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Análise econométrica do mercado internacional do café e da política brasileira de preços

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(1)

no INsrIIDTO BRASILEIRO DE ECONOlUA :DA

FUNDAçlo

GETffiJ:O VARGAS

Ensaios Econômicos da EPGE n~ 2

Análise econométrica do mercado internacional do café

e

da política brasileira de preços

Edmar L. Bacha Professor da EPGE

(2)

I

11

111

-INTRoroÇlo

CARACTERíSTICAS DO MOD~O ECONO!~RICO

Um modêl0 de decisão para a política de preços do

Brasil

Resenha do modêl0

ANÁLISES DE SDIDLAçlO: PREVISÕES DE :DEf.WlDA E

IMPACTO DOS :DIFERENCIAIS DE PREÇOS

O desempenho do modêlo no período 1951-67

Previsões de procura e impacto dos diferenciais de

preços

APÊNTIICE: As variáveis e a estrutura do modêl0

NOTAS AO TEXTO

1

3

4

10

15

15

17

28

(3)

As exportações de café constituem a mais importante fonte de receita oambial de pelo menos uma dúzia de países em desenvolvimento. O valor em dóla res destas exportações segunda apenas aquêles das exportações de petróleo entre os bens primários no mercado internacional. Não obstante, os econometristas não têm dado ao mercado mundial do café uma atenção comensurável com sua importância para a economia internacional e o bem-estar de uma ampla porção do mundo subde-senvolvido.

1

parte dos efeitos da política cafeeira ~rasileira e do recente esta belecimento de Acôrdo Internacional do Café, as relações de oomportamento nece~

sárias num modêlo para o mercado do café são relativamente simples, consistindo de funções de oferta e procura competitivas, a natureza teórica das quais já foi, na maior parte, analisada na literatura econômica. Ademais, os dados exis-tentes sôbre o meroado do café podem ser classifioados como abundantes em rela-ção

à

experiência geral com evidência factual no oampo da economia do desenvolvimento. De um ponto de vista prático, a construção de um modêlo econométrico -para êsse mercado

é

um requisito primário de informação para o processo de deci são política da Organização Internacional do Café. Com tal modêlo, os efeitos -de políticas alternativas po-dem ser comparados e esoolhas informadas serem fei-tas entre os cursos de ação abertos a esta organização internacional agora regg lando o fluxo de coméroio nesse meroado. O presente trabalho é um esfôrço de construção de um modêlo econométrico orientado

à

política, focalizando especial mente a política de preços do Brasil.

Como uma aproximação econométrica, válida para o.período de estimação do modêlo, a política de preços do Brasil pode ser tomada como o único afasta-mento significativo do mercado do café em relação ao modêlo competitivo puro da

economia. Na estrutura postulada do modêlo, o Brasil fixa o preço de seu café -num prooesso de decisão política. Dado êste preço, o mercado importador fixa os preços dos demais tipos de café aos níveis requeridos para absorção das qua~ tidades oferecidas dêstes tipos, as quais se supõem serem insensíveis ao preço. Com os preços do oafé assim fixados, a quantidade exportada de café brasileiro é determinada "residualmente" pelo setor de demanda do mercado. A diferença en-a produção exportável do Bren-asil e en-a quen-antiden-ade efetiven-amente exporten-aden-a

é

adicio-nada aos estoques do govêrno brasileiro. O quadro do mercado se completa com a reaçao dos produtores aos preços, a qual toma a forma de uma expansão das plan-tações de café, no Brasil e em outras partes, seguidas de ofertas adicionais ao meroado depois de completo o período de maturação da árvore do café.

(4)

ldentidades ou condições de equilibrio de mercado. Outra característica importan te do modêlo é o tratamento sepadado dado aos três tipos mais importantes de ca-fé (Brasils, Suaves e Robustas) tanto do lado da oferta quanto do da procura. Em

conseqff~ncia, uma análise dos efeitos diretos e cruzados dos preços nas funções de procura torna-se possível, com o resultado surpreendente que a procura por c~ fé brasileiro exibe elasticidades preço maiores do que a unidade, tanto com res-peito ao preço de Brasils (-) quanto ao preço de Suaves (+).2

A Seção II explica as características do modêlo econométrico. As variá veis no modêlo sa0 revistas ràpidamente para dar uma noção do quadro internacio-nal em que se insere a política cafeeira do Brasil~ Em seguida, um modêlo "poli-timétrico" é proposto para explicar as decisões de preços das autoridades cafeei ras do Brasil. A conclusão é a de que a decisão de preço

é

um compromisso entre os objetivos de maximizar as receitas de divisas da exportação do café e de mini mizar o déficit das operações do govêrno com o setor café. O resultado dêste co~ promisso

é

uma flh~ção do excedente esperado d~ produção brasileira sôbre as expor tações e do tamanho dos estoque3 governamentais de café. A seção prossegue com uma resenha das equações do modêlc. Finalmente, a estrutura causal do modêlo

é

discutida, e o processo de estimação de dois estágios é descrito brevemente. No apêndice, são apresentadas as noventas e três variáveis que entram no modêlo e a estrutura estimada~

(5)

lI.. CARACTERÍSTICAS DO MODÊLO IDONOMFrRICO

o

modêlo eoonométrioo para a eoonomia internaoional do oafé éreprese~ tado por um oonjunto de trinta e oinoo equaçoes (vinte e três equações estooást~

oas e doze identidades) em trinta e oinoo variáveis endógenas e oinooenta e oito variáveis predeterminadas. O modêlo oonsiste de um oonjunto de relações de ofer-ta e prooura para os três tipos mais imporofer-tantes de oafé no meroado internaoio-nal (Brasils, Suave~, e Robustas) e de uma análise do meroado interno do oafé dos Estados Unidos.

As

equações de oferta referem-se ao oomportamento dos oafei-oultores em quatro áreas geográfioas diferentes do mundo~ As funções de prooura traduzem o oomportamento de importadores, torradores e oonsumidores nos ~UU.,

EUropa Ooidental, e outros países, atenção detalhada sendo dada apenas às equa-çoes de demanda por oafé brasileiro. Êste mundo de produtores e importadores de oafé se supõe perfeitamente oompetitivo. Uma oomplioação nasoe do oomportamento semi-monopolístioo postulado para o Brasil no meroado internaoional. O modêlo s~ poe que o preço absoluto de Brasils seja determinado pelas autoridades oafeeiras brasileiras, de aoôrdo oom as regras sugeridas mais abaixo. O meroado da prooura então faz os ajustamentos neoessários nos preços relativos dos distintos oafés , de modo a absorver todo o oafé produzido fora do Brasil, eom as exportações de Brasils sendo determinada oomo um resídu03 •

Uma lista das variáveis entrando no modêlo

é

apresentada em apêndioe. Estas variáveis são divididas em dois grupos: predeterminadas e endógenas. No grupo das variáveis predeterminadas, uma distinção é feita entre variáveis, val~ res defasados das variáveis endógenas, e outras variáveis predeterminadas. O

úl-timo grupo de variáveis pode. ser dividido em três olasses. A primeira inolui as variáveis de importações de oafé, o oomportamento das quais não pode ser explio~

(6)

Uma decisão recente da Organização Internacional do Café (OIC) distin gue quatro tipos de café no mercado mundial de acôrdo COR países de origeo: Ará bicas Suaves Colombianos, Outros Arábicas Suaves, Ar~bicas Não-Lavados e Rob~s­

tas4 . No mOdêlo, Arábic2,s Suaves Colombianos e Outros Arábicas Suaves são 2-gru-paclos sob o tipo "Sué.:.ves". Esta mesma categoria inclui os tipos de café da Bolí vic e da Etiópia, os quais sao classificados, com Brasil, como Árabicas Não-La-vados pela OIC. O sebl..wdo tipo de café distinguido no mod~lo é a variedade "Ro-busta", e o terceiro, naturalmente, é o café brasileiro, "Brasils,,5.

Ainda que Brasil seja o mais importante of3rtante mundial de café, sua participação no mercado tem decrescido cor-tlnuamente no período do pós-guerra. A participação brasileira nas importações mundiais foi de 33 por cento em 196

3-65 em comparação com 49 pormnto em 1951-53. Os Robustas aumentarão sua partici paçao apreciàvelmente, de 13 a 21 por cento, no mesmo período. A proporção de Suaves nas importações mWldiais foi 40 per cento em 1963-65, 2 pontos percentu-2is acima de sua ,~ticipação e~ 1951-53. O lado da demanda do mercado é domin~

do pelos Estados Unidos mas a participação dêste país nas importações mundiais-declinou de 63 por cento em 1951-53 para 46 por cento em 1963-65. A maior parte dêste declínio foi tomado pela Europa Ocidental, enquanto que a Europa Oriental manteve sua participação no mercado constante ao nível de 10 por cento neste pe ríodo.

Um nodêlo de decisão para a política de preços do Brasil

A importância do café no produto doméstico bruto do Brasil é r~lativ~

mente pequena e declinante. A participação do café nas exportações totais do Brasil também

é

declin3..nte. Contudo, em seu papel crucial de produtor de dólares,

o café ainda domina a economia brasileira. Ainda q~e a participação do Brasil nas exportações mundiais de café tenha diminuido através de todo pós-guerra, o 9aís ainda

é

o lider de preços no mercado do café. O interêsse especial do gove~ no brasileiro no setor café deriva não só da importância do produto nas exporta ções mas também da substancial receita de impostos que êle produz.

Êstes impostos são utiliza·ios pelo govêrno para compra do -excedente da produção brasileira de café

sue.,

n9.o é eXJol'tado. Os estoques gove~

namentais de café cresceras contlnuaDQllc:3 acravéci C:O )Gl,íodo do pos-guerra da Coréia como resultado desta política de comprar todo o excedente pa'a defender o preço mundial do café. A evolução dêstes aspectcs é ilustrada na Tabela 1 para o período 1952-66.

(7)

-TABELA 1

A Dfi'ORTlNCIA

:00

SErOR CAFE NA ECONOMIA BRASILEIRA, 1952-66

.

Participaçao Participaçao Participaçao Partioipaçao Tamanho dos da produção do café no das exporta- do governo A estoques ge-Ano cafeeira no valor das ex ções bras i- no valor em vernamentais

PIE (em cru- porta~ões - leiras nas dólares das de café (em zeiros cor- (em dOlares) importações exportações milhões de sa

rentes) mundiais de de café cas/dezemQro)

café

(1)

(2)

(3)

(4)

(5 )

1952

0,054

0,74

0,49

0,09

0,2

1953

0,051

0,71

0,46

0,20

0,2

1954

0,054

0,61

0,3 6

0,22

2,0.

1955

0,061

0,59

0,40

0,22

4,9

1956

0,°35

0,69

0,45

0,)7

5,6

1957

0,045

0,61

0,)9

0,33

10,4

1958

0,°37

0,55

0,)5

0,41

19,)

1959

0,036

0,58

0,42

0,41

25,0.

1960

0,°33

0,56

0,)9

0,)9

40,)

1961

0,°3°

° ,.51

0,)9

0,46

39,1

1962

0,029

0,53

0,)5

0,52

47,1-1963

0,019

0,53

0,41

0,51

51,7

1964

0,016

0,53

0,31

0,42

48,0

1965

0,026

0,44

0,29·

0,52

65,)

1966

0,013

0,44

0,)4

0,54·

62,8

NOTASs

(1) PIB = Produto Interno Bruto;

(4) A participação do govêrno é definida oomo a diferença entre a taxa de câmbio mé dia de importação e a taxa de oâmbio do ca~é, divididá pela primeira. Estas ta-xas f'oram·obtidas pela divisão do valor em dólares das importações (ou das

ex-portações de café) por seu valor em cruzeiro. FONTES a

(1)

Revista Brasileira de Economia,

20

((Março

1966),

e dados inéditos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas;

(2)

Instituto Brasileiro do Café, AnuáriO Estatístioo (Rio de Janeiro,

1966);

(3)

Bureau Pan Americano do Café, Annual Coffe Statistics (New York,

1966)

e Insti tuto Brasileiro do Café, ~.

2!i.'

(8)

interferir com a livre operação do mercado. Em dois ou três anos (1958/59 e 1966/ 67), o govêrno tratou de exportar a "quota de mercado" de EeU prórpio esquema de

comercialização ou a quota de exportação sob o Acôrdo Internacional do Café, in-dependentemente de considerações de preço. Contudo, mais freqüentemente, a variá vel de decisão da política brasileira foi o preço e não a quantidade exportada. Dai que o objetivo do analista deva ser explicar quais fatôres afetam a decisão de preço do Brasil, observando entretanto que êste preço não pode ser tomado co-mo exógeno ao setor de demanda do mercado, no contexto de um co-modêlo econométrico completo para a economia internacional do café.

A maximização a curto prazo da receita em dólares das exportações de -café é o objetivo de pOlítica que primeiro vem

à

mente. De fato, as autorida-des brasileiras constantemente apontam que não permitirão uma queda de preços porque a receita total também decresceria - implicando que acreditam que a curva de demanda é inelástica a menos para ajustamentos para baixo do preço. Ademais, em um livro recente, Delfim Netto e Andrade Pinto claramente afirmam que"a con-clusão irrecusável desta análise é a de que as autoridades brasileiras têm

sem-i _ , 6 ,

pre tentado maximizar a receita em dolares das exportaçoes de cafe" • Mas, e re-almente tão simples assim? De fato, não. No Diagrama 1 os preços maximizadores a curto prazo são comparados com os preços observados do Santos-4 no mercado de Nova York, de 1952 a 1966. 7 Somente num ano, 1954, o Brasil fixou o preço a seu

nível maximizador. Para todos os demais anos, o Brasil fixoupro90s bom menores quo

A

aqueles que maximizariam a receita em dólares das exportações do café.

Em consideração mais detida, seria certamente surpreendente que nossos resultados apontassem noutra direção. A crise que se seguiu

à

decisão do govêrno de aumentar o preço de sustentação do Santos4 de 53 para 87 centavos de dólar -por libra p~so em abril de 1954 demonstrou claramente que a sustentação de pre-ços àqueles níveis estava fora do conjunto de escolhas políticas permissíveis a-berto ao Brasil. Isto foi entendido pelos governantes nos anos seguintes, que re petidamente afirmaran que "não cometeriam os mesmos erros do passado recente". A demais, análise das políticas adotadas no período de pós-guerra da COl~éía sug~

re que a receita em dólares não é a única preocupação das autoridades brasileiras. Umaconsideração importante na formulação da política é o financiamentó dos exceden tes do café. Quanto mais alto fôr o preço que o govêrno fixe, maior será o exceden te da produção sôbre a exportação que terá que adquirir dos produtores para adi-dionar a seus próprios estoques de café. O impacto inflacionário da aquisição dos excedentes do café é uma preocupação constante para as autoridades brasileiras. Esta aquisição também requer um emprêgo de recursos que o govêrno preferiria al~ car a outros setores da economia, onde êles pudessem ter usos "produtivos". A proposição até mesmo poderia ser avançada que a política de preços do café do

(9)

Centavos por libra

80

70

60 50 40

o

1952

53

Centavos por libra 90 80 70 60 50 40 3 20 10 O

1952

53

Diagrama 1

Comparação dos preços maximizadores oom os preços observados em Nova York (Preços do Santos-4 em oentavos de dólar por libra pêso)

Preços observa-dos

57

58

59

Diagrama 2

Preços maximizadores

60 61 O)

Comparação dos preços de orçamento oom os preços observados em Nova York

54

,

,

, I

, I

''i

55

I I I I I I I f I 56 \ \

(Preços do Santo s-4, em oentavos por libra)

\ \ \ ~

,

57 \ \ \

Preços Observados

I

Preços de orçamento

'\,/

58

,

,

,

,

59 / / 60 / / ;t' / 61 ~~ ," I ..i

62

I I I I

"

"-

,

,

, I

" I

\t

66

(10)

"preços de orçamento" que resultam desta minimização do deficit governamental sao comparados com os preços observados no período 1953-66.8 Com a exceçao de 196 3, êstes preços de orçamento são sempre menores que os preços observados. Em 1959 e 1960, quando a produção foi record, os preços de orçamento são quase iguais a ze-ro. Ademais, somente nos anos 1956, 1963 e 1966 os preços de orçamento se aDroxi-mam dos preços observados.

A análise acima indica que os preços se determinam em algum valor inte~

mediário entre os preços de maximização e os preços de orçamento. Nosso trabalho agora é encontrar as variáveis que são capazes de explicar porque o preço determi nado pelo Brasil está às vêzes mais perto do preço de maximização e outras vêzes mais perto do preço de orçamento.

Cremos que uma variável importante neste processo de decisão seja o ta manho esperado do exoedente da produção sôbre as exportações. Quanto maior fôr o excedente esperado, maior será a ponderação do objetivo de minimizar o déficit g~ vernamental. Os preços tendem a ser baixos quando se espera um grande excedente

para reduzir um déficit governamental que se adianta muito amplo. Quando se esp~ ra que o excedente seja pequeno, o resultado das operações governamentais com o setor café pode ser positivo e até crescer com os preços.9 Sob estas condições , uma ponderação maior é dada ao objetivo de maximizar a renda em dólares e os pre-ços tendem a ser altos pois os governantes sabem que a procura estrangeira é ine-lástica com respeito ao preço.

Uma outra variável que se crê importante nas decisões sôbre os preços -das autoridades cafeeiras do Brasil é o tamanho dos estoques nas mãos do govêrno.

°

tamanho dos estoques é um sinal de sucesso ou fracasso da política do govêrno -pois um nível de estoques muito acima das necessidades normais de comércio indica que recursos estão sendo desperdiçados e deixa o govêrno vulnerável e ataques po-líticos. A pressão para reduzir os preços pagos aos produtores domésticos aument~

rá como também aumentará a pressão para organizar um acôrdo internacional

à

medi-da que os estoques se acumulem. Queima de parte dos estoques e venmedi-das subsidiamedi-das aos consumidores domesticos serão consideradas.

°

govêrno também considerará ado-tar uma "política de quantidade" ao invés de uma "política de preços" em relação ao mercado externo para reduzir seus estoques. Os estoques também dão ao govêrno a oportunidade de aumentar seus próprios recursos de moeda estrangeira através de vendas diretas ao mercado externo.

°

govêrno relutará em adotar esta atitude , pois

à

"estatização" das exportações de café se opõem firmemente os exportadores

(11)

-que seus esto-ques cresceram, o govêrno entrou no negÓcio de exportação, estabele cendo entrepostos em Trieste, Líbano e Hong-Kong, e fazendo "negÓoios eB:Peõiài~n

para vendas de grandes quantidades de café a firmas multinacionais. Em conseqH~

cia, os preços cairam pois o govêrno deoidiu não reprimir as exportações das f~ mas privadas, ao mesmo tempo em que aumentava suas próprias exportações,'

As seguintes regras de deoisão são propostas como uma sintétioa repre-sentação da política de preços brasileiral

(1) Se os estoques do govêrtlo são iguais a zero, os preços serao fixa-dos oomo função do excedente esperado,.isto é, da diferença entre o tamanho da oolheita que está sendo comeroializada e o tamanho esperado do meroado. A deman-da esperademan-da no ano t se supõe igual à quantidade exportada no ano t-l, isto

é ,

se supõe que o Brasil reaja

â

demanda do mercado oom

uma

defasagem de um ano. ,

Quanto maior seja o exoedente esperado, menor sera o preço.

(2) Para um dado valor do excedente esperado, os preços se fixarão t~

to mais baixos quanto maiores sejam os estoques aoumulados em mãos do govêrno. (3) Se os estoques inexistem e o exoedente esperado fôr zero, se supõem que os preços se fixem em algum valor positivo.

Seja

QB

a produção total de café no Brasil; SB_

l , as exportações do Brasil no ano anterior; ZGB_l' os estoques de café do govêrno ao final do ano an terior (tôdas as quantidades em mil sacas de 60kg de café verde). e

PB,

o preço do Santos-4 em Nova York, em oentavos de dólar por libra pêso. Tôdas as variáve-is se medem sôbre o ano cafeeiro brasileiro, Julho-Junho, para o períOdO 1952/53 -1966/ 67.

Escrevemos, então:

com as seguintes expeotativas a priori,

cf

PB/

cf

ZGB_l

<0

e F(O,O)

>0.

Numa aproximação linear, obtemos, após estimação, a equaçao (S.32) no apêndice oom os seguintes estatístioos associados: R 2

=

0,980,

Se

=

7,68 e d

=

l,58.11

(12)

to dos estoques sôbre os preços é cêrca de metade daquele do excedente. ~ste re-sultado parece plausível já que os custos de aquisição dos excedentes são mais altos que aquêles relacionados

à

manutenção dos estoques, dados os fatôres polí-ticos linitando as exportações do govêrno. Se o excedente esperado é zero e ine xistem estoques, os preços serão fixados ao nível de 60 centavos por libra.

Resenha do Modêlo

O modêlo econométrico apresentado no apêndice consiste de um setor de produção e um setor de procura. Quinze equações, dez das quais estocásticas, conformam o setor de produção. Exceto pelas equações referindo-se ao Brasil, um alto nível de agregação

é

adotado. Fazse uso de uma suposta proporcionalidade -entre exportações e produção para estimar as funções de oferta de Outros Países Hispano-Americanos e da África diretamente dos dados de exportação. No caso de COlombia, dados sôbre produção total são usados no processo de estimação. Para três dos estados brasileiros - Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais - funções

~ 12

de oferta tomadas de uma recente tese doutoral do M.I.T. sao usadas • Como o autor daquela tese estimou relações de oferta com a alteração na área cultivada como variável dependente, :relações relacionando produção

à

área plantada com â,rvore adultas são adicionadas paraêstcs estados. Variáveis auxiliares (dummy variables) se introduzem nestas relações para representar o ciclo de dois anos da produção cafeeira, e, no caso do Paraná, fenômenos climáticos violentos. Para São Paulo, uma relação direta produção-preço defasado é apresentada, com ajustamento pelo ci cIo de dois anos. TÔdas estas equações de oferta baseiam-se no modêlo classíco de ajustamento da oferta de Nerlove, deixando margem para o período de quatro anos de gestação de pé de café. 13.

Cinco identidades de oferta fecham o setor de produção do modêlo. Es-tas relacionam-se

à

determinação da produção total e

à

acumulaçã0 de estoques do govêrno no Brasil; ao consumo doméstico (e modifioações dos estoques) de Colom-b . la; e as par icipaçao de .. t ~ R obus as e t S uaves nas expor açoes a t ~ d Áf . rlca e Á· Sla~ 14

(13)

no, independentemente de considerações de preços a curto prazo. ~te fenômeno

é

capturado por uma tendência de tempo negativa na equação ora discutida. Os Últi-mos componentes da equação de demanda por Brasils capturam o efeito especulati-vo na demanda e são aproximações relacionadas ao valor defasado dos estoques de café brasileiro que não

é

observável diretamente. As equações seguintes do merc~

do amerioano não oferecem dificuldades de interpretação. Note-se, contudo, (1) a variável dummy SWTCH nas equações de demanda por café comum e instantâneo, a qual captura a alteração permanente nos habitos dos consumidores conseqHente explosão dos preços de oafé em 1954, (2) o uso do inverso da variável renda

, a nas equações de procura dos consumidores, o qual traduz a hipótese da existência de um nível assintótico de consumo acima do qual êle não responderia a acréscimos ao nível de renda; e (3) o princípio de fixação de preços por margens fixas

(mark-ups) que, em um processo de ajustamento defasado, subtende as equações de-terminando os preços aos consumidores a partir dos preços aos importadores.

Seguem-se as equações de demanda por Brasils de três grupos de países na Europa Ocidental e no resto do mundo. Os grupos de países são diferenciados -de aoôrdo com os padrões -de reação a preços das funções -de -demanda.15 As três

~

quações seguintes determinam os preços em dólares de Suaves, Robustas e Brasils. Como explicado anteriormente, o preço de Brasils se supõe determinado pelas aut~

ridades cafeeiras brasileiras (assim, é um "preço de Oferta"). Dado êste preço , a demanda mundial fixa os preços de Suaves e Robustasaos níveis requeridos para a absorção das exportações totais (inelásticas ao preço) dêstes tipos de café.

O modêlo é fechado por condições de equilíbrio de mercado entre a pro-cura internacional e a oferta de cada uma das diferentes variedades de café.

Es-tas condições levam em considerações as importações daqueles países cuja procura nao é explicada pelo modêlo (Europa Oriental, Inglaterra, França, Portugal,

Es-panha, e países menores do ocidente europeu)16. Aqui,

~s

exportações de Brasils São determinadas pela soma das funções de procura por Brasils, e as importações de Suaves e Robustas são forçadas a igualar as exportações dêstes tipos de café. A estrutura causal do modêlo pode ser representada por dois esquemas -de flechas simples. Ignorando todos fatôres nao essenciais, consi-deramos primei-ramente a operação do mercado internacional e então analisamos o mercado americ~

(14)

}

PB

>-

PM<: >PR

t1

I

1

WB WM WR

::::>

6ZB

t

t

1

QF

<

SB SM SR

Há três variáveis exógenas no diagrama acima; a produção brasileira

(QB) e as exportações (ou produção) de Suaves (SM) e Robustas (SR). A análise da

determinação do preço de Brasils sugeriu que a demanda mundial por Brasils (WB)

e a produção dos produtores domésticos (QB) eram dois fatôres importantes na de-terminação do nível de preços de Brasils (PB). De acôrdo com esta formulação, WB afeta PB com uma defasagem de um ano. Contudo, os resíduos da equação determina~

do PB não são independentes dos resíduos afetando as equaçoes de demanda porque o Brasil não tem um contrôle perfeito sôbre o pr.eço de seu café. Uma seta inter-rompida une WB a PB para sugerir a natureza especial do processo causal envolvi-do. Num outro nível, as quantidades procuradas de Suaves (WM) e de Robustas (WR) sao determinadas pelas quantidades fixas oferecidas destas variedades de café (SM e SR, respectivamente). Os preços de Suaves (PM) e de Robustas (PR)são então determinados por estas quantidades, pelo preço de Brasils e por uma interação en tre si próprios. Finalmente, a acumulação de estoQues e o consumo doméstico do Brasil (~ZB) são determinados pela diferença entre a quantidade produzida (QB)

e as exportações (SB = WB) dêste tipo de café.

Além de PB, três variáveis são determinadas por equaçoes estocásticas neste modêlo simplificado: PM, PR e WB. Inspeção do diagrama mostra Que estas va riáveis sao determinadas em circuito fechado (closed-loop s~stem) que é não-re-cursivo por definição. Assim o método de mínimos quadrados em geral não produzi-rá estimadores consistentes para os relevantes parâmetros em qualquer destas

e-A

quações, e processos de estimação de equações simultâneas tem que ser adotados -para obtenção de estimadores consistentes.

(15)

por-que no modêlo a produção dêste ano é uma função de preços defasados e de valores defasados desta mesma produção, sendo independente de qualquer variável determi-nada contemporâneamente pelas equações de procura. Também, não

razão para pe~ sar que os resíduos das funções de oferta seriam correlacionados com os resíduos das equações de procura. Assim, pelo menos cinco blooos recursivos de equações podem ser identificados no modêlo -um para cada uma das quatro regiões geográfi-oas produzindo café para o meroado mundial e um para as equações de demanda do modêlol7 •

Consideremos agora a estrutura do mercado amerioano do cafés

PI( PB PR

A~PIOO

t

PINS

J.

.f

RECON ICON

~

f

R OS IROS

r

t

L - - - - --U USM+US

Podemos começar pela determinação dos preços domésticos de café comum (PREG) e oafé solúvel (PINS), uma função executada pelo preço de Brasils

(PB)

e Suaves (PM), e pelo preço de Robustas (PR), respeotivamente. Dados aquêles dois preços, os consumos de café comum (RECON) e de café solúvel (ICON) se fixam, co-mo também se fixam as quantidades to~radas dêste dois tipos (REROS e IROS)e Com o nível das torrefações dado, a alteração nos estoques de oafé verde

(~ZUS)

-d nh . 18 A 'lt . '" i ' · t ·

t-po e ser 00 ec~da • s u 1mas tres var ave1S de erm1nam en ao o nível das importações amerioanas da diferentes variedades de oafé (USE e UfJ4+USR), dados-os preçdados-os PB, PM e PR (as flechas indo de cada um destes preçdados-os a oada uma das

importações americanas foram omitidas do diagrama). As somas das importações amerioanas oom as importações dos demais países oonsumidores (não aparecendo no diagrama) são iguais aos totais dasimportações mundiais, as quais parcialmente -determinam os preços PB, PM e PR.

Êste fluxo oircular implica que o segundo diagrama pode ser conhecido sômente tras variáveis tenham sido determinados. Em

nesta parte do setor de demanda também e o

(16)

relevan-teso

o

único problema de simultaneidade que poderia ocorrer no setor oferta relaciona-se às equações de oferta dos estados brasileiros de Paraná, Minas Gerais e Espírito Santo, que se obtêm em dois passos. No primeiro passo, a área -plantada com pés de café adultos se obtém de informações sôbre preços defasados e valores defasados da área. A oferta é então determinada como uma função da á-rea produtora. Se os resíduos destas duas equações fôssem correlacionados entre si, mínimos quadrados produziriam estimadores enviezados para a razão produto-á-rea no segundo passo. Pode supor-se que os resíduos da relação áproduto-á-rea-preço refli-tam predomonantemente fatôres atuando no passado, ao tempo em que as árvores adul tas mais novas foram plantadas. Os resíduos da relação produto-área refletem con dições climáticas e a estrutura etária do estoque de árvores adultas no presente. Assim, é razoável supor que os resíduos destas duas equações não sejam relacion~

dos e que em consequência mínimos quadrados produzam um estimador consistente pa ra a relação produto-área. Dêste modo, o método dos mínimos quadrados pode ser ~ plicado a tôdas as equações do setor de produção do modêlo.

O método aplicado na estimação do setor de procura do modêlo é uma ver-sao modificada do método de dois estágios, no qual os instrumentos para as regre~

sões do primeiro estágio sao selecionados entre as variáveis predeterminadas do modêlo. Procura encontrar-se um conjunto de instrumentos que (1) seja tão pouco correlacionado com os resíduos quanto possível, (2) inclua aquelas variáveis com o impacto mais forte sôbre o mercado, e (3) contenha instrumentos tão pouco cor-relacionados entre si quanto possível. Os instrumentos selecionados são a produ-ção de café do Brasil

(QB),

dos demais países latino-americanos (QLA) e de Áfri

ca

(QAF).

Ademais, o conjunto dos instrumentos inclui as seguintes variáveis

dummy: SWTCH, que aparece nas funções de procura dos EE.UU. por café comum e so-lúvel; e FROST, BUMP e CYCLEl, que afetam a determinação da produção de Paraná e são Paulo.

Os métodos de estimação usados neste trabalho se abreviam por OLS (míni mos quadrados) e M2SLS (mínimos quadrados a dois estágios mOdificados). As esti-mativas dos parâmetros do modêlo são apresentadas em apêndice acompanhadas pelos respectivos desvios padrões de estimativa. Os resultados para o setor de procura do modêlo foram obtidos pelo método M2SLS com exceção das estimativas para a equ~

(17)

i

l

I I

Ill. ANÁLISES DE SDmLA.çlOr PREVISOES DE Dl!XAN1lA E IMPACTO DOS DIFERENCIAIS DE PREÇOS

Dada a natureza abrangente do modêlo, um grande número de experiências de simulação pode ser feito. Limitações de espaço e tempo permitem a exploração de apenas duas dessas possibilidades: (1) previsões das impo~tações mundiais dos diferentes tipos de oafé e (2) análise de questão dos diferenciais de preços, no contexto do "sistema seletivo de ajustamento da oferta" da Organização Internaci onal do Café.

O desempenho do modêlo no período 1951-67& Inicialmente, a habilidade preditiva da forma reduzida do modêlo

é

testada para o período de observação iniciando-se em 1951~ Algumas simplificações são introduzidas na estrutura numérica para es-ta experiência, traes-tanto-se reduzir o número de variáveis predeterminadas a nao mais do que cinquenta, de modo a fazer uso do "package" de simulação de D. Hes-ter19• Assim, a estrutura utilizada no experimento é aquela apresentada em

apê~

dioe, exceto que as equações de oferta dos estados de Minas Gerais e Espírito -Santo são eliminadas (Equações S.5 a S.B) e valores constantes são da.dos a oito das variáveis predeterminadas no sistema20•

Os resultados do teste de desempenho da forma reduzida do modêlo com-pleto para o períOdo começando em 1951 são bastante bons até os primeiros anos

sessenta~ ~te resultado é bastante encorajador dada a natureza dinâmica do te~

te feito: sOmente os valores iniciais das variáveis endógenas defasadas são da-dos, os valores subsequentes sendo produzidos pelo próprio modêlo, dados os va-lores das variáveis exógenas que variam através dos anos. O desempenho do modê-lo

é

ilust:ado pela evolução de duas variáveis importantes nos Diagramas 3 e 4. O Diagrama 3 oompara os valores observados das exportações de Brasils com os va lores previstos pela forma reduzida. Note-se que a exportação de Brasils

é

uma Y~iável residual no modêlo e o valor que assume é uma função de quase to-dos os parâmetros estimato-dos. Os resultato-dos do teste do desempenho conjunto das equações S.l a S.4 são mostrados no Diagrama 4, onde os valores observados da produção brasileira são oomparados com os valores previstos pela forma

reduzi-"21

da • Neste oaso, o ajustamento é quase perfeito do comêço ao fim da série. Aqui, contudo, o modêlo está co~eto em parte por razões e~radas já que a

equa-ção dete~inando a produção de

São

Paulo embora desenhada para capturar somente

(18)

milhões de sacas 225 200 175 150 125 100

1951 52 53

milhões de sacas 45

40

35 25 20 15

1951 53

Diagrama

3

Exportações Brasileira de café Predições da forma reduzida

í ' ,

I

I

/

I

I " I

Previsão - / "

54

"

"

'>~

55 56 57 58 59 60 61

Diagrama 4

Produção Brasileira total Predições da forma reduzida

I

I

I

/ Observado

Previf;ão

53 54 55 56 57 58 59 60 61 62

~

1\

I \

- / \

I \

( \

I

f

66 67

I

I I

I I

\ I

V/

' "

, I \ I

Y

(19)

No que concerne às previsões das exportações, o modêlo foge substancial mente da realidade nos anos recentes. As razões prinoipais dessa falha prediti-va sao as seguintes:

a) As equações de oferta da 1frica e de Outros Pa!ses Hispano~erica­

nos predizem uma queda nas quantidades oferecidas por êsses países nos anos se,!!. senta. Na realidade, as ofertas dêsses pa!ses apresentaram um padrão de crescimento contínuo através de todo o per!odo 195167 apesar da queda ininterrupta -dos preços do café em dólares depois de 1955.22 A falha preditiva dessas equa-ções impede seu uso para projeção no futuro, eliminando assim a possibilidade de testar o suposto de preços constantes adotado nas projeções de demanda da próxima seçaol

b) As importações de café brasileiro por parte dos EE.UU. no período 1965-67 são consideràvelmente sobrestimadas pela equação S.19 indicando uma tea, dência de substituição por outros tipos de café mais forte do que aquela captu-rada pela tedência de tempo negativa desta equação. Êste resultado indica que a equação determinando as importações de Brasils por parte dos

EE.UU.

deva ser ajustada para baixo para propósitos de previsão futura. ~te ajustamento é fei-to por uma redução arbitrária de 1,090 para 0,975 no ooeficiente de fei-torrefação de café comum na equação S.19;

c) A equação S.23 fracassa em predizer

Os

níveis recentes estagnados de consumo americano de café comum, apesar da tendência assintótica

à

estagnação -incluída naquela equação. 23 Tendo em conta a sobretismação observada, uma

redu~

ção arbitrária de 920 mil sacos de café torrado é feita no n!vel assintótico de consumo para propósito de previsão futura. Isto é feito pela redução do têrmo -constante da equação 8.23 do valor estimado de 22,406 para 21,486.

°

fato dêste ajustamento para baixo se tornar necessário apenas reinforça a impressão de que o mercado de café americano atingiu seu n!vel de saturação nos anos sessenta. -Nesse caso, futuros aumentos do consumo de café nos

EE.UU.

dependerão predomi-nantemente da expansão populacional, sendo pràticamente não afetados por acrés-cimos na renda per-capita.

Previsões de prooura e impacto dos diferenciais de preçosl

°

Acôrdo Internacio-nal do Café foi concebido como um contrato de quotas de expo~tação, que nao pr~

curaria controlar preços diretamente. Devido a propostas patrocinadas pelos de-legados brasileiros, contudo, o sistema passou por modificações contínuas ao ponto de se poder dizer que limites de preços substituíram as quotas como as va riáveis de contrôle a curto prazo do Acôrdo.

(20)

ne-gociações sôbre limites de preços e quotas no começo do ano cafeeiro seguinte. "-Presentemente, limites de preços sãc fixados para quatro variod~des de café: Suaves Colombianos, Outros Suaves, Arábicas NãoLavados (categoria que inclui -Brasils) e Robustas. A tabela 2 apresenta os limites de praços fixados pela Re-solução nQ 140 do Conselho Internacional do Café em Setembro do 1967, de acôrdo com a classificação de tipos dêste trabalho.

Faz-se uso dos valores médios dos limites de preços apresentados na Tabela 2 para predizerem-se as quantidades importadas de Brasils, Suaves e Ro-bustas no período 1968-72 apresentadas na Tabela 3 (valores observados dos

pre-ços são usados nas previsões de 1966 e 1967). (~)

Nesta simulação, a forma reduzida derivada das seguintes equações ê usada: S.19, 24

S.21, S.25-S.30 e S.33-S.35. Supõe-se que as variáveis exogenas entra~do ne~ sas equações obedeçam as s,Jguintes seqtl.ências tem;)orais:: o custo de alimentação nos EE.UU. permanece constante (ou: PFOOD

t

=

PFOODo); o coefici-ente de extração de café solúvel aumenta de 0,001 unidades por ano (ou:

Kt = Kt_l + 0,001); o crescimento da renda total nos EE.UU. e nos países dos três grupos discriminados

é

uniforme e igual a 3,5 por cento por ano; o cresci-mento das importações de café brasileiro pelos países fora do modêlo é de 2 por cento ao ano, e êst~mesmos países aumentam seu consumo de Suaves e Robustas taxa de 3 por cento ao ano.

,

a

Os resultados apresentados na Tabela 3 sobrestimam um pcuco as importa ções americanas de Brasils em 1966 e 1967 (6,7 e 6,1 milhões de sacas, respecti-vamente) e subestimam as importações de Brasils por parte do resto do mundo (7,6 milhões de sacas em 1966). Contudo, as importaçõ'Js mundiais de Brasils em 1966 são previstas com um êrro menor do que mil sacas, apesar de as estatísticas bra-sileiras indicarem uma exportação de

17

milhões de sacas neste ano.

(*)

As previsões apresentadas têm, na época em que êste trabalho

é

pUblicado em português (2Q trimestre de 1970), um interésse apenas acadêmico, já que os

preços dos diversos tipos de café no período 1968-70 se afastaram sUbstancial-mente dos val'ores médios da Resolução n. 140 devido, primeiramence,

à

nova polí tica brasileira de preenchimento de quotas independentemente de nível de preços e, em seguida, às fortes geadas no Paraná no decorrer de 1969.

°

poder prediti-vo da forma reduzida modificada do modêlo não fo~ testado C02 os pr3ços realme~

te observados em 1968-70, pois as previsões acima sao usadas naste trabalho ap~

(21)

TABELA 2

PREÇOS LDUTES POR TIPOS DE CAF:m (em centavos por libra)

TIPO PREÇO MíNIMO PREÇO MÁXIMo

SUAVES 38,00 42,00

BRASILS 35,25 39,25

ROBUSTAS 30,50 34,.25

FONTE: Conselho Internacional do Café, Resolução n; 140. Repr~

duzida no número de 1967 do Bureau Pan-Americano do

(22)

TABELA 3

PREVISOES DE PROCURA COM OS PREÇOS NOS PONTOS DAS MID.>IAS1

1966 - 1972

A N

°

1966 1967 1968 1969 1970

IMPORTAÇOES DE BRASILS:

USE (1) 7,1 6,4 6,2 6,2 6;1

EB (2)

7

j

4

7,7 7,9 8,1 8,4

WBo (3 ) 2,2 2,3 2,3 2,4 2,4

Total (4) 16,7 16,4 16,5 16,7 16,8

IMPORTAÇ'OES DE

SUAVES:-WM

(5 ) 16,6 17,8 18,4 18,9 19,5

WMo (6) 1,6 1,6 1,7 1,7 1,8

Total(7) 18,2 19,4 20,1 20,6 21,3

IMPORTAÇOES DE ROBUSTAS:

WR (8 ) 8,9 9,4 lG,4 10,9 11,6

liRo (9) 5,0 5,1 5,3 5,5 5,6

Total(10) 13,9 14,5 15,7 16,4 17,2

Total importações Café (11)

[=(4)+(7)+(10

fJ

48,8 50,3 52,2 53,7 55,4

Estimação alternativa das

importações totais (12)2

~9,il

~l,iJ

C!2,~

~4,I]

G5,5]

Importações de Brasils/

Importações totais (13) 0,34 0,33 0,32 0,31 0,30

1971 6,0 8,6 2,4 l7,0 20,2 1,8 22,0 12,3 5,8 18,1 57,1

l2

6

I

0,30

[=(4)/(11)J ( EM M I L H O E S D E D Ó LARE S )

Receitas em dólares das expo.!:.

I

I

tações brasileiras de café

(14)3 787 716 613 656 660 669

NOTAS 1 TABELA 3:

1972 5,9 8,8 2,5 17,2 20,8 1,9 22,7 13,1 6,0 19,0 58,9

[38,i]

I

0,29

678

1

Para os anos 1966 e 1967, preços observados. Para os demais anos, PB

=

37,25,

I

I

I

I I I

I

I

PM = 40,00 e PR

=

32,38 centavos por libra; que são as médias dos valores apresenta

dos na Tabela 2.

FUNDACÃO GETÚLIO VARGAS

(23)

Continuação (notas

à

Tabela 3)

2 Obtido da equação de demanda mundial apresentada no apêndice ao Capítulo I de

E~ L. Bacha, An Econometric Model, com os coeficientes de preço e da renda mo dificados como se segue:

rV

YC

=

19.500 - 132,4PB + 192,OVI + 3,28PB

onde: WC

=

importações mundiais de café, exceto pelas importações dos países

protecionista~em mil sacas; PB = preço de Brasils, em centavos de dólar por

libra-pêso; VI

=

valor real em dólares das despesas de consumo dos países da O]XJD, com 1958 = 100;

~

=

(PB+ 1 - PB) /PB. Construímos VI

t

=

VIa (1,o35)t e

adicion~

mos o valor de YC

t a (3), (6) e (9), para obter (12)

3

~tes

valores sao calculados de PB(USB + EB + W,B0) 1,152 (10-6), onde esta

(24)

22

-Dêstes resultados pareceria que Brasil teria dificuldades em eXDortar sua quota de 17,7 milhões de sacas fixadas pelo Acôrdo em setembro de 1967 aos preços usados nas computações.25 Contudo, as

c~'vas

de demanda por café bra-sileiro estimadas neste trabalho reagem fortemente a alteração nos preços, c~ mo ilustrado pelas elasticidades preço apresentada na Tabela

4.

Assim poderia

sustentar-se que os limites dentro dos quais os preços podem variar são amplos o bastante para permitir grandes alterações nas eXPQrtações de Brasils. De fa-to, quando as importações de Brasils são calculadas sob os dois sistemas de preços limites permitidos pela Resolução 140, os resultados mostram que o qua~

tum de importações de Brasils em 1968 poderia ser tão baixo quanto 13,6 ou tão alto quanto 19,1 milhões de sacas no contexto das prosentes regras de preços

-,. 26 A ~

do Acordo. Estes resultados sao enganosos, contudo, porque dentro dos limi-tes de preços aceitos, os preços de Suaves e Robustas são determinados pelo s~ tor de procura do mercado como funções dos preços de Brasils. As equaçoes per-tinentes são S~30 e S.31, no apêndice. Resolvendo estas equações para PR e PM, obtêm-se:

(1 )

e:

onde x

t e Yt resumem os demais coeficientes

e variáveis da forma reduzi

da. É possível aproximar êstes valores por equações do tipo:

Estas aproximações sao usadas por causa da baixa significância estatí~

(25)

TABELA 4

ELASTICIDADES PREÇO DA PROCURA POR BRASILS, 1951-651

(ESTIMAçl0 ESTRUTURAL)

~---~---~

R egJ.ao e .- 2

métodos de

estimação

Elasticidades com respeito a

~---~---?---~

preço de Brasils preço de Suaves preço de Robustas

r---~---~---~---~

Estados Unidos:

OLS

M2SLS

Grupo II

OLS

M2SLS

Grupo II:

OLS

M2SLS

Grupo III:

OLS

142SLS

-1,53

-2,17

-0,74

-1,26

-0,57

-1,14

-0,59

-0,55

1,28

1,81

0,61 1,20

0,25

0,36

0,05

0,10

1 Calauladasao ponto das médias, dos estimadores OLS (mínimos quadrados simples)

e M2SLS (mínimos quadrados a dois estágios mOdificados). Os resultados estrut~

rais OLS não são apresentados em apêndice.

2 Os países nos diferentes grupos sao: Grupo I: Austria, Canadá, Dinamarca,

Fin-1ãndia, Suíça, Holanda e Noruega; Grupo l I : Belgica,. Alemanha Ocidental, Espanha

e Suécia; e Grupo III: Itália e países importadores de oafé na África, lsia e

(26)

Os preços da procura para Suaves e Robustas podem acora ser calculados para cada ano, conhecicalculados os preços do ano anterior. Desde que os preços -assim obtidos estejam dentro dos 'limi tes de preços aceitos,. êles se 'estabelec~:

rao no mercado. Em caso contrário, PM e PR serão fixados nos limites superio-res ou inferiosuperio-res da Resolução

140

(desde que o Conselho possa realmente fazer cumprir suas resoluções). Tome-se

1968

como exemplo. No caso de o Brasil fixar seu preço no limite inferior da Resolução

140,

Le.,

35,23

centavos de dólar -por libra, as equações (1

;-é4) .

acima predizem que o preço de Suaves será 38,L1.3

e o de Robustas,

31,82

centavos por libra. Ambos estão dentro dos limites fixa dos pela Resolução

140.

Da mesma forma, com o preço de Brasils no limite supe-rior, Le.,

39,25

centavos por libra, o preço de Suaves será

41,94

e o de I~o­

busta

34,92

centavos por libra, este último valor sendo leve8ente superior ao limite. superior de

34,25

centavos

21.

Assim, dentro das presentes regras do Acôrdo, os preços dos concorren-tes do Brasil se alterarão tôda vez que o preço de Brasils se mover. Neste res peito, a estrutura do mercado de café não se alterou em virtude do Acôrdo. Co-mo conseqHência dêstes Co-movimentos induzidos de preços, a variação proporcional na procura por Brasils será muito menor que a variação proporcional no preço

-"

dêste tipo de café. A Tabela

5

mostra os multiplicadores totais dos preços

so-- 1 t· l " ' d d

28

bre as importaçoes mundiais de Brasi s e as respec 1vas e aS~lCl a es preço Usando os números sob a Hipótese-l nesta tabela, conclui-se que as exportações brasileiras de

1968

poderiam variar não de

13,6

a

19,1

milhões de sacas dos li mites de preços permissíveis, mas sômente entre

16,4

e

11

milhões de sacas. As sim, a primeira indicação de que seria difícil para o Brasil conseguir vender sua quota de exportação dentro das limitações prescritas era correta. Pode ta~

bém concluir-se que Brasil maximizará as receitas a curto-prazo das exportações de café colocando seu preço no limite superior da Resolução

140.

Neste caso, -em comparaçao com os valores apresentados na Tabela

4,

o Brasil perderá

250,2

(27)

IXPORTAÇOES MUNDIAIS DE BRASILS: RESPOSTAS A ALTERAÇOES DE PREÇOS SOB HIPÓTESES ALTERNATIVAS

Alteração de Multiplicadores dos preços 1 Elasticidades preço 2 preço curto prazo longo prazo curto prazo longo prazo Hipótese - 1:

Os preços de Suaves e

Robustas se alteram Brasils -142,5 -125,1 -0,34 -0,30

com o preço de Brasi1s Hipótese - 2&

Os preços de Suaves e Brasils -694,1 -535,8 -1,65 -1 ,29

Robustas são indepen- Suaves 498,5 382,5 1,32 1,02

dentes do preço de Br~ Robustas 147,1 131 ,9 0,29 0,26

sils

Notas: lOs multiplicadores de preços dão a alteração nas importações mundiais em mil sacas em resposta a uma alteração no preço de um centavo do dólar por libra pêso.

Os multiplioadores são linearizados ao nível dos preços de 1967.

2Calculados dos multiplicadores às quantidades e preços de 1966.

~

e

VI

I\)

(28)

°

fato de a demand~ mundial por Brasils ter uma elasticidade preço maior do que um se tornará significativo para formulação da política somente se houver-uma muda~ça na estrutura de formação de preços do mercado caf~eiro. Por exemplo, 03 produtores de Suaves e Robustas poderiam decidir um pr06r~m~ de defesa de pre-ços dêles próprios. Como consequência disto, os prepre-ços dêstes cafés seriam fi.xa-dos no lado da oferta do mercado e, em princípio, passariam a ser independentes do preço ue Brasils. Neste caso, as conclusões acima sôbre os efeitos dc alterações-do preço de Brasils perderiam validade, pois nesse n~vo contexto estrutural todos os preços entrariam nas funções de procura exogenamente. Os números sob Hipótese-2 na Tabela

6

substituiriam então aquêles apresentados sob HipóteseI. Neste ca -so, a procura realmente responderia com uma elasticidade maior do queum a altera-çoes no preço de Brasils e o Brasil se beneficiaria de uma redução do preço de seu cc;,zé tanGO em têrmos de receita de dólares quanto da quantidade exportada.

As considerações acima podem ~er usadas para analisar brevemente uma pr~ posta de pOlítica feita por A • . Delfim Netto e.C.A. Andrade Pinto, atual Ministro das Finanças e ex-Diretor Com~rcial do In~tituto Brasileiro do Café, respectiva-mente. 29 Os autores mantêm que os importadores mundiais consideram o café brasi-leiro como de mesma qualidade que um "blend" consistindo de três partes de Suaves e uma parte de Robustas. Êl es então propõem que Brasil fixe seu preço de acôrdo -com a fórmula:

PB 0,75PM + O,25PR.

°

argumento mais ioportante dos Srs. Delfim Netto e Ai1.dré1de Pinto em f~ vor desta regra de preço e que ela garantiria uma participação consté1n~ 8 no r:lerc.!' do ao Brasil. Esta conclusão é incorreta, todavia.

°

único resultado desta "-'ebra seria que tôda a estrutura de preços do mercado do c::tfé se torn:1ria dependent e das Quantidades oferecidas de Suaves e Robustas. Na medida em que as elasticida-des rend2. difiram e uma tendência de tempo negativa este ja atuanclJ, nenhuma regra de preços relativos cantantes deterá as perdas de mercado do Brasil, como os números da Tabela 3, obtidos com preços constantes, claramente ilustram. Cont~

do, é interessante observar que uma regra relacionada com a fórmula acima, no sen tido de envolver similares derivadas em relação aos preço~90deria garantir a in-variança das exportações de Brasils a alterações nos preços de Suaves e Robustas. Isto pode ser visto a partir dos valores dos multiplicadores de preços sob Hipót~

se-2 na Tabela 6. No curto período, a alteração que se requer no preço de Brasils, para conservar as exportações de Brasils constante, é igual a 0,719 vêzes a alte-raçao no preço de Suaves, mais 0,212 vêzes a alteração no preço de Robustas. No longo período, os números são respectivamente 0,713 e 0,246. Êste números para as

(29)

Como resultado da adoção de regra da alteração oompensatória do preço, a prooura de Suaves e Robustas se tornaria muito inelástioa aos próprios preços po~

que as quantidades exportadas pelo Brasil seriam invariantes a alterações nos pr~

ços de seus oompetidores. Assim, se os produtores de Suaves e Robustas tentassem exportar uma quantidade maior do que suas quotas no Aoôrdo, êles sofreriam perdas signifioativas na receita de exportação. Isto supõe que os preços e quotas aoorda dos na mesa de barganha do Aoôrdo sejam oonsistentes oom os padrões oorrentes de prooura. Brasil também perderia reoeitas porque o preço de Brasils seria menor e as exportações oonstantes. Esta é a razão pela qual, no passado, o Brasil preferiu

manter seu preço oonstante, enquanto que os demais preços oaíam. Ao mesmo tempo, o Brasil pressionava pelo estabeleoimento de um aoôrdo internaoional do oafé, onde preços e quotas de meroado seriam fixados para todos os países. Os exeoutores da polítioa brasileira atuavam na orença de que os oompetidores do Brasil ou tinham uma participação no mercado muito pequena e assim se deparavam com uma demanda e-lástica em relação ao preço por seus cafés, ou não tinham capacidade administrati va e condições finanoeiras para sustentar um programa de defesa de preços. Sob e~

tas condições, adoção da regra de alteração compensatória do preço seria desastr~

sa para a receita em dólares do Brasil. Agora que o Acôrdo oligopolizou o meroado de oafé e agora que o Brasil está desenvolvendo novas fontes de recietas oambiais, o curso da pOlítica brasileira pode mudar. Brasil pode adotar a regra da altera-ção oompensatória do preço e usar o seu poder de barganha para convencer seus oon correntes a reter seus excedentes. Contudo, os outros países produtores podem nao dispor dos recursos financeiros e administrativos para reter seus excedentes mes-mo quando estejam dispostos a fazê-lo sob a ameaça da polítioa brasileira de pre-ços. Assim, esta polítioa deve ser acompanhada por um esfôrço sério da parte do Brasil para suprir aquêles recursos através da Organização Internacional do Café. Se os demais países produtores não quiserem ou não puderem reter seus exoedentes, uma profunda e oontínua queda nos preços de todos os oafés ocorreria, com consid~

(30)

APÊNDICE

AS V ARÚVEIS E A ESTRUWRA ]X) MOD~O

As variáveis do modêlo

A) Variáveis endógenas:

QSP Produção total do Estado de são Paulo.

APA Área plantada com pés de cafés adultos no Estado do Paraná. rV

APA Taxa de alteração da área plantada com cafeeiros adultos no Paraná. QPA Prúdução total do Estado do Paraná.

AES ~xea plantada com cafeeiros adultos no Estado do Espírito Santo. QES Produção total do Estado do Espírito Santo.

AMG Área plantada com cafeeiros adultos do Estado de Minas Gerais. QMG Produção total do Estado de Minas Gerais.

QCO

=

Produção total de Colômbia. SSA

SAF

QJ3

6.ZB

SB SCO SM SR PB PM

PR

6usz

Exportações dos outros países Hispano-Americanos.

Expo~tações da África. Produção total do Brasil.

Alteração nos estoques governamentais de café no Brasil. Exportações de Brasils.

Exportações de Colômbia. Exportações de Suaves. Exportações de Robustas.

Preço de Brasils (Preço do Santos-4 em Nova York).

Preço de Suaves (Preços em Nova York: média ponderada dos MAM's colombi~

nos (ponderação: 0,500). "Central Standard" de El Salvador (0,167), "Pri me lfashed" de Guatemala (0,167), e "Prime Washed" do México (0,167). Preço de Robustas (Preços de Nova York: média simples do Ambriz n. 2AA de Angola e W&C n. 10 da Uganga).

(31)

use

USB

lHOS

HEROS

USR USM

ruroON lCON PREG

PINS

=

Importações totais dos EE.UU.

=

Importações de Brasils dos EE.UU.

=

Torrefações de café solúvel nos EE.UU. em unidades de café verde.

= Torrefações de oafé comum nos EE.UU. em unidades de café verde.

= Importações de Robustas dos EE.UU.

= Importações de Suaves dos EE.UU.

(Nota: SÔmente a soma das duas variáveis anteriores aparece no mOdêlo)

= Consumo civil de café comum nos EE.UU. em mil sacas de café torrado.

=

Consumo civil de café solúvel nos

EE.UU.

em mil sacas de café solúvel.

=

Preço ao consumidor do café comum nos EE.UU. em centavos de dólar por libra torrada.

=

Preço ao consumidor de café solúvel nos EE.UU. em centavos de dólar por libra torrada.

ElB = Importações de Brasils pelo Grupo 11 lustria~Canadá, Dinamarca, Filândia, Holanda, Noruega e Suíça.

= Importações de Brasils pelo Grupo2: Bélgica, Alemanha Ocidental, Espanha e SuéCia.

E3B

=

Importações de Brasils pelo Grupo 3: Itália e países importadores de Áfri ca, lsia e América do Sul.

=

Importações mundiais de Suaves, excluindo as importações de Europa Orien-tal, Inglaterra, França, Espanha, Portugal e países menores da Europa Oc1. dental.

iR

=

Importações mundiais de Robustas excluindo os mesmos países da variável

CYCLEl

anterior.

B) Variável predeterminadas B.l) Variáveis Exógenas:

=

"Du.mmy",

igual aI 1 para t ímpares:

1925/26~ t/t+1 ~1933/34 1 para t pares:

1948/49

~

t/t+l

~

1954/55 1 para t ímpares:

(32)

FROST

o

para os demais t nos períodos: 1925/26-·}933/34 e 1947/48-1965/66.

"Dummy",

igual a: 1 para t/t+J..

=

1950/51,1952/53,1959/60 e 1965/66 •

O p~ra os demais t no período:

~.947 /48-1965/66.

Hfummy'I, igllal a: 1 pará. t/t-t-l = i954/55, 195 6/57, 19

63/

64 e 196

4/

65

o

para os demais t no período: 1947/48-1965/66.

DGEl "Dwnmy") igual a: ' para AES

<

200 -1- 4390PES_4

IJUE2

CYCLE2

O de outro modo.

"Dummy", igual a: 1 para AES

>

200 -t- • 390PES_4

o

c.e :::>u trc modo.

"Durruny", i,csual a: G :para t ímpares:

194' /48 ~ t/t:+l ~ 1957/5 8

O para t pares;

1958 /59 ~t/t+l::S; 1965/66

.~ para cs demais t no período:

lUGI "Dwnmy", igual a ~ 1 para .AMa

<

600 + 1. 94PMG -4

DUG2

CYCLE

3

TIME

K

USY

SWTCH

E1Y

O de outro modo

"Dummy",

igual. a: 1 pá.ra AMG

>

600 + 1. 94PI{G -4

O de outro modo

"Dummy",

igual a: O para t ímpares ~

1947/48

~

t/i-t-l

~

1965/66

~ de outro modo nc perícdo acima. Sequência de tempo, igual a 1 em 1951, 2 em 1952, etc.

Coefioiente de extração na fabricação de café solúvel n0S EE.UU. (produ ção de café so lúvel/insumo de café verde).

Renda pessoal disponível dos EEeUU., em bilhões de dólares de 1958.

"Dummy",

igual a O em 1951-53, igual a 1 em 1954-65.

Valor em dólares das despesas de consumo do Grupo 1: Áustria, Canadá, Di

(33)

112Y

PFOOD DEF'l

DEF2

DEF2_1

PSP_

4

QSP-2

AES_ 1 PES_4 } PES-l A.M:G_1

PHJ

-4}

P:MG_l

POO_

4

PA-4

SSA._1

=

Valor em dólares das despesas de oonsumo do Grupo 21 Bélgioa, Alemanha Ooidental, Espanha e Suéoia. Preços e taxas de câmbio de

1958;

em for-ma de índioe, oom

1958

z

100.

=

Valor em dólares das despesas de oonsumo da Itáli& Preço e taxa de oâm-bio de

1958,

em forma de índioe, oom

1958

=

100.

=

Valor em dólares das despesas de oonsumo dos países assooiados à O.E.C.

D.

Preços e taxas de oâmbio de

1958;

em forma de índioe, oom

1958

= 100.

=

índioe de preços de alimentos aos oonsumidores nos

EE.DU.,

oom

1958

= 1.00.

= índioe de preços do FMI para as importações da "Europa Industrial", oom

1958

= 1.00.

=

Média simples de DEFl e do índioe de preços do FMI para as importações dos EE.UU., oom

1958

=

1.00.

=

Valor defasado em um ano de DEF2.

B.2) Valores defasados das variáveis endógenas:

= Média móvel de três anos do índioe dos preços deflaoionados aos produto-res em São Paulo, com

1933

=

100.

= Valor defasado dois anos de QSP

=

Valor defasado um ano de APA

= Valor defasado um ano de AES

=

Preço deflacionados aos produtores do Espírito Santo

= Valor defasado um ano de AMG.

=

Preços deflaoionados aos produtores de Minas Gerais

= Média móvel de três anos do índice dos preços deflaoionados aos produt~ res da Colômbia, com

1959/61

=

100.

=

Valor defasado um ano de QCO

=

Média móvel de três anos do preço em dólares de Santos-4 em centavos de dólar por libra, deflacionado por uma média simples dos índices dos pr~

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