Relatório da Administração
1.
Identidade organizacional
Missão:
“Fortalecer e estimular a interação solidária entre agricultores e cooperativas
através do crédito orientado e da educação financeira com a construção do
conhecimento, visando o desenvolvimento sustentável
Visão:
Ser referência no desenvolvimento local por meio do cooperativismo de crédito
solidário, crescendo com foco na agricultura familiar mantendo nosso diferencial a
partir do princípio da democracia, da profissionalização e do crédito orientado,
atendendo a todas as necessidades financeiras e de serviços dos associados. Ter um
modelo de gestão eficiente gerando inclusão financeira e resultado aos cooperados
e as cooperativas de forma solidária e sustentável.
Princípios:
• Democracia
• Articulação com os movimentos populares
• Gestão pelos agricultores familiares
• Transparência
• Solidariedade e cooperação
• Sustentabilidade institucional
• Descentralização
• Honestidade
2.
Apresentação:
A Cresol por sua filosofia e princípios é uma organização social onde as ações e
atividades estão voltadas para o desenvolvimento de seus associados. A Cooperativa
é ao mesmo tempo, associação de pessoas e empresa socioeconômica, reunindo
funções sociais e econômicas num mesmo empreendimento. O propósito dos
negócios na sociedade cooperativa é proporcionar retornos aos seus associados,
otimizando desenvolvimento econômico social.
A eficiência operacional contribui para redução de custos nas cooperativas
permitindo a ampliação do volume das operações de crédito de pequenos valores.
Este é o grande desafio e também a grande oportunidade, eficiência e a busca de
escalas darão a relevância econômica e social ao cooperativismo de crédito. O
sistema operacional é parte integrante do projeto de inovação tecnológica que
oferece boas condições de controle e segurança das operações. Estamos investindo
em melhorias no sistema de tecnologia, principalmente relativo a gestão de risco de
inadimplência que envolve análise de crédito, controle de cobrança e o controle dos
processos de alçadas das operações de créditos.
As operações de créditos com maior riscos são submetidas eletronicamente para
área de Riscos da Cresol Central responsável pela emissão de pareceres sobre taxas,
prazos, limites e viabilidade das operações de crédito. A área fica subordinada ao
Diretor de Risco, que é responsável pelo gerenciamento do risco de crédito por
operação individual, ou consolidada da carteira, a fim de assegurar que os limites
operacionais sejam observados. Cabe também a área de risco parametrizar e manter
atualizada as políticas de crédito do Sistema cresol Central aprovada pelo Conselho
de Administração. Essas medidas são importantes para qualificar as práticas de
gestão e melhorar a gestão de riscos de crédito.
O sistema de controle de cobranças permite gerenciar as operações do devedor principal e
dos avalistas segregando a carteira por tipo de procedimento de cobrança. Os dados são
parametrizados no sistema e após entrada no módulo de cobrança o sistema gerencia os
restritivos externos dos devedores principais e solidários.
Os índices de rentabilidade são positivos e satisfatórios considerando o propósito do
negócio cooperativo. Os resultados vêm da boa eficiência operacional, dos juros
gerados pela carteira financiada com recursos próprios e ingressos de aplicações
financeiras.
A Cresol tem entendimento que a melhoria dos processos internos é imprescindível
e faz a diferença para alcançar os objetivos estratégicos definidos. A partir desse
entendimento aprovou plano de contingência de negócios voltados para redução de
riscos, melhorias de controles internos e estruturação tecnológica.
Demonstrativos Contábeis
I - BALANÇO PATRIMONIAL (em R$)
CÓD. DISCRIMINAÇÃO DOS VERBETES EXERCÍCIO ATUAL EXERCÍCIO ANTERIOR
ATIVO CIRCULANTE 22.401,26 17.668,87
110 Disponibilidades 327,71 652,45 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS 22.986,19 1.127,24 131 Carteira Própria 22.986,19 1.127,24
OPERAÇÕES DE CRÉDITO (912,64) 15.889,18
161 Operações de Crédito - 24.612,73 169 (Provisão para Oper. de Crédito de Liq. Duvidosa) (912,64) (8.723,55)
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 17.423,72
-161 Operações de Empréstimos 17.423,72
PERMANENTE 778,49 618,77
INVESTIMENTOS 300,00
-Participações em Coligadas e Controladas 300,00 -315 Outros Investimentos
IMOBILIZADO DE USO 478,49 618,77
324 Outras Imobilizações de Uso 5.000,00 5.000,00 329 (Depreciações Acumuladas) (4.521,51) (4.381,23)
T O T A L D O A T I V O 40.603,47 18.287,64
CÓD. DISCRIMINAÇÃO DOS VERBETES EXERCICIO ATUAL EXERCICIO ANTERIOR
PASSIVO CIRCULANTE 43.021,03 32.406,86 DEPÓSITOS 23.344,04 20.485,18 411 Depósitos à Vista 9.065,68 1.215,13 414 Depósitos a Prazo 14.278,36 19.270,05 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS 413,00 613,00 OUTRAS OBRIGAÇÕES 8.263,99 6.308,68
491 Cobrança Arrecadação de Tributos e Assemelhados 79,80 4,56 493 Sociais e Estatutárias 4.715,65 3.925,38 494 Fiscais e Previdenciárias 1.601,63 1.003,18 503 Diversas 1.866,91 1.375,56 PATRIMÔNIO LÍQUIDO (2.417,56) (14.119,22) Capital 69.598,50 70.477,50 605 De Domiciliados no País 69.598,50 70.477,50 615 Reservas de Lucros 1.184,83 -617 Sobras ou Perdas Acumuladas (73.200,89) (84.596,72)
T O T A L D O P A S S I V O 40.603,47 18.287,64 Cooperativa de Crédito Rural do Sertão Central do Ceará Ltda - COCRESCE
Endereço: Travessa José Jucá ,116 Centro, CEP: 63.900-000 - Quixadá - CE CNPJ: 08.197.413/0001-10
II - DEMONSTRAÇÃO DAS SOBRAS E PERDAS
10 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 1.571,52 3.006,18 10.000,06
711 - Operações de Credito 875,24 2.060,37 9.811,45 715 - Resultado de Oper. Com Tít. e Valores Mobiliários 696,28 945,81 188,61
15 DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (1.824,28) (1.778,94) (11.656,24)
812 - Operações de Captação no Mercado (1.751,60) (2.642,74) (2.847,65) 820 - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (72,68) 863,80 (8.658,59)
20
RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA
(10 - 15) (252,76) 1.227,24 (1.656,18) 50 OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS (13.955,70) (29.378,86) (34.893,63)
721 - Receitas de Prestação de Serviços - 44,97 - 722 - Rendas de Tarifas Bancárias - - - 822 - Despesas de Pessoal (11.999,92) (23.763,12) (16.964,37) 824 - Outras Despesas Administrativas (7.625,20) (14.328,12) (24.612,61) 826 - Despesas Tributárias - (171,50) (380,87) 725 - Outras Receitas Operacionais 8.896,99 12.486,62 13.431,00 832 - Outras Despesas Operacionais (3.227,57) (3.647,71) (6.366,78)
60 RESULTADO OPERACIONAL (20 + 50) (14.208,46) (28.151,62) (36.549,81)
65 RESULTADO NÃO OPERACIONAL (828 e 830) 40.000,00 40.000,00 (4.500,00)
- Receitas não Operacionais 40.000,00 40.000,00 - - Despesas não Operacionais - - (4.500,00)
75 RESULTADO ANTES DESTINACOES(60 + 65) 25.791,54 11.848,38 (41.049,81) 90 SOBRAS/PERDAS A DISPOSICAO AGO (75 - 80 - 85) 25.791,54 9.873,28 (41.049,81)
CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO II SEMESTRE
EXERCÍCIO ATUAL EXERCÍCIO ATUAL
EXERCÍCIO ANTERIOR
III - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL)
Capital Reserva Sobras/Perdas
Social Legal Disp.AGO
Saldo em 31.12.2013 70.477,50 - (41.049,81) 29.427,69
Ajustes de Exercícios Anteriores (42.024,36) (42.024,36)
AUMENTO DE CAPITAL:
Sobras e Reservas (capital social) -Integralização de Capital 2.452,00 2.452,00 Devolução de Capital (3.331,00) (3.331,00)
Capitalização de Reserva Legal
-Resultado Exercício 2014 11.848,38 11.848,38
Destinação Reserva Legal 1.184,83 (1.184,83) -Destinação Fates (592,41) (592,41) (-) FATES ato não Cooperativo cfe Lei 5.764/71, art 87 (197,86) (197,86) Reserva Estatutária -
-Saldo em 31.12.2014 69.598,50 1.184,83 (73.200,89) (2.417,56)
V - NOTAS EXPLICATIVAS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
NOTA 01 - CONTEXTO OPERACIONAL
A Cooperativa tem por objetivos a organização em comum de serviços financeiros, econômicos, creditícios, educativos, habitacionais e assistência técnica aos seus associados. Pode praticar todas as operações compatíveis com a sua modalidade social, dentro do que permite a legislação pertinente, os atos regulamentares oficiais, seu estatuto social e as normas internas.
A Ecosol Cocresce tem área de atuação limitada aos municípios de Panabuiu, Boa Viagem, Canindé, Caridade, Choro, Ibaretama, Ibicuitinga, Itatira, Madalena, Paramoti, Quixada, Quixaramobim, Senador Pompeu no Estado do Ceará, Autorizada a Funcionar pelo Bacen sob nº Z9723396 Registro na Junta Comercial do Estado do Ceará sob nº 234.000.2329-0.
NOTA 02 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
a) Os valores apresentados na Demonstração de Resultado, estão demonstrados em Reais (R$ 1,00).
As Demonstrações contábeis foram elaboradas em conformidade com a legislação fiscal e Societária em vigor com observância da Lei das Sociedades Cooperativas e Preceitos do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - Cosif aplicados com uniformidade em relação ao mesmo período do exercício anterior.
NOTA 03 – PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Apuração de Resultado:
As Receitas e Despesas são apropriadas mensalmente, pelo regime de competência.
IV - FLUXO DE CAIXA FLUXO DE CAIXA MODELO DIRETO SEGUNDO SEMESTRE EXERCÍCIO Juros e comissões 1.571,52 3.006,18 Juros pagos (1.751,60) (2.642,74)
Recuperação de empréstimos baixados para prejuízo 4.441,51
Outros recebimentos 40.000,00 41.142,97
Pagamentos de dispêndios para custeio de atividades (22.852,69) (41.910,45)
Subtotal 16.967,23 4.037,47
Recursos de curto prazo (12.914,13) 7.189,01 Adiantamentos e antecipações - - Outros títulos negociáveis a curto prazo (14.080,55) (21.858,95)
Depósitos de clientes 834,54 2.858,86 Recursos de curto prazo 3.460,66 7.755,31 Recursos de capital social 54.738,93 28.385,16
Caixa líquido das atividades operacionais antes do imposto de renda e contribuição social 28.366,86
Imposto de renda e contribuição social pagos - -
Caixa líquido das atividades operacionais - 28.366,86
Venda de coligada ou controlada - - Dividendos recebidos - - Juros recebidos - - Produto da venda de títulos (títulos não negociáveis) - - Compra de títulos (títulos não negociáveis) - -
Investimentos (300,00) (300,00)
Compra de ativo imobilizado 70,14 140,28
Caixa líquido das atividades de investimento (229,86) (159,72) Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa (229,86) 28.207,14 Caixa e equivalentes de caixa no início do período 398,51 652,45 Caixa e equivalentes de caixa no fim do período 327,71 327,71
Fluxo de caixa das atividades operacionais
(Aumento) diminuição em ativos operacionais
Aumento (diminuição) em passivos operacionais
b) Ativo Circulante e Realizável a longo prazo:
Estão demonstrados pelos valores de realização, incluído, quando aplicáveis os rendimentos e as variações monetárias auferidas até a data do fechamento. Os Valores Realizáveis em até 360 dias, compõem o Ativo Circulante, após este prazo integram o Realizável a Longo Prazo.
c) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez e Títulos e Valores Mobiliários:
O saldo dos recursos da aplicação financeira da Cooperativa está assim constituído na data do Balanço.
BANCO MODALIDADE PRAZO MÉDIO SALDO EM
31/12/2014
Banco do Brasil S/A Fundos Diários 22.986,19
Banco do Brasil S/A Centralização Financeira Mensal -
TOTAL DAS APLICAÇÕES FINANCEIRAS 22.986,19
Variações entre os exercícios: 1939,16% d)Composição da Carteira de Crédito:
1- O saldo dos recursos de Direitos a receber em carteira de Crédito de Recursos Próprios está assim constituído na data do Balanço:
MODALIDADE 31/12/2013 31/12/2014 Variação
Pré-Custeio e Pré Investimento 8.503,41 173,13 -97,96%
Empréstimos Linhas livres 16.109,32 17.250,59 7,08%
Total 24.612,73 17.423,72 -29,21%
e) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Valor do Balanço: 912,64 A provisão para créditos de liquidação duvidosa está constituída conforme prevê a Resolução 2.682 de
21/12/1999, assim classificada em 31.12.2014:
Níveis % de Provisão VALOR
A 0,50% 86,19
H 100,00% 173,13
SUB-TOTAL 259,32
Além do que determina a referida resolução, foram constituídas provisões por arrasto sobre avais e coobrigações, reavaliação das operações de acordo com o grau de risco atribuído.
TOTAL GERAL 259,32
f) Oscilação do Prejuízo
Descrição 31/12/2013 31/12/2014 Variação
Saldo Anterior 94.050,21 96.958,93 3,09%
Créditos Transferidos Para Prejuízo
119.093,37 89.473,15 -24,87%
Créditos Recuperados de Prejuízo 116.184,65 92.766,08 -20,16%
Saldo Atual 96.958,93 93.666,00 -3,40%
Variações entre os exercícios: -3,40%
i) Imobilizado - São contabilizados pelo custo de aquisição.
As depreciações são calculadas pelo método linear com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado.
BEM DEPRECIAÇÃO(%) | VIDA
UTIL(em anos) SALDO BENS - 31/12/2013 SALDO BENS -31/12/2014
- Instalações móveis e
equipamentos 10% 10 618,77 478,49
Variações entre os exercícios: -22,67%
j) Obrigações por Empréstimos e Repasses - Repasses Interfinanceiros
São apropriados os juros das obrigações respeitando o regime de competência
Descrição 31/12/2013 31/12/2014 Variação
Obrigações com a Central - -
TOTAL 5.000,00 - -100,00%
k)Outras Obrigações
Descrição 31/12/2013 31/12/2014 Variação
Relações Interf - Serviços
Compensação 613,00 413,00 -32,63% Cobrança e Arrecadação de Tributos 4,56 79,80 1650,00% Sociais e Estatutárias 3.925,38 4.715,65 20,13% Fiscais e Previdenciárias 1.003,18 1.601,63 59,66% TOTAL 5.546,12 6.810,08 22,79%
Variações entre os exercícios: 22,79% NOTA 04 – PATRIMÔNIO LÍQUIDO
a) O Capital Social está assim representado:
DESCRIÇÃO 31/12/2013 31/12/2014 Variação
Sócios 512 529 3,32%
Capital Social 70.477,50 69.598,50 -1,25%
Variações entre os exercícios: -1,25%
b)Reservas:
Descrição 31/12/2013 31/12/2014 Variação
Reserva Legal - 1.184,83
TOTAL - 1.184,83
Variações entre os exercícios: c) Sobras ou perdas acumuladas
O Resultado do Exercício de 2014 está assim demonstrado:
Descrição Valor
Sobras/Perdas do 1º Semestre (10.428,45)
Sobras/Perdas do 2º Semestre 25.791,54
Resultado do Exercício 2014 11.848,38
Destinações: (1.975,10)
(-) FATES ato não Cooperativo cfe Lei 5.764/71, art 87 = 2,26% (197,86)
(-) FATES Destinação Estatutária = 5% (592,41)
(-) Reserva Estatutária Ecosol = 10% -
(-) Reserva Legal = 20% (1.184,83)
Sobras/Perdas Líquidas de 2014 a Disposição da AGO 9.873,28
d) Composição da conta Sobras ou Perdas:
Descrição Valor
Perda 2012 (44.159,88)
Perda 2013 (41.049,81)
cobranças das perdas 2.135,52
Saldo Sobras ou Perdas (83.074,17)
A cooperativa possui perdas a absorver de exercícios anteriores conforme acima demonstrado totalizando R$ 83.074,17(oitenta e três mil setenta e quatro reais e dezessete centavos, que ainda não foi rateado aos associados.
NOTA 05 - RECEITAS - DESPESAS
Descrição 31/12/2013 31/12/2014 Variação
- Outras Receitas Operacionais 13.431,00 12.486,62 -7,03%
- Outras Despesas Operacionais (6.366,78) (3.647,71) -42,71%
As Outras Receitas Operacionais refere a spread dos serviços prestados nas operações de empréstimos.
As Outras Despesas Operacionais refere a convênios celebrados entre a Ecosol Central e a Base Regional (mensalidades).
NOTA 06 - RELATÓRIO DA OUVIDORIA
Os relatórios da Ouvidoria encontram-se a disposição dos associados na sede da Cooperativa no município de Quixadá - CE
NOTA 07 - RISCO DE MERCADO
O Risco de Mercado pode ser entendido como risco de perdas em decorrência de oscilações em variáveis econômicas e financeiras como taxa de juros taxas de cambio, preços de ações e de commodities. O Risco de Mercado pode ainda ser definido como uma medida de incerteza relacionada aos retornos esperados em decorrência de variações em fatores de Mercado. Objetivo é evidenciar na Cooperativa o nível de exposição ao risco de mercado. A política de gerenciamento do risco de mercado tem como propósito medir, monitorar e controlar a exposição de mercado de cada instituição abrangendo fontes relevantes inerentes aos riscos.
O risco de mercado mede casamento/descasamento entre ativos e passivos, além das condições que estão expostas as captações, operações de crédito e aplicações financeiras. Para isso, considera comportamento das taxas Pré-fixadas, taxas indexadas, prazos, custo do dinheiro e perspectivas de mercado, denominada teste de estresse.
NOTA 08 - RISCO OPERACIONAL
A política de gerenciamento de Risco Operacional do Sistema Ecosol Central SC/RS está de acordo com a Resolução 3380/2006 do Banco Central. A estrutura de risco operacional visa monitorar, revisar, manter e aperfeiçoar as operações para garantir maior segurança aos associados.
Os riscos operacionais foram avaliados de forma agrupada em: Risco de Inadimplência, Risco de Garantias, Risco de Concentração de Crédito, Risco de Concentração Operacional, Risco Sistêmico, Risco de Presteza e Confiabilidade, Risco de Equipamentos, Risco de Erro Não Intencional, Risco de Fraude, Risco de Produtos e Serviços, Risco de Regulamentação, Risco de Imagem, Risco Tributário e Risco de Contrato.
NOTA 09 - RISCO DE CREDITO
O Gerenciamento do Risco de Crédito do Sistema Cresol Central SC/RS está de acordo com a Resolução 3721/2009 do CMN.
Define-se o risco de crédito como a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação.
O gerenciamento de riscos de crédito estabelece padrões relativos a regra de decisão, limites, classificação de riscos e provisionamento, e monitoramento da carteira de crédito. Os procedimentos para gerenciamento do risco compreendem no mínimo:
• Análise mensal dos limites estabelecidos;
• As liberações de crédito são analisadas e deliberadas no sistema de tecnologia conforme regras de alçadas do sistema.
• Análise mensal dos descasamentos de prazo;
• Cálculo de taxa média de juros praticadas e spreads;
• Análise mensal das provisões constituídas, comparativa com a inadimplência;
• Acompanhamento das cobranças das operações de recebimento duvidoso conforme política de cobrança do sistema regulamentado no manual operacional de crédito.
NOTA 10 : EFEITOS DA LEI N.11.638/2007
A lei nº 11.638/2007 que entrou em vigou a partir do exercício 2008, teve como objetivo principal atualizar a Lei das sociedades por Ações para possibilitar o processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade e permitir que novas normas e procedimentos contábeis sejam expedidos pelo Conselho Monetário Nacional ( CMN) em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. Nestes contextos, as seguintes atualizações normativas expedidas pelo CMN foram consideradas na elaboração das demonstrações: a) Demonstração do Fluxo de caixa, b) Divisão do Ativo permanente em: Investimentos, Imobilizado, diferido e intangível, c) Mudanças relativas aos critérios de avaliação do ativo e do passivo, d) revisão dos conceitos de constituição da Reserva de Capital Reserva de Lucros e Sobras/Perdas Acumuladas.
NOTA 11 : FLUXO DE CAIXA
Caixa: compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis.
Equivalentes de caixa: São aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente
conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
O fluxo de caixa proporciona base para avaliar a capacidade que a cooperativa possui de gerar caixa, equivalentes de caixa e suas necessidades de liquidez. Através do Fluxo de caixa é possível avaliar as mudanças nos ativos líquidos da cooperativa e sua estrutura financeira.
Caixa e equivalência de caixa Inicial Final Variação
Caixa 652,45 327,71 -49,77%
Total 652,45 327,71 -49,77%
Variações entre os exercícios: -49,77%
NOTA 12. ÍNDICES DE BASILÉIA E IMOBILIZAÇÃO
As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem manter permanentemente, valor de Patrimônio de referência (PR) apurado nos termos da resolução n° 3.444 (CMN) De 28 de fevereiro de 2007, compatível com os riscos da atividade, sendo apresentado abaixo o cálculo dos limites.
Limites operacionais 2013 2014
RWA 11.025,35 36.147,99
Patrimônio de Referência (PR) -16.149,91 -2.896,05
PR para RWA -16.149,91 -2.896,05
Patrimônio de Referência exigido (PRE)
1.157,66 3.795,54
Margem Adicional Capital Principal (2,5%)
275,63 903,70
Limite do PR (sobra ou
insuficiência) (17.307,57) (7.595,29)
Índice de Basiléia (mínimo 10,5%) -146,48% -8,01%
Imobilizado para cálculo do limite 618,77 -478,49
Índice de imobilização (limite 50%) -3,83% -19,79%
Maior Devedor PR %PR Necessidade de
PR para Enquadramento
3.066,08 -2.896,05 105,87%
23.336,58 Em função do desenquadramento acima a cooperativa apresentou plano de enquadramento que possui como meta enquadrar até 31/12/2014.
NOTA 13. PARTES RELACIONADAS
A posição financeira e o resultado da COCRESCE não foram afetados por transações e saldos com partes relacionadas constantes no CPC 05 do Comitê de pronunciamentos contábeis.
Quixadá - CE, 31.12.2014
ANTONIO EVANDRO FELISBERTO QUIRINO INDIANARA PALUDO
Diretor Responsável Pela Área Contábil Contador - CRC/SC 025410/O-6
Relatório dos Auditores Independentes
A
Diretoria da
COOPERATIVA DE CRÉDITO DO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ LTDA. - COCRESCE CNPJ: 08.197.413/0001-10
QUIXADÁ - CE
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Examinamos as demonstrações contábeis da COOPERATIVA DE CRÉDITO DO SERTÃO CENTRAL
DO CEARÁ LTDA. - COCRESCE, que compreendem o Balanço Patrimonial em 31 de dezembro de
2014 e as respectivas Demonstrações do Resultado, das Mutações do Patrimônio Líquido e dos Fluxos de Caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais Notas Explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis
A administração da COOPERATIVA DE CRÉDITO DO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ LTDA. -
COCRESCE é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações
contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da COOPERATIVA DE CRÉDITO DO
SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ LTDA. - COCRESCE para planejar os procedimentos de auditoria
que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da COOPERATIVA DE CRÉDITO DO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ
LTDA. - COCRESCE. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis
utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Base para Opinião Modificada
Verificamos que a COOPERATIVA DE CRÉDITO DO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ LTDA. -
COCRESCE possui um passivo a descoberto de R$ 2.417,56 e consequentemente todos os limites
operacionais estão extrapolados. A cooperativa não apresentou de modo formal, um plano de reversão dessa situação.
Opinião com Ressalva
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, exceto quanto aos reflexos decorrentes do descrito no parágrafo acima, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da COOPERATIVA DE CRÉDITO DO SERTÃO CENTRAL DO
CEARÁ LTDA. - COCRESCE em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os
seus Fluxos de Caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Quixadá/CE, 13 de fevereiro de 2015.
ANEND AUDITORES INDEPENDENTES SS CRC/RJ - 003550/S-CE
Hildo Jardim Alegria Diretor Técnico
Contador CRC/RJ-041841/O-8/T-RS/S-CE
Hildo Jardim Alegria Filho Auditor