Elementos da Prática Pedagógica na
Educação Infantil
Claudia Maria da Cruz
Cuidar e educar como aspectos integrados;
Prática Pedagógica na EI
Construção de um currículo que articule as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico da sociedade por meio de práticas planejadas e permanentemente avaliadas que estruturam o cotidiano das instituições.
Formas como as crianças, nesse momento de suas vidas, vivenciam o mundo, constroem conhecimentos, expressam-se, interagem e manifestam desejos e curiosidades de modo bastante peculiares, devem servir de referência e de fonte de decisões em relação aos fins educacionais, aos métodos de trabalho, à gestão das unidades e à relação com as famílias.
A organização de diversos aspectos: os
tempos
de realização das
atividades (ocasião, frequência, duração), os
espaços
em que essas
atividades transcorrem (o que inclui a estruturação dos espaços
internos, externos, de modo a favorecer as interações infantis na
exploração que fazem do mundo), os materiais disponíveis.
As maneiras do professor exercer seu papel (organizando o
ambiente, ouvindo as crianças, respondendo-lhes de determinada
maneira, oferecendo-lhes materiais, sugestões, apoio emocional, ou
promovendo condições para a ocorrência de valiosas interações e
brincadeiras criadas pelas crianças etc.).
Considerar que as
crianças
necessitam
envolver-se com
diferentes
linguagens
e
valorizar o
lúdico
,
as
brincadeiras
, as
culturas infantis
Prática Pedagógica na EI
Conhecer a
comunidade atendida
,
as culturas plurais que constituem o
espaço da creche e da pré-escola, a
riqueza das contribuições familiares
e da comunidade, as crenças e
manifestações dessa comunidade,
enfim, os modos de vida das
crianças vistas como seres concretos
e situados em espaços geográficos e
grupos culturais específicos.
- A avaliação como observação sistemática dos comportamentos de cada criança, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano, com utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.), feita ao longo do período em muitos e diversificados momentos.
- A avaliação da educação infantil, com base em parâmetros nacionais de qualidade, a fim de aferir a infraestrutura física, o quadro de pessoal, as condições de gestão, os recursos pedagógicos, a situação de acessibilidade, entre outros indicadores relevantes .
letrar
alf
abe
tiz
ar
Ouve histórias, músicas, versos, poemas...
Fala sobre si, suas idéias, suas percepções, suas hipóteses... Explora brinquedos, objetos, espaços...
Brinca de boneca, carrinho, perna de pau, casinha, escolinha... Joga bola, peteca, bingo, cinco marias, boliche...
Pular corda, obstáculos, amarelinha... Esconde objetos, esconder-se...
Desenha coisas, situações, histórias, super-heróis, letras... Come com ajuda, comer junto, comer sozinho...
Dorme ...
Canta músicas...
Dramatiza histórias, versos, imagens, gestos, animais... Passeia na rua, na praça, na escola, em outra escola...
Vê imagens, teatro, pinturas, livros, bichos, plantas...
Sente gosto, vontade, alegria, carinho, medo, aconchego... Cuida das coisas, de si mesmo, dos outros, dos animais, das plantas...
PRIMEIRO A MAGIA DA HISTÓRIA, DEPOIS A MAGIA DO BÊ – À – BÁ Se fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem,
não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Levaria a passear por parques e
jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre as suas maravilhosas simetrias e perfumes; levaria a
livrarias, para que ela visse, nos livros de arte,
jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as
Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras. Ouviríamos juntos as
melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os
instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a
beleza da música, ela mesma me pediria que lhe
ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas
sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco
linhas são apenas ferramentas para a produção da
beleza musical.
A experiência da beleza tem de vir antes.
Se fosse ensinar a uma criança a arte da literatura não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria
as histórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí, com inveja dos meus
poderes mágicos, ela quereria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em histórias.
É assim. É muito simples. Rubem Alves
Educador, teólogo psicanalista e escritor