• Nenhum resultado encontrado

CONIC-SEMESP

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "CONIC-SEMESP"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904

TÍTULO: CINEMA E HISTÓRIA: A REPRESENTAÇÃO DO CONFLITO ENTRE ISRAEL E PALESTINA

TÍTULO:

CATEGORIA: EM ANDAMENTO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

ÁREA:

SUBÁREA: ARTES VISUAIS

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): FELIPE NADAY

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): SHEILA SCHVARZMAN

(2)

UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

FELIPE NADAY

Cinema e História: A representação do conflito entre Israel e Palestina

São Paulo 2013 Felipe Naday

(3)

Cinema e História: A representação do conflito entre Israel e Palestina

Projeto de pesquisa apresentado à Pró-reitoria Acadêmica para inscrição no processo de seleção Conic 2013

São Paulo 2013

(4)

SUMÁRIO 1.RESUMO...04 2.INTRODUÇAO...04 3 OBJETIVOS...04 4 METODOLOGIA...04 5 DESENVOLVIMENTO...04 4.RESULTADOS...06 5. CONSIDERAÇOES FINAIS...06 6. FONTES CONSULTADAS...06

(5)

1.Resumo:

A pesquisa pretende dar credibilidade e mostrar o valor do audiovisual como documento histórico. Muito mais do que um emaranhado de memória coletiva, o filme pode ser visto como instância criadora de seu próprio discurso histórico, confirmando ou, muitas vezes, modificando análises de outras fontes.

2. Introdução:

A pesquisa está centrada na representação do conflito entre Palestina e Israel e, até então, está analisando dois filmes:

“Vingue Tudo Mais Deixe Um Só de Meus Olhos” (2005) do diretor israelense Avi Mograbi, que desenvolve cinco pontos centrais: A historia do cerco e a queda do palácio de Massada; o mito de Sansão; o exercito israelense; o discurso de resistência palestino e o muro de separação e suas consequências na população palestina. O sentido fílmico nasce mais no entrecruzamento desses temas do que na fragmentação isolada de cada um. É através da estrutura do filme e da colisão entre os planos que se revela uma leitura histórica até então ignorada pelo discurso oficial.

Já em “O tempo que nos resta”, (2009) retrata-se quatro episódios que marcaram a vida do diretor palestino Elia Suleiman, desde 1948 (data da independência do Estado de Israel) até os dias atuais, mostrando o cotidiano dos arábes que lá permaneceram. Desta vez, é a narrativa que vai nos chamar a atenção, junto com toda a liberdade que a modalidade da ficção traz para o relato, usando recursos como o absurdo, o cômico e a fantasia. Além disso, o posicionamento do personagem principal como observador mudo não foi uma escolha inocente ou gratuita do diretor.

Ambos filmes tem um caráter autoral bem evidente; uma construção cinematográfica do realizador, seja através da organização dos planos (estrutura), seja através da narrativa vistas pelos olhos do personagem, ponto de vista esse subjetivo. Consequentemente, abre-se mão de uma obabre-servação objetiva da realidade nos dois filmes, abre-se concentrando muito mais numa manipulação ou reorganização da realidade. Ora, estamos bem distante da modalidade e fontes históricas com caráter científico tradicional e, apesar disso, a pesquisa defende que tais documentos fazem uma (re)leitura do passado e do presente, que é tão historia quanto a Historia oficial. Podendo muito contribuir para o entendimento e a analise critica, mesmo que os acontecimentos nela citados sejam recentes.

3.Objetivos:

A pesquisa pretende analisar filmes e mostrar o valor que eles tem como documento histórico, assim como apontar as particularidades do “texto” fílmico. Isto é, apontar as qualidades e particularidades da plataforma do cinema como analise critica da historia, seja através linguagem cinematográfica, da narrativa fílmica ou a construção de sua estrutura

4.Metodologia:

A base da pesquisa está numa bibliografia que diz respeito a relação entre cinema, historia e memoria (“Historia e Cinema” de Marc Ferro e “Cinematografo: um olhar sobre a História de Jorge Nóvoa e Kristian Feigelson”) assim como fontes sobre os grupos culturais envolvidos e o conflito em si (“A questão da Palestina” de E. Said; “A invenção do povo judeu” de Shlomo Sand e The bird of the problem refugee palestine's” de Benny Morris)

5. Desenvolvimento:

I.A função do exercito e da educação no corpo social.

(6)

saber (a professora na escola, a família ou o guia turístico no próprio sitio arqueológico) transmite para crianças e adolescentes a narrativa de Massada e de Sansão e, como já foi mencionado, o próprio exército de Israel.

A importância da educação se da pela construção de códigos culturais homogêneos, fortalecendo “a evolução da consciência nacional, elaboração de um cultura e, em seguida, sua organização” (2011, 76) .Provocando não só a integração social, sensação de

pertencimento a um grupo, território, mas justificando e dando força na permanência desse mesmo grupo. O exército, por sua vez, também possui um caráter ideológico, porém, de uma força bruta muito mais evidente. Enquanto que na escola se transmite o discurso ideológico e formata o cidadão, o exercito mantêm o domínio estatal através da força, neutralizando possíveis efeitos do contra-poder.

2. Ultrapassando o nível da aparência

Após a destruição do Segundo Templo no ano 70, os romanos cercaram o ultimo foco de resistência judaica em Massada, construindo diques, muros e pontos de controle em volta do palácio com o objetivo de pressionar os rebeldes e conseguir sua rendição. Contudo, os 960 judeus preferiram cometer um suicídio coletivo, liderado por Eleazar ben Yair, no lugar de se entregar.

Sansão, herói bíblico que possuía uma força extraordinária, liderou os judeus contra os filisteus. Depois de ser capturado pelo inimigo, juntou suas ultimas forças com a ajuda divina e destruiu os pilares do palácio em que se encontrava preso, sacrificou-se e matando 3.000 filisteus.

A relação das duas historias acima com a realidade Palestina é uma constante no documentário. A montagem aqui não se preocupa tanto com a linearidade clássica, ordenada através do tempo e espaço, mas tem uma função comparativa; com um caráter analítico, ela faz o levantamento de possíveis denominadores comuns entre discursos aparentemente distintos: o cerco em Massada se encontra com o muro de separação entre Israel e a Palestina; e mito de Sansão e a resistência dos Judeus contra os romanos se confundem com o discurso de resistência Palestino. As narrativas são colocadas num mesmo nível, o contexto é o mesmo: opressores e oprimidos e a desigualdade na organização entre dois grupos.

Visto que o filme coloca o posicionamento Palestino num mesmo plano do de resistência judaica, potencialmente, é o próprio povo judeu que pode compreender e entender os palestinos, pois eles já passaram por um momento de opressão similar. Portanto, qual é o obstáculo que impede tal entendimento entre os dois grupos de sujeitos?

Ora, o projeto sionista assim como o da resistência já possuem uma tradição dentro da história de cada povo, inserindo assim os personagens numa cultura orgânica que se mantêm de geração para geração. Contudo, a cultura de resistência nega o caráter afirmativo do sionismo e vice-versa. Em a “Questão da Palestina” Edward Said (1992,56) diz que o desencontro e o estranhamento se da pela

“incapacidade de ambos os lados de lidar, em certo sentido, com o poder existencial e a presença do outro povo em sua terra (...).A presença daquele pede a ausência deste”.

Nossa hipótese de trabalho coloca a tradição e a cultura como uma faca de dois gumes: é ela que sustenta a história e a identidade dos dois grupos, assim como é ela que cria o abismo físico, mental e discursivo entre ambos. O obstáculo se da pelas “modalidades fixas de leituras já disponíveis”, (1998, 45), onde para cada imagem se coloca uma etiqueta e uma valor preconcebido; o distanciamento e a negação estão profundamente fixada na tradição e na memória do corpo social. Consequentemente, não existe um dialogo direto entre as duas partes.

(7)

Elogio ao silêncio.

No livro “Pedagogia profana”, Larrosa faz um alerta, dizendo que não devemos colocar a nós mesmos e a nossa cultura como medida e critério seguro de todas as coisas, mas antes, questionar a cultura que nos é dada e questionarmos a nós mesmo, como um consciência já solidificada. Um pedido de distanciamento emocional e um estranhamento racional de tudo isso que foi nos dado já convencionalmente formulado, rotineiramente esclarecido, enquadrando o indivíduo em um “eu” habitual que percebe o mundo através de modalidades pré-estabelecidas e pré-concebidas.

Dentro deste contexto, em um filme como “O tempo que nos resta”, a virtude do personagem de Suleiman se da pelo que Larrosa chama de “fortalecer e transmitir o calar”, isto é, a “forma-silêncio” (1998, 45). O protagonista durante sua infância, adolescência e vida adulta observa atentamente o cotidiano e as pessoas em sua volta. Contudo, ele não diz uma palavra, não apela para o mecanismo da linguagem que automaticamente fecharia o mundo, fixando seu significado em um conjunto limitado de enunciados; é um observador mudo.

A pesquisa parte de uma segunda hipótese: esse esforço só pode vim de um olhar já maduro, se não cansado de todas estas as formulas, estas caracterizações e as “rotinas da linguagem” que, “se sobrepondo ao mundo, matam o silêncio”(1998, 47). Sua esperança é evitar ao máximo o seu “eu habitual com as formas habituais de experiência da realidade” (1998, 48), alcançando assim “uma nova capacidade afirmativa e uma disponibilidade renovada para o jogo e para a invenção” (1998, 46).Isto é: ler o mundo de outra maneira, descobrindo (1998, 47)

“o que ficou na penumbra, não formulado, (..) privado da consciência e da linguagem, ou ocultado pela própria instituição da consciência e da linguagem.”

Suleiman pede ao espectador, assim como para as novas gerações de Israelenses e Palestinos, “uma peregrinação por outros lugares (...) num itinerário não suscetível de uma leitura já fixada e de um olhar pré-visto.” (1998, 55). Olhar a imagem (fílmica ou real; do conflito ou do outro grupo cultural) com um distanciamento e um desapego aos discursos dominantes, criando um novo canal de comunicação desprovido da negação do outro e afirmação positiva do eu para, enfim, quebrar o obstáculo, que, nada mais é discursivo.

A pesquisa pretende analisar filmes e mostrar o valor que eles tem como documento histórico, assim como apontar as particularidades do “texto” fílmico. Isto é, apontar as qualidades e particularidades da plataforma do cinema como analise critica da historia, seja atraves linguagem cinematográfica, da narrativa fílmica ou a construção de sua estrutura

6.Resultados:

Até agora a pesquisa encontro interpretações fílmicas bem interessantes, colocando o filme como fonte alternativa da historia, muitas vezes indo contra os discursos oficiais.

7. Considerações Finais:

A pesquisa ainda pretende desenvolver a ideia de que o discurso histórico do filme não se encontra fora dele, mas nele é criado e dele depende. Neste caso, a estrutura ou narrativa vem para sustentar o discurso criado pelo próprio filme.

(8)

SAID, Edward W. “A questão da Palestina”. Unesp, 1992

 

Referências

Documentos relacionados

4 Este processo foi discutido de maneira mais detalhada no subtópico 4.2.2... o desvio estequiométrico de lítio provoca mudanças na intensidade, assim como, um pequeno deslocamento

Os resultados obtidos nos experimentos de filtração com dosagem ótima e super-dosagem de sulfato de alumínio e pH de coagulação próximo de 5 promoveram as melhores remoções

Um ponto de rede lógica perto da caixa central de cabos para assim conectar o switch na rede principal da escola ou diretamente na internet. Um Switch Gigabit de

A Parte III, “Implementando estratégias de marketing”, enfoca a execução da estratégia de marketing, especifi camente na gestão e na execução de progra- mas de marketing por

b) Execução dos serviços em período a ser combinado com equipe técnica. c) Orientação para alocação do equipamento no local de instalação. d) Serviço de ligação das

Buscando contribuir para a composição do estado da arte da pesquisa contábil no Brasil, a investigação lançou mão de técnicas de análise bibliométrica para traçar o perfil

1- Simples: É aquele que possui apenas um núcleo. Ex.: As rosas têm espinhos. 4- Agente: É aquele que pratica a ação no contexto. Obs.: Quando esse sujeito acontecer,

Sobretudo recentemente, nessas publicações, as sugestões de ativi- dade e a indicação de meios para a condução da aprendizagem dão ênfase às práticas de sala de aula. Os