Diário Oficial Eletrônico
Quarta-Feira, 24 de maio de 2017 - Ano 10 – nº 2185
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Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina
www.tce.sc.gov.br
Luiz Eduardo Cherem (Presidente), Adircélio de Moraes Ferreira Junior (Vice-Presidente), Wilson Rogério Wan-Dall (Corregedor-Geral), Luiz Roberto Herbst, Cesar Filomeno Fontes, Herneus de Nadal e Julio Garcia. Auditores: Sabrina Nunes Iocken, Gerson dos Santos Sicca, Cleber Muniz Gavi. Ministério Público Junto ao TCE– Procuradores: Aderson Flores
(Procurador-Geral), Cibelly Farias Caleffi (Procuradora-Geral Adjunta), Diogo Roberto Ringenberg.
Diário Oficial Eletrônico - Coordenação: Secretaria-Geral, Rua Bulcão Vianna, nº 90, Centro, CEP 88020-160, Florianópolis-SC. Telefone (48) 3221-3648. e-mail [email protected].
Índice
DELIBERAÇÕES DO TRIBUNAL PLENO, DECISÕES
SINGULARES E EDITAIS DE CITAÇÃO E AUDIÊNCIA ... 1
A
DMINISTRAÇÃOP
ÚBLICAE
STADUAL... 1
Poder Executivo ... 1
Administração Direta ... 1
Fundos ... 6
Autarquias ... 6
Empresas Estatais ... 13
Tribunal de Contas do Estado ... 13
A
DMINISTRAÇÃOP
ÚBLICAM
UNICIPAL... 13
Balneário Camboriú ... 13
Balneário Piçarras ... 14
Brunópolis ... 15
Imaruí ... 15
Macieira ... 16
Maracajá ... 17
Otacílio Costa ... 17
Pouso Redondo ... 17
Salto Veloso ... 18
São José ... 18
PAUTA DAS SESSÕES ... 20
ATOS ADMINISTRATIVOS ... 20
MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DE
SANTA CATARINA ... 22
Deliberações do Tribunal Pleno,
Decisões Singulares e Editais
de Citação e Audiência
Administração Pública Estadual
Poder Executivo
Administração Direta
Processo n.: @REC 16/00551138
Assunto: Recurso de Embargos de Declaração contra o Acórdão exarado no Processo n. REC-1600353506 - Recurso de Embargos de Declaração contra o Acórdão exarado no Processo n. REC-15/00489040 - Recurso de Reconsideração contra o Acórdão prolatado no Processo n. TCE-1100346942 (FESETE)
Interessado: Gilmar Knaesel
Unidade Gestora: Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte
Unidade Técnica: DRR Decisão n.: 93/2017
O TRIBUNAL PLENO, diante das razões apresentadas pelo Relator e com fulcro nos arts. 59 da Constituição Estadual e 1º da Lei Complementar n. 202/2000, decide:
1. Conhecer do Recurso de Embargos de Declaração, oposto nos termos dos arts. 76, II e 78, § 1º, da Lei Complementar nº 202/2000, contra o Acórdão nº 0642/2016 prolatado no Processo nº REC 16/00353506, e no mérito negar provimento, ante o não preenchimento das causas de oponibilidade previstas no art. 78,
caput, da Lei Complementar nº 202/2000, ratificando na íntegra a
Deliberação recorrida.
2. Dar ciência da Decisão, ao Sr. Gilmar Knaesel, e ao Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte – FUNDESPORTE.
Ata n.: 13/2017
Data da sessão n.: 13/03/2017 - Ordinária
Especificação do quorum: Luiz Eduardo Cherem (Presidente), Wilson Rogério Wan-Dall, Luiz Roberto Herbst, Herneus de Nadal (Relator) e Julio Garcia
Representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas: Cibelly Farias Caleffi
Auditor presente: Cleber Muniz Gavi LUIZ EDUARDO CHEREM Presidente
HERNEUS DE NADAL Relator
Fui presente: CIBELLY FARIAS CALEFFI
Procuradora-Geral Adjunta do Ministério Público junto ao TCE/SC
1. Processo n.: APE-14/00164653
2. Assunto: Auditoria sobre a legalidade dos atos de inclusão de militares para fins de registro (272 inclusões)
3. Responsável: Nazareno Marcineiro
4. Unidade Gestora: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina 5. Unidade Técnica: DAP
6. Decisão n.: 0289/2017
O TRIBUNAL PLENO, diante das razões apresentadas pelo Relator e com fulcro nos arts. 59 da Constituição Estadual e 1° da Lei Complementar n. 202/2000, decide:
6.1. Assinar o prazo de 30 (trinta) dia, a contar da publicação desta Decisão no Diário Oficial Eletrônico do TCE - DOTC-e -, nos termos do art. 59, IX, da Constituição Estadual c/c o art. 29, §3º, da Lei Complementar 202/2000, para que o atual Comandante-geral da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina adote providências com vistas ao exato cumprimento da Lei, comprovando-as a este Tribunal: 6.1.1. relativamente à seguinte restrição: Ausência de comprovação de registro no órgão competente da certidão ou diploma de curso superior dos militares Douglas Felipe Machado, Luís Augusto Genari, Thiago dos Santos e Thiago Josué Luis de Almeida, incluídos na PMSC por força do Edital n. 15/CESIEP/2013, nos termos dos arts.
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3º da Lei Complementar n. 587/2013 e 48 da Lei (federal) n. 9.394/96 e do item 4.17 do Edital n. 15/CESIEP/2013;
6.1.2. remetendo cópia das decisões judiciais transitadas em julgado que embasaram o ingresso definitivo dos militares na PMSC, ou de decisões judiciais que atualmente amparem a permanência do militar no Quadro da Corporação, nos termos do art. 37, II, da Constituição Federal e de acordo com a relação que segue:
- Adalmir Renato da Silva Miranda, Alexandre Silva Ventura, Alison Gonçalves da Silva, André Humberto da Lapa, Cleomar Mohr, Daiana dos Reis, Danielli Rodrigues Cividini, Danilo Fernando Bauer, Diego Eduardo Vieira de Brito, Douglas Handerson Schauffert, Fabiane Ribeiro de Castro, Felipe Sansone de Oliveira, Filipi Vieira Luiz, Flávio Bastos Rodrigues, Jerônimo Muller, José Francione Borges dos Santos, Leandro Osvani dos Santos, Lenon Alves Ludgero, Leonardo Ângelo dos Santos, Letícia Dalla Brida da Silveira, Louíse Stahelin Gimenes, Lucas Costa, Luiz Augusto Genari Bach, Madson Ribeiro Izaías de Souza, Márcio Krefta Fontella, Marília Matias Kestering Tavares, Maurício Monteiro de Souza, Neura Neckel, Rafael Fernando Junges, Rafael Luiz Cardenuto Neto, Richard Victor Cruz, Romão Renzo Teixeira Insaurrade, Thiago de Souza, Thiago de Souza, Tiago Leal Oliveira, Valdeci Serafim Júnior e Vanessa Schmidt.,
6.2. Dar ciência desta Decisão à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina.
7. Ata n.: 25/2017
8. Data da Sessão: 24/04/2017 - Ordinária 9. Especificação do quorum:
9.1 Conselheiros presentes: Luiz Eduardo Cherem (Presidente), Wilson Rogério Wan-Dall (Relator), Luiz Roberto Herbst, Herneus De Nadal e Julio Garcia
10. Representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas: Cibelly Farias Caleffi
11. Auditores presentes: Gerson dos Santos Sicca e Cleber Muniz Gavi
LUIZ EDUARDO CHEREM Presidente
WILSON ROGÉRIO WAN-DALL Relator
Fui presente: CIBELLY FARIAS CALEFFI
Procuradora-Geral Adjunta do Ministério Público junto ao TCE/SC
Processo nº: @APE 17/00147975
Unidade Gestora: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina Responsável: Paulo Henrique Hemm
Interessados: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina
Assunto: Registro de Ato de Transferência para a Reserva Remunerada de Valdelania Koch
Relator: Herneus de Nadal
Unidade Técnica: Divisão 3 - DAP/COAPII/DIV3 Despacho: GAC/HJN - 36/2017
Tratam os autos de ato de transferência para reserva remunerada da militar VALDELANIA KOCH submetido à apreciação deste Tribunal de Contas, nos termos em que dispõe a Constituição Estadual, em seu artigo 59, inciso III, e artigo 1º, inciso IV, da Lei Complementar nº 202, de 15/12/2000 e art. 1º, IV, do Regimento Interno do Tribunal de Contas - Resolução nº TC 06/01, de 03 de dezembro de 2001 e Resolução nº TC-35, de 17 de dezembro de 2008.
Os autos foram analisados pela Diretoria de Atos de Pessoal (DAP) que, por meio do Relatório n. DAP-78/2017, concluiu por ordenar o registro do ato de transferência para a reserva remunerada e recomendar à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina a adoção de providências necessárias à regularização de falha formal detectada.
Em seguida, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas ratificou a conclusão exarada pela DAP, conforme se afere dos termos do Parecer n. MPTC/76/2017.
Considerando a regularidade do ato ora analisado, o mesmo deverá ser registrado.
Diante do exposto, DECIDO:
1.Ordenar o registro, nos termos do artigo 34, inciso II, combinado com o artigo 36, § 2º, letra 'b', da Lei Complementar Estadual n. 202/2000, do ato transferência para a reserva remunerada da militar VALDELANIA KOCH, da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, no posto de 3º Sargento, matrícula n. 922360-6-01, CPF n.
780.467.699-91, consubstanciado no Ato 403/2016, 08/06/2016, considerado legal conforme análise realizada.
2.Recomendar à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina que adote as providências necessárias à regularização da falha formal detectada na Portaria n. 403/2016, de 08/06/2016, no intuito de retificar o fundamento legal do benefício para: “Art. 22, XXI, da CF/88 c/c o art. 4º, do Dec. Lei n. 667/69 e art. 107, da CE/89 e também com base na portaria n. 2400/GEREH/DIGA/GAB/SSP/2010 e ainda com base no inciso IV do § 1º e inciso II do art. 50, inciso I do art. 100, inciso I do art. 103, e caput do art. 104, da Lei n. 6.218, de 10 de fevereiro de 1983”.
3.Dar ciência da Decisão à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina. Publique-se. Florianópolis, 19 de maio de 2017. HERNEUS DE NADAL Conselheiro-Relator Processo nº: @APE 17/00148270
Unidade Gestora: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina Responsável: Paulo Henrique Hemm
Interessados: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina
Assunto: Registro de Ato de Transferência para a Reserva Remunerada de Valdir Peixer
Relator: Wilson Rogério Wan-Dall
Unidade Técnica: Divisão 3 - DAP/COAPII/DIV3 Despacho: GAC/WWD - 42/2017
Tratam os autos do registro de ato de transferência para reserva remunerada de VALDIR PEIXER, submetido à apreciação deste Tribunal de Contas, nos termos em que dispõe a Constituição Estadual, em seu artigo 59, inciso III, e artigo 1º, inciso IV, da Lei Complementar nº 202, de 15/12/2000 e art. 1º, IV, do Regimento Interno do Tribunal de Contas - Resolução nº TC 06/01, de 03 de dezembro de 2001 e Resolução nº TC- 35, de 17 de dezembro de 2008.
A Diretoria de Atos de Pessoal – DAP analisou os autos e sugeriu através do Relatório de Instrução n.o 89/2017, ordenar o registro do
ato de transferência para reserva remunerada.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas manifestou-se por acompanhar a conclusão do Órgão Instrutivo emitindo o parecer MPTC 69/2017, ressaltando a necessidade de correção da falha formal detectada pela DAP.
Não havendo controvérsia no presente processo acerca do Registro, com fundamento no art. 38, § 1º e § 2º, da Resolução TC – 98/2014, acato a manifestação expressada no Relatório da DAP e no Parecer do MPTC, pela decisão de ordenar o registro do ato de transferência para reserva remunerada.
Diante do exposto, DECIDO:
1.1. Ordenar o registro, nos termos do artigo 34, inciso II, combinado com o artigo 36, § 2º, letra 'b', da Lei Complementar nº 202/2000, do ato transferência para a reserva remunerada do militar Valdir Peixer, da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, no posto de Subtenente, matrícula nº 9147802, CPF nº 552.214.169-72, consubstanciado no Ato 216/2016, de 28/04/2016, considerado legal conforme análise realizada.
1.2. Recomendar à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina - PMSC, que adote as providências necessárias à regularização da falha formal detectada na Portaria nº 216/2016, de 28/04/2016, a fim de retificar o fundamento legal do benefício para: “Art. 22, XXI, da CF/88 c/c o Art. 4º, do Dec. Lei nº 667/69 e Art. 107, da CE/89 e também com base na portaria nº 2400/GEREH/DIGA/GAB/SSP/2010 e ainda com base no inciso III do § 1º e inciso II do Art. 50, inciso I do Art. 100, inciso I do Art. 103, e caput do Art. 104, da Lei n.º 6.218, de 10 de fevereiro de 1983”.
1.3. Dar ciência da Decisão à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina - PMSC.
Publique-se.
Florianópolis, em 19 de maio de 2017. WILSON ROGÉRIO WAN-DALL Conselheiro-Relator
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Processo nº: @APE 17/00148785
Unidade Gestora: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina Responsável: Paulo Henrique Hemm
Assunto: Registro de Ato de Transferência para a Reserva Remunerada de Vanildo Campos da Silva
Relator: Wilson Rogério Wan-Dall
Unidade Técnica: Divisão 3 - DAP/COAPII/DIV3 Despacho: GAC/WWD - 43/2017
Tratam os autos de ato de transferência para reserva remunerada de Vanildo Campos da Silva, submetido à apreciação deste Tribunal de Contas, nos termos em que dispõe a Constituição Estadual, em seu artigo 59, inciso III, e artigo 1º, inciso IV, da Lei Complementar nº 202, de 15/12/2000 e art. 1º, IV, do Regimento Interno do Tribunal de Contas - Resolução nº TC 06/01, de 03 de dezembro de 2001 e Resolução nº TC- 35, de 17 de dezembro de 2008.
A Diretoria de Atos de Pessoal – DAP analisou os autos e sugeriu através do Relatório de Instrução n.o 88/2017, ordenar o registro do
ato de transferência para reserva remunerada.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas manifestou-se por acompanhar a conclusão do Órgão Instrutivo emitindo o parecer MPTC 71/2017.
Não havendo controvérsia no presente processo acerca do Registro, com fundamento no art. 38, § 1º e § 2º, da Resolução TC – 98/2014, acato a manifestação expressada no Relatório da DAP e no Parecer do MPTC, pela decisão de ordenar o registro do ato de transferência para reserva remunerada.
Diante do exposto, DECIDO:
1.1. Ordenar o registro, nos termos do artigo 34, inciso II, combinado com o artigo 36, § 2º, letra 'b', da Lei Complementar nº 202/2000, do ato transferência para a reserva remunerada do militar Vanildo Campos da Silva, da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, no posto de 3º Sargento, matrícula nº 91787751, CPF nº 686.516.949-20, consubstanciado no Ato 625/2016, 11/07/2016, considerado legal conforme análise realizada.
1.2. Dar ciência da Decisão à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina.
Publique-se.
Florianópolis, em 19 de maio de 2017. WILSON ROGÉRIO WAN-DALL Conselheiro-Relator
Processo nº: @APE 17/00154831
Unidade Gestora: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina Responsável: Paulo Henrique Hemm
Interessados:Polícia Militar do Estado de Santa Catarina
Assunto: Registro de Ato de Transferência para a Reserva Remunerada de Vanderlei Antônio Souza Dorneles
Relator: Wilson Rogério Wan-Dall
Unidade Técnica: Divisão 3 - DAP/COAPII/DIV3 Despacho: GAC/WWD - 39/2017
Tratam os autos de registro de ato de transferência para reserva remunerada de VANDERLEI ANTONIO SOUZA DORNELES, submetido à apreciação deste Tribunal de Contas, nos termos em que dispõe a Constituição Estadual, em seu artigo 59, inciso III, e artigo 1º, inciso IV, da Lei Complementar nº 202, de 15/12/2000 e art. 1º, IV, do Regimento Interno do Tribunal de Contas - Resolução nº TC 06/01, de 03 de dezembro de 2001 e Resolução nº TC- 35, de 17 de dezembro de 2008.
A Diretoria de Atos de Pessoal – DAP analisou os autos e sugeriu através do Relatório de Instrução n.o 93/2017, ordenar o registro do
ato de transferência para reserva remunerada.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas manifestou-se por acompanhar a conclusão do Órgão Instrutivo emitindo o parecer MPTC 77/2017, ressaltando a necessidade de correção da falha formal detectada pela DAP.
Não havendo controvérsia no presente processo acerca do Registro, com fundamento no art. 38, § 1º e § 2º, da Resolução TC – 98/2014, acato a manifestação expressada no Relatório da DAP e no Parecer do MPTC, pela decisão de ordenar o registro do ato de transferência para reserva remunerada.
Diante do exposto, DECIDO:
1.1. Ordenar o registro, nos termos do artigo 34, inciso II, combinado com o artigo 36, § 2º, letra 'b', da Lei Complementar nº 202/2000, do ato transferência para a reserva remunerada do militar VANDERLEI
ANTÔNIO SOUZA DORNELES, da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, no posto de 3º Sargento, matrícula nº 919058901, CPF nº 437.137.260/00, consubstanciado no Ato nº 266/PMSC/2016, de 01/06/2016, considerado legal conforme análise realizada. 1.2. Recomendar à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina - PMSC, que adote as providências necessárias à regularização da falha formal detectada na Portaria nº 266/PMSC, de 01/06/2016 (fl. 02), a fim de retificar o fundamento legal do benefício para: “Art. 22, XXI, da CF/88 c/c o Art. 4º, do Dec. Lei nº 667/69 e Art. 107, da
CE/89 e também com base na portaria nº
2400/GEREH/DIGA/GAB/SSP/2010 e ainda com base no inciso IV do § 1º e inciso II do Art. 50, inciso I do Art. 100, inciso I do Art. 103, e Caput do Art. 104, da Lei nº 6.218, de 10 de fevereiro de 1983”. 1.3. Dar ciência da Decisão à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina.
Publique-se.
Florianópolis, em 19 e maio de 2017. WILSON ROGÉRIO WAN-DALL Conselheiro-Relator
Processo nº: @APE 17/00155218
Unidade Gestora: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina Responsável: Paulo Henrique Hemm
Interessados: Polícia Militar do Estado de Santa Catarina
Assunto: Registro de Ato de Transferência para a Reserva Remunerada de Vanildo Pereira Alves
Relator: Gerson dos Santos Sicca
Unidade Técnica: Divisão 3 - DAP/COAPII/DIV3 Despacho: COE/GSS - 34/2017
I – RELATÓRIO
Trata o processo de ato de transferência para a reserva remunerada Vanildo Pereira Alves, militar da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, submetido à apreciação deste Tribunal, nos termos do disposto no art. 59, inciso III, da Constituição Estadual, art. 1º, inciso IV, da Lei Complementar (estadual) nº 202/2000, e artigo 1º, inciso IV, da Resolução nº TC-06/2001.
A Diretoria de Controle de Atos de Pessoal (DAP) procedeu à análise do ato sugerindo, no seu Relatório de Instrução nº DAP - 75/2017 (fls. 18-22), ordenar o registro e proferir recomendação do seguinte sentido:
Recomendar à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina - PMSC, que adote as providências necessárias à regularização da falha formal detectada na Portaria nº 253/PMSC, de 18/03/2015 (fl. 04), a fim de retificar o fundamento legal do benefício para: “Art. 22, XXI, da CF/88 c/c o Art. 4º, do Dec. Lei nº 667/69 e Art. 107, da CE/89 e também com base na portaria nº 2400/GEREH/DIGA/GAB/SSP/2010 e ainda com base no inciso IV do § 1º e inciso II do Art. 50, inciso I do Art. 100, inciso I do Art. 103, e Caput do Art. 104, da Lei nº 6.218, de 10 de fevereiro de 1983”.
O Ministério Público Especial, mediante o Parecer nº MPTC/51/2017 (fl. 23), acompanhou a manifestação do corpo instrutivo.
É o relatório.
II – FUNDAMENTAÇÃO
A Diretoria de Controle de Atos de Pessoal (DAP), ao analisar o presente processo, verificou que:
Da análise do ato e dos documentos que o instruem verifica-se a regularidade da concessão ora demandada.
Destaca-se que o discriminativo das parcelas componentes dos proventos foi devidamente analisado, nada havendo a retificar. Por oportuno, importa informar que os dados pessoais e funcionais encontram-se devidamente discriminados no anexo deste Relatório. No que se refere à necessidade de recomendação, o corpo instrutivo anotou a seguinte falha formal no ato de transferência para a reserva remunerada:
Na Portaria concessória nº 165/PMSC, de 22/02/2016 (fl. 04), consta a seguinte fundamentação legal: “Art. 22, XXI, da CF/88 c/c o Art. 4º, do Dec. Lei nº 667/69 e Art. 107, da CE/89 e também com base na portaria nº 2400/GEREH/DIGA/GAB/SSP/2010 e ainda com base no inciso IV do § 1º e inciso II do Art. 50, inciso I do Art. 100, inciso I do Art. 103, e § 3º do Art. 104, da Lei n.º 6.218, de 10 de fevereiro de 1983”, todavia, o embasamento legal correto do benefício é: “Art. 22, XXI, da CF/88 c/c o Art. 4º, do Dec. Lei nº 667/69 e Art. 107, da
CE/89 e também com base na portaria nº
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§ 1º e inciso II do Art. 50, inciso I do Art. 100, inciso I do Art. 103, e Caput do Art. 104, da Lei nº 6.218, de 10 de fevereiro de 1983”. Diante disso, foi sugerida recomendação para a correção, nos termos do art. 7º c/c art. 12, §§ 1º e 2º da Resolução TC nº 35/2008. Entendo corretos os fundamentos apontados pela diretoria técnica, ratificados pelo Parquet de Contas, motivo pelo qual acolho por seus próprios e jurídicos termos.
III – DISPOSITIVO
Por todo o exposto e estando os autos apreciados na forma legal e regimental, instruídos por equipe técnica da Diretoria de Controle de Atos de Pessoal e com a devida apreciação pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, DECIDO por:
1 – Ordenar o registro nos termos do artigo 34, inciso II, combinado com o artigo 36, § 2º, letra 'b', da Lei Complementar nº 202/2000, do ato transferência para a reserva remunerada do militar VANILDO PEREIRA ALVES, da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, no posto de 3º Sgt, matrícula nº 917677201, CPF nº 560.508.449-68, consubstanciado no Ato 165/2016, 22.02.2016, considerado legal conforme análise realizada..
2 – Recomendar à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina - PMSC, que adote as providências necessárias à regularização da falha formal detectada na Portaria nº 253/PMSC, de 18/03/2015 (fl. 04), a fim de retificar o fundamento legal do benefício para: “Art. 22, XXI, da CF/88 c/c o Art. 4º, do Dec. Lei nº 667/69 e Art. 107, da
CE/89 e também com base na portaria nº
2400/GEREH/DIGA/GAB/SSP/2010 e ainda com base no inciso IV do § 1º e inciso II do Art. 50, inciso I do Art. 100, inciso I do Art. 103, e Caput do Art. 104, da Lei nº 6.218, de 10 de fevereiro de 1983”. 3 – Dar ciência da Decisão à Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, bem como aos responsáveis pelo controle interno e pela assessoria jurídica da Unidade Gestora.
Publique-se.
Florianópolis, em 18 de maio de 2017. GERSON DOS SANTOS SICCA Relator
1. Processo n.: REC-16/00051321
2. Assunto: Recurso de Reexame contra a Decisão exarada no Processo n. @APE-12/00033253 - Ato de Aposentadoria de Paulo de Tarso Brandão
3. Interessado(a): Amaru Barros Salmom de Souza e Ministério Público de Santa Catarina
4. Unidade Gestora: Ministério Público de Santa Catarina – Procuradoria-geral de Justiça
5. Unidade Técnica: DRR 6. Decisão n.: 0284/2017
ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, reunidos em Sessão Plenária, diante das razões apresentadas pelo Relator e com fulcro nos arts. 59 da Constituição Estadual e 1° da Lei Complementar n. 202/2000, em:
6.1. Conhecer do Recurso de Reexame, interposto nos termos do art. 80 da Lei Complementar n. 202, de 15 de dezembro de 2000, em face da Decisão n. 1736/2015, exarada na Sessão Ordinária de 21/10/2015, nos autos do Processo n. @APE - 12/00033253, e, no mérito, dar-lhe provimento parcial exclusivamente para:
6.1.1. corrigir o período a que se refere a restrição remanescente, de acordo com o que foi apurado pela Instrução Técnica nos autos originais, passando o item "6.1.1." da Decisão recorrida a ter a seguinte redação:
"6.1.1. Ausência da certidão do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS - referente ao tempo de serviço prestado como estagiário (11/05 a 27/08/83) e como Advogado (17/04 a 18/09/84 e 05/06 a 13/06/85), no total de 09 meses e 03 dias, em observância ao que estabelece a EC n. 20/98 c/c a Lei (federal) n. 3.807/60 e Lei n. 6.292/83, que exigem a comprovação do efetivo exercício da atividade laboral e o devido pagamento da contribuição previdenciária”.
6.1.2. manter na íntegra os demais itens da deliberação recorrida. 6.2. Dar ciência deste Acórdão ao Ministério Público de Santa Catarina – Procuradoria-geral de Justiça.
7. Ata n.: 25/2017
8. Data da Sessão: 24/04/2017 - Ordinária 9. Especificação do quorum:
9.1 Conselheiros presentes: Wilson Rogério Wan-Dall (Presidente - art. 91, parágrafo único, da LC n. 202/2000), Luiz Roberto Herbst, Herneus De Nadal e Julio Garcia (Relator)
10. Representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas: Cibelly Farias Caleffi
11. Auditores presentes: Gerson dos Santos Sicca e Cleber Muniz Gavi
WILSON ROGÉRIO WAN-DALL
Presidente (art. 91, parágrafo único, da LC n. 202/2000) JULIO GARCIA
Relator
Fui presente: CIBELLY FARIAS CALEFFI
Procuradora-Geral Adjunta do Ministério Público junto ao TCE/SC
Processo: REP 16/00280436
Unidade Gestora: Secretaria de Estado da Administração Responsável: João Batista Matos e outros
Assunto: Possíveis irregularidades na cessão de servidores da Secretaria de Estado da Educação – SED para a Secretaria de Estado da Administração – SEA.
Decisão Singular
Tratam os autos de representação formulada pelo Ministério Público de Contas, comunicando supostas irregularidades na cessão de servidores da Secretaria de Estado da Educação – SED para a Secretaria de Estado da Administração – SEA (fls. 02-377), em face da existência de concurso vigente da SEA com candidatos aptos a serem nomeados.
Após análise do expediente, a Diretoria de Controle de Atos de Pessoal – DAP elaborou o Relatório n. 2783/2016 (fls. 493-505), sugerindo o deferimento parcial da cautelar pleiteada, para determinar a sustação do pagamento da gratificação prevista na Lei n. 16.303/2013 [PRO-EFICIÊNCIA] aos servidores da SED que especifica, bem como a audiência dos responsáveis e realização de diligência à Secretaria de Estado da Educação para remessa de outros documentos e informações complementares necessárias à instrução do feito.
Instado a se manifestar, o Ministério Público de Contas emitiu o Despacho GPDRR/086/2016 (fls. 508-515), por meio do qual reiterou as assertivas expostas na inicial, opinando pelo deferimento das cautelares pleiteadas (itens 2.1 a 2.3 da exordial) e, no mérito, pela procedência dos pedidos formulados (itens 3.1 a 3.5 da exordial). Os Exmos. Conselheiros Herneus de Nadal e Júlio Garcia se declararam impedidos de relatar o presente processo (fls. 506 e 519). Os autos vieram conclusos a este gabinete em 17.05.2017.
É o breve relatório. Decido.
O pedido cautelar toma por fundamento o poder geral de cautela, inerente à atuação dos Tribunais de Contas no seu dever de zelar pela preservação do erário e do patrimônio público, bem como pela obediência aos princípios que regem a Administração Pública. A possibilidade de esta Corte expedir provimentos cautelares sem a oitiva da parte contrária, por meio de decisão fundamentada, compõe a esfera de atribuições institucionais, uma vez vocacionado pela própria Constituição da República a neutralizar situações de lesividade e de dano atual ou iminente ao erário. A atribuição desses poderes explícitos, tratada pelo art. 71 da Constituição Federal, pressupõe a conferência de poderes implícitos, a serem efetivados por meio de provimentos cautelares. Tal possibilidade foi, inclusive, referendada pelo Supremo Tribunal Federal, por intermédio do MS 24.510-7.
Os requisitos exigidos para a concessão da tutela cautelar são o
periculum in mora, traduzido pela situação de perigo de que a
demora na decisão cause um dano grave ou de difícil reparação ao bem jurídico tutelado, e o fumus boni juris, que nada mais é do que a verossimilhança do direito alegado, sendo necessário o preenchimento de ambos.
Cuida a tutela de providência processual que busca a antecipação dos efeitos externos ou secundários da providência final, sem, contudo, constituir um prejulgamento, tendo por finalidade proteger o patrimônio público, suspendendo os efeitos do ato lesivo até o julgamento do mérito.
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Inicialmente, observo que a representação preenche os requisitos de admissibilidade previstos no art. 24, § 1º, da Instrução Normativa n. TC 21/2015, razão pela qual deve ser conhecida.
Conforme se infere da inicial (fls. 02-68), o representante sustenta que a cessão, disposição e convocação de servidores públicos entre Secretarias e órgãos da Administração Indireta do Estado tem ocorrido de maneira irregular, haja vista que tais movimentações seriam historicamente realizadas por meio do deslocamento de servidores de órgãos onde há déficit de pessoal para outros que possuem concurso público vigente, com lista de espera de candidatos classificados aptos a serem nomeados, em afronta à norma insculpida no art. 37, inciso II, da Constituição federal. Destaca, no caso, as cessões e disposições de servidores da Secretaria de Educação – SED para a Secretaria da Administração – SEA, aduzindo que há notória carência de pessoal no âmbito da primeira, que tem realizado seleções para admissão de professores em caráter temporário (ACT) para os anos letivos, enquanto a segunda possui mais de cinquenta cargos vagos que poderiam ser ocupados por servidores aprovados em concurso público vigente, homologado em 2013 (Edital n. 001/SEA/2013 e Portaria n. 948, de 18.11.2013 – fls. 34-83).
Acrescenta que tais servidores (professores, assistentes pedagógicos, consultores e orientadores educacionais) têm executado atividades estritamente administrativas, compatíveis com as dos cargos de Analista Administrativo II e Técnico em Atividades Administrativas previstos no citado concurso.
Pontua, ainda, que a situação se agrava pelo fato de que essas transmigrações têm sido efetivadas com ônus para o órgão de destino, ocasionando o aumento da despesa pública com pessoal e consequente dano ao erário, visto que a maioria dos servidores acumulam gratificações dos órgãos de origem e destino, em desacordo com os princípios da eficiência e economicidade e com o disposto no art. 6º, inciso II e parágrafo único, do Decreto n. 1073/2012.
Em sede cautelar, o representante requer:
2.1) a determinação para nomeação imediata dos aprovados e classificados no concurso público regido pelo Edital nº 001/SEA/2013, notadamente daqueles preteridos pelos servidores cedidos de outros órgãos à SEA;
2.2) a cessação dos pagamentos de gratificações que importem em aumento de remuneração dos servidores cedidos, com fulcro no art. 6º, parágrafo único, do Decreto nº 1.073/2012, e de quaisquer atos de transmigrações e deslocamentos de servidores da SED para a SEA; e
2.3) o retorno imediato de todos os servidores da SED cedidos e à disposição de outros órgãos, notadamente à SEA, para as suas respectivas lotações de origem, diminuindo, assim, o número de contratações precárias e excepcionais promovidas pelo Estado. Analisando tais argumentos, a DAP registra que há semelhança entre as funções desempenhadas pelos servidores cedidos e aquelas atinentes aos cargos de Analista Técnico Administrativo II e Técnico em Atividades Administrativas (fl. 496-497v). Em consulta ao Sistema Informatizado de Gestão de Recursos Humanos de Santa Catarina – SIGRH/SC, verificou que há 300 vagas para as funções de nível médio, sendo que 132 estão disponíveis, e 300 vagas para as funções de nível superior, estando 107 disponíveis.
No entanto, observou que as vagas oferecidas para os referidos cargos no certame vigente [duas vagas para Analista Técnico Administrativo II e quatro vagas para Técnico em Atividades Administrativas] foram regularmente preenchidas, concluindo que cabe à Administração avaliar a conveniência e oportunidade da convocação de candidatos excedentes. Ressalta que a determinação para nomeação imediata dos aprovados e classificados no concurso pode contrariar a real demanda de pessoal da SEA, caso confirmada a desnecessidade dos servidores atualmente cedidos. Nesse aspecto, o retorno dos servidores aos órgãos de origem poderia atestar que inexiste concreta necessidade de pessoal para o serviço. Ademais, destaca que a contratação de servidores em caráter temporário no âmbito da SED ocorre para o exercício da função de professor (editais acostados às fls. 88-208), contudo, dos quarenta servidores da SED que estão em exercício na SEA, somente dezesseis são ocupantes do cargo de provimento efetivo de professor.
Dessa forma, conclui que não foi possível verificar, a priori, prejuízo ao concurso público no caso em tela.
No que se refere à remuneração dos servidores, discorre que a gratificação prevista na Lei n. 16.303/2013 é devida a servidores lotados na Procuradoria-Geral do Estado – PGE, na SEA e no Instituto de Previdência do Estado – IPREV e em efetivo desempenho das diretrizes previstas no âmbito do Programa de redução de despesas correntes, incremento da arrecadação previdenciária e incremento efetivo da cobrança da dívida ativa (PRO-EFICIÊNCIA), porém aponta que alguns dos servidores estariam percebendo tal gratificação ainda que não executem atividades relativas ao PRO-EFICIÊNCIA, tomando em consideração a descrição das funções atribuídas a esses servidores nos documentos juntados aos autos, associado aos respectivos contracheques. Nesse rumo, considera que está devidamente comprovada a irregularidade concernente ao pagamento da gratificação em tela aos referidos servidores, manifestando-se pela sustação cautelar do pagamento dessa verba remuneratória. De fato, analisando sumariamente as questões trazidas nesta representação, vislumbro a possibilidade de inobservância de importantes preceptivos legais concernentes à regra do concurso público e ao pagamento da remuneração devida a servidores deslocados da Secretaria de Educação para a Secretaria de Administração.
Não obstante, devo salientar que não vislumbro o cenário adequado para um juízo antecipatório nessa circunstância, haja vista a incerteza pertinente a pontos relevantes dos fatos supostamente irregulares apontados.
Com efeito, na linha do exposto pela Diretoria Técnica, é possível que inexista concreta necessidade de pessoal no âmbito da SEA, a justificar a imediata nomeação dos candidatos excedentes classificados no concurso público regido pelo Edital n. 001/SEA/2013, o que poderia onerar ainda mais os cofres públicos, em desrespeito a princípios constitucionais e em detrimento dos preceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal aplicáveis.
Por outro lado, no tocante à gratificação prevista na Lei n. 16.303/2013, noto que não há segurança para apontar, de forma prematura, a incompatibilidade entre a lei e as funções exercidas pelos servidores, visto que a abrangência da redação do art. 2º, §1º, que dispõe a respeito da aplicabilidade da referida gratificação, exige maior esclarecimento quanto aos critérios adotados para o seu deferimento.
Desse modo, sem adentrar o mérito da matéria apreciada e ressalvando que a presente manifestação não representa um juízo conclusivo acerca da questão, considero prematuro o deferimento cautelar das medidas pleiteadas sem prévia abertura de contraditório, uma vez que representam alto grau de interferência nas necessidades e decisões da Administração do Estado.
Em todo o caso, sendo realizadas a audiência e diligência propostas, entendo que as questões trazidas à lume poderão ser melhor esclarecidas e, eventualmente, conduzir a uma nova análise acerca da presença dos elementos que justificam o deferimento da cautelar. ANTE O EXPOSTO, decido:
1. Conhecer da representação formulada pelo Ministério Público de Contas em face da cessão de servidores da Secretaria de Estado da Educação – SED para a Secretaria de Estado da Administração – SEA.
2. Indeferir o pedido cautelar, referente à determinação para nomeação imediata dos aprovados e classificados no concurso público regido pelo Edital nº 001/SEA/2013; a cessação dos pagamentos de gratificações que importem em aumento de remuneração dos servidores cedidos e ao retorno imediato de todos os servidores da SED cedidos e à disposição de outros órgãos, notadamente à SEA.
3. Determinar a audiência dos responsáveis, nos termos do art. 29, § 1º, c/c o art. 35 da Lei Complementar estadual n. 202/2000, para apresentação de justificativas a este Tribunal de Contas, em observância ao princípio do contraditório e da ampla defesa, no prazo de 30 (trinta) dias a contar do recebimento desta, nos seguintes termos:
3.1. Sr. Derly Massaud da Anunciação, Secretário de Estado da Administração de 04.01.2013 a 31.03.2015, com relação às seguintes irrregularidades:
3.1.1. Manutenção da cessão/disposição/convocação de 21 (vinte e um) servidores oriundos da SED para a SEA para o desempenho de atividades administrativas, de cunho permanente, que poderiam ser executadas por servidores aprovados em Concurso Público vigente, em burla ao instituto do concurso público, em desrespeito ao previsto
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no art. 37, inciso II, da Constituição Federal e ao princípio da economicidade, visto que a admissão de servidores novos se demonstrou mais vantajosa economicamente para o erário, de acordo com os atos examinados nos presentes autos;
3.1.2. Pagamento irregular da gratificaçao prevista na Lei n. 16.303/2013 a 14 (quatorze) servidores oriundos da SED que estão em exercício na SEA, tendo em vista que os referidos não estão executando atividades inerentes ao Programa PRO-EFICIÊNCIA, que alicerça o pagamento da gratificação, em desrespeito ao princípio da legalidade, previsto no art. 37, caput, da Constituição federal e ao previsto no art. 1º, § 2º, e art. 2º, caput, da Lei n. 16.303/2013.
3.2. Sr. João Batista Matos, Secretário de Estado da Administração desde 01.04.2015, com relaçao às seguintes irrregularidades: 3.2.1. Manutenção da cessão/disposição/convocação de 40 (quarenta) servidores oriundos da SED para a SEA para o desempenho de atividades administrativas, de cunho permanente, que poderiam ser executadas por servidores aprovados em Concurso Público vigente, em burla ao instituto do concurso público, em desrespeito ao previsto no art. 37, inciso II, da Constituição Federal e ao princípio da economicidade, visto que a admissão de servidores novos se demonstrou mais vantajosa economicamente para o erário, de acordo com os atos examinados nos presentes autos;
3.2.2. Desvio de finalidade da convocação de 13 (treze) servidores, visto que os referidos exercem suas funções em lotação diversa do Gabinete do Secretário da SEA, em descumprimento aos atos de convocação acostados às fls. 383, 389 a 393, 396 e 398 e ao previsto no art. 187 da Lei Complementar n. 381/2007, com a redação atribuída pela Lei Complementar n. 534/2011;
3.2.3. Desvio de finalidade da disposição de 22 (vinte e dois) servidores da SED à SEA, visto que não exercendo atividades condizentes com suas atribuições do órgão de origem, em desrespeito ao previsto no art. 6º, inciso II, do Decreto n. 1073/2012; 3.2.4. Acréscimo irregular da remuneração de 30 (trinta) servidores da SED que estão cedidos/à disposição/convocados para exercício de função na SEA, em descumprimento ao previsto no art. 187 da Lei Complementar n. 381/2007, com a redação atribuída pela Lei Complementar n. 534/2011, e no art. 6º, parágrafo único, do Decreto n. 1073/2012;
3.2.5. Pagamento irregular da gratificaçao prevista na Lei n. 16.303/2013 a 14 (quatorze) servidores oriundos da SED que estão em exercício na SEA, tendo em vista que os referidos não estão executando atividades inerentes ao Programa PRO-EFICIÊNCIA, que alicerça o pagamento da gratificação, em desrespeito ao princípio da legalidade, previsto no art. 37, caput, da Constituição Federal e ao previsto no art. 1º, §2º, e art. 2º, caput, da Lei n. 16.303/2013.
3.3. Sr. Eduardo Deschamps, Secretário de Estado da Educação desde 01.01.2015, com relaçao à seguinte irrregularidade:
3.3.1. Disposiçao de servidor ocupante do cargo de provimento efetivo de Professor que estava lotado e em exercício em escola da rede pública de ensino do Estado, em descumprimento ao previsto no art. 5º do Decreto n. 1073/2012.
4. Determino a realização de diligência à Secretaria de Estado da Educação, nos termos do art. 123, § 3º da Resolução TC n. 06/2001 (Regimento Interno do Tribunal de Contas), para que encaminhe, no prazo de 30 dias a contar do recebimento da comunicação, os documentos e informações necessárias e indispensáveis à instrução do processo, na forma que segue:
4.1. Quantitativo de servidores da SED que estão cedidos/à
disposição/convocados para outros órgãos/entidades da
Administração Pública Direta e Indireta do Poder Executivo do Estado de Santa Catarina, de seus Poderes (Judiciário e Legislativo), do Ministério Público Estadual, do Ministério Público de Contas e do Tribunal de Contas do Estado, discriminados por cargo (item 3.2 do pedido formulado pelo representante);
4.2. Quantitativo atual de servidores admitidos em caráter temporário (ACTs) pela SED, discriminados por função exercida.
À Secretaria Geral para cumprimento do art. 36, §3°, da Resolução TC n. 09/2002 e para audiência do responsável.
Dê-se ciência desta decisão ao representante. Publique-se na íntegra.
Gabinete, em 22 de maio de 2017. CLEBER MUNIZ GAVI
Conselheiro Substituto Relator
Fundos
Processo n.: @REC 16/00415706
Assunto: Recurso de Embargos de Declaração do Processo n. REC-15/00404150
Interessado: Gilmar Knaesel
Unidade Gestora: Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte - FUNDESPORTE
Unidade Técnica: Coordenadoria de Recursos (CRE - DRR/CREC) Decisão n.: 6/2017
O TRIBUNAL PLENO, diante das razões apresentadas pelo Relator e com fulcro nos arts. 59 da Constituição Estadual e 1º da Lei Complementar n. 202/2000, decide:
1. Conhecer dos embargos de declaração, nos termos do art. 78 da Lei Complementar Estadual n. 202/2000 e do art. 137 da Resolução n. TC 06/2001, opostos contra o Acórdão n. 344/2016, proferido nos autos do Processo n. REC-15/00404150, na sessão de 15.06.2016, e, no mérito, negar-lhe provimento, mantendo na íntegra a decisão recorrida.
2. Dar ciência desta Decisão e do Voto que a fundamenta ao embargante Sr. Gilmar Knaesel, bem como ao Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte – FUNDESPORTE.
Ata n.: 1/2017
Data da sessão n.: 23/01/2017 - Ordinária
Especificação do quorum: Luiz Roberto Herbst (Presidente), Adircélio de Moraes Ferreira Júnior, Wilson Rogério Wan-Dall, Cesar Filomeno Fontes, Herneus de Nadal, Julio Garcia e Luiz Eduardo Cherem Representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas: Cibelly Farias Caleffi
Auditor presente: Cleber Muniz Gavi (Relator) Luiz Roberto Herbst
Presidente Cleber Muniz Gavi Relator
Fui presente: Cibelly Farias Caleffi
Procuradora-Geral Adjunta do Ministério Público junto ao TCE/SC
Autarquias
1. Processo n.: TCE-10/00824591
2. Assunto: Tomada de Contas Especial - Conversão do Processo n. RLA-10/00824591 - Auditoria em Licitações e Contratos - Fiscalização na execução dos contratos de prestação de serviços terceirizados
3. Responsáveis: Profiser - Serviços Profissionais Ltda. e Romualdo Theophanes de França Júnior
4. Unidade Gestora: Departamento Estadual de Infraestrutura - DEINFRA
5. Unidade Técnica: DCE 6. Acórdão n.: 0221/2017
VISTOS, relatados e discutidos estes autos, relativos à Tomada de Contas Especial que trata de irregularidades na execução dos contratos de prestação de serviços terceirizados, praticadas no âmbito do Departamento Estadual de Infraestrutura – DEINFRA; Considerando que os Responsáveis foram devidamente citados; Considerando as alegações de defesa e documentos apresentados; ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, reunidos em Sessão Plenária, diante das razões apresentadas pelo Relator e com fulcro nos arts. 59 da Constituição Estadual e 1° da Lei Complementar n. 202/2000 (estadual), em: 6.1. Julgar irregulares, com imputação de débito, com fundamento no art. 18, III, ‘b’ e ‘c’, c/c o art. 21, caput, da Lei Complementar n. 202/2000 (estadual), as contas pertinentes à presente Tomada de Contas Especial, que trata de irregularidades identificadas na execução dos contratos de terceirização do DEINFRA.
6.2. Condenar os Responsáveis adiante identificados ao pagamento de débitos de sua responsabilidade, fixando-lhes o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da publicação deste Acórdão no Diário Oficial
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Eletrônico desta Corte de Contas – DOTC-e -, para comprovarem, perante este Tribunal, o recolhimento do(s) valor(es) do(s) débito(s) aos cofres do Estado, ou interporem recurso na forma da lei, sem o quê, fica desde logo autorizado o encaminhamento da dívida para cobrança judicial (arts. 43, II, e 71 da Lei Complementar n. 202/2000 - estadual):
6.2.1. De Responsabilidade do Sr. ROMUALDO THEOPHANES DE FRANÇA JÚNIOR - Presidente do DEINFRA no período de janeiro de 2009 a julho de 2010, CPF n. 486.844.499-91, o montante R$ 482,31 (quatrocentos e oitenta e dois reais e trinta e um centavos), decorrente da indevida dispensa do uso de uniforme e crachá dos empregados terceirizados, contrariando o Edital de Concorrência n. 204/05, anexo III, o contrato PJ n. 101/06, item 04, a Lei n. 4.320/64, art. 63, §2º, I, e a Lei n. 8.666/93, art. 58, III, c/c os arts. 67 e 68 (Relatório de Instrução DCE/CGES/Div.9 n. 677/2015);
6.2.2. De RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA do Sr. ROMUALDO THEOPHANES DE FRANÇA JÚNIOR, já qualificado, e da empresa
PROFISER SERVIÇOS PROFISSIONAIS LTDA., CNPJ n.
82.513.490/0001-94, o montante de R$ 224.137,25 (duzentos e vinte e quatro mil, cento e trinta e sete reais e vinte e cinco centavos), pertinente ao pagamento de serviços terceirizados sem a comprovação da sua efetiva prestação (devido preenchimento dos postos de trabalho contratados), contrariando as normas previstas no Contrato n. PJ-101/2006 e nos arts. 60, 62 e 63 da Lei n. 4.320/64 (federal) e 66 da Lei (federal) n. 8.666/93 (Relatório DCE).
6.3. Aplicar ao Sr. ROMUALDO THEOPHANES DE FRANÇA JÚNIOR, já qualificado, com fundamento no art. 70, II, da Lei Complementar n. 202/2000 (estadual) c/c o art. 109, II, do Regimento Interno deste Tribunal, as multas a seguir especificadas, fixando-lhe o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da publicação deste Acórdão no Diário Oficial Eletrônico desta Corte de Contas – DOTC-e -, para comprovar a este Tribunal o recolhimento das multas cominadas ao Tesouro do Estado, ou interpor recurso na forma da lei, sem o quê, fica desde logo autorizado encaminhamento da dívida para cobrança judicial, observado o disposto nos arts. 43, II, e 71 da citada Lei Complementar:
6.3.1. R$ 1.136,52 (mil cento e trinta e seis reais e cinquenta e dois centavos), em face da irregularidade parcial do objeto contratado, em razão de previsão de serviço de digitação que não deve ser executado na forma terceirizada, contrariando a Constituição Federal, art. 37, caput, a Constituição Estadual, art. 16, a Lei Complementar n. 330/06, Anexo II – B, e a Lei Complementar (estadual) n. 381, de 07/05/2007, art. 173 (Relatório DCE);
6.3.2. R$ 1.136,52 (mil cento e trinta e seis reais e cinquenta e dois centavos), em razão da descaracterização do contrato de terceirização, pela execução de atividades finalísticas e previstas em cargo próprio do Órgão, contrariando a Constituição Federal, art. 37, caput e II, a Constituição Estadual, art. 21, I, e a Lei Complementar n. 330/06 (estadual), Anexo II-B (Relatório DCE n. 677/2015);
6.3.3. R$ 1.136,52 (mil cento e trinta e seis reais e cinquenta e dois centavos), em virtude da existência irregular de pessoalidade, habitualidade e subordinação entre os terceirizados e a Administração Pública, contrariando os arts. 37, caput, da Constituição Federal e 16 da Constituição Estadual, o Enunciado n. 331 do TST, os Prejulgados ns. 1084 e 1891 deste Tribunal e o art. 2º do Decreto (estadual) n. 556/03 (item 2.1.3 citado à f. 2915 e verso do Relatório DCE);
6.3.4. R$ 1.136,52 (mil cento e trinta e seis reais e cinquenta e dois centavos), devido à ausência de fiscalização da execução dos serviços terceirizados, contrariando a Cláusula Sexta, item 2, 02, do Contrato PJ n. 101/06, os arts. 63, §2º, I, da Lei n. 4.320/64 e 67 e 68 da Lei (federal) n. 8.666/93 (item 2.1.4 citado à f. 2916 do Relatório DCE);
6.3.5. R$ 1.136,52 (mil cento e trinta e seis reais e cinquenta e dois centavos), em face de irregularidades relacionadas aos documentos enviados posteriormente, contrariando o disposto no Contrato PJ n. 101/06, item 2, subitens 02 e 07, e nos arts. 66 e 67, §1º, da Lei 8.666/93 e 74, §2º, da CLT (Relatório DCE).
6.4. Determinar ao Departamento Estadual de Infraestrutura – DEINFRA -, na pessoa do atual gestor, que adote medidas saneadoras visando à regularização do contrato de terceirização, evitando a reincidência das irregularidades abaixo apontadas: 6.4.1. Irregularidade parcial do objeto contratado, em razão de previsão de serviço de digitação que não deve ser executado na forma terceirizada, contrariando a Constituição Federal, art. 37, caput, a Constituição Estadual, art. 16, a Lei Complementar n.
330/06, Anexo II – B, e a Lei Complementar (estadual) n. 381, de 07/05/2007, art. 173 (Relatório DCE);
6.4.2. Descaracterização do contrato de terceirização, em virtude da execução de atividades finalísticas e previstas em cargo próprio do Órgão, contrariando a Constituição Federal, art. 37, caput e II, a Constituição Estadual, art. 21, I, e a Lei Complementar n. 330/06 (estadual), Anexo II-B (Relatório DCE);
6.4.3. Existência irregular de pessoalidade, habitualidade e subordinação entre os terceirizados e a Administração Pública, contrariando os arts. 37, caput, da Constituição Federal e 16 da Constituição Estadual, o Enunciado n. 331 do TST, os Prejulgados ns. 1084 e 1891 deste Tribunal e o art. 2º do Decreto (estadual) n. 556/03 (item 2.1.3 citado à f. 2915 e verso do Relatório DCE). 6.4.4. Ausência de fiscalização da execução dos serviços terceirizados, contrariando o Contrato PJ n. 101/06, Cláusula sexta, item 2, 02, a Lei (federal) n. 4.320/64, art. 63, §2º, I, e a Lei (federal) n. 8.666/93, arts. 67 e 68 (Relatório DCE).
6.5. Determinar à Secretaria de Estado da Administração que, na condição de órgão central do Sistema de Gestão de Materiais e Serviços do Poder Executivo do Estado (arts. 30 e 57 da Lei Complementar (estadual) n. 381/2007), promova estudo visando identificar as funções ou atividades, em cada órgão e entidade integrante desse Sistema, que sejam passíveis de terceirização, a fim de evitar que as atividades terceirizadas se confundam ou se equiparem com as atribuições próprias de cargos públicos de categorias funcionais abrangidas pelo plano de cargos de órgão ou entidade, levando em conta a vedação de substituição de atividades finalísticas por serviços terceirizados e considerando que a terceirização deve estar restrita às atividades materiais acessórias, instrumentais ou complementares aos assuntos que constituem área de competência legal do órgão ou entidade; e, ainda, expeça ato normativo específico nesse sentido, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da publicação desta deliberação no DOTC-e, comprovando a este Tribunal de Contas o cumprimento desta determinação e do disposto nos §§ 1º e 2º do art. 173 da Lei Complementar (estadual) n. 381/2007.
6.6. Recomendar ao DEINFRA, em articulação com a Secretaria de Estado da Administração, que promovam estudo e providências para dotar o DEINFRA de estrutura mínima necessária à realização efetiva das suas funções institucionais, incluindo a realização de concurso público para o preenchimento de cargos naquela autarquia, tendo em vista, principalmente, que o último concurso foi realizado em 1984. 6.7. Recomendar à Secretaria de Estado da Administração que, na condição de órgão central do Sistema de Gestão de Materiais e Serviços do Poder Executivo do Estado, estabeleça regulamento para aplicação aos órgãos e entidades integrantes do referido Sistema relativo à fiscalização dos contratos de prestação de serviços terceirizados, detalhando a forma de execução da fiscalização sobre o cumprimento das cláusulas contratuais e responsabilidades dos gestores dos contratos (arts. 31, §§ 5º e 9º, 57, II, e 173, §1º, da Lei Complementar (estadual) n. 381/2007 e 4º, I, 14 e 24 do Decreto n. 1976/2008), como, exemplificativamente, ocorre no âmbito do Governo Federal por meio da Instrução Normativa n. 02/2008, da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a fim de cumprir ao disposto nos arts. 58, III, e 67 da Lei n. 8.666/1993 e na Lei Complementar (estadual) n. 381/2007, em observância aos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade administrativa e da eficiência (art. 37, caput); da economicidade e da legitimidade (art. 70) da Constituição Federal.
6.8. Dar ciência deste Acórdão, do Relatório e Voto do Relator que o fundamenta, bem como do Relatório de Instrução DCE/CGES/Div.9 n. 677/2015, aos Responsáveis nominados no item 3 desta deliberação, ao Departamento Estadual de Infraestrutura – DEINFRA - à Secretaria de Estado da Administração e ao Ministério Público Estadual, este em cumprimento ao art. 18, §3º, da Lei Complementar (estadual) n. 202/2000.
7. Ata n.: 25/2017
8. Data da Sessão: 24/04/2017 - Ordinária 9. Especificação do quorum:
9.1 Conselheiros presentes: Luiz Eduardo Cherem (Presidente), Wilson Rogério Wan-Dall, Luiz Roberto Herbst (Relator), Herneus De Nadal e Julio Garcia
10. Representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas: Cibelly Farias Caleffi
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11. Auditores presentes: Gerson dos Santos Sicca e Cleber Muniz Gavi
LUIZ EDUARDO CHEREM Presidente
LUIZ ROBERTO HERBST Relator
Fui presente: CIBELLY FARIAS CALEFFI
Procuradora-Geral Adjunta do Ministério Público junto ao TCE/SC
1. Processo n.: APE-16/00124817
2. Assunto: Ato de Aposentadoria de Rita de Fátima de Andrade Córdova
3. Interessado(a): Secretaria de Estado da Saúde Responsável: Adriano Zanotto
4. Unidade Gestora: Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina - IPREV
5. Unidade Técnica: DAP 6. Decisão n.: 0295/2017
O TRIBUNAL PLENO, diante das razões apresentadas pelo Relator e com fulcro nos arts. 59 da Constituição Estadual e 1° da Lei Complementar n. 202/2000, decide:
6.1. Denegar o registro, nos termos do art. 34, inciso II, c/c o art. 36, § 2º, alínea ‘b’, da Lei Complementar n. 202, de 15 de dezembro de 2000, do ato de aposentadoria de Rita de Fátima de Andrade Córdova, servidora da Secretaria de Estado da Saúde, ocupante do cargo de Analista Técnico em Gestão e Promoção de Saúde, nível 12, referência J, matrícula n. 241123-7-01, CPF n. 295.721.699-04, consubstanciado na Portaria n. 1267/IPREV, de 19/05/2014, considerado ilegal conforme análise realizada, em razão da irregularidade abaixo:
6.1.1. Enquadramento da servidora no cargo único de Analista Técnico em Gestão e Promoção de Saúde, considerado irregular por agrupar funções que indicam graus extremamente desiguais de responsabilidade e complexidade de atuação, já que essa situação agride o disposto no §1º, incisos I a III, do art. 39 da Constituição Federal.
6.2. Ressalvar a prejudicialidade do art. 41, caput, do Regimento Interno desta Corte de Contas, haja vista que a servidora cumpriu os requisitos constitucionais para a aposentadoria, muito embora a alteração na denominação do cargo levou à conclusão pela denegação do registro, conforme exposto acima.
6.3. Alertar ao Presidente do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina – IPREV - que a denegação do registro repercutirá na ausência da compensação previdenciária, se a servidora em questão contribuiu para o regime de origem.
6.4. Dar ciência desta Decisão ao Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina – IPREV - e à Secretaria de Estado da Saúde. 7. Ata n.: 25/2017
8. Data da Sessão: 24/04/2017 - Ordinária 9. Especificação do quorum:
9.1 Conselheiros presentes: Luiz Eduardo Cherem (Presidente), Wilson Rogério Wan-Dall, Luiz Roberto Herbst, Herneus De Nadal e Julio Garcia (Relator)
10. Representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas: Cibelly Farias Caleffi
11. Auditores presentes: Gerson dos Santos Sicca e Cleber Muniz Gavi
LUIZ EDUARDO CHEREM Presidente
JULIO GARCIA Relator
Fui presente: CIBELLY FARIAS CALEFFI
Procuradora-Geral Adjunta do Ministério Público junto ao TCE/SC
Processo nº: @APE 17/00078710
Unidade Gestora: Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina - IPREV
Responsável: Renato Luiz Hinnig – Presidente do IPREV à época Interessados: Waldeni João de Medeiros
Assunto: Atos de aposentadoria readequados à Lei Complementar n. 676/2016 - Cargo Único
Relator: Sabrina Nunes Iocken Despacho: GASNI - 3/2017 Decisão Singular
Tratam os autos da análise de ato de aposentadoria que resulta de readequação promovida pelo IPREV após a denegação de registro, por este Tribunal, de atos em que se verificou o enquadramento dos servidores em Cargo Único.
Assim, tendo sido editada a Lei Complementar Estadual n. 676/2016, em atendimento a diversas decisões deste Tribunal de Contas, o Instituto de Previdência Estadual submeteu-o à apreciação deste Tribunal nos termos do disposto no artigo 59, inciso III da Constituição Estadual, no artigo 1º, inciso IV da Lei Complementar n. 202/00, no artigo 1º, inciso IV do Regimento Interno do Tribunal de Contas (Resolução n. TC-06/01) e na Resolução n. TC-35/08. Ao analisar os autos, a Diretoria de Controle de Atos de Pessoal (DAP), emitiu o Relatório n. 19/2017, concluindo pela regularidade do ato sob exame e considerando cumprida a Decisão anteriormente exarada por esta Corte de Contas.
O Ministério Público de Contas acompanhou o posicionamento do Corpo Instrutivo (Parecer n. 14/2017).
Vindo o processo à apreciação desta Relatora, destaco, primeiramente, que o ato sob exame está em consonância com os parâmetros constitucionais e legais vigentes. O discriminativo das parcelas componentes dos proventos foi devidamente analisado e os dados pessoais e funcionais do servidor foram discriminados no anexo do Relatório elaborado pela DAP.
Destaco que o Tribunal Pleno inicialmente denegou o registro do ato de aposentadoria do servidor, em razão do enquadramento em cargo único que agrupou no mesmo cargo funções com graus extremamente desiguais de responsabilidade e complexidade de atuação, em desrespeito ao art. 39, § 1º, da Constituição Federal de 1988, conforme entendimento pacificado por meio da Súmula n. 01. As denegações de registro motivadas somente pelo enquadramento em cargo único ocorreram com a ressalva da prejudicialidade do artigo 41 do Regimento Interno, ou seja, as decisões não extinguiram ou restringiram quaisquer direitos dos servidores aposentados, sendo-lhes garantida a manutenção das aposentadorias na exata forma como foram concedidas, inclusive no que refere-se à percepção de seus proventos, já que a ilegalidade apurada tem caráter formal decorrente da inadequação da legislação estadual, estando cumpridos todos os requisitos constitucionais pertinentes à modalidade do benefício.
Além disso, nas decisões que denegaram os atos de aposentadoria também houve recomendação à Secretaria de Estado da Administração, para a adoção de providências visando para adequação das Leis Complementares (estaduais), que tratam dos planos de carreiras e vencimentos de diversos Órgãos, em que foi adotado cargo único.
Em atendimento à referida recomendação foi editada a Lei Complementar n. 676/2016, que instituiu o Plano de cargos e Vencimentos dos Servidores públicos civis do Quadro de Pessoal do Poder Executivo e estabeleceu outras providências.
Ressalto que no trâmite do presente processo foi comprovada a correção da nomenclatura do cargo do servidor beneficiário de “Analista Técnico em Gestão Pública” para “Artífice II”, conforme Portaria n. 3442, de 13/12/2016 (fl. 16).
Diante do exposto e considerando a manifestação da (DAP) e o Parecer do Ministério Público junto a este Tribunal, ambos opinando pelo registro do ato de aposentadoria, depois de analisar os autos, com fundamento nos §§ 1°, 2°, 3° e 4° do artigo 38 do Regimento Interno, bem como no disposto no parágrafo único do artigo 34 da Lei Complementar n. 202/00, DECIDO:
1. Ordenar o registro, nos termos do artigo 34, inciso II, combinado com o artigo 36, § 2º, letra 'b', da Lei Complementar n. 202/2000, do ato de aposentadoria do servidor abaixo nominado, da Secretaria de Estado da Administração, no cargo de Artífice II, consubstanciado no ato correlacionado, tido como conforme análise realizada, bem como considerar cumprida a decisão abaixo referida, proferida em processo que contém os dados relativos à presente concessão:
Nome Matrícula CPF Atos de aposentadoria + retificação N. da decisão cumprida Waldeni João de Medeiros 0219537-2-01 298.536.729-87 1246/IPREV/2011 3442/2016 2775/2013
2. Dar ciência da Decisão ao Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina – IPREV.