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Sindicatos, trabalho e educação: um estudo do posicionamento do sindicalismo docente brasileiro e português durante a década de 1990

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(1)

UNIVERSIDADE DO PORTO

FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO

Tese de Doutoramento

SINDICATOS, TRABALHO E EDUCAÇÃO: UM ESTUDO

DO POSICIONAMENTO DO SINDICALISMO DOCENTE

BRASILEIRO E PORTUGUÊS DURANTE A DÉCADA DE

1990

de

Ivonaldo Neres Leite

(Orientador: Professor Doutor José Alberto Correia)

ANEXOS

PROGRAMA DE DOUTORAMENTO EM CIÊNCIAS

DA EDUCAÇÃO -ANO LECTIVO 2002/2003

(2)

J

ANEXOS

(Fontes da CNTE, da FENPROF, do Governo Brasileiro e do

Governo Português)

(3)

Nota aos Anexos

Dada a amplitude da base empírica na qual a Tese se apoia, reunindo

entrevistas e materiais documentais produzidos pela CNTE e pela FENPROF durante toda

a década de 1990, além de textos dos governos brasileiro e português, seria impossível, nos

Anexos, disponibilizar todas as fontes nas quais a incursão analítica foi realizada. Diante

disso, o que aqui se apresenta é uma amostra da referida base, constituída por quatro

partes: fontes da CNTE, da FENPROF e dos governos brasileiro e português.

(4)
(5)

Anexo 1: Demonstrativo "Crescimento do n° de entidades afiliadas à CPB e

do n° de sócios por entidade" - constante do documento Evolução das

Reivindicações e Formas de encaminhamento/Estrutura Interna (CNTE/CPB,

(6)

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injustiça avança hoje^ápasso firmed Os tiranos fazem planos"pára dez mijamos.

O poder apregoa: as coisas, contínjiàraó'a ser como são. Nenhuma voz além da dos quMnjahdam.

E em todos os mercados proclama a exploração: isto é apenas o meu começo. / ' y ^ ­ '

Mas entre os oprimidos miatos há que agora dizem: Aquilo que nós querwno^ nunca mais alcançaremos. Quem ainda está vivo j#inca diga: nunca.

O que é seguro não é seguro.

As coisas não continuarão a ser como são. Depois de falarem os*dornrnantes Falarão" os dominados. : *' Quem pois ousa dizer: nunca?

De quem ^depende que a opressão prossiga? De nós. De quem "depende que ela acabe? Também de nós. O que é esmagado, que se levante!

O que está perdido, lute! . '.

Q que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha? Porque os vencidos g£ hoje são os vencedores de amanhã. E nunça.será: aindafibje. ­

(10)

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Editorial

Afeste Bras// de concentração

de rendas, de modelo educacional falido, de ensino público abandonado, de

• desvalorização salarial dos

trabalhadores, de oferta insuficiente.de empregos, de corrupção, de impunidade, a população, continua a viver a ameaça da hiperínflação ­negada pelo governo ejá

existente; "segundo alguns economistas;'" ' ' r­ De qualquer forma, os riscos

cada vez maiores de uma hipéririflação apontam a possibilidade de novos e insuportáveis sacrifícios para a classe trabalhadora que, ao .contráriodos empresários, não

conta .com mecanismos que lhe garantam emprego ou ': protejam b poder de compra

WdeseusalátiOvÁfome, que já devora.parceladapopulação, se ampliaria existência de graves conflitos sociais como os que ocorreram na : Argentinajx>nfigura uma triste perspectiva. ; J Enquanto, òs^ trabalhadores se $ Organizam pàrà­conquistar ­política salarial'decente, o ;' patronato­émprésarial trata de \à âtnpli^assiistadoramente sua j ; margem de lucros para

.;■ enfrentar os;áltos índices de ■. inflação preyistos e, assim, ■; não pagar custo social algum.

| Como.umahiperinflação traz

consequências políticas imprevisíveis, os setores conservadores, ao mesmo . tempo em que ameaçam,

■ veladamente:; interromper o

processo sucessório como saída para à crise, apostam .. numa candidatura de direita

;; rque lhes: assegure continuar a

\r­:desfrutar:dos\privi!égios e da '.impunidade, bem como

CHI

Presidente: fobertoFelício­São

■^°­J,Ke^Tmãec>^­' Maria Alba

' ' Ovil ?r l­v a w ^ S0 3 8^ Secretária­ Geral: Lúcia, Helena de Carvalho ­ É S ' I ^ / î ^ M i l0; Secretário: João *f Cabral de Monlevàde­ Mato Grosso. ;Tesoureiro­Geraí: : Raimundo Luiz ; S i l y a Araújo ^ . P a r á . 1» Tesoureiro: ; Luiz Hamilton; a déOliveira ­ Sergi­ > pe. bec. AssíEducacionais: Marisa

S f ^ ­ ê ^ S H ^ ­ J8' » Grande do Sul. Sec Ass. Sindicais: Delúbio Soares de R.o Grande do Sul. Secretária de Im­ prensa: Mana Lúcia IWanow ­ Dis­ trito Federal, Vice Regional Sul: Jo­ sé Cloyis Azevedo ­ Rio Grande do bui. Vice Regional Sudeste: Geraldo

ir um futuro melhor

contenha o avanço das lutas

dos trabalhadores através da intimidação, da repressão e da morte.

Nesse caos, os setores progressistas de nossa sociedade investem na realização das eleições presidenciais, enquanto trabalham para eleger um presidente da República, que chegue ao governo através de um programa que combata as causas estruturais da crise,

que propicie a participação

popular, coisas que só um governo dotado de autoridade e legitimidade poderá fazer.

, De qualquer forma, não há

perspectiva de saída para a crise a curto prazo e a classe trabalhadora já conhece o discurso governamental, que pede a compreensão de todos para gerenciar "a distribuição de uma cota de sacrifícios para todos", tem um só significado: mais arrocho salarial. Assim, o movimento sindical e a CNTE como seu segmento, não vêem outra alternativa senão prosseguir na luta pela defesa do emprego, do salário, do pleno exercício do direito de greve e em defesa da democracia mesma.

Os trabalhadores em educação, particularmente, incrementam sua Campanha Salarial do 2 o semestre que

tem como eixos a luta por melhores salários, com política salarial nacional, reajuste peio IPC, piso nacionalmente unificado, tendo como base o salário mínimo do DIEESE. Ao mesmo tempo prosseguem na Campanha de Valorização da

Escola Pública e por uma Lei de Diretrizes e Bases

democrática.

A crise brasileira é grave. Ela interfere em nosso humor, em nosso amor, em nossa

disposição e isso é facilmente percebido no sembrante,

taciturno, sério, sem sorriso, triste das pessoas. No entanto, hão podemos permitir que nos assalte a crise da falta de esperança e de perspectiva. Estamos vivos e sabemos que concretamente é possível mudar e construir um outro Pais. Sabemos que não existem milagres ou salvadores da pátria e que nosso futuro não está fadado a ser, irremediavelmente, de exploração, de miséria e . opressão. Um futuro melhor depende da união dos trabalhadores, da ação de todos no sentido da libertação.

A ação da classe trabalhadora deve, agora, se concentrar nas eleições presidenciais. Não podemos permitir a eleição de um de nossos inimigos de classe. O novo presidente da República deve ser

comprometido com o povo para que nossa esperança, nosso respaldo, nossa participação, nossa contribuição, nossa luta se consubstanciem, num futuro próximo, em escola para cada criança, em alimento na mesa de cada família, em terra para o trabalhador rural, em emprego, em transporte, em moradia, em saúde, em emancipação das minorias oprimidas, em respeito ao ser humano, em sentido de vida para a juventude.

Francisco Barbosa ­ Minas Gerais. Vice Regional Centro­Oeste: António Carlos Biffi ­ Mato Grosso do Sul. Vice Regional Nordeste I: Francisco ™C­ Fernandes ­ Rio Grande do «orte. Vice Regional Nordeste II: Mana José Rocha Lima ­ Bahia. Vi­ ce Regional Norte I: Ralcilene San­ tiago da Frota — Amazonas. Vice Re­ gional Norte II: José Haroldo S. Soa­ res ­ Pará. Diretor de Imprensa: Ma­ n a Lúcia Iwanow. Jornalista Respon­ sável: António José Reis. Diagrama­ çao, Composição, Revisão, Arte­ " S Ue ^ « « s a o : Jornal de Brasília ­ SIG ■ Tel. 225­2515. Tiragem: 20 mil exemplares.

CNTE Notícias é uma publicação da Confederação Nacional dos Trabalha­ dores em Educação (CNTE), que per­ mite a reprodução de suas matérias desde que citada a fonte. Solicitamos

apenas, neste caso, o envio de dois exemplares da publicação.

Sede: SDS ­ Edifício Venâncio Hl ­ Sa­ las 101/102 ­ Telefones: (061) 225­1003 e 225­2685 ­ CEP 70300 ­ Brasília ­ DF. CNTE É FILIADAJ WCOTP/CMOPEl

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De antenas

ligadas, pari

não esquecei

• O "X Encontro Estadual d Educação" do Rio Grande d Sul ­ a ser realizado de 28 a 3i de setembro — tem como tem* "A escola pública e a LDB" e si propõe, além de introduzir o de bate sobre o Plano Nacional di Educação, a subsidiar o magis terio público do Rio Grande di Sul na formulação de proposta; concretas para a nova lei di educação nacional — em defess da escola pública, gratuita, de mocrática, unitária, laica e de qualidade para todos. A promo­ ção é do Centro dos Professores d° Estado do Rio Grande do Sul (CPERS),

• De 26 a 29 de setembro, em Brasília, será realizado o "II Encontro Nacional de Meninos (as) de Rua", tendo como tema Como garantir nossos direi­ tos.' e como lema "Chega de violência, queremos nossos di­ reitos". Os dois principais obje­ tivos do encontro são facilitar e incentivar a organização dos meninos e meninas de rua do Brasil e mudar a maneira como o governo vem se comportando f r e n t e a e s t a g r a v e problemática.

• O Salão Vermelho da Prefei­ tura de Campinas sediou, dia 29 de julho, a "Audiência de Ins­ trução do Tribunal Internacio­ nal contra a Dívida Externa no Brasil", como uma atividade preparatória ao Tribunal que se reunirá em Lima, Peru, entre os dias 22 e 24 de setembro, para julgar os responsáveis pelas consequências da dívida exter­ na. Do evento participaram cer­ ca de 300 pessoas, estando re­ presentadas 60 entidades do movimento sindical e popular. "Educação e dívida externa", çom depoimento do pedagogo Moacyr Gadotti, foi um dos dez testemunhos apresentados du­ rante a Audiência de Campinas. • Não há, sem dúvida, nenhum exagero em afirmar que o Go­ verno Sarney é genocida e far­ sante, já que permite — em total desrespeito à nova Constituição — a construção de mais uma pis­ ta de pouso clandestina no terri­ tório dos índios Yanomami, em Roraima. Outro problema en­ frentado pelos Yanomami é a invasão constante dos garimpei­ ros — capitaneados pelo empre­ sário José Altino Machado — a seu território. Os Yanomami são considerados um dos únicos povos nómades e sem contato com a sociedade envolvente, a dita sociedade nacional, da América do Sul. Não conhecem e nunca viram branco em toda a

suo vida. Em Brasília, recente­

mente, entidades sindicais e do movimento popular criaram o "Movimento Nacional em Defe­ ,sa,dos Yanomami".

(11)

projeto d e ' P i a n o . Nacional d e ­, Carreira do: Magistério do Ensino.! • Básico" .é: resultado d e urn l o n g o ; . ; trarjalhp'das entidades filiadas a Confederação Waçiopal!dos.':...> , " Trabalhadores "erri ".Educação . í ,.; (GNTE);ídurante­ás a n o s d e . 1 9 8 7 e ' Jil988'3.Ern^brir­HesFerahó*ésie7­­ ^".prpjetV'foisintetizado:por,um .Y :7>GrupQ de, Trabalho ák dírètores ;■ ; ■?: "desta ^Confederação,'constituído;"; {

■' pelos profe'ssorês.Maria'Alba Corrêa ,

' da';S&va'(.AL)y.Marísa V a s q u e s > ' ' .V A b r e u (RS).eJoão,Cabral d e . '

Monlevade (MT.),

Eis a íntegra'dó projeto de Plano de . '•■ Carreirff da;ÇNTÈ: ' M ­ ; ';'• ' '■■■

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■:■ ■ "trt'£Ò. Plano de Carreira Ho.

Magistério .V Público Brksilêiro;, .conforoiej08i,artígos 39;e­2Q6. da­

Constituição Federal, estabelece ' .os princípios básicos da carreira ' do magistério nos sistemas de educaçãójpublica de p r é j l | ; é .2 ° graus;­egt (todos os Estados, :.no. Distrvtp^F.ederal e em todos os . mUniçipipíí.dpvPaÍB. »5..­^*­^^ ■■■'*:

2 — P a r á efeito desta lei, .'enteride^iepor magistério públi­,

cp o conjunto de profissionais do; ensino.­qualificados e habilita­ ;~dos corjapjprpfessores, que ;exer­:

çarri r—ríaéscola ou em outros ór­ gãos: dòúsistema educacional:>­ atividades dé docência; e/pupu­ t r a s funções similares no campo da educação.

; 3 —;0.Plano de Carreira do Magistério .­Público tem' como princípios básicos:

;­..;'­ a) ; liberdade de ensinar, aprender, pesquisar e divulgar p pensamento, a arte e olsaber,' dentro dos ideais da democracia e da escola unitária e universal;

'.}■ b) valorização dos profissio­

nais do ensino, mediante:'esta­ belecimento de piso salarial profissional unificado nacional­ mente, compatível com a digni­ dade da profissão e a tipicidade das funções; incentivos firian­ • cerros por titulação é qualifica­

ção adquirida durante a carrei­ r a , bem 'como por dedicação ex­ clusiva, tempo de serviço e loca­ lidade, independentes do grau escolar de atuação; condições ; de trabalho que permitam p de­

senvolvimento da tarefa peda­ gógica,? garantindo padrão de qualidade, conforme o artigo 206 da Constituição Federal; e

regime estatutário como o regi­ me jurídico único p a r a o magis­ tério, conforme o artigo 39 dá Constituição Federal; :;.'f 7| : '. c) direito á afastamento re­ m u n e r a d o p a r a qualificação

profissional em cursos de gra­ duação e pós­graduação, segun­ do p l a n o s de c a p a c i t a ç ã o pessoal;

d) participação na gestão de­ mocrática do ensino público; ■'•■, e) ingresso no ensino públi­

coi exclusivamente por concurso público de provas e títulos, com .validade em todo o território

nacional;

f) aposentadoria especial e voluntária aos trinta anos para os homens e aos vinte e cinco anos para as mulheres, com proventos integrais.

4 — A carreira do magistério público brasileiro é constituída de. cargos de professores, de pro­ vimento efetivo estruturados em nível de cada Estado, de forma a garantir a progressão na carrei­ ra e o atendimento às peculiari­ dades do magistério de cada uni­ dade da Federação.

5 — 0 ingresso na carreira do magistério se dará exclusiva­ mente por concurso público de provas e títulos e obedecerá rigo­ r o s a m e n t e à o r d e m d e classificação.

Parágrafo Único — Os Pla­ nos de Carreira enquadrarão os professores leigos amparados por estabilidade, conforme pre­ ■ ceito constitucional. Facilitar­

lhe­ão a habilitação profissional e assegurar­lhe­ão a progressão na carreira.

6 — São considerados entre os títulos a que se refere o artigo anterior, os certificados de semi­ nários, cursos, encontros, simpó­ sios, conferências, congressos promovidos pelas entidades de classe, com respectiva carga horária. '■ ­

7 — Os concursos públicos realizar­se­ão, no mínimo, a ca­ ■ da dois anos e observarão as se­ •guintes condições: a) disponibilidade de vagas claramente discriminadas; b) habilitação. comprovada p a r a exercício de cargo e função; c) limite de idade; § Io — Os concursos terão validade de dois anos, a partir da data de publicação dos resul­ tados finais, podendo prorrogar uma vez, no máximo, por igual tempo.

§ 2o — Será assegurada, pa­ r a fins de acompanhamento, a participação de sindicatos ou as­ sociações representativas da ca­ tegoria na organização dos con­ cursos, desde a publicação do edital até a seleção e consequen­ te nomeação dos aprovados.

§ 3o — Para os professores leigos, em exercício no sistema, não haverá limite de idade para prestação de concurso, uma vez habilitados.

8 — Os Planos de Carreira assegurarão nos respectivos sis­ temas o acesso às vagas de seu quadro por concursos de remo­ ção, garantidos por critérios de titulação e experiência, objeti­ vos e abertos a professores já concursados, pertencentes a ou­ tros sistemas de ensino.

Parágrafo Único — A estes professores removidos de outros sistemas, garantir­se­á o enqua­ dramento n a carreira, com aproveitamento de seu tempo de serviço e outras vantagens a que fizer j u s .

9 — Os regimes de trabalho do magistério público serão de 20 a 40 horas semanais.

Parágrafo Único — Em se tratando de professpr em exer­ cício em sala de aula, em qual­ quer dos dois regimes de traba­ lho, cinquenta por cento da car­ ga horária semanal serão desti­ nados a atividades extra­classe, coletivas ou individuais, cum­

pridas em metade de seu tempo, obrigatoriamente, na unidade escolar.

10 — Remuneração é a retri­ buição pecuniária do professor correspondente ao exercício do cargo num determinado regime de trabalho, conforme nível de habilitação, tempo de serviço e gratificações a que fizer jus.

11 — 0 piso salarial profis­ sional do magistério brasileiro será de, no mínimo, NCz$ 1.001,81 para o regime de 20 ho­ ras semanais de trabalho, rea­ justado mensalmente de forma a

manter seu poder aquisitivo original.

12 — Os Planos de Carreira assegurarão aos membros do magistério público eleitos para a Direção Nacional, Estadual e Regional de suas entidades sin­ dicais a licença sindical, en­ quanto durar seus mandatos, com direito a seus salários e vantagens, na proporção de uma licença p a r a cada quinhentos sindicalizados da entidade que a requerer.

13 — P a r a efeito da aposen­ tadoria, garantir­se­á: a incorpo­ ração de todas as vantagens au­ feridas n a atividade, bem como das gratificações — estas sujei­ tas a dispositivos legais estabe­ lecidos; e a suspensão automáti­ ca das atividades a partir da so­ licitação da aposentadoria.

14 — Nos Planos de Carrei­ ra, garantir­se­á: a continuidade da progressão na carreira para o professor que, mesmo comple­ tando o tempo necessário à apo­ sentadoria, permanecer em ati­ vidade profissional; e o abono automático de faltas em função de necessidades pessoais de roti­ na até o limite de três dias por m ê s , d e s d e q u e n ã o consecutivos".

(12)

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ara fazermos o debate sobre a unificação dos trabalhadores em educação, é preciso discutirmos alguns aspectos da visão sindical que nos conduziu até este momento histórico. Nós da CNTE, sendo filiados à CUT, compreendemos, ao contrário da visão corporativa, que a sociedade está dividida em classes e h a entre elas um conflito permanente. Destro desta realidade, o sindicato deve ser um instrumento de luta dos trabalhadores em defesa de suas1 reivindicações imediatas e de seus pbietivos históricos, combatendo a política de colaboração de classes e não compactuando com planos de governo contrários aos interesses dos trabalhadores. O sindicato deve assumir o papel :: de­representar,, organizar e '. conscièntizar os trabalhadores

desde os'seus locais de trabalho ' até: sua'instância máxima,

buscando unifcá­los enquanto classès^e instrumentalizá­los p a r a a l u t a entre capital e trabalho.»■:.

Por isso; a nossa prática sindical norteia­se pela: liberdade' dós trabalhadores se organizarem sem nenhum tipo de regulamentação em lei, . escolhendo sua própria forma

de organização, autonomia, pois não deve.ter atrelamento partidário, fazendo uma polïtica'pàra engajar e ; mobilizar tpçla^a classe e não só

..apenas um.setôr, democracia .'. i n t e r n a em todos os níveis de

organização, garantindo a " participação da base e o direito

de expressão das várias correntes de opinião e unidade de classe, buscando pôr fim à . pulverização sindical e : combatendo' a unidade imposta

' pela?Iei,v assim como o pluralismo sindical. ^­'Î/'Sfîf'r, 'Estado­patrão : O Estado brasileiro, como.

empregador, atribuiu um '. carátér" diferenciado quanto as

relações de trabalho que deve manter com seus servidores. Durante anos impediu de constituirmos sindicatos, além . de não podermos firmar

acordos, solicitar dissídios, : fazer grèves ou ver julgadas

nossas reivindicações. Para não ■ se apresentar enquanto Estado­

patrão,/e;assim perder sua falsa condição de neutralidade, ­ o Estado causou­rios o direito de

sermos trabalhadores. Mesmo com todas as restrições e atrelamentos, os sindicatos • vêm representando um poderoso instrumento de luta e organização da classe

trabalhadora contra a exploração, contando com o reconhecimento dos

trabalhadores enquanto órgão orientador e dirigente de suas lutas, além de representá­los junto às'entidades patronais.

Este texto é de autoria do Sindicato dos Trabalhadores em

Educação Pública do Pará (Sintepp), e visa fomentar o debaí

sobre a unificação no interior da luta de todos os

trabalhadores em educação do Brasil.

temperada

nalMa

Se isso é verdade, é preciso reconhecer também que a estrutura sindical vigente pulverizou e fragmentou a organização dos trabalhadores. Além de não prever a possibilidade da articulação horizontal, criou milhares de sindicatos, estanques e n t r e si, representativos de categorias, criando a contradição em que num mesmo local de trabalho, no qual existe um só patrão, vamos encontrar três ou quatro sindicatos. Ou seja, a estrutura sindical vigente é unicista no plano vertical e plural no interior das empresas.

P a r a sermos coerentes com esta análise, torna­se necessário travarmos um combate à pulverização e propormos a organização dos trabalhadores, tendo como base os seus grandes ramos de atividade. Proposta esta que faz parte da própria história da CUT e de seus cc igressos: "Quebrar a estrutura sindical e organizar os trabalhadores enquanto classe".

. Tempero necessário Trabalhando por fora e contra a estrutura sindical vigente, os servidores públicos — em especial os trabalhadores em educação — foram construindo os seus próprios instrumentos de luta, ou mesmo alterando o caráter das entidades já existentes. Foi necessário, inclusive, quebrar com o colaboracionismo e

assistencialismo de inúmeras entidades, tornando­as instrumentos a serviço dos trabalhadores e de suas lutas. Mesmo organizados à margem da estrutura oficialista, os servidores públicos não ficaram imunes a décadas de

corporativismo e reproduziram os vícios sindicais que permeiam o sindicalismo oficial. Organizamos inúmeras associações no mesmo ramo de atividade, como por exemplo a área de educação, onde co­ existem associações de

professores, de servidores de escola, de supervisores, de administradores e de orientadores. Ou seja,

pulverizando nossa organização nos enfraquecemos, o que facilitou o trabalho de dominação dos poderosos. Mas da mesma forma que o trabalho tempera o homem, a luta temperou ­— no fogo dos grandes embates da década de 80 — a nossa organização sindical. A cada greve, a cada manifestação, íamos

construindo a unidade dos que t i n h a m como ponto comum o ramo de atividade, a mesma relação com a comunidade, da qual os filhos educamos, as mesmas contradições com o Estado­patrão descomprometido com o projeto de

universalização do direito ao conhecimento. Portanto, esta. unidade pelo ramo de atividade, mais do que discussão académica, ela é prática.

Unificação O debate sobre a unificação dentro da CNTE (antiga CPB) é u m processo que coincide com sua democratização e seu assumir enquanto entidade "nacional de caráter sindical.

No início, o debate foi travado como u m a discussão de concepção sindical e sobre a melhor forma dos

trabalhadores se organizarem. Em Porto Alegre e Brasília aprovamos que, para combatermos a dispersão e revertermos a pulverização, somente a organização por ramo de atividade, reunindo todos os trabalhadores da área educacional.

Paralelo a este debate, a luta levou a que inúmeras entidades estaduais se

tornassem de trabalhadores em educação, mesmo que nesses Estados os especialistas mantivessem uma estrutura autónoma. Este fato foi consolidando uma nova qualidade na base da CPB que,

necessariamente, teria a SUÍ expressão no congresso de Campinas.

Os servidores de escolas, a partir da experiência de Sãc Paulo, onde possuem uma fc entidade, e também devido i contradição de que em algui Estados participavam de entidades unitárias, mas e n impedidos de ir aos congress da CPB, resolveram fazer encontros nacionais. Estes eventos deliberam pela fusa com a CPB.

Foi neste quadro que, no congresso de Campinas, os professores — com o referendum dos servidores ­ transformaram a CPB em CNTE. Não foi uma transformação definitiva, pc menos não como um process acabado, mas, principalmen enquanto resultado do àcún que já tínhamos.

Coerente com esta concepçã congresso de Campinas deliberou pela formação de fórum nacional com a participação da CNTE, Feni Fenase, Coordenação Nacioi dos Servidores e Anpae. Est fórum teria a incumbência > coordenar o processo de unificação na base e em ter nacionais, como também preparar um congresso extraordinário da CNTE pa unificação.

Por último, gostaríamos de enumerar alguns aspecto relevantes para que se consolide este processo: 1) q as entidades desenvolvam r Estados debates e fórum qu desemboquem na criação de sindicatos estaduais únicos trabalhadores em educação pública; 2) que neste procès se trabalhe pela unificação real, onde a categoria come se sentir uma só e com os mesmos objetivos; 3) que ná exista um atropelamento d( debate. Nada de criar sindicatos de papel ou sem participação de outros segmentos; 4) garantir um amplo debate nacional sobr novos estatutos da CNTE.

(13)

Paraguai

O dia­á­dia dos

ao

Tomai Wonghon '■

:, A realização de eleições, a posse do novo governo e o ba­ nimento do ditador Stroess­ ner não mudaram muita coi­ sa na conjuntura paraguaia. A sensação que os educadores transmitem é que o poder mu­ ' ' dou de'mãos, mas não sofreu' as alterações radicais e neces­ sárias para estar voltado à ; maioria, da população.; "

Hoje^áoParaguai.não há como negar qUe existe um cli­ ma de:Irijaior liberdade.,:Nò

entanto, ainda é uma liberda­ de controlada por forte­esqúe­. ma de segurança. Um grupo de campesinos sem­terra, acampado ná Igreja Matriz de Assunção, pretendeu — trinta dias? atrás •'— realizar : uma marcha', de quatro : quadras . até o Parlamento. Este grupo,

ao iniciar a marcha, encon­ trou pelo caminho a repressão de jatos d'agua e a ferocidade de cães que dilaceraram bra­ ços e pernas de muitos dos poucos — mais de 50 — mani­

festantes. O poderio da re­ pressão frente a um pequeno e inofensivo grupo de campe­ sinos demonstra a truculên­ cia do regime ditatorial ainda instalado.

Durante o período de Stroéssner, os professores en­ contraram na Organização dos Trabalhadores da Educa­ ção no Paraguai (OTEP) a de­ fensora de seus direitos e porta­voz de suas reivindica­ ções. As constantes prisões de seus dirigentes, a repressão à entidade e as dificuldades na­ turais de organização fizeram com que a OTEP formasse apenas cinco regionais no país. A ausência de uma efeti­ va estrutura nacional propi­ ciou a organização de várias associações de âmbito regio­ nal. A OTEP, ao realizar seu "I Encontro Nacional de Edu­ cadores", teve a sensibilidade política de convidar estas as­ sociações regionais, ao mes­

mo tempo em que convocava s u a s c i n c o r e g i o n a i s instaladas.

Este encontro, realizado no final de julho, aprovou um documento, entregue à Co­ missão de Educação, Cultura e Culto da Câmara dos Depu­ tados, com os seguintes eixos: definição de salário mínimo por turno para pré, primário e equiparação com o nível mé­ dio; revogação da Lei n° 200 do funcionalismo público; ra­ tificação da Convenção da OIT sobre liberdade de sindi­ calização para o setor público . (Convenção 151); vigência das recomendações OIT/Unesco; reconhecimento de represen­ tantes de organizações gre­ miais docentes e estudo do "Projeto de Reforma Educa­ cional"; aposentadoria auto­ mática equivalente ao salário real; seguro social familiar e para aposentados; estabilida­ de de docente em seus cargos; aprovação da Lei de Educa­ ção ou Estatuto Docente; que o acesso aos cargos se dê sem outros requisitos que não se­ jam por títulos, méritos, anti­ guidade,aptidão e honradez; instalação de creches nas es­ colas; canalizar pelos grémios docentes a designação de lis­ tas tríplices para cargos de supervisão, direção e profes­ sores substitutos e fomentar a educação pública e gratuita para evitar a elitização cres­ cente a que se vê impelida a educação privada.

Na entrega do documento na Câmara dos Deputados, a comissão dos professores — presidida pelo secretário­ geral da OTEP, Juan Gabriel Espínola, foi recebida pelos deputados Júlio César Frutos

(Partido Colorado), Miguel Angel Aquino (Colorado), An­ tónia Nunez (Colorado), Ma­ ria José Rolon (Partido Libe­ ral Radical Autêntico) e Ar­ naldo Llorens (Partido Revo­ lucionário Febrerista).

A audiência com os depu­ tados foi precedida de uma passeata de 300 professores, que, saindo da Igreja Matriz do Parlamento, percorreu o mesmo trajeto tentado pelos sem­terra. A marcha do ma­ gistério paraguaio aconteceu sem que aparecesse o aparato repressivo, que se manteve de prontidão no quartel em fren­ te à praça. A alegria deste primeiro passo rumo à reor­ ganização do professorado pa­ raguaio estampava­se no ros­ to de cada participante da manifestação, com a necessá­ ria confiança que os professo­ res sentiam em sair à rua e gritar suas reivindicações.

Durante todo o encontro da OTEP, da abertura ao en­ cerramento, a presença mar­ cante da CMOPE e da CNTE expressou a solidariedade in­ ternacional tão necessária co­ mo estímulo aos companhei­ ros paraguaios. E a esta soli­ dariedade eles mostraram­se agradecidos. De nossa parte foi gratificante, depois de tan­ tas passeatas e confrontos, sentir a emoção e a coragem do primeiro passo vencendo agora timidamente quatro quadras, mas não esquecendo o impulso necessário para as conquistas que a OTEP e o povo paraguaio se propõem.

* Tomaz Gillien Deluca Wonghom é secretário de As­ suntos Internacionais da CNTE

O ensino público na Nicarágua

Um"povo só é verdadeira­ mente livre quando passa a ser sujeito dé sua história, domina a leitura do seu mundo e a pa­ lavra que o desvela. Foi com es­ sa cónsóiência na cabeça e no coração'que a Frente Sandinis­ ta'' de­Libertação Nacional (FSLN) convocou, em 1980, a Cruzada Nacional­ de Alfabetização. .'­.­■'!

O processo de educarão ni­ caraguense, logo após o triunfo sandinista, consistiu — entre outras coisas — na. reconstru­

ção das escolas destruídas e na

construção de outras em locali­ dades onde não existiam: Esta tarefa não foi fácil. O antigo re­ gime deixou um enorme saldo de destruição de edifícios, mó­ veis, materiais e equipamentos escolateslZ ■?■ :' ;'y­.~''^'.

A situação económica na Nicarágua é muito difícil, pois o governo é obrigado a dedicar 40 por cento do seu orçamento à defesa. Com o incremento da guerra contra o imperialismo — representado no país pelos "contras", que são financiados pelos EUA — o sistema de edu­ cação começou a sofrer duros golpes, o que repercutiu nas condições de trabalho dos pro­ fessores. Estes se organizam, desde 1987, em torno de um movimento pedagógico promo­ vido pela Associação Nacional de Educadores da Nicarágua, cujos objetivos são contribuir para o fortalecimento da cate­ goria e resolver os problemas pedagógicos que enfrentam, mesmo porque a maioria do magistério nicaraguense não é graduado.;

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São, ao todo, 35 mil profes­ sores no país. Recentemente, a categoria esteve mobilizada em torno de uma pauta mínima de reivindicações. Consideráveis ganhos foram obtidos, entre os

quais: reajuste salarial de 14 por cento, descentralização do Ministério da Educação (ME), criação de um fundo social na­ cional com recursos de institui­ ções e empresas estatais e pri­ vadas — com o objetivo de co­ brir as despesas com transpor­ te ubano e o recebimento gra­ tuito,'por parte dos filhos de professores, de materiais esco­ lares e de bolsa de estudo no exterior.

O governo nicaraguense concedeu ainda, a seus profes­ sores, um fínanciamento em 100 por cento, através do Mi­ nistério da. Eduçaçãgt. doicustç.^

de óculos e anunciou um plano de construção de habitações pa­ ra os educadores que perderam suas casas por ca usa do furacão Juan, em outubro do ano passa­ do. Outras conquistas da cate­ goria, na Nicarágua, são o au­ mento dos subsídios aos profes­ sores rurais como ajuda de cus­ to para despesas com transpor­ tes e o estudo — por parte do go­ verno — da reclassificação de cargos.

No próximo ano, os 35 mil professores nicaraguenses de­

verão realizar um congresso nacional de educação, quando pretendem elaborar planos, programas e perspectivas para | [/¾

a educação do país (Este texto :

foi produzido pelo Centro de So­ ] lidariedade Internacional Nel­ l son tyÇanclela, de Brasília). • r.­­i­|

(14)

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NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

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Oûsar lutar. Ousar vencer

."­.­,:. Não 'podemos — nas eleições presi­ denciais de ./15 "de. novembro — permitir que (grupos minoritários da sociedade . brasileira "elejam/ mais,uma vez, seu testa de­ferro, a exemplo do que ocorreu nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Naquela ocasião, grande parte dos trabalhadores escolheu como seus representantes parlamentares que, durante toda a sua vida política, prejudi­ caram a classe trabalhadora de todas as formas possíveis,, inclusive através da violência e da morte.:.

Não £ possível que isso volte a ocor­ rer, pelo menos com a facilidade de an­ ­ tas. Nessas eleições presidenciais, as en­ tidades dos;,trabalhadores comprometi­ das com as lutas — comprometidas com a construção de .iima>vida digna — devem levar às suas categorias o debate das eleições presidenciais para que a classe dominante! não possa — desta vez — con­ " fundir os­trabalhadores, aproveitando­se '.de suà miséria, grande desinformação e

d a boã­fé. " ^ ' '

O CNTO­No'tfcias, a partir desta edi­ ;.'çáo™ por decisão de nosso XXII Congres­ so —. abre"ó debate sobre as eleições pre­ sWenciaiãe.pretende, até, 15 de novem­ bro, através da ajuda das direções das en­ tidades afiliadas, levá­lo à base de nossa categoria.,. Garantir, '. o debate políticó­ partidário nas escolas é uma forma cor­ ­ reta e consciente de fortalecer o processo ; democrático .na sociedade. O Tribunal Superior Eleitoral exige de qualquer in­ divíduo, para sé candidatar a um cargo eletivo. qùe:se filie a iima organização : ..partidárias ..­.■­.­ ,; •..

, .1 — "Não gosto de política. Política é f *oí; ^çoisasuja"

' _; Esse ensinamento que as ditaduras e a classe dominante costumam — através dos tempos— passar para os trabalhado­ res, é uma" grande mentira. E tem um claro objetivó. Enquanto os trabalhado­ res —. organizadamente como classe — não se metem em política e não fazem po­ lítica por ser ! "coisa suja", os opressores vão fazendo a política que lhes convém — sempre contra a classe oprimida, os tra­ balhadores. A política não é suja por si só. São oa,ricos, os.opressores, que a fa­ zem de forma suja. Mas isso pode ser di­ ferente, Se hápessoas que defendem pro­ postas políticas limpas, honestas — como

e o caso,/muitas, vezes, de quem milita nos .movimentos populares, sindicais e partidários democráticos e de esquerda — certamente; a política também será limpa. '.";..*"";:.^

2"— "Não voto em partidos, voto em pessoas"

Mais um engano. Na Constituinte, muitos companheiros que assim fizeram — pelo menos a pratica demonstrou — de­ ram com os burros n'agua. Ora, as pes­ soas têm partidos e os partidos té m pro­ gramas. Esses programas contêm pro­ postas para o conjunto da sociedade. O que se viu, então? Os' candidatos da clas­ se dominante, eleitos para a Constituin­ te, seguiram os programas de seus parti­ dos que saõ contra os interesses dos tra­ balhadores. ; E assim, na Constituinte, /massacraram e jogaram por terra até di­ ' reitòs já 'conquistados' na luta.

3 — "Todos os partidos são iguais. Tanto faz votar em um como em outro. Ne*

nhum presta" , Essa é outra mentira muito difundi­ da, na ânsia de confundir. Há partidos e partidos, no plural e não no singular. Os partidos são organizados em cima de pro­ postas de classe. Os partidos das classes dominantes lutam para viabilizar uma proposta de sociedade que lhe permita manter seus privilégios. Os partidos da classe trabalhadora lutam, em contra­ partida, para viabilizar uma proposta de sociedade onde todos tenham os mesmos direitos, onde não haja exploradores e nem explorados. Os políticos da classe exploradora participavam ontem do PDS, PMDB, PFL, PTB e PL. Hoje ou amanhã, mudando de partido como quem muda de camisa — só para tentar enganar o povo, são do PRN. Isso porque, na verdade, a proposta política e a ideolo­ gia desses partidos não se diferenciam. São todos representantes da classe domi­ nante e têm objetívos comuns. 4 — "Estou farto de promessas. Todos prometem e ninguém cumpre. Não acre­

dito mais em ninguém" Sem dúvida, "quem vive de promes­ sas é santo": E esse, com certeza, não é o seu caso. Mas não se deixe enganar pela prática dos "promesseiros de palanque". Fique atento, portan to. O futuro não só se prevê, mas se constrói. Come fazer, en­ tão, para discernir promessa falsada pro­ messa honesta e concreta? Ora, discernir isto não se torna muito difícil, já que — n a maioria das vezes — é fácil verificar se os que prometem para o futuro cum­ prir ~m seus compromissos de palanque com os eleitores no passado; A lição, aprendida em eleições passadas, deve agora ser aplicada com todo o rigor. Ou seja: os que arrocham nossos salários, os que espoliam o país, os que prendem, ar­ rebentam e matam trabalhadores, os que desempregam e os que subempregam — não devem, certamente, merecer a con­

fiança do nosso voto. Isso porque, nesse caso, o voto do trabalhador passa a ser uma arma contra ele mesmo. 5 — "Todos se corrompem quando che­

gam ao poder"

A coisa não é bem assim. E através do poder que a sociedade é administrada. Querem nos fazer crer — erradamente — que estudante estuda, cantor canta, tra­ balhador produz, rico administra, manda e faz política. E que ninguém ouse mu­ dar a ordem estabelecida. Mas é preciso ousar. O poder, hoje, no Brasil, é exerci­ do pelas oligarquias e pelas famílias ri­ cas. E esse poder é de caráter elitista, diga­se de passagem. A corrupção e a im­ punidade também são filhas adotivas desse poder.

Incentiva­se, ao lado disso, na cabeça do trabalhador o preconceito contra ser governo, quanto a administrar, quanto a gerir ele próprio o resultado do seu tra­ balho, quanto a ter competência para obedecer e nunca para dirigente do país. Daí, "o trabalho dignifica o homem" e dentro da ordem está o progresso. Tradu­ zindo: nosso trabalho dignifica a vida da classe dominante e é preciso que mante­ nhamos a ordem para o perene progresso dos ricos.

A máxima de que "o poder corrom­ pe" não é de toda verdadeira. O poder que corrompe é o poder da classe domi­ nante. O poder popular, ao contrário — que vislumbra a ótica do trabalhador — acaba com a corrupção, com a impunida­ de, com os falsos líderes, com as falca­ truas. As eleições presidenciais funcio­ nam como oportunidade de os trabalha­ dores ocuparem espaços e avançarem ru­ mo à construção do poder popular.

Cabe a nós — parcela consciente e or­ ganizada — derrotarmos a desinforma­ ção e ajudarmos a superar a omissão e a descrença. Se assim não o fizermos — com todo o empenho e garra —, mais uma vez, seremos "passarinhos comendo pe­ dra na tentativa de nos alimentarmos".

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...CANDIDATO A PRE5ÎDÊNC PROMBTE JfehBi COMA.

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Votar em latifundiário e quei ele faça reforma agrária. Elege quebro e exigir dele estatização d> cos e salário justo para os bancar: var dono de escola particular ao \ esperar que ele destine verbas p somente para as escolas públicas, patrão e querer que ele garanta o tos dos empregados. Acreditar ei isso é, no mínimo, pedir a cachot vigie carne fresca. E pedir à rape tome conta do galinheiro. E espei as formigas protejam o açucarein Essas palavras parecem brinc mas — falando sério — elas tradi dura realidade dos votos dados pe balhadores. Se assim não fosse, cc plicar que os representantes das dominantes se elegeram, se não c nem a 3 por cento da população? 1 deira mesmo é olhar a maio candidatos à Presidência da Rep Bons de palanques, de promesse discursos, eles estão na TV, nas nas revistas, nos jornais, nas pie dos muros pedindo votos ao povo metendo mundos e fundos.

O passado de quase todos esses datos os condena a nunca mais : rem votos dos trabalhadores. Do cientes, pelo menos. Não devem í nossos votos — por mais bem ve bem educados e bem falantes os c£ tos de partidos que, tendo diseur; rai e prática conservadora; se cok ou se colocam contra:

• Estabilidade: hoje, neste país, ; demitem a torto e a direito, quan< rem e como querem.

• Turno de 40 horas semanais: o E um país que, além de ter um dos s; mais baixos do mundo, possui a jornada de trabalho semanal. Os rios. na França, lutam por 32 hor • Turno 6 horas

• Salário mínimo real: o salário n percebido pelos trabalhadores bi ros é, atualmente, o menor já pag( país.

• Pagamento de férias e mais 1/3 • Piso salarial: é necessário estai um patamar mínimo e digno, abí qual nenhum trabalhador pode rt • Direito de greve: esse direito é nável dos trabalhadores que, alén tarem para sobreviver com salár seráveis, ainda têm que enfrentar aparato repressivo e legal, que Ih ba — na prática — o direito d( greves.

• Aviso prévio/30 dias • Aviso prévio proporcional

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ENTÃO AINDA RE$TA UMA ESPERANÇA...

JUNTOU­

A Tarefa dos Trabalhadores em Educado

nça sera

ossàaçãò

• Estabilidade do dirigente sindical • Auto aplicabilidade dos direitos so­ ciais: assim é que as poucas conquistas dos trabalhadores na Constituinte,­por exemplo/são destruídas quando vão ser' regulamentadas/']', \ ' . ' : , ; • Sindicato como substituto processual: os patrões sabem que muitos não vão à Justiça reclamar seus direitos, pois, não tendo estabilidade, estão sujeitos a puni­í ções e a demissões, logo que'o patrão tov. ma conhecimento da causa. Se o sindica­ to é substituto processual, os reclâman­. tes não ficam caracterizados e diminuem/ as possibilidades de perseguição, ficando menos desprotegidos os que reclamam seus direitos. "V­■ ■•'■ ■ p­­;*;^v;­­­' '

• Proteção à empresa nacional .

• Voto aos lfi anos

• Tabelamento dos juros f;?* |* Nacionalização das reservas minerais.

• D e m o c r a t i z a ç ã o dos. meios de comunicação w^, _ ,­v ­r ■ • Aposentadoria proporcional. .»' :' • Aposentadoria aos 25 anos para todo o magistério ­ A

Não­pagamento da dívida, externa: .quem não deve, não paga. ' .' '',v;■ ­ • Reforma agrária: sem reforma agrária não haverá liberdade neste país. Nenhu­ ma democracia' poderá existir, enquanto 1.8 por cento da população detiver em seu poder'58­por­cento das terras; en­ quanto trabalhadores forem expulsos do campo, inchando a periferia desemprega­ da a miserável 4as grandes cidades; en­ quanto assassinatos no campo forèmim­ punemente cometidos. É preciso lembrar, que quem produz alimentos paráa'.popu:­ lação não são os latifundiários. São os pe­.' quenos e médios produtores.'Latifundia­; rio produz pára exportar'ou u s a ' a t e r r a para criar gado/V:­/­. :^.1 ' ■ . ' : ­ > :

Não é possível dar nosso voto par a os, representantes.de jjartidos que .querem' acabartcom a'infláçã6',arrochando,salá­ rios e,.demitindo .trabalhadores.: Para. quem quer. privatizar .empresas, estatais ; rentáveis e congelar os preços"np.p/cpe ' os salários­na­média.

' :Á uniãò,'a açab'de todos os trabalha­­ dores pode mudar a situação decnsVenf que vivemos. É certo que elegermos.um ■ Presidente da República comprometido com os interesses dos trabalhadores por si só não resolve a questão. Não .'existe "salvador" dapátria" que, sozinho, dê'jei­ to na crise; E certo também que este é um passo fundamental para podermos' começar a construir um pais decente e uma vida decente, desde que o projeto de transformação da sociedade não seja só daquele^que.sp degèú,_mas de todossnós.,

Hamilton Santana'

"Brasileiras e brasileiros"... E s t a foi a cantilena ouvida, indese­ ; javelmente, por toda a Nação du­ r a n t e estes cinco longos anos. No : entanto, este refrão será encerrado no dia Io de janeiro de 1990, quan­ do — inaugurando u m a nova déca­ d a — o povo brasileiro e s t a r á dando posse ao presidente eleito no próxi­ mo dia 15 de novembro.

Passam­se quase cinco anos de implantação da "Nova República", surgida das majestosas mobiliza­ ções de massa das c a m p a n h a s "Di­ r e t a s j á " e "Muda Brasil". Aquele que se propôs, nas praças públicas, ser u m governo democrático, trans­ p a r e n t e e defensor das riquezas na­ cionais, tornou­se um governo auto­ ritário, opaco e entreguista, dei­ xando, às claras, a incompetência e o desinteresse da grande burguesia nacional em solucionar os proble­ m a s que tanto afligem a Nação. , ' É fundamental que nós, traba­ lhadores em educação, categoria que tem mostrado combatividade, analise profundamente a conjuntu­ r a , tendo em vista que — em épocas

de eleições — i n ú m e r a s "fórmulas mágicas" surgem para resolver os problemas. Muitos são os elemen­ tos que tendo se locupletado do po­ der dizem­se agora independentes, verdadeiros paladinos da moral e honestidade, esquecendo eles o tempo recente no qual estavam construindo seus impérios, usu­ fruindo de todas as facilidades e imoralidades do regime aritigo.

Ora, a Nação brasileira não es­ tá na busca de defensores de ú l t i m a hora, de homens que prefiram os acordos palacianos à discussão aberta com o povo, ou mesmo da­ queles que, apesar de conhecerem a fundo os problemas, buscam solu­ ções paliativas, mantendo, no final, o status­quo. O povo brasileiro está a exigir um candidato que t e n h a história de luta ao seu lado, e mais: que esteja ligado às m a s s a s com um programa democrático e popular e que tenha coragem suficiente p a r a i m p l e m e n t a r a s m u d a n ç a s necessárias.

Nós, trabalhadores em educa­ ção, tendo a tarefa vital de educar — papel este que, do'nosso ponto de vista, não deve ser restrito à escola, devemos cair em campo, defenden­

do e educando as m a s s a s no sentido de u m candidato defensor, de forma clara e sem subterfúgios, das ban­ d e i r a s de lutas aprovadas no nosso XXII Congresso Nacional, em C a m p i n a s : verbas públicas só p a r a escolas públicas, suspensão do pa­ g a m e n t o da dívida externa, gestão democrática n a s escolas, Plano de C a r r e i r a unificado e reforma agrá­ ria sob controle dos t r a b a l h a d o r e s , e n t r e o u t r a s .

Temos clareza, por outro lado, que a eleição não é um fim em si m e s m a . Entendemos que não será simplesmente com a figura de u m p residente que os nossos problemas serão, em sua totalidade, resolvi­ dos. M9s compreendemos, t a m b é m , ser a eleição de um presidente com­ prometido com nossas b a n d e i r a s a condição sine qua non p a r a o avan­ ço. P o r t a n t o , a nossa escolha deve recair sobre a l g u é m que, tendo li­ gações históricas com a luta, assu­ m a firmemente as nossas p a l a v r a s de ordem e r e ú n a condições objeti­ v a s de vencer o pleito.

Luiz Hamilton Santana de Oliveira é 1 ° tesoureiro da CNTE

ifQUÁDRO SALARIAL DOS PROFESSORES

REDE ESTADUAL A G O S T O / 8 9 REDE MUNICIPAL CAPITAL 2° Grau L. Curta i 124,45. )369,00: "283,43 í192,00 ^ 324,04' 645,40 1262,00 ! 368,02 1348,50 270,22­ ■ 289,70) I 238,00;

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298,90', .225,00; 230,00 i 126,00 í297;56 = 239,34­ ¢539^35­ 270,52¾ 257,38); 266,40> ^146,77^ 516,00': I 43332: í'2Í3;52; r­432,06' g 806,19' í: 299,37; \ 412,18 Î 417,35 [:450,37. g 434,55 ^357,00 í 386,60 E 319,00 i 248,80 ? 311,40 202,80 1373,25* 5280,­39 r.623,55­ U057J8. [349,35 1406,24.

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OBS.: Os salários publicados referem­se aos professores em início de carreira. \ * RR — 0 salário de Roraima que saiu na última tabela foi de final de carreira

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t nr.11 a l crmríi»*Ti*iíír\*» rln Ï X . . , , i I ■ ■ 11 ... ■ ■—.,­ . p O a t u à l governador dó Piauí, !,v Alberto Tavares Silva, governador

. biônico à época da ditadura militar — assessorado pelo secretário de .' Segurança,;Xavier Neto (o qual ...serviu áqs militares no Araguaia H n a década de 70) e pelo secretário . ­ d e Educação, João Henrique Sousa, ­ ' m a i s conhecido como João Mentira • — desencadeou u m a verdadeira

onda de terror no seio do ; ' magistério piauiense.

D u r a n t e 107 dias de greve, os professores da rede estadual sofreram todas a s formas de p r e s s ã o e repressão. O secretário de ; Educação colocou todos os seus

assessores — até mesmo o chefe de g a b i n e t e d a Secretaria, j u n t a m e n t e com os superintendentes — para fazer pressão direta nas escolas. Ameaçou demitir os professores por abandono de cargo. Descontou, sem n e n h u m critério, os contracheques de maio e j u n h o , deixando muitos deles zerados e chegando ao absurdo de efetuar descontos maiores que o valor do i contracheque. "

D i a 25 de maio, quando os professores t e n t a v a m acampar n a s proximidades do Palácio do Governo, foram violentamente . reprimidos. A categoria foi espancada a t é mesmo dentro da

Professores presos no DOPS

Igreja de São Benedito. Jornalistas, além de t e r e m seus instrumentos de t r a b a l h o danificados, t a m b é m sofreram terríveis agressões. E m 1 ° de agosto, n a reinauguração do Liceu Piauiense, sob o comando do próprio Secretário de Segurança, o governo agiu de forma violenta contra os professores que se manifestavam com faixas, cartazes e apitos. Policiais, capitaneados pelo secretário Xavier Neto, i n v a d i r a m u m a residência n a s imediações do Liceu p a r a prender a professora Tailândia Maia. Professores foram espancados, algemados, presos, submetidos a vexames (desfilar nu para policiais) e colocados e m celas comuns no D e p a r t a m e n t o de Ordem Política e

­Pará­

Social (DOPS), só saindo sob fiança. F o r a m presos q u a t r o diretores da Associação dos Professores do E s t a d o do Piauí (APEP), t r ê s professores de base, um r e p r e s e n t a n t e da Associação dos Moradores do Satélite e o presidente do Sindicato dos J o r n a l i s t a s . Dia 2 de agosto, a professora Lourdes Melo foi agredida física e m o r a l m e n t e , d e n t r o de u m ônibus, por u m a g e n t e do DOPS. Todos esses atos repressivos e animalescos foram repudiados pela população piauiense.

D i a n t e de tal repressão e do desrespeito à J u s t i ç a — o secretário de Educação negou­se a cumprir determinação judicial que o obrigava a devolver.os descontos efetuados — os professores, cansados (107 dias de greve), desesperados (dois descontos consecutivos) e sem perspectivas de avanço n a s negociações, decidiram suspender a greve no último dia 3 de agosto e e n t r a r com dissídio coletivo, com paralisações m e n s a i s nos dois últimos dias do mês. Da greve a única conquista económica foi u m reajuste de 35 por cento. O salário básico é de NCz$ 94,00 (pedagógico) e NCz? 129,00 (licenciatura plena).

Um prefeito contra a lei

E m Ananindeua, no Pará, o prefeito F e r n a n d o Corrêa (PDS) n ã o reconhece o direito de livre or­ ganização dos trabalhadores, nem tampouco respeita a noya Consti­ tuição. Auxiliado por capangas, pa­ r e n t e s e puxa­sacos, F e r n a n d o Cor­ rêa, está transferindo inúmeros pro­ fessores e demitindo outros, só por­ que a categoria, no município, re­ solveu l u t a r pela adoção de um piso equivalente ao salário mínimo.

A situação por lá não é das me­ l h o r e s . ­Um.servente,,de.escola pú­

blica recebe NCz$ 26,00 e u m pro­ fessor NCz$ 40,00. E n q u a n t o isso, u m assessor ou p a r e n t e do prefeito g a n h a , por mês, NCz$ 1.000,00. Em, A n a n i n d e u a , as escolas estão a b a n d o n a d a s e entregues à s traças. O prefeito se recusa a a s s i n a r u m acordo salarial com os professores. Pelo acordo, a categoria receberia ­ a p a r t i r de agosto ­ um piso de u m salário mínimo, o estatudo de fun­ cionamento das escolas públicas se­ r i a modificado, n e n h u m professor seria punido e os filiados ao Sindi­ . cato. dos .Trabalhadores, em. Educa­ ■

ção Pública do P a r á (Sinteppf) se­ r i a m descontados e m folha.

Passando por cima disso, o pre­ feito F e r n a n d o Corrêa q u e r i a con­ dicionar a a s s i n a t u r a do acordo à concordância, por p a r t e do Sintepp, de u m concurso público no qual se­ r i a m colocados e m disputa as v a g a s dos a t u a i s professores. A categoria rejeitou, por u n a n i m i d a d e , essa es­ d r ú x u l a proposta g o v e r n a m e n t a l e está e n t r a n d o n a J u s t i ç a do Traba­ I h o c o n t r a o p r e f e i t o d e •Ananindeua: — i

CNTE

repudia

violência

A prisão ilegal e arbitrá­ ria do presidente e de oito di­ retores da Associação dos Professores do Estado do P i a u í (APEP), além da do presidente do Sindicato dos J o r n a l i s t a s Profissionais do Piauí, ocorrida em 3 o de agosto, d u r a n t e a solenidade de r e i n a u g u r a ç ã o do Liceu Piauiense, foi veementemen­ te repudiada ­ em Brasília ­ pela Confederação Nacional dos T r a b a l h a d o r e s em Edu­ cação (CNTE).

No mesmo dia, e m tele­ g r a m a dirigido ao governa­ dor Alberto Silva, a C N T E " r e p u d i o u a violência poli­ cial cometida contra a mani­ festação pacífica dos profes­ sores em greve e exigiu a i m e d i a t a libertação dos cole­ g a s presos, bem como o aten­ dimento das reivindicações da categoria". A e n t i d a d e t a m b é m e n v i o u o f í c i o ­ circular aos líderes dos parti­ dos n a C â m a r a dos Deputa­ dos, com cópia p a r a o Gover­ no do Piauí, exigindo pro­ n u n c i a m e n t o s dos Srs. Depu­ tados e solicitando gestões j u n t o ao governador Alberto Silva p a r a solução civilizada do conflito estabelecido.

Ainda sobre esse caso, a C N T E divulgou n o t a à im­ p r e n s a . Nela, a e n t i d a d e ­ e n ­ t r e o u t r a s coisas ­ considerou que u m a solução definitiva p a r a o impasse p a s s a v a , ne­ c e s s a r i a m e n t e , pelo respeito profissional do m a g i s t é r i o p i a u i e n s e e pela condição h u m a n a dos t r a b a l h a d o r e s em educação. "Fatos como os ocorridos no Estado do P i a u í constituem atentados ao pro­ cesso de consolidação da de­ mocracia no país. Indigna­ dos, repudiamos o fato de que a d e m a n d a social dos t r a b a l h a d o r e s , no P i a u í , seja t r a t a d a c o m o c a s o d e polícia". r\'j"­\. , r.

Referências

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