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Finanças Corporativas_Encontro 01

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Academic year: 2021

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(1)

Gerenciamento de Crédito,

Liquidez e Inadimplência

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Apresentação

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Engenheiro Civil – UFPR

Especialização em Finanças – UNIFAE

Mestre em Administração – PUCPR (área de concentração: finanças) Doutorado Sanduíche na McGill University, Montreal, Canadá

Doutorado em Administração - PUCPR (área concentração: finanças)

ATUAÇÃO PROFISSIONAL

Experiência na gestão financeira em multinacionais e empresas familiares

Professor de finanças do mestrado em gestão de cooperativas e do Mestrado e Doutorado em Administração da PUC-PR

Professor de finanças da graduação em administração da UFPR

Professor do MBA em finanças da UFPR, do MBA em gestão financeira da PUCPR e da Pós em Banking e Finanças da PUC-PR

Consultor em Finanças Corporativas, com ênfase em avaliação de empresas

TEMAS DE PESQUISA EM COOPERATIVAS

Risco de Crédito

Determinantes de insolvência em cooperativas agrículas Exposição cambial em cooperativas agrícolas

(3)

Introdução: Alinhando expectativas

O que esperar de um orientador?*

• O auxilie na delimitação do tema com conselhos e técnicas de pesquisa;

• Converse sobre referências bibliográficas importantes;

• Encontre-o para tratar dos avanços da tese;

• Que ele seja tão pontual quanto você nos encontros;

• Que ele maneje encontros com o mínimo de interrupções externas;

• Opine de forma franca sobre a qualidade de seu trabalho e informe como melhorá-lo;

• Mantenha respeito recíproco no tratamento;

• Que ele seja exigente quanto à qualidade de seu trabalho; • Estabeleça objetivos e prazos;

• Que ele explique o ritual de defesa no seu devido tempo; • Que ele não esculhambe você no dia de sua defesa

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Introdução: Alinhando expectativas

O que NÃO esperar de um orientador?*

• Seja o seu terapeuta; • Seja seu amigo;

• Responda a todas as suas perguntas;

• Resolva os seus problemas com algum professor;

• Tenha a responsabilidade de lembrar a você os prazos que você deve cumprir; • Trabalhe sábado, domingo, feriados ou nas férias na sua tese;

• Considere uma emergência sua como se fosse uma emergência dele;

• Fique satisfeito ao receber seus rascunhos ao invés de textos coerentes;

• Fique satisfeito ao notar que você não segue suas instruções de pesquisa; • Espere por você para os encontros de discussão de tese;

(5)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

Qual dessas empresas possui a melhor situação financeira em suas contas de curto prazo?

(6)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

Suponha, agora, que ambas tenham gerado vendas de $ 1.000.000, sendo que possuem margem bruta de 40%. Como estão seus prazos médios de estoque e de recebimento?

• Afinal, qual empresa possui a melhor situação financeira de curto prazo? • Por que os indicadores de liquidez e de atividade mostram resultados

(7)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

• Em muitas situações, a classificação tradicional das contas de curto prazo do balanço se mostra inadequada para uma análise dinâmica da situação econômico-financeria da empresa

• O mesmo ocorre com os indicadores neles baseados, como os Índices de Liquidez

• As contas do ativo como Estoques e Contas a Receber demandam uma

aplicação permanente de recursos da empresa.

• Aplicação: pois quanto maior o volume estocado e o prazo concedido aos

clientes, maior o valor financeiro que a empresa terá que desembolsar para girar suas operações;

• Permantente: porque essas contas renovam-se constantemente, visto que

(8)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

• O Modelo Dinâmico de Análise de Balanço (Modelo Fleuriet) busca

tratar dessa questão ao propor um modelo que reclassifica as contas de curto prazo da empresa, de acordo com o ciclo operacional dela

• Assim, as contas de curto prazo serão reclassificadas em 2 grupos:

• Contas Operacionais (ou cíclicas): aquelas diretamente relacionadas com o

ciclo de atividade da empresa. Ex.: contas a pagar, estoques, fornecedores,

salários, etc.

• Contas de Tesouraria (ou erráticas): aquelas que não estão diretamente relacionadas com a operação da empresa. Ex.: caixa, aplicações

financeiras, empréstimos, etc.

• Estas contas são então agrupadas. A interrelação entre as contas do ativo e do passivo dão origem a dois conceitos fundamentais para esse modelo que serão vistos a seguir:

(9)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

Necessidade do Capital de Giro

• Mede a necessidade que a empresa tem de financiar suas operações de curto prazo PASSIVO OPERACIONAL ATIVO OPERACIONAL NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO

(10)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

Saldo de tesouraria

• Mostra o saldo financeiro (disponibilidades menos empréstimos de curto prazo) que a empresa possui para suportar suas operações no curto prazo DISPONIBILIDADES EMPRÉSTIMOS DE CURTO PRAZO SALDO DE TESOURARIA

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Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

• Uma Necessidade de Capital de Giro crescente significa que a empresa demanda um investimento cada vez maior em suas operações de curto prazo

• Esta demanda deve ser financiada com o Saldo de Tesouraria. Se, em determiando momento, a empresa não tiver mais fundos próprios para suportar o aumento da NCG, ela deverá recorrer a financiamento de terceiros

• A empresa terá sua situação financeira deteriorada se essa situação se mantiver, e seu nível de vendas permanecer crescente

• A soma da Necessidade de Capital de Giro com o Saldo de Tesouraria perfazem o Capital de Giro :

(12)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

• Como ficariam as contas das empresas analisadas inicialmente, se adotássemos o Modelo Fleuriet?

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Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

TIPO 1:

Empresa tem NCG negativo (PMP > PMR). São os fornecedores quem financiam suas operações, gerando recursos que são acumulados na tesouraria. TIPO 1: CDG > 0 NCG < 0 T > 0

$

t

T

T

NCG Vendas CDG

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Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

t

$

CDG

T

T

Vendas

NCG TIPO 2:

Empresa bem administrada financeiramente, tem fôlego para bancar a NCG. Conservadora na sua política de estoques e contas a pagar.

TIPO 2:

CDG > 0 NCG > 0

(15)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

TIPO 3:

Empresa com crescente dificuldade financeira. Tesouraria financia a NCG em proporções cada vez maiores, em função do crescimento nominal das vendas. Se temporário, não é preocupante

TIPO 3: CDG > 0 NCG > 0 T < 0

$

Vendas

T

T

CDG NCG

(16)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

TIPO 4:

Empresa a caminho da insolvência. Está se endividando no curto prazo para sustentar suas operações.

TIPO 4: CDG < 0 NCG > 0 T < 0

$

t NCG

T

T

Vendas

(17)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

TIPO 5:

Empresa extremamente enxuta no seus ativos operacionais mas com contínua demanda de capital de curto prazo, possivelmente em função de prejuízos operacionais

TIPO 5: CDG < 0 NCG < 0 T < 0 NCG

$

t Vendas

T

T

CDG

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Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

TIPO 6:

Empresa extremamente enxuta no seus ativos operacionais. Deve ser muito bem administrada para evitar perdas por falta de estoque

TIPO 6: CDG < 0 NCG < 0 T > 0 NCG

$

t Vendas

T

T

CDG

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Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

(20)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

• Uma importante função da diretoria financeira de uma empresa é

acompanhar a evolução do Saldo de Tesouraria, a fim de evitar que permaneca negativo e crescente

• Empresas nessas condições demonstram excessiva dependência de empréstimos a curto prazo que poderiam levá-las à insolvência

• Esta situação pode ocorrer mesmo com empresas que se mostram lucrativas e com vendas crescentes, desde que sua geração de caixa fique

permanentemente abaixo de sua necessidade de giro

• Nestas circunstâncias, o aumento das vendas demandará cada vez mais capital de giro, obrigando a empresa a recorrer a empréstimos de curto prazo para financiar sua crescente operação

• Caso essas fontes externas cortem os financiamentos (recessão), a empresa não conseguirá manter sua Necessidade de Giro, podendo tornar-se

(21)

Análise Dinâmica das demonstrações financeiras

Meses/anos

$

Vendas NCG CDG

T

T

Referências

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