Programação com capacidade finita e APS no setor de serviços
Texto
(2) José Alexandre de Souza Gadioli. PROGRAMAÇÃO COM CAPACIDADE FINITA E APS NO SETOR DE SERVIÇOS. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Engenharia de Produção.. Orientador: Prof. Dalvio Ferrari Tubino, Dr.. Florianópolis 2003.
(3) GADIOLI, José Alexandre de Souza. Programação com capacidade finita e APS no setor de serviços. 2003. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis. 94 f. Orientador: Dalvio Ferrari Tubino 1.Dissertação – Engenharia de Produção . I – Sistemas. II. Título.. CDU: 670.42.
(4) José Alexandre de Souza Gadioli. PROGRAMAÇÃO COM CAPACIDADE FINITA E APS NO SETOR DE SERVIÇOS.. Esta Dissertação foi julgada ____________ e _____ para obtenção do título de Mestre em Engenharia de Produção no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina.. Florianópolis, 30 de Outubro de 2003.. Prof. Edson Pacheco Paladini, Dr. Coordenador do Curso de Pós-Graduação. BANCA EXAMINADORA:. ______________________________________. Prof. Dalvio Ferrari Tubino, Dr. Universidade Federal de Santa Catarina. Orientador _____________________________________. Prof. Felipe Eugenio Kich Gontijo, Dr. Universidade Federal de Santa Catarina. _____________________________________. Prof. Paulo José de Freitas Filho, Dr. Universidade Federal de Santa Catarina.
(5) A Áurea Maria, minha esposa. A meu filho, Alexandre Volponi Gadioli. A minha eterna educadora, Escolástica de Souza (in memorian). Aos meus pais Maria da Penha e José Gadioli (in memorian).. A minhas irmãs, Lara Antoniella e Fernanda Marcella.. Ao meu amigo e irmão, Leonardo Lima Bortolini..
(6) AGRADECIMENTOS. Ao Grande Arquiteto do Universo, por me permitir vivenciar momentos de engrandecimento pessoal. Ao Professor Dalvio Ferrari Tubino, Dr., meu orientador, pela inestimável e valiosa contribuição, em especial pela dedicação demonstrada ao externar seu elevado conhecimento. A empresa TECMARAN Consultoria e Planejamento Ltda - distribuidora Preactor para a América Latina e a todos seus colaboradores, sem os quais sua utilização não seria possível. Aos amigos Alfredo Mazzei Neto e Fábio de Almeida Có, meus referenciais, pela inestimável e valiosa contribuição, em especial pelas diversas reuniões de ajuda. Aos amigos Luis Cláudio Magnago Andrade e Laila Carolina Pontes Pereira, pela inestimável e valiosa contribuição, em especial pelo apoio logístico. À Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, pela disponibilidade dos seus métodos e profissionais, os quais demonstraram durante o convívio, extrema competência. A Faculdade de Estudos Sociais Aplicados de Viana - FESAV, pela oportunidade, confiança e contribuição oferecidas para que esta dissertação pudesse ser realizada. Agradeço a empresa que me permitiu testar o modelo aqui proposto e a todos os seus colaboradores, sem os quais sua comprovação não seria possível. A todos que direta ou indiretamente contribuíram para a realização dessa pesquisa..
(7) Resumo GADIOLI, José Alexandre de S. Programação com capacidade finita e APS no setor de serviços. 2003. 94 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção) - Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção. UFSC. Florianópolis SC.. A área de serviços tem desafios singulares, diferente daqueles encontrados na área de manufatura, que tem sido o foco tradicional de pesquisa. É imperativo reconhecer que os serviços não são atividades periféricas, mas sim, parte integrante da sociedade. O setor de serviços não só facilita como possibilita as atividades de produção de bens, tanto do setor primário como secundário, possibilitando que às tecnologias de racionalização do trabalho e os empregos na indústria, no seu devido tempo, migrassem para o setor de serviços, ou seja, o que antes era somente aplicado na indústria passasse a ser utilizado nos serviços, optamos assim, pela linha de pesquisa de planejamento e controle da produção, sendo que neste cenário surgiu o pressuposto de aplicabilidade do conceito de capacidade finita e APS trazida da área de manufatura para a área de prestação de serviços.Esse trabalho apresenta aspectos conceituais de PCP, PMP, capacidade finita e APS, balanceamento e seqüenciamento, que posteriormente foi aplicado metodológicamente, através de um estudo de caso numa empresa prestadora de serviços financeiros.Os resultados obtidos foram o aumento de eficácia na gestão do negócio, devido às informações mais precisas e parametrizadas da capacidade de processamento do pedido de clientes, aumento da confiança das relações com clientes, sendo que esses reconhecem as mudanças visíveis de atendimento, dada a redução do tempo de atendimento de seus pedidos que caíram consideravelmente, em média, em 50% do tempo.. Palavras-chave: serviços, PCP, capacidade finita, APS, lead time..
(8) Abstract GADIOLI, José Alexandre de S. Programação com capacidade finita e APS no setor de serviços. 2003. 94 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção) Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção. UFSC. Florianópolis SC.. The area of services has singular challenges, different from those found in the manufacture area, that has been the traditional focus of research. It is imperative to recognize that the services are not outlying activities, but it makes a part of the society. This section of services are not only facilities but it also facilitates the activities of production of goods for the primary section and the secondary as well by speeding up the work and the employments in the industry through the technologies of rationalization and in its due time, migrated for the section of services, that is to say, what before was applied only in the industry it was also assimilated and became used in the services, we opted like this, for the research line of planning and control of the production, and in this scenery the appearance of presupposition of aplicability of the concept of finite capacity and APS brought from the manufacture area to the area of installment of services. That work presents the conceptual aspects of PCP, PMP, finite capacity and APS, oscillation and sequence, that later on was methodologically applied, through a case study in a company that provides financing services. The obtained results were the increase of effectiveness in the business administration, due to the most precise information and parameters of the capacity of processing the customers request, the increase of trust of the relationships with customers, and those who recognize the visible changes in attendance, given the time reduction in attendance of their requests which dropped considerably, at the average, of 50% of the time.. Key words : services, PCP, finite capacity, APS, lead time..
(9) Sumário LISTA DE FIGURAS...................................................................................................X LISTA DE ABREVIATURAS......................................................................................XI 1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................1 1.1 ORIGEM DO TRABALHO ............................................................................................1 1.2 IMPORTÂNCIA DO TRABALHO .....................................................................................3 1.3 OBJETIVOS DO TRABALHO........................................................................................5 1.3.1 Objetivo geral .....................................................................................................5 1.3.2 Objetivos específicos .........................................................................................5 2 REFERENCIAL TEÓRICO.......................................................................................9 2.1 PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DA PRODUÇÃO ............................................................9 2.1.1 Programação-Mestre da Produção ..................................................................12 2.1.2 Balanceamento de capacidade ........................................................................16 2.2 PROGRAMAÇÃO COM CAPACIDADE FINITA E APS .....................................................19 2.2.1 Seqüenciamento e os sistemas APS ...............................................................28 2.3 TRABALHOS PUBLICADOS SOBRE APS E CAPACIDADE FINITA ...................................30 2.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................37 3 METODOLOGIA DA PESQUISA ...........................................................................39 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA .............................................................................39 3.2 ÁREA DE ATUAÇÃO DA PESQUISA ............................................................................41 3.3 DEFINIÇÃO DAS VARIÁVEIS DE PESQUISA .................................................................41 3.3.1 Atividades de PCP antes do APS.....................................................................42 3.3.2 Atividades de PCP após o APS........................................................................42 3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS....................................................................43 3.4.1 Procedimentos para coleta dos dados .............................................................44 3.5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ..................................................................45 3.6 LIMITAÇÕES DO ESTUDO .........................................................................................45 4 APRESENTAÇÃO DO ESTUDO DE CASO .........................................................47 4.1 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA UNILETRA S/A .......................................................47 4.2 O SERVIÇO DE EMPRÉSTIMOS PARA FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ..................................49 4.2.1 Detalhamento do empréstimo para funcionários públicos ................................50 4.3 MELHORIA DO SERVIÇO VIA UTILIZAÇÃO DO APS .....................................................59 4.3.1 A escolha e implantação do APS .....................................................................62.
(10) 4.3.2 Cadastramento das informações básicas.........................................................63 4.3.3 A utilização do Preactor....................................................................................71 4.4 CONSIDERAÇÕES SOBRE A IMPLANTAÇÃO ...............................................................74 5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ................................................................75 5.1 CONCLUSÕES ........................................................................................................75 5.2 RECOMENDAÇÕES .................................................................................................78 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIA........................................79 6.1 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..............................................................................79 6.2 BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................81.
(11) Lista de Figuras Figura 1.1 – Estruturação do trabalho..........................................................................8 Figura 2.1 - Hierarquização dos planos......................................................................14 Figura 2.2 - Gráfico de Gantt......................................................................................20 Figura 2.3 - Gráfico de Gantt para seqüenciamento.....................................................21 Figura 2.4 - Gráfico de Gantt após mudanças...............................................................22 Figura 2.5 - Ganhos com a programação avançada em ambientes produtivos.........25 Figura 2.6 - Grau de interação de sistemas com usuários.........................................26 Figura 2.7 - Classificação dos sistemas de programação da produção com capacidade finita............................................................................ 26 Figura 2.8 - Fatores resultantes da implantação de um sistema de programação da produção com capacidade finita........................................................27 Figura 2.9 - Regras básicas de seqüenciamento.......................................................31 Figura 4.1 – Organograma da UNILETRA.................................................................48 Figura 4.2 – Layout do departamento de empréstimo de funcionários públicos.........51 Figura 4.3 – Layout do 5º andar……..........................................................................52 Figura 4.4 – Layout do 2º andar................................................................................ 53 Figura 4.5 – Fluxograma de processamento do serviço de empréstimo....................55 Figura 4.6 – Fluxograma remodelado para o processamento do serviço de empréstimo...........................................................................................60 Figura 4.7 – Tela do menu principal do Preactor..................................................... ....64 Figura 4.8 – Menu do banco de dados.......................................................................65 Figura 4.9 – Editar banco de dados de Produtos.......................................................66 Figura 4.10 – Detalhamento da configuração do produto.............................................67 Figura 4.11 – Tela de dados de recursos...................................................................68 Figura 4.12 – Tela de edição da ordem para programação.......................................70 Figura 4.13 – Tela gerar programação.......................................................................71 Figura 4.14 – Comparação de indicadores antes e depois do APS...........................73.
(12) Lista de Abreviaturas APICS American Production and Inventory Control Society APS. Advanced Planning System. ERP. Enterprise Resource Planning. MPS. Master Production Schedule. MRP Material Requeriment Planning PCP. Planejamento e controle da produção. PMP. Programação-mestre de produção ou plano-mestre de produção.
(13) 1. 1. INTRODUÇÃO. 1.1 Origem do Trabalho A área de serviços tem desafios singulares, diferente daqueles encontrados na área de manufatura, que tem sido o foco tradicional de pesquisa. Contudo, nenhuma economia pode funcionar sem a infra-estrutura que os serviços proporcionam. Quanto mais uma economia se desenvolve, mais importante se torna à área de serviços, que logo passa a empregar a maioria da população nas suas atividades. Talvez a mais importante característica das operações de serviços seja a presença do cliente no balcão de atendimento. Pensar sempre no cliente e atender as suas necessidades estão entre as maiores preocupações dos prestadores de serviços. Em uma sociedade industrializada, empresas especializadas podem prestar serviços a empresas de manufatura de forma mais barata e eficiente do que as próprias empresas de manufatura poderíam prestar a si próprias. É imperativo reconhecer que os serviços não são atividades periféricas, mas sim, parte integrante da sociedade. Eles são fundamentais para que a economia se mantenha lucrativa, funcional e estão localizados no coração desta economia. O setor de serviços não só facilita como torna possíveis as atividades de produção de bens, tanto do setor primário como secundário. Os serviços são a força vital para a atual mudança rumo a economia globalizada. Atualmente, as prestadoras de serviços são a fonte da liderança econômica. Durante os últimos 40 anos, mais de 55 milhões de novos empregos foram criados no setor de serviços para absorver e proporcionar uma alternativa para a carência de oportunidades de emprego na área de manufatura. Mesmo com as recessões econômicas mundiais, o setor de serviços se mantém mais estável do que o setor de manufatura, haja vista que os clientes estão inclinados a adiar a compra de produtos, mas evitam postergar os serviços essenciais como banco, educação, saúde, dentre outros. Diversas razões explicam a natureza resistente à recessão do setor de serviços. Primeiramente, serviços não podem ser estocados, como é o caso de bens de consumo. Como o consumo e a produção ocorrem simultaneamente nos serviços, a demanda por eles é mais estável do que a demanda por mercadorias.
(14) 2 manufaturadas. Quando a economia perde força, muitos serviços continuam a sobreviver. Em segundo lugar, durante as recessões, consumidores contêm gastos, consertam e produzem com a máquina que já possuem. Desta forma são criados empregos na área de serviços de manutenção e consertos. A competição entre serviços, antes considerados diferenciados, torna-se cada vez mais comum. Alguns dos exemplos mais marcantes são encontrados nos serviços das instituições financeiras. Atualmente, muitos clientes utilizam seus bancos e corretores quase que em intercâmbio, pois nem um nem outro estão estritamente restritos ao âmbito de suas operações. Bancos, corretoras, financeiras oferecem uma gama de produtos e serviços financeiros similares, e agora disputam um mercado comum, sem as tradicionais fronteiras. A competição em serviços pode vir de qualquer lugar. Fica claro que as modernas economias industriais estão sob o comando dos empregos no setor de serviços. Da mesma maneira, que os empregos migraram do campo para a indústria no século XIX devido às tecnologias de racionalização do trabalho, os empregos na indústria, no seu devido tempo, migraram para o setor de serviços, assim como avanços tecnológicos antes aplicados somente na indústria passaram a ser utilizados nos serviços. Ao se optar pela linha de pesquisa de planejamento e controle da produção, se busca comprovar que a área de serviços merece a atenção, em decorrência de que este setor, em nível mundial, teve avanços significativos de tecnologia e importância. Em decorrência da interação direta do cliente no setor de serviços, aumenta o grau de importância da programação da mão-de-obra. Entretanto a determinação do número de funcionários planejados, para atuar em algum momento em particular, é algo também crítico para o cumprimento do prazo de entrega. A produção de bens resulta em output tangível, ou seja, qualquer coisa que podemos ver ou tocar. A produção pode efetuar-se numa fábrica, mas também pode ocorrer em outro local. Os serviços, por outro lado, geralmente implicam em uma atuação. A produção de bens e a prestação de serviços são frequentemente semelhantes em termos do que se deve fazer, mas são diferentes em termos do modo de se fazer. Assim, ambos os sistemas envolvem decisões de localização, de programação, de controle, e alocação de recursos escassos..
(15) 3 Em decorrência da maioria das pesquisas, ocorrer na área de manufatura, os recursos também pode ser escasso na área de serviço. A introdução do conceito de capacidade finita trazida da área de manufatura possibilita superar as desvantagens das modificações de última hora, permitindo a alteração da programação, de forma flexível para lidar com qualquer situação, inclusive mudanças de pedidos, de mãode-obra, podendo também fazer uso de uma ferramenta computacional que utilize os conceitos de capacidade finita. A utilização do conceito de programação de capacidade finita permite minimizar as restrições que limitam também o processamento do serviço, sendo que a ênfase da programação é voltada para mão-de-obra. Os serviços são abundantes em mãode-obra, e a demanda por essa mão-de-obra pode ser altamente variável. Para a mão-de-obra que tem contato direto com o cliente, é necessário estarem capacitados de forma multifuncional, esta capacitação estará permitindo que a mesma seja apta a realizar uma outra tarefa de outro funcionário, tornando esta mão-de-obra mais flexível do que ao trabalhar com máquinas. Em muitos ambientes produtivos do setor de serviços o impacto do uso da ferramenta computacional em determinado objetivo pode não estar imediatamente claro. Porém, a escolha de uma ferramenta computacional normalmente tem um impacto notável no desempenho dos sistemas produtivos. Para se obter ganho significativo de desempenho torna-se necessário uma modelagem da ferramenta, entretanto é de fundamental importância que venha ocorrer à compreensão de que existem restrições operacionais e política de atendimento, que os recursos podem também ser finitos.. 1.2 Importância do Trabalho O setor de prestação de serviços necessita de uma constante capacitação tecnológica para o aumento da produtividade uma maior flexibilidade, e redução dos prazos e dos custos, para tanto é necessário a utilização de uma ferramenta gerencial que possibilite a otimização dos processos de maneira confiável e consistente, respeitando a disponibilidade efetiva dos recursos produtivos, as existências de restrições operacionais e as políticas de atendimento. Para que ocorra a interatividade com outras tarefas pressupõe-se que a mão-de-.
(16) 4 obra é multifuncional estando esta apta a desempenhar e interagir com outras tarefas planejadas.. Devido a esta interação e desempenho, a determinação da. quantidade de mão-de-obra planejada, para atuar em algum momento em particular, é um processo crítico para se atingir o sucesso em todas as operações de serviços. Por um lado, programar poucos funcionários resulta em tempo de espera desnecessária por parte do cliente. Por outro lado, programar muitos funcionários resulta em excesso de pessoal e em altos custos com mão-de-obra desnecessária, o que afeta negativamente o resultado financeiro. Para se fazer o uso racional da mão-de-obra é necessário um sistema de PCP e um gestor atuante, onde ambos poderão planejar um número de funcionários de maneira que satisfaça efetivamente a necessidade do cliente, enquanto minimiza os custos com mão-de-obra excedente. De acordo com Aquilano et al. (2001, p.555), “o custo com mão-de-obra, em muitos serviços, é o principal componente de custos, geralmente representando 35 por cento ou mais da prestação do serviço”. Desta maneira, uma alteração na utilização da mão-de-obra pode ter um impacto significativo no resultado da empresa. Torna-se evidente a necessidade de agilidade nas tomadas de decisões, desde de que estejam amparadas em utilização de mão-de-obra multifuncional, capaz de possibilitar a flexibilização para atender uma possível variação de demanda, possibilitando o cumprimento de prazos de entrega dos pedidos. Para se atender com maior rapidez e confiabilidade os pedidos dos clientes, sendo importante também à utilização de programas computacionais, que possibilitem ao gestor do processo uma redução do tempo que ele dispende na programação do trabalho, permitindo a redistribuição do tempo para supervisionar outras tarefas. Isto resulta em um negócio efetivamente gerenciado. A utilização de programas computacionais pode minimizar as horas de mão-deobra sujeitas às restrições de condição de trabalho e procedimentos diversos. A produtividade do funcionário, portanto, também aumenta. Dessa maneira, utilizar um sistema de programação o rendimento será obtido em uma fração do tempo menor do que ao procedimento manual. Há necessidade então de se definir parâmetros para a gestão da programação de curto prazo, colocando à disposição das empresas do setor de serviços um sistema de informações para o planejamento, para a programação, para o controle e sequenciamento da capacidade produtiva, amparado no conceito de programação.
(17) 5 finita e Advanced Planning Systems (APS), para que tenham condições de produzir com alto padrão de atendimento e com custo reduzido, nivelando a produção à demanda. Os imprevistos, as restrições, a capacidade de produção, as demandas por produtos, as políticas de atendimento, os recursos finitos representam impactos nos processos produtivos, portanto é necessário cada vez mais à preocupação nas causas desses impactos, possibilitando assim ganhos significativos a nível empresarial. O pressuposto deste trabalho é de que a utilização do conceito de capacidade finita de produção, através de ferramenta computacional baseada em APS, irá melhorar a programação da produção e o sequenciamento de processos sob encomenda na área de serviços, em particular nas sociedades de crédito, financiamento e investimento. Desta forma a metodologia científica a ser proposta neste trabalho deverá examinar um estudo de caso no sentido de averiguar como está implantado o conceito de capacidade finita de produção, através de ferramenta computacional baseada em APS, em uma prestadora de serviços.. 1.3 Objetivos do Trabalho 1.3.1 Objetivo geral O objetivo geral do trabalho é verificar se é possível implantar um sistema de planejamento e controle da produção dentro do conceito de programação finita, através de uma ferramenta computacional APS, em empresas prestadoras de serviços.. 1.3.2 Objetivos específicos Na busca pelo o objetivo geral proposto nesse trabalho, os seguintes objetivos específicos deverão ser alcançados:. •. Revisar a bibliografia que aborda o conceito de programação com capacidade.
(18) 6 finita, os sistemas de produção sob encomenda, e a função de planejamento e controle da produção (PCP) através do estudo de suas principais técnicas e ferramentas para que se possa subsidiar e melhor contextualizar sua aplicação à prestação de serviços.. •. Desenvolver uma pesquisa de campo em uma empresa prestadora de serviços para verificar se é possível implantar um sistema de planejamento e controle da produção dentro do conceito de programação finita, através de uma ferramenta computacional APS.. •. Apresentar os resultados obtidos na pesquisa de campo e concluir baseado nos dados levantados.. 1.4 Limitações do Trabalho No desenvolvimento da metodologia proposta baseada em estudo de caso em uma empresa específica, algumas limitações foram observadas e são citadas a seguir. Inicialmente cabe ressaltar que a utilização de uma ferramenta computacional em uma prestadora de serviços causa impacto no grupo de pessoas envolvidas, pois o seu desempenho passa a ser medido, o que antes normalmente não era realizado, exigindo do aplicador da ferramenta, no caso o dissertante, medidas educativas para que o objetivo do trabalho fosse alcançado. Estas medidas educativas não serão objeto de estudo do presente trabalho. Outro ponto é que a metodologia proposta para o estudo de caso não buscou interferir na performance dos empregados, fato que ocorreu naturalmente pela implantação do sistema APS, dada pela obtenção de dados técnicos para a modelagem da ferramenta computacional. Outro ponto ainda que não foi tratada neste trabalho, além da questão meramente técnica da possibilidade de utilização de conceitos de capacidade finita com uso de ferramenta computacional APS, apesar de muito importante quando se fala em restrições e imprevistos, é de que não foram analisadas as causas da baixa difusão de ferramentas computacionais baseadas no conceito de APS em ambientes.
(19) 7 de serviços, onde o principal recurso seja a mão-de-obra. Quanto ao estudo de caso, mesmo sendo feito por um período bastante grande e de forma plena, ele ficou restrito a uma única empresa. E como este trabalho lida com recursos produtivos que são basicamente pessoas, nada garante que se tenham os mesmos resultados em uma outra empresa com cultura diferente, que os obtidos nesta aplicação. Além de que o conhecimento e o empenho do dissertante podem ter sido fatores determinantes para superar os obstáculos encontrados na validação da mesma.. 1.5 Estrutura do Trabalho Este trabalho está estruturado em cinco capítulos, conforme apresentado na Figura 1.1. Neste capítulo inicial foram apresentados os tópicos referentes à origem do trabalho, sua importância, seus objetivos, geral e específico, suas limitações e estrutura do trabalho. O referencial teórico está inserido no capítulo 2, onde é apresentada à programação e controle da produção, as características da programação-mestre da produção e o balanceamento da capacidade. Posteriormente, por serem foco principal deste trabalho, discorreu-se sobre programação com capacidade finita e APS, bem como atividades correlatas, destacando o sequenciamento. No capítulo 3 é apresentado o suporte metodológico para uso nas atividades de PCP antes e após o APS. A metodologia da pesquisa foi subdividida em duas grandes partes: Atividades de PCP antes do APS, sendo este dividida em outros dois blocos: Desenvolvimento do PMP e o Balanceamento da capacidade na empresa e na outra grande parte: Atividades de PCP após o APS, sendo também dividida em outros dois blocos: Como passou a ser o desenvolvimento do PMP e o Balanceamento da capacidade na empresa. No capítulo 4 é apresentado um estudo de caso em uma empresa prestadora de serviços; que realiza diariamente nos seus balcões de atendimento serviços de empréstimos de dinheiro, dando boa representatividade na análise, utilizando recursos finitos. É uma empresa do setor de serviços financeiros, localizado no município de Vitória - Espírito Santo, possuindo a maior movimentação de empréstimo financeiro do município..
(20) 8. CAPÍTULO 1 Introdução. CAPÍTULO 2 Referencial Teórico. CAPÍTULO 3 Metodologia da Pesquisa. CAPÍTULO 4 Apresentação do Estudo de Caso. CAPÍTULO 5 Conclusões e Recomendações. Figura 1.1. Estrutura do Trabalho.. Finalmente, no capítulo 5 são apresentadas as conclusões obtidas através da implantação desse trabalho, destacando se os objetivos propostos foram realizados e as recomendações para trabalhos futuros..
(21) 9. 2 REFERENCIAL TEÓRICO Este capítulo tem por objetivo fazer uma revisão da bibliografia sobre o conceito de programação com capacidade finita aos sistemas de produção sob encomenda e explorar a função de planejamento e controle da produção (PCP) através do estudo de suas principais técnicas e ferramentas para que se possa subsidiar e melhor contextualizar sua aplicação à prestação de serviços em empresas de sociedade de crédito, financiamento e investimento. Este somatório de informações servirá para propor, no decorrer do trabalho uma ferramenta que aumente a eficácia na gestão deste tipo de negócio e permita uma maior segurança nas relações com clientes e fornecedores, via balanceamento da capacidade dos recursos produtivos e diminuição dos lead times e prazos de entrega.. 2.1 Programação e Controle da Produção Para atingir seus objetivos os sistemas produtivos devem exercer uma série de funções operacionais, desempenhadas por recursos humanos capacitados, que vão desde a concepção da idéia, o projeto dos produtos ou serviços, até o controle dos estoques, recrutamento e treinamento de recursos humanos, aplicação dos recursos financeiros, distribuição dos produtos dentro de prazos de entrega estabelecidos com os clientes, etc. O sucesso de um sistema produtivo depende da forma geral com que as funções básicas se relacionam, sendo elas: finanças, produção e marketing. Nas organizações a função de produção não é única e nem, portanto, a mais importante, porém deve estar na posição central em relação às demais funções, que possuem suas responsabilidades específicas, mas convergindo para os interesses comuns, que é a produção de bens e serviços para atender as necessidades dos clientes. Para a produção de bens e serviços as empresas necessitam da administração da produção para melhor desempenhar a função produção, garantindo o desempenho e a competitividade final de seus produtos. Para que uma ou mais operações produzam bens e ou serviços é necessário que isto se faça através de um processo de transformação. Definir por transformação a tudo que muda seu estado ou condição, com o uso.
(22) 10 de recursos, para produzir algo ou alguma coisa, e para Slack et.al. (1997, p.320) ”qualquer atividade de produção pode ser vista conforme esse modelo inputtransformação-output.” Esse modelo se aplica a todas as atividades de uma empresa, diferenciando o tipo de produção pelo input e output gerados no processo. Os. inputs. podem. ser. classificados. em. recursos. transformados. e. de. transformação, o primeiro se divide em três tipos: materiais, clientes e informações, e o segundo em instalações e recursos humanos, e suas naturezas específicas serão diferentes entre as operações. Para melhor compreensão do assunto é importante se adotar uma das diversas formas de classificar os sistemas de produção, proposta por Tubino (2000, p.27), ao sugerir a classificação : Pelo grau de padronização dos produtos, pelo tipo de operação que sofrem os produtos e pela natureza do produto. A classificação dos sistemas produtivos tem por finalidade facilitar o entendimento das características inerentes a cada sistema de produção e sua relação com a complexidade das atividades de planejamento e controle desses sistemas.Pela natureza do produto, quando este é algo tangível, podendo ser tocado ou visto, denomina-se de manufatura de bens e, por outro lado, quando o produto é intangível, podendo ser apenas sentido, diz-se que é uma prestação de serviços.. Tanto a manufatura de bens como a prestação de serviços, são similares considerando o aspecto da transformação de insumos em bens ou serviços produzidos para os clientes em um sistema produtivo. Diferencia-se basicamente na maneira como são orientados à manufatura de bens para o produto, e a prestação de serviços para a ação, além de como são executadas suas operações. De acordo com seu tamanho ou estrutura, uma empresa tem no Planejamento e Controle da Produção (PCP) uma das funções mais importantes de todo o sistema produtivo. Segundo Machline et. al., citado por Consentino e Erdmann (1999, p. 25), “o PCP é uma função administrativa, que tem por objetivo principal a elaboração dos planos e atividades que orientarão a produção e servirão de guia para seu controle.” Em termos simples, o PCP determina o que, quando, quanto, onde e como vai ser produzido e quem vai produzir. Entretanto, para Abreu (2001) apenas isto não basta quando se pretende produzir bens e serviços verdadeiramente competitivos. Há que se dar um salto qualitativo nas condições operacionais em que tais fatos.
(23) 11 acontecem. É indispensável conseguir que a produção ocorra de forma planejada, em bases organizadas e parametrizadas e sob máximo controle. Em outras palavras, as operações produtivas devem ser executadas de forma inteiramente subordinada às decisões do profissional que responde por sua efetivação, seja ele chefe do PCP, gerente de produção ou diretor industrial. Tais considerações foram abordadas por Pedroso e Corrêa (1996, p.61) que colocam o sistema de PCP como uma área de decisão prioritária para os executivos. Segundo Zaccarelli (1973, p.1), “o PCP consiste essencialmente em um conjunto de funções inter-relacionadas, que objetivam comandar o processo produtivo e coordená-lo com os demais setores da organização”. Em certo sentido, o autor considera que o PCP é um sistema de transformação de informações e estas serão transformadas em ordem de fabricação. Neste aspecto, para Erdmann citado por Consentino e Erdmann (1999, p.44) “o PCP é um sistema processador de informações, que procura facilitar as decisões sobre as várias etapas do processo produtivo.” Zaccarelli (1990, p.73) destaca ainda que: Muitos executivos dizem que o PCP é assunto tão técnico, que não cabe nas atribuições gerais da alta administração. Outros ainda dizem que o PCP é importante demais para ser deixado totalmente por conta de especialistas em PCP.. Fica devidamente evidenciado pelas citações que o PCP é um sistema processador de informações que procura facilitar as decisões sobre as várias etapas do processo produtivo, agindo como elemento transformador, buscando obter, a partir de insumos básicos, produtos e serviços que satisfaçam, e até mesmo excedam, as necessidades dos clientes. Pedroso e Corrêa (1996, p.61) consideram que, além de um impacto estratégico das decisões resultantes de um sistema de PCP, as decisões definem quatro determinantes fundamentais do desempenho destes sistemas: 1. Os níveis, em volume e mix, de estoques de matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados; 2. Os níveis de utilização e de variação da capacidade produtiva (custos, organização, ociosidade, horas extras, demissão, contratação, subcontratação e outros);.
(24) 12 3. O nível de atendimento à demanda dos clientes, considerando a disponibilidade dos produtos em termos de quantidades e prazos de entrega; 4. A competência quanto à reprogramação da produção, abordando a forma como a empresa reage às mudanças não previstas nos seus recursos de produção e na demanda dos clientes.. Estes determinantes podem ser desdobrados em objetivos de desempenho específicos para o Sistema de PCP. Erdmann, citado por Consentino e Erdmann (1999, p.44), apresenta o PCP decomposto em três etapas, sendo: planejamento, programação. e. controle,. entretanto. neste. trabalho. dar-se-á. destaque. à. programação, que aborda ações que antecedem a produção, em especial ao planejamento-mestre da produção. A programação considera atividades de médio e curto prazo, bem como ações que englobam a determinação de quantidades de produtos e/ou serviços finais, de materiais, de recursos necessários e de controles de custos, prazos e datas de entrega. Nesta etapa de programação pressupõe-se que muitos recursos já terão sido definidos, tornando-se difícil efetuar mudanças substanciais, mas a programação deverá permitir pequenas mudanças ou intervenções localizadas, para atender a situações não previstas (greves, falta de matéria-prima, indisponibilidade de equipamentos, etc.) ou necessidades de clientes.. 2.1.1 Programação-Mestre da Produção Meredith e Shafer (2002, p.245) consideram que a força impulsionadora da programação é a programação-mestre, também conhecida como programaçãomestre de produção ou plano-mestre de produção (PMP). Os autores citam dois motivos de força impulsionadora da programação, que são: 1. É nesse momento que os pedidos efetivos são incorporados no sistema de programação; 2. Os produtos planejados agregados são divididos em itens separados, que os clientes realmente querem, verificando-se a viabilidade em relação ao lead time e a capacidade operacional..
(25) 13 Segundo Slack et al. (1997, p.448): O programa-mestre de produção (MPS – Master Production Schedule) é a fase mais importante do planejamento e controle de uma empresa, constituindo-se na principal entrada para o planejamento das necessidades de materiais, [...] constituindo-se de registro com escalas de tempo que contém, para cada produto final, as informações de demanda e estoque disponível atual.. Para Aquilano et al. (2001, p.502), o PMP “é o plano periódico especificando a quantidade e o momento em que a empresa planeja produzir cada um dos itens finais.” Ritzman e Krajewski, citados por Fullmann et al. (1989, p.117), afirmam que: Muitas empresas não iniciam a produção com o PMP, e sim com algo chamado plano de produção, que de maneira analógica poderia ser imaginado como um guarda-chuva que cobre todos os processos de planejamento de manufatura, inclusos aqui os planos de curto prazo elaborados, onde sob este mesmo guarda-chuva estará o PMP.. Os autores ainda destacam que, se a empresa não tem itens específicos, existe a possibilidade de que o plano de produção e o PMP formem um único plano. O plano de produção ainda pode considerar a fabricação para estoque ou sob encomenda. Corrêa, Gianesi e Caon (1997, p.193) afirmam que na maioria das empresas são utilizados indistintamente os termos planejamento-mestre e programação-mestre (plano-mestre e programa-mestre). O PMP coordena a demanda do mercado com os recursos internos da empresa, de forma a programar taxas adequadas de produção (lotes econômicos) de produtos finais. Apenas ter um programa-mestre não garante sucesso, o que se necessita é ser adequadamente gerenciado; caso não o seja, podem ocorrer riscos de perdas de competitividade da empresa. Segundo Tubino (1999, p.77): O PMP tem por função desmembrar o plano estratégico de longo prazo em planos específicos de produtos acabados, no sentido de direcionar as etapas de programação da produção. A partir da montagem do PMP, a empresa passa a assumir compromissos de montagem dos seus produtos.. Tubino (2000, p.88) afirma ainda que o PMP é obtido geralmente por tentativa e erro, em que, a partir de um PMP inicial, busca-se verificar a possibilidade de recursos para sua execução, como ilustrado na Figura 2.1..
(26) 14 Deduz-se, então, que o PMP faz a conexão entre o planejamento estratégico (plano produção) e as atividades operacionais da produção, onde estarão envolvidas todas as áreas que têm um contato mais direto com a manufatura, tanto no sentido de fornecer subsídios para a tomada de decisão, como no sentido de usar as informações do PMP. Para o programador do PMP, o desafio é tentar programar a produção de forma a manter as taxas de produção as mais estáveis possíveis, com menor estoque, menores custos.. Plano de Produção. Longo prazo. Planejamento-mestre da produção PMP. inicial não. Viável ?. Médio prazo. sim PMP final. Programação da Produção. Figura 2.1. Hierarquização dos planos.. Fonte: Tubino, 2000, p.89.. Curto prazo.
(27) 15. Corrêa, Gianesi e Caon (1997, p.197) citam a APICS (American Production and Inventory Control Society) que define o PMP como:. É a declaração do que a empresa espera manufaturar. É o programa antecipado de produção daqueles itens a cargo do programador-mestre. O programador-mestre mantém esse programa que, por sua vez, se torna uma série de decisões de planejamento que dirigem o planejamento de necessidade de materiais (MRP). Representa o que a empresa pretende produzir, expresso em configurações, quantidades e datas específicas. O programa-mestre não é uma previsão das vendas, que representa uma declaração de demanda. O programa-mestre deve levar em conta a demanda, o plano de produção (ou S&OP Sales and Operation Planning), e outras importantes considerações, como solicitações pendentes, não disponibilidade de material, não disponibilidade de capacidades, políticas e metas gerenciais, entre outras. E o resultado do processo de programaçãomestre O programa-mestre é uma representação combinada de previsão de demanda, pendências, o programa-mestre em si, o estoque projetado disponível e a quantidade disponível para a promessa.. Posteriormente, Corrêa, Gianesi e Caon (2001, p.208) consideram que “o programa-mestre é uma declaração de quantidade planejadas que dirigem os sistemas de gestão detalhada de materiais e capacidade, em decorrência da demanda e dos níveis de recursos: presente e futuro”. Tubino (2000, p.90) destaca que na preparação do PMP algumas questões devem ser discutidas, dentre as quais “a determinação de que itens devem fazer parte do PMP, qual o intervalo de tempo e que horizonte planejar, como tratar os produtos para estoque e sob-encomenda, etc.”. O autor ainda reforça que o PMP deve referir-se aos produtos acabados da empresa que serão remetidos aos clientes. Ao fazer a análise da capacidade de produção do PMP, conforme apresentado na Figura 2.1, a sistemática do PMP consiste em gerar um PMP inicial que será testado frente às suas necessidades de capacidade produtiva, para verificar sua viabilidade e autorizar o prosseguimento. O objetivo é não prosseguir com um plano que trará problemas futuros para sua operacionalização, conforme afirma Tubino (2000, p.93)..
(28) 16 Com relação à análise sobre o planejamento da capacidade produtiva, cabe ressaltar, segundo Stevenson (2001, p.156), que “a capacidade se refere a um limite superior ou teto de carga que uma unidade operacional pode suportar”. A capacidade é uma peça importante de informação para efeitos de planejamento. O autor ressalva ainda que em qualquer tipo de planejamento de capacidade se deve fazer as perguntas básicas: •. Qual tipo de capacidade é necessário?. •. Quanto é necessário?. •. Quando será necessário?. Obviamente estas perguntas dependem dos produtos e serviços, e, na realidade, o planejamento da capacidade é regido por escolhas. O autor alerta ainda para o fato da importância das decisões que envolvem a capacidade, tais como: • As que têm um verdadeiro impacto sobre a capacitação que a organização terá para atender à demanda futura para produtos e serviços; • As que afetam custos operacionais, sendo um determinante fundamental no custo inicial; • As que envolvem freqüentemente o comprometimento de recursos em longo prazo; • As que podem influenciar na competitividade; • As que influenciam na competitividade da empresa.. Como visto até aqui, a questão relacionada a análise da capacidade produtiva e suas restrições, apresenta importância significativa dentro das funções do PCP, desta forma o próximo tópico se dedicará a discutir o balanceamento de capacidade.. 2.1.2 Balanceamento de capacidade Balanceamento de capacidade, de acordo com Bueno (1986, p.164), “é a combinação do ato de balancear com a qualidade e a quantidade de determinados recursos para satisfazer um certo fim”. Hammer e Champy (1994, p.8) abordam que: Nos anos 50 e 60, a principal preocupação operacional dos executivos das empresas era a capacidade, ou seja, o atendimento da demanda crescente..
(29) 17 Se uma empresa expandisse a sua capacidade produtiva rápido demais, o financiamento das novas fábricas poderia prejudicar o resultado financeiro. Porém, se apresentasse capacidade insuficiente ou lenta demais, a empresa poderia perder mercado, devido à incapacidade de produzir.. Shingo (1996, p.284) descreve a capacidade como sendo ”a habilidade para desempenhar uma tarefa”. Ressalta ainda o autor que “devemos analisar a carga, como sendo o volume de uma tarefa e que esta pode causar uma capacidade excedente, ou seja, um indicativo da relação entre a carga e a capacidade.” Na verdade, a carga varia com a ocorrência de defeitos e outros problemas e a carga normal precisa ser aumentada na quantia equivalente à taxa de defeitos. Além disso, a capacidade varia com a quebra de máquinas, ausência de funcionários, atrasos na entrega de materiais, etc, conforme mencionado anteriormente. Shingo (1996, p.164), ressalta que: Para se atingir uma meta, a condição necessária é a capacidade excedente positiva (+), pois se houver um processo qualquer com capacidade excedente negativa (-), o nível de produção meta não será alcançado, ocorrendo assim aumento de horas de trabalhos extras, dentre outras situações não necessárias. Isso reflete na abordagem do balanceamento, haja vista que cada processo tem o mesmo volume de produção. Equilibrar os volumes das capacidades de processamentos que estão relacionados com o balanceamento. Devemos, no entanto, lembrar-nos de uma importante condição: o volume produzido é determinado pelo volume pedido ao sistema. Se a demanda puder ser totalmente satisfeita por uma operação com a menor capacidade de processamento no processo, não há problema em reduzir as capacidades de processamento das demais operações, até o nível desta e reduzir a produção ao volume pedido. É mais benéfico balancear a capacidade total e, com isso, para evitar o surgimento de esperas de processo.. Segundo Shingo (1996, p.164) existem três definições de balanceamento: 1. Pela capacidade total à maior capacidade do processo; 2. Pela capacidade total à menor capacidade do processo e, 3. Pelo volume de produção ao volume pedido, pelo fato de o primeiro ser determinado pelo segundo.. Os processos gargalos são melhorados somente se a operação com menor.
(30) 18 capacidade de processamento não puder satisfazer o volume pedido. Para balancear a capacidade, máquinas com capacidades de processamento maiores são operadas numa velocidade mais baixa. Tubino (2000, p.97) neste aspecto aborda que é importante analisar as restrições de capacidade produtiva, sendo considerada pelo autor uma rotina para análise da capacidade produtiva do PMP os seguintes três passos: 1. Identificar os recursos a serem incluídos na análise, como forma de simplificação. Pode-se considerar apenas os recursos críticos, ou gargalos; 2. Obter o padrão de consumo da variável que se pretende analisar de cada produto acabado, incluído no PMP para cada recurso; 3. Resultado matemático referente ao consumo de cada produto para recurso em função da quantidade.. Ficam evidentes as necessidades de consolidar a capacidade para cada recurso. Já Corbett Neto (1997, p.2) apresenta outras considerações sobre o balanceamento, quando afirma que: Muitas pessoas advogam a criação de uma fábrica com capacidade balanceada, isto é, uma fábrica onde todos os recursos têm a mesma capacidade média de produção. Isso se dá pelo fato de querermos otimizar a utilização de todos os recursos de uma fábrica, achamos que se um recurso está ocioso então estamos perdendo dinheiro (ou pelo investimos mais que o necessário). Temos a percepção, errônea, de que ao utilizarmos todos os recursos ao máximo, estaremos ganhando mais dinheiro.. O autor (Corbett Neto, 1997, p.3) enfatiza ainda que uma fábrica é desbalanceada por natureza, ficando difícil conseguir com que todos os recursos tenham altas eficiências, e destaca que “o inventário em processo crescerá, se mantivermos, ou tentarmos manter, uma fábrica balanceada”. Desta forma, no sentido de aprofundar as questões relacionadas com o balanceamento de capacidade, no próximo tópico irá desenvolver uma comparação entre o planejamento e a programação da capacidade finita..
(31) 19. 2.2 Programação com capacidade finita e APS Uma deficiência percebida nas empresas em face das novas condições do mercado é a Iigação entre o planejamento e o controle da produção. Isso ocorre porque o planejamento da produção não trabalha próximo à dinâmica do chão-defábrica. Na tentativa de solução dessa deficiência, foram desenvolvidos sistemas computacionais dentro do conceito de capacidade finita ou planejamento fino da produção (PFP). Esses sistemas fazem um refinamento do planejamento da produção, além de trabalharem com o retorno das informações do chão-de-fábrica, permitindo controle da produção e correções no planejamento. Assim, um sistema de PFP não elimina o processo de PCP tradicional, mas sim o complementa, permitindo a interpretação de maneira visual na programação dos processos produtivos. Independente das características do sistema, a sua implantação é um fator crítico, para o êxito de sua utilização, de acordo com Rozefteld e Favaretto, citados por Favaretto e Bremer (1997, p.116). Segundo a empresa Preactor International (2001), fornecedora de. softwares. para o PFP, “é comum às pessoas acreditarem que as ferramentas computacionais de planejamento e de programação em capacidade finita fazem as mesmas coisas.” Isto acontece quando se faz uma avaliação muito superficial destes dois tipos de ferramentas computacionais, dado que ambos apresentam gráficos de Gantt para demonstrar visualmente o trabalho a ser realizado. Para ilustrar essa diferença, suponha-se o gerenciamento de uma prestação de serviço em uma sociedade de crédito, financiamento e investimento. Uma parte desta prestação de serviço compreende o empréstimo de um determinado valor monetário e as atividades poderiam, de uma forma simplificada, ser: 1. Levantar dados pessoais e analisar condições técnicas; 2. Preencher formulários específicos; 3. Emprestar o valor monetário aprovado diante das condições técnicas; Um gráfico de Gantt colocaria cada tarefa ou atividade em linhas separadas, como ilustrado na Figura 2.2. Se fosse necessário editar este gráfico com o.
(32) 20 andamento do projeto, isto seria feito movendo as barras para a esquerda ou para direita, compensando avanços ou atrasos. Entretanto, de nada adiantaria movê-las verticalmente, uma vez que cada barra representa uma única atividade. Esta é uma típica visualização para gerenciamento de projetos, onde as barras representam as atividades, e os recursos necessários à execução da tarefa são alocados pelo usuário como informação vinculada à atividade. Em um sistema de programação em capacidade finita, geralmente trabalha-se com um nível de detalhe mais elevado que o do exemplo acima. Usa-se a ferramenta computacional para ajudar a selecionar o melhor recurso para executar cada tarefa/atividade. Neste exemplo se pode contar com várias pessoas para preencher formulários, e o sistema de capacidade finita ajudaria a selecionar a “melhor”, com base no comprometimento com outros trabalhos, suas capacidades e turnos, velocidade de preenchimento, etc. Pode-se, também, necessitar de recursos adicionais: e se a pessoa mais veloz precisar do telefone direto e ele estiver ocupado? Nesta situação, a ferramenta computacional de programação em capacidade finita deve informar se é melhor aguardar a disponibilidade da combinação pessoa mais veloz e linha telefônica exclusiva e ou antecipar a tarefa com uma pessoa menos ágil e um preenchimento de formulários mais lento.. TEMPO 02-01-90 09:00 ATIVIDADE 1 ATIVIDADE 2 ATIVIDADE 3. Figura 2.2. Gráfico de Gantt.. Fonte: Preactor 9.0, 2001.. 02-01-90 09:10. 02-01-90 09:30. Levantar dados pessoais Preencher formulários Emprestar o dinheiro.
(33) 21 O gráfico de Gantt gerado em uma ferramenta computacional de programação em capacidade finita é muito diferente do gerado por um de planejamento de projetos. Ainda que as barras continuem representando tarefas/atividades/operações a serem executadas, cada linha do gráfico mostra os recursos disponíveis (pessoas por exemplo) ou grupo de recursos disponíveis, para executar estas tarefas. Portanto, no gráfico de Gantt de uma ferramenta computacional de programação em capacidade finita, cada linha ou fileira está associada a um recurso e geralmente possui várias atividades relacionadas, enquanto que no gráfico de planejamento, cada linha representa uma atividade ou tarefa e normalmente apresenta apenas uma barra associada. Na edição do gráfico de Gantt em um software de programação em capacidade finita é comum mover as barras (tarefas/atividades/operações) verticalmente, alocando a operação em outro recurso, ou seja, mover a tarefa da pessoa mais rápida para a mais lenta. Movendo a barra para a direita ou para a esquerda altera-se o período no qual a tarefa deverá ocorrer, da mesma forma que no planejamento de projeto. A Figura 2.3 mostra o gráfico de Gantt em uma ferramenta computacional de programação em capacidade finita com a prestação de serviço de um empréstimo de dinheiro.. TEMPO 02-01-90 09:00 G r Equipe Balcão u p Equipe Back - Office o R e Equipe Transporte c u r Equipe Tesouraria s o s Equipe Assinadores. Figura 2.3. 02-01-90 09:15. 02-01-90 09:43. Preencher formulários. Recepcionar clientes Analisar dados técnicos. Liberar o emréstimo. Entregar o cheque. Levar o pedido do cheque Preencher o cheque Assinar o cheque. Gráfico de Gantt para seqüenciamento em capacidade finita.. Fonte: Preactor 9.0, 2001..
(34) 22 Pode-se observar a interação das operações no empréstimo com outras tarefas, que os mesmos recursos executam nas sociedades de crédito, financiamento e investimento (bancos ou financeiras). Se a barra “Analisar dados técnicos“ deslizar para a direita, ela vai impactar na tarefa “Liberar empréstimo“. Se a demora for expressiva, pode-se decidir então transferir “Liberar empréstimo” para outro recurso (2) dentro da Equipe de Backoffice, para garantir o início dentro do cronograma, pode-se mover a atividade “Levar o pedido do cheque”, do recurso mais lento para o recurso (2) mais rápido dentro da Equipe de Transportes. A Figura 2.4 mostra o resultado destas mudanças.. TEMPO 02-01-90 09:00 G r Equipe Balcão u p Equipe Back - Office(2) o R e Equipe Transporte (2) c u r Equipe Tesouraria s o s Equipe Assinadores. Figura 2.4. 02-01-90 09:15. 02-01-90 09:43. Preencher formulários. Recepcionar clientes Analisar dados técnicos. Liberar o empréstimo. Entregar o cheque. Levar o pedido do cheque Preencher o cheque Assinar o cheque. Gráfico de Gantt após mudanças.. Fonte: Preactor 9.0, 2001. Num processo de prestação de serviços, mudanças na alocação das tarefas nos recursos, podem ocorrer freqüentemente devido à dinâmica do processo (quebras, falta de energia, pedidos de emergência, mudanças nas especificações do cliente, falta de recursos humanos, etc). Uma ferramenta computacional de programação em capacidade finita é de valor incalculável para auxiliar o gestor no controle do processo mostrando o nível de utilização dos recursos, ou avisando com antecedência os pedidos que irão se atrasar. caso. não. sejam. tomadas. outras. providências.. Uma. ferramenta. computacional de programação em capacidade finita aloca tarefas para cada recurso.
(35) 23 específico, em vez de representar apenas as relações entre as atividades. Estas ferramentas vêm sendo denominadas como Advanced Planning Systems (APS). A sigla APS (Advanced Planning Systems) caracteriza uma categoria de softwares avançados, especializados em planejamento e programação de operações dentro do conceito de capacidade finita. A introdução dos sistemas de planejamento avançados marca a mudança mais significante em sistemas industriais desde o aparecimento de MRP mais de 20 anos atrás (Turbide, 1998, p. 2). De acordo com Carvalho, citado por Barros (2001, p.65), ainda existe uma certa confusão na sua aplicação, devido o termo APS ser recente, não se tratando de um sistema propriamente dito, mas de uma categoria com funções de programação avançada. De forma mais ampla estes sistemas tem seu escopo indo do nível estratégico até o operacional de programação detalhada. Os sistemas APS, denominados assim a partir de 1998, através da publicação do artigo de Turbide (1998), sob o título de What´s APS?, foram tecnicamente concebidos para utilizar todos os avanços de hardware e software, e apesar da complexidade dos cálculos executados em uma simulação, eles são muito rápidos, podendo ser medidos em minutos e até em segundos, proporcionando uma programação quase em tempo real, facilitando a comunicação entre os realizadores das tarefas. APS utilizam programação por "capacidade finita" reconhecendo as restrições da manufatura indicadas por regras definidas por seus usuários, permitindo ajustes do programa e/ou capacidade de acordo com as regras pré-estabelecidas, otimizando a seqüência de produção. Em seu artigo Turbide (1998, p.3) destaca que: O conceito APS planejaria materiais e capacidade dos recursos, criando um plano de produção integrado, planejando simultaneamente materiais e a capacidade necessária dos recursos, utilizando a abordagem de capacidade finita, minimizando assim as escassezes.. Os sistemas APS utilizam-se de técnicas de lógica mais modernas, considerando simultaneamente todas as restrições importantes para a maximização dos objetivos do negócio no momento da sua execução, além da utilização de simulação para facilitar as tomadas de decisões gerenciais, num curto prazo. Os sistemas APS indicam prazos de entrega com segurança para os clientes.
(36) 24 com a utilização de alta tecnologia de processamento e da abordagem de capacidade finita dos recursos e a visão das restrições da manufatura, controlando melhor o programa de produção e efetuando as revisões periódicas com a antecedência necessária para o melhor gerenciamento. Os APS podem ser integrados com os sistemas de manufatura ERP ou com soluções de gestões das "cadeias de suprimentos" (supply chain), buscando otimizar os seus resultados estabelecendo o melhor seqüenciamento da produção, não deixando de considerar todas as restrições do processo de manufatura (Turbide, 1998, p.3). Com a implantação da programação avançada via APS os ambientes produtivos, de acordo com a Preactor International (2001), podem obter uma série de ganhos, apresentados na Figura 2.5. As decisões dos sistemas APS ocorrem em diferentes horizontes de tempo e períodos de replanejamento, bem como consideram diferentes níveis de agregação da informação. Estas decisões podem ser classificadas em três níveis: planejamento no longo, médio e no curto prazo e onde há o controle. As decisões relacionadas aos três níveis supracitados e à função controle estão intrinsecamente inter-relacionadas, de que resulta que um sistema de PCP deve ser projetado considerando este conjunto de decisões, bem como a importância relativa de cada nível de decisão dentro do contexto particular de cada empresa. A programação da produção, como já mencionado anteriormente, aborda o planejamento de curto prazo, onde basicamente, a programação da produção consiste em decidir quais atividades produtivas (ou ordens de trabalho) devem ser realizadas, quando (no momento de início ou prioridade na fila) e com quais recursos (matérias-primas, máquinas, operadores, ferramentas, dentre outros) serão utilizados para atender à demanda, informada ou através das decisões do planomestre de produção, ou diretamente da carteira de pedidos dos clientes..
(37) 25. Figura 2.5. Ganhos com a programação avançada em ambientes produtivos.. Segundo Pedroso e Corrêa (1996, p.63), “... as decisões decorrentes da programação da produção se tornam um problema combinatório de tal ordem que soluções intuitivas são inadequadas pelas limitações humanas.” Já Heizer e Render (2001, p.437) consideram que: A programação finita não apresenta as desvantagens dos sistemas baseados em regras, proporcionando ao programador um cálculo interativo gráfico. Esse sistema caracteriza-se pela habilidade do responsável pela programação em fazer modificações com base em formulações de última hora.. Mais do que a habilidade, os sistemas de APS devem propiciar um grau de interação com o usuário. Corrêa, Gianesi e Caon (2001 p.354) classificam os sistema de PCP como sistemas abertos que possuem interação com o usuário, fechados que não apresentam esta interação e semi-abertos (ou semi-fechados) que são mistos. A figura 2.6 resume as características destes sistemas..
(38) 26. TIPOS de SISTEMAS. INTERAÇÃO COM USUÁRIO. Abertos. necessita. Fechados. não necessita. -. necessita para definição de. ferramenta. regras. de suporte. Intermediários. Figura 2.6. SIMULAÇÃO. RESPONSÁVEL PELA DECISÃO. ferramenta. usuário. de suporte. sistema o usuário decide, baseando-se, na metodologia de decisão limitada pelo sistema.. Grau de Interação de Sistemas com Usuários.. Pedroso e Corrêa (1996, p.70) propõem ainda uma classificação dos sistemas de programação da produção com capacidade finita segundo o método de solução, segundo o grau de interação com o usuário e segundo o suporte as funções do planejamento da produção, conforme ilustrado na figura 2.7. Segundo o método de solução do problema. Baseados em regras de liberação; Matemáticos otimizantes e heurísticos; Sistemas especialistas puros; Apoiados em redes neurais.. Segundo o grau de interação com o usuário. Sistemas abertos; Sistemas semi-abertos; Sistemas fechados; Sistemas semi-fechados.. Segundo o suporte às funções do planejamento Plano-mestre de produção; da produção Programação da produção; Gestão dos materiais integrada a capacidade; Controle de produção.. Figura 2.7 Classificação dos sistemas de programação da produção com capacidade finita. Fonte: Pedroso e Corrêa, 1996, p.70. De acordo com Pedroso e Corrêa (1996, p.65) o resultado da implantação de um sistema de programação da produção com capacidade finita, está intrinsecamente relacionado a três fatores fundamentais: a adequação atual e futura deste sistema em relação ao ambiente da empresa, a escolha de um sistema que atenda as necessidades e particularidades da empresa, e a metodologia de implantação, conforme apresentado na figura 2.8..
Documentos relacionados
Para verficar esses dados, propõe-se o cruzamento dos exemplares do Almanak Laemmert, dos anos de 1850 e 1870, — o qual possibilitou o le- vantamento do número de anunciantes
A motivação para o desenvolvimento deste trabalho, referente à exposição ocupacional do frentista ao benzeno, decorreu da percepção de que os postos de
Então existe uma ordem monomial tal que todas as ambiguidades de grau 3 são resolúveis com o Lema do Diamante de Bergman e portanto a álgebra tem uma base PBW. Proposição 4.23 Seja
Figura A53 - Produção e consumo de resinas termoplásticas 2000 - 2009 Fonte: Perfil da Indústria de Transformação de Material Plástico - Edição de 2009.. A Figura A54 exibe
O wiki mostrou-se assim como sendo a melhor forma de satisfazer há muito uma pretensão da empresa, “gerir e organizar todo o conhecimento tácito, não documentado, que está disperso
Depois da abordagem teórica e empírica à problemática da utilização das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação em contexto de sala de aula, pelos professores do
[r]