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(1)

Schumpeter e a

Schumpeter e a

Destruição Criadora

Destruição Criadora

Economia da Inovação

Economia da Inovação

Luciana Pereira

Luciana Pereira

(2)

A era fordista

A era fordista

e a

e a

concorrência

concorrência

oligopolista

oligopolista



 No início do século XX, No início do século XX,

inovações tecnológicas e inovações tecnológicas e organizacionais que há organizacionais que há



 Surge nesta época a Surge nesta época a

grande empresa grande empresa

industrial, uma força industrial, uma força capaz de acelerar o capaz de acelerar o processo de processo de concentração concentração econômica econômica;; organizacionais que há organizacionais que há décadas estavam em décadas estavam em

gestação entraram em fase gestação entraram em fase de rápida difusão, ampliando de rápida difusão, ampliando a escala e a dimensão

a escala e a dimensão geográfica dos negócios. geográfica dos negócios.

econômica econômica;;   O O oligopóliooligopólio se se transformou na transformou na estrutura característica estrutura característica de vários segmentos da de vários segmentos da indústria européia e indústria européia e norte norte--americana .americana .

(3)

A era fordista e a concorrência

A era fordista e a concorrência

oligopolista

oligopolista



 AlfredAlfred ChandlerChandler ((19901990),), consideradoconsiderado oo pioneiropioneiro nono estudoestudo

histórico

histórico dasdas grandesgrandes corporações,corporações, identificaidentifica aa origemorigem ee oo crescimentocrescimento da

da grandegrande empresaempresa modernamoderna emem umauma cadeiacadeia dede eventoseventos interligadosinterligados;;



 OO primeiroprimeiro eloelo dada cadeiacadeia foifoi oo clustercluster dede inovaçõesinovações queque provocaramprovocaram

uma

uma revoluçãorevolução nono campocampo dosdos transportestransportes ee dasdas comunicaçõescomunicações;;

uma

uma revoluçãorevolução nono campocampo dosdos transportestransportes ee dasdas comunicaçõescomunicações;;



OutrosOutros eloselos sãosão trêstrês conjuntosconjuntos dede inovaçõesinovações queque contribuíramcontribuíram

significativamente

significativamente parapara alteraralterar aa estruturaestrutura dada indústria,indústria, gerandogerando novosnovos modelos

modelos dede firmasfirmas ee mercadosmercados:: aa eletricidade,eletricidade, oo motormotor aa combustão

combustão ee asas inovaçõesinovações organizacionaisorganizacionais conhecidasconhecidas comocomo ““fordistasfordistas--tayloristastayloristas””..

(4)

Inovações da era fordista

Inovações da era fordista





Cluster de inovações nas áreas dos

Cluster de inovações nas áreas dos

transportes e comunicações (

transportes e comunicações (

telegrafo

telegrafo

))





Difusão acelerada da eletricidade em

Difusão acelerada da eletricidade em

iluminação

iluminação

, máquinas,

, máquinas,

eletrodomésticos

eletrodomésticos

,

,

iluminação

iluminação

, máquinas,

, máquinas,

eletrodomésticos

eletrodomésticos

,

,

transportes, etc.

transportes, etc.





Motor a combustão interna

Motor a combustão interna





Indústria do petróleo

Indústria do petróleo





Administração científica do trabalho:

Administração científica do trabalho:

Taylor, Ford e a linha de montagem.

Taylor, Ford e a linha de montagem.

(5)

A invenção do

A invenção do

telégrafo

telégrafo



 Samuel Morse iniciou em Samuel Morse iniciou em

1832 o desenvolvimento 1832 o desenvolvimento de um sistema

de um sistema

telegráfico que utilizava telegráfico que utilizava energia elétrica para energia elétrica para transmitir sinais à transmitir sinais à distância.

distância.



 O dispositivo que O dispositivo que

inventou era constituído inventou era constituído por um transmissor que por um transmissor que por um transmissor que por um transmissor que continha uma bateria, continha uma bateria,

um interruptor de circuito um interruptor de circuito -- chave Morse chave Morse -- e uma e uma pequena campainha que pequena campainha que era o sistema receptor era o sistema receptor conectado ao emissor conectado ao emissor por um condutor elétrico por um condutor elétrico a dois fios.

(6)
(7)

Comunicações transcontinentais

Comunicações transcontinentais

  Em 1850 um cabo Em 1850 um cabo marítimo ligava a Grã marítimo ligava a Grã Bretanha ao continente Bretanha ao continente Europeu e em 1858 já Europeu e em 1858 já Europeu e em 1858 já Europeu e em 1858 já existia uma ligação

existia uma ligação entre a América do entre a América do Norte e a Inglaterra Norte e a Inglaterra

(8)

Principais linhas telegráficas em

Principais linhas telegráficas em

1891

1891

(9)

A “fábrica de invenções” de Thomas

A “fábrica de invenções” de Thomas

Edison

Edison

(10)

A patente da

A patente da

lâmpada elétrica

lâmpada elétrica



 Apesar da conversão de energia Apesar da conversão de energia

elétrica em luz ter sido elétrica em luz ter sido

demonstrada em laboratório em demonstrada em laboratório em 1801, foram necessários cerca de 1801, foram necessários cerca de 100 anos para que a moderna 100 anos para que a moderna forma da lâmpada elétrica fosse forma da lâmpada elétrica fosse desenvolvida, com a contribuição desenvolvida, com a contribuição de muitos inventores.

de muitos inventores.



 A invenção da lâmpada elétrica é A invenção da lâmpada elétrica é

atribuída na Inglaterra a Joseph atribuída na Inglaterra a Joseph Wilson Swan e nos Estados Unidos Wilson Swan e nos Estados Unidos a Thomas Alva Edison, o primeiro a Thomas Alva Edison, o primeiro a introduzi

a introduzi--la no mercado com la no mercado com sucesso.

(11)

A lâmpada precisou de inovações

A lâmpada precisou de inovações

complementares para se difundir: sistema

complementares para se difundir: sistema

de geração e distribuição de energia

de geração e distribuição de energia

elétrica.

elétrica.

(12)

A eletrificação permitiu o surgimento

A eletrificação permitiu o surgimento

de novas indústrias

de novas indústrias

  Os eletrodomésticos Os eletrodomésticos como geladeiras, como geladeiras, gramofones e gramofones e aspiradores de pó aspiradores de pó resultam de atividades resultam de atividades resultam de atividades resultam de atividades de P&D e exigem de P&D e exigem muitos conhecimentos muitos conhecimentos técnicos e capitais para técnicos e capitais para serem lançados. A serem lançados. A indústria já nasceu indústria já nasceu concentrada concentrada

(13)

Taylorismo

Taylorismo--Fordismo: a revolução

Fordismo: a revolução

organizacional

organizacional



 A essência da filosofia A essência da filosofia

de Taylor era que as de Taylor era que as

leis científicas poderiam leis científicas poderiam definir a forma de definir a forma de organizar as atividades organizar as atividades organizar as atividades organizar as atividades dos trabalhadores e a dos trabalhadores e a operação dos sistemas operação dos sistemas produtivos.

(14)

Aprofundamento da divisão do

Aprofundamento da divisão do

trabalho

trabalho



 Taylor propõe a Taylor propõe a

completa divisão entre completa divisão entre o trabalho manual, o trabalho manual, limitado a execução de limitado a execução de tarefas previamente tarefas previamente tarefas previamente tarefas previamente definidas, e o trabalho definidas, e o trabalho intelectual de buscar as intelectual de buscar as formas mais rápidas e formas mais rápidas e produtivas de realizar produtivas de realizar uma tarefa.

(15)

Normas e regras fundamentais para

Normas e regras fundamentais para

o trabalho industrial, segundo Taylor

o trabalho industrial, segundo Taylor

(1)

(1)



 Para cada tipo de indústria, ou Para cada tipo de indústria, ou para cada processo, estudar e para cada processo, estudar e determinar a técnica mais

determinar a técnica mais conveniente.

conveniente.



 Analisar, metodicamente, o Analisar, metodicamente, o 

 Analisar, metodicamente, o Analisar, metodicamente, o

trabalho do operário, trabalho do operário, estudando e cronometrando estudando e cronometrando os movimentos elementares. os movimentos elementares. 

 Transmitir, sistematicamente, Transmitir, sistematicamente, instruções técnicas ao operário instruções técnicas ao operário

(16)

Normas e regras fundamentais para

Normas e regras fundamentais para

o trabalho industrial, segundo Taylor

o trabalho industrial, segundo Taylor

(2)

(2)



 Selecionar, cientificamente, Selecionar, cientificamente,

os operários. os operários.



 Separar as funções de Separar as funções de

preparação e execução, preparação e execução, definindo

definindo--as com atribuições as com atribuições precisas.

precisas. precisas. precisas.



 Especializar os agentes nas Especializar os agentes nas

funções de preparação e funções de preparação e execução

execução



 Predeterminar tarefas Predeterminar tarefas

individuais ao pessoal e individuais ao pessoal e conceder

conceder--lhe prêmios, lhe prêmios, quando realizadas.

(17)

Normas e regras fundamentais para

Normas e regras fundamentais para

o trabalho industrial, segundo Taylor

o trabalho industrial, segundo Taylor

(3)

(3)



 Unificar o tipo de Unificar o tipo de

ferramentas e utensílios. ferramentas e utensílios.



 Distribuir, eqüitativamente, Distribuir, eqüitativamente,

por todo o pessoal, as por todo o pessoal, as

vantagens que decorressem vantagens que decorressem do aumento de produção. do aumento de produção. do aumento de produção. do aumento de produção.



 Controlar a execução do Controlar a execução do

trabalho. trabalho.



 Classificar mnemonicamente Classificar mnemonicamente

as ferramentas, os processos as ferramentas, os processos e os produtos

(18)

Aplicação dos princípios

Aplicação dos princípios

tayloristas

tayloristas





Estudo de tempos e movimentos

Estudo de tempos e movimentos





Psicologia industrial

Psicologia industrial





Técnicas de seqüenciamento e divisão do

Técnicas de seqüenciamento e divisão do

trabalho

trabalho

trabalho

trabalho





Mecanização do processo,

Mecanização do processo,





Padronização de peças, tarefas e

Padronização de peças, tarefas e

procedimentos

procedimentos





Intercambio de peças

Intercambio de peças



(19)

A linha de montagem do Ford T

A linha de montagem do Ford T



 Antes da introdução da linha Antes da introdução da linha

de montagem, em 1913, cada de montagem, em 1913, cada chassi era montado por um chassi era montado por um trabalhador em 12 horas e trabalhador em 12 horas e meia.

meia.



 Quando a linha já estava em Quando a linha já estava em 

 Quando a linha já estava em Quando a linha já estava em

seu formato final, com cada seu formato final, com cada trabalhador realizando apenas trabalhador realizando apenas uma tarefa específica e o

uma tarefa específica e o chassi sendo movido

chassi sendo movido

mecanicamente, o tempo mecanicamente, o tempo médio de mão de obra foi médio de mão de obra foi reduzido para 93 minutos reduzido para 93 minutos

(20)

Tempos modernos: a crítica de

Tempos modernos: a crítica de

Chaplin ao fordismo

Chaplin ao fordismo



 O sistema fordista de O sistema fordista de

produção foi criticado produção foi criticado pela sua excessiva

pela sua excessiva ênfase na ênfase na especialização, especialização, especialização, especialização, conferindo rigidez ao conferindo rigidez ao processo produtivo. processo produtivo.

(21)

O homem e a máquina.

O homem e a máquina.

(22)

Schumpeter e a destruição

Schumpeter e a destruição

criadora

criadora

  Schumpeter (1911) Schumpeter (1911) critica os economistas critica os economistas de sua época por

de sua época por

estarem preocupados estarem preocupados em analisar como o em analisar como o em analisar como o em analisar como o capitalismo administra capitalismo administra as estruturas as estruturas existentes, deixando de existentes, deixando de lado a questão mais

lado a questão mais relevante que é como relevante que é como ele as cria e destrói. ele as cria e destrói.

(23)

Os Quatro Tipos de

Os Quatro Tipos de

Estrutura de Mercado

Estrutura de Mercado

Quantidade de Firmas? Tipo de Produtos? Muitas Firmas •Água encanada •TV a Cabo Monopólio •Livros •Filmes •Auto •Petróleo Oligopólio Concorrência Perfeita •Trigo •Leite Produtos Idênticos Produtos Diferenciados Uma Firma Algumas Firmas Concorrência Monopolística

(24)

Schumpeter: inovação e

Schumpeter: inovação e

desenvolvimento

desenvolvimento



 Assim como Marx, Schumpeter considera que a mudança Assim como Marx, Schumpeter considera que a mudança

tecnológica constitui o motor do desenvolvimento, tecnológica constitui o motor do desenvolvimento,

revolucionando a estrutura econômica por dentro em um revolucionando a estrutura econômica por dentro em um processo de criação destruidora.

processo de criação destruidora.



 Schumpeter considera o capitalismo um “método de Schumpeter considera o capitalismo um “método de

mudança econômica” que nunca poderia ser considerado mudança econômica” que nunca poderia ser considerado estacionário.

estacionário.

mudança econômica” que nunca poderia ser considerado mudança econômica” que nunca poderia ser considerado estacionário.

estacionário.



 O impulso fundamental que coloca e mantêm o motor O impulso fundamental que coloca e mantêm o motor

capitalista em movimento não advém de fenômenos capitalista em movimento não advém de fenômenos

naturais ou sociais como guerras e revoluções, mas sim naturais ou sociais como guerras e revoluções, mas sim dos novos bens de consumo, novos métodos de

dos novos bens de consumo, novos métodos de

produção e transportes, novos mercados e novas formas produção e transportes, novos mercados e novas formas de organização industrial que a empresa capitalista cria de organização industrial que a empresa capitalista cria e destrói.

(25)

Fluxo

(26)

“(

“(...

...)) aa análise

análise estática

estática não

não pode

pode explicar

explicar aa ocorrência

ocorrência de

de

tais

tais revoluções

revoluções produtivas

produtivas nem

nem os

os fenômenos

fenômenos que

que as

as

acompanham

acompanham.. Só

Só pode

pode investigar

investigar aa nova

nova posição

posição de

de

equilíbrio

equilíbrio depois

depois que

que as

as mudanças

mudanças tenham

tenham ocorrido

ocorrido.. Essa

Essa

ocorrência

ocorrência da

da mudança

mudança ‘revolucionária’

‘revolucionária’ éé justamente

justamente oo

nosso

nosso

problema,

problema,

oo

problema

problema

do

do

desenvolvimento

desenvolvimento

econômico

econômico num

num sentido

sentido muito

muito estreito

estreito ee formal

formal.. A

A razão

razão

Fluxo

Fluxo Circular da Renda Estático

Circular da Renda Estático

econômico

econômico num

num sentido

sentido muito

muito estreito

estreito ee formal

formal.. A

A razão

razão

pela

pela qual

qual colocamos

colocamos assim

assim oo problema

problema ee nos

nos afastamos

afastamos da

da

teoria

teoria tradicional

tradicional não

não reside

reside tanto

tanto no

no fato

fato de

de que

que as

as

mudanças

mudanças econômicas

econômicas capitalistas

capitalistas ocorrem

ocorrem efetivamente

efetivamente

assim

assim ee não

não mediante

mediante adaptação

adaptação contínua,

contínua, mas

mas reside

reside no

no

fato

(27)

Fluxo

Fluxo Circular da Renda Dinâmico

Circular da Renda Dinâmico

Ruptura

Ruptura

Ruptura Inovação

(28)

“Esse conceito engloba os cinco casos seguintes: i)

“Esse conceito engloba os cinco casos seguintes: i)

introdução de um novo bem; ii) introdução de um

introdução de um novo bem; ii) introdução de um

novo método de produção; iii) abertura de um novo

novo método de produção; iii) abertura de um novo

mercado; iv) conquista de uma nova fonte de oferta

mercado; iv) conquista de uma nova fonte de oferta

Fluxo

Fluxo Circular da Renda Dinâmico

Circular da Renda Dinâmico

Ruptura

Ruptura

mercado; iv) conquista de uma nova fonte de oferta

mercado; iv) conquista de uma nova fonte de oferta

de matérias

de matérias--primas ou de bens semi

primas ou de bens

semi--manufaturados; e v) estabelecimento de uma nova

manufaturados; e v) estabelecimento de uma nova

organização de qualquer indústria” Schumpeter,

organização de qualquer indústria” Schumpeter,

1982, pp. 48

(29)

“na

“na medida

medida em

em que

que as

as ‘novas

‘novas combinações’

combinações’ podem,

podem, com

com oo

tempo,

tempo, originar

originar--se

se das

das antigas

antigas por

por ajuste

ajuste contínuo

contínuo

mediante

mediante pequenas

pequenas etapas,

etapas, há

há certamente

certamente uma

uma mudança,

mudança,

possivelmente

possivelmente um

um crescimento

crescimento econômico

econômico

,, mas

mas não

não um

um

fenômeno

fenômeno novo,

novo, nem

nem oo desenvolvimento

desenvolvimento no

no sentido

sentido em

em

Crescimento e Desenvolvimento

Crescimento e Desenvolvimento

fenômeno

fenômeno novo,

novo, nem

nem oo desenvolvimento

desenvolvimento no

no sentido

sentido em

em

que

que se

se quer

quer defender

defender.. Se

Se não

não for

for este

este oo caso,

caso, se

se as

as novas

novas

combinações

combinações

aparecerem

aparecerem

na

na

esfera

esfera

econômica

econômica

descontinuamente,

descontinuamente,

então

então

surge

surge

oo

fenômeno

fenômeno

que

que

caracteriza

caracteriza oo desenvolvimento

desenvolvimento

”” ((Schumpeter

Schumpeter,, 1982

1982,, pp..

48

48))..

(30)

Capitalismo

Capitalismo, Socialismo e Democracia

, Socialismo e Democracia

(1942)

(1942)





Capitalismo deve ser tratado como um processo

Capitalismo deve ser tratado como um processo

evolutivo, impulsionado pela

evolutivo, impulsionado pela

Destruição

Destruição Criativa

Criativa

..





Refere

Refere--se aos grandes conglomerados como os

se aos grandes conglomerados como os

reais promotores das inovações no sistema

reais promotores das inovações no sistema

reais promotores das inovações no sistema

reais promotores das inovações no sistema

capitalista.

capitalista.





Refuta o

Refuta o modus operandi

modus operandi

da

da

concorrência

concorrência

, que

, que

tradicionalmente delega à concorrência via preços

tradicionalmente delega à concorrência via preços

o modo mais eficiente.

(31)

Schumpeter e a destruição

Schumpeter e a destruição

criadora

criadora



 AA destruiçãodestruição criadora,criadora, decorrentedecorrente dada introduçãointrodução nono

mercado

mercado dede novosnovos produtos,produtos, novosnovos processosprocessos ee novasnovas formas

formas dede administraçãoadministração dada produção,produção, éé motivadamotivada pelapela possibilidade

possibilidade dede auferirauferir lucroslucros monopolistasmonopolistas associadosassociados àà inovação

inovação;; inovação inovação;;



 EstesEstes lucros,lucros, aindaainda queque temporários,temporários, mobilizammobilizam osos

investimentos

investimentos emem bensbens dede capitalcapital ee aa introduçãointrodução dede novos

novos produtosprodutos;;



 SchumpeterSchumpeter questionaquestiona tambémtambém aa relaçãorelação estabelecidaestabelecida

pela

pela teoriateoria convencionalconvencional entreentre tipotipo dede competiçãocompetição ee benefícios

(32)

Schumpeter e a destruição criadora

Schumpeter e a destruição criadora



Schumpeter,Schumpeter, apesarapesar dede terter sidosido oo autorautor queque maismais desenvolveudesenvolveu asas

idéias

idéias dede MarxMarx sobresobre oo papelpapel dada tecnologiatecnologia nana economiaeconomia capitalista,capitalista, não

não assumeassume suassuas implicaçõesimplicações políticaspolíticas;;



ParaPara ele,ele, MarxMarx nãonão tinhatinha umauma teoriateoria dada empresa,empresa, ee falhafalha aoao nãonão

distinguir

distinguir oo capitalistacapitalista dodo empreendedorempreendedor;; distinguir

distinguir oo capitalistacapitalista dodo empreendedorempreendedor;;



PorPor outrooutro lado,lado, SchumpeterSchumpeter desenvolvedesenvolve aa idéiaidéia dede MarxMarx dede queque oo

capitalismo

capitalismo éé umum processoprocesso evolucionário,evolucionário, criticandocriticando osos neoclássicosneoclássicos ee sua

sua visãovisão estáticaestática dodo funcionamentofuncionamento dodo capitalismocapitalismo;;



SchumpeterSchumpeter introduzintroduz tambémtambém umauma distinçãodistinção entreentre crescimentocrescimento ee

desenvolvimento

desenvolvimento.. ParaPara ele,ele, oo desenvolvimentodesenvolvimento derivaderiva dede “métodos“métodos diferentes

(33)

Inovação e tamanho da firma

Inovação e tamanho da firma



SchumpeterSchumpeter reconhecereconhece aa importânciaimportância dada grandegrande empresaempresa nono processoprocesso

de

de concorrênciaconcorrência capitalistacapitalista aoao observaraobservara relaçãorelação positivapositiva entreentre concentração

concentração dede capitalcapital ee progressoprogresso técnicotécnico.. PorPor umum lado,lado, oo processoprocesso de

de diferenciaçãodiferenciação dodo produtoproduto induzinduz aa expansãoexpansão ee aa criaçãocriação dede novos

novos mercadosmercados monopolistasmonopolistas;; porpor outrooutro lado,lado, osos altosaltos custoscustos de

de P&DP&D exigemexigem aa presençapresença dede grandesgrandes empresasempresas nono mercadomercado

(oligopólio) (oligopólio);;



AsAs idéiasidéias dede SchumpeterSchumpeter abremabrem caminhocaminho parapara aa consolidaçãoconsolidação dede

novas

novas teoriasteorias dada firma,firma, ondeonde sãosão enfatizadosenfatizados oo comportamentocomportamento organizacional

organizacional (firma(firma organização),organização), oo comportamentocomportamento institucionalinstitucional (firma

(34)

Ciclos

Ciclos Econômicos

Econômicos (1939)

(1939)





Inovação explica os grandes ciclos de expansão da

Inovação explica os grandes ciclos de expansão da

economia capitalista (

economia capitalista (Kondratiev

Kondratiev, 1935).

, 1935).





Inovações incrementais são responsáveis pelos médios

Inovações incrementais são responsáveis pelos médios

ciclos e inovações revolucionárias, pelos grandes.

ciclos e inovações revolucionárias, pelos grandes.

1790--inflaçãoinflação-- 1817 --deflaçãodeflação-- 1850--inflaçãoinflação-- 1873--deflaçãodeflação-- 1896

sist. fabril; carvão;

ferro vapor; aço

eletricidade; química; motor. comb.

(35)

Ondas de inovações organizacionais que

Ondas de inovações organizacionais que

contribuíram para romper os limites ao

contribuíram para romper os limites ao

crescimento da firma

crescimento da firma

1.

1. Integração vertical de atividades encadeadas em Integração vertical de atividades encadeadas em

unidades distintas, a exemplo da indústria do unidades distintas, a exemplo da indústria do petróleo.

petróleo.

2.

2. Organização multidivisional, onde as diferentes Organização multidivisional, onde as diferentes 2.

2. Organização multidivisional, onde as diferentes Organização multidivisional, onde as diferentes

áreas de atividades da empresa eram separadas áreas de atividades da empresa eram separadas em unidades de negócios distintas.

em unidades de negócios distintas.



 Ambas contribuíram para viabilizar a administração Ambas contribuíram para viabilizar a administração

eficiente da grande corporação, eliminando assim eficiente da grande corporação, eliminando assim as deseconomias internas de escala.

(36)

A organização multidivisional de

A organização multidivisional de

Chandler

Chandler



 O escritório central O escritório central

planeja, coordena e planeja, coordena e avalia o trabalho de avalia o trabalho de diversas divisões diversas divisões operacionais e aloca operacionais e aloca operacionais e aloca operacionais e aloca pessoal, instalações, pessoal, instalações, capital e demais capital e demais recursos necessários recursos necessários para realizar a para realizar a produção. produção.

(37)

A empresa

A empresa multidivisional

multidivisional

chandleriana

chandleriana

(38)

Críticas a noção de

Críticas a noção de

rendimentos

rendimentos

decrescentes: Pietro

decrescentes: Pietro

Sraffa

Sraffa (1926)

(1926)

  Observou a Observou a incompatibilidade dos

incompatibilidade dos  SraffaSraffa levanta “o dilema levanta “o dilema de Marshall”

de Marshall” –– como como incompatibilidade dos incompatibilidade dos princípios neoclássicos princípios neoclássicos de rendimentos de rendimentos decrescentes com decrescentes com economias de escala economias de escala de Marshall”

de Marshall” –– como como conciliar concorrência conciliar concorrência com retornos com retornos crescentes de escala? crescentes de escala?

(39)

Economias de escala e concentração

Economias de escala e concentração

econômica

econômica



 Diferentes escalas Diferentes escalas

determinam diferentes determinam diferentes custos de produção. custos de produção. Produtores mais Produtores mais eficientes podem eficientes podem eficientes podem eficientes podem comandar preços comandar preços

menores e/ou maiores menores e/ou maiores lucros, desequilibrando lucros, desequilibrando o mercado e o mercado e provocando provocando concentração concentração

(40)

Joan Robinson

Joan Robinson



 Joan Robinson Joan Robinson

(1933) formulou sua (1933) formulou sua teoria ao perceber o teoria ao perceber o irrealismo da irrealismo da situação de situação de concorrência concorrência perfeita, onde perfeita, onde perfeita, onde perfeita, onde nenhum produtor nenhum produtor teria individualmente teria individualmente condições de afetar condições de afetar os preços. os preços.

(41)

Joan Robinson

Joan Robinson



 A evidência empírica das grandes firmas usufruindo A evidência empírica das grandes firmas usufruindo

economias de escala levou

economias de escala levou--a a afirmar que cada a a afirmar que cada

empresa tinha um monopólio para seus produtos, que empresa tinha um monopólio para seus produtos, que era resultado da preferência dos consumidores, apesar era resultado da preferência dos consumidores, apesar da existência de substitutos muito próximos produzidos da existência de substitutos muito próximos produzidos por outras firmas.

por outras firmas.

A Economia da Concorrência Imperfeita

A Economia da Concorrência Imperfeita (1933), foi (1933), foi



 A Economia da Concorrência ImperfeitaA Economia da Concorrência Imperfeita (1933), foi (1933), foi

inspirada simultaneamente em

inspirada simultaneamente em SraffaSraffa e Keynes, e suas e Keynes, e suas respectivas críticas à teoria vigente que se baseava nos respectivas críticas à teoria vigente que se baseava nos pressupostos da concorrência perfeita e do equilíbrio

(42)

Inovações e teorias da firma

Inovações e teorias da firma



 AsAs teoriasteorias dada firmafirma entreentre osos anosanos 3030 ee 6060 tambémtambém

receberam

receberam contribuiçõescontribuições dede outrosoutros camposcampos dodo saber,saber, comocomo psicologia

psicologia industrial,industrial, estudosestudos organizacionaisorganizacionais ee sociologiasociologia.. Os

Os principaisprincipais autoresautores queque contribuíramcontribuíram parapara suasua evoluçãoevolução nesta

nesta direçãodireção sãosão HerbertHerbert SimonSimon,, JJ..MarchMarch ee RichardRichard CyertCyert..



 EstesEstes autoresautores avançamavançam nono entendimentoentendimento dodo 

 EstesEstes autoresautores avançamavançam nono entendimentoentendimento dodo

comportamento

comportamento dada firma,firma, mostrandomostrando queque nemnem sempresempre elaela age

age visandovisando aa maximizaçãomaximização dede lucroslucros aa curtocurto prazo,prazo, podendo

podendo terter outrosoutros objetivosobjetivos comocomo aumentaraumentar oo

market

market--share

share

ee aumentaraumentar lucroslucros aa longolongo prazoprazo..



 ElesEles mostrammostram tambémtambém oo papelpapel dada incertezaincerteza ee dada assimetriaassimetria

de

(43)

As contribuições de H. Simon para o

As contribuições de H. Simon para o

pensamento econômico (Nobel 1978)

pensamento econômico (Nobel 1978)





Responsável pelo

Responsável pelo

conceito de tomada de

conceito de tomada de

decisão organizacional

decisão organizacional

em um ambiente de

em um ambiente de





Argumentou que os

Argumentou que os

empresários não

empresários não

seguem os princípios

seguem os princípios

neoclássicos de

neoclássicos de

em um ambiente de

em um ambiente de

incertezas.

incertezas.





“É impossível ter

“É impossível ter

informação completa

informação completa

perfeita em qualquer

perfeita em qualquer

tempo dado tomar

tempo dado tomar

uma decisão.”

uma decisão.”

neoclássicos de

neoclássicos de

maximização de

maximização de

lucros/ e minimização

lucros/ e minimização

de custo em

de custo em

organizações por

organizações por

causa da falta de

causa da falta de

informação completa.

informação completa.

(44)

Inovações e teorias da firma

Inovações e teorias da firma



 SteindlSteindl emem 19521952 sese inspirainspira diretamentediretamente nana realidaderealidade dodo

processo

processo dede concorrênciaconcorrência dede seuseu tempo,tempo, reconhecendoreconhecendo o

o papelpapel crucialcrucial dada propaganda,propaganda, dada diferenciaçãodiferenciação dodo produto

produto ee dada inovaçãoinovação tecnológicatecnológica nono processoprocesso dede acumulação

acumulação dodo capitalcapital;; acumulação

acumulação dodo capitalcapital;; 

 AsAs assimetriasassimetrias entreentre firmasfirmas constituemconstituem umum fatorfator essencial

essencial nana explicaçãoexplicação dada configuraçãoconfiguração ee transformação

transformação dasdas estruturasestruturas dede mercadomercado;; 

 AsAs empresasempresas comcom menoresmenores custoscustos ee margensmargens dede lucroslucros maiores

maiores são,são, segundosegundo SteindlSteindl,, asas queque têmtêm maioresmaiores possibilidades

(45)

Penrose

Penrose e o crescimento da firma

e o crescimento da firma



 EdithEdith PenrosePenrose emem 19591959 mostramostra oo papelpapel dodo

conhecimento

conhecimento ee dada tecnologiatecnologia parapara oo crescimentocrescimento dada firma,

firma, aoao postularpostular queque aa firmafirma éé umauma coleçãocoleção dede recursos,

recursos, queque nãonão podempodem serser enquadradosenquadrados numanuma função

função dede produçãoprodução;;



 ParaPara ela,ela, aa criaçãocriação dede novosnovos serviçosserviços produtivosprodutivos

depende

depende dada capacidadecapacidade dada firmafirma dede internalizarinternalizar osos depende

depende dada capacidadecapacidade dada firmafirma dede internalizarinternalizar osos conhecimentos

conhecimentos necessáriosnecessários parapara desenvolvêdesenvolvê--loslos ee produzi

produzi--loslos dede formaforma eficienteeficiente;;



 OsOs serviçosserviços geradosgerados aa partirpartir dede novosnovos conhecimentosconhecimentos

dependem

dependem dada capacitaçãocapacitação dosdos homenshomens envolvidosenvolvidos nana sua

sua utilização,utilização, enquantoenquanto queque oo desenvolvimentodesenvolvimento dada capacitação

capacitação destesdestes homenshomens éé definidodefinido pelospelos recursosrecursos aa que

(46)

Edith Penrose (1914

Edith Penrose (1914--1996)

1996)





Sua análise, desenvolvida na década de 1950,

Sua análise, desenvolvida na década de 1950,

supôs uma ruptura rápida e imprevista com a visão

supôs uma ruptura rápida e imprevista com a visão

ortodoxa da empresa a partir de um ponto de vista

ortodoxa da empresa a partir de um ponto de vista

dinâmico e evolutivo.

dinâmico e evolutivo.





Em vez de buscar equilíbrios imaginários em

Em vez de buscar equilíbrios imaginários em

tamanho, em combinação de fatores, ou em

tamanho, em combinação de fatores, ou em

tamanho, em combinação de fatores, ou em

tamanho, em combinação de fatores, ou em

preços, prestou atenção a temas relacionados com

preços, prestou atenção a temas relacionados com

o crescimento das empresas, as razões da função

o crescimento das empresas, as razões da função

de empresas, a sobrevivência das pequenas e

de empresas, a sobrevivência das pequenas e

médias empresas e a gestão do conhecimento.

médias empresas e a gestão do conhecimento.





Principal obra: Penrose, E. (1959). Teoria do

Principal obra: Penrose, E. (1959). Teoria do

Crescimento da Firma

Crescimento da Firma

(47)

A empresa

A empresa Penrosiana

Penrosiana





Para Edith Penrose, a empresa é um conjunto de

Para Edith Penrose, a empresa é um conjunto de

recursos organizados administrativamente que cresce

recursos organizados administrativamente que cresce

e procura sobreviver em torno da concorrência.

e procura sobreviver em torno da concorrência.

"Os serviços que produzem os recursos dependem

"Os serviços que produzem os recursos dependem

da forma em que são usados. Exatamente o mesmo

da forma em que são usados. Exatamente o mesmo

recurso pode prover diferentes serviços segundo a

recurso pode prover diferentes serviços segundo a

forma em que se use ou se lhe combine com

forma em que se use ou se lhe combine com

forma em que se use ou se lhe combine com

forma em que se use ou se lhe combine com

diferentes tipos ou quantidades de outros recursos"

diferentes tipos ou quantidades de outros recursos"

.

.





Qualquer recurso em qualquer empresa está

Qualquer recurso em qualquer empresa está

subutilizado. O gerente da empresa trata de melhorar

subutilizado. O gerente da empresa trata de melhorar

o rendimento dos recursos de que dispõe já que essa

o rendimento dos recursos de que dispõe já que essa

é a melhor forma de aumentar a produção e as

é a melhor forma de aumentar a produção e as

receitas, sem que se aumentem os custos. O

receitas, sem que se aumentem os custos. O

conhecimento da empresa sobre a tecnologia e o

conhecimento da empresa sobre a tecnologia e o

mercado é chave para permitir um melhor

mercado é chave para permitir um melhor

aproveitamento dos recursos.

(48)



 Para Edith Penrose o conceito neoclássico de indústria, Para Edith Penrose o conceito neoclássico de indústria,

como um conjunto de empresas homogêneas que como um conjunto de empresas homogêneas que

produzem produtos idênticos, se torna totalmente sem produzem produtos idênticos, se torna totalmente sem sentido. Não há duas empresas iguais, já que os

sentido. Não há duas empresas iguais, já que os

conhecimentos que as empresas possuem são diferentes e conhecimentos que as empresas possuem são diferentes e o rendimento que obtém de seus recursos também é

o rendimento que obtém de seus recursos também é diferente.

diferente.



 O conhecimento empresarial é um recurso básico para a O conhecimento empresarial é um recurso básico para a

empresa, já que determina os limites na capacidade de empresa, já que determina os limites na capacidade de empresa, já que determina os limites na capacidade de empresa, já que determina os limites na capacidade de gestão e na capacidade de aproveitamento pleno dos gestão e na capacidade de aproveitamento pleno dos

serviços que podem prestar os demais recursos disponíveis serviços que podem prestar os demais recursos disponíveis da empresa.

da empresa.



 Os recursos podem ser adquiridos no mercado, no exterior Os recursos podem ser adquiridos no mercado, no exterior

da empresa, mas os conhecimentos necessários para o da empresa, mas os conhecimentos necessários para o controle, a gestão e o crescimento são criados no interior controle, a gestão e o crescimento são criados no interior da empresa e, portanto, estabelecem um limite à

da empresa e, portanto, estabelecem um limite à velocidade de crescimento.

(49)

A Tecnologia para o

A Tecnologia para o

Mainstream

Mainstream (convencional)

(convencional)

Econômico Século XX

Econômico Século XX

Econômico Século XX

Econômico Século XX

(50)

Representação tecnológica na

Representação tecnológica na

microeconomia: as

microeconomia: as Isoquantasv

Isoquantasv

  A tecnologia é A tecnologia é representada por representada por diferentes proporções diferentes proporções de capital (X1) e de capital (X1) e trabalho (X2) que trabalho (X2) que trabalho (X2) que trabalho (X2) que permitem produzir permitem produzir distintas quantidades distintas quantidades de um bem sem alterar de um bem sem alterar a proporção de

a proporção de insumos.

(51)

Função de produção

Função de produção



 Cada método de produção Cada método de produção

representa uma forma representa uma forma tecnicamente eficiente de tecnicamente eficiente de

combinar fatores produtivos. A combinar fatores produtivos. A função de produção sintetiza função de produção sintetiza função de produção sintetiza função de produção sintetiza matematicamente a quantidade matematicamente a quantidade produzida de um bem e a

produzida de um bem e a

quantidade de insumos (capital e quantidade de insumos (capital e trabalho) necessária para a

trabalho) necessária para a produção deste bem;

(52)

A visão convencional do ponto de

A visão convencional do ponto de

vista macroeconômico

vista macroeconômico

•• A solução objetiva para o cálculo do aumento de A solução objetiva para o cálculo do aumento de

produtividade proposta por Solow ainda é utilizada produtividade proposta por Solow ainda é utilizada na visão convencional;

na visão convencional;

•• Entretanto, a mudança tecnológica depende de Entretanto, a mudança tecnológica depende de

outros fatores e insumos não especificados nos outros fatores e insumos não especificados nos modelos de produtividade total de fatores;

modelos de produtividade total de fatores; modelos de produtividade total de fatores; modelos de produtividade total de fatores;

•• A teoria também não permite compreender as A teoria também não permite compreender as

causas que explicam a mudança tecnológica, em causas que explicam a mudança tecnológica, em particular quando sabemos que é resultado de um particular quando sabemos que é resultado de um fenômeno contínuo que resulta não apenas de

fenômeno contínuo que resulta não apenas de variáveis econômicas, mas também do próprio variáveis econômicas, mas também do próprio processo de produção.

(53)

Produtividade total de Solow:

Produtividade total de Solow:

economia cresce em função da

economia cresce em função da

inovação tecnológica

inovação tecnológica

(54)

Críticas à visão convencional

Críticas à visão convencional



OO conhecimentoconhecimento éé consideradoconsiderado umum bembem dada informaçãoinformação queque todostodos osos agentesagentes

econômicos

econômicos podempodem obterobter dede formaforma igualigual ee semsem custoscustos derivadosderivados dede investimentos

investimentos passadospassados (hipótese(hipótese neoclássicaneoclássica dada exogeneidadeexogeneidade tecnológica)tecnológica) ;;



 AA teoriateoria microeconômicamicroeconômica foifoi criticadacriticada porpor suasua incapacidadeincapacidade dede incorporarincorporar oo atorator

central

central dada firmafirma:: oo empreendedorempreendedor (Dobb,(Dobb, 19251925)).. EstaEsta idéiaidéia foifoi desenvolvidadesenvolvida maismais tarde

tarde porpor SchumpeterSchumpeter;; tarde

tarde porpor SchumpeterSchumpeter;;



 OutraOutra críticacrítica importanteimportante éé aa dada EscolaEscola Austríaca,Austríaca, aa partirpartir dede Hayek,Hayek, queque

questiona

questiona aa hipótesehipótese dede livrelivre acessoacesso àà informaçãoinformação;;



 Finalmente,Finalmente, aa formaforma convencionalconvencional dede analisaranalisar aa organizaçãoorganização ee gestãogestão dada

produção

produção éé questionadaquestionada aa partirpartir dodo desenvolvimentodesenvolvimento dasdas idéiasidéias sobresobre racionalidade

Referências

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