo, o título, lead, corpo do texto e a legenda da fotografia, tudo isto foi redigido por mim, inclusive as fichas de jogo, como de resto aconteceu em todas as notícias de género desportivo. Em conjunto com um dos fotógrafos do jornal, também procedi à escolha da fotografia mais apropriada para a notícia. Para finalizar, toda a página era da inteira responsabilidade do jornalista que dela estava encarregue. A página era “fechada” depois de vista, revista e contraprovada pelo revisor do jornal.

Este tipo de notícias acabou por ser a actividade que mais desenvolvi e trabalhei durante o estágio, sendo que, com a minha evolução também os meus trabalhos passaram a ser bastante maiores, ocupando regularmente toda a página.

Não deixo de encarar isso como uma prova de confiança nas minhas capacidades, uma vez que com o passar do tempo a minha escrita evoluiu bem, como as minhas capacidades de recolher e tratar informação, já que no último mês de estágio consegui fazer parte activa da equipa, não sendo visto como um estagiário mas sim como um jornalista, facto que me deixou bastante satisfeito.

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2.2.2.3ENTREVISTA

A entrevista foi também outra das minhas actividades enquanto jornalista estagiário. Embora menos habitual, este trabalho era dos meus preferidos. A entrevista é um género jornalístico com base num relato de afirmações obtidas através de perguntas e conduzidas por um jornalista (1992:141), e pode ser feito na base de pergunta e resposta, ou então na base de uma conversa mais informal, onde o jornalista vai tirando informação de que necessita.

O primeiro passo a dar nestas situações é recolher informação útil sobre o assunto a tratar na entrevista. O jornalista tem que estar muito bem preparado para saber aquilo que vai perguntar e também, muito importante, como o vai perguntar. Porém, o jornalista tem, por vezes que mudar o rumo da resposta do entrevistado, pois é usual haver respostas evasivas ou ainda respostas que nada têm a ver com as perguntas, facto com que me deparei em alguns dos meus trabalhos nesta área.

Antes de qualquer entrevista elaborava um plano com as perguntas que memorizava, fazia sempre perguntas curtas e claras, e procurava nunca deixar fugir o controlo sobre a entrevista, pois se tal se verificasse a entrevista tornava-se oca, sem informação. Existem também algumas perguntas que são difíceis de ser feitas, sobretudo quando se trata de assuntos delicados, por isso, segui o conselho da minha tutora, em relação ao tom da voz, e ao modo como fazia a questão. Tudo isto porque o jornal “O Benfica” sendo encarado como um jornal “da casa”, tratava sempre estes assuntos com bastante delicadeza.

O melhor trabalho que tive neste género, que também foi provavelmente o meu melhor trabalho ao longo do estágio, foi a entrevista ao capitão da equipa de futsal do Sport Lisboa e Benfica, Pedro Costa. Esta entrevista, que teve destaque na Benfica TV, exigiu uma grande preparação da minha parte, teve como função fazer um balanço da época até à data, e projectar os próximos confrontos da equipa.

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Depois da entrevista propriamente dita, seguia-se o processo de transcrição da mesma, e aqui tinha a oportunidade de seleccionar a informação, e ao transcrever a entrevista era frequente alterar a linguagem, para esta se aproximar mais do estilo jornalístico, mas claro que sempre tive o cuidado de não alterar ou tirar de contexto as repostas do meu entrevistado.

Imagem 4 - Excerto de entrevista

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2.2.2.4COLABORAÇÃO NO SITE WWW.SLBENFICA.PT

Esta actividade não era uma das minhas prioridades. Aliás a minha missão era prestar apoio ao site e, como tal, estas funções eram desempenhadas esporadicamente mediante a minha disponibilidade e o volume de trabalho a cargo dos dois responsáveis por este sector. Aqui o tipo de escrita era um pouco diferente, dependendo do tamanho da notícia, podia escrever como de uma breve se tratasse ou também podia escrever com um estilo mais próximo de uma notícia. Uma dificuldade nesta actividade é que o texto era propenso a ser repetido, já que nestas notícias tinha muitas vezes que citar frases. Contudo era um trabalho relativamente fácil, pois praticamente não era necessário recolher informação, apenas fazer uma selecção da mesma.

Imagem 5 - Notícia para o site

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R

EFLEXÃO

F

INAL

Para começar, e na minha opinião, o meu período de estágio foi recheado de aprendizagem e de trabalho, de dificuldades e de conquistas. Comecei por aperceber-me da discrepância entre o mundo do trabalho e o mundo académico, facto que me causou alguma estranheza, apesar de estar minimamente preparado para isso, não posso deixar de o referir isso e constatar que é urgente uma maior aproximação entre estes dois mundos, sobretudo entre a teoria do académico e a prática do mundo real.

Concentrando-me agora no estágio, foi, sem dúvida, uma experiência marcante no meu percurso quer pessoal quer profissional, pois tive a oportunidade de trabalhar diariamente num clube do qual sou adepto e sócio, e proporcionou-me a oportunidade de residir em Lisboa durante três meses. Consegui ao mesmo tempo fazer parte de uma equipa activa de jornalistas e profissionais na área da comunicação, bem como conquistar o meu lugar na redacção do jornal “O Benfica”. Prova disso são os meus trabalhos disponíveis em anexo na sua íntegra.

Todas os objectivos presentes no plano de estágio, elaborado pela minha tutora na instituição, Sónia Antunes, foram alcançados e atrevo-me a dizer, até superados, pois considero que o meu trabalho foi reconhecido e respeitado por todos na redacção do jornal.

Não posso deixar de referir o apoio de todos os meus colegas, que dada a minha inexperiência na área sempre se prontificaram a ajudar-me, facto que contribuiu para uma melhor adaptação da minha parte ao meio. Tenho, ao mesmo tempo, consciência de que ainda muito ficou por aprender, e espero num futuro próximo ter a possibilidade de continuar a evoluir no mundo do jornalismo.

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BIBLIOGRAFIA

Amaral, Luiz (1986), Jornalismo, Matéria de Primeira Página. (4º ed.). Rio de Janeiro : Tempo Brasileiro

Correia, Fernando (1998). Os jornalistas e as noticias (1ª ed). Lisboa : Caminho.

Crato, Nuno (1992). Comunicação Social, A imprensa, Iniciação ao jornalismo. (4ª ed.). Lisboa: Editorial Presença

Deschepper, Jacques (1990). Saber Comunicar com os Jornalistas da Imprensa, Rádio e

Televisão (1ª ed). Edition Eyrolle

Faustino, Paulo (2004), A Imprensa em Portugal, Transformações e Tendências (1ª ed). Lisboa: MediaXXI

Gaillard, Philippe (1971), O Jornalismo (ed. nº1078/1909). Lisboa: Publicações Europa-América

Gomes, Rui (2009), A Importância da Internet para Jornalistas e Fontes (1ª ed). Lisboa: Livros Horizonte

Flecther, John (1991), Técnicas de Entrevista, da selecção de pessoal à comunicação na

empresa (1ªed.). Lisboa: Editorial Presença

Magalhães, Manoel Vilela de (1979). Produção e Difusão da Noticia. (1º ed,). São Paulo: Editora Atlas S.A.

Mendes, José Vieira (1991). Marketing, Patrocínio e Mecenato (1ª ed.). Lisboa: Texto Editora

Moisés, Massaud (1961). Guia Prático de Redacção (1º ed ). São Paulo: Cultrix

Nascimento, Zacarias; Pinto, José (2001). A dinâmica da escrita (como escrever um texto). 1º Ed. Lisboa: Planalto Editora.

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Relatório de Estágio

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Listagem de Anexos

Anexo I

Plano de Estágio

Anexo II

Estrutura do jornal “O Benfica

Anexo III

Conteúdos para a edição nº 3465 de 24/09/2010

Anexo IV

Conteúdos para edição nº 3466 de 01/10/2010

Anexo V

Conteúdos para a edição nº 3467 de 08/10/201

Anexo VI

Conteúdos para a edição nº 3468 de 15/10/2010

Anexo VII

Conteúdos para a edição nº 3469 de 22/10/2010

Anexo VIII

Conteúdos para a edição nº 3470 de 29/10/2010

Anexo IX

Conteúdos para a edição nº 3471 de 05/11/2010

Anexo X

Conteúdos para a edição nº 3472 de 12/11/2010

Anexo XI

Conteúdos para a edição nº 3473 de 19/11/2010

Anexo XII

Conteúdos para a edição nº 3474 de 26/11/2010

Anexo XIII

Conteúdos para a edição nº 3475 de 03/12/2010

Anexo XIV

Conteúdos para a edição nº 3476 de 10/12/2010

Anexo XV

Conteúdos para a edição nº 3477 de 17/12/2010

Anexo XVI

Conteúdos para a edição nº 3478 de 24/12/2010

Anexo XVII

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Anexo I

(41)
(42)

Anexo II

(43)
(44)

Anexo III

Conteúdos para a edição nº 3465 de

(45)
(46)
(47)

Anexo IV

Conteúdos para edição nº 3466 de

01/10/2010

(48)
(49)
(50)
(51)
(52)

Anexo V

Conteúdos para a edição nº 3467 de

08/10/201

(53)
(54)
(55)

Anexo VI

Conteúdos para a edição nº 3468 de

15/10/2010

(56)
(57)

Anexo VII

Conteúdos para a edição nº 3469 de

22/10/2010

(58)
(59)
(60)
(61)

Anexo VIII

Conteúdos para a edição nº 3470 de

29/10/2010

(62)
(63)

Anexo IX

Conteúdos para a edição nº 3471 de

05/11/2010

(64)
(65)
(66)

Anexo X

Conteúdos para a edição nº 3472 de

12/11/2010

(67)
(68)
(69)

Anexo XI

Conteúdos para a edição nº 3473 de

19/11/2010

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(71)
(72)
(73)

Anexo XII

Conteúdos para a edição nº 3474 de

26/11/2010

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(75)
(76)
(77)

Anexo XIII

Conteúdos para a edição nº 3475 de

03/12/2010

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(79)
(80)
(81)

Anexo XIV

Conteúdos para a edição nº 3476 de

10/12/2010

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(83)
(84)

Anexo XV

Conteúdos para a edição nº 3477 de

17/12/2010

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(86)
(87)
(88)

Anexo XVI

Conteúdos para a edição nº 3478 de

24/12/2010

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(91)
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Anexo XVII

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Referências

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