RELATÓRIO FINAL
UC ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE
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Mestrado Integrado em Medicina 2013-2019
Nova Medical School | Faculdade Ciências Médicas
Regente: Prof. Doutor Rui Maio
Orientadora: Dr.ª Teresa Libório
António Maria Fervença Rocha de Almeida
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Darei aos meus Mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos.
Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.
A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação.
Guardarei respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início
1._______________________________________________________________________________________
Índice
Estágio Profissionalizante
4
Medicina
5
Cirurgia
5
Pediatria
6
Ginecologia e Obstetrícia
7
Saúde Mental
8
Medicina Geral e Familiar
8
Estágio Opcional: Cirurgia Cardíaca
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Elementos Valorativos
10
Análise Crítica
11
Anexos
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Cronograma de Atividades do Estágio Profissionalizante
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Tabela das Apresentações realizadas
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Certificado Equipa de Futebol 11 AEFCML
13
Certificado de Participação no TEAM
13
Certificado de Participação no 10º Curso de Antibioterapia
14
Certificado de Participação nas 6ª Jornadas de Cirurgia
14
Certificado de Programa de Mobilidade Luso-brasileiro
15
Certificado Grupo de Bioética NEC
15
4
Estágio Profissionalizante
Este relatório tem como objetivo descrever as atividades realizadas ao longo do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM), no âmbito da unidade curricular (UC) Estágio Profissionalizante, em particular, em cada estágio parcelar, no Estágio Clínico Opcional e atividades extracurriculares, que tenham sido relevantes para o desempenho académico, neste ano.
O 6º ano do MIM integra a UC Estágio Profissionalizante, sob regência do Prof. Doutor Rui Maio, que decorre durante 32 semanas, ao longo do ano letivo, dividido em seis estágios parcelares: Medicina, Cirurgia, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental e Medicina Geral e Familiar.
O estágio tem como objetivo o estímulo da autonomia do aluno e o desenvolvimento de competências clínicas e sociais, para preparação da sua profissionalização, de modo orientado. Em cada um dos estágios, o aluno é integrado numa equipa especializada, de cada área, e é convidado a participar na sua prática diária. Assim, procura-se não só colmatar algumas falhas nos conhecimentos, teóricos e práticos, bem como, trabalhar as ferramentas que o aluno adquiriu ao longo do curso, aperfeiçoando a sua aptidão clínica, e integrando-a na prática diária, de forma global e transversal a todas as especialidades.
O estágio deve ainda ajudar a desenvolver capacidades clínicas que permitam a abordagem e gestão de cada caso, nos diferentes contextos possíveis, como enfermaria, consulta ou urgência, atendendo às suas características específicas e circunstâncias. No fim do estágio, devemos ser capazes de realizar a anamnese e o exame físico adequados à situação, propor métodos complementares de diagnóstico (MCD), proceder ao diagnóstico provável e definitivo, e identificar terapêuticas apropriadas ao caso. Assim, devemos estar habilitados para atender, avaliar e orientar os casos, que nos forem apresentados.
Além de competências clínicas, o estágio propõe-se desenvolver competências sociais, fundamentais à Medicina, como respeito pelo doente e familiares, suas crenças, atitudes, direitos e obrigações e pelos princípios da profissão, como a confidencialidade, a comunicação adequada, o trabalho em equipa com profissionais de saúde, adotando uma atitude produtiva, o estímulo da responsabilidade, assiduidade, pontualidade, rigor científico e reconhecimento da importância da formação médica, ao longo da vida. É fundamental a compreensão do que significa ser médico, da identidade e responsabilidade profissional, e dos valores e atitudes que os médicos devem cultivar. Assim, o objetivo do MIM e do estágio é em última instância, segundo Prof. Doutor Rui Manuel Victorino, em O Licenciado Médico em Portugal (2005) “ajudar o estudante médico a adquirir uma base de conhecimentos sólida e coerente, associada a um adequado conjunto de valores, atitudes e aptidões que lhe permita tornar-se um médico fortemente empenhado nas bases científicas da arte da Medicina, nos princípios éticos, na abordagem humanista que constituiu o fundamento da prática médica e no aperfeiçoamento ao longo da vida das suas próprias capacidades de modo a promover a saúde e o bem-estar das comunidades que servem.”2
2in Victorino RM et al.; O Licenciado Médico em Portugal – Core Graduates Learning Outcomes Project; Coord. Faculdade de Medicina da
Medicina
(10 de Setembro a 2 de Novembro de 2018)
O estágio parcelar de Medicina, sob regência do Prof. Doutor Fernando Nolasco, durou 8 semanas, no serviço de Medicina Interna 2.3, do Hospital Santo António dos Capuchos. O estágio decorreu sob a tutoria da Dr.ª Cristina Poole da Costa e da sua equipa, no serviço dirigido pelo Dr. Eduardo Gomes da Silva. Durante o estágio, tive a oportunidade de acompanhar a equipa, e participar, nas atividades diárias da prática de Medicina, no internamento, na consulta, no serviço de urgências, nas sessões e na visita.
Os objetivos deste estágio eram o desenvolvimento de autonomia e responsabilidade, desempenhando as tarefas da equipa clínica onde fui inserido. Pretendia também o aprofundamento de competências teóricas e práticas na área de Medicina Interna, incluindo diagnóstico e terapêutica e assim estar habilitado para, de forma autónoma, avaliar, diagnosticar e prescrever as medidas terapêuticas para as situações clínicas encontradas, frequentes ou raras, e referenciar apropriadamente as situações necessárias.
Durante o estágio, pude trabalhar a minha autonomia ao ficar encarregue da avaliação da evolução clínica, e seguimento de casos, na enfermaria, aprendendo com a discussão diária do plano — de pedidos de MCD e medidas terapêuticas — ou a assistir à evolução ao longo do tempo e a gestão da doença crónica, dos seus efeitos diários, nas consultas. No serviço de urgência, assisti à abordagem e gestão da doença aguda, situações que exigem uma atuação mais rápida, com marcha diagnóstica adaptada ao contexto: elaboração de anamnese mais direcionada, com exame objetivo orientado, no pedido de MCD e instituição terapêutica sintomática e definitiva, bem como a orientação. Foi-me dada autonomia para atender doentes sozinho, ou sob supervisão, tendo depois discutido o caso com o médico assistente e decidido a conduta adequada. No estágio, pude também treinar procedimentos como punções venosas, arteriais, realização de ECG e observar procedimentos mais invasivos como punção lombar, toracocentese, paracentese e colocação de um cateter venoso central. Tive ainda que elaborar documentos, como nota de entrada, pedido de colaboração de especialidade ou nota de alta.
Cirurgia
(5 de Novembro de 2018 a 11 de Janeiro de 2019)
O estágio parcelar de Cirurgia, da regência do Prof. Doutor Rui Maio, teve a duração de 8 semanas. O estágio decorreu no serviço de Cirurgia Geral, do Hospital da Luz, tendo começado com uma semana de sessões teórico-práticas, no Hospital Beatriz Ângelo, seguido de duas semanas de estágio opcional em Gastrenterologia, no Hospital da Luz.O estágio foi orientado pelo Dr. César Resende, durante o qual tive a oportunidade de acompanhar as suas atividades, e participar nas mesmas, no bloco operatório, na consulta externa, no internamento e nas sessões clínicas.
Neste estágio tinha como objetivos a aquisição de competências clínicas, do âmbito da cirurgia, como conhecer as principais síndromes cirúrgicas, as suas etiopatogenias, semiologia e fundamentos do seu diagnóstico e tratamento, reconhecer e distinguir situações clínicas com indicação cirúrgica, eletiva ou urgente, avaliar risco cirúrgico e estado nutricional do doente e treinar competências práticas, como
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pequena cirurgia, técnicas de assepsia e anestesia. Por outro lado, também pretendia trabalhar competências sociais de comunicação, trabalho em equipa, confidencialidade, iniciativa, integridade, e importância da formação médica ao longo da vida.
As sessões serviram de introdução ao estágio ao rever conteúdos, abordar temas pertinentes, menos discutidos no curso, e sensibilizar para questões, como a sustentabilidade na Saúde e a Medicina baseada no Valor. No estágio opcional em Gastrenterologia, tive a oportunidade de acompanhar a equipa do hospital, e observar a realização de técnicas de diagnóstico e terapêutica, da especialidade, como colonoscopias e endoscopias digestivas altas. Pude discutir as indicações para realização dos exames, as suas possibilidades diagnósticas, terapêuticas, contraindicações e suas limitações.
No estágio de Cirurgia, estive no bloco operatório, onde pude observar e participar como 2º ajudante, em diversos procedimentos cirúrgicos. Durante esse período, acompanhei o processo perioperatório e assisti a técnicas e instrumentos modernos, como a cirurgia robótica, com o robot DaVinci®. Durante o estágio, acompanhei o Dr. César na consulta e no internamento, onde assisti à abordagem do doente cirúrgico, e sua avaliação. Pude observar o tratamento e resolução de diversas situações, trabalhando o raciocínio médico, diagnóstico e gestão dos casos — com medidas conservadoras ou cirúrgicas, eletivas ou urgentes. No Hospital da Luz, não tive a ocasião de passar por um serviço de urgência de Cirurgia, onde assistiria a diferentes casos e poderia ter treinado mais procedimentos de pequena cirurgia.
Assisti às sessões clínicas e reuniões multidisciplinares de diagnóstico e de decisão terapêutica. Estas reuniões ajudaram-me a saber reconhecer a importância da formação ao longo da vida, e do trabalho de equipa, na interação das diferentes competências de cada especialidade, melhorando a prática clínica e os resultados terapêuticos.
Pediatria
(21 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 2019)
O estágio parcelar de Pediatria durou 4 semanas. O estágio, regido pelo Prof. Doutor Luís Varandas, decorreu no serviço de Pediatria, do Hospital São Francisco Xavier, e foi orientado pelo Dr. Edmundo Santos. Nas duas primeiras semanas, estive no berçário, e nas duas semanas seguintes, na enfermaria, passando, durante o estágio, pelo Serviço de Urgência de Pediatria, de Neonatologia e pelas consultas de Pediatria, Imunoalergologia e Neurologia Pediátrica. Tive ainda a oportunidade de visitar o Serviço de Cardiologia Pediátrica, do Hospital Santa Marta, e de frequentar o Workshop de urgências pediátricas, no Hospital Dona Estefânia.
Os objetivos específicos propostos para este estágio eram o contacto próximo com a prática de Pediatria, e entender o papel do Pediatra, na identificação de situações fisiológicas ou patológicas do desenvolvimento, bem como o treino da abordagem desta população específica, tendo em conta as principais patologias da criança e do adolescente, os princípios gerais de atuação nas mesmas; estabelecer comunicação com a criança, ou adolescente, e a família; reconhecer critérios clínicos de gravidade; interpretar exames
complementares, discutir o diagnóstico, propondo orientação terapêutica e promoção de comportamentos saudáveis; prescrever fármacos correntes, resumindo de forma compreensível e adequada, tranquilizando em relação ao problema, à terapêutica e prognóstico.
Neste estágio, tive oportunidade de contactar com a especialidade, e de treinar a abordagem e exame clínico, no doente pediátrico, trabalhando o raciocínio clínico e comunicação, adequadas à idade, com especial atenção aos sinais de alarme específicos da faixa etária, desde o recém-nascido ao adolescente. Aprendi, também, a ponderar qual a melhor proposta terapêutica, consoante as condições clínicas, e vontade da criança e dos pais, e recorrer muitas vezes à educação, e orientação parental. Deste modo, o estágio permitiu-me trabalhar a minha autonomia, contribuindo ativamente para a minha formação, consoante as particularidades da saúde infantil e juvenil e do seu desenvolvimento mais saudável.
Ginecologia e Obstetrícia
(18 de Fevereiro a 15 de Março de 2019)
O estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia teve a duração de 4 semanas, no serviço de Ginecologia e Obstetrícia, do Hospital dos Lusíadas Lisboa. O estágio foi orientado pelo Dr. Pedro Faustino, durante o qual o acompanhei, e à restante equipa, nas atividades, e participei nas mesmas, na Consulta, no Serviço de Urgência, no Bloco operatório e Bloco de Partos e em procedimentos como Histeroscopias e Ecografias e na Procriação Medicamente Assistida (PMA).
Os objetivos propostos para este estágio eram proporcionar a aquisição de competências da especialidade, necessárias à prática médica, acompanhando a sua atividade, observando e os procedimentos. Pretendia sedimentar os conhecimentos e capacidades práticas, adquiridos ao longo do curso, e enquadrá-los no contexto da saúde da mulher, desenvolver a capacidade de distinção de condições fisiológicas e patológicas e de diagnóstico, tratamento e de atuar através da educação, na prevenção e promoção de saúde
Pude assistir ao funcionamento de um centro de PMA, onde acompanhei as consultas de infertilidade e o seu processo, com as possibilidades e limitações, de cada estratégia e a escolha mais adequada para cada. Assisti também a consultas de Ginecologia, Obstetrícia, de Uroginecologia, Endometriose e de Patologia do Colo. Pude ir ao bloco operatório e ao bloco de partos, onde tive a possibilidade de observar e de participar, como 2º ajudante, em procedimentos cirúrgicos, ginecológicos e obstétricos. Durante o estágio, tive a oportunidade de assistir a técnicas de diagnóstico e terapêutica, como as Histeroscopias, onde pude discutir as suas indicações, possibilidades diagnósticas, terapêuticas, limitações e contraindicações e acompanhar o seguimento obstétrico, com estudo ecográfico e analítico da gestação.
Durante o estágio, tive uma noção holística da especialidade, desde clínica médica, aos MCD e aos procedimentos cirúrgicos, abordando a medicina da mulher na sua abrangência, com aquisição de conhecimentos e práticas pretendidas. Neste estágio tive a oportunidade de praticar pela 1ª vez o exame ginecológico, colposcopia e realização de citologia cervical.
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Saúde Mental
(18 de Março a 12 de Abril de 2019)
O estágio parcelar de Saúde Mental teve a duração de 4 semanas, na Clínica 1, serviço dirigido pelo Dr. José Salgado, do Hospital Júlio de Matos. O estágio foi orientado pela Dr.ª Catarina Ferreira e tive a oportunidade de a acompanhar diariamente, e a restante equipa de Psiquiatria, e de participar na sua prática na Enfermaria e no Serviço de Urgência.
Segundo a UC, durante este estágio, devemos interiorizar os preceitos relativos à prática médica, à relação interpessoal com doentes e famílias e à própria psiquiatria, enquanto disciplina médica. Em relação aos conhecimentos, devemos adotar o modelo biopsicossocial, englobando as diferentes perturbações psiquiátricas, com aspetos psicológicos das doenças somáticas e com dados das ciências básicas, no desenvolvimento de intervenções terapêuticas. Devemos identificar os sintomas das perturbações psiquiátricas e diferenciá-los do funcionamento psicológico normal, identificar elementos patológicos na personalidade, nos comportamentos e no relacionamento interpessoal, situar o doente no seu contexto social, laboral e familiar, avaliar as capacidades funcionais dos doentes, identificar situações individuais e sociais de risco e saber aplicar as regras de referenciação de indivíduos com problemas de saúde mental. Estagiei numa unidade especializada em 1º surto psicótico, entre os 15 e os 25 anos, que funciona em colaboração com Pedopsiquiatria. Durante o estágio, estive na enfermaria, onde testemunhei as dificuldades que a população com perturbações mentais enfrenta, pelo estigma enraizado na sociedade e nos cuidados de saúde e pelo seu impacto na vida social e laboral. Também assisti à dificuldade dos prestadores de cuidados na obtenção de dados clínicos, na tentativa de cumprimento de medidas terapêuticas (para perturbações psiquiátricas para as quais os doentesnão têm crítica) e na tentativa de promoção de comportamentos promotores de saúde, como abstenção de drogas. A abordagem destes doentes era mais complexa, com necessidade de cuidados especiais, manuseio cuidadoso e multidisciplinar — psiquiatria, pedopsiquiatria, psicologia, assistência social e enfermagem — para tentar proporcionar uma recuperação e reabilitação mais eficaz e mais rápida, através de um plano terapêutico integrado, com medidas farmacológicas e não farmacológicas, como terapia ocupacional.
Neste estágio pude treinar a entrevista clínica, o exame de estado mental, tanto em contexto de internamento, com maior atenção à evolução e seguimento, como no serviço de urgência, com maior foco no diagnóstico e compreensão do caso, e a entrevista a familiares para obter mais dados da história. Trabalhei a gestão das possibilidades terapêuticas para perturbações mentais, farmacológicas e não farmacológicas. Com o contacto mais próximo, pude desmistificar a doença mental e diminuir o estigma, que resulta sobretudo pela falta de conhecimento destas perturbações, mesmo nos cuidados de saúde.
Medicina Geral e Familiar
(22 de abril a 17 de maio, de 2019)
O estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar teve a duração de 4 semanas. O estágio decorreu na USF Dafundo e foi orientado pela Dr.ª Ana Margarida Levy. Ao longo do estágio, acompanhei as suas atividades
diárias da prática clínica, participando ativamente nas mesmas, nomeadamente: na consulta programada ou do dia, nos programas de saúde infantil, saúde materna, planeamento familiar e consultas ao domicílio. Os objetivos do estágio eram adotar uma abordagem centrada na pessoa, com história e um exame clínico adequados, incorporar dados psicossociais no plano do utente e comunicar efetivamente; identificar e gerir os problemas de saúde frequentes na comunidade, com recurso da estimativa e do tempo no raciocínio diagnóstico; identificar os recursos de saúde existentes na comunidade e promover a articulação de cuidados prestados; tomar decisões terapêuticas, considerando as limitações dos dados e a relação custo-benefício; identificar riscos de saúde nos utentes e famílias e efetuar as medidas preventivas; utilizar evidência científica na prevenção 1ª, 2ª, 3ª e 4ª.
O estágio contribuiu para desenvolver a relação médico-doente, assim para uma maior experiência clínica e conhecimento melhor dos doentes, das suas circunstâncias sociais e familiares, que condicionam a gestão da doença. Assisti à interpretação da linguagem não verbal, resultado de experiência clínica e conhecimento dos utentes, que permitiu reconhecer, muitas vezes, motivos de consulta, ou preocupações, implícitas. Também pude observar, e treinar, a comunicação com utentes, explicando as suas condições, respondendo às questões e propondo as medidas terapêuticas, não farmacológicas e farmacológicas, de forma mais efetiva e compreensível. Tive de definir e conjugar a medicação aguda e crónica, sobretudo em casos de multimorbilidade e polimedicação, consoante as condições clínicas, sociais e vontade do doente. Tive a possibilidade de realizar várias consultas autonomamente, do dia e programadas, com supervisão direta e indireta. Pude participar nas atividades da Unidade e aprender a utilizar e articular os recursos de saúde disponíveis na comunidade, dentro e fora da unidade. Gostaria de realçar a organização do estágio, com exercícios bem definidos, com instruções claras e uniformizadas. Devido ao maior número de horas de contacto e pelo rácio aluno-tutor de 1 para 1, permitiu desenvolver uma relação que permitia discussão de casos e colocação de dúvidas, num intervalo de tempo mais curto.
O estágio foi uma oportunidade para ter um contacto com os cuidados de saúde primários, e assim participar ativamente na prática da Medicina Geral e Familiar eentender melhor o papel do médico de família: na abordagem ao doente e a importância de uma avaliação transversal no tempo, seguindo os utentes e as famílias durante anos, promovendo a relação médico-doente. Ao conhecer as particularidades de cada utente, fui capaz de adaptar melhor os planos terapêuticos propostos e obter um maior compromisso e sucesso terapêutico, resultado da maior confiança depositada. Também assisti à constante educação e estimulação de comportamentos promotores de saúde, fundamentais na prática de medicina preventiva, própria dos cuidados de saúde primários.
Estágio Opcional: Cirurgia Cardíaca
Fora do contexto da UC Estágio Profissionalizante, realizei o Estágio Clínico Opcional no serviço de Cirurgia Cardiotorácica, do Hospital Santa Marta, regido pelo Prof. Doutor José Fragata. O estágio durou duas
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semanas, e foi orientado pela Dr.ª Helena Antunes. Neste estágio acompanhei as atividades do serviço, no bloco operatório, na unidade cuidados intensivos, na enfermaria e na consulta externa.
Escolhi este estágio, porque foi a área que durante o curso me despertou mais interesse, e gostava de saber mais da especialidade, pela eventual vontade de a vir a seguir, no futuro. Apesar de continuar a ser uma área que gosto, e admiro, este contacto, agora noutro contexto (mais autónomo, com mais noção de outras especialidades), serviu para ponderar alternativas mais médicas, ao invés de cirúrgicas.
Elementos Valorativos
O presente relatório destina-se à descrição das atividades do 6º ano do MIM, relacionadas com a U.C. Estágio Profissionalizante. Todavia, ao longo do 6º ano de formação pré-graduada, algumas atividades foram importantes no meu percurso académico e formação como pessoa, pelo que acabaram por ter impacto no meu aproveitamento desta UC e do curso, das quais realço:
• Equipa da Associação de Estudantes da NMS|FCM de Futebol: Integro a equipa de futebol da faculdade, desde o 3º ano. Além de estimular o trabalho de equipa, a comunicação e outras competências sociais, permitiu a formação de um grupo de colegas, que promove o espírito de interajuda e boas influências entre nós e a gestão do tempo de estudo com os treinos e jogos.
• O curso TEAM® (Trauma Evaluation and Management): organizado pela ATLS Portugal e Sociedade Portuguesa de Cirurgia, consistiu num treino da abordagem do trauma. A componente teórica foi lecionada no dia 8 de novembro de 2018, no Hospital Beatriz Ângelo e a componente prática no dia seguinte, no centro de simulação da Faculdade. No ensino prático treinei algumas técnicas como: Abordagem da via aérea e ventilação, acessos vasculares imobilizações e trauma vertebro-medular. • 10º Curso de Antibioterapia: realizado no Hospital da Luz, nos dias 19 e 20 de novembro, o curso
permitiu uma revisão de conceitos básicos antibioterapia, e das normas de uso de antibiótico, para as patologias infeciosas comuns, sensibilizando o seu uso racional na prevenção de resistências;
• 6ª Jornadas do Departamento de Cirurgia: Decorreram no Hospital Beatriz Ângelo, nos dias 14 e 15 de dezembro. As jornadas abordaram temas da especialidade, realçando a importância da cooperação das especialidades na abordagem dos casos e da constante de formação médica, ao longo da vida.
• Programa de Intercâmbio Luso-brasileiro, em São Paulo: fiz intercâmbio no 5º ano do MIM, e escolhi o Brasil, por ser um país conhecido pela sua. cultura, rica e cativante, e oportunidade de aprender e crescer como futuro médico e pessoa. Fui para a Universidade de São Paulo, pelo seu reconhecimento internacional e pelo seu ensino prático, que permite maior autonomia aos seus alunos.
Incluo ainda, em anexo, os certificados destas atividades e de outras que realizei durante o curso, como: Monitor da UC Anatomia, Grupo de Bioética do Núcleo de Estudantes Católicos e participante e organizador da Missão País da Faculdade.
Análise Crítica
No fim do estágio profissionalizante, acredito que fui capaz de concluir os objetivos propostos pela UC, com recurso ao ensino tutelado. Considero que este estágio foi muito importante na minha formação, como aluno e futuro médico, em toda a sua dimensão. Cada estágio foi uma oportunidade para ter um contacto com as respetivas especialidades e de participação nas mesmas. Penso que desenvolvi as competências clínicas e sociais essenciais à prática médica.
Em relação às competências clínicas, ao longo do estágio fui desenvolvendo a autonomia e o raciocínio clínico, necessários para cada estágio, que me permitiu atender e gerir a maioria das situações clínicas. Através dos conhecimentos e ferramentas que adquiri ao longo do curso, incluindo alguns aspetos que aprendi durante este ano, julgo ter sido capaz de aperfeiçoar a minha capacidade clínica, integrando-a na prática do dia-a-dia. Deste modo, aprimorei as minhas perícias clínicas, particularmente a anamnese adequada e um exame físico orientado aos quadros clínicos, consoante as circunstâncias específicas do contexto em que me encontrava, como enfermaria, consulta ou serviço de urgência, os pedidos de exames complementares de diagnóstico e sua avaliação, confirmando, ou despistando diagnósticos, levantados como possíveis. Com a confirmação diagnóstica, trabalhei na decisão de qual a melhor proposta terapêutica, médica ou cirúrgica, consoante as condições clínicas e vontade do doente. Confio agora estar habilitado para atender, avaliar, diagnosticar e prescrever medidas, para as situações clínicas e referenciar, se necessário. Gostaria de salientar a importância, transversal a todas as especialidades, do incentivo e educação de comportamentos promotores de saúde, na prevenção de doença, como os rastreios, o programa nacional de vacinação e modificação dos hábitos e também a inclusão da opinião do doente na definição do plano, de modo a obter-se um melhor resultado clínico, mais eficaz e mais rápido.
Em relação às competências sociais, estas são essenciais à prática clínica e na formação de um jovem médico. Acredito que tenha conseguido trabalhar a minha formação pessoal, de forma a ter mais respeito pelo doente e familiares, pelos princípios da profissão, a confidencialidade, comunicação e trabalho de equipa, adotar uma atitude proactiva, trabalhar exposição oral, estimulada em todos os estágios através de apresentações, manter a integridade, responsabilidade e interesse pela valorização pessoal, não esquecendo a importância da formação, ao longo da vida.. Saliento que o estágio me permitiu ter mais atenção aos doentes mais frágeis, e em fim de vida, ao reconhecer a sua identidade e valor, e respeitar a dignidade da vida, sobretudo quando esta se aproxima do fim.
Como tinha mencionado na introdução, é fundamental a compreensão do que significa ser médico, da identidade e responsabilidade profissional e dos valores e atitudes que os médicos devem cultivar. Assim, acredito que a UC Estágio Profissionalizante foi uma ferramenta fundamental na construção do nosso percurso profissional, que abrange todas as competências, clínicas e sociais, necessárias à prática diária exigida ao médico.
Cronograma de Atividades do Estágio Profissionalizante
ANEXO1: TABELA DESCRITIVA DAS DISTRIBUIÇÃO DOS ESTÁGIOS PARCELARES
Tabela das Apresentações realizadas
Estágio Tema
Medicina Interna Distúrbios Hidroeletrolíticos
Cirurgia Geral Rotura de Aneurisma Intrahepático, a propósito de
um caso clínico
Pediatria Febre de Origem Desconhecida e ITU, a propósito
de um caso clínico
Ginecologia e Obstetrícia Talassemia na gravidez
ANEXO 2: TABELA DESCRITIVA DAS APRESENTAÇÕES REALIZADAS AO LONGO DA U.C. ESTÁGIO
PROFISSIONALIZANTE
Estágio Local Tutor Regente Duração Data
Medicina Interna Serviço 2.3,
HSAC, CHULC Dr.ª Cristina Poole da Costa Prof. Doutor Fernando Nolasco 8 semanas 10 Set - 2 Nov 2018
Cirurgia Geral Hospital da Luz Dr. César
Resende Prof. Doutor Rui Maio 8 semanas 5 Nov 2018 - 11 Jan 2019
Estágio Opcional:
Gastrenterologia Hospital da Luz Dr. David Serra Prof. Doutor Rui Maio 2 semanas 12 Nov - 23 Nov 2018
Pediatria Hospital São
Francisco Xavier Dr. Edmundo Santos Prof. Doutor Luís Varandas 4 semanas 21 Jan - 15 Fev 2019
Ginecologia e
Obstetrícia Hospital dos Lusíadas Dr. Pedro Faustino Prof. Doutora Teresinha 4 semanas 18 Fev - 15 Mar 2019
Saúde Mental Clínica 1, Hospital
Júlio de Matos, Dr.ª Catarina Ferreira Prof. Doutor Miguel Talina 4 semanas 18 Mar - 12 Abr 2019
Medicina Geral e
Familiar USF Dafundo Dr.ª Ana Margarida Levy Prof. Doutora Isabel Santos 4 semanas 22 Abr - 17 Mai 2019
U.C. Estágio Opcional: Cirurgia Cardíaca
Hospital Santa