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VIDRO

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Academic year: 2021

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Evandro Claudino de Queiroga CURSO SUPERIOR DESIGN DE INTERIORES

DISCIPLINA: MATERIAIS

VIDRO

Vidro é um material transparente ou translúcido, liso e brilhante, duro e frágil. Obtido pela mistura de sílica com menor proporção de álcali, à qual se acrescenta cal ou outro agente endurecedor e redutor da temperatura de fusão.

Além da transparência, caracteriza-se pela isotropia.

As substâncias minerais que compõem o vidro fundem-se a altas temperaturas e não se cristalizam ao solidificar-se. Ao se resfriarem, mantêm o estado amorfo próprio dos líquidos, mas, à medida que sua viscosidade se eleva, adquirem as propriedades comuns aos sólidos. Por essas propriedades o vidro costuma ser definido como um “líquido supercongelado“ ou ainda como substância representativa de uma fase intermediária entre o estado líquido e o sólido, ou cristalino.

Composição

Os ingredientes básicos na composição do vidro são a sílica ou óxido de silício, obtida principalmente da areia branca pura, e álcalis. A adição de outros elementos químicos à sílica, à soda, à potassa e à cal aumenta enormemente a variedade de tipos de vidros. Os vidros coloridos se obtêm com a adição de manganês, cobalto, ferro, níquel, antimônio e outros componentes metálicos.

Classificação

Quanto ao processo de fabricação:  vidro float

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Quanto ao tipo:

 vidro recozido ( comum)  vidros de segurança:  temperado  aramado  laminado  craquelado  simples  múltiplo  tratado. Quanto à transparência:

 chapa de vidro transparência;  chapa de vidro translúcido;  chapa de vidro opaco.

Quanto ao acabamento das superfícies:  chapa de vidro esmaltado;  chapa de vidro espelhado;  chapa de vidro fosco;  chapa de vidro serigrafado;

 chapa de vidro impresso ( fantasia). Quanto à coloração:

 chapa de vidro incolor;  chapa de vidro colorido. Quanto à colocação em moveis:

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Evandro Claudino de Queiroga 1. Colocação em caixilhos: - quanto ao material:  Madeira;  Metal;  Plástico. - quanto à posição:  verticais;  horizontais;  inclinados;  mistos. 2. Instalação autoportante. 3. Instalação mista. Definições importantes

Aresta – interseção entre a borda e uma das faces da chapa de vidro. Borda – superfície da chapa de vidro que a limita, unindo as duas faces.

Destaque – ato que permite separar as partes na operação de corte de uma chapa de vidro, após sua superfície ter sido riscada por um instrumento de corte.

Laboração – acabamento das bordas e/ou superfícies da chapa de vidro.

DEFEITOS

Defeitos comuns a todos os tipos de vidros:

 Abrasão

 Aderência

 Bolha

 Empenamento

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 Falhas de laboração

 Fora de cor

 Trinca

 Risco

Defeitos de vidro de segurança laminado

 Bolhas;

 Defasagem;

 Delaminação;

 Falta de PVB;

 Impressão digital;

 Inclusão de corpos estranhos;

 Mácula oleosa;  PVB dobrado.

Acabamento de bordas

 corte limpo  lapidado chanfrado;  lapidado redondo;  bisotê;  duplo bisotê.

O corte limpo, por norma, só é permitido com bordas não-aparentes na sua aplicação final.

O vidro de segurança temperado não pode sofrer recortes, perfurações ou lapidações, salvo polimento leve, inferior a 0,3 mm de profundidade.

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Evandro Claudino de Queiroga

Tampos para mesa

Norma NBR 14488/2000

Trata esta norma da aplicação de vidro plano maior que 0,02 m², utilizado na composição de mesas.

Estrutura da mesa

A estrutura da mesa deve ser projetada de forma a atender aos requisitos da norma de produção de móveis e sustentar fisicamente o tampo sem oferecer riscos de injúria mecânica aos seus usuários.

A densidade do vidro é de 2500 kg/m³.

Estabilidade

As mesas devem incorporar dispositivos apropriados que garantam a estabilidade vertical e horizontal do tampo, principalmente quando as bordas do tampo não são encaixilhadas.

Bordas

O tampo, pela exigência de uso na estrutura do móvel e pela necessidade ergonômica, requer que fisicamente as bordas sejam lapidadas ou lixadas.

Contato com outros materiais:

O tampo deve ser separado através de intercalários adequados da estrutura que o suporta, quando o material de contato oferecer qualquer possibilidade de dano físico ao vidro.

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Tampos que não tenham toda a superfície apoiada Área do vidro M² Temperado espessura mm Laminado espessura mm Comum espessura mm > 0,25 a  0,25  4,0  6,4  6,0 > 0,50 a  0,50  4,0  6,4  6,0 > 0,75 a  0,75  4,0  6,4  6,0 > 0,95 a  0,95  4,0  6,4  6,0 > 1,15 a  1,15  5,0  8,4  8,0 > 1,50 a  1,50  6,0  10,4  10,0 > 1,75 a  1,75  8,0  12,4  12,0 > 1,75 a  2,00  10,0  16,4  15,0 > 2,00  12,0  20,4  19,0

Tampos com toda a superfície apoiada Área do vidro M² Temperado espessura mm Laminado espessura mm Comum espessura mm  0,50  3,0  5,4  4,0 > 0,50 a  1,00  3,0  5,4  5,0 > 1,00 a  1,50  3,0  5,4  6,0 > 1,50  3,0  5,4  8,0

Informações sobre o uso e cuidados com o tampo:

 o tampo, quando lascado ou quebrado, deve ser substituído por outro conforme especificado quando do detalhamento do móvel;

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Evandro Claudino de Queiroga  o contato direto de objetos quentes ou frios com a superfície do vidro deve ser evitado, sob risco

de quebra do mesmo;

 a limpeza do tampo deve ser feita somente utilizando um pano umedecido com água e sabão ou detergente neutro, ou um produto comercial apropriado para limpeza do vidro;

 não sentar ou ficar em pé sobre o tampo.

VIDROS PARA SISTEMA DE PRATELEIRAS

Norma pertinente – NBR 14564/2000 Estrutura da prateleira

Deve garantir e suportar:

 sustentação física do vidro;

 carga a ele aplicada;

 não oferecer riscos mecânica aos usuários.

Estabilidade

Os sistemas de prateleiras devem incorporar dispositivos apropriados que garantam a estabilidade vertical e horizontal da peça de vidro, principalmente quando as bordas não são encaixilhados.

Bordas

O vidro, pela exigência de uso na estrutura do móvel e pela necessidade ergonômica de uso, requer que fisicamente as bordas sejam lapidadas ou lixadas.

Cantos

O vidro, pela exigência de uso na estrutura do móvel e pela necessidade ergonômica de uso, requer que os cantos expostos sejam arredondados.

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Apoio para o vidro

Os apoios para o vidro possuem a função física de sustentá-lo e mantê-lo sob condições estáveis. Para tanto o vidro, quando deslocado em qualquer direção, ele deve sobrepor todos os suportes

simultaneamente no mínimo em 6 mm.

Contato com outros materiais

O vidro deve ser separado através de intercalários adequados da estrutura que o suporta, quando o material de contato oferecer qualquer possibilidade de dano físico as suas superfícies ou bordas.

MONTAGEM

- Vidros que tenham toda a superfície apoiada

A norma NBR 14564/2000 apresenta tabela de espessura mínima do vidro a ser utilizado quando toda a sua superfície é apoiada.

- Vidros não apoiados em toda a sua área

A espessura e tipos de vidro utilizado é especificada em função da carga máxima concentrada de segurança (CMCS).

Prateleiras regulares

CMCS = X x C x L 2000000 onde:

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Evandro Claudino de Queiroga

 X é a carga máxima uniformemente distribuída de segurança, por unidade de área em kg/m² obtido de tabela fornecida pelo fabricante, em função do comprimento C, entre apoios, da prateleira;

 C é o comprimento da prateleira entre apoios, em milímetros;

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Evandro Claudino de Queiroga

Carga máxima uniformemente distribuída de segurança, por unidade de área, suportada por uma prateleira retangular de vidro

Tipo de vidro

Espessura mm

X ( kg/m²), suportada pelos seguintes comprimentos entre apoios C mm 300 400 500 600 650 700 750 800 850 900 1000 1100 1200 1300 1400 1500 Temp erado 4 988 417 213 123 97 78 63 52 43 37 27 20 15 12 10 8 6 2997 1482 759 439 345 276 225 185 174 130 95 71 55 43 35 28 8 5283 2972 1773 1027 808 647 526 433 361 304 222 167 128 101 81 66 10 8383 4716 3018 2054 1615 1293 1051 866 722 608 444 333 257 202 162 131 12 12197 6861 4391 3049 2598 2240 1845 1520 1268 1068 778 585 450 354 284 231

Referências

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