No afã de reportar a saga coletiva

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Relato Autobiográfico

No afã de reportar a saga coletiva

Cremilda Medina

o ser contemplada com o Prêmio Adelmo Genro Filho da Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo (SBPJor) na categoria sênior, a 8 de novembro de 2017, agradeci a homenagem e dirigi a meus parceiros do auditório da FIAM-FAAM, em São Paulo, algumas palavras que agora retomo por escrito.

Confessei minha atávica ligação ao coletivo, o que defino na teoria e na prática como o Signo da Relação. Não sei atuar, seja na academia como pesquisadora ou educadora, seja na sociedade como jornalista, se não me reportar ao Outro e a sua circunstância. De maneira que propus como itinerário da fala para o público de pesquisadores nacionais que ali se encontrava, etapas marcadas por epígrafes: estas representam dedicatórias a cúmplices e inspiradores de minha trajetória, mais de 50 anos de saga coletiva, brasileira e internacional. Os interlocutores daquele auditório universitário me saudaram com atenção e carinho. Deles colhi gestos, olhares, escuta, cujo significado se traduziu, no encerramento da cerimônia, em abraços dos que estão afetos à mesma causa.

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Afirma-se aí, mais uma vez, a força do ato de reportar, sair da claustrofobia individualista para a possível sintonia dos sentidos em relação social.

O Ato Presencial em que se celebrou a premiação de pesquisadores – de trabalhos de conclusão da graduação, a dissertações de mestrado, teses de doutorado e pós-doutorado – culminou em festa coletiva, a de mistérios e transformações vivenciados por aqueles que se dedicam a fundo ao Jornalismo.

Ao fim e ao cabo, foi por aí que a minha escolha profissional se ancorou.

Quisera eu explicar por que decidi, nos remotos anos 1959-1960, me tornar repórter. Mas antes da decisão por Jornalismo, me acompanhavam duas outras motivações: de um lado, a paixão pela Arte, em particular o cinema e a literatura, de outro lado, o interesse pela rua e suas cenas agitadas. Esses, os portais que me projetaram para um diálogo intimista com a epopeia humana na fruição artística; e motivaram a curiosidade perante as tramas sociais do presente. Estava traçada a sina de leituras, reflexão e observação empírica. A caminhada inaugural de infância e adolescência se alicerçou na Viagem do Real ao Imaginário, do Imaginário ao Real. E a travessia atlântica aos 11 anos, recém-completados à beira do rio Douro, em Portugal, ganhou nova ancoragem à beira do Guaíba, no Brasil, em 1953. Quantas imagens, quantas experiências nas trocas culturais dos duros invernos do Porto pelos calores tropicais de Porto Alegre.

A adolescência se impregnou de saberes brasileiros, mestiços, saberes recorrentes europeus (inclusive os dos filhos de alemães no Rio Grande do Sul), saberes da topografia e da cultura indígena americana, saberes clássicos e múltiplas linguagens, inclusive a cinematografia nacional (as chanchadas da Atlântida nos anos 1950). Um caldo cultural temperado por deslumbramentos e descobertas da alteridade que me empurrou para a ação de a eles me reportar. E, no passo posterior, estudar e viver o signo da relação.

À Universidade Federal do Rio Grande do Sul devo uma formação humanística que se sobrepôs ao treinamento técnico no curso de Jornalismo (1961-1964) e o formalismo no curso de Letras (1961-1964). De ambos projetaria nas décadas posteriores, dois pilares de pesquisa – Dialogia Social e o Gesto da

Arte. Ou seja, a conjugação das duas formações gerou o gosto cotidiano da

fruição poética como sensibilização da interação social criadora.

Digo mais, reportando também o excelente curso de Didática nos dois últimos anos de Letras – a relação educando-educador na concepção de ensino-aprendizagem da Escola Nova dos anos 1960 que a URGS nos passava, muito fecundou tanto a atividade jornalística em Porto Alegre, quanto a de professora do ensino médio em Camaquã e o começo do ensino universitário na Universidade Federal em Porto Alegre de 1967 a 1970. Pergunta que me faço: seria o paralelismo entre as experiências inaugurais de comunicação social e pedagogia que culminariam na proposta teórica que registraria quatro décadas depois no livro Signo da Relação (2006)?

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Nos anos 1960, por conta das sementes acadêmicas do curso de didática, percebia que ser professor universitário não era apenas transmitir técnicas - as que já exercia há seis anos no mercado de trabalho de Porto Alegre -, nem tampouco remeter os alunos (com pouquíssima diferença de idade) para os manuais norte-americanos de Jornalismo. Inquieta na disciplina técnica em que fora contratada como assistente de catedrático em 1967, soube, em 1970, que a Universidade de São Paulo ia implantar o primeiro curso de pós-graduação em Ciências da Comunicação da América Latina.

Em junho de 1970, a propósito de visitar a 1ª Bienal do Livro em São Paulo, vim sondar a USP. (Não posso esquecer que outro nobre motivo me movia nessa viagem: o escritor Jorge Luís Borges, que eu conseguira publicar no Brasil, pela velha editora Globo do Rio Grande do Sul, estaria recebendo um prêmio, aliás, o primeiro e único das bienais, e eu queria encontrá-lo pessoalmente.)

Viagem decisiva. No fim de 1970 estaríamos, Sinval Medina, os dois filhos, Ana Flávia com cinco anos, Daniel com um aninho, e eu tratando da mudança (que julgo definitiva) para a capital paulista, o que aconteceu em janeiro de 1971. A USP e a pesquisa foram os principais impulsores dos estudos de pós-graduação – novas navegações na bibliografia europeia, atualização na contribuição norte-americana em Ciências da Comunicação e o contato intenso com a América Hispânica no curso do CIESPAL (Equador).

Já na prática de educadora como auxiliar de ensino no curso de Jornalismo da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e na atividade no mercado (Jornal da Tarde, Revista Fotoptica, TV Bandeirantes, TV Cultura) os desafios se multiplicaram e as técnicas exigiam pesquisa ética e estética no contexto de uma sociedade cerceada pelo Estado autoritário. E a busca do criador da assinatura coletiva está registrada no primeiro livro, publicado na USP em 1973, a quatro mãos com Paulo Roberto Leandro (1948-2015). A arte de tecer

o presente abordava a noção ainda não trabalhada até então do que seria

jornalismo interpretativo, ou como aprofundar a notícia na reportagem.

E aí se apontavam quatro caminhos narrativos da polifonia e da polissemia: o protagonismo humano, com ênfase nos anônimos, a contextualização social do acontecimento, as raízes histórico-culturais e diagnósticos-prognósticos dos especialistas. O curioso é que hoje ainda se perseguem essas características

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da reportagem de autor, capaz de mediar a voz coletiva. A epígrafe do primeiro livro, inspirada na poética, reporta o vigor dessa interação social criadora:

Tecendo a manhã João Cabral de Melo Neto

Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará de outros galos. De um que apanhe o grito que ele

e o lance a outro; de outro galo que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outros; e de outros galos que com muitos galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E desse grito tecido na reportagem ou nos fios da comunicação coletiva, nasceu ainda, nos primeiros anos da década de 1970, a dissertação de mestrado, a primeira da América Latina no pioneiro pós da USP. “A estrutura da mensagem jornalística”, defendida em maio de 1975, se tornaria o livro que em 2018 completa 40 anos e um percurso de duas editoras, Alfa Ômega e Summus Editorial.

Notícia, um produto à venda, jornalismo na sociedade urbana e industrial (1978) seria lido de

muitas formas antes e depois da sociedade pós-industrial na Era Digital, mas o núcleo de pesquisa traz à tona até hoje as múltiplas forças que atuam sobre um produto simbólico, não material, a notícia. Nas teorias do Jornalismo, Adelmo Genro Filho (1951-1988) publicou, em seu livro O segredo da pirâmide: para uma teoria

marxista do jornalismo (1987), um breve tópico

em que me aproxima dos funcionalistas. Ele, como marxista, abstém a essência que propus na tessitura dos “galos” que “gritavam” na produção da notícia jornalística, qual seja, a visão plural das contradições na indústria cultural. Ao vivenciar a prática jornalística no mercado e estudar, na reflexão teórica, tanto as determinações econômicas quanto as indeterminações do processo de produção simbólica, fui captando forças de sentido complexas na dinâmica da cultura.

O capítulo inicial de Notícia, um produto à venda percorre, sim, a herança funcionalista norte-americana, mas também a europeia da Escola de Frankfurt. Fui mais longe e encontrei discípulos não totalmente alinhados com a teoria hegemônica da indústria cultural, como o alemão Hans Magnus Enzensberger ou os franceses como Edgar Morin. Mas também dialoguei com italianos como

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Umberto Eco, Gillo Dorfles, brasileiros como Gabriel Cohn, hispano-americanos como Eliseo Verón. Descobri o belga Jean Lohisse, inédito até hoje no Brasil. O coletivo bibliográfico é extenso, mas os alunos de graduação dos anos 1970, hoje profissionais renomados, e os colegas de redações por onde passei, todos partilhamos de uma pesquisa que aspirava a teoria-prática da responsabilidade social do jornalista (meu terceiro livro publicado no Equador no final dos 1970,

El rol del periodista). Técnica e ética dessa profissão também exigiam

criatividade estética para resistir às pressões da ditadura – censura institucional, censura empresarial e autocensura.

Exatamente foi a ditadura que interrompeu a pesquisa na USP em 1975. Fora da universidade até 1985, só voltaria para o doutorado dez anos após a defesa do mestrado. Esse período, integralmente dedicado ao jornalismo diário reforçou o Gesto da Arte. Como editora de Artes no jornal O Estado de S.

Paulo, a voz aguerrida de escritores, músicos, artistas plásticos, fotógrafos,

cineastas, dramaturgos frente aos cerceamentos da ditatura se fez presente nas páginas diárias e nas edições especiais de domingo. Pude estudar na prática e na teoria as identidades culturais e o significado basilar da Arte. A trilogia literária que publiquei – escritores portugueses contemporâneos, brasileiros e africanos de língua portuguesa (1983, 1985,1987), iria desaguar na tese de livre-docência (1989) Povo e Personagem, livro publicado em 1996. Dessa reportagem nos três continentes, que me ocuparia quase uma década, recolho uma epígrafe, a mais dramática da sensibilidade artística e seu gesto cúmplice com o povo cuja presença se faz personagem na literatura. Em Moçambique, perante a doída condição de uma sociedade à deriva, perguntei a um escritor se o sonho resistiria naquela terra. O que ele me respondeu, de improviso, foi escrito num guardanapo de papel e abre meu livro Sonha

Mamana África:

Ainda achas que temos sonhos ainda achas que estamos vivos não achas que, nós, vivos, estamos perdidos

pessoano não sou venho do bairro limítrofe onde a pólvora do mundo

conosco acabou.

Calane da Silva, Maputo, 1986.

A volta à USP estava, pois, marcada pelo tônus cultural na dialogia social. Os alunos da geração 1980 receberiam com cumplicidade a tarefa de se dedicarem a escavar a identidade de São Paulo. No doutorado (1986), havia lançado as bases do projeto São Paulo de Perfil na tese Modo de ser, mó’

dizer, de que foi extraída a segunda parte, publicada no livro Entrevista, o diálogo possível (1986).

Se procurei, na tese, a sintonia profunda com as vozes de Higienópolis, o bairro de São Paulo em que moro, os alunos de graduação até meados do presente século, criou a saga coletiva dos paulistas em 26 edições publicadas e um livro-reportagem inédito. São mais de 500 jornalistas (na época, alunos de graduação na ECA/USP) que pesquisaram de onde vimos (migrações),

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experiências comunitárias (bairros) e desafios da megalópolis (agora redópolis, como já definiu o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos).

A acrescentar que a pesquisa da dialogia não conta apenas com a revisão do instrumento tradicional do Jornalismo, a entrevista. Os laboratórios pedagógicos do projeto São Paulo de Perfil desenvolveram o que reputo como viragem técnica: a observação-experiência. Esse campo de pesquisa tem sido desenvolvido também em teses de ex-orientandos e um deles, o colombiano Raul Osório Vargas, não só o demonstrou em mestrado e doutorado, como continua trabalhando nessa pesquisa como professor titular na Universidade de Medellin, Colômbia.

Sempre cultivei a interação entre graduação e pós-graduação. Ambas se integram no Projeto Plural, que nasce em 1990 da paixão e curiosidade ao armar nexos inter e transdisciplinares. De uma primeira reunião na ECA, em que disciplinas acadêmicas testemunharam a fragmentação do conhecimento científico e a crise de paradigmas, se avançou para o intercâmbio despojado de hierarquias de valor para constituir um projeto plural, incluindo no segundo fôlego, em 1991, a presença da arte e a transcendência mitológica.

Assim, de químicos a antropólogos, de físicos a sociólogos, de médicos a pedagogos, de filósofos a poetas ou ficcionistas, de matemáticos a biólogos, de juristas a economistas, o signo da relação produziu noções epistemológicas que irrigaram a pesquisa da comunicação social. E esta área chamou a si o compromisso de seminários, artigos, reportagens-ensaio registrados nas onze coletâneas que compõem a série Novo Pacto da Ciência. Em 1994, um dos parceiros internacionais com afinidade na inter e transdisciplinaridade, ao desconstruir as barreiras entre sensibilidade, razão e ação transformadora, deixa sua marca na epígrafe do Saber Plural (1994):

Talvez fosse preciso considerar que nosso conhecimento do mundo é uma mistura de rigor e poesia, de razão e paixão, lógica e mitologia.

Michel Maffesoli

Ao dirigir as mídias da USP, de 1999 a 2006, apresentei ao Conselho Universitário o projeto de comunicação que desenvolvia academicamente, sob o título Signo da Relação. O reitor Jacques Marcovitch me convidara para o cargo em 1999 e me pedira que traçasse uma estratégica para a comunicação da USP no século XXI. Perante tal honra, até adiei minha aposentadoria, a que tinha formalmente direito desde o início da década de 1990 (só passaria a aposentada sênior, condição atual, em 2011). Embora pesquisador da área de economia, o reitor compreendeu à partida a quebra do paradigma tradicional de jornalismo ou comunicação de divulgação científica.

Foram sete anos de guerra simbólica contra o conceito difusionista para implantar no dia-a-dia dos meios de comunicação convencionais – jornal, revista, rádio, televisão, house organ e nas mídias digitais implantadas à época

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é um auxiliar subalterno da informação científica, mas um mediador-autor que narra tanto a oferta do cientista quanto a demanda da sociedade.

Tanto a gestão Marcovitch quanto a do reitor Adolpho José Melfi que o sucedeu, me proporcionaram total adesão às estratégias de comunicação social nas mídias da USP. Lembro de tempos em que aconteceu a plena interação entre a pesquisa originária da Escola de Comunicações e Artes e do Programa de Integração da Pesquisa na América Latina (Prolam), a cuja pós-graduação me integrei desde sua fundação (1988), e o que se praticava no cotidiano da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) no período de 1999 a 2006.

Os profissionais de comunicação (concursados) aderiram com entusiasmo ao projeto e não foram poucos os laboratórios promovidos na capital e nos campi do interior do Estado. Mesmo as assessorias de imprensa de unidades acadêmicas e a própria área da reitoria perceberam a mutação que acontecia no centro da Comunicação. Ao sair da Coordenadoria, deixei um registro dessa significativa experiência em um dos meus livros, O signo da relação (2006). Encerrava esse capítulo com reticências – até onde o projeto persistiria diante da tradição conservadora (muitas vezes autoritária) da chamada divulgação da ciência...

... Mas que fazer? Carrego o laço que se desmancha e se refaz na resistência cultural. E dedico este prêmio a mim atribuído em 2017 aos pesquisadores, alunos e ex-alunos, artistas, professores e jornalistas – todos pavimentaram em décadas a Arte de tecer afetos (2018). Se as narrativas do cotidiano, a arte de tecer o presente, a busca de um jornalismo autoral, o signo da relação ciência-sociedade, sociedade-ciência, a sensibilização do Gesto da Arte estão impregnados nos registros da pesquisa e das reportagens que assino individualmente ou nas coletâneas interdisciplinares, devo gratidão aos grupos afinados num laboratório contínuo que persegue o compromisso do rigor racional, conjugado à ética solidária, para ensaiar apreender as demandas coletivas.

O berço e a história contínua familiar dos Araújos-Medinas, os que aí estão e os que já se foram, acolheram a condição viajante da jornalista, da pesquisadora, da educadora, seja no espaço urbano local, seja nos espaços brasileiros ou de outros continentes. Sem essa aceitação perante a mobilidade intensa profissional, não teria tido a oportunidade de reportar os horizontes desconhecidos.

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Os filhos, Ana Flávia e Daniel na infância e adolescência, que o testemunhem perante a mãe-profissional, que sofria a angústia de presença-ausência. E, no entanto, permanecemos unidos, atravessamos as borrascas da ditadura militar e crescemos na esperança. No meio do auditório da noite de 8 de novembro de 2017, quando era premiada na categoria sênior de pesquisa, meu neto mais velho, Gabriel Medina Ximenes, ali representava sua irmã Alice, o primo Tomás, seus pais Ana Flávia e Carlos Eduardo, seus tios Daniel e Renata. Seus olhos brilhavam ao se incluir nas memórias da avó que, como toda a família, está em permanente mobilidade nos mapas da itinerância.

Dessa travessia, trago a força do ninho individualizado: o companheiro que se formou comigo em Jornalismo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na noite histórica de 31 de março de 1964. Começamos juntos a vida profissional e familiar, resistimos a intempéries humanas, políticas e pessoais. Por isso mesmo, como ato final, faço minha a epígrafe que o romancista criou para seu livro Memorial de Santa Cruz:

Através do rio, não à margem, é que se fere a luta da atravessagem.

Através do rio, líquido leito, Arranquei meus olhos para ver direito.

Pelo rio em chamas, ácido braço,

vou sem vela ou leme, por um rumo que não traço. Não escolho o rio que atravesso

não sei direito, no meio da corrente, se estou de partida ou de regresso.

Sinval Medina (1983)

Sugestões bibliográficas - Livros de Cremilda Medina

MEDINA, C.; LEANDRO, P.R. A arte de tecer o presente, São Paulo, Media, 1973.

MEDINA, C. Notícia, um produto à venda, Jornalismo na sociedade urbana e

industrial, São Paulo, Editora Alfa-Omega. Na década de 1980, o livro passou a

ser publicado pela Summus Editorial.

_______________ El rol del periodista, Quito, Equador, CIESPAL, 1980. Em 1989, esta edição em espanhol foi lançada em Havana, Cuba, pelo Editorial Pablo de la Torriente.

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_______________ Profissão jornalista: responsabilidade social, Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1982.

_______________ Viagem à literatura portuguesa contemporânea, Rio de Janeiro, Nórdica, 1983.

_______________ A posse da terra, escritor brasileiro hoje, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda e Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, 1985.

_______________ Entrevista, o diálogo possível, São Paulo, Editora Ática, 1986.

_______________ Sonha Mamana África, São Paulo, Edições Epopéia, 1987. _______________ Povo e personagem, Canoas (RS), Editora da Ulbra, 1996. _______________ Símbolos e narrativas, rodízio 97 na cobertura jornalística, São Paulo, Governo do Estado de São Paulo/ Secretaria do Meio Ambiente, 1998.

_______________ A arte de tecer o presente, narrativa e cotidiano, São Paulo, Summus Editorial, 2003.

_______________ O signo da relação, comunicação e pedagogia dos afetos, São Paulo, Paulus, 2006.

_______________ Ciência e Jornalismo, da herança positivista ao diálogo dos

afetos, São Paulo, Summus Editorial, 2008.

_______________ Força perene de Oswaldo Guaysamín, a magia do

reencontro, São Paulo, Coleção Marta Traba da Fundação Memorial da

América Latina, 2008.

_______________ Casas da Viagem, de bem com a vida ou afetos do mundo, São Paulo, edição de autor, 2012.

_______________ Atravessagem, reflexos e reflexões na memória de repórter, São Paulo, Summus Editorial, 2014.

_______________ Ato presencial, mistério e transformação, São Paulo, Edições Casa da Serra, 2016.

_______________ A arte de tecer afetos, signo da relação 2, cotidianos, São Paulo, Edições Casa da Serra, 2018.

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Principais coletâneas criadas e organizadas pela autora Série São Paulo de Perfil

MEDINA, C. (org.). São Paulo, ECA/USP, Virado à paulista (1987); Vozes da

crise (1987); Nos passos da rebeldia (1988); Forró na garoa (1989); Hermanos aqui (1989); A casa imaginária (1989); Pauliceia prometida (1990); À margem do Ipiranga (1990); A escola no outono (1991); O primeiro habitante (1991); Farra, alforria (1992); Tchau Itália, ciau, Brasil (1993); Guia das almas (1993); Nau dos desejos (1994); Vamos ao centro? (1994); Axé (1996); Tietê, mãe das águas (1995); Viagem ao sol poente (2001); Bem viver, mal viver (1996); Mundão veio sem porteira (1997); Chá de bambu (1998); Cotidianos do metrô

(1999); Ó Freguesia, quantas histórias (2000); Sagas do espigão (2002);

Caminho do café, Paranapiacaba, museu esquecido (2003); USP Leste e seus vizinhos (2004). O volume 27º da série que aborda a mobilidade urbana em

São Paulo está inédito.

Volumes inspirados na Série São Paulo de Perfil

MEDINA, C. (org.). Narrativas a céu aberto, modos de ver e viver Brasília. Editora da Universidade de Brasília, 1998. Bahia de Perfil, Narrativas de todos

os santos, Salvador, Faculdades Jorge Amado, 2007; Mococa, doces histórias,

Mococa, Estação USP/CCS/USP, 2007

Série Novo Pacto da Ciência

MEDINA, C. (org.). Novo pacto da ciência. A crise de paradigmas, 1º Seminário

Transdisciplinar, Anais, São Paulo, ECA/USP, 1991.

MEDINA, C.; GRECO, M. (orgs). Do Hemisfério Sol, o discurso fragmentalista

da ciência (1993). Saber Plural (1994); Sobre Vivências, no mundo do trabalho

(1995); Agonia do Leviatã, a crise do Estado Moderno (1996); Planeta inquieto,

direito ao século XX (1998); Caminhos do Saber Plural, dez anos de trajetória

(1999). São Paulo, ECA/USP.

MEDINA, C. (org.). Ciência e Sociedade, Mediações Jornalísticas (2005), São Paulo, Coordenadoria de Comunicação Social/Estação Ciência da Universidade de São Paulo.

MEDINA, C.; MEDINA, S.(orgs). Diálogo Portugal-Brasil, século XXI, novas

realidades, novos paradigmas (2008), Porto, Portugal, Edições Universidade

Fernando Pessoa. Energia, meio ambiente e comunicação social (2009), São Paulo, Faculdade Cásper Líbero e Porto, Portugal, Universidade Fernando Pessoa.

MEDINA, C. (org.). Liberdade de expressão, direito à informação nas

sociedades latino-americanas (2010), São Paulo, Edições da Fundação

Memorial da América Latina. Série Foro Permanente de Reflexão sobre a América Latina.

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MEDINA, C. (org.). Povo e personagem, sociedade, cultura e mito no romance

latino-americano (2008); Viagem à América Indígena, do Eldorado à cidade contemporânea (2011); Fronteiras latino-americanas, geopolítica do século XXI

(2012); O impacto do microcrédito para a mulher latino-americana (2011);

Poética dos saberes, complexidade, compreensão e cultura (2012); Símbolos itinerantes, estampas mestiças, o caminho da chita da Índia para a América

(2012); Aids, na rota da esperança (2011).

Todos estes exemplares resultaram de seminários motivados por teses de pesquisadores locais. O Foro Permanente de Reflexão sobre a América Latina foi criado pelo pesquisador, ex-reitor da Universidade de São Paulo Adolpho José Melfi, nessa época diretor do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina, e que me convidou para coordenar os seminários e organizar os livros publicados pela Fundação Memorial da América Latina.

Data de recebimento: 07/8/2019; Data de aceite: 07/08/2019

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Cremilda de Araújo Medina -

jornalista, pesquisadora e professora titular sênior da Universidade de São Paulo. A autora de 18 livros e organizadora de 52 coletâneas interdisciplinares. Com mais de 500 alunos de Jornalismo, publicou a coleção São Paulo

de Perfil (26 exemplares publicados e o 27º inédito); a série Novo Pacto da Ciência (11 títulos) reúne seminários em que cientistas de várias áreas do conhecimento debatem a crise de paradigmas

contemporâneos. Além de coordenar o Projeto Plural, a pesquisadora orientou 30 doutores, 28 mestres e dois pós-doutorados. Ato presencial, mistério e

transformação (2016) e A arte de tecer afetos, Signo da Relação, cotidianos

(2018), os dois livros mais recentes, registram sua principal linha de pesquisa: a dialogia social.

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