PROGRAMA QUALIMAT - TINTAS IMOBILIÁRIAS
4 Comissão de Materiais e Tecnologia – COMAT/Sinduscon-MG
Diretoria Sinduscon-MG – Triênio 2009/2012
Presidente Luiz Fernando Pires 1º Vice-Presidente André de Sousa Lima Campos
Vice-Presidentes
Administrativo-Financeiro
Eduardo Kuperman
Área Imobiliária
José Francisco Couto de Araújo Cançado
Área de Materiais, Tecnologia e Meio Ambiente
Geraldo Jardim Linhares Júnior
Comunicação Social
Werner Cançado Rohlfs
Obras Industriais e Públicas
João Bosco Varela Cançado
Política, Relações Trabalhistas e Recursos Humanos
Bruno Vinícius Magalhães Diretores
Área Imobiliária: Bráulio Franco Garcia
Área de Materiais e Tecnologia: Cantídio Alvim Drumond Área de Meio Ambiente: Eduardo Henrique Moreira
Área de Obras Industriais: Ilso José de Oliveira Área de Política e Relações Trabalhistas: Ricardo Catão Ribeiro
Comunicação Social: Jorge Luiz Oliveira de Almeida Obras Públicas: José Soares Diniz Neto
Projetos: Oscar Ferreira da Silva Neto
Programas Habitacionais: Bruno Xavier Barcelos Costa Relações Institucionais: Werner Cançado Rohlfs
Coordenador Sindical Daniel Ítalo Richard Furletti
Consultor Técnico Roberto Matozinhos
Sumário
TINTAS IMOBILIÁRIAS
Carta do Presidente ... 05 Acesso ao Conhecimento ... 07 1 – Objetivo ... 09 2 – Tintas Imobiliárias ... 093 – Documentos de Referência Normativos ... 10
3.1 – Dados técnicos para aquisição que devem constar na Ordem de Compra (O.C.) ...14 4 – Componentes Básicos ... 16 4.1 – Resinas ... 16 4.2 - Pigmentos ... 16 4.3 - Diluentes ... 16 4.4 - Aditivos ... 17
5 – Condições Gerais Para Execução de Pintura em Edificações ... 18
5.1 - Seleção dos sistemas de pintura...18
6 – Características Fundamentais e a Qualidade ... 19
6.1 - Estabilidade ...19 6.2 - Cobertura ...19 6.3 - Rendimento...19 6.4 - Aplicabilidade/pintabilidade ...20 6.5 - Nivelamento/alastramento ...20 6.6 - Secagem ...20 6.7 - Lavabilidade ...20 6.8 - Durabilidade ...20
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7 – Verificação e Ensaios ... 21
7.1 – Determinação do poder de cobertura de tinta seca – conforme NBR 14942:2003 ...21
7.2 – Determinação do poder de cobertura de tinta úmida – conforme NBR 14943:2003 ...21 8 – Amostragem ... 25 9 - Aceitação e Rejeição ... 25 10 - Identificação/Embalagem ... 25 11 - Armazenamento e Manuseio ... 25 12 - Definições Técnicas ... 27
12.1 - Definições de termos técnicos ...27
13 – Exigências do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat PBQP-H ... 28
14 – Principais Problemas Ocasionados na Utilização de Tintas Imobiliárias que Não Atendem as Normas Técnicas ... 29
CARTA DO PRESIDENTE
O
s avanços pelos quais o setor da construção vem passando nos últimos anos são inquestionáveis. Desde a melhoria nas condições de saúde e segurança nos canteiros de obras e a crescente remuneração dos trabalhadores, até os avanços tecnológicos.Nesse quesito, por exemplo, é possível constatar, em um curto período de tempo, grandes mudanças na concepção e execução dos empreendimentos. Fato evidenciado, dentre outros, na esbeltez e flexibilidade conferida às estruturas das edificações, além, é claro, da velocidade e características industriais cada vez mais presentes nos canteiros.
As obras passam a ser cartões-postais, não mais pela pujança volumétrica, mas por sua leveza, arquitetura arrojada e integração com o entorno em que estão localizadas.
Há muito tempo já não são distantes do setor os termos gestão de qualidade, sustentabilidade, Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) e outros programas de gestão. Todos já foram integrados ao cotidiano dos nossos canteiros.
Nesse contexto, o Programa Qualidade dos Materiais – QUALIMAT, do Sinduscon-MG,
consolidou-se junto aos construtores nesses mais de 10 anos de existência e mais de 15 publicações lançadas.
A cartilha Tintas Imobiliárias, trabalho coordenado pela vice-presidência de
Materiais, Tecnologia e Meio Ambiente do nosso sindicato, que conta com o apoio incondicional da Comissão de Materiais e Tecnologia (COMAT), vem somar-se ao Programa QUALIMAT em um esforço para a indução ao atendimento das normas técnicas e ao aumento da qualidade, além de ser uma ferramenta de subsídio à certificação no PBQP-H, no que concerne a materiais controlados.
Esperamos que esta cartilha seja bem e bastante utilizada. Então, construtores, façam um bom proveito desta publicação, mais uma que o Sinduscon-MG produz, com o apoio do Sebrae-MG, para contribuir para o desenvolvimento da construção civil mineira.
ACESSO AO CONHECIMENTO
O
Sebrae-MG apoia projetos para o fortalecimento de micro e pequenas empresas do setor de construção civil. São capacitações técnicas e gerenciais que preparam os empreendedores para os desafios do mercado e contribuem para a melhoria de produtos e processos.A publicação da cartilha Tintas Imobiliárias é uma dessas iniciativas. A edição reúne informações práticas e didáticas que orientam e esclarecem os gestores e empresários do setor. Assim, eles podem acompanhar os acontecimentos do mercado.
A informação é hoje um dos mais importantes diferenciais competitivos, que ajudam as empresas a ganhar produtividade e colocar-se à frente dos concorrentes. Seguem o caminho da excelência e do desenvolvimento.
As micro e pequenas empresas de Minas Gerais precisam desse apoio. E esta é a missão do Sebrae-MG: promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios em Minas Gerais.
Roberto Simões Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MG
1 - OBJETIVO
Estabelecer um procedimento-padrão para aquisição de materiais de construção diversos, baseado em requisitos definidos e documentados, estabelecendo-se uma metodologia para especificação, inspeção, recebimento, armazenamento e manuseio. O conhecimento e a observância de procedimentos de especificação e inspeção na compra desses materiais possibilita as seguintes vantagens:
Comunicação correta entre compradores e fornecedores, evitando-se eventuais desentendimentos.
Rastreabilidade de materiais, objetivando assim a gestão da qualidade.
Comparação entre diferentes fornecedores de materiais similares, possibilitando a elaboração de um cadastro de fornecedores qualificados, ou seja, não somente no atendimento de variáveis como preço ou prazo de entrega, mas também com relação à conformidade dos produtos às Normas Técnicas existentes.
Indução do aumento da qualidade dos materiais. Indução ao atendimento às Normas Técnicas.
Cumprimento da exigência de materiais controlados, objetivando a certificação no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat – PBQP-H.
2 - TINTAS IMOBILIÁRIAS
As tintas imobiliárias são utilizadas para proteção, acabamento e decoração de superfícies com características e de natureza distintas, tais como: metálicas, madeira, concreto e alvenaria. Esses produtos apresentam-se em geral na forma líquida ou pastosa e, após sua aplicação e devida secagem, formam uma película contínua e uniforme que protege a superfície dos agentes agressivos presentes no meio ambiente. O termo “tinta imobiliária” agrega um grande número de produtos utilizados na construção civil, tais como: as tintas látex, as massas niveladoras, os esmaltes sintéticos, as tintas óleo e os vernizes. A utilização de cada um desses produtos está vinculada à superfície onde serão aplicados, como ilustra a figura 1 a seguir.
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Fonte: PSQ Tintas Imobiliárias - ABRAFATI / PBQP-H
Tintas e complementos destinados à construção civil podem ser subdivididos em: Produtos aquosos (látex): látex acrílico, látex vinílico, látex vinil-acrílico etc. Produtos à base de solvente orgânico: tintas a óleo, esmaltes sintéticos etc. FIGURA 1 – Aplicação de tintas imobiliárias avaliadas pelo Programa Setorial Tintas Imobiliárias.
TINTAS LÁTEX
(Econômica, Standard e Premium)
A verificação da qualidade é realizada de acordo com a NBR 15079:2008 - Especificação dos requisitos mínimos de desempenho de tintas para edificações não industriais - Tinta látex nas cores claras.
A norma especifica que todas as tintas látex fabricadas e comercializadas no Brasil, de qualquer nível de qualidade, devem atender as exigências mínimas contidas na NBR 15079.
PRODUTO DOCUMENTOS NORMATIVOS
TINTA LÁTEX ECONÔMICA
NBR 14942 Tintas para construção civil – Método para avaliação desempenho de tintas para edificações não industriais industriais – Determinação do poder de cobertura de tinta seca. NBR 14943 Tintas para construção civil – Método para avaliação de tintas para edificações não industriais – Determinação do poder de cobertura de tinta úmida.
NBR 15078 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais - Determinação da resistência à abrasão úmida sem pasta abrasiva.
PRODUTO DOCUMENTOS NORMATIVOS
TINTA LÁTEX STANDARD E PREMIUM
NBR 14940 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação da resistência à abrasão úmida. NBR 14942 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação do poder de cobertura de tinta seca.
NBR 14943 Tintas para construção civil – Método para avaliação de tintas para edificações não industriais – Determinação do poder de cobertura de tinta úmida.
3 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA NORMATIVOS
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ESMALTES SINTÉTICOS STANDARD E TINTAS A ÓLEO
A verificação da qualidade deverá ser feita com base na NBR 15494:2010 - Tintas para construção civil – Tinta brilhante à base de solvente com secagem oxidativa – Requisitos de desempenho de tintas para edificações não industriais.
PRODUTO DOCUMENTOS NORMATIVOS
ESMALTES SINTÉTICOS STANDARD E TINTAS À ÓLEO
NBR 15077 Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais - Determinação da cor e da diferença de cor por medida instrumental.
NBR 15311 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação do tempo de secagem de tintas e vernizes por medida instrumental.
NBR 15314 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais - Determinação do poder de cobertura em película de tinta seca obtida por extensão.
NBR 15315 Tintas para construção civil – Método de ensaio de tintas para edificações não industriais – Determinação do teor de sólidos.
NBR 15299 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação de brilho.
MASSAS NIVELADORAS
A verificação da qualidade das massas niveladoras deverá ser feita com base na NBR 15348:2006 - Tintas para construção civil - Massa niveladora monocomponente à base de dispersão aquosa para alvenaria – Requisitos.
Nota: As formas de se determinarem os valores para absorção de água e para
re-sistência à abrasão são diferentes para os dois tipos de massas: interior e exterior.
PRODUTO DOCUMENTOS NORMATIVOS
MASSAS NIVELADORAS
NBR 15303 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação da absorção de água de massa niveladora.
NBR 15312 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação da resistência à abrasão de massa niveladora
.
VERNIZ BRILHANTE À BASE DE SOLVENTE DE USO INTERIOR
PRODUTO DOCUMENTOS NORMATIVOS
VERNIZ BRILHANTE À BASE DE SOLVENTE DE USO
INTERIOR
NBR 15299 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação de brilho.
NBR 15311 Tintas para construção civil – Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação do tempo de secagem de tintas e vernizes por medida instrumental.
NBR 15315 Tintas para construção civil – Método de ensaio de tintas para edificações não industriais – Determinação do teor de sólidos.
ABNT NBR 11702:2010 - Tintas para construção civil – Tintas para edificações não industriais – Classificação.
ABNT NBR 12554:1992 - Tintas para edificações não industriais – Terminologia. ABNT NBR 13245:1995 - Execução de pinturas em edificações não industriais – Procedimento.
ABNT NBR 15079:2008 - Tintas para construção civil – Especificação dos requisitos mínimos de desempenho de tintas para edificações não industriais - Tinta látex econômica nas cores claras.
ABNT NBR 15348:2006 - Tintas para construção civil – Massa niveladora monocomponente à base de dispersão aquosa para alvenaria - Requisitos. ABNT NBR 15494:2010 - Tintas para construção civil – Tinta brilhante à base de solvente com secagem oxidativa - Requisitos de desempenho de tintas para edificações não industriais.
Obs.: Este procedimento não pretende criar, revisar, alterar, reproduzir ou transcrever as normas técnicas, mas sim divulgar e chamar a atenção para a importância do
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A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT publicou, em junho de 2004, a primeira norma para tinta látex do país, a NBR 15079 - Especificação dos requisitos mínimos - Tinta látex econômica nas cores claras.
Vale ressaltar que, a partir da data de publicação da NBR 15079, em 30 de junho de 2004, todas as tintas látex comercializadas no Brasil, de qualquer nível de qualidade, devem atender, pelo menos, aos requisitos mínimos exigidos pela ABNT.
É importante destacar que a tinta látex econômica corresponde ao menor nível de qualidade dessa categoria.
A produção e comercialização de produtos em consonância com as normas técnicas é prevista pelo Código de Defesa do Consumidor, artigo 39:
“... é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: ... VII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro)”.
Importante: A NBR 11702 não se refere à qualidade da tinta, mas apenas à sua
classificação. Para uma tinta ser considerada conforme, é necessário que ela atenda às exigências da NBR 15079.
3.1 - Dados técnicos para aquisição que devem constar na Ordem de Compra (O.C.)
A definição do sistema de pintura é tarefa complexa e exige conhecimentos específicos. Dessa forma, sugerimos que seja feita por profissional habilitado e que, se possível, conte com a interação do fabricante e/ou fornecedor, que em conjunto definirão os sistemas, produtos e quantitativos.
Abaixo sugerimos alguns itens indispensáveis para compra: Indicação da cor.
Classificação do produto segundo a ABNT NBR 11702. Nome do fabricante e marca comercial do produto.
Quantidade necessária, expressa por número e tipo de embalagens. Rendimento esperado.
Tipos de embalagens:
Quarto (0,9 l) – Galão (3,6 l) – Lata (18 l)
Sistema tintométrico internacional: Quarto (800 ml) – Galão (3,2 l) – Lata (16 l). Tipo de acabamento desejado.
Informação se o pedido deverá ser composto de um mesmo lote de fabricação. Indicação de que o produto deverá estar em conformidade com as normas técnicas e, preferencialmente, o fabricante participe do Programa Setorial de Qualidade PSQ – Tintas Imobiliárias do PBQP-H.
Solicitação de resultados dos ensaios conforme requisitos estabelecidos na seção 4 da NBR 15079.
Informação de que fabricantes e/ou produtos em desconformidade ou que estejam inseridos na listagem do PSQ de Tintas Imobiliárias, de produtos e fabricantes não-conformes em um ou mais requisitos de desempenho abordados na NBR 15079, não serão aceitos e/ou devolvidos. Acesse www.cidades.gov.br/pbqp-h.
Obs.: Antes de efetuar o pedido, faça uma programação com a antecedência necessária
da entrega das tintas e componentes, evitando atrasos, diferença de tonalidade e outros inconvenientes.
Utilize as cartelas de cores apenas como referência, pois as cores são aplicadas sobre papel e podem apresentar diferença de tonalidade em relação à cor aplicada no substrato. As condições de iluminação e o brilho interferem na cor. Por essa razão, podem apresentar diferentes percepções de tonalidade em função do ambiente e da intensidade de brilho / acabamento de cada produto. (Fonte: site Suvinil)
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4 - COMPONENTES BÁSICOS
Os componentes básicos das tintas são: resinas, pigmentos, diluentes e aditivos.
4.1 - Resinas
As resinas têm papel de destaque, pois são responsáveis pela formação da película protetora, na qual se converte a tinta depois de seca. Existem vários tipos de resinas, tais como:
Dispersões aquosas ou emulsões: São utilizadas em tintas látex e seus
complementos.
Resinas alquídicas: São usadas em tintas a óleo, esmaltes sintéticos e
complementos.
Resina epóxi e poliuretanas: São utilizadas em produtos mais sofisticados. 4.2 - Pigmentos
São partículas (pó) sólidas e insolúveis. Podem ser divididos em: Pigmentos ativos: Conferem cor e poder de cobertura à tinta.
Pigmentos inertes: Proporcionam lixabilidade, dureza, consistência e outras características.
4.3 - Diluentes
Também chamados de solventes, são líquidos voláteis utilizados nas diversas fases de fabricação das tintas e possibilitam que o produto apresente-se na forma líquida e sempre com o mesmo padrão de viscosidade. Eles são empregados para conferir à tinta as condições ideais de pintura, visando facilitar sua aplicação, o seu alastramento etc.
4.4 - Aditivos
São componentes que participam em pequena quantidade na composição da tinta. Geralmente, são produtos químicos sofisticados, com alto grau de eficiência, capazes de modificar significativamente as propriedades da tinta. Os aditivos mais comuns são: secantes, antiespumantes, antisedimentantes, antipele, bactericidas, fungicidas etc.
Fonte: ABRAFATI FIGURA 2
FIGURA 3
Na medida em que variamos a proporção dos constituintes de uma tinta, variamos também suas propriedades e desempenho.
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5 - CONDIÇÕES GERAIS PARA EXECUÇÃO DE PINTURA
EM EDIFICAÇÕES
Na seleção e aplicação adequada dos produtos para obtenção de pinturas externas e internas que atendam tanto a função protetora quanto a decorativa, deve-se observar o disposto na ABNT NBR 13245:1995.
5.1 - Seleção dos sistemas de pintura
Na seleção dos sistemas de pintura, deve-se:
Definir o tipo de substrato: argamassa com cal, argamassa sem cal etc.
Definir o ambiente: interno seco, interno úmido, externo agressivo, externo não agressivo seco ou externo não agressivo úmido.
Observar se mais de um sistema de pintura pode atender às exigências quanto ao meio ambiente e substrato. Nesse caso, a seleção deve ser realizada, levando-se em conta o custo (tempo de vida útil, frequência de manutenção), a disponibilidade do produto e as preferências individuais.
Para superfícies expostas a atmosferas industriais ou em contato com produtos químicos e/ou alta temperatura, a ABNT NBR 13245:1995 não é aplicável.
TABELA 2
CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES
TIPO DE AMBIENTE CONDIÇÕES TÍPICAS
Interno seco
Sem umidade e molhagem, com condensação ocasional e pouco uso das superfícies, como dormitórios e salas de edifícios residenciais e comerciais.
Interno úmido Com possibilidade de condensação de umidade e contato com água e uso das superfícies, como banheiros, cozinhas
e lavanderias de edifícios residenciais e comerciais.
Externo não agressivo seco Áreas rurais, não industriais, afastadas da orla marítima e/ou com regime de chuva moderado.
Externo não agressivo úmido Áreas não industriais, dentro da orla marítima e/ou com regime de chuva elevado.
Externo agressivo Áreas industriais com poluição atmosférica elevada.
As opções de sistemas de pintura, para cada substrato e em diferentes tipos de ambien-te, têm como objetivo orientar o usuário quanto a seleção de produtos, considerando-se a compatibilidade existente entre substratos, produtos e ambientes.
No anexo da NBR 13245:1995 são apresentados dez diferentes tipos de substratos: argamassa, concreto, gesso etc., e cinco tipos de ambientes, conforme a classificação descrita na Tabela 2, transcrita do referido anexo.
As Tabelas 2 a 6, do anexo da NBR 13245:1995, referem-se a opções de sistemas de pinturas para vários ambientes e substratos; os significados das letras a, b e c, das referidas tabelas, estão abaixo descritos:
a = fundos (primers e seladores) b = massas e complementos c = acabamentos
6 - CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E A
QUALIDADE
A análise das características fundamentais permite ao consumidor avaliar a qualidade de tintas, vernizes e complementos. A seguir estão descritas as principais característi-cas:
6.1 - Estabilidade
É a propriedade que o produto deve ter em manter-se inalterado durante o seu prazo de validade.
6.2 - Cobertura
Capacidade que o produto possui em ocultar a cor da superfície em que for aplicado. Alertamos que a diluição interfere diretamente nessa propriedade, razão pela qual a diluição deve ser feita conforme indicado pelo fabricante. Não se aplica aos vernizes.
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6.4 - Aplicabilidade/pintabilidade
É a característica que se traduz em facilidade de aplicação, isto é, o produto não deve oferecer dificuldade para sua utilização. Em uma aplicação convencional, não podem ocorrer respingamento e escorrimento da tinta.
6.5 - Nivelamento/alastramento
É a propriedade que a tinta possui de formar uma película uniforme, sem deixar mar-cas de aplicação.
6.6 - Secagem
É o processo pelo qual uma tinta em seu estado líquido converte-se em uma película sólida. Em tintas imobiliárias, esse processo ocorre principalmente em duas formas: coalescência (tintas látex) e oxidação (tintas a óleo e esmaltes sintéticos). Sendo o ideal que a tinta permita sua aplicação sem dificuldade e que seque no menor espaço de tempo possível.
6.7 - Lavabilidade
É a qualidade que a tinta deve ter em resistir à limpeza com produtos de uso do-méstico, tais como sabão, detergente e outros, possibilitando a remoção de manchas sem afetar a integridade da película.
6.8 - Durabilidade
É a resistência que a tinta deve ter sob a ação das intempéries (sol, chuva, maresia etc.). A tinta com maior durabilidade é aquela que demora mais tempo para sofrer alterações em sua película, mantendo suas propriedades originais de proteção e em-belezamento. A durabilidade é influenciada pela adequada preparação da superfície e pela correta escolha do sistema de pintura.
7 - VERIFICAÇÃO E ENSAIOS
É indispensável o ensaio das tintas e produtos em laboratórios autorizados, qualificados ou acreditados, sendo que a realização dos procedimentos previstos nesta cartilha não isenta essa exigência.
A realização de todos os passos deste procedimento não isenta também a observação e o atendimento das normas técnicas da ABNT.
Ressaltamos que os instrumentos de medição utilizados na execução dos ensaios devem estar devidamente aferidos.
7.1 - Método para avaliação de desempenho de tintas para edificações não industriais – Determinação do poder de cobertura de tinta seca – conforme NBR 14942:2003
Poder de cobertura de uma película seca de tinta: Área máxima aplicada, em metros
quadrados, por unidade de volume, em litros, que apresente razão de contraste de 98,5%.
Fonte: POLITO
A qualidade da pintura de uma superfície depende basicamente de três importantes fatores:
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Poder de cobertura de uma película úmida de tinta: Razão de contraste determinada
numa extensão de tinta imediatamente após sua aplicação.
Razão de contraste entre duas superfícies ou em duas partes de uma mesma superfície submetidas a uma mesma luz incidente: Quociente entre as respectivas
intensidades da luz refletida, levando-se em conta sempre o menor valor sobre o maior valor das intensidades. Quando o maior valor for considerado 100%, a razão de contraste é expressa em percentagem.
TABELA 3
RESUMO - LIMITE MÍNIMO DOS REQUISITOS DE TINTA LÁTEX
REQUISITOS ECONÔMICA STANDARD PREMIUM
Cobertura seca m2/litro
NBR 14942 4,0 5,0 6,0
Cobertura úmida %
NBR 14943 55,0 85,0 90,0
Abrasão úmida sem pasta abrasiva nº de ciclos
NBR 15078
100 n.a. n.a.
Abrasão úmida com pasta abrasiva nº de ciclos
NBR 14940
n.a. 40 100
VE RI FI CA ÇÃ O E EN SA IOS REQ U IS IT O DES CR IÇ ÃO ES PEC IF IC A ÇÃ O An ális e de ma rc aç ão d o re cip ie nt e O r ec ip ie nt e de ve in dic ar , a lé m da s in fo rm aç õe s ex ig id as p or le i ( ra zã o so ci al e nú me ro d o CN PJ d o fa br ic an te , pr az o de v al id ad e, n úm er o do lo te , ma rc a co me rc ia l, no me d o pr od ut o e co nt eú do ), in fo rm aç õe s re fe re nt es a : in di ca çã o do n ív el de q ua lid ad e (e co nô m ic a, S ta nd ar d ou P re miu m ) d ilu iç ão , p re pa ra çã o da s up er fí cie , c on diç õe s amb ie nt ais p ar a ex ec uç ão d a pin tu ra , in te rv alo e nt re de mã os e t emp o de s ec ag em. - D et er min aç ão d o po de r de co be rt ur a de t in ta s ec a Es te e ns aio me de o p od er d e co be rt ur a de u ma p elíc ula d e ti nt a se ca , q ue é a ár ea m áx ima a pli ca da (m2 ) p or u nid ad e de v olu me (L ) q ue a pr es en ta r az ão d e co nt ra st e de 9 8, 5% . M ín imo d e 4, 0 m 2/ L pa ra t in ta lá te x ec on ômi ca s D et er min aç ão d o po de r de co be rt ur a de t in ta ú mid a Es te en sa io m ed e o po de r de co be rt ur a em um a ex te ns ão de tin ta ime dia ta me nt e ap ós a s ua a pli ca çã o so br e uma c ar te la p ad rã o (le ne ta ). M ín imo d e 55 ,0 % p ar a tin ta lá te x ec on ômic as D et er min aç ão d a re sis tê nc ia à ab ra sã o úmid a se m pa st a ab ra siv a Es te e ns aio me de o n úm er o de c ic lo s ne ce ss ár io s pa ra r emo çã o da t in ta e m no mín imo 8 0% d a ár ea p er co rr id a pe la e sc ov a. M ín imo d e 10 0 ci cl os p ar a tin ta lá te x ec on ômi ca s An ális e de ma rc aç ão d o re cip ie nt e O r ec ip ie nt e de ve in dic ar , a lé m da s in fo rm aç õe s ex ig id as p or le i ( ra zã o so ci al e nú me ro d o CN PJ d o fa br ic an te , pr az o de v al id ad e, n úme ro d o lo te , ma rc a co me rc ia l, no me d o pr od ut o e co nt eú do ), in fo rm aç õe s re fe re nt es a : in di ca çã o do n ív el de q ua lid ad e (e co nô m ic a, S ta nd ar d ou P re miu m ) d ilu iç ão , p re pa ra çã o da s up er fí cie , c on diç õe s amb ie nt ais p ar a ex ec uç ão d a pin tu ra , in te rv alo e nt re de mã os e t emp o de s ec ag em. - D et er min aç ão d o Po de r de Co be rt ur a de T in ta S ec a Es te e ns aio me de o p od er d e co be rt ur a de u ma p elíc ula d e ti nt a se ca , q ue é a ár ea m áx ima a pli ca da (m2 ) p or u nid ad e de v olu me (L ) q ue a pr es en ta r az ão d e co nt ra st e de 9 8, 5% . M ín imo d e 5, 0 m 2/ L pa ra t in ta lá te x St an da rd M ín imo d e 6, 0 m 2/ L pa ra t in ta lá te x Pr emiu m D et er min aç ão d o Po de r de Co be rt ur a de T in ta Ú mid a Es te en sa io m ed e o po de r de co be rt ur a em um a ex te ns ão de tin ta ime dia ta me nt e ap ós a s ua a pli ca çã o so br e uma c ar te la p ad rã o (le ne ta ). M ín imo d e 85 ,0 % p ar a tin ta lá te x St an da rd M ín imo d e 90 ,0 % p ar a tin ta lá te x Pr emiu m D et er min aç ão d a re sis tê nc ia à ab ra sã o úmid a co m pa st a ab ra siv a Es te e ns aio me de o n úm er o de c ic lo s ne ce ss ár io s pa ra r emo çã o da t in ta e m uma lin ha c on tín ua p er pe nd ic ula r ao r es sa lt o. M ín imo d e 40 c ic lo s pa ra t in ta lá te x St an da rd M ín imo d e 10 0 ci cl os p ar a tin ta lá te x Pr emiu m An ális e de ma rc aç ão d o re cip ie nt e O r ec ip ie nt e de ve in dic ar , a lé m da s in fo rm aç õe s ex ig id as p or le i ( ra zã o so ci al e nú me ro d o CN PJ d o fa br ic an te , pr az o de v al id ad e, n úme ro d o lo te , ma rc a co me rc ia l, no m e do p ro du to e c on te úd o) , in fo rma çõ es r ef er en te s às in st ru çõ es de p re pa ro d a su pe rf íc ie e t em po d e se ca ge m. - D et er min aç ão d a re sis tê nc ia à ab ra sã o de ma ss a niv ela do ra Es te e ns aio d et er mi na a r es is tê nc ia à a br as ão d e ma ss a ni ve la do ra c om ba se na me diç ão d a qu an tid ad e de ma ss a niv el ad or a se ca d es ba st ad a du ra nt e um nú me ro p ré -d et er min ad o de c ic lo s de lix ame nt o. M áx imo d e 10 g (ma ss a in te rio r) M áx imo d e 5g (ma ss a in te rio r/ ex te rio r) D et er min aç ão d a ab so rç ão d e ág ua de ma ss a niv ela do ra Es te e ns aio d et er min a a se ns ib ilid ad e à ág ua d e m as sa n iv ela do ra c om ba se n a me diç ão d a qu an tid ad e de á gu a ab so rv id a pe la ma ss a ni ve la do ra a pó s um de te rmi na do p er ío do d e te mp o de ime rs ão . M áx imo d e 15 % (ma ss a in te ri or ) M áx imo d e 18 % (ma ss a in te ri or /e xt er io r) Fonte:
PSQ Tintas Imobiliárias - ABRAFA
PROGRAMA QUALIMAT - TINTAS IMOBILIÁRIAS
26 Comissão de Materiais e Tecnologia – COMAT/Sinduscon-MG
VE RI FI CA ÇÃ O E EN SA IOS PR O DU TO REQ U IS IT O DES CR IÇ ÃO ES PEC IF IC A ÇÃ O ESM ALT ES S IN TÉT ICO S STA ND ARD E TIN TAS A ÓLE O An ális e de ma rc aç ão d o re cip ie nt e O r ec ip ie nt e de ve in dic ar , alé m da s in fo rm aç õe s ex ig id as p or le i (r az ão s oc ia l e nú m er o do CN PJ d o fa br ic an te , p ra zo d e va lid ad e, n úme ro d o lo te , ma rc a co m er ci al, n ome d o pr od ut o e co nt eú do ), in fo rma çõ es r ef er en te s às in st ru çõ es p ar a o pr ep ar o da s up er fí cie , co nd iç õe s amb ie nt ais , in te rv alo e nt re d emã os , t emp o de s ec ag em, d ilu iç ão o u a de sig na çã o “p ro nt o pa ra us o” , p re ca uç õe s de s eg ur an ça . - D et er min aç ão d o te mp o de se ca ge m de t in ta s e ve rn iz es po r me did a in st ru m en ta l Es te e ns aio d et er min a o te mp o de s ec ag em de u ma p elí cu la d e tin ta p or me did a in st ru me nt al. M áx imo 1 0: 00 h D et er min aç ão d e br ilh o Es te e ns ai o de te rmin a o br ilh o em pe líc ula s de t in ta s ou v er niz es , co m ba se n a me did a fo to el ét ri ca d a re fle xã o da lu z. M ín imo 7 0U B D et er min aç ão d o po de r de co be rt ur a de t in ta s ec a po r ex te ns ão Es te e ns aio m ed e o po de r de c ob er tu ra d e uma p el íc ul a de t in ta s ec a, q ue é a r az ão d e co nt ra st e – qu oc ie nt e en tr e a in te ns id ad e de lu z re fl et id a em du as s up er fíc ie s dis tin ta s ou e m pa rt es d is tin ta s da me sma s up er fíc ie . M ín imo 7 5% (e sm al te s in té ti co br an co ) M ín imo 8 5% (e sm alt e sin té ti co p re to ) D et er min aç ão d o te or d e só lid os Es te e ns aio d et er mi na o t eo r de p ar tíc ula s só lid as e m tin ta s, ve rn iz es e p ro du to s simil ar es at ra vé s da d if er en ça d e pe so o bs er va da a nt es e a pó s o co rp o-de -p ro va t er s id o se co e m es tu fa . M ín imo 3 5% VER NIZ BRI LH AN TE A B ASE
DE IO TER IN SO U ARA TEP LVEN SO
R An ális e de ma rc aç ão d o re cip ie nt e O r ec ip ie nt e de ve in dic ar , alé m da s in fo rm aç õe s ex ig id as p or le i (r az ão s oc ia l e nú m er o do CN PJ d o fa br ic an te , p ra zo d e va lid ad e, n úme ro d o lo te , ma rc a co m er ci al, n ome d o pr od ut o e co nt eú do ), in fo rma çõ es r ef er en te s às in st ru çõ es p ar a o pr ep ar o da s up er fí cie , co nd iç õe s amb ie nt ais , in te rv alo e nt re d emã os , t emp o de s ec ag em, d ilu iç ão o u a de sig na çã o “p ro nt o pa ra us o” , p re ca uç õe s de s eg ur an ça . - D et er min aç ão d o te mp o de se ca ge m de t in ta s e ve rn iz es po r me did a in st ru m en ta l Es te e ns aio d et er min a o te mp o de s ec ag em de u ma p elí cu la d e tin ta p or me did a in st ru me nt al. M áx imo 1 2: 00 h D et er min aç ão d e br ilh o Es te e ns aio d et er min a o br ilh o em pe líc ula s de t in ta s ou v er niz es , co m ba se n a me did a fo to el ét ri ca d a re fle xã o da lu z, n o ca so d o ve rn iz c om ap lic aç ão e m ca rt ão d e PV C pr et o. M ín imo 8 0U B D et er min aç ão d o te or d e só lid os Es te e ns aio d et er mi na o t eo r de p ar tíc ula s só lid as e m tin ta s, ve rn iz es e p ro du to s simil ar es at ra vé s da d if er en ça d e pe so o bs er va da a nt es e a pó s o co rp o-de -p ro va t er s id o se co e m es tu fa . M ín imo 4 0% Fonte:
PSQ Tintas Imobiliárias - ABRAFA
TI / PBQP-H
8 - AMOSTRAGEM
Os requisitos descritos na seção 4 da NBR 15079:2008 devem ser comprovados mediante a apresentação de resultados de ensaios, quando solicitados.
E devem também ser analisados em cada recipiente de produto que compõe a amostra. O tamanho da amostra deve ser baseado na NBR 5426:1985 - Versão Corrigida:1989, utilizando-se amostragem dupla-normal, nível de qualidade aceitável (NQA) de 2,5 e nível de inspeção NI.
9 - ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO
9.1 - Critério de não-conformidade
São consideradas empresas não-conformes aquelas que produzem sistematicamente tintas látex (Econômica, Standard ou Premium) que não atendam a um ou mais requisitos especificados na NBR 15079:2008 (resistência à abrasão úmida sem e com pasta abrasiva, respectivamente, poder de cobertura de tinta úmida e poder de cobertura de tinta seca); massas niveladoras que não atendam um ou mais requisitos constantes na NBR 15348:2006 (resistência à abrasão e absorção de água); ou esmaltes sintéticos Standard que não atendam um ou mais requisitos constantes na NBR 15494:2010 (determinação do teor de sólidos, tempo de secagem por medida instrumental, poder de cobertura de tinta seca por extensão, brilho inicial).
10 - IDENTIFICAÇÃO / EMBALAGEM
Os recipientes devem atender as prescrições normativas conforme previsto na Tabela 4 - Requisitos Normativos - Análise e Demarcação do Recipiente.
11 - ARMAZENAMENTO E MANUSEIO
Recomendações de manejo ambientalmente correto de embalagens/latas com restos de tintas, solventes e vernizes, visando tanto combater o desperdício, como também
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Calcular corretamente e adquirir apenas o volume de tinta necessário para a obra, evitando, assim, sobras.
Armazenar corretamente a tinta e os instrumentos de pintura durante a realização do trabalho.
Manter junto a cada produto sua respectiva FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos), pois a mesma possui informações sobre o transporte, manuseio, armazenamento e descarte, considerando os aspectos de segurança, saúde e meio ambiente.
Não guardar sobras de tintas, aproveitando-as imediatamente em outros locais (como tapumes) ou doando-as.
Limpar instrumentos de pintura somente no final do trabalho.
Não lavar as latas para não gerar efluentes poluidores. Escorrer e raspar os resíduos com espátula. Destiná-los de forma ambientalmente correta.
Inutilizar as embalagens no momento do descarte, evitando seu uso para outras finalidades. Destinar os resíduos de forma ambientalmente correta.
Encaminhar latas com filme de tinta seco para uma ATT (Área de Transbordo e Triagem) ou para reciclagem.
Guardar sobras de solventes em recipientes bem fechados, para utilização futura em outras obras, ou enviá-los para empresa de recuperação ou de incineração. Manter a embalagem fechada, fora do alcance de crianças e animais.
Em caso de contato da tinta com a pele, lavá-la com água potável corrente por 15 minutos; em caso de contato com os olhos, procure imediatamente auxílio médico.
Em caso de inalação, afaste-se do local.
Os produtos à base de solvente são inflamáveis e por isso requerem cuidados adicionais, como não fumar no local e manter-se longe de qualquer fonte de calor ou chama etc.
Não reutilizar a embalagem.
Armazenar o material em local coberto, fresco, ventilado e longe de fontes de calor.
Em caso de dúvidas entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) – Veja embalagem do produto.
Fonte: Revista Téchne (2010) /ABRAFATI
12 - DEFINIÇÕES TÉCNICAS
12.1 - Definições de termos técnicos
Tinta: É uma composição química, formada por uma dispersão de pigmentos numa
solução ou emulsão de um ou mais polímeros, que ao ser aplicada na forma de uma película fina sobre uma superfície, transforma-se num revestimento a ela aderente, com a finalidade de colorir, proteger e embelezar (ABRAFATI, 2008).
Cargas - pigmento estendedor: Materiais inorgânicos, naturais ou sintéticos, de baixa
opacidade e sem propriedades colorísticas que conferem às tintas propriedades tais como enchimento, textura, controle de brilho, dureza, resistência à abrasão e outras.
Cobertura: Propriedade da tinta de esconder o substrato no qual foi aplicada.
Corante: Substância natural ou sintética solúvel no veículo utilizado para dar cor e
que não concede cobertura.
Craqueamento: Defeito na película seca, sob a forma de fendas ou fissuras, com ou
sem exposição do substrato.
Demão: Cada camada de produto aplicada sobre um substrato.
Diluente: Líquido volátil compatível com o produto, cuja finalidade é ajustar a
viscosidade ou consistência de fornecimento e uso, podendo também ser utilizado para limpeza do equipamento de aplicação.
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Empolamento: Bolhas formadas na superfície do acabamento, provenientes de líquidos
ou gases.
Filme: Película de produto aplicado e seco.
Fundo: Primeira demão ou mais demãos de uma tinta sobre o substrato, que funciona
como uma ponte entre o substrato e a tinta de acabamento. A tinta de fundo tanto pode ser chamada de primer como de selador.
Látex (tinta à base de): Produto à base de emulsão aquosa de polímeros sintéticos. Lavabilidade: Capacidade da película do produto de resistir à lavagem.
Não voláteis: Todo material na composição do produto que não evapora. Também
conhecidos como sólidos de uma tinta.
Pigmentos: Substâncias sólidas, insolúveis, orgânicas ou inorgânicas, que dão ao filme
seco as propriedades de cor, cobertura, resistência aos agentes químicos e à corrosão.
Solventes: Líquidos voláteis que permitem dissolver a resina, possibilitando a obtenção
do veículo.
13 - EXIGÊNCIAS DO PROGRAMA BRASILEIRO DE
QUALIDADE E PRODUTIVIDADE DO HABITAT - PBQP-H
Requisitos Complementares para o subsetor obras de edificações da especialidade técnica Execução de Obras do Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil (SiAC)
Requisitos Complementares SiAC - Execução de Obras de Edificações Definição dos materiais controlados
A empresa construtora deve preparar uma lista mínima de materiais que afetem tanto a qualidade dos seus serviços de execução controlados, quanto à da obra, e que devem ser controlados. Essa lista deve ser representativa dos sistemas construtivos por ela utilizados e dela deverão constar, no mínimo, 20 materiais.
Notar que, em qualquer nível, a empresa deve garantir que sejam também controlados todos os materiais que tenham a inspeção exigida pelo cliente, como também todos aqueles que considerou críticos em função de exigências feitas pelo cliente quanto ao controle de outros serviços de execução (ver item 2 – SiAC - PBQP-H).
Evolução do número de materiais controlados, conforme nível de certificação
Devem ser controladas, no mínimo, as seguintes porcentagens da lista de materiais controlados da empresa, conforme o nível de certificação:
Nível “C”: 20%; Nível “B”: 50%; Nível “A”: 100%.
Informações complementares no site do Ministério das Cidades: www4.cidades.gov.br/pbqp-h/projetos_siac.php
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI - www.abrafati.com.br) é responsável pela coordenação do Programa Setorial da Qualidade – Tintas Imobiliárias e, portanto, divulga de forma sistemática os produtos e as marcas de tintas, inclusive látex de categoria econômica, que estão de acordo com as normas da ABNT e com o Programa Setorial de Melhoria da Qualidade das Tintas Imobiliárias (www.cidades.gov. br/pbqp-h/ link’s SiMac – Programa Setorial de Qualidade PSQ – Tintas Imobiliárias). Divulga também os produtos que apresentam qualidade inferior à especificada, isto é, os produtos que não estão em conformidade com um ou mais itens da especificação.
14 – PRINCIPAIS PROBLEMAS OCASIONADOS NA
UTILIZAÇÃO DE TINTAS IMOBILIÁRIAS QUE NÃO
ATENDEM À NORMA TÉCNICA
O não cumprimento dos requisitos estabelecidos nas Normas Brasileiras implicará em um desempenho insatisfatório dos produtos ao longo de sua vida útil. Os principais requisitos estabelecidos por essas normas para os produtos avaliados pelo Programa, assim como as manifestações patológicas resultantes da utilização de produtos que
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REQUISITOS DE
DESEMPENHO PROBLEMAS OCASIONADOS PELA UTILIZAÇÃO DE TINTA LÁTEX NÃO CONFORME
Poder de cobertura de tinta úmida
Não esconde o substrato e suas imperfeições (sujeiras e manchas) no momento da aplicação da tinta.
O consumidor gasta mais: pintor utiliza uma quanti-dade maior de produto em cada demão, na tentativa de cobrir a parede.
A tinta não cumpre sua função decorativa e de acabamento.
Poder de cobertura de tinta seca
Não esconde o substrato e suas imperfeições (sujeiras e manchas) mesmo após a secagem da tinta.
O consumidor gasta mais, tanto na quantidade de tin-ta como em horas de trabalho do pintor, que precisa aplicar uma maior quantidade de demãos para tentar cobrir a parede.
A tinta não cumpre sua função decorativa e de acabamento.
Resistência à abrasão úmida sem pasta abrasiva Resistência à abrasão úmida com pasta abrasiva
Ambiente sujo e insalubre: o consumidor não poderá limpar a sujeira na parede, que se acumula ao longo do tempo, uma vez que a tinta não resiste à água e umidade.
Não cumpre sua função de proteção do substrato. Não impede a penetração de agentes deletéricos ao sub-strato (como água, umidade, poluição atmosférica etc.). Pode haver, por exemplo, ingresso de umidade na parede que facilitará o destacamento da pintura e crescimento de fungos, afetando a habitabilidade da edificação.
O consumidor gasta mais: a tinta tem uma durabili-dade inferior e o consumidor terá que repintar o seu imóvel em um curto período de tempo.
TABELA 5
REQUISITOS DE
DESEMPENHO PROBLEMAS OCASIONADOS PELA UTILIZAÇÃO DE MASSA NIVELADORA NÃO CONFORME
Absorção de água
Não cumpre sua função de proteção do substrato. Não impede a penetração de umidade, proveniente do sub-strato ou do meio externo. A massa niveladora não suporta a presença de água, absorvendo-a em grande quantidade, causando a formação de bolhas.
O consumidor gasta mais: a massa tem uma durabi-lidade inferior e o consumidor terá que fazer a ma-nutenção do seu imóvel em um curto período de tem-po (raspar a massa, reaplicar e pintar novamente).
Resistência à abrasão
Não cumpre sua função de proteção do substrato. Massa com baixa coesão entre as partículas, acarretan-do em um produto de baixa qualidade, podenacarretan-do haver desagregamento (massa niveladora se destaca devido a esfarelamento).
O consumidor gasta mais: a massa tem uma durabi-lidade inferior e o consumidor terá que fazer a ma-nutenção do seu imóvel em um curto período de tem-po (raspar a massa, reaplicar e pintar novamente).
TABELA 6
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REQUISITOS DE DESEMPENHO
PROBLEMAS OCASIONADOS PELA UTILIZAÇÃO DE ESMALTE SINTÉTICO
OU TINTA A ÓLEO NÃO CONFORME
Determinação de teor de sólidos
Não cumpre sua função de proteção do substrato: os sólidos indicam que película de tinta fica no substrato. Com o baixo teor de sólidos, o produto não resiste aos efeitos deletérios ao substrato (como água, umidade, poluição atmosférica etc.).
O consumidor gasta mais: produtos com baixa quantidade de sólidos na película apresentam um rendimento menor.
Tempo de secagem por medida instrumental
Incômodo ao usuário: o produto demora a secar e portas e janelas não podem ser fechadas por um período maior.
Película suja com agregação de poeira: durante o processo de secagem, com a película ainda “pegajosa”, a poeira adere à película de tinta.
O intervalo entre a aplicação das demãos aumenta, gastando-se mais tempo e horas de trabalho.
Poder de cobertura de tinta seca por extensão
Não esconde o substrato e suas imperfeições (sujeiras e manchas), mesmo após a secagem da tinta.
O consumidor gasta mais tanto na quantidade de tinta como em horas de trabalho do pintor, que precisa aplicar uma maior quantidade de demãos para tentar cobrir a parede.
Brilho inicial
Não cumpre sua função de proteção do substrato: o baixo brilho indica quantidade de resina insuficiente, que influencia diretamente na durabilidade e proteção do substrato.
O produto não cumpre sua função decorativa e de acabamento, pois não apresentará um acabamento brilhante indicado.
TABELA 7
REQUISITOS DE
DESEMPENHO PROBLEMAS OCASIONADOS PELA UTILIZAÇÃO DE VERNIZ INTERIOR NÃO CONFORME
Determinação de teor de sólidos
Não cumpre sua função de proteção do substrato: os sólidos indicam que película de tinta fica no substrato. Com o baixo teor de sólidos, o produto não resiste aos efeitos deletérios ao substrato (como água, umidade, poluição atmosférica etc.).
O consumidor gasta mais: produtos com baixa quantidade de sólidos na película apresentam um rendimento menor.
Tempo de secagem por medida instrumental
Incômodo ao usuário: o produto demora a secar e portas e janelas não podem ser fechadas por um período maior.
Película suja com agregação de poeira: durante o processo de secagem, com a película ainda “pegajosa”, a poeira adere à película de tinta.
O intervalo entre a aplicação das demãos aumenta, gastando-se mais tempo e horas de trabalho.
Brilho inicial
O produto não cumpre sua função decorativa e de acabamento, pois não apresentará um acabamento brilhante indicado.
TABELA 8
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ELABORAÇÃO/REVISÃO:
Engº Roberto Matozinhos - Consultor Técnico - Sinduscon-MG Leana Carla Entreportes - Auxiliar Técnica - Sinduscon-MG
Giulliano Polito - Dirigente de Desenvolvimento Empresarial – Paranasa S/A
APROVAÇÃO:
Este procedimento foi aprovado pelo Vice-presidente da Área de Materiais, Tecno-logia e Meio Ambiente Engº Geraldo Jardim Linhares Júnior, pelo Diretor da Área de Materiais e Tecnologia Engº Cantídio Alvim Drumond e pelo Diretor da Área de Meio Ambiente Engº Eduardo Henrique Moreira, juntamente à Comissão de Materiais e Tec-nologia – COMAT/ Sinduscon-MG.
BIBLIOGRAFIA:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 12554 - Tintas para edificações não industriais – Terminologia. Rio de Janeiro: ABNT, 1992.
_____. NBR 13245 - Execução de pinturas em edificações não industriais – Procedi-mento. Rio de Janeiro: ABNT, 1995.
_____. NBR 14943 - Tintas para construção civil – Método para avaliação de tintas para edificações não industriais – Determinação do poder de cobertura de tinta úmida. Rio de Janeiro: ABNT, 2003.
_____. NBR 15079 - Tintas para construção civil - Especificação dos requisitos míni-mos de desempenho de tintas para edificações não industriais - Tinta látex econômica nas cores claras: ABNT, 2008.
FAZENDA, JORGE M. R., Tintas Imobiliárias de Qualidade 2008: O livro de rótulos da ABRAFATI. São Paulo: Brucher, 2008.
POLITO, GIULLIANO. Sistemas de pintura na construção civil. In: 9º CONGRESSO DE MATERIAIS, TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE DA CONSTRUÇÃO - Sinduscon-MG, 2009, Belo Horizonte.
PROGRAMA BRASILEIRO DA QUALIDADE E PRODUTIVIDADE DO HABITAT (PBQP-H). Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil (SiAC): princípios e regimento. Disponível em: <http://www2.cidades.gov.br/ pbqph/projetos_siac.php> Acesso em: 11 out. 2010.
PROGRAMA SETORIAL DA QUALIDADE DE TINTAS IMOBILIÁRIAS – Texto de Refer-ência do Programa Setorial da Qualidade de Tintas Imobiliárias. Julho/2010. ABRA-FATI / PBQP-H. Disponível em: <http://www4.cidades.gov.br/pbqp-h/download. php?doc=0f6f587e-6d8e-425c-affd-adfe67094f4f&ext=.pdf&cd=1510> Acesso em: 11 out. 2010.
PROGRAMA SETORIAL DA QUALIDADE DE TINTAS IMOBILIÁRIAS - Resumo Executivo do Relatório Setorial nº. 29 – Julho/2010 – TESIS / ABRAFATI / PBQP-H – Programa Setorial da Qualidade - PSQ Tintas Imobiliárias. Disponível em: <http://www4.cidades. gov.br/pbqp-h/download.php?doc=25e1e501-543c-4126-9336-116c1e1de1e5&ext=. pdf&cd=1509> Acesso em: 11 out. 2010.
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Serviço de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas de Minas Gerais SEBRAE-MG
Av. Barão Homem de Melo, 329 – Nova Suíça CEP 30431-285 – Belo Horizonte-MG Central de Atendimento : 0800 570 0800
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Presidente do Conselho Deliberativo
Roberto Simões
Diretor Superintendente
Afonso Maria Rocha
Diretor de Operações
Matheus Cotta de Carvalho
Diretor Técnico
Luiz Márcio Haddad Pereira Santos
Gerente da Unidade de Atendimento Coletivo da Indústria e Territoriais
Marise Xavier Brandão
Coordenadora Estadual da Construção Civil
Vanessa Visacro
Gerente da Macrorregião Centro
Antônio Augusto Vianna de Freitas
Gestora da Construção Civil - RMBH