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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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Faculdade de Ciências Médicas

Universidade Nova de Lisboa

Relatório Final

Mestrado Integrado em Medicina

Sofia Ferreira Domingues

2008216

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ÍNDICE

I. Introdução e Objetivos Gerais ………. 3

II. Síntese das Atividades Desenvolvidas ………. 3

Estágio de Medicina Geral e Familiar ……… 4

Estágio de Pediatria ……….. 4

Estágio de Ginecologia e Obstetrícia ………. 5

Estágio de Psiquiatria ………... 6

Estágio de Medicina Interna ……… 6

Estágio de Cirurgia Geral ………. 7

III. Reflexão Crítica ………... 9

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I.INTRODUÇÃO E OBJETIVOS GERAIS

O estágio profissionalizante (EP) do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM), da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM-UNL), é constituído por seis estágios parcelares em grandes áreas médicas e cirúrgicas e ainda uma unidade curricular integradora e uma opcional. O seu objetivo principal é proporcionar uma experiência formativa de caráter prático e profissionalizante, que permita a consolidação dos conhecimentos adquiridos na pré-graduação médica e a aquisição de competências de autonomia para a prática clínica, através do desenvolvimento de um raciocínio clínico correto, da realização adequada de procedimentos técnicos e do aperfeiçoamento da metodologia clínica do exame objetivo completo e dirigido. Pretende-se ainda o aperfeiçoamento de capacidades de comunicação com o doente e familiares através de uma abordagem empática e holística e a aquisição de uma atitude de cooperação profissional e trabalho em equipa. As situações proporcionadas pelos estágios permitem aos alunos reconhecer as suas limitações e entender o impacto das decisões clínicas na qualidade de vida dos doentes, reconhecendo o risco associado à prática médica.

O presente relatório engloba uma descrição sucinta dos objetivos alcançados e das atividades realizadas nos estágios parcelares, terminando com uma reflexão crítica das mesmas.

II.DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Neste tópico, apresento uma síntese dos estágios realizados, segundo a sua ordem cronológica. Inicia-se com a descrição das atividades realizadas em Medicina Geral e Familiar, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental, (todos com a duração de 4 semanas) e Medicina Interna e Cirurgia (ambos com a duração de 8 semanas). Além destes, assisti às sete aulas de Preparação para a Prática Clínica, que consistiram na resolução de casos clínicos em sessões multidisciplinares acerca dos temas: Dor Torácica, Síncope, Cansaço, Edemas dos Membros Inferiores, Perda Ponderal, Dor Abdominal e Febre. Relativamente à unidade curricular opcional, obtive creditação através de um estágio que realizei durante o mês de Agosto de 2013,

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no Serviço de Urologia, no Hospital Universitário de Messina, na Sicília, ao abrigo do programa de intercâmbios clínicos organizado pela International Federation of Medical Students’ Associations.

No início do ano letivo, participei no “XVI Fórum edol”, a 28 de setembro; no curso “ECG – Princípios Básicos”, promovido pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco, a 30 de novembro; e no congresso iMed 5.0, de 11 a 13 de outubro, onde fui membro do staff e assisti às palestras.

Estágio de Medicina Geral e Familiar (MGF)

O estágio de MGF decorreu de 16 de setembro a 11 de outubro de 2013. A primeira metade do estágio foi realizada em ambiente urbano, na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados da Alameda, sob a supervisão da Dra. Ana Isabel Lourenço, e a segunda metade em ambiente rural, na extensão de saúde de Beringel, dependência do Centro de Saúde de Beja, sob a supervisão da Dra. Laura Caeiro.

Assisti a diversos tipos de consulta: Saúde de Adultos, Saúde Infantil, Planeamento Familiar, Consulta de Grávidas, Consulta de Diabetes, Consulta Aberta e Consulta Domiciliária, participando na colheita da anamnese, realizando o exame objetivo e propondo condutas diagnósticas e terapêuticas. No estágio em ambiente rural, tive oportunidade de conduzir várias consultas sozinha e de acompanhar a minha tutora e o enfermeiro nas visitas domiciliárias.

Estágio de Pediatria

O estágio de Pediatria decorreu de 14 de outubro a 8 de novembro de 2013, na Unidade de Cuidados Especiais Respiratórios e Nutricionais (UCERN), no Hospital Dona Estefânia, sob a supervisão da Dra. Rute Neves. Uma vez que os internamentos nesta unidade são longos, durante o estágio ficaram a meu cargo dois doentes, sendo da minha responsabilidade observá-los diariamente, efetuar o registo no processo clínico, comunicar o seu estado clínico na reunião de equipa, ponderar acerca da terapêutica e exames complementares a requisitar e redigir a nota de alta, além de poder acompanhar a evolução do internamento dos restantes doentes. Na consulta externa, acompanhei a minha tutora na consulta vocacionada para a recuperação nutricional e má progressão ponderal, e também outros médicos nas consultas de Reumatologia e de Imunoalergologia. Frequentei o serviço de urgência (SU) semanalmente, onde tive

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oportunidade de contactar com as patologias mais frequentes em ambiente de urgência pediátrica, como por exemplo infeção respiratória alta viral, otite média aguda e amigdalite. Assisti às sessões clínicas e reuniões de serviço, às aulas teóricas de Imunoalergologia e apresentei no seminário, em conjunto com a minha colega Rafaela Pires, um trabalho com o tema “Enxaqueca”.

Estágio de Ginecologia e Obstetrícia (GO)

O estágio de GO decorreu de 11 de novembro a 6 de dezembro de 2013, no Hospital Cuf Descobertas, durante o qual acompanhei diversos especialistas nas diversas valências da especialidade, nomeadamente consulta, exames especiais, ecografia, atendimento médico permanente (AMP), bloco de partos e bloco operatório. Na consulta de Obstetrícia, presenciei consultas dos 1º, 2º e 3º trimestres de gravidezes de baixo e de alto risco obstétrico e ainda consultas de revisão de parto, onde pude aperceber-me dos aspetos essenciais da anamnese obstétrica, do exame objetivo dirigido, tendo realizado auscultação do foco cardíaco (Doppler) e manobras de Leopold, dos exames complementares e da medicação em cada momento da gravidez, bem como de algumas intercorrências possíveis, como a pré-eclâmpsia. Na consulta de Ginecologia, a maior parte correspondia a consulta de rotina, em que se procedia à observação ginecológica e exame mamário, à realização de citologia, à prescrição e interpretação de exames complementares de diagnóstico (ECD’s) como a mamografia, ecografia mamária e ecografia ginecológica e à escolha ou alteração de métodos anticoncecionais, se fosse o caso. Assisti ainda a consultas especializadas em trombofilias e em patologia mamária. Num dos dias, observei a realização de exames especiais, nomeadamente colposcopia e histeroscopia. Durante dois dias, presenciei a realização de ecografias ginecológicas e obstétricas. No AMP, observei situações frequentes do foro ginecológico, nomeadamente vaginose bacteriana e candidíase genital, e situações do foro obstétrico, nomeadamente infeção do trato urinário na grávida. Semanalmente, frequentei o bloco de partos, acompanhando a Dra. Sílvia Roque, onde assisti a partos eutócicos, distócicos por ventosa e distócicos por cesariana. No bloco operatório, assisti a uma miomectomia e a uma histerectomia, realizadas pelo diagnóstico de fibromiomatose uterina, e a

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duas ressetoscopias, uma para excisão de pólipo endocavitário e outra para resseção de mioma submocoso.

Estágio de Saúde Mental (SM)

O estágio de SM decorreu de 9 de dezembro de 2013 a 17 de janeiro de 2014. O primeiro dia decorreu na faculdade, com uma aula teórico-prática com discussão de casos com o Professor Doutor Miguel Xavier e, nas semanas seguintes, no Hospital Júlio de Matos (HJM) e estruturas associadas. Nas duas primeiras semanas do estágio, segui uma rotação que considero bastante interessante porque me permitiu o contato com diversas áreas da SM que desconhecia e que me permitiu compreender melhor todas as atividades que se desenvolvem nesta área. No serviço de Alcoologia, estive presente em consultas e numa sessão de grupo. Na Reabilitação, visitei o internamento, destinado a pessoas com dificuldade de integração social devida a doença psiquiátrica e/ou a debilidade mental, que durante o dia estão ocupados com atividades fora do serviço, nomeadamente Terapia Ocupacional e Hospital de Dia. Na Terapia Ocupacional, reparei nos ofícios que aprendem, como carpintaria, cozinha e cabeleireiro. Na visita ao Hospital de Dia, fui integrada numa sessão de grupo em que cada elemento (doentes e terapeutas) contava um resumo do seu fim-de-semana. Na estrutura comunitária de Odivelas, que frequentei três dias, assisti a consultas e participei na visita domiciliária, acompanhando a enfermeira e a assistente social. Nas duas últimas semanas do estágio, frequentei o serviço de Neuropsiquiatria e Demência (NPD), acompanhando a Dr.ª Ana Margarida Baptista, e fui integrada nas reuniões de serviço, na entrevista aos doentes e à família (realizadas em equipa por psiquiatra, neurologista e psicóloga), na realização de exame neurológico e na interpretação de testes. No SU, pude observar situações agudas e a anamnese adequada a esses casos.

Estágio de Medicina Interna (MI)

O estágio de MI decorreu de 27 de janeiro a 21 de março de 2014, no Serviço de Medicina III, Hospital São Francisco Xavier, sob a supervisão da Dra. Ana Ribeiro da Cunha. As atividades repartiram-se entre enfermaria, consulta externa, serviço de urgência, sessões clínicas, reuniões de serviço e aulas teóricas. Na enfermaria, fui integrada em todas as tarefas que se desenvolviam

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diariamente, nomeadamente anamnese, realização de exame objetivo, verificação dos parâmetros vitais, redação do diário clínico, requisição e interpretação de ECD’s, revisão de terapêutica e orientação do internamento e da alta, sempre de forma tutelada e com a devida supervisão. Fui responsável pela observação de um doente por dia, discutindo depois o seu estado clínico e a terapêutica e, quando solicitado, conversei com os familiares sobre o estado clínico do doente e a sua evolução no internamento. Realizei eletrocardiogramas, colhi amostras de sangue arterial periférico, observei a realização de uma punção lombar, de uma cardioversão elétrica, a colocação de BiPAP, de óculos nasais e de máscara facial. Elaborei ainda notas de entrada, notas de alta, uma carta de transferência e duas histórias clínicas, uma sobre neutropenia grave e outra sobre pneumonia adquirida na comunidade e insuficiência cardíaca descompensada. Na consulta externa, observei um total de 20 doentes, em consultas de Medicina Interna, de Diabetes e de Doenças Autoimunes. No SU, estive no balcão, acompanhando vários médicos na observação dos doentes. Aí, realizei histórias clínicas, exame objetivo, medição dos sinais vitais, realizei punções arteriais periféricas, procedi à discussão das hipóteses de diagnóstico, à interpretação de ECD’s e acompanhei a terapêutica e a reavaliação do doente. Durante o estágio, assisti às sessões do serviço e, após o término do meu estágio, apresentei um caso clínico numa dessas sessões, com o título “Neutropenia grave e linfopenia -

Achado acidental”, em conjunto com o interno de ano comum da equipa em que estive inserida,

no dia 26 de maio.

Ainda incluído no estágio de Medicina Interna, assisti aos seminários que decorrem à quarta-feira à tarde, na faculdade, sobre os temas Infeção e Sépsis - estratificação da sépsis;

Choque séptico e falência múltipla de órgãos – abordagem; Fluidoterapia e ressuscitação;

Insuficiência Respiratória Aguda e Indicações de Ventilação Mecânica.

Estágio de Cirurgia Geral (CG)

O estágio de Cirurgia decorreu de 24 de Março a 23 de Maio de 2014, na Unidade de Cirurgia do Hospital Cuf Descobertas, sob a supervisão do Dr. Ramos Dias. Ao longo do estágio,

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exames especiais, frequência do atendimento médico permanente (AMP) e sessões clínicas. Duas a três vezes por semana, frequentei o bloco operatório e a cirurgia de ambulatório, acompanhando o meu tutor nas cirurgias que realizava, que se dedicava sobretudo ao tratamento cirúrgico da patologia gastrenterológica e ano-rectal. Nestas cirurgias, participei quase sempre como segunda ajudante e como primeira ajudante na cirurgia de ambulatório. O momento do bloco foi importante não só para treinar as minhas competências cirúrgicas e compreender melhor o que realmente acontece durante a intervenção, mas também para me familiarizar com os procedimentos de assepsia, com a conduta adequada dentro do bloco operatório e perceber quais são as funções dos diferentes profissionais que trabalham na sala. Foi-me ainda permitido assistir a outras cirurgias do meu interesse, nas áreas da Cirurgia Vascular e da Otorrinolaringologia. Na consulta, pude observar doentes que vinham à primeira consulta, e assim ter contacto com as possíveis formas de apresentação e história clínica das patologias cirúrgicas mais frequentes, com os exames complementares e a sua interpretação e com as recomendações e opções terapêuticas possíveis; mas também acompanhar os doentes no pós-operatório e aperceber-me da evolução e recuperação esperada no pós-pós-operatório. Na sala de pensos, pude aperceber-me dos cuidados gerais com as feridas operatórias, alguns aspetos particulares da cicatrização e cuidados com a colostomia. No internamento, além de acompanhar os doentes submetidos a cirurgia eletiva, acompanhei também alguns doentes com patologia cirúrgica internados a partir do AMP. Realizei a anamnese a alguns desses doentes, que tinham os diagnósticos de colite ulcerosa no estádio de pancolite, carcinomatose peritoneal e oclusão intestinal. Assisti ainda a exames especiais, nomeadamente colonoscopia/endoscopia digestiva baixa, endoscopia digestiva alta, anuscopia, rectossigmoidoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica. No AMP, acompanhei vários casos, dos quais destaco os quadros clínicos de apendicite, oclusão intestinal e melenas. Durante o meu estágio, assisti a várias reuniões multidisciplinares semanais, nomeadamente a reuniões de Patologia Oncológica, de Gastrenterologia e a sessões dirigidas a todo o pessoal hospitalar. No último dia do estágio,

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participei no mini-congresso, no Hospital Beatriz Ângelo, onde o meu grupo fez uma apresentação sobre o tema “Hérnia do Desportista”.

III.REFLEXÃO CRÍTICA FINAL

O 6º ano profissionalizante representa o final do MIM e, como tal, adquire grande

importância, não só por ser o último ano, mas também pela sua grande componente prática. É o ano em que se devem aplicar todos os conhecimentos adquiridos ao longo do curso e em que, pela experiência hospitalar vivida, me consegui aperceber de forma mais realista da dinâmica dos serviços e de qual será a minha responsabilidade no futuro, em relação aos doentes e a todos os profissionais de saúde. As vivências deste ano permitiram-me também delinear melhor as minhas áreas de preferência e perceber com quais me identifico mais.

Globalmente, penso ter atingido os objetivos propostos. A autonomia que me foi permitida, especialmente nos estágios de MGF, Pediatria e MI, foi fundamental à concretização dos mesmos, pois só assim consegui ter uma noção concreta das minhas capacidades e limitações. Pela primeira vez, fui confrontada com perguntas de doentes e familiares, o que foi bastante desafiante por implicar a transmissão da informação de forma percetível e clara e me permitir perceber o que realmente sabia. Durante os estágios, tentei rever os conhecimentos teóricos das patologias mais frequentes, mantendo uma atitude de auto-aprendizagem, mas também pedindo ajuda quando necessário, compreendendo a necessidade da multidisciplinaridade e respeitando o papel e opinião de todos os profissionais de saúde. A par desse esforço individual, é também fundamental a disponibilidade do tutor para esclarecer as dúvidas, supervisionar o trabalho e guiar a resolução de problemas, inclusivamente burocráticos, pois só assim se pode ter a certeza de se estar a tomar a decisão mais acertada. O estágio de MI foi sem dúvida aquele em que cresci mais enquanto futura médica. A meu ver, as aulas teórico-práticas nos locais de estágio de MI podem ser úteis, mas a sua articulação com o trabalho de enfermaria não é fácil, tanto para alunos como docentes, e acaba por gerar uma quebra no ritmo de trabalho, pelo que sugiro que

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horária entre os diferentes hospitais e serviços. O fato de os alunos não realizarem estágio no mesmo hospital nem no mesmo serviço tem como grande vantagem a existência de um ratio tutor/aluno ideal, nunca superior a 1:2 nos meus estágios. Claro que isso faz com que os alunos tenham experiências bastante diferentes. Como exemplo disso, refiro a vivência de situações de urgência nos estágios de GO e CG pois, uma vez que realizei ambos os estágios num hospital privado, o acesso a situações emergentes ou urgentes mais graves e a prática de procedimentos de pequena cirurgia foram restritos. No entanto, globalmente, isso não afetou de forma negativa o meu estágio pois observei as situações de urgência mais comuns em cada uma das especialidades e tive estágios de grande qualidade no demais e outras oportunidades, como por exemplo a oportunidade de ser ajudante em quase todas as cirurgias e acesso facilitado à observação de outros procedimentos e ECD’s do meu interesse. Mesmo dentro do mesmo hospital, as vivências variam conforme os serviços em que somos inseridos. Em Pediatria e Psiquiatria, confesso que gostaria de ter feito o estágio em serviços mais gerais: o serviço de Pediatria Médica e o serviço de Agudos em Psiquiatria, porque gostaria de ter contactado com a patologia mais comum nestas especialidades. No entanto, em relação a Pediatria, acabou por ser muito gratificante a experiência na UCERN, pois além dos conhecimentos teóricos e práticos adquiridos, contatei com casos muito complexos que me fizeram refletir sobre a reestruturação familiar a que obrigam e sobre o papel do médico na gestão das expectativas neste tipo de casos. Outra experiência nova este ano foi o estágio de MGF em ambiente rural. Embora não ache que existam diferenças significativas no funcionamento do centro de saúde, apercebi-me de que os doentes podem estar bastante limitados no acesso a outras especialidades pelo local onde vivem, pois muitos doentes tinham que se deslocar a Lisboa por falta de especialista na área.

Acima de tudo, considero que, além dos conhecimentos teóricos e práticos adquiridos, este ano me permitiu perceber que o papel de um médico não é só o de tratar a doença mas, antes de mais, a pessoa, tendo em conta a sua cultura, crenças, expectativas e receios.

Agradeço a todos os que se cruzaram comigo neste percurso, professores, tutores e colegas, e que contribuíram para o meu crescimento a nível pessoal e profissional.

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Referências

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