UNIVERSIDADE DO PORTO
FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
Tese de Doutoramento
SINDICATOS, TRABALHO E EDUCAÇÃO: UM ESTUDO
DO POSICIONAMENTO DO SINDICALISMO DOCENTE
BRASILEIRO E PORTUGUÊS DURANTE A DÉCADA DE
1990
de
Ivonaldo Neres Leite
(Orientador: Professor Doutor José Alberto Correia)
ANEXOS
PROGRAMA DE DOUTORAMENTO EM CIÊNCIAS
DA EDUCAÇÃO -ANO LECTIVO 2002/2003
J
ANEXOS
(Fontes da CNTE, da FENPROF, do Governo Brasileiro e do
Governo Português)
Nota aos Anexos
Dada a amplitude da base empírica na qual a Tese se apoia, reunindo
entrevistas e materiais documentais produzidos pela CNTE e pela FENPROF durante toda
a década de 1990, além de textos dos governos brasileiro e português, seria impossível, nos
Anexos, disponibilizar todas as fontes nas quais a incursão analítica foi realizada. Diante
disso, o que aqui se apresenta é uma amostra da referida base, constituída por quatro
partes: fontes da CNTE, da FENPROF e dos governos brasileiro e português.
Anexo 1: Demonstrativo "Crescimento do n° de entidades afiliadas à CPB e
do n° de sócios por entidade" - constante do documento Evolução das
Reivindicações e Formas de encaminhamento/Estrutura Interna (CNTE/CPB,
K 5 o O O O O « i O O O O O C O O C S C O O > C C 5 C O O O a o o t r O O O i — l O O t f O O O C G O O O O C i <—' O O "O G
CJ o ~ " t C "3" >" —i f ^ i " * <<"< o o o •""■• ■ * ~ O K" ' O O Q o c
—• >sr r. r j K ) L O ft i t u o —• r «a ri _ • , , PJ —• H c e i"~. ri a,
r—i \ C ■ •—< n ri oc c, r J O O T O ^ O O ' ^ ? L O —< G O — T O O f . O C 0 1 . 0 ,—4 ^ y r—1 r j K l L O *—' • H L O r—t c e 1 7 ri ^—1 i~< r J £ 3 r l OC K. — LP, — T L. . O r P , ^ 1 r i 3 0 f . LO C. r cn cr. cr. o en O O
<
H CO . [ I I . t o LU Q<
Q Z t u n o O O G O C r J O iK G L O c 1 0 0 1 o 1 o o = c o r ' o K . O T O O O UT. f < O ^ T _— r j r o — O i f l N Pl O P Î «*"" K~. u~. r r—. o c LO o r J ri O O LO o f ! LO O O a 0 o o O o o rO I O OO O O o <n — . L O O o LO o o o o o 'O r j O c lO o r i LO o LO cr. o o P J O o o o o L O O m L O o o o o T O rxi CD O K l CD O CC 0x1 L O O o O L O r o o K i lNj L O O O o o L O CD O "3 O T O O O O o T O O f*J O PJ o c r j LO O O O o L O .—I L O ri Psl L O O o L Oo
cr.
o f"> LO r—( LU CCu
<
LO<
Ou
<
D . t o < í Z O t j H I oS X < < UJ CQ C_) Oz
<
LO O . TM O O t / ) t o Oet
t oo tu
O u < c a c c v < 2 :*. z <
2 S o;
< < tu
C C Cu_o
o £ H H U 7 3 _7J Z< < <
1—4 *—* T > Cu Cu 0 £ LU OCO
O
Q uTJ t o O Z t o o • QO z
• o
0 É . — O S <
t oo
o
JA~ < J C H < < to c_ cu< < <
I rO Ocu c tu
< 3 a
to to <
I I I • j t / l >o t o < LU "Z. Cu tU Cu Cu = J C Z CU< < <
U Cu UJ c Cu cu 2 ; Cu Cu< < u
Cu Z ) tU Cá C£ Cu UJ Cu< u =>
aí Cu<
t o os t u c uu
c_
os
<
u
t o<
Cu I r 1 ■ I O 0 0 c r i ■—< 1 1 t r>4 r o i 1 1 LO O I I OO CTl O 11 I I (VI fNI J UO to O O J O<
"D•
i—«<
H5
Cu•
Z CQ to J 17J Cu to toc <
tu oc cc 0 c _ i tu tu 0 . cu uu< <
1 rsi 1 1 rj «NI <VItss OO en OO Os O O o o
c
o r O r x j O 1 O O r~j 00 as o ac as oc t o cr. O H tu — O t o vO r^ tU <t Q O LO LO LO LO cr> oc O LO 2 r cr. fo O oc LO r. cri cn^ J
LO CS as r~ LO cg r cr, L O CN] LO O as oo oc cn hO O O O<
tow
o
c<
1—1 tu 2 U) <o.
•> 1—I CJ W OS Qm
• to Otf to tuo
<
a
t u tu to tu 2: D, Û . tu<
c_> i LO o 1 C N Í <NI o Oi a ta o C3 <u tf) i ■(> C O u ir. O < O a RJ a c 3 u. t/i o TJ ca T3 • H + J C tu CO•
ca ca ue
ca ca X ! •rH ca U c c ca 0) 3 •(> O(.
<D cd (X T3 <u O 3 TScr
cd<"
ca to tu I A O o o oc cd ■r4*>
*>(/)
c m CSrrrass v.™' ■ 5
injustiça avança hoje^ápasso firmed Os tiranos fazem planos"pára dez mijamos.
O poder apregoa: as coisas, contínjiàraó'a ser como são. Nenhuma voz além da dos quMnjahdam.
E em todos os mercados proclama a exploração: isto é apenas o meu começo. / ' y ^ '
Mas entre os oprimidos miatos há que agora dizem: Aquilo que nós querwno^ nunca mais alcançaremos. Quem ainda está vivo j#inca diga: nunca.
O que é seguro não é seguro.
As coisas não continuarão a ser como são. Depois de falarem os*dornrnantes Falarão" os dominados. : *' Quem pois ousa dizer: nunca?
De quem ^depende que a opressão prossiga? De nós. De quem "depende que ela acabe? Também de nós. O que é esmagado, que se levante!
O que está perdido, lute! . '.
Q que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha? Porque os vencidos g£ hoje são os vencedores de amanhã. E nunça.será: aindafibje.
fr^.
'■■.;»•.■'■
Editorial
Afeste Bras// de concentração
de rendas, de modelo educacional falido, de ensino público abandonado, de
• desvalorização salarial dos
trabalhadores, de oferta insuficiente.de empregos, de corrupção, de impunidade, a população, continua a viver a ameaça da hiperínflação negada pelo governo ejá
existente; "segundo alguns economistas;'" ' ' r De qualquer forma, os riscos
cada vez maiores de uma hipéririflação apontam a possibilidade de novos e insuportáveis sacrifícios para a classe trabalhadora que, ao .contráriodos empresários, não
conta .com mecanismos que lhe garantam emprego ou ': protejam b poder de compra
WdeseusalátiOvÁfome, que já devora.parceladapopulação, se ampliaria existência de graves conflitos sociais como os que ocorreram na : Argentinajx>nfigura uma triste perspectiva. ; J Enquanto, òs^ trabalhadores se $ Organizam pàràconquistar política salarial'decente, o ;' patronatoémprésarial trata de \à âtnpli^assiistadoramente sua j ; margem de lucros para
.;■ enfrentar os;áltos índices de ■. inflação preyistos e, assim, ■; não pagar custo social algum.
| Como.umahiperinflação traz
consequências políticas imprevisíveis, os setores conservadores, ao mesmo . tempo em que ameaçam,
■ veladamente:; interromper o
processo sucessório como saída para à crise, apostam .. numa candidatura de direita
;; rque lhes: assegure continuar a
\r:desfrutar:dos\privi!égios e da '.impunidade, bem como
CHI
Presidente: fobertoFelícioSão
■^°J,Ke^Tmãec>^' Maria Alba
' ' Ovil ?r lv a w ^ S0 3 8^ Secretária Geral: Lúcia, Helena de Carvalho É S ' I ^ / î ^ M i l0; Secretário: João *f Cabral de Monlevàde Mato Grosso. ;TesoureiroGeraí: : Raimundo Luiz ; S i l y a Araújo ^ . P a r á . 1» Tesoureiro: ; Luiz Hamilton; a déOliveira Sergi > pe. bec. AssíEducacionais: Marisa
S f ^ ê ^ S H ^ J8' » Grande do Sul. Sec Ass. Sindicais: Delúbio Soares de R.o Grande do Sul. Secretária de Im prensa: Mana Lúcia IWanow Dis trito Federal, Vice Regional Sul: Jo sé Cloyis Azevedo Rio Grande do bui. Vice Regional Sudeste: Geraldo
ir um futuro melhor
contenha o avanço das lutasdos trabalhadores através da intimidação, da repressão e da morte.
Nesse caos, os setores progressistas de nossa sociedade investem na realização das eleições presidenciais, enquanto trabalham para eleger um presidente da República, que chegue ao governo através de um programa que combata as causas estruturais da crise,
que propicie a participação
popular, coisas que só um governo dotado de autoridade e legitimidade poderá fazer.
, De qualquer forma, não há
perspectiva de saída para a crise a curto prazo e a classe trabalhadora já conhece o discurso governamental, que pede a compreensão de todos para gerenciar "a distribuição de uma cota de sacrifícios para todos", tem um só significado: mais arrocho salarial. Assim, o movimento sindical e a CNTE como seu segmento, não vêem outra alternativa senão prosseguir na luta pela defesa do emprego, do salário, do pleno exercício do direito de greve e em defesa da democracia mesma.
Os trabalhadores em educação, particularmente, incrementam sua Campanha Salarial do 2 o semestre que
tem como eixos a luta por melhores salários, com política salarial nacional, reajuste peio IPC, piso nacionalmente unificado, tendo como base o salário mínimo do DIEESE. Ao mesmo tempo prosseguem na Campanha de Valorização da
Escola Pública e por uma Lei de Diretrizes e Bases
democrática.
A crise brasileira é grave. Ela interfere em nosso humor, em nosso amor, em nossa
disposição e isso é facilmente percebido no sembrante,
taciturno, sério, sem sorriso, triste das pessoas. No entanto, hão podemos permitir que nos assalte a crise da falta de esperança e de perspectiva. Estamos vivos e sabemos que concretamente é possível mudar e construir um outro Pais. Sabemos que não existem milagres ou salvadores da pátria e que nosso futuro não está fadado a ser, irremediavelmente, de exploração, de miséria e . opressão. Um futuro melhor depende da união dos trabalhadores, da ação de todos no sentido da libertação.
A ação da classe trabalhadora deve, agora, se concentrar nas eleições presidenciais. Não podemos permitir a eleição de um de nossos inimigos de classe. O novo presidente da República deve ser
comprometido com o povo para que nossa esperança, nosso respaldo, nossa participação, nossa contribuição, nossa luta se consubstanciem, num futuro próximo, em escola para cada criança, em alimento na mesa de cada família, em terra para o trabalhador rural, em emprego, em transporte, em moradia, em saúde, em emancipação das minorias oprimidas, em respeito ao ser humano, em sentido de vida para a juventude.
Francisco Barbosa Minas Gerais. Vice Regional CentroOeste: António Carlos Biffi Mato Grosso do Sul. Vice Regional Nordeste I: Francisco ™C Fernandes Rio Grande do «orte. Vice Regional Nordeste II: Mana José Rocha Lima Bahia. Vi ce Regional Norte I: Ralcilene San tiago da Frota — Amazonas. Vice Re gional Norte II: José Haroldo S. Soa res Pará. Diretor de Imprensa: Ma n a Lúcia Iwanow. Jornalista Respon sável: António José Reis. Diagrama çao, Composição, Revisão, Arte " S Ue ^ « « s a o : Jornal de Brasília SIG ■ Tel. 2252515. Tiragem: 20 mil exemplares.
CNTE Notícias é uma publicação da Confederação Nacional dos Trabalha dores em Educação (CNTE), que per mite a reprodução de suas matérias desde que citada a fonte. Solicitamos
apenas, neste caso, o envio de dois exemplares da publicação.
Sede: SDS Edifício Venâncio Hl Sa las 101/102 Telefones: (061) 2251003 e 2252685 CEP 70300 Brasília DF. CNTE É FILIADAJ WCOTP/CMOPEl
x
wwww
ti
< *
De antenas
ligadas, pari
não esquecei
• O "X Encontro Estadual d Educação" do Rio Grande d Sul a ser realizado de 28 a 3i de setembro — tem como tem* "A escola pública e a LDB" e si propõe, além de introduzir o de bate sobre o Plano Nacional di Educação, a subsidiar o magis terio público do Rio Grande di Sul na formulação de proposta; concretas para a nova lei di educação nacional — em defess da escola pública, gratuita, de mocrática, unitária, laica e de qualidade para todos. A promo ção é do Centro dos Professores d° Estado do Rio Grande do Sul (CPERS),• De 26 a 29 de setembro, em Brasília, será realizado o "II Encontro Nacional de Meninos (as) de Rua", tendo como tema Como garantir nossos direi tos.' e como lema "Chega de violência, queremos nossos di reitos". Os dois principais obje tivos do encontro são facilitar e incentivar a organização dos meninos e meninas de rua do Brasil e mudar a maneira como o governo vem se comportando f r e n t e a e s t a g r a v e problemática.
• O Salão Vermelho da Prefei tura de Campinas sediou, dia 29 de julho, a "Audiência de Ins trução do Tribunal Internacio nal contra a Dívida Externa no Brasil", como uma atividade preparatória ao Tribunal que se reunirá em Lima, Peru, entre os dias 22 e 24 de setembro, para julgar os responsáveis pelas consequências da dívida exter na. Do evento participaram cer ca de 300 pessoas, estando re presentadas 60 entidades do movimento sindical e popular. "Educação e dívida externa", çom depoimento do pedagogo Moacyr Gadotti, foi um dos dez testemunhos apresentados du rante a Audiência de Campinas. • Não há, sem dúvida, nenhum exagero em afirmar que o Go verno Sarney é genocida e far sante, já que permite — em total desrespeito à nova Constituição — a construção de mais uma pis ta de pouso clandestina no terri tório dos índios Yanomami, em Roraima. Outro problema en frentado pelos Yanomami é a invasão constante dos garimpei ros — capitaneados pelo empre sário José Altino Machado — a seu território. Os Yanomami são considerados um dos únicos povos nómades e sem contato com a sociedade envolvente, a dita sociedade nacional, da América do Sul. Não conhecem e nunca viram branco em toda a
suo vida. Em Brasília, recente
mente, entidades sindicais e do movimento popular criaram o "Movimento Nacional em Defe ,sa,dos Yanomami".
projeto d e ' P i a n o . Nacional d e , Carreira do: Magistério do Ensino.! • Básico" .é: resultado d e urn l o n g o ; . ; trarjalhp'das entidades filiadas a Confederação Waçiopal!dos.':...> , " Trabalhadores "erri ".Educação . í ,.; (GNTE);íduranteás a n o s d e . 1 9 8 7 e ' Jil988'3.Ern^brirHesFerahó*ésie7 ^".prpjetV'foisintetizado:por,um .Y :7>GrupQ de, Trabalho ák dírètores ;■ ; ■?: "desta ^Confederação,'constituído;"; {
■' pelos profe'ssorês.Maria'Alba Corrêa ,
' da';S&va'(.AL)y.Marísa V a s q u e s > ' ' .V A b r e u (RS).eJoão,Cabral d e . '
Monlevade (MT.),
Eis a íntegra'dó projeto de Plano de . '•■ Carreirff da;ÇNTÈ: ' M ; ';'• ' '■■■
U
IIf
f ' " .
■:■ ■ "trt'£Ò. Plano de Carreira Ho.
Magistério .V Público Brksilêiro;, .conforoiej08i,artígos 39;e2Q6. da
Constituição Federal, estabelece ' .os princípios básicos da carreira ' do magistério nos sistemas de educaçãójpublica de p r é j l | ; é .2 ° graus;egt (todos os Estados, :.no. Distrvtp^F.ederal e em todos os . mUniçipipíí.dpvPaÍB. »5..^*^^ ■■■'*:
2 — P a r á efeito desta lei, .'enteride^iepor magistério públi,
cp o conjunto de profissionais do; ensino.qualificados e habilita ;~dos corjapjprpfessores, que ;exer:
çarri r—ríaéscola ou em outros ór gãos: dòúsistema educacional:> atividades dé docência; e/pupu t r a s funções similares no campo da educação.
; 3 —;0.Plano de Carreira do Magistério .Público tem' como princípios básicos:
;..;' a) ; liberdade de ensinar, aprender, pesquisar e divulgar p pensamento, a arte e olsaber,' dentro dos ideais da democracia e da escola unitária e universal;
'.}■ b) valorização dos profissio
nais do ensino, mediante:'esta belecimento de piso salarial profissional unificado nacional mente, compatível com a digni dade da profissão e a tipicidade das funções; incentivos firian • cerros por titulação é qualifica
ção adquirida durante a carrei r a , bem 'como por dedicação ex clusiva, tempo de serviço e loca lidade, independentes do grau escolar de atuação; condições ; de trabalho que permitam p de
senvolvimento da tarefa peda gógica,? garantindo padrão de qualidade, conforme o artigo 206 da Constituição Federal; e
regime estatutário como o regi me jurídico único p a r a o magis tério, conforme o artigo 39 dá Constituição Federal; :;.'f 7| : '. c) direito á afastamento re m u n e r a d o p a r a qualificação
profissional em cursos de gra duação e pósgraduação, segun do p l a n o s de c a p a c i t a ç ã o pessoal;
d) participação na gestão de mocrática do ensino público; ■'•■, e) ingresso no ensino públi
coi exclusivamente por concurso público de provas e títulos, com .validade em todo o território
nacional;
f) aposentadoria especial e voluntária aos trinta anos para os homens e aos vinte e cinco anos para as mulheres, com proventos integrais.
4 — A carreira do magistério público brasileiro é constituída de. cargos de professores, de pro vimento efetivo estruturados em nível de cada Estado, de forma a garantir a progressão na carrei ra e o atendimento às peculiari dades do magistério de cada uni dade da Federação.
5 — 0 ingresso na carreira do magistério se dará exclusiva mente por concurso público de provas e títulos e obedecerá rigo r o s a m e n t e à o r d e m d e classificação.
Parágrafo Único — Os Pla nos de Carreira enquadrarão os professores leigos amparados por estabilidade, conforme pre ■ ceito constitucional. Facilitar
lheão a habilitação profissional e assegurarlheão a progressão na carreira.
6 — São considerados entre os títulos a que se refere o artigo anterior, os certificados de semi nários, cursos, encontros, simpó sios, conferências, congressos promovidos pelas entidades de classe, com respectiva carga horária. '■
7 — Os concursos públicos realizarseão, no mínimo, a ca ■ da dois anos e observarão as se •guintes condições: a) disponibilidade de vagas claramente discriminadas; b) habilitação. comprovada p a r a exercício de cargo e função; c) limite de idade; § Io — Os concursos terão validade de dois anos, a partir da data de publicação dos resul tados finais, podendo prorrogar uma vez, no máximo, por igual tempo.
§ 2o — Será assegurada, pa r a fins de acompanhamento, a participação de sindicatos ou as sociações representativas da ca tegoria na organização dos con cursos, desde a publicação do edital até a seleção e consequen te nomeação dos aprovados.
§ 3o — Para os professores leigos, em exercício no sistema, não haverá limite de idade para prestação de concurso, uma vez habilitados.
8 — Os Planos de Carreira assegurarão nos respectivos sis temas o acesso às vagas de seu quadro por concursos de remo ção, garantidos por critérios de titulação e experiência, objeti vos e abertos a professores já concursados, pertencentes a ou tros sistemas de ensino.
Parágrafo Único — A estes professores removidos de outros sistemas, garantirseá o enqua dramento n a carreira, com aproveitamento de seu tempo de serviço e outras vantagens a que fizer j u s .
9 — Os regimes de trabalho do magistério público serão de 20 a 40 horas semanais.
Parágrafo Único — Em se tratando de professpr em exer cício em sala de aula, em qual quer dos dois regimes de traba lho, cinquenta por cento da car ga horária semanal serão desti nados a atividades extraclasse, coletivas ou individuais, cum
pridas em metade de seu tempo, obrigatoriamente, na unidade escolar.
10 — Remuneração é a retri buição pecuniária do professor correspondente ao exercício do cargo num determinado regime de trabalho, conforme nível de habilitação, tempo de serviço e gratificações a que fizer jus.
11 — 0 piso salarial profis sional do magistério brasileiro será de, no mínimo, NCz$ 1.001,81 para o regime de 20 ho ras semanais de trabalho, rea justado mensalmente de forma a
manter seu poder aquisitivo original.
12 — Os Planos de Carreira assegurarão aos membros do magistério público eleitos para a Direção Nacional, Estadual e Regional de suas entidades sin dicais a licença sindical, en quanto durar seus mandatos, com direito a seus salários e vantagens, na proporção de uma licença p a r a cada quinhentos sindicalizados da entidade que a requerer.
13 — P a r a efeito da aposen tadoria, garantirseá: a incorpo ração de todas as vantagens au feridas n a atividade, bem como das gratificações — estas sujei tas a dispositivos legais estabe lecidos; e a suspensão automáti ca das atividades a partir da so licitação da aposentadoria.
14 — Nos Planos de Carrei ra, garantirseá: a continuidade da progressão na carreira para o professor que, mesmo comple tando o tempo necessário à apo sentadoria, permanecer em ati vidade profissional; e o abono automático de faltas em função de necessidades pessoais de roti na até o limite de três dias por m ê s , d e s d e q u e n ã o consecutivos".
4 IR'ÎÏ.
s
r ' t N ;'" ; . * « „ : ■ , f..'|'•**
*s
si
*
:.
P
ara fazermos o debate sobre a unificação dos trabalhadores em educação, é preciso discutirmos alguns aspectos da visão sindical que nos conduziu até este momento histórico. Nós da CNTE, sendo filiados à CUT, compreendemos, ao contrário da visão corporativa, que a sociedade está dividida em classes e h a entre elas um conflito permanente. Destro desta realidade, o sindicato deve ser um instrumento de luta dos trabalhadores em defesa de suas1 reivindicações imediatas e de seus pbietivos históricos, combatendo a política de colaboração de classes e não compactuando com planos de governo contrários aos interesses dos trabalhadores. O sindicato deve assumir o papel :: derepresentar,, organizar e '. conscièntizar os trabalhadoresdesde os'seus locais de trabalho ' até: sua'instância máxima,
buscando unifcálos enquanto classès^e instrumentalizálos p a r a a l u t a entre capital e trabalho.»■:.
Por isso; a nossa prática sindical norteiase pela: liberdade' dós trabalhadores se organizarem sem nenhum tipo de regulamentação em lei, . escolhendo sua própria forma
de organização, autonomia, pois não deve.ter atrelamento partidário, fazendo uma polïtica'pàra engajar e ; mobilizar tpçla^a classe e não só
..apenas um.setôr, democracia .'. i n t e r n a em todos os níveis de
organização, garantindo a " participação da base e o direito
de expressão das várias correntes de opinião e unidade de classe, buscando pôr fim à . pulverização sindical e : combatendo' a unidade imposta
' pela?Iei,v assim como o pluralismo sindical. ^'Î/'Sfîf'r, 'Estadopatrão : O Estado brasileiro, como.
empregador, atribuiu um '. carátér" diferenciado quanto as
relações de trabalho que deve manter com seus servidores. Durante anos impediu de constituirmos sindicatos, além . de não podermos firmar
acordos, solicitar dissídios, : fazer grèves ou ver julgadas
nossas reivindicações. Para não ■ se apresentar enquanto Estado
patrão,/e;assim perder sua falsa condição de neutralidade, o Estado causourios o direito de
sermos trabalhadores. Mesmo com todas as restrições e atrelamentos, os sindicatos • vêm representando um poderoso instrumento de luta e organização da classe
trabalhadora contra a exploração, contando com o reconhecimento dos
trabalhadores enquanto órgão orientador e dirigente de suas lutas, além de representálos junto às'entidades patronais.
Este texto é de autoria do Sindicato dos Trabalhadores em
Educação Pública do Pará (Sintepp), e visa fomentar o debaí
sobre a unificação no interior da luta de todos os
trabalhadores em educação do Brasil.
temperada
nalMa
Se isso é verdade, é preciso reconhecer também que a estrutura sindical vigente pulverizou e fragmentou a organização dos trabalhadores. Além de não prever a possibilidade da articulação horizontal, criou milhares de sindicatos, estanques e n t r e si, representativos de categorias, criando a contradição em que num mesmo local de trabalho, no qual existe um só patrão, vamos encontrar três ou quatro sindicatos. Ou seja, a estrutura sindical vigente é unicista no plano vertical e plural no interior das empresas.
P a r a sermos coerentes com esta análise, tornase necessário travarmos um combate à pulverização e propormos a organização dos trabalhadores, tendo como base os seus grandes ramos de atividade. Proposta esta que faz parte da própria história da CUT e de seus cc igressos: "Quebrar a estrutura sindical e organizar os trabalhadores enquanto classe".
. Tempero necessário Trabalhando por fora e contra a estrutura sindical vigente, os servidores públicos — em especial os trabalhadores em educação — foram construindo os seus próprios instrumentos de luta, ou mesmo alterando o caráter das entidades já existentes. Foi necessário, inclusive, quebrar com o colaboracionismo e
assistencialismo de inúmeras entidades, tornandoas instrumentos a serviço dos trabalhadores e de suas lutas. Mesmo organizados à margem da estrutura oficialista, os servidores públicos não ficaram imunes a décadas de
corporativismo e reproduziram os vícios sindicais que permeiam o sindicalismo oficial. Organizamos inúmeras associações no mesmo ramo de atividade, como por exemplo a área de educação, onde co existem associações de
professores, de servidores de escola, de supervisores, de administradores e de orientadores. Ou seja,
pulverizando nossa organização nos enfraquecemos, o que facilitou o trabalho de dominação dos poderosos. Mas da mesma forma que o trabalho tempera o homem, a luta temperou — no fogo dos grandes embates da década de 80 — a nossa organização sindical. A cada greve, a cada manifestação, íamos
construindo a unidade dos que t i n h a m como ponto comum o ramo de atividade, a mesma relação com a comunidade, da qual os filhos educamos, as mesmas contradições com o Estadopatrão descomprometido com o projeto de
universalização do direito ao conhecimento. Portanto, esta. unidade pelo ramo de atividade, mais do que discussão académica, ela é prática.
Unificação O debate sobre a unificação dentro da CNTE (antiga CPB) é u m processo que coincide com sua democratização e seu assumir enquanto entidade "nacional de caráter sindical.
No início, o debate foi travado como u m a discussão de concepção sindical e sobre a melhor forma dos
trabalhadores se organizarem. Em Porto Alegre e Brasília aprovamos que, para combatermos a dispersão e revertermos a pulverização, somente a organização por ramo de atividade, reunindo todos os trabalhadores da área educacional.
Paralelo a este debate, a luta levou a que inúmeras entidades estaduais se
tornassem de trabalhadores em educação, mesmo que nesses Estados os especialistas mantivessem uma estrutura autónoma. Este fato foi consolidando uma nova qualidade na base da CPB que,
necessariamente, teria a SUÍ expressão no congresso de Campinas.
Os servidores de escolas, a partir da experiência de Sãc Paulo, onde possuem uma fc entidade, e também devido i contradição de que em algui Estados participavam de entidades unitárias, mas e n impedidos de ir aos congress da CPB, resolveram fazer encontros nacionais. Estes eventos deliberam pela fusa com a CPB.
Foi neste quadro que, no congresso de Campinas, os professores — com o referendum dos servidores transformaram a CPB em CNTE. Não foi uma transformação definitiva, pc menos não como um process acabado, mas, principalmen enquanto resultado do àcún que já tínhamos.
Coerente com esta concepçã congresso de Campinas deliberou pela formação de fórum nacional com a participação da CNTE, Feni Fenase, Coordenação Nacioi dos Servidores e Anpae. Est fórum teria a incumbência > coordenar o processo de unificação na base e em ter nacionais, como também preparar um congresso extraordinário da CNTE pa unificação.
Por último, gostaríamos de enumerar alguns aspecto relevantes para que se consolide este processo: 1) q as entidades desenvolvam r Estados debates e fórum qu desemboquem na criação de sindicatos estaduais únicos trabalhadores em educação pública; 2) que neste procès se trabalhe pela unificação real, onde a categoria come se sentir uma só e com os mesmos objetivos; 3) que ná exista um atropelamento d( debate. Nada de criar sindicatos de papel ou sem participação de outros segmentos; 4) garantir um amplo debate nacional sobr novos estatutos da CNTE.
Paraguai
O diaádia dos
ao
Tomai Wonghon '■
:, A realização de eleições, a posse do novo governo e o ba nimento do ditador Stroess ner não mudaram muita coi sa na conjuntura paraguaia. A sensação que os educadores transmitem é que o poder mu ' ' dou de'mãos, mas não sofreu' as alterações radicais e neces sárias para estar voltado à ; maioria, da população.; "
Hoje^áoParaguai.não há como negar qUe existe um cli ma de:Irijaior liberdade.,:Nò
entanto, ainda é uma liberda de controlada por forteesqúe. ma de segurança. Um grupo de campesinos semterra, acampado ná Igreja Matriz de Assunção, pretendeu — trinta dias? atrás •'— realizar : uma marcha', de quatro : quadras . até o Parlamento. Este grupo,
ao iniciar a marcha, encon trou pelo caminho a repressão de jatos d'agua e a ferocidade de cães que dilaceraram bra ços e pernas de muitos dos poucos — mais de 50 — mani
festantes. O poderio da re pressão frente a um pequeno e inofensivo grupo de campe sinos demonstra a truculên cia do regime ditatorial ainda instalado.
Durante o período de Stroéssner, os professores en contraram na Organização dos Trabalhadores da Educa ção no Paraguai (OTEP) a de fensora de seus direitos e portavoz de suas reivindica ções. As constantes prisões de seus dirigentes, a repressão à entidade e as dificuldades na turais de organização fizeram com que a OTEP formasse apenas cinco regionais no país. A ausência de uma efeti va estrutura nacional propi ciou a organização de várias associações de âmbito regio nal. A OTEP, ao realizar seu "I Encontro Nacional de Edu cadores", teve a sensibilidade política de convidar estas as sociações regionais, ao mes
mo tempo em que convocava s u a s c i n c o r e g i o n a i s instaladas.
Este encontro, realizado no final de julho, aprovou um documento, entregue à Co missão de Educação, Cultura e Culto da Câmara dos Depu tados, com os seguintes eixos: definição de salário mínimo por turno para pré, primário e equiparação com o nível mé dio; revogação da Lei n° 200 do funcionalismo público; ra tificação da Convenção da OIT sobre liberdade de sindi calização para o setor público . (Convenção 151); vigência das recomendações OIT/Unesco; reconhecimento de represen tantes de organizações gre miais docentes e estudo do "Projeto de Reforma Educa cional"; aposentadoria auto mática equivalente ao salário real; seguro social familiar e para aposentados; estabilida de de docente em seus cargos; aprovação da Lei de Educa ção ou Estatuto Docente; que o acesso aos cargos se dê sem outros requisitos que não se jam por títulos, méritos, anti guidade,aptidão e honradez; instalação de creches nas es colas; canalizar pelos grémios docentes a designação de lis tas tríplices para cargos de supervisão, direção e profes sores substitutos e fomentar a educação pública e gratuita para evitar a elitização cres cente a que se vê impelida a educação privada.
Na entrega do documento na Câmara dos Deputados, a comissão dos professores — presidida pelo secretário geral da OTEP, Juan Gabriel Espínola, foi recebida pelos deputados Júlio César Frutos
(Partido Colorado), Miguel Angel Aquino (Colorado), An tónia Nunez (Colorado), Ma ria José Rolon (Partido Libe ral Radical Autêntico) e Ar naldo Llorens (Partido Revo lucionário Febrerista).
A audiência com os depu tados foi precedida de uma passeata de 300 professores, que, saindo da Igreja Matriz do Parlamento, percorreu o mesmo trajeto tentado pelos semterra. A marcha do ma gistério paraguaio aconteceu sem que aparecesse o aparato repressivo, que se manteve de prontidão no quartel em fren te à praça. A alegria deste primeiro passo rumo à reor ganização do professorado pa raguaio estampavase no ros to de cada participante da manifestação, com a necessá ria confiança que os professo res sentiam em sair à rua e gritar suas reivindicações.
Durante todo o encontro da OTEP, da abertura ao en cerramento, a presença mar cante da CMOPE e da CNTE expressou a solidariedade in ternacional tão necessária co mo estímulo aos companhei ros paraguaios. E a esta soli dariedade eles mostraramse agradecidos. De nossa parte foi gratificante, depois de tan tas passeatas e confrontos, sentir a emoção e a coragem do primeiro passo vencendo agora timidamente quatro quadras, mas não esquecendo o impulso necessário para as conquistas que a OTEP e o povo paraguaio se propõem.
* Tomaz Gillien Deluca Wonghom é secretário de As suntos Internacionais da CNTE
O ensino público na Nicarágua
Um"povo só é verdadeira mente livre quando passa a ser sujeito dé sua história, domina a leitura do seu mundo e a pa lavra que o desvela. Foi com es sa cónsóiência na cabeça e no coração'que a Frente Sandinis ta'' deLibertação Nacional (FSLN) convocou, em 1980, a Cruzada Nacional de Alfabetização. .'.■'!
O processo de educarão ni caraguense, logo após o triunfo sandinista, consistiu — entre outras coisas — na. reconstru
ção das escolas destruídas e na
construção de outras em locali dades onde não existiam: Esta tarefa não foi fácil. O antigo re gime deixou um enorme saldo de destruição de edifícios, mó veis, materiais e equipamentos escolateslZ ■?■ :' ;'y.~''^'.
A situação económica na Nicarágua é muito difícil, pois o governo é obrigado a dedicar 40 por cento do seu orçamento à defesa. Com o incremento da guerra contra o imperialismo — representado no país pelos "contras", que são financiados pelos EUA — o sistema de edu cação começou a sofrer duros golpes, o que repercutiu nas condições de trabalho dos pro fessores. Estes se organizam, desde 1987, em torno de um movimento pedagógico promo vido pela Associação Nacional de Educadores da Nicarágua, cujos objetivos são contribuir para o fortalecimento da cate goria e resolver os problemas pedagógicos que enfrentam, mesmo porque a maioria do magistério nicaraguense não é graduado.;
liiiUillWtl Î II l ' ' I
São, ao todo, 35 mil profes sores no país. Recentemente, a categoria esteve mobilizada em torno de uma pauta mínima de reivindicações. Consideráveis ganhos foram obtidos, entre os
quais: reajuste salarial de 14 por cento, descentralização do Ministério da Educação (ME), criação de um fundo social na cional com recursos de institui ções e empresas estatais e pri vadas — com o objetivo de co brir as despesas com transpor te ubano e o recebimento gra tuito,'por parte dos filhos de professores, de materiais esco lares e de bolsa de estudo no exterior.
O governo nicaraguense concedeu ainda, a seus profes sores, um fínanciamento em 100 por cento, através do Mi nistério da. Eduçaçãgt. doicustç.^
de óculos e anunciou um plano de construção de habitações pa ra os educadores que perderam suas casas por ca usa do furacão Juan, em outubro do ano passa do. Outras conquistas da cate goria, na Nicarágua, são o au mento dos subsídios aos profes sores rurais como ajuda de cus to para despesas com transpor tes e o estudo — por parte do go verno — da reclassificação de cargos.
No próximo ano, os 35 mil professores nicaraguenses de
verão realizar um congresso nacional de educação, quando pretendem elaborar planos, programas e perspectivas para | [/¾
a educação do país (Este texto :
foi produzido pelo Centro de So ] lidariedade Internacional Nel l son tyÇanclela, de Brasília). • r.i|
■Hé ! • ■■"■■.■ F
I
1
í>.;í«i>
3/ V
vI
te&mmm
NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS
: . í f t i ^ ' &í í8
Oûsar lutar. Ousar vencer
.".,:. Não 'podemos — nas eleições presi denciais de ./15 "de. novembro — permitir que (grupos minoritários da sociedade . brasileira "elejam/ mais,uma vez, seu testa deferro, a exemplo do que ocorreu nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Naquela ocasião, grande parte dos trabalhadores escolheu como seus representantes parlamentares que, durante toda a sua vida política, prejudi caram a classe trabalhadora de todas as formas possíveis,, inclusive através da violência e da morte.:.
Não £ possível que isso volte a ocor rer, pelo menos com a facilidade de an tas. Nessas eleições presidenciais, as en tidades dos;,trabalhadores comprometi das com as lutas — comprometidas com a construção de .iima>vida digna — devem levar às suas categorias o debate das eleições presidenciais para que a classe dominante! não possa — desta vez — con " fundir ostrabalhadores, aproveitandose '.de suà miséria, grande desinformação e
d a boãfé. " ^ ' '
O CNTONo'tfcias, a partir desta edi ;.'çáo™ por decisão de nosso XXII Congres so —. abre"ó debate sobre as eleições pre sWenciaiãe.pretende, até, 15 de novem bro, através da ajuda das direções das en tidades afiliadas, leválo à base de nossa categoria.,. Garantir, '. o debate políticó partidário nas escolas é uma forma cor reta e consciente de fortalecer o processo ; democrático .na sociedade. O Tribunal Superior Eleitoral exige de qualquer in divíduo, para sé candidatar a um cargo eletivo. qùe:se filie a iima organização : ..partidárias ...■. ,; •..
, .1 — "Não gosto de política. Política é f *oí; ^çoisasuja"
' _; Esse ensinamento que as ditaduras e a classe dominante costumam — através dos tempos— passar para os trabalhado res, é uma" grande mentira. E tem um claro objetivó. Enquanto os trabalhado res —. organizadamente como classe — não se metem em política e não fazem po lítica por ser ! "coisa suja", os opressores vão fazendo a política que lhes convém — sempre contra a classe oprimida, os tra balhadores. A política não é suja por si só. São oa,ricos, os.opressores, que a fa zem de forma suja. Mas isso pode ser di ferente, Se hápessoas que defendem pro postas políticas limpas, honestas — como
e o caso,/muitas, vezes, de quem milita nos .movimentos populares, sindicais e partidários democráticos e de esquerda — certamente; a política também será limpa. '.";..*"";:.^
2"— "Não voto em partidos, voto em pessoas"
Mais um engano. Na Constituinte, muitos companheiros que assim fizeram — pelo menos a pratica demonstrou — de ram com os burros n'agua. Ora, as pes soas têm partidos e os partidos té m pro gramas. Esses programas contêm pro postas para o conjunto da sociedade. O que se viu, então? Os' candidatos da clas se dominante, eleitos para a Constituin te, seguiram os programas de seus parti dos que saõ contra os interesses dos tra balhadores. ; E assim, na Constituinte, /massacraram e jogaram por terra até di ' reitòs já 'conquistados' na luta.
3 — "Todos os partidos são iguais. Tanto faz votar em um como em outro. Ne*
nhum presta" , Essa é outra mentira muito difundi da, na ânsia de confundir. Há partidos e partidos, no plural e não no singular. Os partidos são organizados em cima de pro postas de classe. Os partidos das classes dominantes lutam para viabilizar uma proposta de sociedade que lhe permita manter seus privilégios. Os partidos da classe trabalhadora lutam, em contra partida, para viabilizar uma proposta de sociedade onde todos tenham os mesmos direitos, onde não haja exploradores e nem explorados. Os políticos da classe exploradora participavam ontem do PDS, PMDB, PFL, PTB e PL. Hoje ou amanhã, mudando de partido como quem muda de camisa — só para tentar enganar o povo, são do PRN. Isso porque, na verdade, a proposta política e a ideolo gia desses partidos não se diferenciam. São todos representantes da classe domi nante e têm objetívos comuns. 4 — "Estou farto de promessas. Todos prometem e ninguém cumpre. Não acre
dito mais em ninguém" Sem dúvida, "quem vive de promes sas é santo": E esse, com certeza, não é o seu caso. Mas não se deixe enganar pela prática dos "promesseiros de palanque". Fique atento, portan to. O futuro não só se prevê, mas se constrói. Come fazer, en tão, para discernir promessa falsada pro messa honesta e concreta? Ora, discernir isto não se torna muito difícil, já que — n a maioria das vezes — é fácil verificar se os que prometem para o futuro cum prir ~m seus compromissos de palanque com os eleitores no passado; A lição, aprendida em eleições passadas, deve agora ser aplicada com todo o rigor. Ou seja: os que arrocham nossos salários, os que espoliam o país, os que prendem, ar rebentam e matam trabalhadores, os que desempregam e os que subempregam — não devem, certamente, merecer a con
fiança do nosso voto. Isso porque, nesse caso, o voto do trabalhador passa a ser uma arma contra ele mesmo. 5 — "Todos se corrompem quando che
gam ao poder"
A coisa não é bem assim. E através do poder que a sociedade é administrada. Querem nos fazer crer — erradamente — que estudante estuda, cantor canta, tra balhador produz, rico administra, manda e faz política. E que ninguém ouse mu dar a ordem estabelecida. Mas é preciso ousar. O poder, hoje, no Brasil, é exerci do pelas oligarquias e pelas famílias ri cas. E esse poder é de caráter elitista, digase de passagem. A corrupção e a im punidade também são filhas adotivas desse poder.
Incentivase, ao lado disso, na cabeça do trabalhador o preconceito contra ser governo, quanto a administrar, quanto a gerir ele próprio o resultado do seu tra balho, quanto a ter competência para obedecer e nunca para dirigente do país. Daí, "o trabalho dignifica o homem" e dentro da ordem está o progresso. Tradu zindo: nosso trabalho dignifica a vida da classe dominante e é preciso que mante nhamos a ordem para o perene progresso dos ricos.
A máxima de que "o poder corrom pe" não é de toda verdadeira. O poder que corrompe é o poder da classe domi nante. O poder popular, ao contrário — que vislumbra a ótica do trabalhador — acaba com a corrupção, com a impunida de, com os falsos líderes, com as falca truas. As eleições presidenciais funcio nam como oportunidade de os trabalha dores ocuparem espaços e avançarem ru mo à construção do poder popular.
Cabe a nós — parcela consciente e or ganizada — derrotarmos a desinforma ção e ajudarmos a superar a omissão e a descrença. Se assim não o fizermos — com todo o empenho e garra —, mais uma vez, seremos "passarinhos comendo pe dra na tentativa de nos alimentarmos".
OLHA LA'
( M E U
CANÒlDfíTOf/
...CANDIDATO A PRE5ÎDÊNC PROMBTE JfehBi COMA.A mui
fruto d
r
C
Votar em latifundiário e quei ele faça reforma agrária. Elege quebro e exigir dele estatização d> cos e salário justo para os bancar: var dono de escola particular ao \ esperar que ele destine verbas p somente para as escolas públicas, patrão e querer que ele garanta o tos dos empregados. Acreditar ei isso é, no mínimo, pedir a cachot vigie carne fresca. E pedir à rape tome conta do galinheiro. E espei as formigas protejam o açucarein Essas palavras parecem brinc mas — falando sério — elas tradi dura realidade dos votos dados pe balhadores. Se assim não fosse, cc plicar que os representantes das dominantes se elegeram, se não c nem a 3 por cento da população? 1 deira mesmo é olhar a maio candidatos à Presidência da Rep Bons de palanques, de promesse discursos, eles estão na TV, nas nas revistas, nos jornais, nas pie dos muros pedindo votos ao povo metendo mundos e fundos.
O passado de quase todos esses datos os condena a nunca mais : rem votos dos trabalhadores. Do cientes, pelo menos. Não devem í nossos votos — por mais bem ve bem educados e bem falantes os c£ tos de partidos que, tendo diseur; rai e prática conservadora; se cok ou se colocam contra:
• Estabilidade: hoje, neste país, ; demitem a torto e a direito, quan< rem e como querem.
• Turno de 40 horas semanais: o E um país que, além de ter um dos s; mais baixos do mundo, possui a jornada de trabalho semanal. Os rios. na França, lutam por 32 hor • Turno 6 horas
• Salário mínimo real: o salário n percebido pelos trabalhadores bi ros é, atualmente, o menor já pag( país.
• Pagamento de férias e mais 1/3 • Piso salarial: é necessário estai um patamar mínimo e digno, abí qual nenhum trabalhador pode rt • Direito de greve: esse direito é nável dos trabalhadores que, alén tarem para sobreviver com salár seráveis, ainda têm que enfrentar aparato repressivo e legal, que Ih ba — na prática — o direito d( greves.
• Aviso prévio/30 dias • Aviso prévio proporcional
ENTÃO AINDA RE$TA UMA ESPERANÇA...
mã
JUNTOU
A Tarefa dos Trabalhadores em Educado
nça sera
ossàaçãò
• Estabilidade do dirigente sindical • Auto aplicabilidade dos direitos so ciais: assim é que as poucas conquistas dos trabalhadores na Constituinte,por exemplo/são destruídas quando vão ser' regulamentadas/']', \ ' . ' : , ; • Sindicato como substituto processual: os patrões sabem que muitos não vão à Justiça reclamar seus direitos, pois, não tendo estabilidade, estão sujeitos a punií ções e a demissões, logo que'o patrão tov. ma conhecimento da causa. Se o sindica to é substituto processual, os reclâman. tes não ficam caracterizados e diminuem/ as possibilidades de perseguição, ficando menos desprotegidos os que reclamam seus direitos. "V■ ■•'■ ■ p;*;^v;' '
• Proteção à empresa nacional .
• Voto aos lfi anos
• Tabelamento dos juros f;?* |* Nacionalização das reservas minerais.
• D e m o c r a t i z a ç ã o dos. meios de comunicação w^, _ ,v r ■ • Aposentadoria proporcional. .»' :' • Aposentadoria aos 25 anos para todo o magistério A
Nãopagamento da dívida, externa: .quem não deve, não paga. ' .' '',v;■ • Reforma agrária: sem reforma agrária não haverá liberdade neste país. Nenhu ma democracia' poderá existir, enquanto 1.8 por cento da população detiver em seu poder'58porcento das terras; en quanto trabalhadores forem expulsos do campo, inchando a periferia desemprega da a miserável 4as grandes cidades; en quanto assassinatos no campo forèmim punemente cometidos. É preciso lembrar, que quem produz alimentos paráa'.popu: lação não são os latifundiários. São os pe.' quenos e médios produtores.'Latifundia; rio produz pára exportar'ou u s a ' a t e r r a para criar gado/V:/. :^.1 ' ■ . ' : > :
Não é possível dar nosso voto par a os, representantes.de jjartidos que .querem' acabartcom a'infláçã6',arrochando,salá rios e,.demitindo .trabalhadores.: Para. quem quer. privatizar .empresas, estatais ; rentáveis e congelar os preços"np.p/cpe ' os saláriosnamédia.
' :Á uniãò,'a açab'de todos os trabalha dores pode mudar a situação decnsVenf que vivemos. É certo que elegermos.um ■ Presidente da República comprometido com os interesses dos trabalhadores por si só não resolve a questão. Não .'existe "salvador" dapátria" que, sozinho, dê'jei to na crise; E certo também que este é um passo fundamental para podermos' começar a construir um pais decente e uma vida decente, desde que o projeto de transformação da sociedade não seja só daquele^que.sp degèú,_mas de todossnós.,
Hamilton Santana'
"Brasileiras e brasileiros"... E s t a foi a cantilena ouvida, indese ; javelmente, por toda a Nação du r a n t e estes cinco longos anos. No : entanto, este refrão será encerrado no dia Io de janeiro de 1990, quan do — inaugurando u m a nova déca d a — o povo brasileiro e s t a r á dando posse ao presidente eleito no próxi mo dia 15 de novembro.
Passamse quase cinco anos de implantação da "Nova República", surgida das majestosas mobiliza ções de massa das c a m p a n h a s "Di r e t a s j á " e "Muda Brasil". Aquele que se propôs, nas praças públicas, ser u m governo democrático, trans p a r e n t e e defensor das riquezas na cionais, tornouse um governo auto ritário, opaco e entreguista, dei xando, às claras, a incompetência e o desinteresse da grande burguesia nacional em solucionar os proble m a s que tanto afligem a Nação. , ' É fundamental que nós, traba lhadores em educação, categoria que tem mostrado combatividade, analise profundamente a conjuntu r a , tendo em vista que — em épocas
de eleições — i n ú m e r a s "fórmulas mágicas" surgem para resolver os problemas. Muitos são os elemen tos que tendo se locupletado do po der dizemse agora independentes, verdadeiros paladinos da moral e honestidade, esquecendo eles o tempo recente no qual estavam construindo seus impérios, usu fruindo de todas as facilidades e imoralidades do regime aritigo.
Ora, a Nação brasileira não es tá na busca de defensores de ú l t i m a hora, de homens que prefiram os acordos palacianos à discussão aberta com o povo, ou mesmo da queles que, apesar de conhecerem a fundo os problemas, buscam solu ções paliativas, mantendo, no final, o statusquo. O povo brasileiro está a exigir um candidato que t e n h a história de luta ao seu lado, e mais: que esteja ligado às m a s s a s com um programa democrático e popular e que tenha coragem suficiente p a r a i m p l e m e n t a r a s m u d a n ç a s necessárias.
Nós, trabalhadores em educa ção, tendo a tarefa vital de educar — papel este que, do'nosso ponto de vista, não deve ser restrito à escola, devemos cair em campo, defenden
do e educando as m a s s a s no sentido de u m candidato defensor, de forma clara e sem subterfúgios, das ban d e i r a s de lutas aprovadas no nosso XXII Congresso Nacional, em C a m p i n a s : verbas públicas só p a r a escolas públicas, suspensão do pa g a m e n t o da dívida externa, gestão democrática n a s escolas, Plano de C a r r e i r a unificado e reforma agrá ria sob controle dos t r a b a l h a d o r e s , e n t r e o u t r a s .
Temos clareza, por outro lado, que a eleição não é um fim em si m e s m a . Entendemos que não será simplesmente com a figura de u m p residente que os nossos problemas serão, em sua totalidade, resolvi dos. M9s compreendemos, t a m b é m , ser a eleição de um presidente com prometido com nossas b a n d e i r a s a condição sine qua non p a r a o avan ço. P o r t a n t o , a nossa escolha deve recair sobre a l g u é m que, tendo li gações históricas com a luta, assu m a firmemente as nossas p a l a v r a s de ordem e r e ú n a condições objeti v a s de vencer o pleito.
Luiz Hamilton Santana de Oliveira é 1 ° tesoureiro da CNTE
ifQUÁDRO SALARIAL DOS PROFESSORES
REDE ESTADUAL A G O S T O / 8 9 REDE MUNICIPAL CAPITAL 2° Grau L. Curta i 124,45. )369,00: "283,43 í192,00 ^ 324,04' 645,40 1262,00 ! 368,02 1348,50 270,22 ■ 289,70) I 238,00;
m^m
298,90', .225,00; 230,00 i 126,00 í297;56 = 239,34 ¢539^35 270,52¾ 257,38); 266,40> ^146,77^ 516,00': I 43332: í'2Í3;52; r432,06' g 806,19' í: 299,37; \ 412,18 Î 417,35 [:450,37. g 434,55 ^357,00 í 386,60 E 319,00 i 248,80 ? 311,40 202,80 1373,25* 5280,39 r.623,55 U057J8. [349,35 1406,24..Plena l C / H ^ j 12° Grau L . C u r t a ' L.Plena C/HÎS ■saí ifciUsiiiiaei msmismM Eaááti^..ii :......Jiia
3^3 W&'®£r"' '"■'.' '■'• ''''~''f?$i
: >m
368,02 412,18 227,55 ' 571;,50. . 618,47; I 267,04: 1540,07: 1.017,24 1 352,20 ! 515,23 t 447>95 565,42, 579,40 440,30 I 437,61 349,00: 1281,00: : 419,76: j29640' f'373,25'! : 329,00; | 823,6¾ 500,46, ; 395,67: í 546,61i \ 515,23: 20. 20. 20 20, 20 20 20 ,20 20 20 20: 20 »266,80 1175,56.; ,543,00 '205,59 5187,05 1771,00 1,268,80 l 319,69 1:358,57 I 485,56 r338,40 £346,52W&&
230,88 701,59; 288,00 ^390,00 |;799,00 5:261,47 ^■261,87 ; 925,20 1425,00 fe': ■ ; ^539,06;/ 1414,00?! 1434,69¾ \ 48.9,62 i 352,07; /400,20 ;; 447,20 1.016,00 : 342,32 1336,62 L;002,30 1338,00 ?581,00 [:506,51 £660,07; ¢453,60: R 3 4 . 6 9 í.350,00 \ 538,61I
Z. •
l*473,73; >778,93; 20 20 20 20 20 20. ; 20 — ■■ 20 20 20: 20 2 0 | í 20 : 20 ' : — ■ 40 2 0 , : ; 20 |OBS.: Os salários publicados referemse aos professores em início de carreira. \ * RR — 0 salário de Roraima que saiu na última tabela foi de final de carreira
t
L
r*:
i"
:
.
f
&m
r ■}'■■■>I
.'■v;! ./'
IL
' ■ ■ f • I ■ê caso de polïci
t nr.11 a l crmríi»*Ti*iíír\*» rln Ï X . . , , i I ■ ■ 11 ... ■ ■—., . p O a t u à l governador dó Piauí, !,v Alberto Tavares Silva, governador. biônico à época da ditadura militar — assessorado pelo secretário de .' Segurança,;Xavier Neto (o qual ...serviu áqs militares no Araguaia H n a década de 70) e pelo secretário . d e Educação, João Henrique Sousa, ' m a i s conhecido como João Mentira • — desencadeou u m a verdadeira
onda de terror no seio do ; ' magistério piauiense.
D u r a n t e 107 dias de greve, os professores da rede estadual sofreram todas a s formas de p r e s s ã o e repressão. O secretário de ; Educação colocou todos os seus
assessores — até mesmo o chefe de g a b i n e t e d a Secretaria, j u n t a m e n t e com os superintendentes — para fazer pressão direta nas escolas. Ameaçou demitir os professores por abandono de cargo. Descontou, sem n e n h u m critério, os contracheques de maio e j u n h o , deixando muitos deles zerados e chegando ao absurdo de efetuar descontos maiores que o valor do i contracheque. "
D i a 25 de maio, quando os professores t e n t a v a m acampar n a s proximidades do Palácio do Governo, foram violentamente . reprimidos. A categoria foi espancada a t é mesmo dentro da
Professores presos no DOPS
Igreja de São Benedito. Jornalistas, além de t e r e m seus instrumentos de t r a b a l h o danificados, t a m b é m sofreram terríveis agressões. E m 1 ° de agosto, n a reinauguração do Liceu Piauiense, sob o comando do próprio Secretário de Segurança, o governo agiu de forma violenta contra os professores que se manifestavam com faixas, cartazes e apitos. Policiais, capitaneados pelo secretário Xavier Neto, i n v a d i r a m u m a residência n a s imediações do Liceu p a r a prender a professora Tailândia Maia. Professores foram espancados, algemados, presos, submetidos a vexames (desfilar nu para policiais) e colocados e m celas comuns no D e p a r t a m e n t o de Ordem Política e
Pará
Social (DOPS), só saindo sob fiança. F o r a m presos q u a t r o diretores da Associação dos Professores do E s t a d o do Piauí (APEP), t r ê s professores de base, um r e p r e s e n t a n t e da Associação dos Moradores do Satélite e o presidente do Sindicato dos J o r n a l i s t a s . Dia 2 de agosto, a professora Lourdes Melo foi agredida física e m o r a l m e n t e , d e n t r o de u m ônibus, por u m a g e n t e do DOPS. Todos esses atos repressivos e animalescos foram repudiados pela população piauiense.
D i a n t e de tal repressão e do desrespeito à J u s t i ç a — o secretário de Educação negouse a cumprir determinação judicial que o obrigava a devolver.os descontos efetuados — os professores, cansados (107 dias de greve), desesperados (dois descontos consecutivos) e sem perspectivas de avanço n a s negociações, decidiram suspender a greve no último dia 3 de agosto e e n t r a r com dissídio coletivo, com paralisações m e n s a i s nos dois últimos dias do mês. Da greve a única conquista económica foi u m reajuste de 35 por cento. O salário básico é de NCz$ 94,00 (pedagógico) e NCz? 129,00 (licenciatura plena).
Um prefeito contra a lei
E m Ananindeua, no Pará, o prefeito F e r n a n d o Corrêa (PDS) n ã o reconhece o direito de livre or ganização dos trabalhadores, nem tampouco respeita a noya Consti tuição. Auxiliado por capangas, pa r e n t e s e puxasacos, F e r n a n d o Cor rêa, está transferindo inúmeros pro fessores e demitindo outros, só por que a categoria, no município, re solveu l u t a r pela adoção de um piso equivalente ao salário mínimo.
A situação por lá não é das me l h o r e s . Um.servente,,de.escola pú
blica recebe NCz$ 26,00 e u m pro fessor NCz$ 40,00. E n q u a n t o isso, u m assessor ou p a r e n t e do prefeito g a n h a , por mês, NCz$ 1.000,00. Em, A n a n i n d e u a , as escolas estão a b a n d o n a d a s e entregues à s traças. O prefeito se recusa a a s s i n a r u m acordo salarial com os professores. Pelo acordo, a categoria receberia a p a r t i r de agosto um piso de u m salário mínimo, o estatudo de fun cionamento das escolas públicas se r i a modificado, n e n h u m professor seria punido e os filiados ao Sindi . cato. dos .Trabalhadores, em. Educa ■
ção Pública do P a r á (Sinteppf) se r i a m descontados e m folha.
Passando por cima disso, o pre feito F e r n a n d o Corrêa q u e r i a con dicionar a a s s i n a t u r a do acordo à concordância, por p a r t e do Sintepp, de u m concurso público no qual se r i a m colocados e m disputa as v a g a s dos a t u a i s professores. A categoria rejeitou, por u n a n i m i d a d e , essa es d r ú x u l a proposta g o v e r n a m e n t a l e está e n t r a n d o n a J u s t i ç a do Traba I h o c o n t r a o p r e f e i t o d e •Ananindeua: — i
CNTE
repudia
violência
A prisão ilegal e arbitrá ria do presidente e de oito di retores da Associação dos Professores do Estado do P i a u í (APEP), além da do presidente do Sindicato dos J o r n a l i s t a s Profissionais do Piauí, ocorrida em 3 o de agosto, d u r a n t e a solenidade de r e i n a u g u r a ç ã o do Liceu Piauiense, foi veementemen te repudiada em Brasília pela Confederação Nacional dos T r a b a l h a d o r e s em Edu cação (CNTE).
No mesmo dia, e m tele g r a m a dirigido ao governa dor Alberto Silva, a C N T E " r e p u d i o u a violência poli cial cometida contra a mani festação pacífica dos profes sores em greve e exigiu a i m e d i a t a libertação dos cole g a s presos, bem como o aten dimento das reivindicações da categoria". A e n t i d a d e t a m b é m e n v i o u o f í c i o circular aos líderes dos parti dos n a C â m a r a dos Deputa dos, com cópia p a r a o Gover no do Piauí, exigindo pro n u n c i a m e n t o s dos Srs. Depu tados e solicitando gestões j u n t o ao governador Alberto Silva p a r a solução civilizada do conflito estabelecido.
Ainda sobre esse caso, a C N T E divulgou n o t a à im p r e n s a . Nela, a e n t i d a d e e n t r e o u t r a s coisas considerou que u m a solução definitiva p a r a o impasse p a s s a v a , ne c e s s a r i a m e n t e , pelo respeito profissional do m a g i s t é r i o p i a u i e n s e e pela condição h u m a n a dos t r a b a l h a d o r e s em educação. "Fatos como os ocorridos no Estado do P i a u í constituem atentados ao pro cesso de consolidação da de mocracia no país. Indigna dos, repudiamos o fato de que a d e m a n d a social dos t r a b a l h a d o r e s , no P i a u í , seja t r a t a d a c o m o c a s o d e polícia". r\'j"\. , r.