S
egundo o Cadastro Geral de Empregados e De-sempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os empregos formaisceletis-tas no Estado de São Paulo, no 3o trimestre de 2015,
retraíram-se em 100.970 postos de trabalho, resultado de 1.210.234 admissões e 1.311.204 desligamentos. No mesmo período, na Região Administrativa de Campinas – que detém 15,9% do total de empregos formais do Es-tado –, também houve decréscimo de 19.644 postos de trabalho (191.177 admissões e 210.821 desligamentos). Com essa movimentação, o número de empregos formais
celetistas na região, ao final do 3o trimestre de 2015, foi
de 2.006.071 (Tabela 1), 1,0% inferior àquele registrado
no 2o trimestre. Na comparação com o mesmo trimestre
do ano passado, o estoque de empregos reduziu-se em 3,7%, com a eliminação de 77.773 postos de trabalho.
RA de Franca RA de Barretos RA de São José do Rio Preto RA de Araçatuba RA de Presidente Prudente RA de Marília RA de Bauru RA Central RA de Ribeirão Preto RA de Campinas RA de Registro RM de São Paulo RM da Baixada Santista RM do Vale do Paraíba e Litoral Norte RM de Sorocaba RA de Itapeva CampinasRM de Grande ABC RA de Sorocaba Representa 15,9% do total de empregos formais no Estado. Foram eliminados 19.644 postos de trabalho. Estoque de empregos formais ficou 1,0% inferior ao registrado no 2o trimestre de 2015. Na comparação com o 3o trimestre de 2014, os empregos reduziram-se em 3,7%.
RA de Campinas
3o trimestre de 2015Tabela 1
Número e variação do emprego formal, segundo setores de atividade econômica RA de Campinas – 3o trimestre de 2014-3o trimestre de 2015
Setores de atividade
Empregos (set. 2015) Variação absoluta Variação relativa (%) No abs. Distribuição (%) 3 o trim. 2015/ 2o trim. 2015 3 o trim. 2015/ 3o trim. 2014 3 o trim. 2015/ 2o trim. 2015 3 o trim. 2015/ 3o trim. 2014 TOTAL (1) 2.006.071 100,0 -19.644 -77.773 -1,0 -3,7
Agricultura, pecuária, produção florestal,
pesca e aquicultura (2) 71.227 3,6 3.188 -3.202 4,7 -4,3
Indústrias de transformação (3) 578.292 28,8 -14.904 -45.972 -2,5 -7,4
Fabricação de produtos alimentícios e de
bebidas (4) 80.989 4,0 96 -3.359 0,1 -4,0
Fabricação de produtos têxteis e confecção de
artigos do vestuário e acessórios (5) 61.356 3,1 -2.901 -6.243 -4,5 -9,2 Fabricação de produtos químicos e
farmoquímicos e farmacêuticos (6) 47.738 2,4 -282 -1.113 -0,6 -2,3 Fabricação de produtos de borracha e de
material plástico (7) 46.114 2,3 -1.105 -2.242 -2,3 -4,6
Fabricação de produtos de minerais não
metálicos (8) 40.592 2,0 -700 -1.880 -1,7 -4,4
Indústria metal-mecânica (9) 232.969 11,6 -9.514 -28.503 -3,9 -10,9
Demais subsetores (10) 68.534 3,4 -498 -2.632 -0,7 -3,7
Construção (11) 93.763 4,7 -1.637 -10.555 -1,7 -10,1
Comércio; reparação de veículos
automotores e motocicletas (12) 434.410 21,7 -1.658 -6.755 -0,4 -1,5
Comércio e reparação de veículos automotores
e motocicletas 47.506 2,4 -148 -1.518 -0,3 -3,1
Comércio por atacado, exceto veículos
automotores e motocicletas 78.452 3,9 139 -406 0,2 -0,5
Comércio varejista 308.452 15,4 -1.649 -4.831 -0,5 -1,5
Serviços (13) 798.024 39,8 -4.451 -9.580 -0,6 -1,2
Transporte, armazenagem e correio (14) 127.609 6,4 -1.747 -3.882 -1,4 -3,0 Informação e comunicação; atividades
financei-ras, de seguros e serviços relacionados;
ativida-des profissionais, científicas e técnicas (15) 119.978 6,0 -406 578 -0,3 0,5 Atividades administrativas e serviços
complementares (16) 163.357 8,1 -2.645 -5.212 -1,6 -3,1
Administração pública, defesa e seguridade social; educação; e saúde humana e serviços
sociais (17) 230.213 11,5 940 490 0,4 0,2
Alojamento e alimentação; artes, cultura, esporte e recreação; e outras atividades de
serviços (18) 150.609 7,5 -676 -1.753 -0,4 -1,2
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged; Fundação Seade.
(1) Inclui indústrias extrativas (Seção B da CNAE 2.0); eletricidade e gás (Seção D da CNAE 2.0); água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (Seção E da CNAE 2.0). (2) Seção A da CNAE 2.0. (3) Seção C da CNAE 2.0. (4) Inclui as Divisões 10 e 11 da Seção C da CNAE 2.0. (5) Inclui as Divisões 13 e 14 da Seção C da CNAE 2.0. (6) Inclui as Divisões 20 e 21 da Seção C da CNAE 2.0. (7) Divisão 22 da Seção C da CNAE 2.0. (8) Divisão 23 da Seção C da CNAE 2.0. (9) Inclui as Divisões 24 a 30 e 33 da CNAE 2.0. (10) Incluem as Divisões 12, 15 a 19 e 31 e 32 da Seção C da CNAE 2.0. (11) Seção F da CNAE 2.0. (12) Seção G da CNAE 2.0. (13) Seções H a U da CNAE 2.0. (14) Seção H da CNAE 2.0. (15) Seções J, K e M da CNAE 2.0. (16) Seção N da CNAE 2.0. (17) Seções O, P e Q da CNAE 2.0. (18) Seções I, R e S da CNAE 2.0.
Regionalmente, as principais contribuições para o saldo negativo, entre o 2o e o 3o trimestres de 2015, vieram dos municípios das Regiões de Governo de Campinas (eliminação de 8.831 postos de trabalho, ou -0,9%), Jundiaí (-6.578, ou -2,1%) Pira-cicaba (-2.840, ou -1,7%) e Rio Claro (-1.097, ou -1,2%), contrabalançado pelo saldo positivo de Bragança Paulista (geração de 1.498 postos de trabalho, ou 1,3%). Na
comparação com o 3o trimestre de 2014, foram os municípios da RG de Campinas
que mais influenciaram o resultado negativo, com a eliminação de 34.352 postos de trabalho (-3,3%), seguida pelas RGs de Jundiaí (-15.887, ou -5,0%), Piracicaba (-9.840, ou -5,7%), Limeira (-8.407, ou -4,5%), Bragança Paulista (-3.756, ou -2,5%), Rio Claro (-2.943, ou -3,3%) e São João da Boa Vista (-2.588, ou -2,2%).
Gráfico 1
Variação do emprego formal
RA de Campinas – 3o trimestre de 2014-3o trimestre de 2015
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged; Fundação Seade.
Segundo setores de atividade, no trimestre em análise, o decréscimo dos empregos formais deveu-se às reduções na indústria de transformação (eliminação de 14.904 postos de trabalho, ou -2,5%) – com destaque para a indústria metal-mecânica (-9.514, ou -3,9%), fabricação de produtos têxteis e confecção de artigos do vestu-ário e acessórios (-2.901, ou -4,5%) e fabricação de produtos de borracha e de ma-terial plástico (-1.105, ou -2,3%) –, nos serviços (-4.451, ou -0,6%) – em especial nas atividades administrativas e serviços complementares (-2.645, ou -1,6%) e transporte, armazenagem e correio (-1.747, ou -1,4%), no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-1.658, ou -0,4%) e na construção (-1.637,
3o trim. 2015 / 2o trim. 2015 3o trim. 2015 / 3o trim. 2014
Em %
RA de
Campinas BragançaRG de Paulista
RG de
Campinas JundiaíRG de LimeiraRG de PiracicabaRG de Rio ClaroRG de São João daRG de Boa Vista -1,0 -0,7 -0,9 -2,1 -0,5 -1,7 -1,2 1,3 -3,7 -2,5 -3,3 -5,0 -4,5 -5,7 -3,3 -2,2
ou -1,7%). Na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foram gerados 3.188 postos de trabalho (4,7%).
Na comparação com o 3o trimestre de 2014, a retração do número de empregos
formais (-3,7%, ou eliminação de 77.773 postos de trabalho) decorreu dos decrés-cimos na indústria de transformação (-7,4%, ou -45.972) – com destaque para a metal-mecânica (-10,9%, ou -28.503), fabricação de produtos têxteis e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-9,2%, ou -6.243) e fabricação de produtos alimentícios e bebidas (-4,0%, ou -3.359), na construção (-10,1%, ou -10.555), nos serviços (-1,2%, ou -9.580) – com destaque para atividades administrativas e servi-ços complementares (-3,1%, ou -5.212), transporte, armazenagem e correio (-3,0%, ou -3.882) e alojamento e alimentação; artes, cultura, esporte e recreação; e ou-tras atividades de serviços (-1,2%, ou -1.753), no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-1,5%, ou -6.755) e na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-4,3%, ou -3.202).
A partir da análise da movimentação de admissões e desligamentos segundo ocupa-ções, podem ser obtidos importantes indicativos sobre as áreas profissionais mais dinâmicas e, eventualmente, com maiores necessidades de qualificação de pessoal. A Tabela 2 apresenta as 20 ocupações com os maiores saldos positivos de julho a setembro de 2015, as quais responderam por 18,6% das admissões e 13,1% dos desligamentos efetuados na região, no período analisado.
Como características mais gerais dessas ocupações, observa-se o predomínio da-quelas com menores exigências de escolaridade e especialização, com exceção das
incluídas nos grandes grupos 2 e 3 da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO,1
que requerem ensino superior ou médio, além de cursos técnicos e de especializa-ção, como professor de ensino superior na área de didática, auxiliar de desenvolvi-mento infantil, técnico de apoio ao usuário de informática (helpdesk), promotor de vendas especializado e engenheiro de equipamentos em computação. Sobressaem os acréscimos de empregos, na agricultura, para trabalhador no cultivo de árvores frutíferas e trabalhador volante na agricultura; na indústria de transformação, para embalador à mão, pedreiro (material refratário) e açougueiro; e, nos serviços e co-mércio, para auxiliar de escritório em geral, operador de telemarketing, atendente de lojas e mercados, mãe social, repositor de mercadorias, atendente de lanchone-te, garçom e cuidador de idosos, além das ocupações mecânico de manutenção de máquinas em geral e eletricista de manutenção eletroeletrônica, do grande grupo 9 da CBO, trabalhadores em serviços de reparação e manutenção.
1. Os dez grandes grupos da CBO, representados pelo primeiro algarismo do código das Tabelas 2 e 3, foram agregados por nível de competência e similaridade das atividades executadas e são os seguintes: 0- Forças Armadas, policiais e bombeiros militares; 1- Membros superiores do poder público, dirigentes de organizações de interesse público e de empresas e gerentes; 2- Profissionais das ciências e das artes; 3- Técnicos de nível médio; 4- Tra-balhadores de serviços administrativos; 5- TraTra-balhadores dos serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados; 6- TraTra-balhadores agropecuários, florestais, da caça e pesca; 7- Trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (de processos discretos); 8- Trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (de processos contínuos); e 9- Trabalhadores de manutenção e reparação.
As informações da Tabela 2 também evidenciam as elevadas movimentações de ad-missões e desligamentos, característica de todos os mercados de trabalho do país, bem como o fato de que nem sempre as ocupações com maiores saldos são as que apresentam as maiores movimentações de admissões e desligamentos.
Em contraposição, a Tabela 3 traz as 20 ocupações com os maiores saldos negativos no mesmo período, as quais representaram 23,0% do total de admissões e 26,3% dos desligamentos na região.
Além da ocupação pertencente ao grande grupo 3 da CBO, que requer nível de es-colaridade média, cursos técnicos e de especialização, como inspetor de qualidade, destacam-se os saldos negativos para alimentador de linha de produção, operador de máquinas operatrizes, operador de empilhadeira, soldador, operador de máqui-nas-ferramenta convencionais, montador de equipamentos eletrônicos (computado-res e equipamentos auxilia(computado-res), operador de máquinas fixas em geral, costureiro na
Tabela 2
Ocupações com maiores saldos positivos RA de Campinas – julho-setembro 2015
Código CBO Ocupações Admissões Desligamentos Saldo
6225-05 Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas 3.946 1.445 2.501
6220-20 Trabalhador volante da agricultura 3.880 1.984 1.896
4110-05 Auxiliar de escritório, em geral 8.938 8.248 690
4223-05 Operador de telemarketing ativo 1.570 1.129 441
5211-40 Atendente de lojas e mercados 1.095 798 297
7841-05 Embalador, a mão 2.045 1.778 267
2345-05 Professor de ensino superior na área de didática 286 81 205
7152-20 Pedreiro (material refratário) 236 57 179
3311-10 Auxiliar de desenvolvimento infantil 518 340 178
5162-15 Mãe social 203 50 153
3172-10 Técnico de apoio ao usuário de informática (helpdesk) 441 296 145 9113-05 Mecânico de manutenção de máquinas, em geral 1.552 1.424 128
5211-25 Repositor de mercadorias 2.919 2.803 116
8485-10 Açougueiro 1.222 1.117 105
9511-05 Eletricista de manutenção eletroeletrônica 693 602 91
5134-35 Atendente de lanchonete 3.881 3.798 83
5134-05 Garçom 1.249 1.169 80
5162-10 Cuidador de idosos 342 264 78
3541-30 Promotor de vendas especializado 383 308 75
2122-10 Engenheiro de equipamentos em computação 102 31 71
Tabela 3
Ocupações com maiores saldos negativos RA de Campinas – julho-setembro 2015
Código CBO Ocupações Admissões Desligamentos Saldo
5132-05 Cozinheiro geral 3.187 4.183 -996
5211-10 Vendedor de comércio varejista 12.004 12.786 -782
7825-10 Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) 4.773 5.550 -777
4110-10 Assistente administrativo 4.758 5.496 -738
4223-10 Operador de telemarketing ativo e receptivo 765 1.431 -666
6226-10 Trabalhador da cultura de café 284 940 -656
7842-05 Alimentador de linha de produção 9.059 9.658 -599
7212-10 Operador de máquinas operatrizes 316 890 -574
7822-20 Operador de empilhadeira 573 1.131 -558
7243-15 Soldador 1.023 1.576 -553
7212-15 Operador de máquinas-ferramenta convencionais 470 1.021 -551
6221-10 Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar 576 1.111 -535
7311-10 Montador de equipamentos eletrônicos (computadores e
equipamen-tos auxiliares) 399 925 -526
5173-30 Vigilante 1.335 1.851 -516
8621-50 Operador de máquinas fixas, em geral 571 1.073 -502
4141-05 Almoxarife 1.918 2.414 -496
3912-05 Inspetor de qualidade 469 894 -425
7632-10 Costureiro na confecção em série 592 1.001 -409
4101-05 Supervisor administrativo 611 1.013 -402
7311-80 Operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos) 220 571 -351 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged; Fundação Seade.
confecção em série e operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos), além da ocupação transversal, motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais), na indústria de transformação; cozinheiro geral, vendedor de comércio varejista, assistente administrativo, operador de telemarketing ativo e receptivo, vigilante, almoxarife e supervisor administrativo, nos serviços e comércio; e trabalhador na cultura de café e trabalhador da cultura de cana-de-açúcar, na agricultura.